Taís Araújo substituirá Fernanda Montenegro em “O Auto da Compadecida 2”
Taís Araújo confirmou nesta segunda-feira (3/7) que será a nova versão da Nossa Senhora em “O Auto da Compadecida 2”. No primeiro longa, a personagem religiosa era interpretada por Fernanda Montenegro. A atriz veterana não poderá retornar ao papel devido a conflitos de agenda. Nas redes sociais, Taís celebrou a chance de interpretar uma releitura da personagem religiosa. “Nós falamos tanto que ninguém é insubstituível, mas Fernanda Montenegro é”, afirmou a artista. “Graças a Deus, temos muitas Nossas Senhoras, e interpretar essa nova versão da Compadecida será certamente uma celebração a elas. Fico muito emocionada de fazer essa personagem porque, mesmo não tendo religião, sigo Jesus Cristo, Nossa Senhora e todos os santos. É muito emocionante mergulhar nesse lugar da fé, da bondade, da caridade”, completou Taís. Sequência da Compadecida Apesar da substituição, os atores Selton Melo e Matheus Nachtergaele confirmaram presença na sequência. “João Grilo & Chicó, vinte e cinco anos depois, juntos mais uma vez”, escreveram no Instagram. “Eu estou muito feliz de poder reencontrar o Matheus Nachtergaele em cena, de trabalhar com o Selton Mello, que eu admiro demais, de estar em cena com esses dois personagens icônicos e de contar essa história essencialmente brasileira”, acrescentou a atriz. A produção, direção e roteiro de “O Auto da Compadecida 2” são assinados por Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”) que também comandou a primeira versão há 25 anos. “É preciso ter muita disposição física para ser dirigida pelo Guel, porque ele exige muito do ator, mas a cada cena a gente sai melhor que antes. A comédia é um ambiente que eu gosto de flertar porque é muito mais difícil do que fazer drama”, completou Taís Araújo. A tão aguardada sequência tem estreia prevista para o final de 2024. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taís Araujo (@taisdeverdade)
As 10 melhores séries lançadas em junho
Com tantos lançamentos de séries em streaming, é muito fácil deixar passar títulos que não ganham tanta promoção. Por isso, toda virada de mês a gente faz um Top 10 para destacar os sucessos e as descobertas do período. Confira abaixo para ver se está em dia com as melhores séries lançadas em junho. | OS OUTROS | GLOBOPLAY O novo drama brasileiro aborda de forma contundente a escalada do ódio e intolerância entre vizinhos de um condomínio. Protagonizada por Adriana Esteves (“Medida Provisória”), Thomás Aquino (“Bacurau”), Maeve Jinkings (“Aquarius”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Eduardo Sterblitch (“Os Parças”) e Drica Moraes (“Sob Pressão”), a série apresenta a história de duas famílias que entram em conflito após uma briga entre seus filhos adolescentes. A história escrita por Lucas Paraizo, responsável também pelos roteiros de “Sob Pressão”, gira em torno de Cibele (Adriana Esteves), uma mãe superprotetora, e Amâncio (Thomas Aquino), um pai zeloso, cujo filho Marcinho (Antonio Haddad) é espancado por Rogério (Paulo Mendes), o filho de outro morador do condomínio, Wando (Milhem Cortaz). O enredo evolui de maneira surpreendentemente realista, transformando o espectador em um morador do condomínio Barra Diamond, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, enquanto as tensões se intensificam entre as duas famílias. A construção dessas tensões é tão crua e imersiva que a série se torna um espelho da sociedade, obrigando o espectador a se questionar: “Como eu agiria nessa situação?” Por trás das portas do condomínio, há ainda vários outros dramas se desenrolando, incluindo situações com a síndica Dona Lúcia (Drica Moraes), o porteiro Elvis (Rodrigo Garcia) e o vizinho Sérgio (Eduardo Sterblitch), um ex-policial. Essas histórias se cruzam a medida que o conflito central se desenrola e toma proporções absurdas, alimentando uma crescente sensação de tragédia iminente. Além de superenvolvente, a série também é um convite à reflexão. | JACK RYAN 4 | AMAZON PRIME VIDEO A série de ação estrelada por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) chega ao fim com uma última aventura do personagem criado pelo escritor Tom Clancy. Na história, Jack Ryan é encarregado de desenterrar a corrupção da CIA como novo vice-diretor interino da agência. E ao fazê-lo, descobre uma série de operações suspeitas que expõem a convergência de um cartel de drogas com uma organização terrorista. A temporada volta a contar com o elenco de apoio tradicional, que inclui Wendell Pierce (“The Wire”), Michael Kelly (“House of Cards”), Betty Gabriel (“Corra!”) e Abbie Cornish (“Segredo Entre Amigas”), mas também traz novos rostos, principalmente Michael Peña (“Homem-Formiga”) como um aliado pouco usual de Ryan no submundo sul-americano das drogas. O título completo da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e a realização dos seis episódios finais é comandada por Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). | JOE PICKETT | PARAMOUNT+ O neo-western contemporâneo é baseado na obra literária de C.J. Box, que também inspirou a série “Big Sky”. A trama policial rural se passa em Wyoming, nos EUA, e acompanha um guarda florestal – vivido de forma convincente por Michael Dorman (“Patriota”) – que se encontra no meio de uma série de homicídios. Na trama, Joe Pickett, um homem modesto e de princípios inabaláveis, se muda com sua esposa Marybeth (Julianna Guill, de “The Resident”) e suas duas filhas para a pequena cidade de Saddlestring. Ao começar seu novo trabalho como guarda florestal, ele imediatamente enfrenta a resistência da comunidade quando multa o governador por pescar sem licença. O clima piora quando um caçador local aparece morto em sua propriedade, levando Joe e Marybeth a um emaranhado de mistérios e perigos. | SWIMMING WITH SHARKS | AMAZON PRIME VIDEO Kiernan Shipka, que protagonizou “O Mundo Sombrio de Sabrina”, volta às séries nessa atração baseada no filme “O Preço da Ambição” (Swimming with Sharks). Com seis episódios, a minissérie é uma versão feminina do longa de 1995, em que Frank Whaley vivia um jovem e ingênuo assistente de estúdio de Hollywood, que virava o jogo contra seu chefe produtor incrivelmente abusivo, interpretado por Kevin Spacey. Na nova versão, Shipka interpreta uma estagiária da Fountain Pictures, que parece uma ingênua recém-chegada a Hollywood, impressionada com a notória CEO do estúdio. Mas, na verdade, ela fez uma extensa pesquisa sobre sua chefe e não foi por acidente que conseguiu o estágio. À medida que sua obsessão cresce, ela demonstra ser capaz de tudo para se aproximar da produtora poderosa. O papel da chefe do estúdio é vivido pela alemã Diane Kruger (“As Agentes 355”) e o bom elenco também inclui Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”), Thomas Dekker (“O Círculo Secreto”), Finn