The Neon Demon: Elle Fanning é idolatrada em novo trailer de terror do diretor de Drive
A Gaumont divulgou três pôsteres internacionais e o segundo trailer de “The Neon Demon”, terror do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (“Só Deus Perdoa”). A prévia destaca a atriz Elle Fanning (“Malévola”), idolatrada por fotógrafos e invejada por modelos, num mergulho no mundo da moda, que começa frio e logo se revela excitante e perigoso, ganhando cenas aceleradas de lesbianismo, violência sangrenta e alucinação. O visual publicitário, característico dos filmes de Refn, casa bem com o contexto, assim como a trilha eletrônica de Cliff Martinez, parceiro do diretor desde “Drive” (2011). A trama foi escrita pelo próprio Refn em parceria com as estreantes Mary Laws e Polly Stenham, e, segundo o cineasta, gira em torno de “uma beleza viciante”. Inspirado na história medieval da condessa Isabel Bathory, que segundo a lenda se banhava no sangue de virgens para permanecer jovem e bela, o longa mostrará um grupo de modelos que vai ao extremo para encontrar o caminho do sucesso, passando até pelo canibalismo. O elenco ainda inclui Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”), Desmond Harrington (série “Dexter”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Bella Heathcote (“Sombras da Noite”), Jamie Clayton (série “Sense8”), Christina Hendricks (série “Mad Men”) e Alessandro Nivola (“O Ano Mais Violento”). “The Neon Demon” terá sua première mundial na sexta (20/5), durante a competição da Palma de Ouro do Festival de Cannes. A estreia está prevista para junho nos EUA e apenas em 18 de agosto no Brasil.
Cannes: Spielberg busca a magia de sua juventude em O Bom Gigante Amigo
Steven Spielberg está de volta a Cannes, três anos após presidir o júri que deu a Palma de Ouro ao belo “Azul É a Cor Mais Quente”, desta vez buscando agradar outro público. Em “O Bom Amigo Gigante”, ele retoma as produções infantis, levando às telas uma adaptação do livro de fantasia escrito por Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) em 1982. O filme acompanha uma menina que, ao ficar acordada até tarde num orfanato, descobre a existência de um gigante, e embarca numa jornada de encantamento e perigo, acompanhando-o até uma terra mágica, onde conhece sua missão de levar sonhos bons para as crianças. Entretanto, nem todos os gigantes são bonzinhos e a jovem logo se vê em apuros. O livro foi publicado no mesmo ano em que Spielberg lançou seu maior sucesso entre as crianças, o clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982). A lembrança da sci-fi juvenil, claro, foi bastante evocada durante o encontro com a imprensa em Cannes. E deverá ser perpetuada durante sua estreia comercial, numa homenagem à roteirista de ambas as produções. “Para mim não foi como voltar ao passado, foi revistar algo que eu sempre amei fazer: contar histórias cheias de imaginação”, explicou o diretor, no encontro com a imprensa internacional em Cannes. “Quando faço filmes históricos, como ‘Lincoln’ ou ‘Ponte dos Espiões’, a imaginação é um pouco deixada de lado. Aqui, me senti livre. Fazer o filme me trouxe de volta sentimentos que tinha quando era um cineasta mais jovem. De que trata este filme? Simplesmente do poder da imaginação”. O cineasta contou que leu o romance de Roald Dahl a seus sete filhos quando eram pequenos, e a reação das crianças foi sua principal inspiração para filmá-lo. “Estou sempre à procura de uma boa história. Às vezes elas estão na nossa frente”, comentou. Para ele, esta história contém uma mensagem importante. “Devemos acreditar na magia, quando o mundo não deixa de piorar, precisamos de magia”. A ideia de evocar um mundo mágico para as crianças o inspirou a retomar uma saudosa parceria. Para materializar a adaptação, ele tirou a roteirista Melissa Mathison (“Kundun”) da aposentadoria. Especialista em fantasias estreladas por crianças, Melissa foi quem escreveu “E.T. – O Extraterrestre”, e voltou a evocar a mesma sensação de maravilhamento em “O Bom Amigo Gigante”. Infelizmente, ela já lutava com um câncer durante o trabalho e veio a falecer após entregar o roteiro finalizado, em novembro passado. Mas se há essa ligação sentimental com o passado, a produção também reflete as novas