Disney surpreende e anuncia “Moana 2” nos cinemas em novembro, com direito a teaser
A Disney surpreendeu com o anúncio de “Moana 2”, continuação de seu sucesso de 2016, que foi desenvolvida em segredo. A revelação do filme aconteceu com divulgação de foto inédita, teaser e data de estreia para este ano: 27 de novembro nos Estados Unidos. Por enquanto, não há muitas informações sobre a produção, que voltará a ser protagonizada pela filha do chefe da comunidade Motonui da Polinésia. Entretanto, o visual da personagem reflete a passagem do tempo, mostrando a menina como uma jovem adolescente. A primeira imagem oficial ainda confirma a volta do simideus Maui à trama. No primeiro filme, Moana e Maui foram dublados, respectivamente, por Auli’i Cravalho, em seu primeiro trabalho em Hollywood, e Dwayne “The Rock” Johnson. Até o momento, apenas o nome do diretor foi confirmado: David G. Derrick Jr., que estreia na função após participar da equipe de animação do primeiro filme e dos últimos lançamentos da Disney, incluindo “Rei Leão” (2019), “Raya e o Último Dragão” (2021), “Encanto” (2021) e “Mundo Estranho” (2023). Além dessa animação, a Disney também desenvolve uma versão em live-action do primeiro filme, que contará novamente com The Rock no papel de Maui, mas uma nova atriz como Moana, já que Auli’i se tornou uma mulher adulta desde 2016. Esta versão tem roteiro do autor da animação original, Jared Bush, em parceria com Dana Ledoux Miller (“Designated Survivor”), e direção de Thomas Kail, diretor do espetáculo da Broadway “Hamilton”. O remake live-action tem estreia prevista para 2026.
Estreias | “A Cor Púrpura” é a principal novidade nos cinemas
Terror "Baghed - A Bruxo dos Mortos" também se destaca entre os lançamentos, com exibição em 500 telas
Filme “Taylor Swift: The Eras Tour” terá músicas inéditas na Disney+
A Disney+ vai lançar o filme “Taylor Swift: The Eras Tour” com faixas bônus em 15 de março. O anúncio foi feito por Bob Iger, CEO da Disney, durante uma apresentação dos resultados financeiros da empresa. Esta versão especial do filme de concerto, dirigida por Sam Wrench, incluirá cinco músicas adicionais que não estavam presentes nem na versão cinematográfica nem na edição digital anteriormente disponíveis. Entre as faixas bônus confirmadas está uma favorita dos fãs, “Cardigan”, do álbum “Folklore” de 2020. Desde sua estreia nos cinemas em 11 de outubro de 2023, o filme “The Eras Tour” arrecadou mais de US$ 262 milhões em todo o mundo, tornando-se o documentário mais bem-sucedido de todos os tempos. A própria turnê também bateu recorde de arrecadação, gerando mais US$ 1 bilhão em receita. Detalhes da produção A produção foi filmada durante três noites no SoFi Stadium, em Los Angeles. Bob Iger, que se identifica como um fã de Swift, marcou presença em pelo menos um dos shows. A direção é de Sam Wrench, conhecido por ter comandado filmes de concertos para outras artistas notáveis como Billie Eilish, Lizzo e Brandi Carlile. Com “Taylor Swift: The Eras Tour”, ele oferece um vislumbre do verdadeiro fenômeno cultural que é Taylor Swift, reafirmando sua posição como uma das vozes mais populares de sua geração. Os shows representam um passeio pelas diferentes fases da carreira da artista, embaladas em uma atmosfera eufórica que apenas os grandes espetáculos podem criar e por mais de três dezenas de canções que marcaram a trajetória da cantora, desde o início até o ápice de sua popularidade. A estrutura do espetáculo é meticulosamente delineada, com segmentos que correspondem aos nove álbuns de Swift, desde “Fearless” (2008) até “Midnights” (2022), cada um com uma identidade visual distinta . História com a Disney e novos projetos Swift já colaborou com a Disney anteriormente, destacando-se o documentário “Folklore: The Long Pond Studio Sessions” lançado pela Disney+ em 2020. Além disso, está trabalhando com a Searchlight Pictures, propriedade da Disney, em seu primeiro longa-metragem como diretora, baseado em um roteiro original de sua autoria. A estreia do filme na Disney+ precede o lançamento do novo álbum de Swift, “The Tortured Poets Department”, que chega em 19 de abril. A artista anunciou o álbum durante sua participação no Grammy em 4 de fevereiro, uma noite em que fez história ao ganhar o prêmio de Álbum do Ano pela quarta vez.
