Ryan Reynolds pode estrelar sci-fi dos roteiristas de Deadpool
O ator Ryan Reynolds está negociando estrelar “Life”, uma ficção científica escrita por Paul Wernick e Rhett Reese, os roteiristas de “Deadpool”. A informação é do site The Hollywood Reporter. A filmagem também marcará um reencontro entre o ator e o cineasta sueco Daniel Espinosa, que o dirigiu em “Protegendo o Inimigo” (2012). Para completar, a sueca Rebecca Ferguson, bastante requisitada desde o sucesso de “Missão Impossível – Nação Fantasma” (2015), também deve integrar o elenco. Pouco se sabe a respeito da trama de “Life”, que envolverá inteligência artificial e vida alienígena em Marte. Paul Wernick e Rhett Reese também estão escrevendo a continuação de “Deadpool”, que será novamente estrelada por Reynolds.
Keira Knightley negocia viver a imperatriz Catarina, a Grande, no cinema
A atriz Keira Knightley (“Evereste”) está negociando viver a imperatriz russa Catarina, a Grande, em uma cinebiografia dirigida por Barbra Streisand. Segundo o site The Hollywood Reporter, as conversas se arrastam desde o ano passado e progridem bem lentamente. A história, escrita pela estreante Kristina Lauren Anderson, liderou a Black List como o melhor roteiro não produzido de 2014. Nascida Sophia Augusta Fredericka, Catarina, a Grande foi a czarina mais longeva da Rússia. O filme mostrará como a jovem imperatriz, presa em um casamento abusivo com o inepto imperador Pedro III, usa sua inteligência e astúcia para subir ao poder no século 18. Caso a negociação se confirme, será o segundo drama de época russo na carreira da atriz, que viveu o papel-título de “Anna Karenina” (2012), adaptação do célebre romance de Leon Tolstoi. Para Barbra Streisand, o projeto marcará seu retorno à direção de cinema 20 anos após seu último filme, “O Espelho tem Duas Faces” (1996).
Margot Robbie vai estrelar suspense noir
Margot Robbie vai estrelar suspense noir “Terminal”, escrito e dirigido por Vaughn Stein, que fará sua estreia como diretor principal, após servir como assistente de produções como “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011), “Branca de Neve e o Caçador” (2012), “Guerra Mundial Z” (2013) e “A Garota Dinamarquesa” (2015). A trama segue dois matadores, que embarcam em uma missão suicida para um empregador misterioso, disposto a pagar um alto salário. Ao longo do caminho, o par improvável descobre que uma mulher dinâmica chamada Annie (Robbie) pode estar mais envolvida no negócio do que eles inicialmente suspeitavam. Robbie será vista a seguir na comédia “Whiskey Tango Foxtrot”, que estreia em 5 de maio no Brasil, na aventura “A Lenda de Tarzan”, marcado para 21 de julho, e na adaptação de quadrinhos “Esquadrão Suicida”, prevista para 4 de agosto.
Goldie Hawn negocia virar mãe de Amy Schumer
Goldie Hawn está em negociações para viver a mãe de Amy Schumer (“Descompensada”) na vindoura comédia, ainda sem título, que será dirigido por Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”). O filme será uma comédia de ação nos estilos dos longas recentes de Paul Feig (“As Bem Armadas”), acompanhando mãe e filha durante um período de férias que dá errado. O roteiro original é de Katie Dippold (também de “As Bem Armadas”) e o próprio Feig está envolvido como produtor. Caso a negociação se confirme, será a volta de Goldie Hawn ao cinema após mais de uma década de ausência. A atriz, que foi uma das mais bem-sucedidas estrelas de comédia dos anos 1980 e é mãe de Kate Hudson (“Noivas em Guerra”), não filma desde “Doidas Demais” (2002).
