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Filme

Brenda Fricker, vencedora do Oscar por “Meu Pé Esquerdo”, morre aos 81 anos

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17 de julho de 2026
Filme

Filho de Wagner Moura estreia no cinema com Marieta Severo

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17 de julho de 2026
Filme

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Drama biográfico apresenta batalha do ator para tirar o clássico do papel sem abrir mão do papel principal

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16 de julho de 2026
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    Vingadores: Vespa participará do quarto filme dos super-heróis

    10 de outubro de 2016 /

    A atriz Evangeline Lilly revelou que sua personagem, a Vespa, fará parte dos Vingadores em breve. Na verdade, não tão em breve assim. Em conversa com Blastr, ela adiantou que estará em “Vingadores 4”, ainda sem título oficial, que chegará aos cinemas em 2019. Ela explicou que não aparecerá em “Vingadores: Guerra Infinita”, porque o objetivo da Marvel é preservar a estreia da Vespa para o segundo longa solo do “Homem-Formiga”, que se chamará justamente “Homem-Formiga e a Vespa”. Segundo boatos que ela praticamente confirmou com essa explicação, como os irmãos Russo pediram para utilizar a versão Gigante do Homem-Formiga em “Capitão América: Guerra Civil”, Peyton Reed, diretor de “Homem-Formiga e a Vespa” negociou para que a introdução da heroína ficasse ao seu cargo e não da dupla, que também comandará “Vingadores: Guerra Infinita” Vale lembrar que “Vingadores: Guerra Infinita” será o primeiro filme a ser rodado inteiramente com as caras câmeras IMAX.

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    Emojimovie: Filme dos emojis ganha primeira imagem

    10 de outubro de 2016 /

    Sim, o “filme do emoji” não é uma brincadeira da internet. A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (10/10) a primeira imagem de divulgação de “The Emoji Movie”. Trata-se de uma animação infantil, que terá personagens baseados nos ícones de aplicativos de conversa. E a foto os mostra emoldurados por uma tela de celular. O filme tem direção de Anthony Leondis (“Igor”), que também assina o roteiro em parceria com Eric Siegel (produtor da série “Men at Work”). Entre os dubladores, estão confirmados o apresentador e ator James Corden (“The Late Late Show”), T.J Miller (“Deadpool”) e Ilana Glazer (série “Broad City”). A trama vai girar em torno de Gene (T.J. Miller), um emoji que vive no app de mensagens Textópolis e terá uma “app-ventura” junto com amigos ícones como Hi-5 (James Corden). Os nomes e trocadilhos não fazem muito sentido em português e precisarão de uma boa ad-app-tação. A estreia está marcada para 11 de agosto de 2017 nos EUA, mas ainda não há data nem título confirmados para o Brasil.

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    Logan: Nova foto revela o vilão do terceiro filme de Wolverine

    10 de outubro de 2016 /

    Aos poucos, o mistério vai sendo desvendado. Usando um método pouco usual para divulgar as informações sobre o filme, a produção de “Logan”, terceiro longa-metragem solo de Wolverine, vem despejando fotos em preto e branco de detalhes das filmagens, com legendas lacônicas e nenhum comentário, no perfil do Instagram wponx (uma referência ao programa militar secreto “Arma X”). As duas mais recentes podem ser vistas acima e foram disponibilizadas com as legendas “Motel” e “Pierce”. “Pierce” é uma imagem do ator Boyd Holbrook, que estrela a série “Narcos” como o agente Steve Murphy. Desde o começo tratado como vilão do filme, seu personagem ainda não tinha recebido nome e era descrito como o chefe de segurança de uma empresa global, um homem bem frio, calculista e intenso, que bate de frente com Logan/Wolverine, papel, claro, de Hugh Jackman. Mas Pierce é um nome bem conhecido dos quadrinhos dos X-Men. Criado por Chris Claremont, Donald Pierce é um bilionário megalomaníaco que passa a odiar os mutantes após um confronto com Cable lhe deixar mutilado. Ele usa sua fortuna para transformar a si mesmo e a um grupo de psicopatas, conhecidos como Carniceiros, em ciborgues, visando destruir os mutantes. Pierce também fez parte da sociedade de supervilões Clube do Inferno, mas visando traí-los com a intenção de destruir seus integrantes mutantes. A participação de Donald Pierce veio à tona em maio, em apuração do site Nerdist. Entretanto, a publicação disse que o possível intérprete do personagem seria Richard E. Grant, escalado em março como um “cientista maluco”. O roteiro de “Logan” é de Michael Green (“Lanterna Verde”) e do estreante David James Kelly, e a direção está mais uma vez a cargo de James Mangold, responsável pelo filme anterior do personagem, “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Editorial: Traduções dos títulos de filmes no Brasil atingem níveis mais baixos da História