Trailer | Kristen Stewart se apaixona por fisiculturista e enfrenta gângsteres
O estúdio indie A24 divulgou novos pôsteres e trailer de “Love Lies Bleeding”, um thriller romântico em que Kristen Stewart se apaixona por uma fisiculturista e declara guerra ao pai gângster. Na trama, a atriz vive Lou, gerente de uma academia de musculação, que se apaixona por Jackie, uma fisiculturista recém-chegada, que está passando pela cidade a caminho de Las Vegas em busca de seu sonho de competir profissionalmente. O problema é que Jackie, em busca de dinheiro, resolve trabalhar para o pai de Lou, um gângster brutal, o que leva a conflitos e confrontos sangrentos. Com Jackie agora presa na teia de sua família criminosa, a personagem de Kristen resolve lutar – e dar tiros – por sua paixão. “Love Lies Bleeding” é o segundo longa-metragem da cineasta inglesa Rose Glass, que estreou com o premiado terror “Saint Maud” em 2019. O elenco também destaca Katy O’Brian (“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”) como Jackie, Ed Harris (“Westworld”) como o pai gângster, além de Dave Franco (“Dupla Jornada”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”) e Anna Baryshnikov (filha do renomado bailarino Mikhail Baryshnikov). O filme teve uma première elogiadíssima no Festival de Sundance em janeiro, quando alcançou 90% de aprovação da crítica na média do site Rotten Tomatoes. Também selecionado para o Festival de Berlim, o longa tem lançamento comercial marcado para 8 de março nos EUA. Ainda não há previsão para estreia no Brasil.
Levante | Filme brasileiro premiado no Festival de Cannes ganha primeiro trailer
A Vitrine Filmes divulgou o trailer de “Levante”, primeiro longa de Lillah Halla, que foi premiado nas mostras paralelas de Cannes. O filme acompanha a vida da atleta Sofía, que aos 17 anos, em ascensão na carreira esportiva no vôlei, descobre uma gravidez indesejada que coloca em risco seu futuro como atleta. Ao tentar interrompê-la de maneira clandestina, ela se torna alvo de um grupo conservador decidido a expô-la. Agoniada, ela recebe apoio da namorada e colegas de time. A trama explora diversos temas importantes, como a pressão a que mulheres se sujeitam nos esportes, a criminalização do aborto, a ação agressiva do conservadorismo e a sororidade na comunidade queer. Com um elenco repleto de novos rostos, o longa destaca a expressiva Ayomi Domenica no papel principal, além de nomes mais conhecidos como Grace Passô (“Onde Está Meu Coração”), Rômulo Braga (“DNA do Crime”) e Larissa Siqueira (“Pendular”). “Levante” já acumula mais de uma dezena de prêmios, incluindo o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes, Melhor Filme no Festival de Biarritz, Melhor Filme Ibero-Americano no Festival de Palm Springs, Melhor Filme no Mix Brasil e Melhor Direção no Festival do Rio. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 22 de fevereiro.