Andrzej Zulawski (1940 – 2016)
Morreu o diretor polonês Andrzej Zulawski, dos cultuados “O Importante É Amar” (1975) e “Possessão” (1981). Ele faleceu em consequência de um câncer, aos 75 anos de idade, informou seu filho, o também cineasta Xawery Zulawski, pelo Facebook. Zulawski nasceu em 1940 na cidade polonesa de Lwów – que após a 2ª Guerra Mundial foi rebatizada de Lviv e anexada à Ucrânia. Ele estudou cinema em França no final dos anos 1950 e iniciou a carreira como diretor assistente do célebre cineasta polonês Andrzej Wajda, trabalhando no potente drama do holocausto “Samson, a Força Contra o Ódio” (1961), na antologia romântica “O Amor aos 20 Anos” (1962) e no épico napoleônico “Cinzas e Diamantes” (1965). A qualidade de seu trabalho acabou chamando atenção do ucraniano Anatole Litvak, já estabelecido em Hollywood, que o convidou a auxilia-lo nas filmagens do clássico de guerra “A Noite dos Generais”, filmado na Polônia com muitos astros ingleses, como Peter O’Toole, Tom Courtenay e Donald Pleasence, além do egípcio Omar Shariff, em papeis de militares nazistas. Com a experiência adquirida, dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1971, “A Terça Parte da Noite”, passado durante a ocupação nazista da Polônia, mas com tom bem diferente das obras em que foi assistente. A perseguição de um homem fugitivo, que tem a família exterminada, assumia com Zulawski contornos de terror, com direito a visões alucinógenas. O tema da descida à loucura repetiu-se em “O Diabo” (1972), passado durante a invasão da Polônia pela Prússia no final do século 18. Mas a violência do protagonista, que disfarçava uma metáfora sobre como a Polônia vinha sendo tratada por invasores ao longo dos séculos, fez o filme ser proibido pelas autoridades comunistas. A proibição levou o cineasta a buscar exílio na França, onde realizou, em 1975, aquela que é considerada a sua obra-prima, “O Importante É Amar”, melodrama estrelado pela austríaca Romy Schneider. História de um triângulo amoroso, o longa mostra uma atriz no ponto mais baixo da sua carreira, filmando obras eróticas, quando um fotógrafo apaixonado resolve lhe ajudar, financiando, com dinheiro de agiotas, uma produção teatral para ela estrelar. O gesto a comove, mas ela é casada e se vê dividida. Romy Schneider, que venceu o César (O Oscar francês) pelo papel, dizia que “O Importante É Amar” foi o melhor filme de sua carreira, repleta de clássicos. Depois das performances à beira da histeria de “O Importante É Amar”, Zulawski buscou novos excessos com seu filme seguinte, “Possessão” (1981). Novamente demandando uma grande performance de sua protagonista, o diretor filmou Isabelle Adjani entre cenas grotescas e escatológicas. Na trama, após pedir divórcio de seu marido, o comportamento da sua personagem se torna cada vez mais errático. Até que as suspeitas de infidelidade revelam algo muito pior, com o clima alucinatório atingindo níveis apocalípticos. O terror contou também com uma coincidência importante: dois meses antes, o ator Sam Neill tinha interpretado Damien Thorne em “A Profecia 3”. Ele era o marido traído, mas também a besta apocalíptica do novo horror, que surgia inicialmente como um monstro amórfico, fazendo sexo com Adjani. A entrega da atriz às situações bizarras acabou recompensada com o César, além de um prêmio no Festival de Cannes. “Possessão” foi um filme nascido do aborto de outro. Consagrado com “O Importante É Amar”, Zulawski tentou voltar a filmar na Polônia em 1977. Mas a produção de “Globo de Prata” foi interrompida pelos comunistas e parte dos negativos se perdeu, levando o diretor a voltar à França para