Jones (“Punho de Ferro”), Erica Alexander (“Raio Negro/Black Lightning”), Ross Butler (“Shazam!”) e Gerardo Celasco (“Next”). | SOU DE VIRGEM | AMAZON PRIME VIDEO A comédia surreal traz Jharrel Jerome (premiado com o Emmy por “Olhos que Condenam”) como Cootie, um adolescente negro gigante de 4 metros. A série acompanha suas experiências enquanto ele lida com restrições físicas, busca amizade e amor, e enfrenta os desafios de crescer em uma sociedade marcada pelo preconceito e pelo impacto da cultura comercial. Embora seja uma comédia, a atração criada pelo cineasta Boots Riley (“Desculpe te Incomodar”) é apresentada como parábola com questões profundas sobre identidade, justiça e sobrevivência em um mundo que nem sempre é acolhedor para pessoas negras que queiram fazer coisas grandes na vida. Aplaudida pela crítica dos EUA, tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. | EU NUNCA… 4 | NETFLIX Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher (ambos de “Projeto Mindy”), a série é uma comédia de amadurecimento que acompanha a adolescente indiana-americana Devi (Maitreyi Ramakrishnan). A jovem é uma estudante superdotada do Ensino Médio que frequentemente encara algumas situações complicadas, muitas delas envolvendo suas paixões, como Paxton Hall-Yoshida (Darren Barnet) e Ben Gross (Jaren Lewison), e conflitos com sua família imigrante. Na 4ª e última temporada, Devi vai se formar, perder a virgindade e desenvolver uma nova paixão: Ethan, personagem de Michael Cimino (“Love, Victor”), que chega logo após a saída de Paxton para a faculdade. A expectativa para o final é descobrir com quem ela decide ficar. Além disso, a derradeira leva de episódios traz um casamento surpresa. | STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS 2 | PARAMOUNT+ A série que serve de prólogo para a franquia “Star Trek” retorna com novas aventuras espaciais e muitas curiosidades, como o primeiro encontro entre as versões jovens do Capitão Kirk e Uhura, o relacionamento romântico entre Spock e a enfermeira Chapel, e o crossover mais inusitado da franquia, com a série animada “Star Trek: Lower Decks” – via versões live-action dos personagens da animação, interpretados por seus dubladores originais. A atração acompanha as viagens especais do Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número 1 (Rebecca Romijn) a bordo da nave Enterprise. E se originou como um spin-off, após o trio ter grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Só que os personagens são muito mais antigos que qualquer série da franquia. Eles protagonizavam o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar do descarte, os espectadores puderam ver uma prévia da tripulação original num episódio de flashback de duas partes que marcou época em 1966, com cenas recicladas do piloto rejeitado. Até que, em 2019, os produtores de “Star Trek: Discovery” resolveram resgatar aqueles personagens, levando os trekkers à loucura. Em pouco tempo, uma campanha tomou as redes sociais pedindo uma nova série focado nas aventuras perdidas da espaçonave Enterprise, apresentando o Capitão Pike (e não Kirk) na ponte de comando. Um detalhe curioso é que a série também introduz versões mais jovens de Uhura (personagem clássica de Nichelle Nichols na “Jornada nas Estrelas” de 1966), da enfermeira Christine Chapel (originalmente vivida por Majel Barrett Roddenberry, esposa do criador de “Star Trek”, em 1966) e do próprio Capitão Kirk (eternizado por William Shatner nos anos 1960), interpretados respectivamente por Celia Rose Gooding (da montagem da Broadway “Jagged Little Pill”), Jess Bush (“Playing for Keeps”) e Paul Wesley (“The Vampire Diaries”). Ainda há Babs Olusanmokun (“Black Mirror”) no papel do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: Christina Chong (“Tom & Jerry – O Filme”) como uma descendente do famoso vilão Khan entre as personagens inéditas da produção. A série foi desenvolvida por Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”). | INVASÃO SECRETA | DISNEY+ Mais lenta que os fanboys podiam esperar, e sem os famosos super-heróis do estúdio, a nova série da Marvel chega em clima de thriller de espionagem ao streaming. A trama dá continuidade ao gancho de “Capitã Marvel” (2019), que apresentou os skrulls – alienígenas que podem mudar de forma, assumindo a aparência de qualquer pessoa. Baseado nos quadrinhos homônimos publicados em 2008, a história mostra uma facção maligna dos alienígenas que planeja se infiltrar nos governos da Terra, usando sua capacidade metamorfas para dominar o planeta sem que ninguém saiba. Diante da ameaça, Nick Fury (Samuel L. Jakcson) retorna do exílio para impedir que isso aconteça. O personagem conta com a ajuda do skrull Talos (Ben Mendelsohn) e Maria Hill (Cobie Smulders), e logo no primeiro episódio vê um importante aliado morrer em seus braços. Essa surpresa dá um tom mais sério à produção, que ainda inclui entre seus personagens o agente Everett Ross (Martin Freeman) e James “Rhodey” Rhodes (Don Cheadle), também conhecido como Máquina de Combate, além de marcar a estreia das atrizes Olivia Colman (“A Filha Perdida”) e Emilia Clarke (“Game of Thrones”) no Universo Compartilhado Marvel (MCU). Colman interpreta a agente do serviço secreto britânico Sonya Falsworth, que tem uma história de longa data com Fury, enquanto Clarke dá vida a G’iah, a filha rebelde de Talos. A atração foi escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) e tem direção de Thomas Bezucha, que fez sucesso durante a pandemia com o thriller “Deixe-o Partir” (estrelado por Kevin Costner). | BLACK MIRROR 6 | NETFLIX Após um hiato de quatro anos, a série antológica de sci-fi está de volta. E desta vez nem a Netflix escapa de sua abordagem ácida – no melhor episódio, uma mulher comum descobre que uma plataforma de streaming lançou um drama baseado em sua vida, estrelado pela famosa atriz Salma Hayek Pinault (“Casa Gucci”). Criada e co-dirigida por Charlie Brooker, “Black Mirror” estreou em dezembro de 2011 no Channel 4 do Reino Unido e foi adquirida pela Netflix a partir da 3ª temporada em 2016. Ao virar exclusiva do streaming, a série venceu oito Emmys, incluindo o prêmio de Melhor Filme para TV pelos episódios “San Junipero” (2017), “USS Callister” (2018) e “Bandersnatch” (2019). Em seu sexto ano, a série se reinventa ao trocar o futuro pelo passado. Três dos cinco episódios são ambientados em décadas anteriores, enquanto um quarto se desenrola no presente, mas se concentra principalmente em eventos antigos. Tem ansiedade diante da ascensão da IA (inteligência artificial), mas também personagens obcecados por fitas VHS. E, para completar, o último capítulo nem é sci-fi, mas um terror sobrenatural com direito até à aparição de um demônio. Repleto de famosos, o elenco da 6ª temporada conta com Annie Murphy (“Schitt’s Creek”),...
