Boneco do Mal brinca com clichês de terror à moda antiga
“Boneco do Mal” é a produção de maior orçamento do diretor William Brent Bell. Para se ter ideia, custou US$ 10 milhões. Boa parte de seus filmes anteriores – já está no quinto – saiu direto em DVD. A exceção foi “Filha do Mal” (2012), filme de found footage estrelado pela paulista Fernanda Andrade, que teve aceitação razoável entre o público, mas rejeição completa da crítica. Seu novo filme tampouco caiu nas graças da crítica americana, mas conta pela primeira vez com uma protagonista conhecida, Lauren Cohan, a Maggie da série “The Walking Dead”, que serve de chamariz de público. Ela interpreta Greta Evans, uma americana de passagem pela Inglaterra, que arranja emprego de babá em uma mansão afastada. Seu trabalho consiste em cuidar de um menino que tem uma característica bem peculiar: na verdade, é um boneco, que os pais tratam como se fosse uma criança de verdade. Assim que chega, ela pensa se tratar de uma brincadeira, mas percebe que o casal de velhinhos não está brincando. Até deixa uma série de regras que ela precisa seguir – o que lembra “Gremlins” (1984), de Joe Dante, embora a semelhança pare por aí. Com a saída do casal, Greta se vê sozinha naquela casa com aquele misterioso boneco, que pelo menos não é tão feio quanto a boneca Annabelle, do filme homônimo. Mas não deixa de ser assustador o modo como o boneco muda de lugar misteriosamente, além de tentar sabotar o encontro romântico que ela tem com um rapaz do vilarejo (o simpático Rupert Evans, da série “The Man in the High Castle”), entre outras coisas que acontecem. Apesar dos problemas da narrativa, há que se dar crédito para o modo como Bell consegue transformar uma história claramente limitada em uma trama envolvente, que brinca com desenvoltura com os clichês do gênero, sem precisar apelar para sustos fáceis ou baldes de sangue. Com direito a final inesperado e bom aproveitamento de sua atriz carismática, “Boneco do Mal” funciona bem como um filme B à moda antiga, desde que não se espere mais que isso.
O Abraço da Serpente registra uma cultura em extinção
Os relatos de dois cientistas e exploradores da região amazônica são a base do roteiro do filme colombiano “O Abraço da Serpente”, dirigido por Ciro Guerra. O etnólogo alemão Theodor Koch-Grünberg (1862-1924) explorou a região amazônica da América do Sul e estudou os povos da floresta. Morreu no Brasil, na cidade de Boa Vista. O botânico norte-americano Richard Evans Schultes (1915-2001) explorou a mesma região, interessado especialmente em uma planta, descoberta e citada nos relatos de Koch-Grünberg: a yakruna. Que sentido tem hoje para todos nós a busca por uma planta divina que cura e ensina a sonhar? Essa foi a razão de ser de uma expedição científica. Mas a yakruna, na realidade, simboliza a própria existência de, pelo menos, um povo indígena que está desaparecendo. O resgate do conhecimento dos povos na floresta, intimamente relacionado à vivência com a selva, sua água, seus animais, sua multiplicidade de plantas, envolve uma questão cultural, antropológica, da maior relevância. “O Abraço da Serpente” contribui para valorizar tudo isso, apontar para o que está sendo perdido e o que ainda pode ser recuperado, por meio de um personagem indígena que é o centro da narrativa. Ele surge, primeiro em sua juventude, como último sobrevivente de seu povo, vivendo isolado selva adentro. Desconfiado e crítico, por razões óbvias, do homem branco e da exploração da borracha, que trouxe a desgraça e dizimou seu povo. Depois, em outro tempo, como um xamã esquecido, perdido na sua mata, vivendo problemas de identidade em decorrência das faltas de referência e de memória. Nos dois tempos, há o convívio complexo e conflitivo com os cientistas exploradores. E também a possibilidade de aprender com brancos que não desejam destruir os aborígenes ou explorá-los, mas conhecê-los, valorizá-los, divulgar seus conhecimentos. A narrativa se desenvolve na forma de uma aventura, que traz perigos, desencontros e vai revelando o que se encontra nessa floresta: o que resta de seus povos de origem, a exploração a que estão expostos, o uso religioso equivocado e autoritário, encontrado em alguns locais. Com direito a manifestações tresloucadas e messiânicas, que não libertam, oprimem. A natureza é exuberante, evidentemente. E