extrapolar em “Possessão”. Entretanto, Zulawski completaria aquele filme interrompido em 1988, usando narração em off para cobrir a ausência das cenas desaparecidas. Os filmes seguintes de Zulawski mantiveram-se fiel a seu estilo exagerado e controverso, atraindo sempre grandes atrizes dispostas a se arriscar, como Valérie Kaprisky, em “A Mulher Pública” (1984). Como um jovem atriz inexperiente, sua personagem é convidada a desempenhar um papel em um filme baseado em, claro, “Os Possessos”, de Dostoievski. Mas o diretor passa a tomar conta de sua vida pessoal, e em pouco tempo ela se torna incapaz de identificar a diferença entre o filme e a realidade. Logo após se casar com Sophie Marceau, Zulawski a escalou em “A Revolta do Amor” (1985), livremente adaptado de “O Idiota”, de Dostoievski, colocando-a como vértice de um triângulo amoroso estranho e trágico, que envolve seu namorado ladrão e o idiota que o segue por todo o lado. O casamento rendeu mais três filmes com a atriz, “Minhas Noites São Mais Belas que Seus Dias” (1989), “A Nota Azul” (1991) e “A Fidelidade” (2000). Este último lidava com a questão do amor e a fidelidade e, sintomaticamente, antecipou a separação do casal, que se divorciou no ano seguinte. Além de dar imagens a suas obsessões amorosas, Zulawski também era apaixonado pela arte, o que rendeu várias adaptações e referências a grandes autores – de Dostoievski a Andy Warhol, celebrado em “A Fidelidade”. Mas ele também filmou referências mais diretas, como “Boris Godounov” (1989), a gravação da famosa ópera de Modest Mussorgsky sobre os eventos trágicos do governo do czar Boris no século 17 – repleto de anacronismos para incluir críticas à União Soviética – e “A Nota Azul”, sobre os últimos dias de Chopin. Com o fim da União Soviética, ele fez uma nova tentativa de filmar na Polônia, trabalhando sobre um roteiro da escritora feminista Manuela Gretkowska. O título “Szamanka” (1996) significa xamã em polonês, e há a múmia de um xamã na história, mas a trama gira realmente em torno de uma jovem (a estreante Iwona Petry), conhecida apenas como “a italiana”, que exerce um fascínio irresistível sobre os homens. Totalmente amoral, ela faz o que lhe dá na telha e ninguém consegue recusá-la, especialmente o professor de antropologia que lhe aluga um quarto. Como de praxe, não faltam visões, que culminam num desfecho canibal. Mesmo após a queda do comunismo, o filme incomodou o governo polonês, que só permitiu exibições noturnas, enquanto a crítica local o taxou como “O Último Tanto em Varsóvia” pelo forte conteúdo sexual. Mas após lançar seu filme seguinte, “Fidelidade”, a separação de Marceau abalou seu processo criativo, fazendo-o se afastar do cinema por 15 anos, período em que se dedicou à literatura e expressou sua desilusão e desgosto pelo estado do cinema atual. “Fui o último aluno destes dinossauros que admirei, Bergman, Fellini, Kurosawa, Welles, Stroheim, Peckinpah… O cinema que queria fazer não existe mais, a voz extinguiu-se. A inteligência abandonou o argumento e a realização para se refugiar na tecnologia. Para mim, acabou”, ele escreveu em 2004. Apenas a proximidade da morte o fez retornar à ativa, com o lançamento de “Cosmos”, seu último filme, em 2015. Adaptação do romance homônimo de Witold Gombrowicz, “Cosmos” acompanhava dois amigos que chegavam numa casa de campo, onde encontram sinais misteriosos e assustadores. A obra rendeu a Zulawski o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Locarno, o mais importante reconhecimento de sua carreira, com o qual se despediu, no exato momento em que o filme começa a ganhar “vida” no circuito exibidor.