    10 de outubro de 2016 /

    A atual fase de tradução de títulos de filmes internacionais no Brasil está tão ruim que já tem gente com saudades dos anos 1980, quanto todo filme de terror iniciava com “A Hora do” e a maioria dos suspenses era “Selvagem”. O público já se rebelou na internet contra “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, título que o quinto filme da franquia estrelada por Johnny Depp ganhará com exclusividade no Brasil – o original é “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales”. Mas não fica nisso. Três décadas após os gênios da tradução nacional diferenciarem dois filmes da franquia “Evil Dead” com títulos diferentes – “A Hora do Demônio” (1981) e “Uma Noite Alucinante” (1987), fazendo com o terceiro longa fosse batizado como “Uma Noite Alucinante 3”! – , a esperteza, a ginga e a malemolência brasileira voltou a se manifestar em novas nomeações “criativas” dentro da mesma franquia. Após “Uma Noite de Terror” (2013) e “Uma Noite de Terror: Anarquia” (2014), o terceiro filme da franquia “Purge” (nome original) chegou nos cinemas brasileiros no fim de semana passado como “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição”. E quem foi ao cinema achando que veria um filme original deveria pedir o dinheiro de volta, diante de tantas e constantes referências e participações de personagens do lançamentos anteriores. Não contentes, os brasileiros mais inteligentes que o resto da população decidiram também diferenciar “De Volta ao Jogo” (2014) de sua continuação, que será lançada no Brasil como “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”. Impressionante? Se a força de uma franquia está na valorização da marca, que supostamente gera acúmulo de público, o que ganha um distribuidor nacional ao querer lançar um filme de franquia como produto individual? Promoção? Aumento? Bônus de Natal? E que tal títulos de filmes que não fazem parte de franquias? Quem acertar como “The Bye Bye Man” vai se chamar no Brasil tem grandes chances de acertar a sequência certa da mega-sena. O título original tem quatro palavras e nenhuma delas aparece na “tradução” nacional, “Nunca Diga seu Nome”. E aí vem os “gringos” da MPA-AL, divisão latino-americana da MPA (Associação do Cinema dos EUA), dizer que o maior problema do cinema no Brasil é a pirataria… Faz sentido. Afinal, este é o país em que “Truth” (verdade) vira “Conspiração e Poder”.

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    Andrzej Wajda (1926 – 2016)

