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    Bilheterias: Estreia de Doutor Estranho fatura mais de US$ 300 milhões em todo o mundo

    6 de novembro de 2016 /

    A mágica da Marvel é insuperável. Numa das semanas mais competitivas do ano na América do Norte, a estreia de “Doutor Estranho” arrecadou impressionantes US$ 84,9 milhões. Somente no primeiro dia em cartaz, na sexta-feira (4/11), o filme faturou US$ 32,6 milhões. A bilheteria superou a expectativa do mercado, que era de US$ 75 milhões. Para completar, o longa também fez mais de US$ 240 milhões em outros países, atingindo impressionantes US$ 325 milhões em todo o mundo, em seus primeiros dias em cartaz. O primeiro longa da inevitável nova franquia superou as estreias domésticas de super-heróis mais conhecidos da Marvel, como “Thor” (US$ 65,7 milhões), “Capitão América: O Primeiro Vingador” (US$ 65 milhões) e “Homem-Formiga” (US$ 57,2 milhões), ficando atrás apenas de “Homem de Ferro” (US$ 98,6 milhões) e dos filmes com mais de um super-herói, como “Guardiões da Galáxia” (US$ 94,3 milhões) e “Os Vingadores” (US$ 207,4 milhões). Além da ótima bilheteria, o filme estrelado por Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) foi antecipado por críticas bastante positivas. Com 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes, também foi o lançamento mais bem-avaliado da semana nos EUA. E a competição era boa, com o lançamento da animação musical “Trolls”. A produção da DreamWorks Animation, com músicas de Justin Timberlake, abriu em 2º lugar. Mas com uma bilheteria bastante superior aos líderes das últimas semanas: US$ 45,6 milhões. A crítica também gostou da cantoria animada, rendendo aprovação de 74% no Rotten Tomatoes. Em 3º lugar, veio outra estreia bastante aguardada: “Até o Último Homem”, filme de guerra que marca a volta de Mel Gibson à direção. Estrelado por Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e baseado numa história real, o filme fez U$ 14,7 milhões. Era mesmo uma tarefa difícil enfrentar a Marvel e a DreamWorks Animation, mas o desempenho, ainda que modesto para os padrões de Hollywood, está sendo considerado uma vitória para uma produção independente. O longa tem financiamento do estúdio do próprio cineasta, Icon Productions, em parceria com várias produtoras pequenas. Não há nenhum grande estúdio bancando o projeto, que mesmo assim já é considerado a redenção de Gibson em Hollywood. Sua exibição no Festival de Veneza, há dois meses, foi aplaudida de pé por 10 minutos, e a crítica americana agora faz eco, com 87% de aprovação. Infelizmente, a estreia no Brasil ainda vai demorar e só deve acontecer em janeiro. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Doutor Estranho Fim de semana: US$ 84,9 milhões Total EUA: US$ 84,9 milhões Total Mundo: US$ 325,3 milhões 2. Trolls Fim de semana: US$ 45,6 milhões Total EUA: US$ 45,6 milhões Total Mundo: US$ 149,6 milhões 3. Até o Último Homem Fim de semana: US$ 14,7 milhões Total EUA: US$ 14,7 milhões Total Mundo: US$ 14,7 milhões 4. Boo! A Madea Halloween Fim de semana: US$ 7,8 milhões Total EUA: US$ 64,9 milhões Total Mundo: US$ 65,6 milhões 5. Inferno – O Filme Fim de semana: US$ 6,2 milhões Total EUA: US$ 26 milhões Total Mundo: US$ 185,3 milhões 6. O Contador Fim de semana: US$ 5,9 milhões Total EUA: US$ 70,8 milhões Total Mundo: US$ 109,3 milhões 7. Jack Reacher: Sem Retorno Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 49,2 milhões Total Mundo: US$ 111,9 milhões 8. Ouija: Origem do Mal Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 31,3 milhão Total Mundo: US$ 64,4 milhões 9. A Garota no Trem Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 70,7 milhões Total Mundo: US$ 140,6 milhões 10. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 2,1 milhões Total EUA: US$ 83,3 milhões Total Mundo: US$ 253,4 milhões

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    Adam Driver e Rooney Mara negociam estrelar musical do diretor de Holy Motors