bem explorada nessa aventura. Uma bela fotografia em preto e branco se encarrega de ressaltá-la. O nosso anseio estético pediria que o filme fosse a cores. Seria ainda mais atraente. Poderia se tornar mais exótico, turístico e não tão propenso ao uso reflexivo? Não creio. Em dois momentos, no início e no fim do filme, imagens de formas geométricas a cores são inseridas. Remetem ao futuro? À passagem do tempo? Sem dúvida, o tempo joga um papel relevante em “O Abraço da Serpente”. Coisas, lembranças, memórias, são levadas pelo tempo. Povos inteiros se desfazem e desaparecem, ao longo do tempo. Pela ação predatória dos seres humanos, toda uma tradição e uma identidade tendem a desaparecer. Se considerarmos que metade da superfície da Colômbia está na região amazônica, há aí uma forte perda do próprio significado de nacionalidade. O elenco de “O Abraço da Serpente” nos leva para dentro dessa dimensão amazônica, como se estivéssemos fazendo parte daqueles povos e dos exploradores que vêm do mundo desenvolvido, em busca de sua cultura. É um desempenho muito convincente. Trata-se de uma experiência que vale a pena e mostra a força do cinema colombiano atual. Premiado nos festivais de Cannes e Sundance, “O Abraço da Serpente” está entre os cinco finalistas do Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro, o que é um reconhecimento importante, em termos de mercado.
Tony Burton (1937 – 2016)
Morreu Tony Burton, que interpretou o treinador de Apollo Creed e Rocky Balboa nos filmes da franquia “Rocky”. Ele faleceu na quinta (25/2), aos 78 anos, de doença prolongada, após ter sido repetidamente hospitalizado durante um ano sem nunca ter recebido um diagnóstico oficial. Nascido na cidade de Flint, no Michigan, Burton não era apenas coadjuvante de filmes de boxe. Ele próprio foi um campeão de boxe amador, vencendo dois torneios municipais e um estadual, de 1955 a 1957, na categoria de médio-pesados. Ele tentou seguir carreira como lutador profissional, mas acabou derrotado por nocaute em 1959, o que fez sua trajetória mudar. Durante uma entrevista de 1988, ele revelou que, após um período sem rumo na vida, cumpriu uma pena de prisão de três anos e meio na Califórnia por roubo, mas durante esse período conheceu algumas pessoas que lhe deram a oportunidade de virar ator. Seu primeiro trabalho como ator foi no filme “blaxploitation” “The Black Godfather” (“O poderoso chefão negro”, em tradução literal), de 1974, mesmo ano em que apareceu pela primeira vez numa série, “Kojak”. Em ambas ocasiões, viveu tipos criminosos. A situação se repetiu em um de seus melhores papéis, como um prisioneiro que se alia à polícia para defender uma delegacia de Los Angeles sitiada por gangues, no cultuadíssimo “Assalto à 13ª DP” (1976), de John Carpenter (“Fuga de Nova York”). Sua filmografia ainda incluiu pequenas aparições no terror “O Iluminado” (1980), cortada na maioria dos países em que o filme foi exibido, no drama “Bar Max” (1980), nas comédias “Loucos de Dar Nó” (1980) e “Armados e Perigosos” (1986) e no thriller de ação “Missão de Justiça” (1992). Entre as diversas séries de que participou, destacam-se “O Incrível Hulk”, “Esquadrão Classe A”, “Duro na Queda”, “Águia de Fogo”, “Nova York Contra o Crime”, “A Gata e o Rato” e “Twin Peaks”. Mas seu grande papel foi mesmo “Duke” Evers, o treinador de Apollo Creed, o adversário de Rocky Balboa em “Rocky: Um Lutador” (1976) e “Rocky II: A Revanche” (1979). Nos filmes seguintes, Duke passou a treinar o próprio Rocky, aparecendo em todo a franquia até o sexto longa-metragem, “Rocky Balboa”, lançado em 2006. Infelizmente, já doente, ele não pôde participar nem chegou a ver “Creed – Nascido para Lutar” (2015), que rendeu a Sylvester Stallone uma indicação ao Oscar. Entretanto, seu personagem também pode ser visto nesse filme, homenageado numa cena de flashback. Pelo Twitter, o ator Carl Weathers, intérprete de Apollo Creed, despediu-se do companheiro de cena lembrando que “sua intensidade e talento ajudaram a tornar os filmes ‘Rocky’ um sucesso”
Transexual indicada ao Oscar decide boicotar a cerimônia de premiação