    10 de outubro de 2016 /

    Morreu Andrzej Wajda, um dos maiores cineastas da Polônia, vencedor da Palma de Ouro de Cannes e de um Oscar honorário pela carreira de fôlego, repleta de clássicos humanistas. Ele faleceu no domingo (9/10), aos 90 anos, em Varsóvia, após uma vida dedicada ao cinema, em que influenciou não apenas a arte, mas a própria História, ao ajudar a derrubar a cortina de ferro com filmes que desafiaram a censura e a repressão do regime comunista. Nascido em 6 de março de 1926 em Suwalki, no nordeste polonês, Wajda começou a estudar cinema após a 2ª Guerra Mundial, ingressando na recém-aberta escola de cinema de Lodz, onde também estudaram os diretores Roman Polanski e Krzysztof Kieslowski, e já chamou atenção em seu primeiro longa-metragem, “Geração” (1955), ao falar de amor e repressão na Polônia sob o regime nazista. Seu segundo longa, “Kanal” (1957), também usou a luta contra o nazismo como símbolo da defesa da liberdade, e abriu o caminho para sua consagração internacional, conquistando o prêmio do juri no Festival de Cannes. Com “Cinzas e Diamantes” (1958), que venceu o prêmio da crítica no Festival de Veneza, ponderou como pessoas de diferentes classes sociais e inclinações políticas tinham se aliado contra o nazismo, mas tornaram-se inimigas após o fim da guerra. Os três primeiros filmes eram praticamente uma trilogia temática, refletindo as ansiedades de sua geração, que tinha sobrevivido aos nazistas apenas para sofrerem com os soviéticos. Ele também filmou várias vezes o Holocausto, do ponto de vista da Polônia. Seu primeiro longa sobre o tema foi também o mais macabro, contando a história de um coveiro judeu empregado pelos nazistas para enterrar as vítimas do gueto de Varsóvia, em “Samson, a Força Contra o Ódio” (1961). Aos poucos, suas críticas foram deixando de ser veladas. Num novo filme batizado no Brasil com o mesmo título de seu terceiro longa, “Cinzas e Diamantes” (1965), lembrou como os poloneses se aliaram a Napoleão para enfrentar o império russo e recuperar sua soberania. A constância temática o colocou no radar do governo soviético. Mesmo com fundo histórico conhecido, “Cinzas e Diamantes” disparou alarmes. Aproveitando uma tragédia com um ator local famoso, Wajda lidou com a perigosa atenção de forma metalinguista em “Tudo à Venda” (1969), sobre um diretor chamado Andrzej, que tem uma filmagem interrompida pelo súbito desaparecimento de seu ator principal. Considerado muito intelectual e intrincado, o filme afastou o temor de que o realizador estivesse tentando passar mensagens para a população. Mas ele estava. Em “Paisagem Após a Batalha” (1970), o diretor voltou suas câmeras contra o regime, ao registrar o sentimento de júbilo dos judeus ao serem libertados dos campos de concentração no fim da guerra, apenas para sepultar suas esperanças ao conduzi-los a outros campos cercados por soldados diferentes – russos – , inspirando a revolta de um poeta que busca a verdadeira liberdade longe disso. Seus três longas seguintes evitaram maiores controvérsias, concentrando-se em dramas de família e romances de outras épocas, até que “Terra Prometida” (1975) rendeu efeito oposto, celebrado pelo regime a ponto de ser escolhido para representar o país no Oscar. E conquistou a indicação. Ironicamente, a obra que o tornou conhecido nos EUA foi a mais comunista de sua carreira. Apesar de sua obsessão temática pela liberdade, “Terra Prometida” deixava claro que Wajda não era defensor do capitalismo. O longa era uma denúncia visceral de como a revolução industrial tardia criara péssimas condições de trabalho para os operários poloneses, enquanto empresários enriqueciam às custas da desumanização na virada do século 20. Brutal, é considerado um dos maiores filmes do cinema polonês. Satisfeito com a consagração, Wajda manteve o tema em seus filmes seguintes, acompanhando a evolução da situação dos operários poloneses ao longo do século. Mas os resultados foram o avesso do que a União Soviética gostaria de ver nas telas. A partir daí, sua carreira nunca mais foi a mesma. Seus filmes deixaram de ser cinema para virarem registros históricos, penetrando nas camadas mais profundas da cultura como agentes e símbolos de uma época de transformação social. “O Homem de Mármore” (1977) encontrou as raízes do descontentamento dos trabalhadores da Polônia no auge do stalinismo dos anos 1950. O filme era uma metáfora da situação política do país e também usava de metalinguagem para tratar da censura que o próprio Wajda sofria. A trama acompanhava uma estudante de cinema que busca filmar um documentário sobre um antigo herói do proletariado, que acreditava na revolução comunista e na igualdade social, mas, ao ter acesso a antigas filmagens censuradas para sua pesquisa, ela descobre que foi exatamente isto que causou sua queda e súbito desaparecimento da história. Diante da descoberta polêmica, a jovem vê seu projeto de documentário proibido. A censura política voltou a ser enfocada em “Sem Anestesia” (1978), história de um jornalista polonês que demonstra profundo conhecimento político e social numa convenção internacional, o que o faz ser perseguido pelo regime, que cancela suas palestras, aulas e privilégios, culminando até no fim de seu casamento, para reduzir o homem inteligente num homem incapaz de se pronunciar. Após ser novamente indicado ao Oscar por um longa romântico, “As Senhoritas de Wilko” (1979), Wajda foi à luta com o filme mais importante de sua carreira. “O Homem de Ferro” (1981) era uma obra de ficção, mas podia muito bem ser um documentário sobre a ascensão do movimento sindicalista Solidariedade, que, anos depois, levaria à queda do comunismo na Polônia e, num efeito dominó, ao fim da União Soviética. A narrativa era amarrada por meio da reportagem de um jornalista enviado para levantar sujeiras dos sindicalistas do porto de Gdansk, que estavam causando problemas, como uma inusitada greve em pleno regime comunista. Ao fingir-se simpatizante da causa dos estivadores, ele ouve histórias