    6 de novembro de 2016 /

    O diretor francês Leos Carax (“Holy Motors”) irá comandar seu primeiro filme falado em inglês, um musical que pode ser estrelado por Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Rooney Mara (“Carol”). Os dois astros negociam participar da produção, intitulado “Annette”, que também deve contar com participação da cantora Rihanna em um pequeno papel, segundo o site da revista Variety. “Annette” vai narrar o começo e o fim de uma intensa história de amor. Tudo isso com o estilo visual e a atmosfera característica dos filmes de Carax. As músicas serão todas originais e compostas pela banda americana Sparks, que fez sucesso nos anos 1970, no auge do movimento glam, quando gravava discos com Toni Visconti, o produtor favorito de David Bowie. O filme vai se passar em diversos locais ao redor do planeta, incluindo Los Angeles. Por conta dessa ambição global, o período de filmagens deve abranger 15 semanas, a partir da segunda metade de 2017.

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    Filmagens do novo longa de Alfonso Cuarón são interrompidas no México por violência policial

    6 de novembro de 2016 /

    O início das gravações do novo filme de Alfonso Cuarón no México foram marcados por violência policial. Integrantes da equipe do longa se envolveram em uma briga com “autoridades” na capital do país na quarta-feira (2/11), informou o site The Hollywood Reporter. A confusão começou quando a equipe do filme colocava cones de trânsito na rua para a filmagem de uma cena. Porém, servidores públicos ligados à Secretaria de Segurança questionaram a ação e impediram que a produção prosseguisse com o trabalho. Mesmo alegando ter autorização da Comissão Cinematográfica Federal mexicana, a equipe do filme foi agredida verbal e fisicamente pelos agentes públicos. Objetos como celulares, joias e carteiras da produção teriam sido roubados durante a confusão. Alfonso Cuarón não estava no local. Gravações da confusão, feitas por câmeras de segurança da rua, foram divulgadas em sites de notícia mexicanos (veja abaixo). Diante do escândalo, a Procuradoria Geral de Justiça da Cidade do México anunciou que irá investigar o caso. Com o novo filme, Alfonso Cuarón retorna ao México 15 anos após o sucesso de “E Sua Mãe Também” (2001). Por seu filme mais recente, “Gravidade” (2013), ele se tornou o primeiro cineasta latino a receber o Oscar de Melhor Diretor. Ainda sem título, o novo filme de Cuarón relatará um ano na vida de uma família de classe média na Cidade do México no início da década de 1970. Não há maiores informações sobre a produção.

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    Filmes do Festival de Cannes dominam lista dos indicados ao “Oscar do cinema europeu”

