Zootopia se mantém em 1º lugar nos EUA, mas Rua Cloverfield 10 impressiona
A animação “Zootopia – Essa Cidade É um Bicho” se manteve na liderança das bilheterias em sua segunda semana em cartaz na América do Norte. O longa resistiu a quatro lançamentos amplos e faturou mais US$ 50 milhões nos últimos três dias, comprovando seu sucesso. Já são US$ 142 milhões arrecadados só nos EUA e US$ 431 milhões em todo o mundo. Nada mal para um lançamento que ainda não chegou em muitos mercados importantes. No Brasil, a estreia vai acontecer na próxima quinta (17/3). A melhor estreia foi “Rua Cloverfield, 10”, espécie de continuação de “Cloverfield – Monstro” (2008), que rendeu metade do faturamento do líder, ou seja US$ 25 milhões. O filme, que chega por aqui somente em 7 de abril, fez ainda mais sucesso entre a crítica, com 90% de aprovação na métrica do site Rotten Tomatoes. A exceção ficou por conta de Amy Nicholson, da MTV, que o chamou de “burro”. Por outro lado, ela considerou “Deuses do Egito” “perfeito” – com 13% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em comparação, Jeannette Catsoulis, do New York Times, usou o termo “aula de mestre” para se referir a seu suspense. Ficou curioso? Quer saber da história? Não queira. Todas as resenhas insistem para o público ir ao cinema sem saber nada sobre a trama. “Deadpool” fecha o pódio, com mais US$ 10,8 milhões. Com isso, o longa de super-herói da Fox atingiu US$ 328 milhões de arrecadação doméstica e US$ 708 milhões de bilheteria mundial, o que representa um lucro fenomenal para uma produção que custou “apenas” US$ 50 milhões. As demais estreias da semana tiveram desempenho pífio. A que se deu melhor abriu em 6º lugar, apesar de ocupar menos de mil salas. A historinha batida de “The Perfect Match” levou bola preta da crítica, mas o público adorou ver de novo um garanhão incorrigível encontrar a garota que o ensina a levar o romance a sério. A única atualização feita nessa mensagem da época de Cary Grant é o elenco inteiramente negro. E esse segmento demográfico prestigiou o lançamento em peso, rendendo a terceira maior média de público por sala da semana. Com distribuição muito mais ampla, o épico religioso “O Jovem Messias”, sobre a infância de Jesus, e a comédia “Irmão de Espião”, estrelada por Sacha Baron Cohen, implodiram nas bilheterias, arrecadando pouco mais de US$ 3 milhões. Trata-se, por sinal, do pior desempenho de uma comédia de Cohen, que já gerou histeria com “Borat” (2006), “Bruno” (2009) e “O Ditador” (2012). Jesus Cristo também costumava ser bem mais popular. BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Zootopia Fim de semana: US$ 50 milhões Total EUA: US$ 142,6 milhões Total Mundo: US$ 431,5 milhões 2. Rua Cloverfield, 10 Fim de semana: US$ 25,2 milhões Total EUA: US$ 25,2 milhões Total Mundo: US$ 26,7 milhões 3. Deadpool Fim de semana: US$ 10,8 milhões Total EUA: US$ 328 milhões Total Mundo: US$ 708,1 milhões 4. Invasão a Londres Fim de semana: US$ 10,6 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 38,8 milhões 5. 5. Uma Repórter em Apuros Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 14,5 milhões Total Mundo: US$ 14,5 milhões 6. The Perfect Match Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 4,1 milhões Total Mundo: US$ 4,1 milhões 7. O Jovem Messias Fim de semana: US$ 3,4 milhões Total EUA: US$ 3,4 milhões Total Mundo: US$ 3,4 milhões 8. Irmão de Espião Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 3,1 milhões Total Mundo: US$ 14,3 milhões 9. 5. Deuses do Egito Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 27,3 milhões Total Mundo: US$ 76,4 milhões 10. Ressurreição Fim de semana: US$ 2,2 milhões Total EUA: US$ 32,3 milhões Total Mundo: US$ 33 milhões
Kubo e a Espada Mágica: Nova animação em stop-motion da Laika ganha trailer dublado
A Universal divulgou o trailer dublado de “Kubo e a Espada Mágica”, nova animação do estúdio Laika, que também ganhou três pôsteres internacionais de seus personagens. A produção preserva a técnica stop-motion, de animação de bonecos quadro-a-quadro, que marcou os ótimos filmes anteriores da Laika, “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), além de compartilhar com eles uma temática mais sombria que a média da animação americana. Desta vez, ainda há influência dos animes, como a própria ambientação japonesa indica. E vale ainda destacar a citação musical que acompanha a prévia, uma versão orquestral de “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, que