que traçam a longa trajetória de repressão aos movimentos sindicais no país, acompanhadas pelo uso de imagens documentais. O filme chega a incluir em sua história o líder real do Solidariedade, Lech Walesa, que depois se tornou presidente da Polônia. Apesar da trajetória evidente do cineasta, o regime foi pego de surpresa por “O Homem de Ferro”, percebendo apenas o que ele representava após sua première mundial no Festival de Cannes, onde venceu a Palma de Ouro e causou repercussão internacional. Sem saber como lidar com a polêmica, o governo polonês sofreu pressão mundial para o longa ir ao Oscar, rendendo mais uma indicação a Wajda e um confronto político com a União Soviética, que exigiu que o filme fosse banido dos cinemas. Assim, “O Homem de Ferro” só foi exibido em sessões privadas em igrejas em seu país. Considerado “persona non grata” e sem condições de filmar na Polônia, que virara campo de batalha, com o envio de tropas e tanques russos para sufocar o movimento pela democracia despertado pelo Solidariedade, Wajda assumiu seu primeiro longa internacional estrelado por um grande astro europeu, Gerard Depardieu. O tema não podia ser mais provocativo: a revolução burguesa da França. Em “Danton – O Processo da Revolução” (1983), o diretor mostrou como uma revolução bem intencionada podia ser facilmente subvertida, engolindo seus próprios mentores numa onda de terrorismo de estado. A história lhe dava razão, afinal Robespierre mandou Danton para a guilhotina, antes dele próprio ser guilhotinado. E mesmo assim o filme causou comoção, acusado de “contrarrevolucionário” por socialistas e comunistas franceses, que enxergaram seus claros paralelos com a União Soviética. Ficaram falando sozinhos, pois Wajda ganhou o César (o Oscar francês) de Melhor Diretor do ano. Sua militância política acabou arrefecendo no cinema, trocada por romances e dramas de época, como “Um Amor na Alemanha” (1983), “Crônica de Acontecimentos Amorosos” (1986) e “Os Possessos” (1988), adaptação de Dostoevsky que escreveu com a cineasta Agnieszka Holland. Em compensação, acirrou fora das telas. Ele assinou petições em prol de eleições diretas e participou de manifestações políticas, que levaram ao fim do comunismo na Polônia. As primeiras eleições diretas da história do país aconteceram em 1989, e Wajda se candidatou e foi eleito ao Senado. A atuação política fez mal à sua filmografia. Filmando menos e buscando um novo foco, seus longas dos anos 1990 não tiveram a mesma repercussão. Mas não deixavam de ser provocantes, como atesta “Senhorita Ninguém” (1996), sobre uma jovem católica devota, que acaba corrompida quando sua família se muda para a cidade grande, numa situação que evocava a decadência de valores do próprio país após o fim do comunismo. Por outro lado, seus filmes retratando o Holocausto – “As Duzentas Crianças do Dr. Korczak” (1990), sobre um professor que tenta proteger órfãos judeus no gueto de Varsóvia e morre nos campos de concentração, e “Semana Santa” (1995), evocando como a Polônia lidou com a revolta do gueto de Varsóvia em 1943 – receberam pouca atenção. O que o fez se retrair para o mercado doméstico, onde “Pan Tadeusz” (1999), baseado num poema épico polonês do século 19 sobre amor e intriga na nobreza, virou um sucesso. Durante duas décadas, Wajda sumiu dos festivais, onde sempre foi presença constante, conquistando prêmios, críticos e fãs. Mas estava apenas recarregando baterias, para retornar com tudo. Seu filme de 2007, “Katyn” se tornou uma verdadeira catarse nacional, quebrando o silêncio sobre uma tragédia que afetou milhares de famílias na Polônia: o massacre de 1940 na floresta de Katyn, em que cerca de 22 mil oficiais poloneses foram executados pela polícia secreta soviética. Quarta indicação ao Oscar de sua carreira, “Katyn” foi seu filme mais pessoal. Seu pai, um capitão da infantaria, estava entre as vítimas. Durante a divulgação do filme, o cineasta fez vários desabafos, ao constatar que jamais poderia ter feito “Katyn” sem que o comunismo tivesse acabado, uma vez que Moscou se recusava a admitir responsabilidade e o assunto era proibido sob o regime soviético. “Nunca achei que eu viveria para ver a Polônia como um país livre”, Wajda disse em 2007. “Achei que morreria naquele sistema.” Após acertar as contas com a história de seu pai, focou em outro momento importante de sua vida, ao retomar a trama de “Homem de Ferro” numa cinebiografia. Em “Walesa” (2013), mostrou como um operário simples se tornou o líder capaz de derrotar o comunismo na Polônia. Na ocasião, resumiu sua trajetória, dizendo: “Meus filmes poloneses sempre foram a imagem de um destino do qual eu mesmo havia participado”. Ao exibir “Walesa” no Festival de Veneza, Wajda já demonstrava a saúde fragilizada. Mas cinema era sua vida e ele encontrou forças para finalizar uma última obra, que ainda pode lhe render sua quinta indicação ao Oscar, já que foi selecionada para representar a Polônia na premiação da Academia. Seu último filme, “Afterimage” (2016), é a biografia de um artista de vanguarda, Wladyslaw Strzeminski, perseguido pelo regime de Stalin por se recusar a seguir a doutrina comunista. Um tema – a destruição de um indivíduo por um sistema totalitário – que sintetiza o cinema de Wajda, inclusive nos paralelos que permitem refletir o mundo atual, em que a liberdade artística sofre com o crescimento do conservadorismo. Com tantos filmes importantes, Andrzej Wajda ganhou vários prêmios por sua contribuição ao cinema mundial. Seu Oscar honorário, por exemplo, é de 2000, antes de “Katyn”, e o Festival de Veneza foi tão precipitado que precisou lhe homenagear duas vezes, em 1998 com um Leão de Ouro pela carreira e em 2013 com um “prêmio pessoal”. Há poucos dias, em setembro, ele ainda recebeu um prêmio especial do Festival de Cinema da Polônia. O diretor também é um dos homenageados da 40ª edição da Mostra de Cinema de São Paulo, que começa no dia 20 de outubro. A programação inclui uma retrospectiva com 17 longas do grande mestre polonês.