    6 de novembro de 2016 /

    A Academia Europeia de Cinema divulgou os candidatos da sua premiação, os European Film Awards. Considerado o Oscar do cinema europeu, a lista privilegia a programação do Festival de Cannes, destacando o vencedor da Palma de Ouro “I, Daniel Blake”, de Ken Loach, e alguns dos filmes mais comentados do evento, como “Elle”, de Paul Verhoeven, “Julieta”, de Pedro Almodóvar, “Graduation”, de Cristian Mungiu, e “Toni Erdmann”, de Maren Ade. O britânico “O Quarto de Jack”, de Lenny Abrahamson, premiado no Oscar 2016, também está na lista. O alemão “Toni Erdmann” lidera em indicações, disputando cinco categorias: Melhor Filme, Direção, Ator, Atriz e Roteiro. Entre os atores, o favoritismo sempre é de Isabelle Huppert, desta vez pelo desempenho em “Elle”, e há a presença de um astro popular, Hugh Grant, por “Florence – Quem é Essa Mulher?”. A cerimônia de premiação do European Film Awards será realizada este ano em 10 de dezembro, na cidade de Wroclaw, na Polônia. Indicados ao European Film Awards 2016 MELHOR FILME “Elle” (França) “I, Daniel Blake” (Inglaterra) “Julieta” (Espanha) “O Quarto de Jack” (Reino Unido) “Toni Erdmann” (Alemanha) MELHOR DIREÇÃO Paul Verhoeven, por “Elle” Cristian Mungiu, por “Graduation” Ken Loach, por “I, Daniel Blake” Pedro Almodóvar, por “Julieta” Maren Ade, por “Toni Erdmann” MELHOR ATOR Rolf Lassgård, por “A Man Called Ove” Hugh Grant, por “Florence – Quem é Essa Mulher?” Dave Johns, por “I, Daniel Blake” Burghart Klaußner, por “The People vs. Fritz Bauer” Peter Simonischek, por “Toni Erdmann” Javier Cámara, por “Truman” MELHOR ATRIZ Isabelle Huppert, por “Elle” Emma Suárez e Adriana Ugarte, por “Julieta” Valeria Bruni Tedeschi, por “Like Crazy” Trine Dyrholm, por “A Comunidade” Sandra Hüller, por “Toni Erdmann” MELHOR ROTEIRO Cristian Mungiu, por “Graduation” Paul Laverty, por “I, Daniel Blake” Emma Donoghue, por “O Quarto de Jack” Maren Ade, por “Toni Erdmann” Tomasz Wasilewski, por “United States of Love” MELHOR DOCUMENTÁRIO “The Land Of The Enlightened” (Holanda) “21 X New York” (Polônia) “Mr. Gaga,” ( Israel, Suécia, Alemanha, Holanda) “S is for Stanley – 30 Years At The Wheel For Stanley Kubrick,” (Itália) “A Family Affair,” (Bélgica) “Fogo no Mar,” (Itália, França) MELHOR ANIMAÇÃO “My Life as a Zucchini” (França, Suíça) “Psiconautas, the forgotten children” (Espanha) “The Red Turtle” (França, Bélgica) “A Man Called Ove” (Suécia, Noruega) “Look Who’s Back” (Alemanha) “La Vache” (França) MELHOR REVELAÇÃO “Dogs”, de Bogdan Mirica (França, Romênia, Bulgária, Catar) “Liebmann”, de Jules Herrmann (Alemanha) “Sand Storm”, de Elite Zexer (Israel) “The Happiest Day in the Life of Olli Mäki”, de Juho Kuosmanen (Finlândia, Suécia, Alemanha) “Thirst”, deSvetla Tsotsorkova (Bulgária) MELHOR COMÉDIA “A Man Called Ove” (Suécia, Noruega) “Look Who’s Back” (Alemanha) “One Man and His Cow” (França) MELHOR CURTA “The Wall” “Edmond” “The Goodbye” “90 Degrees North” “We All Love The Sea Shore” “In The Distance” “A Man Returned” “Small Talk” “I’m Not From Here” “Home” “The Fullness Of Time (Romance)” “Limbo” “Amalimbo” “9 Days – From My Window In Aleppo”

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    A Última Ressaca do Ano: Trailer legendado traz festa natalina repleta de astros e destruição

    6 de novembro de 2016 /

    A Paramount Pictures divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer legendado de “A Última Ressaca do Ano” (Christmas Office Party), que reúne uma seleção de astros de comédias americanas. A prévia mostra uma confraternização de fim de ano que foge de controle, como uma versão de escritório da festa teen de “Projeto X” (2012), com muitas piadas de sexo, álcool e destruição de propriedade. O elenco grandioso inclui Jennifer Aniston (“Família do Bagulho”), Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), T.J. Miller (“Deadpool”), Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”), Rob Corddry (“A Ressaca”), Jamie Chung (“Se Beber, Não Case! Parte II”), Jillian Bell (“Anjos da Lei 2”), Courtney B. Vance (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”), Randall Park (“A Entrevista”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), entre muitos outros. O filme tem direção da dupla Josh Gordon e Will Speck, que já dirigiu Aniston e Bateman na comédia “Coincidências do Amor” (2010), e foi escrito por outra dupla, Jon Lucas e Scott Moore, os responsáveis por “Se Beber, Não Case” (2009). De forma apropriada para a premissa natalina, a estreia está marcada para 8 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Divines: Drama premiado e mais comentado de Cannes ganha trailer eletrizante da Netflix