A cerimônia do Oscar 2016 ganhou mais uma polêmica, na véspera de sua realização. E novamente envolve a questão da diversidade. Segundo artista transexual da História a ser indicada a uma estatueta, a cantora inglesa Anohni anunciou que vai boicotar a premiação, porque não poderá cantar a música pela qual concorre na categoria de Melhor Canção Original. Líder da banda Antony and the Johnsons, que fundou quando ainda era conhecida como Antony Hegarty, a cantora foi indicada pela música “Manta Ray”, composta em parceria com J. Ralph para o documentário “Racing Extinction”. Entretanto, ela não foi convidada para se apresentar no palco da festa marcada para o próximo domingo (29/2). Em um desabafo postado em seu site oficial, ela explicou porque decidiu boicotar a premiação, ao mesmo tempo em que comete uma gafe, ao desconsiderar a pioneira Angela Morley. “Sou a primeira transgênero a ser indicada, e devo agradecer por isso aos artistas que votaram em mim. Estava na Ásia quando recebi a notícia. Desde então, passei a procurar algo, no caso de ser convidada para apresentar a canção. Todo mundo me ligou para dar os parabéns. Uma semana depois, os nomes de Sam Smith, Lady Gaga e the Weeknd foram anunciados. Outros seriam revelados ‘em breve’. Confusa, sentei e esperei. No entanto, ninguém me procurou”. Apesar de sua declaração, Anohni não é a primeira artista transgênero a disputar a premiação da Academia. A pioneira Angela Morley (nascida Walter Stott) concorreu não apenas uma, mas duas vezes ao Oscar na categoria musical durante os anos 1970, como compositora de canções de “O Pequeno Príncipe” (1974), seu primeiro trabalho após a cirurgia de “ajuste sexual”, e “O Sapatinho e a Rosa: A História de Cinderela” (1976). Na época, entretanto, sua condição sexual era mantida em sigilo. Foi por isso, também, que Morley preferiu trabalhar, sem receber créditos, nas trilhas de seu amigo John Williams, a partir de 1977. Sim, ela compôs boa parte das músicas ouvidas na trilha de “Guerra nas Estrelas” (1977). Morley também trabalhou sem o devido reconhecimento em “O Império Contra-Ataca” (1980), “Superman – O Filme” (1978) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982), entre muitos outros sucessos de bilheteria, mas venceu três Emmys (dois deles para especiais televisivos de Julie Andrews) e conquistou o respeito da indústria, a ponto de ser convidada pela própria Academia a arranjar um medley das trilhas indicadas ao Oscar de 2001, apresentado durante a cerimônia. Ela faleceu em 2009, aos 84 anos de idade. Apesar de ignorar Morley, Anohni disse, em seu desabafo, não acreditar ter sido excluída por ser trans, aceitando o fato de que os artistas anunciados têm mais apelo comercial. No entanto, ressaltou que uma vida marcada por rejeições fez com que ela não pudesse deixar de notar mais essa. “Todo mundo me disse que, mesmo assim, eu deveria ir ao prêmio. Que passar pelo tapete vermelho seria ‘bom para a minha carreira’. Noite passada, tentei me forçar a entrar num avião rumo a Los Angeles para os eventos que envolvem os indicados. Mas o sentimento de constrangimento e raiva me nocauteou. E não pude entrar na aeronave”. Como Antony Hegarty, ela gravou quatro discos da banda Antony and the Johnsons. Mas, no ano passado, anunciou a decisão de seguir em carreira solo, prometendo a estreia de seu primeiro álbum como Anohni, “Hopelessness”, para 2016.
Triplo 9: Tiros, elogios e grande elenco marcam novos trailers e pôsteres do thriller policial
A Open Road Films divulgou o dois novos trailers, um deles recheado de elogios, de “Triplo 9”, thriller policial do cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”), estrelado por um elenco grandioso. Tão grandioso que ganhou três coleções de pôsteres (25 cartazes!), destacando individualmente os personagens de Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”), Casey Affleck (“Tudo por Justiça”), Anthony Mackie (“Capitão América 2 – O Soldado Invernal”), Norman Reedus (série “The Walking Dead”), Kate Winslet (“Divergente”), Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), Gal Gadot (“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”), Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”). O título é derivado do código para policial morto em ação. A trama acompanha um grupo de policiais corruptos chantageados pela máfia russa para executar um assalto praticamente impossível. Tudo dá errado. E sobram tiros para todos os lados. “Triplo 9” chega aos cinemas americanos nesta sexta (26/2) e estreia em 31 de março no Brasil.