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  • Filme

    A Grande Muralha: Matt Damon enfrenta monstros em novo trailer épico legendado

    10 de outubro de 2016 /

    A Universal Pictures divulgou quatro pôsteres chineses de personagens e um novo trailer legendado de “A Grande Muralha”, superprodução épica estrelada por Matt Damon (“Jason Bourne”). Como a produção original é do estúdio Legendary, trata-se inevitavelmente de um filme de monstros, conforme tem sido a maioria de seus lançamentos (de “Godzilla” ao vindouro “Kong: Ilha da Caveira”). E como a Legendary foi adquirida por uma empresa chinesa, a ação se passa na China, tem coadjuvantes chineses e é dirigida por um mestre do cinema chinês, Zhang Yimou (“Flores do Oriente”). A prévia mostra Matt Damon e Pedro Pascal (série “Narcos”) em trajes medievais, descobrindo, ao serem detidos pelo exército chinês, a razão pela qual a Grande Muralha foi erguida na China: para proteger seus habitantes de monstros vorazes, é claro. Apesar da ênfase em efeitos visuais, o vídeo também explora a capacidade de Yimou para evocar a China feudal com uma fotografia deslumbrante, ao estilo de seus épicos de artes marciais “Herói” (2002) e “O Clã das Adagas Voadoras” (2004). Mas numa escala muito mais grandiosa, graças ao maior orçamento de sua carreira – estimado em US$ 150 milhões. O elenco também inclui Willem Dafoe (“Ninfomaníaca”), Andy Lau (“O Clã das Adagas Voadoras”), Tian Jing (“O Mestre dos Jogos”), Hanyu Zhang (“O Tomar da Montanha do Tigre”) e o cantor Han Lu (da boy band EXO). A estreia está marcada para 16 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA e dois meses após a première na China.