“Pequena Miss Sunshine” se despede do avô Alan Arkin
A morte do ator Alan Arkin na quinta-feira (29/6), aos 89 anos, rendeu vários tributos de colegas de elenco e cineastas famosos de Hollywood. Mas uma homenagem em especial chamou atenção, ao ser publicada neste domingo (2/7). A atriz Abigail Breslin, intérprete da personagem-título de “Pequena Miss Sunshine”, disse que sempre lembrará de Arkin como seu avô. Breslin e Arkin estrelaram a comédia ácida de 2006, “Pequena Miss Sunshine”, como parte de uma família disfuncional em uma viagem de kombi amarela pelos EUA. A jornada tinha o objetivo de levar a filha mais nova (Breslin, então com 10 anos de idade) a um concurso de beleza infantil. Arkin interpretava o avô sem noção, que ensinou à menina uma coreografia imprópria para o evento, e que acaba falecendo durante a viagem. Os dois receberam indicações ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme, com Arkin ganhando como Melhor Ator Coadjuvante por seu papel, depois de décadas na indústria. “Alan Arkin foi um dos atores mais gentis, amáveis e hilários com quem eu já trabalhei”, disse Breslin em um comunicado enviado à revista People. “Podemos não ter sido parentes na vida real, mas ele sempre será meu avô em meu coração. Envio minhas mais profundas condolências à sua esposa Suzanne e à sua família.” Antes de ganhar seu Oscar por “Pequena Miss Sunshine”, Arkin era um estimado ator de teatro, que venceu um Tony de Melhor Ator Coadjuvante por “Enter Laughing” de Joseph Stein em 1963. Ele também recebeu outras duas indicações ao Oscar de Melhor Ator, por “Os Russos Estão Chegando” (1966) e “Por que Tem que Ser Assim?” (1968), e uma posterior de Ator Coadjuvante por “Argo” (2013). “Nosso pai era uma força única e talentosa da natureza, tanto como artista quanto como homem”, disse a família de Arkin em um comunicado. “Um marido e pai amoroso, avô e bisavô, ele era adorado e terá sua falta sentida profundamente.” Veja abaixo o trailer de “Pequena Miss Sunshine”. Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, o filme também venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original (de Michael Arndt).
Diretor planeja transformar “Duna” em trilogia
O diretor Denis Villeneuve tem planos para filmar uma terceira parte da saga “Duna”, dando continuidade à adaptação da saga literária original de Frank Herbert. De acordo com o Deadline, “Duna: Parte 3” irá explorar a história contida em “Messias de Duna”, o segundo livro da coleção. A trama de “Messias de Duna” acontece 12 anos após os eventos do primeiro livro e promete muitas reviravoltas. Ainda é incerto como Villeneuve planeja condensar esta narrativa em um único filme, dado que o primeiro livro foi dividido em duas partes no cinema. No entanto, é possível que “Duna: Parte 2” também inclua partes do segundo livro. História da Parte 3 Os fãs fervorosos da série “Duna” sabem que a narrativa de Paul Atreides, interpretado por Timothée Chalamet, se estende além do primeiro livro. O diretor Denis Villeneuve pretende finalizar a trilogia “Duna” mergulhando mais fundo na obra de Frank Herbert, contando a verdadeira ascensão ao poder de Paul, o nascimento de seus filhos com Chani (Zendaya nos filmes) e o destino final do casal. Vale ressaltar que “Messias de Duna” já foi adaptado para a televisão em 2003, em uma minissérie chamada “Children of Dune”. Naturalmente, sua filmagem dependerá do desempenho de “Duna: Parte Dois” nas bilheterias. O desafio das adaptações Embora a série de livros “Duna” seja extensa, a trilogia cinematográfica de Villeneuve terminará com a conclusão da história de Paul Artreides. Os livros subsequentes, como “Filhos de Duna”, “Imperador Deus de Dune”, “Hereges de Duna” e “Herdeiras de Duna” se passam muitos anos depois e possuem dimensão e ambição proibitivas para uma adaptação para as telas neste momento. A Warner, entretanto, já está adaptando a obra “Sisterhood of Dune”, publicada em 2012 pelo filho de Frank Herbert, Brian Herbert, em parceria com o escritor Kevin J. Anderson. Trata-se de um prólogo de “Duna” e vai virar uma série de streaming. “Duna: Parte 2” chega aos cinemas brasileiros em 2 de novembro, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer abaixo.
“Indiana Jones” fatura menos que “The Flash” em estreia mundial
A última aventura de Indiana Jones não impressionou o público de cinema. A estreia de “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” faturou “apenas” US$ 60 milhões durante o fim de semana nos EUA e Canadá. Nas bilheterias internacionais, o Reino Unido liderou com US$ 8,9 milhões, seguido por França, Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Mas o filme fracassou na China, arrecadando apenas US$ 2,3 milhões. Com isso, a bilheteria total ficou em US$ 130 milhões em todo o mundo. O valor é menor que a estreia mundial de “The Flash”, considerada um fracasso para a Warner – o filme do super-herói abriu com US$ 139 milhões globalmente. Além disso, “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” também teve desempenho pior que outros filmes “complicados” da Luscafilm. O fiasco de “Han Solo: Uma História Star Wars” teve uma abertura doméstica de US$ 84,4 milhões. E até o mal falado filme anterior da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, estreou com US$ 100 milhões na América do Norte. Há 15 anos. Custos elevados e críticas negativas Agravando a situação, a produção teve um custo elevado de quase US$ 300 milhões, mais US$ 100 milhões em despesas de P&A (cópias e publicidade), o que dá a seu começo um indício de prejuízo financeiro de centenas de milhões de dólares, mesmo diante do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos. Projeções do mercado indicam que o filme, dirigido por James Mangold, deverá terminar a terça-feira com um total doméstico de US$ 82 milhões. O principal problema é que o longa não recebeu recomendações positivas. O boca a boca foi prejudicado por um nota B+ no CinemaScore (pesquisa na saída dos cinemas) e críticas mornas, que lhe renderam 68% de aprovação no Rotten Tomatoes. A nota é bem mais baixa que os 77% de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, até então considerado o mais fraco da franquia, e se encontra na média de “The Flash” (64%), considerado uma decepção pelo hype gerado por seu estúdio. Outras decepções Apesar das atenções voltadas para “Indiana Jones”, o fim de semana teve outra estreia ampla, que fracassou de forma ainda mais contundente. A animação “Ruby Marinho – Monstro Adolescente” amargou a 6ª posição, arrecadando US$ 5,2 milhões. No mercado externo, o filme abriu com US$ 7,6 milhões, o que somou US$ 12,8 milhões mundiais. Trata-se de um desempenho pífio para uma produção de orçamento de US$ 70 milhões. Pior destino teve “The Flash”, que desabou de forma acelerada em sua terceira semana em cartaz. A produção da Warner sofreu uma queda de 67% em sua arrecadação, faturando apenas US$ 5 milhões, o equivalente ao 8º lugar na América do Norte. De forma simbólica, o filme ainda não conseguiu atingir a marca de US$ 100 milhões domésticos. Em todo o mundo, soma US$ 245 milhões. O Top 5 das bilheterias dos EUA Entre as demais exibições, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” garantiu o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas com US$ 11,5 milhões, acumulando um total doméstico de US$ 339,9 milhões e US$ 607,3 milhões mundiais. Em 3º lugar, “Elementos” demonstrou resiliência após um início problemático, faturando US$ 11,3 milhões para um total de US$ 88,8 milhões nos EUA e US$ 186,8 milhões globais. Mas a Disney ainda precisa dobrar esse montante para pensar em equilibrar as despesas. A comédia sexual “Que Horas Eu te Pego?”, estrelada por Jennifer Lawrence, sofreu uma queda de 50% em seu segundo fim de semana, faturando US$ 7,5 milhões. Mais modesta em custos e marketing, a produção para maiores da Sony totalizou US$ 29,3 milhões domésticos e US$ 49,3 milhões globais. “Transformers: O Despertar das Feras” fecha o Top 5 com US$ 7 milhões. Após quatro fins de semana em cartaz, o longa da Paramount contabiliza US$ 381,3 milhões mundiais. Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 2 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO 3 | ELEMENTOS 4 | QUE HORAS EU TE PEGO? | 5 | TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS
Russell Crowe não aguenta mais responder sobre “Gladiador 2”: “Deviam me pagar”
O consagrado ator Russell Crowe expressou seu descontentamento em relação às constantes perguntas que tem recebido sobre “Gladiador 2”, durante sua participação no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, na República Checa. Crowe, que estrelou o filme original em 2000, foi enfático ao declarar: “Eles deveriam me pagar pela quantidade de perguntas que eu recebo sobre um filme que eu nem faço parte”. Crowe continuou, insistindo que sua conexão com a franquia terminou devido ao destino de seu personagem no primeiro filme. “Não tem nada a ver comigo. Naquele mundo, estou morto. A sete palmos do chão”. Apesar de sua separação clara da franquia, Crowe admitiu um certo grau de inveja. “Admito ter um pouco de inveja”, disse ele, “porque me lembra de quando eu era mais jovem e o que [o filme original] significou na minha vida”. Apesar de se afastar da sequência, Crowe expressou confiança no sucesso do próximo filme, dada a participação do diretor Ridley Scott. “Não sei nada sobre o elenco, sobre a trama. Estou morto! Mas sei que se Ridley [Scott, diretor] decidiu fazer uma segunda parte da história mais de 20 anos depois, ele deve ter boas razões. Não consigo imaginar que esse filme seja nada além de espetacular”, enfatizou o ator. Durante sua presença no festival, Crowe aceitou um prêmio por contribuição excepcional ao cinema mundial e entreteve o público com várias anedotas – até mesmo durante a performance com sua banda Indoor Garden Party na cerimônia de abertura. O elenco de “Gladiador 2” A sequência do filme de 2000 se passa 25 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme e se concentra no filho do gladiador Maximus (papel de Crowe), que também é sobrinho do Imperador Commodus (Joaquin Phoenix). O personagem será vivido por Paul Mescal (“Aftersun”). Além da volta de Ridley Scott à direção, o elenco contará com os retornos de Connie Nielsen (“Mulher-Maravilha 1984”) como Lucilla, a mãe do novo protagonista, e Djimon Hounsou como Juba, um colega gladiador e ex-aliado de Maximus. A lista de astros da produção ainda inclui Denzel Washington (“A Tragédia de Macbeth”), Barry Keoghan (“Os Banshees de Inisherin”), Pedro Pascal (“The Last of Us”), Joseph Quinn (o Eddie de “Stranger Things”), May Calamawy (“Cavaleiro da Lua”), Lior Raz (“Fauda”), Derek Jacobi (“Assassinato no Expresso do Oriente”), Peter Mensah (“Spartacus”), Matt Lucas (“Doctor Who”) e Fred Hechinger (“The White Lotus”). Com roteiro de David Scarpa (“Todo o Dinheiro do Mundo”), o filme vai dar sequência aos eventos do blockbuster de 2000, que arrecadou mais de US$ 460 milhões nas bilheterias mundiais e foi indicado a 12 Oscars, vencendo cinco, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator (Russell Crowe). A estreia está marcada para 21 de novembro de 2024 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Karen Allen celebra final romântico de Indiana Jones: “Significou muito para mim”
O aguardado “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” estreou nos cinemas nesta última quinta-feira (29/6) e trouxe o arqueólogo interpretado por Harrison Ford para sua aventura final – pelo menos para o ator. Enquanto apresenta as novas descobertas do herói, a história também aposta em nostalgia e conta com supressas para os fãs da franquia, com destaque para aparições inesperadas. Desde o início da produção do filme, a atriz Karen Allen foi questionada se estaria retornando para o projeto, mas sempre desconversou sobre o assunto. Com o filme em cartaz, os fãs finalmente tiveram a resposta. Spoiler: Marion Ravenwood está de volta. Atenção: o texto a seguir conta detalhes da história de Marion e Indy, bem como o final do filme. Na trama, Indiana Jones revela o destino triste do casal, que se separou depois que o filho Mutt Williams (Shia LaBeouf no filme anterior) foi morto na Guerra do Vietnã. Entretanto, nas cenas finais, após toda a ventura do arqueólogo, Marion faz um retorno surpreendente. Ela e Jones têm um reencontro emocionante no apartamento dele em Nova York. “Foi muito bom, tenho que dizer. Acho que o Harrison ficou muito, muito feliz por fazermos essa cena. Nós simplesmente pulamos nela”, revelou a atriz para a revista Variety. Participação quase foi cortada da trama Apresentada como interesse amoroso de Indiana Jones, Marion Ravenwood apareceu pela primeira vez em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1985). Ela só retornou em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), quando revelou ao protagonista que os dois tiveram um filho juntos, interpretado por Shia LaBeouf (“Padre Pio”). Na entrevista, a atriz confessou ter ficado frustrada por a história não aproveitar a premissa criada no filme anterior. “Não sei se eu pensava que iríamos retomar de onde paramos, mas sempre imaginei que seria uma história com Indy e Marion seguindo em frente”. E, de fato, esse seria o plano original. Mas quando Steven Spielberg desistiu de dirigir o filme, a equipe de James Mangold levou a história para outra direção. “Bem, fiquei desapontada, claro”, confessou Allen. Ela admitiu que os problemas pessoais de Shia LaBeouf interferiram no processo criativo, levando o roteiro a eliminar sua presença da história, mas lamentou que isso também tenha afetado sua personagem. “Eu sabia que havia rumores de que eles não queriam seguir em frente com Shia, então eu sabia que algo na história tinha que criar o potencial para ele não estar lá, de uma forma que fizesse sentido. Eu não sabia que ele iria morrer no Vietnã até ler o roteiro, oh Deus, talvez apenas seis meses antes de começarem a filmar”. Final feliz Apesar disso, a atriz confessou ter ficado feliz por dar um desfecho para a personagem que interpretou pela primeira vez há mais de 30 anos. “Fiquei profundamente feliz que Marion voltou pelo menos no final de sua história. Se este for realmente o último filme deste grupo específico de filmes – se esta for a última história com Harrison como Indy e eu como Marion -, fiquei profundamente feliz que não terminou sem que eles se reunissem novamente”, declarou. “Isso significou muito para mim, sentir que eles iriam cavalgar juntos no pôr do sol”. Ela ainda contou que passou algumas semanas frequentando o set de filmagens para testar cabelo e figurino, apesar de ter feito suas cenas em apenas dois dias. “Tenho sido grata por estar envolvida com essa personagem, com esses filmes. Tenho sido muito grata pelos fãs e pelas pessoas que têm tido tanto carinho por eles e pelo casal. Eu acho que tudo isso foi muito especial”, agradeceu. “Eu acho que todos estão felizes com o jeito que isso terminou. Eles estão felizes, o que é uma coisa muito importante. Eu acho que, no final do dia, você quer que as pessoas que estão fazendo o filme estejam felizes com ele. Então, eles estão. Eu fico feliz que tenhamos feito isso”, finalizou.