Estreias de cinema se dividem entre o terror e o Oscar
O terror chega aos cinemas nesta quinta (18/2) com o lançamento de três fracassos americanos. “Boneco do Mal” é o mais ambicioso, estreando em 305 salas após ganhar promoção como pegadinha no “Programa Sílvio Santos”. Horror barato, traz Lauren Cohan (série “The Walking Dead”) como uma babá contratada para cuidar de uma criança, que na verdade é um boneco sinistro. Não só isso: ela deve seguir regras que não podem ser desobedecidas, sob o risco de o boneco (virar um Gremlin?)… O que acontece não empolgou a crítica americana, rendendo média de apenas 32% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público tampouco se empolgou, com o filme abrindo em 5º lugar nos EUA. Outro fracasso importado, “Horas Decisivas” é um filme de catástrofe, baseado em fatos verídicos, que acompanha Chris Pine (“Star Trek”) numa missão de resgate, tentando salvar um navio petroleiro partido ao meio durante uma tempestade em alto-mar. Os críticos gringos gostaram um pouco mais, dando 60% de aprovação, mas o público se empolgou menos, fazendo-o sair do Top 10 das bilheterias americanas após duas semanas. Chega em 200 salas. Em 20 salas a menos, “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi” reencena o ataque terrorista contra a Embaixada dos EUA na Líbia em 2012. A tragédia custou a vida do Embaixador. O filme é dirigido por Michael Bay (“Transformers”) com muitos clichês de heroísmo, o suficiente para ser considerado medíocre, com 54% de aprovação no Rotten Tomatoes e estreia em 4º lugar. Saiu do Top 10 após a terceira semana. Para compensar as três bombas, também estreiam três candidatos ao Oscar 2016. “O Quarto de Jack” já venceu o Festival de Toronto e rendeu o SAG Award (prêmio do Sindicato dos Atores) de Melhor Atriz para Brie Larson. Ela interpreta a mãe de um menino que viveu a vida inteira confinado num quarto, até que os dois conseguem escapar. Os outros dois longas indicados ao Oscar disputam na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e chegam em circuito limitadíssimo. São o colombiano “O Abraço da Serpente”, de Ciro Guerra, premiado no Festival de Cannes, e o jordaniano “O Lobo do Deserto”, de Naji Abu Nowar, premiado no Festival de Veneza, que ocupam, respectivamente, 14 e 12 salas no país inteiro. Completa a programação o lançamento do drama brasileiro independente “A Vizinhança do Tigre”, de Affonso Uchoa, vencedor da Mostra de Tiradentes 2014, com sessões em 15 salas em nove cidades diferentes. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
E.L. James publica primeira foto dos bastidores de Cinquenta Tons Mais Escuros
A escritora E.L. James publicou em seu Instagram a primeira foto da produção de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, continuação do sucesso “Cinquenta Tons de Cinza” (2015). A imagem registra a claquete da primeira tomada da quarta cena do filme, que começou a ser rodado nesta semana. Veja acima. A produção voltará a trazer Dakota Johnson e Jamie Dornan como o casal central, Anastasia Steele e Christian Grey, mas povoará a trama com coadjuvantes mais interessantes, como as ex-namoradas do protagonista, vividas por Bella Heathcote (“Sombras da Noite”) e Kim Basinger (“Los Angeles: Cidade Proibida”), além de seu rival, interpretado por Eric Johnson (série “The Knick”). A Universal Pictures planeja rodar os dois últimos filmes da trilogia em sequência, com direção de James Foley (“A Estranha Perfeita”). “Cinquenta Tons Mais Escuros” tem estreia prevista para fevereiro de 2017, enquanto “Cinquenta Tons de Liberdade” chega em fevereiro de 2018.
Julianne Moore pode virar a vilã da continuação de Kingsman – Serviço Secreto
A atriz Julianne Moore (“Para Sempre Alice”) está negociando interpretar a vilã da continuação de “Kingsman – Serviço Secreto”, informou o site The Hollywood Reporter. Detalhes sobre a personagem de Moore e até mesmo a trama da sequência estão sendo mantidos em sigilo. De confirmado, apenas a volta do ator Taron Egerton ao papel principal e de Matthew Vaughn à cadeira de diretor. As filmagens de “Kingsman 2” começam em maio, mas ainda não há previsão de estreia. Julianne Moore será vista em breve no drama “Wonderstruck”, dirigido por Todd Haynes (“Carol”), e na comédia “Suburbicon”, comandada pelo ator George Clooney (“Os Caçadores de Obras-Primas”), ambos sem data de lançamento.