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  • O Contador - The Accountant
    Filme

    O Contador: Ben Affleck vive perigosamente em 40 fotos e comercial legendado

    10 de outubro de 2016 /

    A Warner Bros. divulgou 40 fotos e um comercial legendado do suspense “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”). A prévia destaca a clientela ameaçadora do personagem-título, enquanto as fotos registram o bom elenco da produção. A história de Bill Dubuque (“O Juiz”), que chegou a figurar na Black List, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood, gira em torno de um contador aparentemente pacato, que tem como cliente algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ciente que está sendo vigiado pela polícia federal (chefiada por J.K. Simmons, de “Whiplash”), ele decide desviar a atenção, aceitando um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração. O problema é que uma assistente de contabilidade da companhia (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Isto leva o contador a mergulhar nos registros, mas, conforme se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir. A direção é de Gavin O’Connor (“Guerreiro”) e o elenco ainda inclui Jon Bernthal (série “Demolidor”), Jeffrey Tambor (série “Transparent”), John Lithgow (“O Amor É Estranho”), Cynthia Addai-Robinson (série “Arrow”) e Alison Wright (série “The Americans”). A estreia está marcada para 20 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.

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    Valerian: Sci-fi espacial de Luc Besson ganha primeiro pôster e novas fotos

    10 de outubro de 2016 /

    A EuropaCorp divulgou o pôster e mais quatro fotos de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, nova sci-fi do cineasta francês Luc Besson (“Lucy”), que destaca o casal protagonista. A adaptação dos cultuados quadrinhos franceses, criados por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières em 1967, o filme acompanha os exploradores espaciais Valérian (Dane DeHaan, de “O Espetacular Homem-Aranha 2”) e Laureline (Cara Delevingne, de “Cidades de Papel”) em uma missão no planeta Sirte, para descobrir se seus habitantes representam um risco para a Terra. O elenco também inclui Clive Owen (série “The Knick”), Ethan Hawke (“Boyhood”), Rutger Hauer (“Blade Runner”), a cantora Rihanna (“Battleship”) e o jazzista Herbie Hancock (“Por Volta da Meia-Noite”). A produção marca o retorno do cineasta francês Luc Besson à ficção científica espacial, duas décadas após “O Quinto Elemento” (1997). Além de dirigir, o cineasta assina o roteiro do filme, que será o mais caro já produzido por sua empresa, a EuropaCorp, responsável pela franquia “Busca Implacável”. A estreia está marcada para 20 de julho de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento na França e nos EUA.  

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    Procurando Dory ultrapassa US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

    9 de outubro de 2016 /

    A animação “Procurando Dory” atingiu neste fim de semana a arrecadação de US$ 1 bilhão nas bilheterias de todo o mundo, tornando-se a quinta animação a superar a marca na história do cinema. “Procurando Dory” é a segunda produção da Pixar a comemorar o feito. A primeira foi “Toy Story 3” em 2010. O filme também é a terceira maior bilheteria de 2016, atrás apenas de “Capitão América: Gerra Civil” e outra animação de bichos falantes, “Zootopia”. Detalhe: todos os três filmes são lançamentos da Disney. A continuação de “Procurando Nemo” (2003) estreou em junho e continua em cartaz em alguns países. Mas seu principal desempenho aconteceu no mercado doméstico, onde faturou 484,7 milhões. Por conta disso, é a maior bilheteria do ano nos EUA – com bastante folga sobre os US$ 408 milhões de “Capitão América”, o 2º lugar.