Trailer | Lupita Nyong’o tenta sobreviver a “Um Lugar Silencioso: Dia Um”
A Paramount divulgou o pôster e o trailer de “Um Lugar Silencioso: Dia Um”, prólogo dos longas de 2018 e 2020, que retornam ao começo da invasão alienígena na Terra. A prévia revela os primeiros ataques das criaturas em Nova York, provocando pânico, caos, gritaria e muito barulho. Os monstros, como se sabe, reagem ao barulho. Escrito por John Krasinski e Bryan Woods, respectivamente diretor/astro e roteirista dos primeiros filmes, a produção desta vez é dirigida por Michael Sarnoski, que ganhou projeção com o drama indie “Pig: A Vingança”, estrelado por Nicolas Cage em 2021. O prólogo vai se concentrar nos personagens de Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”) e Joseph Quinn (“Stranger Things”), que se encontram durante uma fuga dos ataques e tentam sobreviver às criaturas sensíveis a barulhos. O elenco também destaca Alex Wolff (“Oppenheimer”) e Djimon Hounsou (“Shazam”), que volta ao seu papel de “Um Lugar Silencioso: Parte II”. A estreia está marcada para 27 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
BBB | Produção exibiu filme de assédio sexual para acirrar ânimos?
A produção do “BBB 24” programou “O Escândalo”, um filme de assédio sexual, no Cine BBB de segunda-feira (5/2). O fato foi destacado por Raquele Cardozo durante a repercussão do discurso de Tadeu Schmidt na eliminação de Juninho na noite de terça (7/2). Segundo a sister, o filme teria mexido com a cabeça das participantes femininas da casa, que passaram a olhar Juninho com outros olhos. Referindo-se a Leidy Elen, Raquele disse: “Ela fez muito comentário depois daquele filme de abuso sexual que eles assistiram. Ela tava colocando pau a pau isso, entendeu? É uma coisa muito forte, gente. Um peso muito forte”. Quando ela fez a ligação dos fatos, o Globoplay cortou a imagem e não voltou mais para a discussão. Mais cedo, Leidy realmente considerou o filme uma indireta após o que aconteceu entre Juninho e Alane Dias. “Esse filme parece que foi uma indireta pro Juninho! Muito bom… Tinha até umas falas que ele falou ontem”, ela descreveu. Em seu discurso, o apresentador Tadeu Schmidt também enfatizou o confronto direto entre Alane e Juninho, pedindo um reflexão entre eles. Tadeu questionou se os emparedados falaram as palavras corretas, se fizeram um “movimento tão importante” sem absoluta certeza. Ele também alertou que, se jogassem fora das regras, o Paredão nem aconteceria, sugerindo expulsão. No final, considerou que havia espaço para interpretação e o público escolheu ficar com “o outro lado”. Assim como Raquele, muitas pessoas questionaram nas redes sociais se a Globo quis criar uma situação, influenciando as sisters com a exibição de “Escândalo” no dia do Sincerão. Antes mesmo do Cine BBB, já havia reclamações no X (antigo Twitter) sobre “pautas” e “militância” na casa. Teria sido coincidência a programação de um filme com capacidade de acirrar os ânimos contra Juninho? O filme foi assistido por Juninho, Leidy Elin, Bin Laden, Deniziane Ferreira, Matteus Amaral e Giovanna Lima. A produção ainda pediu a Juninho para ler a descrição da história. O que é “O Escândalo” Lançado em 2019, o filme dirigido por Jay Roach explora os bastidores do canal de notícias Fox News e a queda de seu poderoso CEO, Roger Ailes, diante das acusações de assédio sexual que marcaram o início de um “movimento importante” dentro da indústria da mídia – meses antes da exposição do produtor de cinema Harvey Weinstein e a explosão do movimento #MeToo. “O Escândalo” é centrado nas experiências de três mulheres da Fox