faz referência ao poder do garoto de fazer origamis ganharem vida com o toque de seu Shamisen – instrumento tradicional de três cordas, que ele toca apenas com duas. Ambientada no Japão feudal, a animação acompanha o personagem-título Kubo, um menino que vive em um pacato vilarejo com sua mãe, até que um espírito vingativo o encontra, trazendo à tona sua herança sobrenatural. Sua única chance de sobrevivência é encontrar uma armadura e uma espada mágica, que pertenceu a seu pai, um samurai. A direção é de Travis Knight, que estreia na função após trabalhar como animador principal dos três longas anteriores do estúdio. Já a dublagem original, que não será ouvida nos cinemas brasileiras, reúne um superelenco: Charlize Theron (“Mad Max: A Estrada da Fúria”) dubla o macaco, Matthew McConaughey (“Interestellar”) faz a voz do besouro, Rooney Mara (“Peter Pan”) é o espírito vingativo, o jovem Art Parkinson (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) dá vida ao personagem-título, e ainda há papeis para Ralph Fiennes (franquia “Harry Potter”), George Takei (da série original “Jornada nas Estrelas”) e Brenda Vaccaro (“O Espelho Tem Duas Faces”). “Kubo and the Two Strings” estreia em 18 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Boa Noite, Mamãe faz terror com mistério, violência e clima de pesadelo
O terror parece viver um momento de renovação, com produções independentes e de países diferentes que fogem dos estereótipos mais tradicionais do gênero. O austríaco “Boa Noite, Mamãe” (2014) tem cativado a crítica, mas dividido o público, algo que também tem sido uma característica da safra atual. Alguns espectadores, por exemplo, percebem logo de cara um dos segredos do filme. E isso até pode ser considerado um problema, já que supostamente seria a surpresa do final. De todo modo, o que conta mesmo é a atmosfera densa, criada na relação entre dois meninos gêmeos de nove anos de idade e a mulher que pode ou não ser a mãe deles, que, após uma cirurgia plástica, volta para casa com o rosto enfaixado. Como ela se comporta de maneira diferente e também um tanto cruel, os meninos começam a suspeitar de que se trata de outra pessoa. Um dos problemas do longa de estreia da dupla Severin Fiala e Veronika Franz é o andamento arrastado e repetitivo da primeira metade da narrativa, quando as crianças são mostradas como vítimas. A partir do momento da virada, porém, “Boa Noite, Mamãe” ganha contornos mais interessantes. A obra explode em sangue e tensão, com uma exibição de violência e tortura que aproxima o filme do subgênero torture porn. Por outro lado, há, também, vários elementos de mistério na trama, tanto que o final deixa sem resposta certas situações, como o túmulo cheio de ossos humanos em que os meninos encontraram um gato, e mesmo os detalhes do acidente da mãe – mas provavelmente nada disso seja importante. De fato, é até bom que certas coisas permaneçam sem explicação, como a obsessão dos gêmeos por baratas, que alimenta repulsa e gera bons momentos, ou a tendência mais sombria de um deles, em comparação com o outro. Por ser climático, é um filme que cresce à medida que pensamos nele. Se é um dos melhores exemplares do gênero dos últimos anos? Talvez não seja para tanto. Afinal, o quanto é bom lembrar de um pesadelo?
Robert Redford vai descobrir vida após a morte em sci-fi com Rooney Mara
A produção da sci-fi indie “The Discovery” definiu seu elenco central, com as contratações de Robert Redford (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”), Rooney Mara (“Carol”), Jason Segel (“Os Muppets”), Jesse Plemons (“Aliança do Crime”) e Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), informou o site da revista Variety. Escrita e dirigida por Charlie McDowell (“Complicações do Amor”), a trama é descrita como uma história de amor passada após a descoberta científica de que existe vida após a morte. Graças a essa revelação, milhões de pessoas cometem suicídio esperando uma vida melhor na nova existência. Robert Redford viverá o cientista responsável pela descoberta, enquanto Segel e Plemons serão seus filho. O personagem de Segel, por sua vez, se apaixona pela personagem de Rooney Mara. Ela, porém, esconde um passado trágico. Por fim, Riley Keough interpretará uma funcionária do laboratório de Redford. As filmagens começam ainda neste mês em Rhode Island, menor estados dos EUA, com produção conjunta da americana Endgame Entertainment e da britânica Protagonist Pictures. A estreia está prevista para 2017.