Schwarzenegger afirma que “Exterminador do Futuro” previu futuro: “Virou realidade”
Arnold Schwarzenegger refletiu sobre as ideias por trás dos filmes da franquia “O Exterminador do Futuro”. O ator foi o convidado especial de um evento intitulado “Uma Noite com Arnold Schwarzenegger”, organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA na última quarta-feira (28/6). Durante a conversa, que teve sua gravação disponibilizada no Youtube, o ator afirmou que o advento da inteligência artificial foi prevista nos filmes de James Cameron: “Virou realidade”. “Hoje, todos têm medo disso, de onde isso vai chegar”, disse Schwarzenegger sobre as preocupações atuais em torno do avanço da inteligência artificial. “E nesse filme, em ‘O Exterminador do Futuro’, falamos sobre as máquinas se tornando autoconscientes e tomando o controle”. Ele ainda elogiou a genialidade do filme de ficção científica de 1984. “Naquela época, nós [tínhamos] apenas arranhado a superfície da inteligência artificial. Pense nisso”, pontuou. “Agora, ao longo das décadas, isso se tornou uma realidade. Então, não é mais fantasia ou algo futurista. Está aqui hoje. E isso é a escrita extraordinária do Jim Cameron”. O filme que previu o futuro Na longa original, o ator interpreta uma máquina assassina conhecida como T-800. Ele é enviado do futuro pela Skynet, inteligência artificial que assumiu o controle de todos os robôs e equipamentos militares, com o objetivo de assassinar a mãe de John Connor, que no seu tempo lidera a resistência humana contra as máquinas. O plano é impedir o nascimento de John, mas esta ação acaba se tornando a razão da gravidez de Sarah Connor (Linda Hamilton). James Cameron escreveu e dirigiu os dois primeiros filmes da franquia, e só voltou como produtor no último longa, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” (2019). Em “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final”, ele explicou como o governo americano cedeu o controle de sua defesa à Skynet, acreditando que a inteligência artificial seria mais eficiente que as decisões humanas, percebendo apenas tarde demais que o programa tinha se tornado autoconsciente. “Só posso levar crédito pelo personagem que interpretei e pela forma como o interpretei. Mas quero dizer, ele criou esse personagem. Ele o escreveu tão bem, escreveu o filme tão bem, e é por isso que ele é, sabe, o diretor número um do mundo”, exaltou Schwarzenegger.
Tom Cruise arrisca a vida em vídeo dos bastidores de “Missão Impossível 7”
Tom Cruise é conhecido levar a ação ao limite e dispensar dublês em cenas de risco. E na nova sequência da franquia “Missão Impossível”, ele extrapolou. Durante um vídeo de bastidores divulgado pela Paramount, o ator aparece fazendo diversas manobras e malabarismos mirabolantes, com destaque para uma nova prática esportiva bastante preocupante: voar por speed-flying. O esporte é conhecido como um dos mais perigosos do mundo, que combina elementos do parapente e do esqui. Dedicado a trazer veracidade em todas as cenas, Tom Cruise decidiu aprender o esporte para as filmagens de “Missão Impossível – Acerto de Contas Parte 1”. “Embora possa parecer semelhante, o speed-flying não é paraquedismo”, disse o diretor Christopher McQuarrie. “Paraquedismo é bastante previsível. O speed-flying é muito imprevisível”. No vídeo, o ator se declarou um verdadeiro admirador do esporte radical. “Vamos fazer espirais e aterrissar a uma velocidade incrivelmente alta, mais de 80 quilômetros por hora”, exultou Cruise. Apesar da confiança do ator, o diretor declarou que todos estavam em “absoluto terror” nos bastidores. Em entrevista ao Deadline durante a premiére do novo filme, o ator Simon Pegg pontuou a questão e disse que todos temem pela integridade de Cruise nas filmagens, pois ele se joga de cabeça nos desafios. “Sempre há uma sensação de que, sabe, um dia, algo pode dar errado, podemos perder Tom, sabe”, declarou. “Sempre que há uma grande acrobacia, todos nós temos essa sensação de medo, mas ele sempre consegue”. Missão Perigo A nova sequência da franquia de ação trará algumas das cenas mais arriscadas e surpreendentes da carreira de Tom Cruise. Além da prática de speed-flying, o filme traz um salto de moto de um penhasco. Devido ao risco, a cena foi a primeira a ser filmada entre todas as outras do filme, para evitar qualquer tipo de distração. A preparação foi bastante intensiva e Cruise ainda fez questão de repetir a acrobacia pelo menos seis vezes. Outro vídeo dos bastidores, divulgado anteriormente, mostrou como ele dirigiu a moto em direção a um enorme penhasco e saltou no abismo. Apesar de ter usado paraquedas, a cena também envolveu um risco enorme. Ao longo dos anos, a franquia “Missão Impossível” conquistou o público com cenas cada vez mais perigosas protagonizadas por Cruise. O ator chegou até a se machucar ao pular de um prédio em Londres durante o longa anterior, “Efeito Fallout”. Mas com as filmagens de “Missão Impossível – Acerto de Contas Parte 2” paralisadas devido à greve dos roteiristas, começaram a circular boatos de que o filme pode indicar o fim da linha para as aventuras perigosas de Cruise, marcando a despedida do ator do papel de Ethan Hunt. “Missão Impossível – Acerto de Contas Parte 1” chega aos cinemas brasileiros no dia 13 de julho.