News: Megyn Kelly (interpretada por Charlize Theron), Gretchen Carlson (interpretada por Nicole Kidman) e uma personagem inventada chamada Kayla Pospisil (interpretada por Margot Robbie), que resume a experiência de outras mulheres na empresa. “Escândalo” detalha não apenas as acusações individuais contra Ailes, mas também a atmosfera tóxica e o sistema que permitiu os comportamentos abusivos, demonstrando como as situações aconteciam de forma cotidiana e vinham sendo tratadas como se fossem parte da normalidade. Cherlize Theron e Margot Robbie foram indicadas ao Oscar pelos papéis, mas quem venceu a estatueta foi a equipe de maquiagem, pela transformação de Theron em Megyn Kelly. A Globo vai exibir o filme nesta quarta (7/2) às 23h15, após o “BBB 24”. um filme sobre ASSÉDIO logo nessa semana, com Leidy, Deniziane e Matteus juntos com Juninho?????? A globo não é inocente — Luiz 🐆 (@luizcmorais) February 7, 2024 gente, tá o juninho, leidy, bin, anny, matteus e giovanna no cinema do lider.. o filme é sobre o assedio sexual (o escandalo) etal a voz mandou o juninho ler o papel ????? pic.twitter.com/vAojnOEmyx — Theus (@theuscomentxl) February 5, 2024 Siiiiiim, hj depois de ter assistido ao filme do dono da Fox hoje, ela falou que até as falas do cara pareciam as do Juninho — Alice (@euquerobenlu) February 7, 2024 Leidy contando pra Cunhã como foi o filme. Ela gostou mesmo, hein?! 🩷 🎥 Reprodução: GloboPlay#TeamLeidy #BBB24 pic.twitter.com/t0Cw7Ffi2M — Leidy Elin 🌪️ (@leidyelin) February 6, 2024 Leidy: "Esse filme [do Cinema] parece que foi uma indireta pro Juninho! Muito bom… Tinha até umas falas que ele falou ontem." #BBB24 pic.twitter.com/gRcOlJNJ25 — Dantas (@Dantinhas) February 5, 2024
Documentário sobre “Clube da Esquina” ganha trailer
A Lira Filmes divulgou o trailer de “Nada Será como Antes”, documentário sobre a criação do “Clube da Esquina”, considerado o melhor disco brasileiro de todos os tempos. A produção explica o contexto da criação do álbum com imagens inéditas de arquivo, apresenta shows da época e conversa com os músicos envolvidos na gravação, com destaque para Milton Nascimento e Lô Borges, acrescentando histórias e curiosidades da concepção do disco que revolucionou a MPB da época. O melhor disco brasileiro O álbum duplo lançado em 1972, fruto da colaboração entre Milton Nascimento, Lô Borges e uma coletânea de músicos talentosos de Minas Gerais, acabou se tornando um dos discos mais influentes da música brasileira, mesclando elementos do folk, rock, jazz e música latina com a rica tradição da MPB (Música Popular Brasileira). A gênese da produção foram encontros musicais informais que aconteciam no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, onde artistas como Beto Guedes, Toninho Horta e os irmãos Márcio e Lô Borges se reuniam para compartilhar ideias e criar músicas. Esses encontros deram origem ao “Clube da Esquina”, nome que posteriormente foi adotado para o álbum, uma viagem poética e sonora que refletia sobre amizade, amor, saudade e questões sociais. Faixas como “Tudo Que Você Podia Ser”, “O Trem Azul”, “Cravo e Canela” e “Nuvem Cigana” são apenas alguns exemplos da diversidade musical e da riqueza lírica encontradas no disco, eleito em 2022 como o melhor álbum brasileiro pelo podcast Discoteca Básica, que ouviu a opinião de 162 especialistas — jornalistas, youtubers, podcasters, músicos, lojistas e produtores. O documentário escrito e dirigido por Ana Rieper (“Vou Rifar meu Coração”) já foi exibido no Festival do Rio e da Mostra de São Paulo, e tem estreia comercial marcada para o dia 29 de fevereiro nos cinemas.