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    Bilheterias: A Garota no Trem estreia em 1º lugar sem empolgar nos EUA

    9 de outubro de 2016 /

    O suspense “A Garota no Trem” estreou em 1º lugar nas bilheterias de fim de semana da América do Norte (EUA e Canadá), embora não tenha virado o blockbuster que seu estúdio desejava. O filme estrelado por Emily Blunt (“Sicario”) abriu com US$ 24,6 milhões, bem abaixo dos US$ 37,5 milhões de “Garota Exemplar” (2014), com o qual vinha sendo comparado. O lançamento tampouco empolgou a crítica, ficando com 44% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. Mas a produção da Universal não é das mais caras e não será difícil fazer seu orçamento de US$ 45 milhões render lucro, especialmente no mercado internacional. A estreia está marcada para 27 de outubro no Brasil. O 2º lugar ficou com o líder da semana passada, “O Lar das Crianças Peculiares” com US$ 15 milhões. Mundialmente, a nova fantasia de Tim Burton (“Sombras da Noite”) já soma US$ 145 milhões, mas ainda está longe do ponto de equilíbrio. Produzido por US$ 110 milhões, o longa precisa superar os US$ 400 milhões para evitar o prejuízo. O filme de desastre “Horizonte Profundo” completa o pódio com US$ 11,7 milhões e perspectiva ainda mais sombria. Também orçado em US$ 110 milhões, a produção estrelada por Mark Wahlberg (“O Grande Herói”) fez somente US$ 66,3 milhões em todo o mundo. O lançamento nacional foi agendado para 10 de novembro. As duas outras estreias da semana tiveram um desempenho medíocre. Vencedor do Festival de Sundance e até recentemente incensado como principal candidato ao Oscar 2017, “The Birth of a Nation” precisou se contentar com US$ 7,1 milhões e o 6º lugar, após sofrer desgaste com o ressurgimento de uma polêmica do passado de Nate Parker, seu diretor, roteirista e ator principal. Apesar disso, as críticas foram majoritariamente positivas, com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil só vai acontecer em fevereiro. O outro lançamento é a comédia adolescente “Middle School: The Worst Years of My Life”, que fez US$ 6,9 milhões com elenco e orçamento (US$ 8,5 milhões) televisivos. Não há previsão de sua chegada nos cinemas brasileiros. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. A Garota no Trem Fim de semana: US$ 24,6 milhões Total EUA: US$ 24,6 milhões Total Mundo: US$ 41,1 milhões 2. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 15 milhões Total EUA: US$ 51 milhões Total Mundo: US$ 145 milhões 3. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 9,1 milhões Total EUA: US$ 38,5 milhões Total Mundo: US$ 66,3 milhões 4. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 75,9 milhões Total Mundo: US$ 134,6 milhões 5. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 7,1 milhões Total EUA: US$ 50,1 milhões Total Mundo: US$ 106,1 milhões 6. The Birth of a Nation Fim de semana: US$ 6,9 milhões Total EUA: US$ 6,9 milhões Total Mundo: US$ 6,9 milhões 7. Middle School: The Worst Years of My Life Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 3 milhões Total Mundo: US$ 3 milhões 8. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 113,4 milhões Total Mundo: US$ 167,1 milhões 9. Gênios do Crime Fim de semana: US$ 1,6 milhão Total EUA: US$ 12,7 milhões Total Mundo: US$ 16 milhões 10. Rainha de Katwe Fim de semana: US$ 1,3 milhão Total EUA: US$ 5,3 milhões Total Mundo: US$ 5,3 milhões

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    De Volta ao Jogo 2: Keanu Reeves mata todos no trailer da continuação