experiências do diretor com a tecnologia digital. Spielberg utilizou a experiência adquirida durante as filmagens da animação “As Aventuras de Tintim” (2011) para trabalhar com captura de performance. O gigante do título, por exemplo, ganhou vida por meio dessa técnica, interpretado por Mark Rylance, que venceu do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme anterior do cineasta, “Ponte dos Espiões” (2015). Rylance falou um pouco sobre a experiência, que envolve usar macacões cheios de pontos para leitura de computadores. “Para mim, não foi muito diferente de ensaios no teatro. Você precisa usar sua imaginação. Não há câmeras nem a necessidade de usar marcações rígidas.” Spielberg aproveitou para tecer elogios ao ator, com quem ainda vai trabalhar em seus próximos dois filmes, a sci-fi “Jogador Nº 1” e o drama de época “The Kidnapping of Edgardo Mortara”. “Tenho sorte de conhecê-lo. E mais sorte ainda por termos nos tornado amigos. Conheci muita gente em 40 anos de carreira, mas não trouxe muitas pessoas para minha vida. Mark é um dos raros, e ter com ele amizade e relação profissional é um sonho.” Para o papel principal, porém, o diretor apostou numa pequena estreante: a inglesa Ruby Barnhill, que debuta no cinema aos 11 anos de idade. Sentada ao lado de Spielberg durante a coletiva de imprensa, a jovem atriz disse que “fez aulas de teatro” e participou de uma série infantil britânica (“4 O’Clock Club”) antes de filmar a fantasia. Mas acabou revelando-se tão encantada com Cannes quanto com a terra de gigantes. “Isto aqui é incrível”, ela exclamou. “O Bom Amigo Gigante” estreia em 28 de julho no Brasil, quase um mês após o lançamento nos EUA.
Mogli, o Menino Lobo ultrapassa US$ 800 milhões de bilheteria mundial
“Mogli, o Menino Lobo” continua seu desempenho surpreendente. A produção ultrapassou os US$ 800 milhões de faturamento mundial, para atingir uma bilheteria de US$ 828 milhões. Apesar da marca impressionante, comemorada neste fim de semana, o filme ainda não estreou em todos os países, reservando três grandes mercados para as próximas semanas: Hong Kong, Coreia do Sul e Japão. Por isso, ainda há a expectativa que ele possa atingir a cobiçada marca de US$ 1 bilhão. O filme ainda está bem rankeado nos EUA, onde ocupa o 2º lugar após cinco fins de semana. E já garantiu a produção de sua sequência, que deve trazer de volta o diretor Jon Favreau, o menino Neel Sethi e todo o elenco de dubladores originais. Enquanto a sequência não estreia, aproveite alguns joguinhos para passar mais tempo com Mogli.
O Homem nas Trevas: Suspense do diretor de A Morte do Demônio ganha trailer legendado
A Sony Pictures divulgou as primeiras fotos, o pôster e dois trailers de “O Homem nas Trevas” (Don’t Breathe) – a versão americana e a nacional, legendada. Os vídeos revelam demais, praticamente metade da história. Como se trata de um suspense, bons sustos e reviravoltas já estão comprometidos. As prévias mostram como o plano de assaltar a casa de um velho cego dá errado pelo fato da vítima ser tudo menos indefesa. Assim, os jovens ladrões se veem presos num lugar repleto de segredos sinistros e caçados por um assassino com experiência militar, que usa sua cegueira como vantagem, ao desligar todas as luzes. “O Homem nas Trevas” tem roteiro e direção do uruguaio Fede Alvarez, responsável pelo sanguinolento remake de “A Morte do Demônio” (Evil Dead). Na nova produção, ele volta a trabalhar com a estrela daquele filme, Jane Levy (série “Suburgatory”). O elenco também inclui Dylan Minnette (“Goosebumps”), Daniel Zovatto (“Corrente do Mal”) e Stephen Lang (série “Terra Nova”) como o cego. A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Veja o primeiro trailer do novo filme de Ang Lee, com Kristen Stewart e Vin Diesel