BBB | Star+ destaca filme “127 Horas” após Sincerão
A plataforma Star+ aproveitou a repercussão do Sincerão da noite de segunda (5/2) no “BBB 24” para destacar o filme “127 Horas” em seu menu de opções para os assinantes. O drama dirigido por Danny Boyle (de “Trainspotting”) foi citado por Fernanda Bande durante discussão com Beatriz Reis. “Tem um filme chamado ‘127 horas’ que o cara agarra [prende] a mão na pedra. Se eu estivesse com a mão agarrada com você não seria 127 horas, eu ia arrebentar minha mão em 5 segundos [para sair]”, ela disse, citando o enredo do longa. Lançada em 2010, a obra é baseada na história real de Aron Ralston, um alpinista e aventureiro que ficou preso por quase cinco dias em um desfiladeiro isolado em Utah, Estados Unidos, após um pedaço de rocha prender seu braço direito. Para se livrar e não morrer de fome no local, ele decide cortar o próprio braço. James Franco protagonizou o filme no papel de Ralston, entregando uma atuação intensa e emocionante que lhe rendeu aclamação da crítica e uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. A narrativa foca nos cinco dias em que Ralston ficou preso, explorando suas reflexões sobre a vida, seus entes queridos e a determinação inabalável pela sobrevivência. O filme é conhecido por sua cena impactante em que Ralston, em um ato desesperado de auto-preservação, amputa seu próprio braço com uma faca pequena e pouco afiada. O filme foi bem recebido pelo público e pela crítica, sendo indicado a seis Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Franco. 127 horas? Não! 5 segundos hahaha P.s: Fernanda é meu espírito animal. Muito Loba!#BBBB24 pic.twitter.com/5avHlpItCE pic.twitter.com/lmTenq0k8z — Brendz (@brenwanheda) February 6, 2024
“Minha Irmã e Eu” chega a 2 milhões de espectadores
A comédia “Minha Irmã e Eu”, estrelada por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, atingiu 2 milhões de espectadores nesta segunda-feira (5/2), aumentando seu sucesso como a maior bilheteria do cinema brasileiro desde a pandemia. Mesmo lançado no último fim de semana de 2023, o novo filme da diretora Susana Garcia também quebrou o recorde de maior bilheteria de estreia do ano passado. Fez mais que o dobro do filme que, até a véspera, detinha o título de maior abertura nacional do ano: “Mussum, O Filmis”, com cerca de R$ 2 milhões de faturamento. O longa ainda foi a primeira produção nacional a levar mais de 1 milhão de pessoas ao cinema desde “Minha Mãe é uma Peça 3”, lançado em 2019. No mesmo ano, Jair Bolsonaro assumiu o governo e criou diversos entraves para a produção e distribuição de filmes nacionais, incluindo omissão na renovação da “lei de cotas”, que tornava sucessos com mais de 1 milhão de ingressos vendidos comuns no período anterior. “Boicote” Vale lembrar que “Minha Irmã e Eu” foi alvo de “boicote” nos cinemas. Bolsonaristas miraram principalmente em Tatá Werneck para “tirar o sono dessa lulista”, conforme descrição de Samantha Cavalca num post sobre a atriz no X. Ela é a grande incentivadora nas redes sociais de todos os boicotes que fracassaram no ano passado. Os alvos são sempre artistas que apoiaram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O filme visado anteriormente, “Ó Pai, Ó 2”, com o “lulista” Lázaro Ramos, tornou-se a maior bilheteria de cinema do Nordeste em todos os tempos. Como Lázaro também faz participação na nova comédia, o boicote tinha “que ser forte”. Nosso Lar 2 No momento em que “Minha Irmã e Eu” atinge 2 milhões, “Nosso Lar 2 — Os Mensageiros” chega à marca 1 milhão de espectadores, atingida no final de semana com apenas 14 dias em cartaz. O filme espírita dirigido por Wagner de Assis liderou as bilheterias em sua estreia na semana passada, e em seus primeiros quatro dias superou o total de espectadores do filme brasileiro mais visto no ano passado, “Nosso Sonho”. Por coincidência, isso aconteceu logo após a notícia da promulgação da nova lei de cotas para filmes nacionais nos cinemas, pelo governo Lula. “Nosso Lar 2” também teve a 6ª maior abertura nacional desde 2002 – quando começou a contabilização da Comscore no Brasil. Entre os lançamentos nacionais, só foi superado por grandes sucessos como “Minha Mãe é uma Peça 3”, “Nada a Perder” e “Os Dez Mandamentos”, que lideram o ranking de maiores aberturas do país. O sucesso da nova adaptação da obra de Chico Xavier ecoa o legado de seu antecessor, que em 2010 levou 4 milhões de pessoas aos cinemas, ficando atrás apenas de “Tropa de Elite 2” em termos de audiência. A continuação agora se destaca não apenas pela sua recepção pelo público, mas também pelo seu impacto significativo no cenário cinematográfico nacional, marcando com “Minha Irmã e Eu” uma retomada expressiva para o cinema brasileiro. Neste final de semana, “Nosso Lar 2” ficou em 2º lugar, desbancado do topo do ranking pela comédia americana “Todos Menos Você”. O filme brasileiro teve renda de R$ 5,19 milhões e público de 231 mil espectadores. Mas “Minha Irmã e Eu” também segue no Top 5, ocupando a 5ª colocação entre os títulos mais assistidos do país.
