Festivais de Karlovy Vary e Locarno anunciam cancelamento de suas edições em 2020
Os tradicionais festivais de cinema de Karlovy Vary, na República Tcheca, e de Locarno, na Suíça, são os mais recentes eventos internacionais a anunciar que não realizarão suas edições neste ano. A 55ª edição de Karlovy Vary estava programada para acontecer de 3 a 11 de julho, enquanto o 73º Festival de Locarno deveria acontecer entre 5 e 15 de agosto. Eles seguem outros cancelamentos/adiamentos similares, que afetaram os festivais SXSW, nos EUA, de Cannes, na França, e Edimburgo, na Escócia. Karlovy Vary remarcou sua próxima edição para 2021. Mas o Festival de Locarno busca formas alternativas de exibir filmes ainda em 2020. “O festival está temporariamente se reinventando com o lançamento do Locarno 2020”, escreveu o perfil da mostra suíça no Instagram, anunciando apoio a novas plataformas e sem detalhar como pretende materializar essa iniciativa. Os cancelamentos das mostras tcheca e suíça foram consequência da ampliação da medida que restringe a realização de eventos com grande público na Europa, o que afeta diretamente os festivais. Outros festivais europeus de cinema ainda estão em compasso de espera para decidir como farão para realizar suas mostras neste ano. Entre eles, encontra-se o Festival de Sarajevo, na Bósnia, também marcado para agosto, e a mostra de Veneza, na Itália, programada para setembro. No Brasil, o próximo grande festival de cinema é o Cine-PE, que segue agendado para 25 de maio, enquanto o mais tradicional de todos, o Festival de Gramado, mantém sua previsão para o dia 14 de agosto, no rigor do inverno gaúcho. Ver essa foto no Instagram In view of the Czech government’s ongoing coronavirus measures and the complicated worldwide situation today, the KVIFF organizers have come to the extremely difficult decision not to hold the 55th annual Karlovy Vary International Film Festival this year.⠀ .⠀ ▷▷ Instead, the 55th KVIFF will take place July 2-10, 2021.◁◁⠀ .⠀ ▷ “We strongly believe that seeing a movie with other people in a theater is a powerful and irreplaceable experience,” says Jiří Bartoška, president of the Karlovy Vary IFF. ⠀ .⠀ ▷ “And because the Karlovy Vary International Film Festival is one of the most important cultural events in the Czech Republic, we have decided that holding an alternative version would go against the festival’s main mission: to bring together audiences, filmmakers, and people from different walks of life in order to collectively enjoy works of cinema.”⠀ .⠀ .⠀ 🇨🇿 S ohledem na přetrvávající opatření vlády v souvislosti s koronavirovou krizí a kvůli jejím mezinárodním dopadům a celosvětově komplikované situaci jsme pečlivě zvážili všechny okolnosti a rozhodli jsme se 55. ročník MFF Karlovy Vary v letošním roce neuskutečnit.⠀ .⠀ ▷▷ 55. ročník MFF KV proto proběhne ve dnech 2.- 10. července 2021.◁◁⠀ .⠀ ▷ „Mezinárodní filmový festival Karlovy Vary je jednou z nejvýznamnějších kulturních událostí u nás a jako organizátoři jsme nakonec dospěli k názoru, že hledání redukovaných nebo alternativních variant by šlo proti jeho hlavnímu smyslu, a tím je vzájemné setkávání diváků, filmových tvůrců, lidí z různých oblastí života a jejich kolektivní vnímaní filmových děl. Věřím, že síla společného prožitku při projekcích v sálech a jeho sdílení jsou nenahraditelné,“ uvádí prezident MFF Karlovy Vary Jiří Bartoška.⠀ .⠀ ▷ „Dovolte mi poděkovat Ministerstvu kultury České republiky, městu Karlovy Vary, Karlovarskému kraji a všem našim partnerům a spolupracovníkům za jejich podporu. Věřím, že se v červenci 2021 setkáme v Karlových Varech při 55. ročníku festivalu,“ dodává prezident Jiří Bartoška.⠀ .⠀ .⠀ .⠀ #officialstatement #kviff2020 #kviff55 #jiribartoska #bartak #kviff2021 #filmfestival #film #cinema #hotelthermal Uma publicação compartilhada por Karlovy Vary IFF (@kviff) em 28 de Abr, 2020 às 3:17 PDT Ver essa foto no Instagram The Locarno Leopard and the shape of cinema to come. With Locarno73 cancelled, the Festival is temporarily reinventing itself by launching Locarno 2020 – For the Future of Films. #Locarno2020 . . Read the latest news through our link in bio. Uma publicação compartilhada por Locarno Film Festival (@filmfestlocarno) em 29 de Abr, 2020 às 7:13 PDT
Maiores redes de cinema dos EUA decidem boicotar os filmes da Universal