Michael Keaton vai estrelar thriller de espionagem baseado em franquia literária
O ator Michael Keaton, que estrelou os filmes vencedores dos dois últimos Oscars, “Birdman” (2014) e “Spotlight” (2015), será o protagonista do suspense “American Assassin”, baseado no livro homônimo de Vince Flynn, informou o site da revista Variety. Ele vai viver Stan Hurley, um veterano da Guerra Fria que se tornou o mais temido agente de treinamento da CIA, e terá a missão de ajudar um policial, devastado pela perda da noiva em um atentado terrorista, a se tornar um agente secreto. O jovem é Mitch Rapp, o protagonista da franquia literária de Vince Flynn, que já tem 14 livros e continua a ser publicada após a morte do autor. No filme, conforme o treinamento avança, a dupla é enviada para uma missão secreta com um letal agente turco para evitar o início da 3ª Guerra Mundial no Oriente Médio. “Stan Hurley é um dos pilares do universo criado por Vince Flynn e um dos personagens favoritos de milhões de leitores. Por isso, definir um ator para interpretá-lo era um duro desafio. Ter um ator inteligente e talentoso como Michael Keaton para fazer o personagem é motivo de muito orgulho para a equipe de “American Assassin” e razão de celebração para os fãs de Hurley”, afirmou o diretor Michael Cuesta (de “O Mensageiro” e da série “Homeland”). Um detalhe interessante é que Vince Flynn foi consultor da série “24 Horas”, que compartilha muitos dos temas de seus livros. Assim como Jack Bauer, o protagonista Mitch Rapp é um agente que atua contra o terrorismo, despreza a burocracia e é capaz de tomar decisões brutais para apressar a resolução de impasses. O roteiro da adaptação está a cargo de Stephen Schiff (roteirista de “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” e da série “The Americans”). Ainda não há previsão para a estreia.
Halle Berry negocia papel na continuação de Kingsman – Serviço Secreto
A atriz Halle Berry (série “The Extant”) está em negociações para participar da continuação de “Kingsman – Serviço Secreto” (2014). Segundo o site The Hollywood Reporter, a atriz deve interpretar uma agente da CIA. Caso a negociação seja bem-sucedida, ela vai se juntar a outra vencedora do Oscar, Julianne Moore, que também está envolvida na produção. Além do protagonista Taron Egerton, os demais integrantes do elenco original ainda não foram confirmados na continuação, nem há maiores detalhes sobre a trama, que novamente será roteirizada por Jane Goldman. O diretor Matthew Vaughn também estará de volta para comandar o longa, que tem estreia marcada para 16 de junho de 2017 nos EUA.
Brie Larson entra em thriller de ação produzido por Martin Scorsese
Brie Larson, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “O Quarto de Jack”, entrou no thriller de ação “Free Fire”, que será produzido por Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), informou o site The Hollywood Reporter. Apesar do envolvimento de Scorsese, a direção está a cargo do britânico Ben Wheatley (de “Turistas” e do vindouro “High-Rise”). Ela vai se juntar a um elenco majoritariamente masculino, que já definiu as participações de Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e Sharlto Copley (“Elysium”). “Free Fire” gira em torno de um negócio de armas que acaba muito mal. Brie Larson interpreta a mulher responsável por intermediar um encontro, em um armazém abandonado, entre dois irlandeses e uma gangue. O objetivo é a venda de um estoque de armas. Mas quando tiros são disparados durante a reunião, o caos toma conta do lugar. O filme ainda não tem data prevista para estrear nos cinemas mundiais.
Ryan Reynolds, Jake Gyllenhall e Rebecca Ferguson vão estrelar sci-fi dos roteiristas de Deadpool
Os atores Ryan Reynolds (“Deadpool”), Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) e Rebecca Ferguson (“Missão Impossível – Nação Secreta”) foram confirmados no elenco da ficção científica “Life”, informou o site da revista Variety. “Life” vai acompanhar astronautas da Estação Espacial Internacional que descobrem sinais de vida inteligente em Marte após uma expedição ao planeta vermelho. A história foi escrita pela dupla responsável pelo sucesso “Deadpool”, Paul Wernick e Rhett Reese, e será dirigida pelo sueco Daniel Espinosa (“Crimes Ocultos”).