Batman vs. Superman terá versão em DVD para maiores
O sucesso de “Deadpool” pode influenciar o lançamento de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”. O comitê responsável pela classificação etária dos filmes americanos divulgou que foi aprovada uma versão “R” (para maiores de 17 anos), com “mais cenas de violência”, mas ela será lançada apenas em DVD e Blu-ray. O comitê da MPA também revelou que o lançamento alternativo será intitulado, em inglês, “Batman v Superman: Dawn of Justice Ultimate Edition”. Não há outras informações sobre essa versão, que tende a ser maior que as já longas 2h31 de duração do filme nos cinemas. A versão cinematográfica, por sinal, foi aprovada com classificação PG-13 (para maiores de 13 anos). O filme vai mostrar, pela primeira vez no cinema, o encontro dos principais personagem da editora de quadrinhos DC Comics. Além de Ben Affleck (“Argo”) como Batman e Henry Cavill (“Homem de Aço”) como Superman, a produção também vai introduzir Gal Gadot como Mulher Maravilha. O roteiro foi escrito por David Goyer (“O Homem de Aço”) e revisado por Chris Terrio (“Argo”), e a direção é de Zack Snyder (“O Homem de Aço”). “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” tem estreia marcada para 24 de março no Brasil, um dia antes do seu lançamento nos EUA.
Wolverine 3 deve seguir Deadpool e ter censura mais elevada
Após o sucesso de “Deadpool”, surgiram rumores que “Wolverine 3” também poderia ter censura elevada. Pois agora, a revista The Hollywood Reporter confirma a informação, ouvindo fontes da produção que garantem que o longa sempre foi planejado dessa forma e que a decisão não tem a ver com o fenômeno causado pelo filme de Ryan Reynolds nas bilheterias. O site cita a primeira imagem promocional de “Wolverine 3”, que mostra o mutante simulando o dedo do meio com uma garra (a imagem acima), para demonstrar que o tom do filme já estava planejado com antecedência. Além disso, afirma que a violência e linguagem do roteiro de Michael Green (o cara que escreveu “Lanterna Verde”) jamais passaria para menores. Claro que o sucesso de “Deadpool” também foi positivo, ao demonstrar para o estúdio o potencial de um filme com classificação “R” (proibido para menores de 17 anos nos EUA). No Brasil, “Deadpool” foi exibido com classificação indicativa imprópria para menores de 16 anos. Vale lembrar que tanto “X-Men Origens: Wolverine” quanto “Wolverine – Imortal” eram, no papel, filmes de censura mais elevada, mas acabaram sendo lançados para pré-adolescentes de 13 anos. Desta vez, porém, a abordagem tende a ser mais difícil de ser contornada. Durante a San Diego Comic-Con 2015, Hugh Jackman sugeriu que viverá a versão envelhecida do mutante, ao resumir o próximo filme com três palavras: “Old Man Logan. Entendam como quiser”. Trata-se de uma referência a uma minissérie em quadrinhos de 2008, traduzida no Brasil como “O Velho Logan”. Escrita por Mark Millar (criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), a trama se passa num futuro distópico, no qual a maioria dos heróis foi eliminada, os vilões dominam o mundo e o Caveira Vermelha é presidente dos EUA. A trama encontra Wolverine escondido, casado e envelhecido. Ou melhor, Wolverine, não. Em seu lugar há um velho chamado Logan, um homem preocupado somente com o bem estar de sua família, e que é forçado a fazer decisões desesperadas. Para quitar suas dívidas, ele aceita participar de uma última missão perigosa, ajudando o Gavião Arqueiro, agora cego, a atravessar todo o país para salvar a filha dele (que é neta do Homem-Aranha!) do Rei do Crime. Mas a jornada não tem o desfecho feliz que os leitores esperavam, resultando num banho de sangue brutal e um relato desolador. Esta história é uma porrada, para dizer o mínimo, e realmente pede uma censura elevada. Entretanto, ela é impossível de ser filmada com a atual divisão de personagens entre a Fox e a Marvel. Importantíssimo na história, o Gavião pertence ao Marvel Studios, assim como o Rei do Crime, o Homem-Aranha e o Hulk, cujos filhos canibais são vilões da trama. Caso seja mesmo a trama escolhida, vários personagens precisarão ser alterados. Mark Millar, escritor de “O Velho Logan”, entusiasmou-se com a possibilidade da história virar filme e já sugeriu algumas alterações para adaptar a trama ao universo mutante da Fox. Mas suas sugestões, que são ótimas, chegaram após o roteiro já estar pronto. Considerada uma espécie de “Cavaleiro das Trevas” do Wolverine, “O Velho Logan” também é, em termos cronológicos, a última aventura do herói. Em entrevista anterior, Hugh Jackman chegou a mencionar que a trama lhe parecia “o jeito perfeito de encerrar” a história do personagem – ou, pelo menos, seu ciclo no papel. O ator também confirmou na Comic-Con que vai interpretar Wolverine pela última vez no terceiro filme do mutante. A direção está mais uma vez a cargo de James Mangold, responsável pelo filme anterior do personagem, “Wolverine – Imortal” (2013). Além disso, Patrick Stewart já mencionou que deve voltar a viver o Professor Xavier neste filme. Como as filmagens devem começar em breve, mais novidades devem vir à tona nas próximas semanas. A estreia está marcada para 3 de março de 2017.
