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Instagram/Luiz Carlos Barreto

Filme|22 de julho de 2026

Fernanda Torres: “O cinema deve tudo” a Luiz Carlos Barreto

Fernanda Montenegro, Marcos Palmeira, Walter Salles, Kleber Mendonça Filho e outros nomes destacam o legado de Barretão


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1 Homenagens a Barretão
2 “O maior”
3 Como Barretão abriu caminhos?
4 Cineastas ressaltam visão política
5 Inspiração para outros produtores

Homenagens a Barretão

A morte de Luiz Carlos Barreto, na madrugada desta quarta-feira (22/7), provocou uma série de homenagens de atores, cineastas e produtores que relacionaram suas próprias trajetórias ao trabalho de Barretão. Presente no Cinema Novo, na popularização das produções nacionais durante os anos 1970 e na Retomada da década de 1990, ele morreu aos 98 anos.

“O maior”

Fernanda Torres resumiu a importância do produtor em poucas palavras. “O MAIOR. Devo a ele a minha entrada no cinema, e o cinema deve a ele tudo”, escreveu a atriz nas redes sociais.

Sua estreia nas telas aconteceu em “Inocência” (1983), produção de Barretão dirigida por Walter Lima Jr. Ela ainda integrou o elenco de “O que é Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto, na primeira vez que participou de um filme indicado ao Oscar, e estrelou “Casa de Areia” (2005) ao lado da mãe, Fernanda Montenegro, numa história desenvolvida a partir de uma ideia original do produtor.

Fernanda Montenegro também se despediu do amigo pelo Instagram. “Luiz Carlos Barreto foi e é, para sempre, o corajoso desbravador e completo realizador da cultura cinematográfica do Brasil. Não há reposição de peça”, afirmou.

Como Barretão abriu caminhos?

Matheus Nachtergaele lembrou que ainda se dedicava exclusivamente ao teatro quando recebeu de Bruno Barreto a oportunidade de integrar uma das principais produções do início da Retomada.

“A história do nosso cinema não seria a mesma sem Luiz Carlos Barreto. A minha, com certeza, não. Antes mesmo de fazer televisão, quando só fazia teatro, fui convidado pelo Bruno Barreto para viver um personagem grande e importante em ‘O Que É Isso, Companheiro?’, um dos primeiros grandes filmes da chamada Retomada do Cinema Brasileiro nos anos 90. Sem a confiança deles, eu talvez não fizesse parte dessa grande família do nosso cinema, que hoje é enorme, muito graças ao Luiz Carlos e à LC Barreto”, declarou ao Globo.

Marcos Palmeira destacou tanto a militância de Barretão pelo audiovisual quanto o incentivo pessoal que recebeu durante a carreira.

“Uma grande referência do cinema e da cultura no Brasil. Ele lutou tanto pelos direitos e pela valorização do cinema nacional. Devo muito a ele, sempre foi um grande entusiasta do meu trabalho. Fiz com ele um dos principais sucessos da minha carreira, que foi ‘O Homem que Desafiou o Diabo’”, afirmou.

Cineastas ressaltam visão política

Diretor de “Ainda Estou Aqui”, Walter Salles descreveu o produtor como uma figura capaz de atuar em diferentes frentes e compreender o lugar do cinema brasileiro no mundo.

“Luiz Carlos Barreto era um craque que sabia jogar em todas as posições. Era um homem de uma profunda sensibilidade e inteligência, afetivo, que nunca esqueceu das suas raízes e tinha uma forte percepção da importância geopolítica do Cinema Brasileiro. Vai fazer muita falta”, escreveu em depoimento a O Globo.

Kleber Mendonça Filho, diretor de “O Agente Secreto”, relacionou cada encontro com Barretão aos filmes que ajudaram a construir a história da cinematografia nacional.

“Toda vez que eu via ou encontrava com Barretão, eu enxergava na minha frente uma parte importante da história do Cinema Brasileiro. Via o fotógrafo da revista ‘O Cruzeiro’, o fotógrafo de ‘Vidas Secas’, o produtor de ‘Terra em Transe’, de ‘Dona Flor’ e de ‘O Quatrilho’, esses dos filhos Bruno e Fábio. Seu vozeirão nordestino era uma linha de defesa importante dos filmes brasileiros contra elementos estrangeiros e outros daqui mesmo e que jogam contra o Cinema do próprio país. Seu carisma, seu trabalho feito ao lado de Lucy e Paula, irão continuar vivos não só na história contada dos filmes brasileiros, mas nos filmes que fez ao longo de 60 anos”, declarou.

Inspiração para outros produtores

Rodrigo Teixeira, produtor de “Ainda Estou Aqui”, iniciou sua trajetória profissional na L.C. Barreto e apontou Barretão como uma referência para sua própria atuação no cinema.

“A morte do Luiz Carlos Barreto é uma grande perda. Barretão é sinônimo do cinema brasileiro, uma figura sem precedente para nossa cultura e tenho nele uma grande inspiração como produtor”, afirmou ao Globo.

Ao lado de Lucy Barreto e dos filhos, Barretão participou de mais de 80 produções em seis décadas, entre elas “Vidas Secas”, “Terra em Transe”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “A Dona do Lotação”, “Bye Bye Brasil”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?”.

“O CINEMA DEVE A ELE TUDO”! Fernanda Torres, Walter Salles, Kleber Mendonça Filho e outros artistas homenageiam Luiz Carlos Barreto. #LuizCarlosBarreto #CinemaBrasileiro #Barretao https://pipocamoderna.com.br/2026/07/homenagens-luiz-carlos-barreto/

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