As duas maiores redes de cinema dos EUA reagiram contra a decisão da Universal de dar mais atenção às plataformas on demand, as “locadoras virtuais”, após o sucesso estrondoso de “Trolls 2” em VOD nos EUA. A AMC Theatres e a Cineworld, dona da rede Regal Cinemas, anunciaram que não vão exibir novos filmes da Universal Pictures enquanto o estúdio não desistir de lançar longas simultaneamente nos cinemas e nos serviços de streaming on demand. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. “É decepcionante para nós, mas os comentários de Jeff sobre as ações e intenções unilaterais da Universal não nos deixaram escolha. Portanto, com efeito imediato, a AMC não exibirá mais filmes da Universal em nenhum de nossos cinemas nos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio”, disse Adam Aron, presidente e CEO da AMC Theatres, em comunicado sobre o boicote. “Essa política afeta todo e qualquer filme da Universal e entra em vigor hoje, permanecendo quando nossos cinemas reabrem, e não é uma ameaça vazia ou mal considerada”, continuou ele. “Incidentalmente, essa política não visa apenas a Universal… também se estende a qualquer estúdio ou cineasta que abandonar unilateralmente as práticas de janelas atuais, sem negociações de boa fé entre nós, para que eles, como distribuidores, e nós, como o exibidores, possamos nos beneficiar mutuamente sem sermos prejudicados com essas mudanças. Atualmente, com o comentário feito pela imprensa, a Universal é hoje o único estúdio contemplando uma mudança geral no status quo. Portanto, essa comunicação merece uma resposta imediata”. É um “movimento inapropriado” do estúdio, condenou também Mooky Greidinger, CEO da Cineworld. “Nós investimos muito nos nossos cinemas ao redor do mundo, e isso permite que os estúdios deem aos seus clientes a melhor experiência possível. Não há como contestar que a tela grande é a melhor forma de assistir a um filme”, argumentou, em seu próprio comunicado. Além das duas redes, a entidade que reúne os maiores exibidores, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) também se pronunciou, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para ela, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, disse a organização em comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2″. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Diante da reação dos exibidores, a Universal distribuiu uma nota de esclarecimento, ressaltando que continua dedicada ao cinema e que os comentários de seu presidente foram mal-interpretados. “Acreditamos absolutamente na experiência cinematográfica e não declaramos o contrário. Como dissemos anteriormente, daqui para frente, esperamos lançar filmes diretamente para os cinemas, bem como no VOD, quando essa via de distribuição fizer sentido. Estamos ansiosos para ter conversas privadas adicionais com nossos parceiros de exibição, mas estamos desapontados com essa tentativa aparentemente coordenada de confundir nossa posição e nossas ações”, afirmou a Universal. “Nosso objetivo ao lançar ‘Trolls 2’ em VOD era oferecer entretenimento a pessoas que estão abrigadas em casa, enquanto os cinemas e outras formas de entretenimento externo não estão disponíveis. Com base na resposta entusiasmada ao filme, acreditamos que fizemos o movimento certo”, acrescenta a declaração. A ameaça dos donos de cinemas, entretanto, não afeta o mercado neste momento em que os cinemas encontram-se fechados devido à crise do novo coronavírus. E tampouco leva em consideração movimentos de outros estúdios, como a Disney e a Warner, que também relocaram filmes destinados ao parque exibidor para lançamentos digitais – “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” será disponibilizado em 12 de junho na Disney+ (Disney Plus) e a animação “Scooby! O Filme” ganhará chegará para aluguel e compra digital em 15 de maio nos EUA. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as duas redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. O próprio CEO da empresa, que vociferou em comunicado, encontra-se entre os funcionários licenciados devido à crise sanitária.
Continuação de Venom define título e data de estreia no Brasil
A Sony definiu o título nacional e a data de estreia da continuação de “Venom” no Brasil. “Venom: Let There Be Carnage” foi batizado de “Venom: Tempo de Carnificina” e chegará aos cinemas nacionais em 24 de junho de 2021, um dia antes do lançamento nos EUA. O título oficial refere-se ao vilão Carnificina (Carnage, em inglês), introduzido na cena pós-créditos do primeiro filme, com interpretação de Woody Harrelson. Fotos do set já revelaram o visual do personagem em sua identidade de Cletus Kasady, antes de sua transformação num simbionte assassino. A continuação também terá Tom Hardy e Michelle Williams de volta aos papéis de Eddie Brock/Venom e sua namorada Anne Weying, e ainda destaca a atriz Naomie Harris, indicada ao Oscar por “Moonlight” (2016), como a vilã Shriek. Para completar, a direção está a cargo de Andy Serkis (“Mogli: Entre Dois Mundos”), que substitui Ruben Fleischer, responsável pelo primeiro longa. A sequência de “Venom” foi um dos lançamentos que sofreu adiamento devido à pandemia do novo coronavírus — antes, a produção deveria chegar aos cinemas em outubro deste ano. Apesar da nova data de estreia, o longa não terminou as filmagens e permanece com sua produção suspensa devido à pandemia – e sem previsão para retomar os trabalhos.