Guardiões da Galáxia: Karen Gillan revela foto de sua transformação em Nebula
A atriz Karen Gillan divugou uma foto dos bastidores de “Guardiões da Galáxia Vol. 2” em que mostra sua transformação em Nebula. Ou quase. A imagem revela apenas sua mão azulada, e foi divulgada no Twitter com o seguinte comentário: “É bom voltar ao azul”. Veja abaixo. Curiosamente, Karen não mencionou nada sobre a outra característica da personagem, que é careca. Desta vez, o diretor James Gunn prometeu que ela não precisaria raspar a cabeça, como fez para o primeiro filme. (veja acima), marcando o começo das filmagens da continuação do sucesso de 2014. A imagem mostra a equipe principal dos guardiões, formada por . O elenco ainda contará com os retornos de Chris Pratt (Peter Quill/Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), as vozes de Bradley Cooper (Rocket Raccoon) e Vin Diesel (mini-Groot), Michael Rooker (Yondu) e Sean Gunn (Kraglin), além das novas adições de Pom Klementieff (“Oldboy”), que viverá a heroína Mantis, Elizabeth Debicki (“O Grande Gatsby”), Chris Sullivan (série “The Knick”) e Kurt Russell (“Os 8 Odiados”), os três últimos em papéis não especificados. Ainda não foram revelados muitos destalhes sobre a trama da continuação, mas tudo indica que o filme abordará a identidade do pai de Peter Quill (provável papel de Kurt Russell). A estreia está marcada para 4 de maio de 2017 no Brasil.
Zootopia: Veja quatro cenas dubladas da nova animação da Disney
A Disney divulgou novos pôsteres internacionais e quatro cenas dubladas em português de “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho”. As prévias destacam a coelha Judy (dublada por Monica Iozzi no Brasil), que aparece em todos as cenas, e o raposo Nick (voz brasileira de Rodrigo Lombardi), que vira seu companheiro nas duas últimas. A trama se passa numa cidade habitada por animais falantes, onde o suspeito Nick e a policial Judy se tornam alvos de uma conspiração, vendo-se forçados a unir forças para desvendar um crime. Na versão em inglês, as vozes dos dois personagens são dubladas por Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) e Ginnifier Goodwin (série “Once Upon A Time”). Além deles, o elenco de dubladores originais inclui Idris Elba (“Círculo de Fogo”) e J.K. Simmons (“Whiplash – Em Busca Da Perfeição”). Dirigido por Byron Howard (“Enrolados”), Rich Moore (“Detona Ralph”) e o estreante Jared Bush (da equipe de “Operação Big Hero”), “Zootopia” estreia em 17 de março no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Filme derivado da série Absolutely Fabulous ganha primeiro teaser
A Fox Searchlight divulgou o primeiro teaser do filme derivado da sitcom britânica “Absolutely Fabulous”. A prévia mostra as amigas Edina (Jennifer Saunders, criadora da atração) e Patsy (Joanna Lumley) curtindo férias à beira-mar, em clima de êxtase – e de comercial de bebida – , dando início a mais uma bebedeira. A série original, exibida com grandes hiatos entre 1992 e 2012, girava em torno de Edina Monsoon, uma agente de relações públicas decadente, que passava o seu tempo enchendo a cara e seguindo tendências bizarras numa tentativa desesperada de se manter jovem para sempre, quase sempre acompanhada por sua melhor amiga Patsy Stone, muito mais bêbada e promíscua, e com a total desaprovação de sua filha careta Saffron (Julia Sawalha). Feito comédia brasileira, o filme será intitulado “Absolutely Fabulous: The Movie”, e vai acompanhar Edina e Patsy acordando após um porre, sem lembrar da noite anterior. O detalhe é que se encontram em um iate no meio do oceano, sem sinal de celular. A estreia está marcada para 1 de julho no Reino Unido e não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Novo Cíclope da franquia X-Men vai estrelar próxima sci-fi de Steven Spielberg