Bilheteria | “Argylle – O Superespião” é fracasso de público e crítica
A comédia de ação “Argylle – O Superespião” implodiu nas bilheterias norte-americanas. A produção de alto orçamento dirigida por Matthew Vaughn (da franquia “Kingsman”) arrecadou apenas US$ 18 milhões em sua estreia em 3.605 cinemas. O filme, que teve um custo de produção entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões, também fracassou no mercado internacional, onde arrecadou US$ 17,3 milhões em 78 países, totalizando uma abertura global de US$ 35,3 milhões. Apesar dos números baixos, a superprodução conseguiu liderar as bilheterias no fim de semana devido à falta de concorrência significativa. Entretanto, foi massacrado por público e crítica, com 35% de aprovação pela imprensa, segundo o Rotten Tomatoes, e nota C+ na avaliação do CinemaScore, pesquisa feita com os espectadores na saída dos cinemas dos EUA. “Argylle” foi o terceiro lançamento cinematográfico convencional da Apple nos últimos meses, seguindo os passos de “Assassinos da Lua das Flores” de Martin Scorsese e “Napoleão” de Ridley Scott, todos com orçamentos superiores a US$ 200 milhões e todos fracassos de bilheteria. Apenas “Assassinos da Lua das Flores” agradou a crítica, obtendo 10 indicações ao Oscar – mas arrecadou apenas US$ 157,6 milhões globalmente. O resto do Top 5 Além de “Argylle”, os cinemas dos Estados Unidos registraram a estreia de uma edição especial da série “The Chosen”, que exibiu os três primeiros episódios da 4ª temporada no circuito cinematográfico. A iniciativa surpreendeu ao ocupar o 2º lugar nas bilheterias, com US$ 6,1 milhões de 2.260 telas. Em 3º lugar ficou “Beekeeper – Rede de Vingança”, que continua a apresentar um bom desempenho em sua quarta semana de projeção. O thriller de ação estrelado por Jason Statham arrecadou US$ 5,3 milhões, elevando seu total doméstico para US$ 49,4 milhões. Mas é internacionalmente que tem se saído melhor, com uma arrecadação de US$ 73,1 milhões, que totaliza US$ 122,5 milhões mundiais. “Wonka” ficou em 4º lugar, mesmo estando em sua oitava semana de exibição. O filme adicionou US$ 4,7 milhões e superou os US$ 200 milhões domésticos. Globalmente, o musical estrelado por Thimotée Chalamet já acumula impressionantes US$ 571,7 milhões, tornando-se a maior bilheteria da temporada de final de ano. Fechando o Top 5, “Patos!” arrecadou US$ 4,2 milhões em sua sétima semana em cartaz. A animação tem apresentado um desempenho consistente nas bilheterias norte-americanas, totalizando US$ 106,2 milhões. No cenário global, alcançou US$ 210 milhões, um resultado respeitável considerando seu orçamento de produção de US$ 70 milhões. O filme tem se beneficiado de uma estadia prolongada nos cinemas, garantindo rentabilidade em sua exibição teatral. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | ARGYLLE – O SUPERESPIÃO 2 | THE CHOSEN 4 3 | BEEKEEPER – REDE DE VINGANÇA 4 | WONKA 5 | PATOS!