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Billy Lynn’s Long Halftime Walk”, novo filme do premiado diretor Ang Lee (“As Aventuras de Pi”). Além de belas imagens, que contrastam os horrores da guerra com uma celebração repleta de fogos de artifício, ao som de “Heroes”, a prévia destaca o elenco incomum da produção, que reúne Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”), Garrett Hedlund (“Invencível”), Chris Tucker (“A Hora do Rush”) e Steve Martin (“Simplesmente Complicado”), além de lançar o novato Joe Alwyn no papel-título. O filme é uma adaptação do livro homônimo, escrito por Ben Fountain, sobre heróis da guerra do Iraque. Aclamado pela crítica, o romance é uma sátira à guerra, que utiliza de humor negro para contar a história do jovem Billy Lynn e de seu Esquadrão Bravo. Lynn, de apenas 19 anos, é enviado para o Iraque em 2005 e sai com vida de um conflito que durou pouco mais de três minutos, mas foi capturado inteiramente pelas câmeras dos noticiários. Graças a isso, ele e seu esquadrão são chamados de volta para aos EUA para serem homenageados como heróis nacionais, sendo aclamados durante o intervalo de um jogo no estádio do Dallas Cowboys, antes de retornarem para as agruras do Oriente Médio. A trama se passa ao longo de 24 horas, em torno da homenagem, com flashbacks que contam como Billy Lynn virou herói. Ang Lee usou tecnologia 3D de ponta para capturar as imagens, o que o trailer não deixa claro. Uma prévia estendida foi exibida durante a CinemaCon e deixou os distribuidores de queixo caído. A expectativa é de uma revolução visual. O roteiro foi escrito por Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário”) e a estreia está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O Contador: Suspense com Ben Affleck ganha primeiro trailer legendado
A Warner Bros. divulgou a primeira foto e o trailer legendado do suspense “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”). A prévia, ao som de Radiohead (“Everything In Its Right Place”), introduz o personagem do ator, um autista que, desde criança, demonstra ser mais do que aparenta. Alternando-se entre flashbacks, repetições de um trabalho tedioso e eventos violentos, o trailer acumula tensão a ponto de levar Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) a entrar em pânico, incrédula com o personagem-título: “Quem é Você?” A história de Bill Dubuque (“O Juiz”), que chegou a figurar na Black List, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood, gira em torno de um contador aparentemente pacato, que tem como cliente algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ciente que está sendo vigiado pela polícia federal (chefiada por J.K. Simmons, de “Whiplash”), ele decide desviar a atenção, aceitando um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração. O problema é que uma assistente de contabilidade da companhia (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Isto leva o contador a mergulhar nos registros, mas, conforme se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir. A direção é de Gavin O’Connor (“Guerreiro”) e o elenco ainda inclui Jon Bernthal (série “Demolidor”), Jeffrey Tambor (série “Transparent”), John Lithgow (“O Amor É Estranho”), Cynthia Addai-Robinson (série “Arrow”) e Alison Wright (série “The Americans”). A estreia está marcada para 13 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Rodrigo Teixeira vai produzir novos filmes de Abbas Kiarostami e James Gray
A RT Features, do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, fechou acordos, durante o Festival de Cannes, para coproduzir os novos filmes dos cineastas Abbas Kiarostami (“Cópia Fiel”) e James Gray (“Era Uma Vez em Nova York”). Com roteiro mantido em segredo, “24 Frames” será o primeiro filme de Kiarostami desde “Um Alguém Apaixonado”, de 2012, que fez parte da seleção oficial de Cannes daquele ano. Segundo a revista Variety, o longa é um projeto experimental sobre os filmes que o iraniano vem dirigindo nos últimos três anos. “Kiarostami é um dos maiores nomes do cinema mundial, seus filmes sempre me inspiraram e este é um projeto muito especial e estou muito feliz com a parceria com Charles, seu trabalho nos últimos anos é impressionante”, disse o produtor em comunicado. Já o projeto com James Gray será um épico sci-fi, escrito pelo próprio cineasta americano. A expectativa é que comece a ser rodado no início de 2017. “Temos um roteiro muito forte e vamos anunciar o elenco em breve”, disse o produtor. Rodrigo Teixeira é um dos principais produtores de cinema do país e pioneiro na iniciativa de coprodução internacional. Ele foi bem-sucedido ao se associar como produtor de filmes premiados como a comédia “Frances Ha” (2012) e o terror “A Bruxa” (2015).