Irrfan Khan (1967 – 2020)
Irrfan Khan, o ator veterano de Bollywood que estrelou “Quem Quer Ser um Milionário?”, “A Vida de Pi” e “Jurassic World”, morreu nesta quarta-feira (29/4) em Mumbai, aos 53 anos. Khan foi diagnosticado com um câncer raro, neuroendócrino de alto grau, em março de 2018 e passou um tempo em Londres sendo tratado antes de voltar ao trabalho no ano passado. Ele estava internado num hospital em Mumbai desde o início desta semana devido a uma infecção no cólon. Em sua carreira, que durou mais de 30 anos, o ator viveu muitos vilões, mas se destacou mais por sua versatilidade, além da humanidade e intensidade que trouxe para cada papel. Nascido em Rajasthan, Khan foi inspirado a seguir a carreira de ator por seus heróis Dilip Kumar e Marlon Brando, e começou a trabalhar em produções televisivas antes de fazer sua estréia no cinema em 1988, no aclamado drama “Salaam Bombay”, de Mira Nair, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Especializando-se em interpretar vilões, ele recebeu elogios da crítica como o líder de um gangue estudantil no cultuado “Haasil” (2003), de Tigmanshu Dhulia, além de chamar atenção como o ambicioso protagonista de “Favorite” (2003), de Vishal Bhardwaj, uma adaptação de “Macbeth”, de Shakespeare, passada no mundo do crime indiano. Por curiosidade, ele ainda estrelou o “Hamlet” indiano, “Haider”, também dirigido por Bhardwaj. Sua carreira internacional começou em 2001, quando protagonizou o filme de estreia do diretor britânico Asif Kapadia, “Um Guerreiro Solitário”. O drama existencial, ambientado no Rajastão feudal, venceu o BAFTA de Melhor Filme Britânico e apresentou Khan ao público ocidental. Ele voltou a trabalhar com Mira Nair nos EUA, em “Nome de Família” (2006) e num segmento da antologia “Nova York, Eu Te Amo” (2008). Contracenou com Angelina Jolie em “O Preço da Coragem”(2007), de Michael Winterbottom, e participou do filme indiano de Wes Anderson, “Viagem a Darjeeling” (2007). Mas a grande maioria do público ocidental só começou a notá-lo após o fenômeno “Quem Quer Ser um Milionário?” (2008), de Danny Boyle, no qual interpretou o inspetor de polícia que interroga o personagem de Dev Patel. O sucesso da produção britânica lhe credenciou a participar de blockbusters americanos, como “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), de Marc Webb, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015), de Colin Trevorrow, “Inferno” (2016), de Ron Howard, e principalmente “As Aventuras de Pi” (2012), de Ang Lee, que venceu quatro Oscars. O ator demonstrou sua versatilidade em comédias com grandes sucessos indianos, como “Piku” (2015), de Shoojit Sircar, e “Hindi Medium” (2017), de Saket Chaudhary. Este último bateu o recorde de maior bilheteria de estreia na Índia e ainda registrou a segunda maior abertura de um filme indiano na China. Além de fazer rir, ele também fez chorar, ao apaixonar o público com o popular drama romântico “The Lunchbox” (2013), de Ritesh Batra, premiado nos festivais de Cannes e Toronto. Graças à popularidade de seus filmes, Khan se tornou o ator indiano mais conhecido do público ocidental. Seu último trabalho foi “Angrezi Medium”, uma sequência de “Hindi Medium” lançada em março, que também foi o último filme a ser exibido nos cinemas indianos antes de o país entrar em “lockdown” devido ao surto do novo coronavírus. “O carisma que você trouxe para tudo o que fez foi pura mágica”, tuitou a atriz Priyanka Chopra (“Baywatch”) sobre seu colega. Os dois trabalharam juntos na comédia “7 Khoon Maaf” (2011), do diretor Vishal Bhardwaj. “Você inspirou muitos de nós.” Colin Trevorrow, que dirigiu o astro indiano em “Jurassic World” – Khan viveu o dono do parque – lembrou-o como “um homem pensativo que encontrava beleza no mundo ao seu redor”. E o ator Riz Ahmed (“Venom”) simplesmente declarou que ele era um de seus heróis e “um dos maiores atores de nosso tempo”.
Karen Gillan vai enfrentar seu clone em nova sci-fi
A atriz Karen Gillan (de “Guardiões da Galáxia” e “Jumanji”) vai estrelar a sci-fi “Dual”, produção indie escrita e dirigida por Riley Stearns (“A Arte da Autodefesa”). A trama acompanhará uma mulher (Gillan) com doença terminal que opta por passar pelo processo de clonagem, para diminuir a dor da perda nos seus amigos e família. Quando ela milagrosamente consegue se recuperar da doença, precisa se livrar da sua clone. Mas as tentativas de fazê-la desaparecer dão errado, e as duas são levadas a participar de um duelo até a morte. Além de Gillan, o elenco também contará com Aaron Paul (das séries “Breaking Bad” e “Westworld”), Beulah Koale (“Hawaii Five-0”), Martha Kelly (“Baskets”) e Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), que já trabalhou com Stearns em seu único longa anterior, “A Arte da Autodefesa”, lançado no ano passado. A produção ainda não tem previsão de estreia.