O jovem ator Tye Sheridan, que iniciou sua carreira em “A Árvore da Vida” (2011), impressionou em “Amor Bandido” (2012) e viverá o super-herói Ciclope em “X-Men: Apocalipse”, vai estrelar “Jogador Nº 1” (Ready Player One), o próximo filme de Steven Spielberg. Segundo o site The Wrap, ele interpretará o protagonista, chamado Wade. Adaptação do livro homônimo de Ernie Cline, o filme marcará a volta de Spielberg para a ficção científica. A trama se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas Wade quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas na realidade virtual, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do século 20. O ator de 20 anos vai se juntar à Olivia Cooke (série “Bates Motel”) e Ben Mendelsohn (série “Bloodline”) na produção, que foi roteirizada por Zak Penn (“X-Men 2″, “O Incrível Hulk”). Ainda não há previsão para a filmagem, mas, originalmente marcada para dezembro de 2017, a estreia foi adiada para 30 de março de 2018 para evitar a concorrência de “Star Wars: Episódio VIII”.
Assista: Reação à intolerância, documentário Bichas vira fenômeno nas redes sociais
Fenômeno nas redes sociais brasileiras, o documentário “Bichas” já teve mais de 200 mil visualizações no YouTube desde que foi disponibilizado em 20 de fevereiro. O filme consiste de depoimentos de seis gays, com histórias e perfis diversos, e foi inspirado por uma violência sofrida pelo diretor, após um desconhecido lhe apontar uma arma por rdyst num grupo em que dois homens andavam de mãos dadas. “Suas bichas, vou atirar em você”, teria dito o valente heterossexual. Publicitário, o jovem pernambucano Marlon Parente decidiu se defender tirando o poder ofensivo da palavra “Bichas”. Pegou uma câmera emprestada, comprou um microfone de R$ 10 e filmou seis amigos com luz natural – sem verba para iluminador. Depois, editou todo o material sozinho e lançou na internet. Foi o que bastou. Políticos, atores e músicos começaram a compartilhar o filme nas redes sociais. E, em três dias, “Bichas” atingiu 100 mil visualizações. A repercussão também rendeu, nesta semana, diversas matérias na imprensa do eixo Rio-SP, além de um convite para Marlon exibir “Bichas” no festival de cinema O Cubo, no Rio de Janeiro. Confira, abaixo, seus 39 minutos na íntegra.
Meu Amigo Hindu: Novo filme brasileiro de Hector Babenco será “dublado em português”
O novo filme brasileiro de Hector Babenco, “Meu Amigo Hindu”, será lançado com dublagem em português. Parece um paradoxo, mas, com Willem Dafoe (“Anticristo”) no elenco, Babenco rodou o filme em inglês, apesar da produção se passar no Brasil e contar com Maria Fernanda Cândido, Bárbara Paz, Selton Mello e Reynaldo Gianecchini. O único trailer disponibilizado na internet, por sinal, é falado em inglês. Veja abaixo. Por isso, para sua estreia no país, a distribuidora Europa Filmes decidiu produzir uma versão dublada pelos próprios atores – com exceção de Dafoe, que foi dublado por Marco Ricca (“Chatô – O rei do Brasil”), segundo informação do site Filme B. “Se algum exibidor nos pedir, temos a versão em inglês. Mas a ideia é lançá-lo mesmo como um filme brasileiro”, disse o diretor da Europa, Wilson Feitosa, para o site. O filme anterior de Babenco, “O Passado” (2007), foi filmado na Argentina e falado em espanhol. “Meu Amigo Hindu” é um drama autobiográfico em que um cineasta, vivido por Willem Dafoe, redimensiona sua vida e sua arte ao saber que sofre de uma doença fatal. O filme abriu a Mostra de São Paulo do ano passado e a distribuidora pretende lançá-lo num circuito entre 80 e 100 salas, em 20 cidades, na próxima quinta, dia 3 de março.