Cannes: Jodie Foster empolga com o thriller O Jogo do Dinheiro
A atriz e diretora Jodie Foster (“Um Novo Despertar”) esteve pela primeira vez em Cannes há exatos 40 anos, durante a première de “Taxi Driver” (1976), que venceria a cobiçada Palma de Ouro. “Tinha 12 anos e só lembro que estava cheio de fotógrafos. Aquele foi o início da minha carreira como atriz. Retornar agora como diretora é uma grande honra”, ela contou, em seu encontro com a imprensa internacional, a respeito de seu retorno ao festival para lançar “Jogo do Dinheiro”, exibido fora de competição. O filme de Foster causou frenesi, mas mais por conta de suas estrelas, George Clooney (“Ave, César!”) e Julia Roberts (“O Maior Amor do Mundo”), reverenciados, na Europa, como realezas de Hollywood. Foi a primeira vez que Roberts subiu a mítica escadaria de Cannes, arrancando gritos e aplausos da multidão. Contente com a idolatria que a profissão lhe rende, Roberts diz que jamais teria a coragem de Foster para virar diretora. “Com alguma frequência as pessoas me perguntam isto. Não tenho esta intenção, porque conheço minhas limitações intelectuais e de paciência. Não posso ter mais de quatro pessoas me fazendo perguntas a todo instante.” Em “Jogo do Dinheiro”, por ironia, é exatamente este o seu papel, como produtora e diretora de um programa televisivo, que se se vê às voltas com uma situação tensa que requer grande concentração e capacidade de discernimento. Trata-se de um thriller, centrado na invasão de um estúdio de TV por um homem desesperado, que toma como refém um guru econômico cujas dicas o fizeram acabar na miséria. Falando sobre a trama, o também produtor George Clooney assumiu como referência o clássico “Rede de Intrigas” (1976), dirigido por Sidney Lumet. “Este filme trabalha a evolução do que se tornou a encruzilhada entre o jornalismo e o entretenimento. ‘Rede de Intrigas’ começou com isto, e é considerada uma das melhores comédias de humor negro de todos os tempos. Trata-se de um excelente filme, mas não é uma comédia. Tudo o que foi escrito na época se tornou realidade, a gente sequer poderia imaginar que poderíamos ter reality shows como os sugeridos na época. Neste filme, refletimos sobre isto, sobre o momento em que o jornalismo precisa render dinheiro ao invés de simplesmente produzir notícias.” Na trama, Clooney interpreta Lee Gates, apresentador do programa “Money Monster”, que serve de título original ao filme, onde dá dicas de economia e, para entreter o público, chega até a dançar. “Quando Jodie veio falar comigo, ela disse que queria fazer um musical”, brincou o ator, sobre a situação. “Ela me perguntou se eu poderia dançar, contratou uma coreógrafa muito talentosa, mas como sou um dançarino muito ruim acho que ficou engraçado.” O ator aproveitou para lembrar como o público é seduzido pelo que vê na TV. Situação que chega ao extremo quando um bilionário apresentador de reality show se torna um candidato viável à presidência dos EUA. “Trump é o resultado dessa tendência cada vez mais gritante na TV, no qual brincadeira substitui notícia. O fato, ilustrado no filme, de que um apresentador de TV sem nenhuma seriedade é instado a dizer para as pessoas como elas devem investir seu dinheiro mostra a que grau de loucura nossa sociedade chegou”. O personagem que invade o estúdio, por sua vez, é interpretado pelo britânico Jack O’Connell (“Invencível”), que na história se revela uma vítima da corrupção do sistema financeiro. “O personagem de Jack encarna a raiva que muitos sentem diante dos abusos do sistema financeiro”, resumiu Foster. Ele pede justiça, que lhe expliquem como seu dinheiro evaporou depois que, na tela de TV, prometeram-lhe todo tipo de garantia. Exige que continuem transmitindo ao vivo seu questionamento, que apareça o responsável pelo esquema e que confesse às pessoas como funciona aquele banditismo, capaz de fazer vítimas sem que isso seja considerado