Lançamento digital de Trolls 2 já rendeu US$ 100 milhões nos EUA
A arrecadação do lançamento digital de “Trolls 2” em VOD nos EUA surpreendeu os analistas de mercado e o próprio estúdio Universal. A sequência já arrecadou cerca de US$ 100 milhões em aluguéis virtuais só no mercado norte-americano. Previsto para estrear nos cinemas em abril, o filme acabou tendo seu lançamento suspenso por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas em vez de programar uma nova data, o estúdio resolveu disponibilizá-lo logo nas plataformas on demand. A iniciativa enfrentou protesto das empresas exibidoras, por receio do que isso poderia representar para a janela cinematográfica e para os futuros lançamentos de franquias populares. “Trolls 2” testou o mercado, como a primeira sequência de blockbuster lançada exclusivamente em streaming, e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. Diante disso, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) decidiu se pronunciar, por meio de comunicado, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para os proprietários de salas exibidoras, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, diz o texto do comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2”. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar uma estreia cinematográfica de “Trolls 2” no Brasil, prevista para outubro. Apesar dessas ressalvas, a Universal já planeja seu próximo lançamento nas plataformas digitais. O estúdio anunciou que “The King of Staten Island”, nova comédia de Judd Apatow (“Ligeiramente Grávida”, “Descompensada”) estreará no dia 12 de junho diretamente on demand. O estúdio não está sozinho nessa iniciativa. De olho no sucesso de “Trolls 2”, a Warner resolveu também lançar a animação “Scooby! O Filme” em VOD, em vez de esperar a reabertura dos cinemas.
Truque de Mestre vai ganhar terceiro filme
A Lionsgate está desenvolvendo um terceiro filme da franquia de suspense “Truque de Mestre” (Now You See Me). O estúdio fechou contrato com Eric Warren Singer, indicado ao Oscar por seu trabalho em “Trapaça” (2013), para escrever a nova sequência. Singer também roteirizou o vindouro “Top Gun: Maverick” e o drama de bombeiros “Homens de Coragem” (2017). E foi ele quem procurou a Lionsgate com o projeto. “Eric sempre foi fascinado pela arte da enganação e ilusão, em todas as suas formas. Ele veio até nós com uma ótima história que usa a mitologia de ‘Truque de Mestre’ e leva os Quatro Cavaleiros a um nível completamente novo, com o elenco antigo e novos personagens”, disse o presidente da Lionsgate, Nathan Kahane, em comunicado. “A franquia ‘Truque de Mestre’ foi construída deixando o público surpreso e curioso. Como qualquer bom mágico sabe, você não pode repetir truques. Eric e sua equipe de ilusionistas têm um truque especial na manga para esse filme.” O roteirista terá liberdade para criar novos personagens e novas histórias, mas embora o elenco não tenha sido anunciado, a premissa sugere o retorno de alguns protagonistas. Um dos destaques da franquia é justamente seu elenco estelar, que traz Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e Isla Fisher/Lizzy Caplan (revezando-se nos dois filmes) como os Quatro Caveleiros, ilusionistas famosos, que se envolvem em crimes mirabolantes e desafiam a polícia com sua impunidade, mas seus talentos não os impedem de ser vítimas de interessados em explorá-los. As tramas também incluem papéis importantes para Mark Ruffalo, Morgan Freeman e Michael Caine, sem esquecer de Daniel Radcliffe, que participou como vilão do segundo filme. Os dois primeiros filmes arrecadaram US$ 687 milhões mundialmente e o novo voltará a ser produzido por Bobby Cohen e Alex Kurtzman, responsáveis pelos anteriores. Para completar, o mágico Jonathan Bayme foi anunciado como consultor dos truques cinematográficos.
Filmes lançados em streaming poderão concorrer ao Oscar 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vai aceitar que filmes lançados apenas em streaming concorram ao Oscar 2021. A decisão reflete o estado atual da indústria, com o fechamento dos cinemas em quase todo o mundo e o fortalecimento das plataformas digitais como opção para lançamentos durante a pandemia do novo coronavírus. As mudanças foram determinadas após uma reunião do Conselho de Governadores da Academia por videoconferência nesta terça-feira (28/4). Até então, só poderiam concorrer ao Oscar filmes exibidos em pelo menos uma sala de cinema de Los Angeles por sete dias, com três sessões diárias. Em comunicado, a Academia informou que a flexibilização para permitir inscrição de títulos de streaming só vai valer durante a pandemia e os filmes que forem lançados após o fim do isolamento deverão seguir as regras antigas. “A Academia acredita firmemente que não há maneira melhor de experimentar a magia dos filmes do que vê-los em um cinema. Nosso compromisso com isso é inalterado e inabalável”, diz o texto assinado pelo presidente da Academia, David Rubin, e pela diretora executiva, Dawn Hudson. “No entanto, a pandemia historicamente trágica da covid-19 exige essa exceção temporária às nossas regras de elegibilidade para prêmios. A Academia apoia nossos membros e colegas durante esse período de incerteza. Reconhecemos a importância de seu trabalho ser visto e comemorado, especialmente agora, quando o público aprecia filmes mais do que nunca.” A Academia aproveitou o comunicado para anunciar também que as categorias de mixagem e edição de som serão combinadas em uma única categoria, de Melhor Som, para a premiação do Oscar 2021 – reduzindo assim o número total de troféus concedidos para 25. A combinação das duas categorias era uma vontade antiga dos organizadores, que encontrava resistência entre os sindicatos profissionais. A realização da 93ª edição do Oscar continua prevista para 28 de fevereiro de 2021. A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood também deve anunciar em breve mudanças em suas regras de elegibilidade para o Globo de Ouro de 2021.