    6 de novembro de 2016 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Divines”, um dos filmes mais aclamados e comentados deste ano em Cannes, premiado com a Câmera de Ouro, dada ao melhor filme de cineasta estreante do festival. A prévia é eletrizante, acompanhando uma jovem negra e pobre em seus primeiros passos no crime. A crítica o classificou como “um dos melhores filmes franceses para jovens adultos dos últimos anos”, ao sobrepor drama, comédia e suspense, sem se perder em nenhuma mudança súbita de gênero. A trama gira em torno de Dounia, uma garota forte porém ingênua, que diante das dificuldades da vida resolve ganhar dinheiro com o crime. Vivendo em um bairro de imigrantes africanos de Paris, dominado pelas drogas e pela religião, Dounia se junta a sua melhor amiga para trabalhar com uma respeitada traficante da região, até conhecer um dançarino que a faz repensar seu rumo. O filme também foi premiado no Festival de Munique, dando ainda maior destaque à estreia da diretora Houda Benyamina. Além da cineasta, o desempenho de Oulaya Amamra como Dounia também vem chamando bastante atenção. Toda essa repercussão fez a Netflix surpreender o mercado, ao comprar os direitos de distribuição internacional do filme, que chegará ao mundo inteiro – menos à França, onde já estreou – em 18 de novembro.

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    Wilson: Trailer traz Woody Harrelson como personagem de quadrinhos indies

    5 de novembro de 2016 /

    A Fox Searchlight divulgou o poster e o trailer para maiores de “Wilson”, adaptação dos quadrinhos indies de Daniel Clowes, que traz Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”) como o personagem do título. A prévia revela o humor irreverente, profano e autodestrutivo do protagonista, um misantropo que durante a crise da meia-idade decide reencontrar sua ex-esposa (Laura Dern, de “A Culpa É das Estrelas”) e acaba descobrindo que tem uma filha adolescente, nascida após o divórcio e abandonada pela própria mãe. Mesmo contra a vontade de todos, ele tenta juntá-las para se tornarem uma família. O elenco ainda inclui Isabella Amara (“A Chefa”), Judy Greer (“Homem-Formiga”) e Margo Martindale (“The Americans”). “Wilson” é o terceiro filme baseado nos quadrinhos de Clowes, que já rendeu os filmes “Ghost World – Aprendendo a Viver” (2001) e “Uma Escola de Arte Muito Louca” (2006). O próprio artista assina o roteiro, que foi dirigido pelo cineasta indie Craig Johnson (“Irmãos Desastre”) e produzida pelo cineasta Alexander Payne (“Nebraska”). A estreia está marcada para 24 de março nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.  

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    Meryl Streep vai receber prêmio pela carreira no Globo de Ouro 2017

    5 de novembro de 2016 /

    A atriz Meryl Streep terá sua carreira homenageada no Globo de Ouro 2017. Ela receberá o Cecil B. DeMille, troféu pelo conjunto da obra entregue pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. A atriz de 67 anos tem três Oscars e nada menos que oito Globos de Ouro. Ela foi indicada 29 vezes ao prêmio dos críticos estrangeiros e está cotada para arredondar a conta em 30 pelo papel de Florence Foster Jenkins na comédia “Florence: Quem é essa Mulher?”, de Stephen Frears. Todo ano, a festa tem o tradicional momento da homenagem a um ícone do cinema com o Cecil B. DeMille. Na última edição, o grande Denzel Washington recebeu a estatueta. A cerimônia do Globo de Ouro vai acontecer em Los Angeles no dia 8 de janeiro, com apresentação do comediante Jimmy Fallon e transmissão no Brasil pelo canal pago TNT. Os indicados serão anunciados no próximo dia 12 de dezembro.

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    Elle Fanning e Ben Foster vão estrelar thriller do criador de True Detective

    5 de novembro de 2016 /

    A atriz Elle Fanning (“O Demônio Neon”) e Ben Foster (“O Grande Herói”) vão estrelar “Galveston”, adaptação de um romance escrito em 2010 por Nic Pizzolatto, criador da série “True Detective”. Segundo o site The Hollywood Reporter, o próprio Pizzolatto escreveu o roteiro da adaptação, que será dirigido pela atriz francesa Melanie Laurent (“Truque de Mestre”). Ela já dirigiu dois longas de ficção e um documentário na França, e fará sua estreia como diretora em Hollywood com “Galveston”. A trama de “Galveston” segue dois marginais em fuga de seus destinos. Ao sobreviver a uma tentativa de assassinato de seu agiota, Roy “Big Country” Cady (Foster) foge para a cidade do Texas que dá título ao filme, querendo se esconder, mas acaba se envolvendo com Raquel “Rocky” Arceneaux (Fanning), uma jovem prostituta vulnerável, que é pega no fogo cruzado. Rocky é uma menina com segredos a esconder, incluindo um que vai assombrar Roy em uma poderosa história de sacrifício e redenção. As filmagens vão começar em janeiro, mas ainda não há previsão para o lançamento.