crime. Conforme as respostas surgem, “O Jogo do Dinheiro” revela-se mais que um thriller. É também uma denúncia. “Eu ainda não tinha visto muita reação de Hollywood à crise financeira”, disse Dominic West (série “The Affair”), que interpreta um banqueiro no filme. “A possibilidade de responsabilizar os banqueiros de uma maneira muito visual e dramática foi o que me atraiu no projeto”, ele apontou. Para completar a reflexão econômica, Foster lembrou que a crise também afeta o negócio cinematográfico e dificulta, cada vez mais, que se façam filmes mais ousados. “Eu acho que os executivos dos estúdios estão com medo”, ela avalia. “Acho que este é o período mais avesso ao risco na história do cinema. Muitas coisas mudaram em termos de economia e de estrutura nos estúdios. Por isso, hoje, a televisão se presta mais à inovação, pois com custos menores se pode arriscar mais”, comparou, lembrando que recentemente dirigiu episódios da série “Orange Is the New Black”. A crítica internacional, entretanto, prefere que ela continue no cinema. O consenso é que “O Jogo do Dinheiro” é um de seus melhores trabalhos. “Empolgante” foi a descrição mais utilizada. E não faltou quem publicasse que os filmes exibidos fora de competição – incluindo “Café Society”, de Woody Allen – , estavam dando banho nos primeiros longas da programação oficial de Cannes. “O Jogo do Dinheiro” estreia em duas semanas, no dia 26 de maio, no Brasil.
Jack Black entra no elenco do remake de Jumanji
O elenco do remake de “Jumanji” adicionou um novo astro. Jack Black (“Goosebumps: Monstros e Arrepios”) foi confirmado na produção pelo protagonista Dwayne Johnson (“Velozes & Furiosos 7”), que irá estrelar o longa-metragem. “É oficial, um velho amigo está pronto para atuar no mundo de Jumaji: Jack Black”, anunciou Johnson em seu Instagram. “Sou um grande fã do trabalho dele. Jack traz aquele equilíbrio raro entre o legal e o divertido e tudo com uma alegria de criança. O Clube dos Cinco está se formando comigo, Jack Black e Kevin Hart. Ainda tem mais dois grandes papéis. Quem serão os atores? Isso vai ser divertido”, escreveu o ator. Jack Black vai se juntar a Dwayne Johnson e Kevin Hart (“Policial em Apuros”), faltando apenas, segundo Johnson, escalar “uma garota fodona” e “um carinha quase meio fodão”. Com direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”), a refilmagem de Jumaji terá uma nova visão do livro de Chris Van Allsburg, que deu origem ao filme de 1995 com Robin Williams. Nesta semana, Johnson também disse que o filme homenageará Williams e seu personagem na produção original. A trama clássica acompanha um jogo de tabuleiro que traz criaturas e seres de outros lugares para uma vizinhança tranquila no subúrbio de uma cidadezinha americana. A estreia da nova versão está marcada para 28 de julho de 2017 nos EUA.
Assassin’s Creed: Trailer legendado revela trama e visual belíssimo
A 20th Century Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Assassin’s Creed”. A prévia revela imagens belíssimas da Espanha medieval, influência de “Matrix” e como as tramas paralelas, estreladas por Michael Fassbender (“Macbeth: Ambição e Guerra”) no passado e no futuro, entrelaçam-se. Baseado no popular videogame da Ubisoft, o filme acompanha um assassino condenado à pena de morte, que, após sua suposta execução, é levada para um local secreto em que se vê forçado a reviver as memórias de um ancestral da Idade Média com objetivos obscuros. O elenco ainda inclui Marion Cotillard (também de “Macbeth”), Ariane Labed (“The Lobster”), Jeremy Irons (“Trem Noturno para Lisboa”), Brendan Gleeson (“O Guarda”) e Michael Kenneth Williams (série “Boardwalk Empire”). O filme marca o reencontro de Fassbender e Cotillard com o diretor Justin Kurzel, após a recente colaboração dos três em “Macbeth: Ambição e Guerra”. Atualmente em pós-produção, “Assassin’s Creed” tem sua estreia mundial marcada para 21 de dezembro.