Documentário de Spike Jonze sobre os Beastie Boys chega na Apple TV+
A Apple disponibilizou o documentário sobre a banda The Beastie Boys, dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). O filme teria première no Festival SXSW e seria lançado nos cinemas, exclusivamente no circuito IMAX, mas o festival foi cancelado e os cinemas fechados pela pandemia do novo coronavírus. Assim, saiu no fim de semana diretamente em streaming. Com estrutura não convencional, “Beastie Boys Story” traz Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) apresentando e comentando cenas da carreira da banda para uma plateia, e foi gravada durante um evento de 2018, em que a dupla levou ao palco os altos e baixos de 40 anos dos Beastie Boys para o lançamento de um livro – “Beastie Boys Book”, livro de quase 600 páginas, em que contam de forma detalhada e anárquica a história do grupo. O filme une essa performance com imagens de arquivo do trio original, que também inclui o falecido Adam Yauch (MCA), que morreu de câncer em 2012. Com uma longa relação com os Beastie Boys, Spike Jonze chegou a dirigir vários clipes da banda, como “Sabotage” e “Sure Shot”, o que lhe permitiu maior acesso ao material de arquivo e apoio para a produção do filme. Veja abaixo o trailer de “Beastie Boys Story”.
Festival Varilux disponibiliza mostra online gratuita com 50 filmes franceses
O Festival Varilux, mostra já tradicional do cinema francês contemporâneo, não vai mais acontecer entre 4 e 17 de junho nos cinemas brasileiros. Com sua 11ª edição suspensa, os organizadores analisam a possibilidade de data no segundo semestre. Enquanto dura o impasse, o festival se desdobra num evento digital, que reúne alguns filmes das seleções passadas. Batizada de Festival Varilux em Casa, a mostra traz 50 títulos franceses, e já pode ser acessada no site festivalvariluxemcasa.com.br – é necessário apenas um cadastro simples para ter acesso. Entre os longas que devem ficar no ar por quatro meses figuram produções protagonizadas pelos principais atores do país, como “Quem Você Pensa que Sou”, com Juliette Binoche, “A Última Loucura de Claire Darling”, com Catherine Deneuve, “O Retorno do Herói”, com Jean Dujardin, “Um Instante de Amor”, com Marion Cotillard e Louis Garrel, “Rock’n Roll”, com Guillaume Canet, “A Revolução em Paris”, com Adèle Haenel, e “Branca como a Neve”, com Isabelle Hupert. A lista é ampla e inclui desde terror com zumbis até animações recentes de Asterix disponibilizadas em versões dubladas. Confira a seleção abaixo: Abril e o Mundo Extraordinário Avril et le monde truqué. França/Bélgica/Canadá, 2015. Direção: Franck Ekinci, Christian Desmares. Com: Marion Cotillard, Philippe Katerine, Jean Rochefort. 105 min. Livre. Em uma realidade diferente daquela conhecida pela história, Napoleão 5º reina na França e cientistas de todo mundo estão desaparecendo misteriosamente. Diante disso, a jovem Abril, acompanhada do gato falante Darwin, decide procurar seus pais cientistas. Amor à Segunda Vista Mon Inconnue. França/Bélgica, 2019. Direção: Hugo Gélin. Com: François Civil, Joséphine Japy e Benjamin Lavernhe. 118 min. 12 anos. Certo dia, um rapaz acorda em uma realidade na qual nunca conheceu o amor de sua vida. Ele então precisa reconquistar a antiga mulher, que se tornou uma desconhecida. Um Amor Impossível Un Amour Impossible. França/Bélgica, 2018. Direção: Catherine Corsini. Com: Virginie Efira, Niels Schneider e Jehnny Beth. 136 min. 16 anos. No fim da dÈcada de 1950, um homem de uma família rica se envolve com uma secretária. Eles se apaixonam e ela engravida, mas ele se recusa a casar devido à diferença de classe. Nos anos seguintes, a moça batalha para que ele assuma a paternidade da criança. Adaptação do livro de Christine Angot. A Aparição L’Apparition. França, 2017. Direção: Xavier Giannoli. Com: Vincent Lindon, Galatea Bellugi e Patrick d’Assumção. 137 min. 12 anos. Quando uma jovem francesa diz ter visto a Virgem Maria, milhares de peregrinos começam a segui-la. O Vaticano, então, convida um jornalista para investigar o caso. Asterix e o Domínio dos Deuses Astérix – Le Domaine des Dieux. França/Bélgica, 2014. Direção: Louis Clichy e Alexandre Astier. Com: Roger Carel, Guillaume Briat, Lor‡nt Deutsch, Laurent Lafitte. 85 min. Livre. Asterix e Obelix atrapalham os planos de Júlio César, tenta convencer o povo gaulês a se juntar voluntariamente ao império romano para então conquistá-lo. Asterix e o Segredo da Poção Mágica Astérix – Le Secret De La Potion Magique. França, 2018. Direção: Louis Clichy e Alexandre Astier. 