Alan Arkin, vencedor do Oscar por “Pequena Miss Sunshine”, morre aos 89 anos
O ator Alan Arkin, vencedor do Oscar por “Pequena Miss Sunshine”, morreu na quinta-feira (29/6) em sua casa em San Marcos, na Califórnia (EUA), aos 89 anos. A informação foi compartilhada por seus filhos num comunicado à imprensa nesta sexta (30/6). Até o momento, a causa da morte não foi revelada. “Nosso pai era uma força da natureza excepcionalmente talentosa, tanto como artista quanto como homem. Um marido amoroso, pai, avô e bisavô, ele era adorado e sua falta será profundamente sentida”, disseram os três herdeiros no comunicado. Com mais de 60 anos de carreira, o ator emplacou trabalhos no cinema, teatro e televisão, tanto como ator quanto diretor. Embora tenha se destacado mais em produções do gênero da comédia, também estrelou dramas bastante intensos. Em “A Pequena Miss Sunshine”, viveu o avô da protagonista, que morre durante uma longa viagem com a família, mas não sem antes ensinar uma coreografia ofensiva para a netinha usar num concurso de beleza infantil. Sua performance rendeu sua única estatueta do Oscar, embora tenha sido indicado três outras vezes na premiação. Ao longo de sua trajetória, ele também estrelou um filme brasileiro, “O Que É Isso Companheiro?” (1997), e recebeu inúmeros outros prêmios, incluindo o Tony, Globo de Ouro e BAFTA, além de seis indicações ao Emmy. Começo na Broadway Nascido em 26 de março de 1934, em Nova York, Alan Wolf Arkin era filho de imigrantes russo-alemães. Seus primeiros contatos com a indústria do entretenimento foi como músico na banda The Tarriers, onde cantava e tocava violão. Apesar do grupo não ter ficado junto por muito tempo, eles conseguiram emplacar um sucesso com a música “The Banana Boat Song” em 1957. Logo em seguida, Arkin começou a atuar nos palcos do teatro. Seus primeiros trabalhos foram como membro da The Second City, famoso grupo de comédia de improvisação que serviu como ponto de partida para diversos artistas, como Steve Carell (“The Office”) e Tina Fey (“Um Maluco na TV”). Em 1961, o ator fez sua estreia na Broadway com a trupe de comediantes. Apenas dois anos depois, ele recebeu seu primeiro prêmio Tony pela sua atuação na peça “Enter Laughing” (1963), do diretor Joseph Stein. Com o sucesso nos palcos, Arkin começou a investir a carreira no cinema com a paródia da Guerra Fria “Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!” (1966), onde interpretou o tenente Rozanov, um oficial soviético que atraca nos Estados Unidos. Aclamado pela crítica, o longa rendeu sua primeira indicação ao Oscar e seu primeiro Globo de Ouro. Destaque nas principais premiações Ao mesmo tempo, o ator também chamou a atenção na televisão e recebeu sua primeira indicação ao prêmio Emmy ao participar da antologia “ABC Stage 67”, que teve apenas uma temporada exibida pelo canal americano ABC. Ele também estrelou um dos filmes mais populares daquela época, o suspense “Um Clarão nas Trevas” (1967), como um bandido que tenta se aproveitar da cegueira de Audrey Hepburn (“Bonequinha de Luxo”). Em seguida, o ator interpretou o icônico inspetor Jacques Clouseau no longa “Inspetor Clouseau” (1968), após Peter Sellers se recusar a voltar ao papel do policial do universo de “A Pantera Cor-de-Rosa”. Apontado como um dos nomes mais promissores de sua geração, Arkin recebeu sua segunda indicação ao Oscar pelo longa “Por que Tem de Ser assim?” (1968), onde interpretou um homem surdo-mudo que se torna o confidente de várias pessoas solitárias em uma pequena cidade americana. E mais uma indicação ao Globo de Ouro pela comédia dramática “Popi” (1969), que estrelou com a atriz porto-riquenha Rita Moreno (“Amor, Sublime Amor”). Na trama, Arkin interpretou o personagem-título, um pai porto-riquenho. Em 1971, ele deu vida ao Capitão John Yossarian na cultuada sátira de guerra “Ardil 22” (1971), dirigido por Mike Nichols (“Closer”). E no ano seguinte estreou como diretor na comédia de humor ácido “Pequenos Assassinatos”, que também estrelou ao lado do ator Elliott Gould (“Treze Homens e um Novo Segredo”). Destaque na comédia Especializando-se em comédias, o ator acumulou créditos no gênero, como “O Último Don Juan” (1972), “Duas Ovelhas Negras” (1974), “Visões de Sherlock Holmes” (1976, no papel de Freud), além de ser novamente indicado ao prêmio Tony por dirigir a peça “The Sunshine Boys” (1972). Arkin ainda dirigiu e estrelou “Os Incendiários Estão Chegando” (1977), e protagonizou uma das comédias mais mais populares dos anos 1970, “Um Casamento de Alto Risco” (1979). No filme, contracenou com Peter Falk (“Columbo”) como dois sogros metidos em uma série de aventuras improváveis. Ele diminuiu o ritmo anos 1980, após tropeçar na comédia de terror “O Jovem Lobisomem” (1981) e no musical de super-herói “O Retorno do Capitão Invencível” (1983), que fracassaram nas bilheterias. Mas foi dar a volta por cima na TV, com a minissérie de guerra “Fuga de Sobibor” (1987), do diretor Jack Gold, que lhe rendeu sua segunda indicação ao Emmy. Já nos anos 1990, diversificou sua filmografia com grandes produções como “O Cadillac Azul” (1990), de Joe Roth, “Havana” (1990), de Sydney Pollack, o clássico da cultura pop “Edward Mãos de Tesoura” (1990), de Tim Burton, e a adaptação de quadrinhos “Rocketeer” (1991), de Joe Johnston, e o drama criminal “O Sucesso a Qualquer Preço”, ao lado de grandes nomes do cinema como Al Pacino (“O Irlandês”) e Ed Harris (“Top Gun: Maverick”). Ele seguiu ativo em vários gêneros, até voltar à comédia em “Matador em Conflito” (1997), produção cultuada com John Cusack (“Alta Fidelidade”). Sucesso em filme brasileiro Arkin também estrelou o filme brasileiro “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), dirigido por Bruno Barreto (“Flores Raras”), no papel do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick. Baseado no livro de Fernando Gabeira, o longa contava a história do sequestro de Elbrick durante a luta armada contra a ditadura militar e contava com vários atores brasileiros no elenco, como Pedro Cardoso (“A Grande Família”), Fernanda Torres (“Tapas e Beijos”) e Selton Mello (“Sessão de Terapia”). A produção foi indicada ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. No mesmo ano, Arkin coadjuvou na cultuada ficção científica “Gattaca – A Experiência Genética” (1997), dirigida por Andrew Niccol. E ainda indicado mais uma vez ao Emmy pela aparição na série “Esperança de Chicago” (1997). O ator ainda teve um última indicação ao Emmy em 2003, pelo seu papel no filme televisivo “Segredos do Pentágono”, estrelado por James Spader (“Lista Negra”). O Oscar de “Pequena Miss Sunshine” A consagração definitiva veio com “Pequena Miss Sunshine” (2006). O pequeno filme independente do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris colecionou troféus e foi um verdadeiro sucesso nas bilheterias, arrecadado mais de US$ 100 milhões contra um orçamento de apenas US$ 8 milhões. A atuação de Arkin como o vovô excêntrico e doente lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, além de uma infinidade de elogios da crítica. Após o Oscar, ele apareceu em vários outros filmes, incluindo “Agente 86” (2008) e “Os Muppets” (2011), antes de ganhar nova indicação ao Oscar pelo thriller de espionagem “Argo” (2012), dirigido e estrelado por Ben Affleck. No longa, Arkin interpretou Lester Siegel, um produtor de Hollywood que colabora com a CIA para criar uma filme falso para uma operação de resgate durante a crise dos reféns no Irã. Fim da carreira na Netflix Nos últimos anos, Arkin voltou à participar de diversas comédias, trabalhando com Steve Carell (“O Incrível Mágico Burt Wonderstone”), Steve Martin (“O Natal dos Coopers”) e Morgan Freeman (“Despedida em Grande Estilo”), antes de embarcar no universo dos streamings com a série “The Kominsky Method”, criada em 2018 por Chuck Lorre (“Big Bang Theory”). Na série, ele viveu Norman Newlander, um agente de talentos aposentado e amigo próximo de um ator fracassado vivido por Michael Douglas (“Homem-Formiga”). Pelo papel, Arkin recebeu suas duas últimas indicações ao Emmy. A série chegou ao fim em maio de 2021, quando o ator já estava com 87 anos. Seus últimos trabalhos no cinema foram a versão live-action de “Dumbo” (2019), produzida pela Disney, e a animação “Minions 2: A Origem de Gru” (2022), como voz do vilão Willy Cobra.