Angry Birds é a única estreia ampla da semana
A falta de salas disponíveis aumenta cada vez mais a concentração dos lançamentos no país. Nesta semana, apenas um longa-metragem terá distribuição ampla. E a diferença para a segunda maior estreia é de mais de mil salas. O mercado já nem se importa em disfarçar a segregação. A grande estreia é a animação “Angry Birds – O Filme”, primeiro longa-metragem baseado num aplicativo. A produção infantil, em que um trio de pássaros excluídos enfrenta um exército de porcos verdes mal-intencionados, vai ocupar 1.070 salas (572 delas com exibição em 3D). A produção só chega na próxima semana nos EUA, mas o Rotten Tomatoes já agregou críticas suficientes para defini-la como medíocre (50% de aprovação). No Brasil, os personagens, que tem vozes de atores famosos de Hollywood, serão dublados pelos youtubers irmãos Piologo e Pathy dos Reis e os humoristas Marcelo Adnet e Dani Calabresa. Como não há salas suficientes nos shoppings, todas as demais estreias disputam o circuito limitado. Inclusive uma comédia brasileira que, em outra época, talvez pudesse sonhar com sucesso. O problema é que seu timing também é desastrado. “Mulheres no Poder”, sobre um esquema de corrupção política elaborado por um grupo de mulheres, estreia no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência do país. Se, por um lado, não há besteirol capaz de superar a comédia pastelão vislumbrada no Congresso durante o processo de Impeachment, por outro, nem o período trágico da “Presidenta” merecia ser evocado com humor tão machista. O filme de Gustavo Acioli (“Incuráveis”) chega a somente 14 salas, garantindo seu fracasso. A melhor opção da semana é o longa italiano “O Conto dos Contos”, de Matteo Garrone (“Gomorra”), que materializa um mundo de fantasia visceral, de reis adúlteros e rainhas que devoram corações de dragão, em imagens tão belas quanto nauseantes. A obra é baseada nas fábulas medievais de Giambattista Basile (1566-1632), mas suas cenas de nudez e violência são mais indicadas para fãs de “Game of Thrones” que para o público de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Vencedor do David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Direção, o longa tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Também acima da média, “Memórias Secretas”, de Atom Egoyan (“Sem Evidências”), leva a 32 salas uma combinação volátil de Holocausto e filme de vingança da Terceira Idade, acompanhando o plano de dois velhos judeus sobreviventes dos horrores nazistas, determinados a ajustar contas com o nazista que massacrou suas famílias e chegou à velhice impune. Melhor Roteiro Canadense do ano passado, segundo a Academia de Cinema e TV do Canadá, o longa tem 71% de aprovação no Rotten Tomatoes e destaca grandes performances de seus protagonistas, os veteranos Christopher Plummer (“O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”) e Martin Landau (“Ed Wood”), ambos com mais de 85 anos de idade. Curiosamente, outra estreia também aborda o Holocausto, mas com tom bem diverso e em apenas quatro salas. O drama francês “Um Brinde à Vida”, de Jean-Jacques Zilbermann (“Aqui Entre Nós”), mostra o reencontro de três amigas que sobreviveram ao campo de concentração de Auschwitz. O fato de se passar durante a década de 1960, poucos anos após a 2ª Guerra Mundial, confere à produção uma carga mais reflexiva, demonstrando como a experiência alterou a percepção de vida daquelas mulheres. Para completar, há ainda dois filmes israelenses. “Demon” foi o último trabalho de Marcin Wrona (“O Batismo”), que se matou um dia após a première, aos 42 anos. Bastante original, gira em torno de uma assombração judaica que aterroriza um casamento católico na Polônia. Combinando humor e terror, “Demon” ganhou vários prêmios em festivais de cinema fantástico e estreia em 14 salas. O outro longa israelense é um documentário com coprodução argentina, “Nós, Eles e Eu”, de Nicolás Avruj (produtor de “Olhar Invisível”), que refaz o caminho de um rapaz de origem judaica por Israel e Palestina. Estreia em cinco salas.