    9 de outubro de 2016 /

    A Lionsgate divulgou o novo pôster, duas fotos e o primeiro trailer de “De Volta ao Jogo 2”, que traz Keanu Reeves de volta ao papel do assassino profissional John Wick. Na prévia, ele tem suas medidas tiradas por um alfaiate para um casaco “tático”, para usar numa festa muito especial em Roma. E logo faz sua grande entrada no salão disparando para todos os lados. Repleto de tiroteios, o vídeo pode ser resumido numa frase do personagem: “Venha quem vier, eu mato todos”. O filme vai marcar o reencontro de Reeves com Laurence Fishburne, 13 anos após o fim da trilogia “Matrix”, onde interpretaram os famosos papéis de Neo e Morpheus. Além deles, o elenco inclui Ruby Rose (série “Orange Is the New Black”), Peter Stormare (“Anjos da Lei 2”), Common (“Selma”) e John Leguizamo (“Conexão Escobar”) como novas ameaças, e retoma as participações de Ian McShane, Bridget Moynahan, Lance Reddick e Thomas Sadoski, que sobreviveram ao longa original de 2014. O roteiro de “De Volta ao Jogo 2” é novamente escrito por Derek Kolstad e a direção está outra vez a cargo do ex-dublê Chad Stahleski, que dirigiu o primeiro em parceria com David Leitch – a dupla acabou se dividindo diante das inúmeras ofertas recebidas após sua impressionante estreia. “De Volta ao Jogo 2” estreia em 9 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.  

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    Sleepless: Jaime Foxx é policial corrupto em trailer e fotos de filme de ação

    9 de outubro de 2016 /

    A Open Road divulgou o pôster, três fotos e o trailer de “Sleepless”, filme de ação estrelado por Jaime Foxx. A prévia destaca o ritmo frenético da produção, repleta de tiroteios, e resume a premissa. Na trama, o policial corrupto interpretado pelo ator é pressionado pela Corregedoria, ao mesmo tempo em que tem o filho sequestrado por criminosos que querem recuperar uma mercadoria que ele roubou. Remake do thriller francês “Pura Adrenalina” (2011), o filme marca a estreia em Hollywood do suiço Baran bo Odar (“Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo”). A adaptação foi escrita por Andrea Berloff (“Straight Outta Compton”) e ainda destaca no elenco Michelle Monaghan (“Pixels”), David Harbour (série “Stranger Things”), Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Gabrielle Union (“Pense como Eles”), Scoot McNairy (série “Halt and Catch Fire”) e o rapper T.I. (“Homem-Formiga”). A estreia está marcada para 24 de fevereiro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.  

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  • Filme

    American Honey: Shia LaBeouf desvirtua uma nova geração em trailer e cenas do premiado drama indie

    9 de outubro de 2016 /

    A A24 divulgou o pôster, o novo trailer, comercial e duas cenas de “American Honey”, da diretora britânica Andrea Arnold (“Aquário”). O filme foi vaiado pela crítica internacional e premiado pelo juri no Festival de Cannes deste ano. Já a crítica americana é só elogios, como os citados no material de divulgação e os 86% somados no site Rotten Tomatoes. Vale observar que foi a geração mais nova, de blogueiros, que mais reclamou da longa duração e do fato de que “nada acontece”, além de cenas de sexo, enquanto as publicações impressas (a velha geração) rasgaram elogios ao filme, o primeiro que Arnold rodou nos EUA. As duas cenas destacadas abaixo ilustram bem a sensação de vazio que o longa transmite. E é justamente o ponto. A produção é um road movie que acompanha uma trupe de adolescentes chapadões pela “América profunda”, cruzando o Oeste a reboque do carisma do personagem de Shia LaBeouf (“Transformers”), que recruta jovens pobres para vender assinaturas de revistas para sua chefe sexy, vivida por Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Entre os moleques, destaca-se Star, personagem da estreante Sasha Lane, considerada a grande revelação do Festival de Cannes 2016. Ela não é boa de vendas, mas compensa sendo muito boa de sexo. O roteiro foi inspirado em um artigo publicado em 2007 no jornal The New York Times, sobre grupos de jovens desajustados contratados por empresas para vender produtos pelo país. O filme explora o contraste entre os protagonistas sem perspectivas e as ricas comunidades do interior americano. E, conforme a diretora explicou em Cannes, também foi baseado em sua própria experiência de pegar a estrada para conhecer os EUA. “American Honey” já está em cartaz nos EUA e estreia na sexta (14/10) no Reino Unido, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.  

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