10 filmes: “Nimona”, “O Pacto” e os destaques da semana
A animação “Nimona”, da Netflix, e o drama de guerra “O Pacto”, da Prime Video, são os principais lançamentos da semana nas plataformas de streaming por assinatura, enquanto filmes vistos recentemente nas telonas chegam às locadoras digitais – incluindo o fraco “Cavaleiros do Zodíaco”. Ainda há opções cult no Mubi e o excelente thriller “Desaparecida”, do novo gênero screenlife, que desembarca do cinema na HBO Max. Confira 10 novidades da programação para ver em casa. | NIMONA | NETFLIX A animação segue uma garota aventureira que cria caos por onde passa com sua capacidade de mudar de forma e se transformar em qualquer bicho. Determinada a se tornar uma das vilãs mais famosas do reino que habita, ela busca parceria com um criminoso acusado de matar a Rainha. O detalhe é que o cavaleiro Ballister Boldheart jura que é inocente e do bem, mas nem seu grande amor acredita. A única pessoa disposta a ajudá-lo a encontrar o verdadeiro culpado é a garota radical. O elenco de vozes destaca Chloë Grace Moretz (“Carrie, A Estranha”) no papel-título e Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) como Ballister. Baseada nos ilustrações que foram febre no Tumblr, “Nimona” foi criada como um webcomic pelo ilustrador ND Stevenson em 2012 e transformado logo depois num best-seller, lançado pela editora HarperCollins em 2015. Inicialmente, a graphic novel seria transformada em filme pela 20th Century Fox Animation (atual 20th Century Animation), mas o projeto foi cancelado quando a Disney adquiriu o estúdio em 2019. A Netflix aproveitou a oportunidade e trouxe a adaptação para seu streaming com os diretores Nick Bruno e Troy Quane, que trabalharam juntos em “Um Espião Animal” (2019). | O PACTO | AMAZON PRIME VIDEO O novo filme de ação de Guy Ritchie (“Infiltrado”) leva Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) para a guerra no Afeganistão. Na trama, o ator vive um soldado que é ferido pelos talibãs e só sobrevive por causa do heroísmo de seu intérprete. Seu personagem é o sargento John Kinley, que em sua última missão no Afeganistão se juntou a um intérprete local chamado Ahmed para fazer um levantamento da região. Quando sua unidade é emboscada durante uma patrulha, Kinley e Ahmed são os únicos sobreviventes. Com combatentes inimigos em perseguição, Ahmed arrisca a própria vida para carregar Kinley ferido, por quilômetros de terreno extenuante, até a segurança. Sentindo uma dívida de vida, o militar pretende enviar passagens para Ahmed e sua família escaparem do talibã. Mas, ao voltar aos EUA, descobre que o tradutor não recebeu o salvo conduto que lhe foi prometido e se encontra visado, em meio à volta do talibã ao poder. Determinado a proteger seu amigo e pagar sua dívida, Kinley retorna sozinho ao pais para resgatar Ahmed e sua família antes que as milícias locais os alcancem primeiro. Ritchie encontrou inspiração para a história após conversar com soldados que combateram no Afeganistão e no Iraque, comovendo-se com suas relações com os intérpretes que arriscaram suas vidas para ajudá-los nas regiões de conflitos. O elenco também destaca Alexander Ludwig (“Vikings”), Antony Starr (“The Boys”), Emily Beecham (“1899”) e Dar Salim (“Caranguejo Negro”) como Ahmed. | DESAPARECIDA | HBO MAX Continuação temática de “Buscando…” (2018), o filme usa a mesma abordagem estética, mas apresenta novos personagens e uma mudança na dinâmica da situação: em vez de ser um pai buscando pela filha (como no original), agora é uma filha que investiga o desaparecimento da mãe. Storm Reid (“Euphoria”) passa o final de semana sozinha enquanto sua mãe (Nia Long, de “Como Seria Se…?”) viaja com o namorado. Porém, ao notar o sumiço da mãe e sem ajuda da polícia, a jovem resolve investigar o que aconteceu por contra própria – e tudo pela tela de seu computador. Realizado num formato conhecido como “desktop horror” ou “desktop film”, na qual toda a ação acontece na tela de um computador, “Buscando…” foi um sucesso de público e de crítica, com mais de US$ 75 milhões nas bilheterias e uma avaliação positiva de 92% no Rotten Tomatoes. A sequência foi escrito e dirigido por Nicholas D. Johnson e Will Merrick, que trabalharam como editores no longa de 2018, e atingiu 87% de aprovação. | O SONHO DE GRETA | MUBI A comédia ambientada na Austrália dos anos 1970 acompanha Greta Driscoll (Bethany Whitmore, de “Picnic at Hanging Rock”), uma adolescente que no seu primeiro dia em uma nova escola faz amizade com Elliott (Harrison Feldman, de “Upper Middle Bogan”), um nerd com uma grande personalidade, que é rejeitado pelos descolados da turma. O grande conflito do filme se dá quando os pais de Greta decidem fazer uma festa de aniversário de 15 anos para ela, convidando todos os seus colegas de escola, para seu desespero. A festa acaba desencadeando uma série de eventos surrealistas e fantásticos que a transportam para um mundo onde ela encontra criaturas míticas, e enfrenta seus próprios medos e inseguranças sobre o amadurecimento. Marcado por características visuais distintas, que lembram “Napoleon Dinamite”, e uma estética surrealista, a estreia cinematográfica da diretora de teatro australiana Rosemary Myers conquistou a crítica e foi indicado a oito prêmios da Academia Australiana de Cinema, vencendo a categoria de Melhor Figurino. | GILFRIENDS AND GIRLFRIENDS | MUBI A comédia romântica lésbica passada em Barcelona faz homenagem à nouvelle vague e, especificamente, ao naturalismo de Éric Rohmer, refletido no título do filme, que remete à “Boyfriends and Girlfriends” de 1987. Além de dirigir, Zaida Carmona estrela a produção como uma personagem com seu próprio nome, que volta para Barcelona com o coração partido após ter sido abandonada pela ex-namorada. Enquanto Zaida se envolve na vida amorosa de suas amigas, o espectador é levado a uma série de encontros e desencontros românticos envolvendo um círculo de amizades lésbicas. Apesar de seu orçamento reduzido e da aparente simplicidade, o romance indie conseguiu captar a atenção da crítica e do público durante sua passagem por diversos festivais de cinema, pela forma descontraída com que lida com a temática do amor e relacionamentos e pela habilidade de Zaida Carmona de entrelaçar a iconografia cinéfila e sáfica. | MEU VIZINHO ADOLF | VOD* A comédia sombria traz o veterano ator britânico David Hayman (“Macbeth: Ambição e Guerra”) interpretando Polsky, um imigrante europeu de 70 anos vivendo em um país sul-americano em 1960. Sua vida tranquila é perturbada pela chegada de um misterioso alemão, “Sr. Herzog” (Udo Kier, de “Bacurau”), que ele suspeita ser ninguém menos que o próprio Adolf Hitler. Grande parte do filme gira em torno das tentativas de Polsky de provar a identidade do vizinho de forma bastante farsesca, mantendo o público em suspense sobre a verdade até os momentos finais. Embora a narrativa se desdobre puramente da perspectiva de Polsky, Kier comanda a tela como o enigmático Herzog, oscilando entre um valentão de pavio curto e um homem envelhecido tentando escapar de seu passado