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    Doutor Estranho conjura visual surpreendente em mais um acerto da Marvel

    5 de novembro de 2016 /

    Quem era leitor de quadrinhos de super-heróis até a década de 1990 jamais imaginaria que um dia seus heróis favoritos pudessem se materializariam em grandes produções cinematográficas que fizessem justiça às publicações. Mas, graças aos avanços no uso da computação gráfica, isto agora é corriqueiro. As ferramentas estão à mão. E dinheiro não falta, já que o retorno tem sido muito positivo, a ponto de os filmes de super-heróis se tornarem os grandes blockbusters da atualidade. Ninguém poderia imaginar, há 20 anos, que o sucesso do gênero enchesse a Marvel de coragem para emplacar filmes sobre heróis menos conhecidos do grande público, como “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Homem-Formiga” (2015). Muito menos poderia prever uma adaptação do Mago Supremo dos quadrinhos. E dirigido por um especialista em filmes de horror, Scott Derrickson – que nem é dos melhores do gênero, embora tenha alguns bons títulos no currículo. Pois “Doutor Estranho” foi realmente feito. E com um número de acertos bem significativos, que elevam a produção acima de outros filmes de super-heróis, fugindo de lugares-comuns que começam a habitar o gênero. Desde os primeiros trailers divulgados, já se sabia que a abordagem seria diferente, com um tratamento visual mais caprichado, especialmente no uso da tecnologia 3D – e agora também do IMAX – , com a intenção de capturar o clima psicodélico das primeiras histórias do personagem, desenhadas pelo lendário Steve Ditko. E os meninos de antigamente podem arregalar bem os olhos e chorar, porque o filme consegue realizar seu objetivo de filmar o infilmável: a lisergia dos quadrinhos de Ditko. Mas o encantamento causado por “Doutor Estranho” não se resume ao visual. O elenco é um luxo, a começar por Benedict Cumberbatch como Stephen Strange, e sem esquecer Rachel McAdams como a apaixonante médica e interesse amoroso de Strange, a Dra. Christine Palmer, Tilda Swinton como a Anciã, a mulher que apresenta a Strange um novo mundo, Chiwetel Ejiofor como o mago Mordo, Benedict Wong como o Wong, e Mads Mikkelsen como o principal vilão do filme – embora seja também o seu maior problema. É que os embates entre Estranho e o personagem de Mikkelsen, por mais que possam ser apreciados pelos efeitos de desconstrução da realidade, acabam tornando a história um pouco aborrecida em alguns momentos. Afinal, quem não queria mais um pouco de plantão médico com a Rachel McAdams, de tão adorável que é sua personagem? E não é fantástica a Anciã de Tilda Swinton, com suas palavras de sabedoria tão bem construídas e tão pouco usuais em filmes desse tipo? O que dizer da cena que compartilha com Estranho no alto de um prédio, enquanto o corpo dela está sendo operado? Um grande momento do filme, sem dúvida. Assim como é também um grande momento o encontro pessoal do herói com um dos supervilões mais tenebrosos do Universo Marvel, Dormammu, um ser místico que vive nas profundezas de uma dimensão sombria. A cena do confronto com Dormammu é outro ponto alto. Aliás, é interessante notar como “Doutor Estranho” consegue ser ao mesmo tempo compacto e dinâmico, sem parecer apressado em sua condução narrativa – diferente do que se percebe nos filmes dos Vingadores, por exemplo. Isso se deve, em parte, por ser uma história de um herói individual, mas mesmo assim se deve dar o devido crédito ao realizador, aos roteiristas, ao montador. Como é natural nos filmes da Marvel, o humor está presente, muitas vezes até descaracterizando o personagem, que costuma ser bem mais sério nos quadrinhos – para conservar sua aura de mistério. No cinema, na falta de outro personagem que servisse de alívio cômico, o próprio Estranho acabou cumprindo a função. Mas isso não tira seu mérito, até porque algumas cenas de humor funcionam muito bem, em especial as que envolvem Wong, que aqui ainda aparece como o guardião da biblioteca de livros místicos. E nem é preciso dizer que a construção gráfica do herói, com direito a manto de levitação e ao Olho de Agamotto, foi feita no capricho. Que sina da Marvel: acertou mais uma vez no cinema, inserindo agora um personagem que lida com magia para integrar seu universo e participar dos próximos filmes dos Vingadores. Já foi antecipado que o Doutor Estranho voltará para uma breve aparição em “Thor: Ragnarok”, previsto para novembro do próximo ano. Pelo visto, os super-heróis da Marvel continuarão aumentando no cinema até refletir sua superpopulação nos quadrinhos. E isto não é um sonho geek, é o futuro/presente de Hollywood.