Ennio Morricone revela planos para musicar mais um filme de Tarantino
O grande maestro das trilhas sonoras Ennio Morricone revelou que deverá compor a música para mais um filme de Quentin Tarantino, repetindo a parceria de “Os Oito Odiados”, que lhe rendeu indicação ao Oscar. “Tarantino já me disse que haverá um próximo filme que vamos fazer juntos”, contou Morricone ao site Deadline. “Eu disse a ele que no futuro eu gostaria de ter mais tempo. Eu gostaria de começar a trabalhar com ele mesmo muito antes, a fim de ter tempo para trabalhar, de pensar sobre a música, e também para trocar mais ideias com ele sobre o que vou gravar para ele. Eu nunca pedi a qualquer diretor para trabalhar comigo, mas foi Tarantino que me disse ‘ok, haverá uma próxima vez.’” Aos 87 anos, Ennio Morricone raramente sai de sua casa na Europa, mas ele vai visitar Los Angeles nesta semana para participar da cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em que concorre pela sexta vez ao Oscar de Melhor Trilha Sonora. Aproveitando sua passagem pela cidade, o maestro também será homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Roteiristas de Terremoto escreverão versão com atores de Astro Boy
Os roteiristas Andre Fabrizio e Jeremy Passmore (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) foram contratados para desenvolver a versão live action do anime “Astro Boy”, informou o site The Hollywood Reporter. “Astro Boy” foi criado pelo lendário artista Osamu Tezuka (1928-1989) num mangá de 1952, que por sua vez foi adaptado como anime em 1963 e se tornou o primeiro grande sucesso internacional da animação japonesa. O impacto foi tanto que, desde então, todos os desenhos japoneses adoram suas características, inaugurando a moda de exagerar no tamanho dos olhos dos personagens. A estética clássica dos animes começou com “Astro Boy”. A trama se passava num mundo futurístico, onde androides conviviam com seres humanos, e acompanhava o personagem-título, um poderoso robô criado pelo chefe do Ministério da Ciência para substituir seu filho falecido. Esta premissa foi mantida nos dois remakes que a série já ganhou, em 1980 e 2003. Recentemente, o personagem estrelou um longa de animação. Dublado por Freddie Highmore (série “Bates Motel”) e lançado em 2009, o filme se provou um grande fracasso de bilheteria e faliu a empresa Imagi Animation Studios, sediada em Hong Kong. O filme ainda não tem diretor definido.
Saoirse Ronan vai estrelar nova adaptação do escritor de Desejo e Reparação
A atriz Saoirse Ronan, indicada ao Oscar 2016 por seu papel no drama “Brooklyn”, vai estrelar um novo romance de época. De acordo com o site Variety, ela será a protagonista de “On Chesil Beach”, adaptação do romance “Na Praia”, de Ian McEwan. Será a segunda vez que Saoirse filma um drama baseado na obra de McEwan. A anterior foi “Desejo e Reparação” (2007), que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, como Atriz Coadjuvante, aos 13 anos de idade. “On Chesil Beach” se passa em 1962 e acompanha Florence, uma jovem e talentosa violinista, que sonha com uma carreira profissional e uma vida perfeita ao lado de Edward, um jovem estudante de História. O livro aborda temas como medo e mostra como os equívocos podem moldar o resto das nossas vidas. Dirigido por Dominic Cooke (minissérie “The Hollow Crown”), o filme começará a ser rodado ainda esse ano, mas ainda não tem previsão de lançamento. Saoirse Ronan também será vista em breve nos dramas “Loving Vincent”, cinebiografia do pintor Vincent Van Gogh, “A Gaivota”, adaptação da peça de Anton Chekhov, e na comédia “Lady Bird”, escrita e dirigida pela atriz Greta Gerwig (“Frances Ha”), todos ainda sem previsão de lançamento.
Guardiões da Galáxia: Diretor divulga primeira foto da continuação
O cineasta James Gunn divulgou no seu Twitter a primeira foto oficial de “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (veja acima), marcando o começo das filmagens da continuação do sucesso de 2014. A imagem mostra a equipe principal dos guardiões, formada por Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket Raccoon (voz de Bradley Cooper) e um mini-Groot (voz de Vin Diesel). O elenco ainda contará com os retornos de Michael Rooker (no papel de Yondu), Sean Gunn (Kraglin) e Karen Gillan (Nebula), além das novas adições de Pom Klementieff (“Oldboy”), que viverá a heroína Mantis, Elizabeth Debicki (“O Grande Gatsby”), Chris Sullivan (série “The Knick”) e Kurt Russell (“Os 8 Odiados”), os três últimos em papéis não especificados. Ainda não foram revelados muitos destalhes sobre a trama da continuação, mas tudo indica que o filme abordará a identidade do pai de Peter Quill (provável papel de Kurt Russell). A estreia está marcada para 4 de maio de 2017 no Brasil.