85 min. Livre.Na animação, os guerreiros gauleses precisam encontrar um novo guardião para a fórmula da poção mágica preparada por Panoramix. Durante sua busca, eles lutam para evitar que a receita seja descoberta por inimigos. Através do Fogo Sauver ou périr. França, 2018. Direção: Frédéric Tellier. Com: Pierre Niney, Anaîs Demoustier e Chloé Stefani. 116 min. O bombeiro Franck se sacrifica para salvar seus homens em um incÍndio em Paris. Ao acordar no hospital, ele precisa aprender a viver com as cicatrizes. Branca como a Neve Blanche Comme Neige. França/Bélgica, 2019. Direção: Anne Fontaine. Com: Lou de Lage, Isabelle Huppert e Charles Berling. 112 min. Uma jovem que trabalha no hotel de seu falecido pai é odiada pela madrasta, que herda a propriedade. Um dia, o amante da viúva se apaixona pela enteada e eles fogem juntos. Na fazenda para onde se mudam, sete príncipes se apaixonam por ela. A Busca do Chef Ducasse La Quetê d’Alain Ducasse. França, 2017. Direção: Gilles de Maistre. 84 min. Um dos chefs mais celebrados da gastronomia francesa, o monegasco Alain Ducasse tem várias estrelas Michelin em diferentes restaurantes ao redor do mundo. Aqui, ele é acompanhado durante dois anos por uma equipe de filmagens, que mostra sua busca por novos horizontes. Carnívoras Carnivores. França/Bélgica, 2018. Direção: Jérémie Renier e Yannick Renier. Com: Leîla Bekhti, Zita Hanrot e Bastien Bouillon. 86 min. 14 anos. Na trama, duas irmãs sonham em ser atrizes famosas, mas só a mais nova se destaca e consegue trabalho. Sem recursos, a mais velha vai morar com a irmã torna-se sua assistente e a rivalidade entre elas se acentua. Os Cowboys Les Cowboys. França, 2015. Direção: Thomas Bidegain. Com: François Damiens, Finnegan Oldfield e Agathe Dronne. 105 min. 12 anos. Quando a filha de 16 anos de um trabalhador desaparece com o namorado muçulmano, ele vai em busca da menina no submundo da cooptação de jovens europeus por extremistas islâmicos. Foi indicado à categoria Câmera de Ouro do Festival de Cannes de 2015. Cyrano Mon Amour Edmond. França/Bélgica, 2018. Direção: Alexis Michalik. Com: Thomas Solivéres, Olivier Gourmet e Mathilde Seigner. 109 min. 12 anos. Baseado na vida do poeta e dramaturgo francÍs Edmond Rostand (1868-1918), o filme o acompanha à beira dos 30 anos, com dois filhos e em busca de trabalho. Ele então oferece uma comédia, que ainda não escreveu, para uma personalidade do teatro. A obra, “Cyrano de Bergerac”, mais tarde, seria aclamada pela crítica. Leia a crítica. De Carona para o Amor Tout le Monde Debout. França, 2018. Direção: Franck Dubosc. Com: Franck Dubosc, Alexandra Lamy e Elsa Zylberstein. 109 min. 12 anos. Na comédia romântica francesa, um homem bem-sucedido e mentiroso compulsivo tenta seduzir uma jovem fingindo ser deficiente físico. Quando ele conhece a irmã da moça, que é cadeirante, será difícil sustentar a farsa. O Doutor da Felicidade Knock. França, 2017. Direção: Lorraine Levy. Com: Omar Sy, Alex Lutz e Ana Girardot. Médico e ex-criminoso, o doutor Knock convence a população de um vilarejo de que estão doentes, criando sintomas falsos para os pacientes. A Excêntrica Família de Gaspard Gaspard Va au Mariage. França/Bélgica, 2017. Direção: Antony Cordier. Com: Félix Moati, Laetitia Dosch e Christa Théret. 103 min. 14 anos. Quando seu pai casa novamente, um jovem precisa retornar à casa da família, que abriga um pequeno zoológico. Preocupado com as críticas das irmãs, convence uma amiga a se passar por sua namorada. Filhas do Sol Les Filles du Soleil. França/Bélgica/Geórgia/Suíça, 2018. Direção: Eva Husson. Com: Golshifteh Farahani, Emmanuelle Bercot e Zibeyde Bulut. 115 min. 14 anos. As Filhas do Sol, um batalhão de mulheres curdas, atuam ativamente na guerra contra o Estado Islâmico. Em meio a isso, a comandante tenta recuperar seu filho, que foi capturado por inimigos. Exibido nos festivais de Cannes e Toronto de 2018. O Filho Uruguaio Une Vie Ailleurs. França, 2017. Direção: Olivier Peyon. Com: Isabelle CarrÈ, Ramzy Bedia e MarÌa Dupl·a. 96 min. 12 anos. Inspirado em fatos reais, o filme conta a história de uma mulher que resolve ir atrás do filho, em uma cidade no interior do Uruguai, depois que a criança é sequestrada pelo ex-marido. Finalmente Livres En Liberté. França, 2018. Direção: Pierre Salvadori. Com: Adèle Haenel, Pio Marmao e Audrey Tautou. 