Andie MacDowell vai estrelar projeto de série baseada na vida da fundadora da Ford Models
A atriz Andie MacDowell (“Magic Mike XXL”) vai estrelar o piloto da série sobre top models dos anos 1970, “Model Woman”, inspirada no livro homônimo sobre a vida de Eileen Ford, fundadora da famosa agência Ford Models. A informação é do site da revista The Hollywood Reporter. Escrito por Robert Lacey, o livro conta uma história real envolvendo família, beleza, ambição e cultura popular, centrada em Ford, retratada na obra como uma figura intransigente, tirânica e brilhante, que transformou seu negócio de modelos, fundado nos anos 1940, numa das profissões mais glamourosas e desejadas do mundo. Entretanto, o projeto televisivo vai optar pela ficção. Desenvolvido por Helen Childress, que tem apenas um roteiro no currículo, a cultuada comédia “Caindo na Real” (1994), o piloto de “Model Woman” irá se centrar na fictícia Bertie Geiss, que gerencia uma agência de modelos renomada durante os anos 1970. MacDowell viverá a personagem. O elenco também vai incluir Dan Byrd (série “Cougar Town”) e Chris Mason (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”) como filhos da protagonista, além de Caitlin Carver (“Cidades de Papel”), Madeline Blake (série “Lei e Ordem: Crimes Premeditados”) e Nicole Ari Parker (série “Revolution”). Por enquanto, a rede ABC encomendou apenas o piloto de “Model Woman”, que precisa ser aprovado para virar série.
Martin Scorsese elogia brasileiro que fez montagem com seus filmes: “Surpreendente”
Um vídeo de 2010, em que o carioca Leandro Copperfield juntou cenas de filmes de dois dos maiores diretores do cinema, Martin Scorsese e Stanley Kubrick, acabou ganhando reconhecimento, seis anos depois, por ninguém menos que o próprio Scorsese. O diretor americano gravou um vídeo, após alguém lhe falar sobre a obra, mostrando que viu e adorou o trabalho de edição do brasileiro. Leandro é apenas um fã e não trabalha com audiovisual. Ao contrário, é formado em Direito. Mas, segundo conta, tinha um PC, um software de edição e tempo livre nas mãos. E decidiu fazer uma montagem daqueles que chama de “os melhores filmes já feitos”. “Esse vídeo foi feito principalmente pelo fato de eu estar sem o que fazer, mesmo. De férias e bem entediado. Até porque, talvez só mesmo nesse estado para alguém reassistir mais de 35 filmes, separar mais de 500 cenas e tentar montar tudo de forma bem criteriosa e especifica”, ele contou em seu Facebook. “Mas também devo dizer que montei ele com o coração, fiz para mim e queria vê-lo mais do que ninguém — apenas para me lembrar o quanto eu gosto de cinema”. Ele também brincou de misturar os filmes de Quentin Tarantino aos dos irmãos Coen e realizar colagens dos longas de Paul Thomas Anderson. Mas a mensagem de Scorsese tirou seu chão. “Sempre tive um pouco de orgulho dessa minha montagem em especifico e até fiz boas amizades por causa dela, só que agora ganhou um gostinho mais especial, pois graças a ela pude escutar meu maior ídolo falar sobre algo que fiz. E, porra… não sei nem o que dizer. Talvez um dia eu consiga expressar isso melhor, não sei, mas por enquanto, perdoem a minha falta de sofisticação: Scorsese é foda”, ele escreveu, ao postar o vídeo de seu ídolo em seu Facebook. E concluiu: “Há tédios que vem para o bem”. Confira abaixo a íntegra do vídeo de Leandro e a mensagem de Scorsese para o cinéfilo brasileiro. Mensagem de Martin Scorsese Aos amigos cinéfilos…Não sei por onde começar, mas vamos lá: Muitos dos meus amigos que gostam de Cinema aqui no Facebook me adicionaram ou conheceram após assistirem um vídeo tributo a que fiz em 2010 chamado "Kubrick vs Scorsese”. Uma colagem de 7 minutos que fiz depois de rever em um mês toda filmografia desses dois lendários diretores nova-iorquinos.O vídeo acabou ganhando certa notoriedade, pois foi postado em vários desses sites, blogs e páginas de cinema. Recebi (e ainda recebo até hoje) alguns e-mails e mensagens de pessoas, principalmente de fora do Brasil, que gostaram do vídeo. Mensagens de gente que viu o vídeo sendo apresentado em