George Gaynes (1917 – 2016)
Morreu o ator George Gaynes, que será sempre lembrado como o comandante Lassard dos sete filmes da franquia “Loucademia de Polícia” e por viver o pai adotivo da pequena Punky na série dos anos 1980 “Punky: A Levada da Breca”. O ator faleceu na segunda-feira (15/2) aos 98 anos de idade, em Washington, nos Estados Unidos. Gaynes teve uma vasta carreira, de mais de 50 anos, na TV e no cinema. Seu currículo inclui aparições em séries como “Bonanza”, “Missão Impossível”, “Guerra, Sombra e Água Fresca” e “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, e a lista dos cineastas com quem trabalhou forma um verdadeiro “quem é quem” de Hollywood. Mesmo assim, ele só foi se tornar mais conhecido na idade em que muitos já pensam na aposentadoria. Nascido em 1917 em Helsinki, na Finlândia, Gaynes era cantor de ópera, mas teve sua carreira interrompida pela 2ª Guerra Mundial, quando buscou refúgio nos Estados Unidos. Foi reencontrar o público na Broadway nos anos 1950, onde usou sua voz de barítono para estrelar diversos musicais. Sua estreia no cinema, curiosamente, foi numa produção francesa, “Jaula Amorosa” (1964), clássico de René Clément, em que contracenou com Jane Fonda e Alain Delon. Outros filmes cultuados de sua filmografia incluem “O Grupo” (1966), de Sydney Lumet, “Sem Rumo no Espaço” (1969), de John Sturges, “Nosso Amor de Ontem” (1973), de Sydney Pollack, e “Viagens Alucinantes” (1980), de Ken Russell, transitando do drama à fantasia fantástica. Sua predileção pelo humor só foi estabelecer a partir de “Dois Vigaristas em Nova York” (1976), de Mark Rydell. Gaynes começou a se especializar em comédias, dando sequência ao filão com “No Mundo do Cinema” (1976), de Peter Bognadonovich, “Cliente Morto Não Paga” (1982), de Carl Reiner, e o imensamente popular “Tootsie” (1982), de Sydney Pollack, no qual beijou Dustin Hoffman. Suas comédias eram geralmente sucessos de público, trazendo a marca de grandes diretores, de carreiras consagradas em Hollywood. No entanto, o filme que o tornou conhecido foi iniciativa de um novato da indústria, Tom Wilson, que escreveu e dirigiu “Loucademia de Polícia” (1984). O êxito da produção foi um verdadeiro fenômeno, tanto que rendeu sete sequências. A maioria dos atores originais abandonou as continuações, conforme o sucesso diminuía, mas Gaynes permaneceu firme como comandante da “Loucademia” até o último longa, lançado em 1994, e até na série derivada, que durou só uma temporada, entre 1997 e 1998. Seu grande hit televisivo, na verdade, veio com um papel bem diferente. Poucos meses após “Loucademia de Polícia” estourar nas bilheterias, Gaynes foi contratado para viver seu primeiro personagem fixo numa série de TV, estrelando “Punky: A Levada da Breca” em 1984, como o pai adotivo da pirralha interpretada por Soleil Moon Frye. A série infantil se tornou seu segundo êxito, sendo renovada por quatro temporadas e adaptada até como um desenho animado – que também contou com Gaynes e Frye como dubladores. A fama, porém, chegou tardiamente em sua carreira, quando o ator já tinha 67 anos de idade. Por isso, após os filmes da “Loucademia de Polícia”, ele não fez muitos outros papeis. Sua última década incluiu participações em “Tio Vanya em Nova York” (1994), de Louis Malle, “As Bruxas de Salém” (1996), de Nicholas Hytner, “Mera Coincidência” (1997), de Barry Levinson, e “Recém-Casados” (2003), de Shawn Levy, seu último trabalho, em que viveu o padre responsável por casar os personagens de Ashton Kutcher e da também já falecida Brittany Murphy. Gaynes era casado com a também atriz Allyn Ann McLerie e deixa uma filha, uma neta e duas bisnetas. Além de uma “filha da televisão”, Soleil Moon Frye, a intérprete da Punky, que se pronunciou sobre a morte do ator em seu Instagram. “Quando eu penso sobre os melhores momentos da minha vida, eles foram compartilhados com este homem incrível. O universo acaba de ganhar uma estrela gigante. Você estará para sempre no meu coração e na minha alma”, lamentou a atriz, que se despediu assinando como “sua pequena Punky”.