109 min. 14 anos. A viúva de um chefe de polícia descobre que seu marido era corrupto e que um jovem passou oito anos na prisão como bode expiatório dele. Sem contar com quem era casada, ela tenta ajudar o ex-presidiário agora que ele está em liberdade. Um Gato em Paris Une vie de chat. França, 2010. Direção: Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli. Com: Bruno Salomone, Dominique Blanc e Jean Benguigui. 70 min. Livre. A animação acompanha um gato, Dino, que divide a vida entre duas casas. Durante o dia, fica ao lado da filha de uma delegada de polícia e, à noite, segue um ladrão pelas ruas de Paris. Gauguin – Viagem ao Taiti Gauguin – Voyage de Tahiti. França, 2017. Direção: Edouard Deluc. Com: Vincent Cassel, Tuhei Adams e Malik Zidi. 102 min. 14 anos. O drama biogr·fico francÍs narra a vida do pintor Paul Gauguin (1848-1903), um dos mais importantes artistas do século 19, no Taiti, para onde se mudou em 1891. Graças a Deus Grâce à Dieu. França/Bélgica, 2018. Direção: François Ozon. Com: Melvil Poupaud, Denis Ménochet e Swann Arlaud. 137 min. 14 anos. Um homem que foi abusado sexualmente por um padre durante a inf‚ncia descobre por acaso que o clérigo continua trabalhando com crianças. Ele então se junta a duas outras vítimas para tentar afastá-lo de suas funções. Prêmio do júri no Festival de Berlim. O Imperador de Paris L’Empereur de Paris. França, 2018. Direção: Jean-François Richet. Com: Vincent Cassel, Freya Mavor e Denis Ménochet. 119 min. Único homem a escapar da maior prisão parisiense, François Vidocq, é acusado injustamente de assassinato. Para provar sua inocÍncia e garantir a liberdade, ele se alia à polícia. Inocência Roubada Les Chatouilles. França, 2018. 103 min. 12 anos. Quando chega à vida adulta, uma mulher passa a questionar a relação que um amigo de seus pais mantinha com ela durante a infância. Percebendo que foi abusada, ela mergulha em sua carreira como dançarina para tentar lidar com o trauma. Exibido no Festival de Cannes de 2018. Adaptação da peça da diretora e protagonista Andréa Bescond. Um Instante de Amor Mal de Pierres. França, 2016. Direção: Nicole Garcia. Com: Marion Cotillard, Louis Garrel e Alex Brendemuhl. 116 min. 14 anos. Uma jovem com fortes impulsos sexuais e vista como louca é obrigada pela família a se casar com um homem que não ama. Infeliz e com problemas de saúde, ela é internada pelo marido em uma clínica nos Alpes e acaba se apaixonando por um militar enfermo. Jornada da Vida Yao. França/Senegal, 2018. Direção: Philippe Godeau. Com: Omar Sy, Lionel Louis Basse e Fatoumata Diawara. 104 min. 10 anos. Um famoso ator francês de ascendência senegalesa viaja a Dakar para promover um livro que escreveu. Lá, encontra um garoto de 13 anos que é seu fã e que viajou do interior do país até a capital para conhecê-lo. Comovido, ele abandona seus compromissos e acompanha o jovem em seu caminho de volta para casa. Lulu Nua e Crua Lulu femme nue. França, 2013. Direção: Solveig Anspach. Com: Karin Viard, Bouli Lanners, Pascal Demolon. 87 min. Lulu decide não voltar para casa após uma entrevista de emprego mal sucedida e aproveita o tempo para se conhecer melhor. Luta de Classes La Lutte des Classes. França, 2019. Direção: Michel Leclerc. Com: Leîla Bekhti, Edouard Baer e Ramzy Bedia. 103 min. 12 anos. Um jovem francÍs de nove anos é transferido para uma escola pública após seus pais saírem do centro de Paris para morar no subúrbio. Quando seus amigos mais próximos vão estudar em uma instituição católica, ele se torna a única criança branca em meio à maioria, de ascendÍncia árabe. Marvin Marvin ou La Belle Éducation. França, 2017. Direção: Anne Fontaine. Com: Finnegan Oldfield, Grégory Gadebois e Vincent Macaigne. 114 min. 16 anos. Inspirado no livro “O Fim de Eddy”, de Édouard Louis, o filme narra a história de garoto que busca se afastar, primeiro do vilarejo onde nasceu, depois da família e da rejeição das pessoas. Até que ele descobre no teatro uma forma de se expressar. O Menino da Floresta Le Jour des Corneilles. França, 2011. Direção: Jean-Christophe Dessaint. Com: Jean Reno, Lorant Deutsch e Isabelle Carré. 95 min. Livre. Nesta animação, o pai impede o filho de sair da floresta vivem, fazendo com que o menino cresça como um selvagem, sem saber da existência de um mundo exterior. Quando é forçado a sair da floresta, ele descobre o mundo e conhece uma menina chamada Manon. Meu Bebê Mon Bébé. França/Bélgica, 2019. Direção: Lisa Azuelos. Com: Sandrine Kiberlain, Thaós Alessandrin e Victor Belmondo. 87 min. 12 anos. Mãe de três filhos, uma mulher está prestes a ver o último deles sair de casa para estudar no Canadá. Ela então percebe que...