turbulento. A direção é do russo Leon Prudovsky (“Five Hours from Paris”). | PALAVRAS NAS PAREDES DO BANHEIRO | NETFLIX O drama dirigido por Thor Freudenthal, de “Diário de um Banana” (2010) e “Percy Jackson e o Mar de Monstros” (2013), encaixa-se na tendência mórbida dos romances com adolescentes doentes, que se popularizou após o sucesso de “A Culpa É das Estrelas” (2014). A adaptação do best-seller de Julia Walton acompanha um garoto que descobre sofrer de esquizofrenia. A diferença em relação a outras produções sobre o tema é que o filme traz o ponto de vista do doente, mostrando as visões que o afligem. Além disso, como mencionado, é um romance entre dois atores atraentes, Charlie Plummer (“Espontânea”) e Taylor Russell (“Até os Ossos”). | TEMPO | STAR+ O terror de M. Night Shyamalan oferece uma premissa instigante, que literalmente morre na praia. Uma praia isolada, cercada por falésias, em que turistas, atraídos pela promessa de uma paisagem única e exclusiva, são aterrorizados por um inesperado envelhecimento em ritmo acelerado. Em poucos minutos, crianças viram jovem adultos, enquanto os pais começam a enrugar e ninguém consegue deixar o local, sofrendo a ação brutal do tempo. O filme é uma adaptação da graphic novel francesa “Sandcastle”, de Pierre Oscar Levy e do artista Frederik Peeters, roteirizada pelo próprio Shyamalan. E tem um grande elenco, formado por Gael Garcia Bernal (“Wasp Network”), Thomasin Mackenzie (“Jojo Rabbit”), Vicky Krieps (“Trama Fantasma”), Alex Wolff (“Hereditário”), Eliza Scanlen (“Adoráveis Mulheres”), Aaron Pierre (“Krypton”), Embeth Davidtz (“O Espetacular Homem-Aranha”), Abbey Lee (“Lovecraft Country”), Nikki Amuka-Bird (“Avenue 5”), Rufus Sewell (“O Homem do Castelo Alto”), Emun Elliott (“Fale com as Abelhas”) e Ken Leung (“Inumanos”). | MAFIA MAMMA – DE REPENTE CRIMINOSA | VOD* Toni Collette (“Hereditário”) viva uma dona de casa que, após ser traída pelo marido, descobre que seu avô distante morreu e ela precisará assumir os negócios da família: um verdadeiro império da máfia. Com a ajuda de sua assistente de confiança (Monica Bellucci, de “Assassino Sem Rastro”), ela pretende desafiar as expectativas de todos, inclusive as dela própria, ao embarcar em sua empreitada no mundo do crime. Mas faz isso da forma mais atrapalhada do mundo e sem ter nunca visto “O Poderoso Chefão”. A direção é de Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”). | OS CAVALEIROS DO ZODÍACO – SAINT SEIYA: O COMEÇO | VOD* Baseado no popular mangá de Masami Kurumada e no anime que foi uma grande febre no Brasil da década de 1990, a trama acompanha jovens recrutados para se tornarem cavaleiros de Atena e defensores da humanidade, com destaque para Seiya, que recebe a Armadura de Pégaso e, ao lado de seus amigos, luta para proteger Saori Kido, a reencarnação da deusa, de seus inimigos. O detalhe é que esta versão live-action é uma produção de orçamento mediano, com efeitos visuais questionáveis e um diretor estreante, o polonês Tomasz Baginski (produtor de “The Witcher”). Para completar, um elenco ocidental se soma às opções problemáticas, destacando Famke Janssen (Jean Grey/Fênix Negra na primeira trilogia de “X-Men”), Sean Bean (“Game of Thrones” e “Expresso do Amanhã”), Madison Iseman (“Jumanji: Próxima Fase”), Mark Dacascos (“John Wick 3”), Nick Stahl (“O Exterminador do Futuro 3”) e Mackenyu Arata (“Círculo de Fogo: A Revolta”), que vive o protagonista Seiya. Só há um detalhe positivo: as lutas são coreografadas pelo veterano Andy Cheng, que trabalhou como coordenador de dublês de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Sophie Charlotte é Gal Costa no primeiro trailer da cinebiografia
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Meu Nome É Gal”, cinebiografia de Gal Costa que traz Sophie Charlotte (“Passaporte para a Liberdade”) no papel principal. A prévia foca o começo da carreira da cantora, que faleceu em novembro passado aos 77 anos, mostrando a escolha de seu nome artístico, a convivência com os colegas baianos durante Tropicália, a época do desbunde e o enfrentamento da repressão durante a ditadura militar. Tudo isso com vários visuais marcantes incorporados por Sophie. As imagens do filme de Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”) também mostram o baiano Rodrigo Lelis (“A Matriarca”) como Caetano Veloso, Dan Ferreira (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”) como Gilberto Gil e a própria Dandara Ferreira como Maria Bethânia. A estreia está marcada para 19 de outubro nos cinemas brasileiros.
Anthony Mackie defende Jonathan Majors: “Nada foi provado”
Anthony Mackie, o novo Capitão América no MCU (universo cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), quebrou o silêncio dos artistas da Marvel sobre as acusações de assédio contra Jonathan Majors. O interprete de Kang, grande vilão em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, chegou a ser preso em março e vai enfrentar o tribunal no dia 3 de agosto deste ano sob acusações de agressão da ex-namorada, Grace Jabbari. Em entrevista à revista Inverse, Mackie enfatizou que nada sobre Majors foi comprovado e que é necessário aguardar os desdobramentos legais antes de tirar conclusões precipitadas. “Somos um país que foi construído com base na ideia de ‘todos são inocentes até que se prove o contrário'”, disse. “Nada foi provado sobre esse cara. Nada. Portanto, todos são inocentes até que se prove o contrário. Isso é tudo o que posso dizer”, completou. Vale mencionar que após a prisão do ator, novas acusações de mulheres que teriam sido vítimas de violência doméstica, assédio e abuso foram apresentadas contra ele. Com o processo em andamento, a continuação de Majors no Universo Cinematográfico Marvel permanece incerta. Apresentado na série “Loki” (2021), seu personagem seria o grande vilão da nova fase da Marvel, com um conflito marcado para “Vingadores: Dinastia Kang”, adiado para 1º de maio de 2026. Até o momento, o estúdio não se pronunciou. Acusações contra Majors chegam ao tribunal Em março, a primeira acusação contra Majors foi formalizada pelo escritório da promotoria de Manhattan, que encaminhou uma prisão provisória do ator por violência doméstica. Segundo o relato de sua ex-namorada, Grace Jabbari, Majors a agrediu e a enforcou dentro de um táxi, após ela confrontar o ator quando reparou mensagens de outra mulher em seu celular. Com a repercussão do caso, Majors foi demitido de dois grandes projetos em que estava envolvido. No mês seguinte, uma ordem de proteção temporária foi concedida à Jabbari, proibindo qualquer tipo de contato direto ou indireto entre os dois. O ator compareceu ao tribunal pela primeira vez com sua advogada, Priya Chaudhry, na terça-feira (20/6). Após a audiência, ela afirmou que foram entregues evidências que comprovam não apenas a inocência de Majors, mas que ele é a verdadeira vítima da situação. A advogada também solicitou o arquivamento imediato de todas as acusações e a abertura de um processo contra Jabbari, responsabilizando ela pelas supostas agressões contra o ator.