Dylan O’Brien negocia estrelar nova franquia de ação
Enquanto se recupera do acidente que sofreu no set de filmagens de “Maze Runner: A Cura Mortal”, o ator Dylan O’Brien começa a fazer planos para a sequência de sua carreira. Segundo o site da revista Variety, ele está em negociações para estrelar “American Assassin”, thriller de ação baseado no livro homônimo de Vince Flynn. A trama acompanha a história de Mitch Rapp, um jovem que, após uma tragédia pessoal, é recrutado pelo governo para se tornar um agente secreto impiedoso. Caso o filme faça sucesso, ele deve originar uma franquia cinematográfica, já que Mitch Rapp protagonizou 14 livros de Flynn e sua história continua a ser contada, mesmo após a morte do autor em 2013. Caso O’Brien seja confirmado, ele vai contracenar com Michael Keaton (“Spotlight”), já contratado, que viverá o agente responsável por seu treinamento. Na trama, os dois participarão de uma missão secreta com um letal agente turco para evitar o início da 3ª Guerra Mundial no Oriente Médio. O roteiro da adaptação é de Stephen Schiff (roteirista de “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” e da série “The Americans”) e a direção está a cargo de Michael Cuesta (de “O Mensageiro” e da série “Homeland”). A negociação deve depender da disponibilidade do ator, que ainda não tem previsão de alta. Sua lenta recuperação, inclusive, suspendeu por tempo indeterminado as filmagens de “Maze Runner: A Cura Mortal”.
Professor X vai aparecer no filme dos Novos Mutantes
A expansão do universo dos “X-Men” continua a todo vapor na 20th Century Fox. E com a estreia de “X-Men: Apocalipse” já próxima e a produção do terceiro e último “Wolverine” encaminhada, as atenções do estúdio começam a se voltar para o lançamento do filme dos “Os Novos Mutantes”. Em entrevista ao site Collider, o produtor Simon Kinberg confirmou o primeiro personagem do novo filme. E é ninguém menos que o Professor X. Ele vai tratar de ensinar uma nova geração de mutantes a controlarem seus superpoderes no Instituto Xavier. Entretanto, fica a dúvida se o personagem será interpretado por James McAvoy ou Patrick Stewart. Kinberg não revelou, mas garantiu que a presença de um deles está assegurada no filme. Enquanto isso, o diretor e roteirista Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) vem publicando em seu Instagram algumas pistas sobre quais serão os jovens heróis que integrarão o longa. O elenco também começará a ser definido em breve. Mas já existe uma tendência por incluir Maisie Williams (série “Game of Thrones”) no projeto. Nos quadrinhos, os Novos Mutantes foram o segundo grupo de heróis mutantes da Marvel, criados em 1982 por Chris Claremont – o autor das histórias adaptados nos filmes “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e “Wolverine – Imortal” (2013). A ideia por trás do projeto era voltar a mostrar mutantes adolescentes, já que àquela altura os X-Men não eram mais estudantes do Instituto Xavier. Na hora de definir quem seriam os novos personagens, Claremont ainda arriscou criar uma equipe mais diversa que a original, combinando diversas etnias: um americano caipira (Míssil), uma refugiada vietnamita (Karma), uma índia cheyenne (Miragem), uma escocesa lobisomem (Lupina) e até um herdeiro milionário brasileiro (Mancha Solar)! A formação original passou por várias reformulações, ganhando, entre outros, os reforços da irmã do X-Men russo Colossus (Magia), uma americana explosiva (Dinamite), um mexicano (Rictor), uma morlock (Skids), um alienígena (Warlock), outro nativo-americano (Apache), outra brasileira (Magma) – ou melhor, uma jovem criada numa cidade perdida da Amazônia – e um personagem que teve morte traumática (Cifra). O filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” chegou a mostrar dois Novos Mutantes, que apareceram lutando ao lado dos X-Men do futuro: Apache (vivido por Booboo Stewart) e o brasileiro Mancha Solar (Adan Canto), além de Blink (Fan Bingbing), que tem uma ligação com o grupo. Intitulado, em inglês, “X-Men: The New Mutants”, o filme ainda não tem data de estreia definida.