Continuação da sci-fi “Code 8” ganha trailer explosivo
A Netflix divulgou um novo pôster e o trailer de “Code 8: Renegados – Parte II”, continuação da sci-fi independente estrelada e produzida pelos primos Robbie Amell (“A Babá”) e Stephen Amell (“Arrow”). A prévia mostra a evolução da franquia com efeitos visuais mais caros, que rendem muitos robôs, drones, raios e explosões. A produção se provou um fenômeno, especialmente pela forma como foi feita. Tudo começou como um curta-metragem estrelado e bancado pelos primos em 2016, que eles usaram como “piloto” para lançar uma campanha de financiamento coletivo, visando produzir um longa-metragem. Conseguiram levantar quase US$ 2,5 milhões de mais de 27 mil investidores, e o resultado chegou em diversas plataformas de aluguel digital em dezembro de 2019, inclusive no Brasil, junto de críticas bastante elogiosas – 80% de aprovação no Rotten Tomatoes. Quatro meses depois de sua estreia digital, a Netflix incluiu o filme em seu catálogo, disponibilizando-o para seus assinantes em abril de 2020. E o sucesso só aumentou. “Code 8” se tornou um dos títulos mais vistos da plataforma. Por isso, a própria Netflix decidiu bancar a continuação, além de dar aos Amell um orçamento maior para as filmagens. Robbie e Stephen Amell retomam seus papéis na continuação, que também conta com a volta do diretor Jeff Chan e do roteirista Chris Paré – os dois também trabalharam juntos no terror “O Mistério de Grace” (2014). A trama de “Code 8” se passa num futuro em que cerca de 4% da população tem superpoderes. Mas em vez de virarem super-heróis, essas pessoas são discriminadas, caçadas pela polícia e acabam se juntando ao submundo do crime. Muitos delas por falta de alternativas. A trama da “Parte II” introduz uma menina (Sirena Gulamgaus, de “Chapelwaite”) que descobre suas habilidades especiais após o assassinato do seu irmão por um grupo de policiais corruptos. Virando alvo dos criminosos fardados, ela vai precisar de ajuda do agora ex-presidiário Connor (Robbie) e seu antigo parceiro (Stephen) para escapar da perseguição das autoridades. A premissa também deveria virar série, mas o contrato era com a plataforma Quibi, que faliu poucos meses após ser lançada no ano passado. “Code 8: Renegados – Parte II” chega na Netflix em 20 de fevereiro.
Don Murray, astro de “Nunca Fui Santa” e “Twin Peaks”, morre aos 94 anos
Don Murray, que estreou em Hollywood em “Nunca Fui Santa” (1956) ao lado de Marilyn Monroe, faleceu aos 94 anos na sexta-feira (2/2). Seu filho, Christopher, confirmou a notícia ao New York Times, embora detalhes sobre a causa e o local da morte não tenham sido imediatamente divulgados. Uma estreia santa Nascido em Hollywood, Califórnia, Murray começou sua carreira no teatro, onde chamou a atenção do diretor Joshua Logan. Sua estreia no cinema em “Nunca Fui Santa” foi logo como par romântico de Marilyn Monroe, interpretando Bo Decker, um ingênuo cowboy cuja paixão pela loira cativou o público. Nos bastidores, a dedicação de Murray impressionou Monroe que, apesar de suas conhecidas inseguranças, ajudou-o a enfrentar o nervosismo de seu primeiro grande filme, o que rendeu uma parceria memorável na tela. A performance não só estabeleceu Murray como um talento emergente em Hollywood, mas também demonstrou sua capacidade de trazer profundidade e vulnerabilidade a seus personagens, que seria explorada ao longo de sua carreira. Os bastidores da produção também aproximaram Murray da coadjuvante Hope Lange, com que ele se casou no mesmo ano. O casal teve dois filhos, Christopher e Patricia, mas se separou em 1961. Versatilidade em Hollywood Em seu segundo filme, “Despedida de Solteiro” (1957), ele demonstrou sua capacidade de mergulhar em personagens emocionalmente complexos, interpretando um jovem noivo que enfrenta uma série de dilemas