cursos de Cinema e etc. E, apesar de eu não saber lidar muito bem com essas mensagens de elogios, isso é uma coisa que acontece vez ou outra desde que o fiz. Porém, de repente, BOOM, completamente do nada no início desse ano, eu recebo isso que está aí em cima — o homem responsável por trazer Goodfellas, Taxi Driver, Cassino, After Hours (…) para o mundo — o homem responsável por me fazer, desde garoto, amar e ver o cinema de uma forma diferente — um dos maiores diretores de todos os tempos: Martin Scorsese, in the flesh, não só assistindo ao meu vídeo feito há mais de 5 anos atrás, como também comentando sobre. Bem, quem me conhece um pouco mais, sabe o quanto eu gosto de Martin Scorsese. Sabe qual é meu nível de admiração. O quanto eu falo, converso, coleciono, leio, ouço e assisto coisas sobre ele. Então, vocês devem imaginar o quão louco isso foi para mim. Eu poderia discorrer mais sobre tudo isso, sobre como foi processo de criação do vídeo e tudo mais, mas não quero prolongar o assunto.Para encerrar, quero dizer que esse vídeo foi feito principalmente pelo fato de eu estar sem o que fazer, mesmo. De férias e bem entediado. Até porque, talvez só mesmo nesse estado para alguém reassistir mais de 35 filmes, separar mais de 500 cenas e tentar montar tudo de forma bem criteriosa e especifica. Mas também devo dizer, que montei ele com o coração, fiz para mim e queria vê-lo mais do que ninguém — apenas para me lembrar o quanto eu gosto de cinema. Sempre tive um pouco de orgulho dessa minha montagem em especifico e até fiz boas amizades por causa dela, só que agora ganhou um gostinho mais especial, pois graças a ela pude escutar meu maior ídolo falar sobre algo que fiz. E, porra… não sei nem o que dizer. Talvez um dia eu consiga expressar isso melhor, não sei, mas por enquanto, perdoem a minha falta de sofisticação: Scorsese é foda. Há tédios que vêm para o bem. Abraço. Publicado por Leandro Copperfield em Terça, 23 de fevereiro de 2016
José Mojica Marins planeja filmar terrores de verdade que viu durante sua vida
Prestes a completar 80 anos de idade no domingo (13/3), José Mojica Marins, mais conhecido por seu personagem Zé do Caixão, confirmou que planeja rodar mais um filme, dedicado às coisas terríveis que viu ao longo da vida. “E será o meu filme mais assustador”, ele afirmou, em entrevista ao UOL. Sua vida já foi recentemente transformada em minissérie, numa produção do canal pago Space, que, por sinal, reprisa os seis episódios no domingo. Mas o novo projeto não será focado nos bastidores de suas realizações cinematográficas, como a série. Mojica planeja contar experiências que viveu e terrores que testemunhou, e que o assombram até hoje. “Vivi coisas que ninguém pode sequer imaginar. Por exemplo, o período do esquadrão da morte, na década de 1960. Pegavam pencas de gente inocente e jogavam no mar para os tubarões. Foi uma época de muita violência e mentira”, ele contou, dando um teaser do novo projeto. Mais: “Vi uma vez uma amiga sendo torturada e não pude fazer nada. Na Boca do Lixo [região central em São Paulo], tinha mãe vendendo a filha para produtores para que elas, as mães, aparecessem no filme. São histórias reais que vi com meus próprios olhos, um terror que jamais seria possível imaginar, é isso que quero filmar, e será meu filme mais assustador”. Se a saúde permitir – depois de duas paradas cardíacas e cinco meses na UTI em 2014, ele tem de encarar atualmente três hemodiálises semanais – seu plano é filmar esse longa em 2017. Por enquanto, os fãs podem se contentar em rever seus clássicos, que, também a partir de domingo, ganham retrospectiva semanal no Canal Brasil, com a exibição de seis longa-metragens, entre eles “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964) e o “O Despertar da Besta” (1990). Além disso, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, também vai celebrar a vida e a obra de Zé do Caixão com uma mostra especial de 20 filmes em sessões gratuitas, durante quatro semanas, até dia 3 de abril.
Seth Rogen vai produzir filme baseado no livro infantil Onde Está o Wally?
A dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, diretores de “É o Fim” (2013) e “A Entrevista” (2014), será responsável por produzir a adaptação cinematográfica do famoso livro infantil de ilustrações “Onde Está o Wally?”, informou o site Deadline. A adaptação já é planejada há sete anos pela MGM, mas só agora começará a ser escrita por Kyle Hunter e Ariel Shaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells”, também produzida por Rogen e Goldberg. A trama deve acompanhar Wally (que curiosamente se chama Waldo em inglês) em seu clássico figurino de blusa listrada em vermelho e branco, que acidentalmente ativa uma máquina do tempo e se vê jogado entre diversos eventos históricos, enquanto tenta encontrar um modo de voltar para sua grande paixão. Criada em 1987 pelo ilustrador britânico Martin Handford, a série de livros “Onde está o Wally?” conta com sete títulos originais, além de diversas coleções paralelas, e já inspirou animações televisivas, tiras de jornal e jogos de videogame. O estúdio não confirma ainda se Rogen ou Goldberg também vão dirigir ou estrelar o longa, mas, dando uma olhada em seus respectivos currículos, é bem provável que Rogen apareça em cena, ao lado de alguns de seus colaboradores regulares (como James Franco, Jonah Hill, Michael Cera, Jay Baruchel e Danny McBride). A Point Grey, produtora da dupla, tem uma agenda cheia pela frente: além de “Onde está o Wally?”, está envolvida na animação adulta “Sausage Party”, na cinebiografia “The Disaster Artist”, sobre o pior diretor do mundo, comédia espacial “The Something”, na continuação de “Vizinhos” (“Neighbors 2: Sorority rising”, ainda sem título em português) e na série “Preacher”, do canal pago AMC.
Começam as gravações de 3%, a primeira série brasileira do Netflix
O Netflix iniciou em São Paulo as gravações de “3%”, sua primeira série original brasileira, que irá estrear no serviço de streaming ainda este ano. O detalhe é que não só uma série brasileira qualquer. É uma rara série sci-fi produzida no país. Demorou “só” cinco anos para o projeto encontrar um parceiro. O piloto, dividido em três partes, circula na internet desde 2011. Surpreendente e criativo, o projeto original se passava num futuro distópico, no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, poderiam se inscrever em um processo seletivo para fazer parte da elite. Mas o processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais, e ao final apenas 3% seriam aprovados e aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. A similaridade com outras sci-fis juvenis, como “Jogos Vorazes” e “Divergente”, vem à mente. Em entrevista à Pipoca Moderna, Pedro Aguilera (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”), criador e roteirista da série, chegou a admitir que “a ideia veio por influência de distopias que estava lendo na época”. Mas isso foi o ponto de partida para exprimir um problema bastante brasileiro: a falta de perspectivas diante de um cenário econômico adverso. Havia também uma metáfora, tendo em vista a idade abordada, para o vestibular. “Uma das coisas que mais me atraiam nos conflitos dos jovens brasileiros era a dificuldade de entrada no mercado de trabalho (e outros tipos de seleção), por isso pensei em exagerar essa característica da nossa sociedade, criando esse processo único, cruel e intenso para os personagens enfrentarem”, contou Aguilera. O projeto agora será totalmente refeito para o Netflix, com nova equipe e novo elenco. A 1ª temporada começa a ser gravada com direção do uruguaio Cesar Charlone (“La Redota – Una Historia de Artigas”), há anos radicado no Brasil e indicado ao Oscar de Melhor Fotografia por “Cidade de Deus” (2002). Pedro Aguilera, por sua vez, continua assinando o texto. Por sua vez, o elenco destaca João Miguel (“Xingu”), Zezé Motta (a eterna “Xica da Silva”) e o português Nicolau Breyner (“Trem Noturno para Lisboa”), todos bem adultos, o que sugere que o conceito etário foi abandonado. Pelo que diz Charlone no comunicado, o processo de seleção não será mais por idade, mas obrigatório para toda a sociedade. “Em última instância, a série traz à tona questões sobre a dinâmica da sociedade que impõe constantes processos de seleção pelos quais todos nós temos que passar, gostemos ou não”, comentou o cineasta. O elenco, porém, ainda inclui alguns jovens, como Rafael Lozano (série “Sessão de Terapia”), Mel Fronckowiak (novela “Rebelde”), Michel Gomes (“Salve Geral”) e a estreante Vaneza Oliveira, além da “trintona” Bianca Comparato (“Irmã Dulce”), que completa o time reunido para a primeira foto divulgada da produção (em rotação acima). Com produção da Boutique Filmes, “3%” terá 8 episódios rodados em Ultra HD 4K, e estará disponível também no mercado internacional atendido pelo serviço de streaming. Até o momento, não há previsão de estreia.