Daisy Ridley vai estrelar novo filme dos diretores do terror Ready of Not
A atriz inglesa Daisy Ridley, que ficou conhecida como a Rey da mais recente trilogia “Star Wars”, está negociando estrelar o novo filme dos responsáveis pelo terror “Ready or Not” – lançado em VOD no Brasil com o título original e também como “Casamento Sangrento”. Intitulado “The Ice Beneath Her”, o filme é baseado no romance homônimo da sueca Camilla Grebe. A trama acompanha um detetive que tenta solucionar o caso de uma jovem decapitada, que foi encontrada na casa de um executivo importante. Como de praxe, a investigação logo se torna uma corrida contra o tempo. A roteirista Caitlin Parrish (da série “Supergirl”) está escrevendo a adaptação do suspense. Já a direção ficará por conta de Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett e Chad Villella, conhecidos coletivamente como Radio Silence. Os três já filmaram juntos segmentos das antologias de terror “V/H/S” (2012) e “Southbound” (2015), além do longa “O Herdeiro do Diabo” (2014). Mais recentemente, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett assinaram “Ready or Not”, que agradou em cheio público e crítica nos EUA, rendendo-lhes convite para desenvolver um novo capítulo da franquia “Pânico”, dos anos 1990.
Daft Punk vai compor a trilha sonora do novo filme de Dario Argento
A dupla francesa de música eletrônica Daft Punk foi anunciada como responsável pela trilha sonora do novo filme de Dario Argento. Mestre do giallo (filmes de crimes brutais) e do terror italiano, o diretor da versão original de “Suspiria” foi quem revelou o envolvimento dos músicos na produção de “Occhiali Neri” (Óculos Escuros). “Eles são meus fãs, conhecem todo o meu cinema. Eles ouviram de amigos franceses que eu estava desenvolvendo um novo filme, me ligaram e disseram ‘queremos trabalhar com você’”, contou Argento em entrevista ao jornal La Repubblica. Segundo Argento, a dupla considerou o roteiro da produção muito interessante e deve enviar as primeiras composições em breve. O cineasta revelou que “Occhiali Neri” será um novo giallo e vai acompanhar a fuga de uma garota chinesa com uma criança pela Itália. “Occhiali Neri” foi escrito pelo cineasta em parceria com Franco Ferrini, roteirista do clássico “Era uma Vez na América” (1984), que trabalha com Argento desde “Terror na Ópera” (1987). Já o elenco, por enquanto, só tem um nome confirmado: Asia Argento, a filha e, desde “Catedral” (1989), maior estrela dos filmes do diretor. As filmagens deveriam começar em maio, mas devido à pandemia do novo coronavírus a produção foi adiada para setembro. Ainda não há data de estreia definida. A colaboração com Argento não será a primeira trilha da carreira do Daft Punk, que anteriormente compôs as músicas de “Tron: O Legado”, de 2010. Tampouco será a primeira parceria entre o diretor e um grupo de música pop. Ele trabalhou com a lendária banda de rock progressivo Goblin em seus dois filmes mais famosos, “Preludio para Matar” (1975) e “Suspiria” (1977).
Paramount divulga novas datas das continuações de Missão Impossível e outros filmes no Brasil
O estúdio Paramount atualizou seu calendário de estreias cinematográficas com as datas de seus próximos lançamentos no Brasil. Os destaques são as novas datas de “Tom Clancy’s Without Remorse”, estrelado por Michael B. Jordan, o longa sci-fi “The Tomorrow War”, protagonizado por Chris Pratt, as duas novas sequências da franquia “Missão: Impossível”, com Tom Cruise, e a nova adaptação de “Dungeons & Dragons”. Por conta da pandemia do novo coronavírus, todos os cinemas estão fechados e as produções de novos filmes paralisadas, forçando os estúdios a alterar suas previsões de lançamentos de curto, médio e até longo prazo. Mas já há casos de calendários que tiveram que ser alterados duas vezes, por conta da continuidade da pandemia do novo coronavírus. A Paramount, por exemplo, acredita que as crianças irão aos cinemas em 30 de julho para ver “Bob Esponja: O Incrível Resgate”, mas outros estúdios tiraram todos os filmes previstos para julho de suas programações. Confira abaixo a última lista atualizada de estreias do estúdio no Brasil. 2020 • Bob Esponja: O Incrível Resgate – 30 de julho de 2020 • Um Lugar Silencioso – Parte II – 03 de setembro de 2020 • Tom Clancy’s Without Remorse – 01 de outubro de 2020 • G.I Joe Origens: Snake Eyes – 22 de outubro de 2020 • Clifford – The Big Red Dog – 19 de novembro de 2020 • Um Príncipe em Nova York 2 – 17 de dezembro de 2020 • Top Gun: Maverick – 25 de dezembro de 2020 2021 • A Liga de Monstros – 21 de janeiro de 2021 • Nova Atividade Paranormal – 18 de março de 2021 • Infinito – 20 de maio de 2021 • Jackass 4 – 03 de junho de 2021 • The Tomorrow War – 22 de julho de 2021 • Missão: Impossível 7 – 18 de novembro de 2021 2022 • Dungeons & Dragons – 26 de maio de 2022 • Missão: Impossível 8 – 03 de novembro de 2022