pessoais e sociais na véspera de seu casamento. A comédia de Delbert Mann destacou a habilidade do ator em retratar vulnerabilidades masculinas, uma capacidade rara em Hollywood na época. Murray não se limitou a papéis de jovem galã. Ele rapidamente expandiu seu repertório com personagens desafiadores em filmes como “Cárcere Sem Grades” (1957), de Fred Zinnemann, onde interpretou um veterano da Guerra da Coreia lutando contra o vício em drogas. Em “Almas Redimidas” (1961), de Irvin Kershner, viveu um padre às voltas com gangues de rua. E em “Tempestade Sobre Washington” (1962), de Otto Preminger, explorou o drama político, retratando um senador idealista confrontado com a corrupção e os dilemas morais na capital dos Estados Unidos. Murray não se restringiu a dramas intensos. Seu talento também brilhou em westerns como “Caçada Humana” (1958), de Henry Hathaway, vivendo um cowboy fugitivo, em thrillers de ação como “Fuga de Berlim Oriental” (1962), de Robert Siodmak, em que tentou escapar do regime comunista por um túnel sob o Muro de Berlim, e “O Gênio do Mal” (1964), de Robert Mulligan, no papel de um delegado, em aventuras de época, como “A Rainha dos Vikings” (1967) e até na sci-fi, como “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972), onde interpretou o antagonista. Esses filmes destacaram sua capacidade de adaptar-se e brilhar em diferentes estilos narrativos. Carreira televisiva Depois de trabalhar com alguns dos maiores diretores de sua época, Murray sentiu uma queda na qualidade dos projetos e no destaque de seus papéis e decidiu apostar em filmes feitos para a TV, um formato que ganhava popularidade nos anos 1970. Ele estrelou diversos desses filmes, assumindo papéis principais que lhe permitiram explorar temas complexos e personagens profundos, muitas vezes com um pano de fundo social, como “The Intruders” (1970), na pele de um veterano da Guerra do Vietnã que retorna à sua cidade natal no Texas, apenas para se deparar com conflitos de terra e tensões raciais. Ele também participou da minissérie “A Conquista do Oeste” (1976), premiada com dois Emmys, e fez parte do elenco de “Knots Landing”, spin-off da popular série “Dallas” lançada em 1979. Seu personagem em “Knots Landing”, Sid Fairgate, era o patriarca amável e sensato da família Fairgate nas primeiras temporadas da série, que se passava numa comunidade suburbana fictícia na Califórnia. Marido e pai dedicado, Sid oferecia um contraponto estável às várias intrigas e dramas que permeavam a série. Entretanto, teve uma morte trágica na 3ª temporada, em um acidente de carro que teve um impacto profundo tanto nos personagens da atração quanto nos espectadores. O ator voltou ao cinema em 1986 a convite de Francis Ford Coppola, para interpretar o pai de Kathleen Turner, protagonista de “Peggy Sue – Seu Passado a Espera”. Mas a participação no filme foi uma rara exceção, já que Don Murray se dedicou principalmente à televisão nos últimos anos, onde atuou sem parar até 2001. O retorno em Twin Peaks Ele já estava aposentado quando ressurgiu 16 anos depois no revival de “Twin Peaks”, onde interpretou Bushnell Mullins, o chefe e mentor de Dougie Jones, uma das personas de Dale Cooper (Kyle MacLachlan). O personagem se tornou um favorito dos fãs e demonstrou que o talento do ator não havia diminuído com o tempo. A decisão de abandonar a aposentadoria em 2017 foi motivada pela oportunidade única de trabalhar com David Lynch, retomando sua trajetória inicial de trabalhar com grandes mestres. Murray foi atraído pela chance de mergulhar no universo único de Lynch, aos 88 anos. E as últimas palavras do protagonista Dale Cooper para o personagem de Murray na série serviriam perfeitamente de despedida para o ator: “Você é um bom homem, Bushnell Mullins. Não esquecerei tão cedo sua gentileza e decência.”