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    Diretor de A Queda volta a mirar Adolf Hitler em 13 Minutos

    5 de novembro de 2016 /

    O alemão Oliver Hirschbiegel é mais um caso de cineasta estrangeiro que fracassou em seu ingresso em Hollywood após produzir um filme que causou impacto mundial. Gavin Hood (“Infância Roubada”), Florian Henckel von Donnersmarck (“A Vida dos Outros”) e Susanne Bier (“Em Um Mundo Melhor“) são alguns de seus colegas nesta sina. Após os sucessos de “A Experiência” (2001) e de sua obra-prima “A Queda: As Últimas Horas de Hitler” (2004), Hirschbiegel se meteu em três enrascadas em língua inglesa. Além de ter perdido o controle criativo de “Invasores” (2007), ainda teve de engolir o seu “Rastros de Justiça” (2009) sendo lançado na TV, quando a intenção original era uma estreia nos cinemas, e todas as vaias direcionadas ao seu equivocado “Diana” (2013). Exausto, o realizador tenta fazer as pazes com a melhor versão de si mesmo em “13 Minutos”, drama que, assim como “A Queda”, é ambientado na 2ª Guerra Mundial. E a história é fascinante. Trata-se do resgate de Georg Elser, figura heroica pouco lembrada pela história, que teria arquitetado um plano para matar Adolf Hitler. Se não fossem os 13 minutos que marcaram a saída do Fühler de uma reunião com a detonação de uma bomba no local, Elser teria mudado radicalmente o curso do mundo. O roteiro da dupla Fred Breinersdorfer e Léonie-Claire Breinersdorfer deixa claro já em seu prólogo que o plano resultou mal-sucedido, dando espaço para compreender como Elser (interpretado pelo ótimo Christian Friedel, de “A Fita Branca”) chegou ao ponto de protagonizar sozinho uma ação tão arriscada. Em meio a torturas, omissões, ameaças e golpes, o seu passado é encenado. “13 Minutos” tem um primeiro ato bem efetivo, sendo ágil ao ilustrar certa opulência na adoração a um ditador visualizado somente por alguns segundos à distância, em contraste com a vulnerabilidade de Elser, um homem sem qualquer traço de bravura. Infelizmente, os desdobramentos vão perdendo fôlego na medida em que o romance de Elser com Elsa (Katharina Schüttler) ganha uma importância maior, não ornando muito bem com a iniciativa que notabilizou o biografado. Ao menos, é uma possibilidade de ver um exemplo da resistência alemã ao nazismo, que como cinema é bem superior a “Operação Valquíria” (2008).

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    Estranhos no Paraíso permanece marcante após mais de 30 anos

    5 de novembro de 2016 /

    “Estranhos no Paraíso”, que volta aos cinemas em cópia remasterizada, costuma ser louvado como um dos filmes mais importantes do cinema indie dos anos 1980. O longa de 1984 de Jim Jarmusch marcou época com sua fotografia em preto e branco, cenas paradas e fade to blacks mais demorados do que o normal, passando uma sensação de estranheza e charme bem próprios. Mas em meio ao incômodo, causado também pelo modo como se comportam os personagens naquele cenário um tanto desolado, o filme é muito engraçado. Já foi notado que a situação de seus três personagens se compara a de pessoas vivendo em uma espécie de purgatório, de onde não conseguem escapar. Mesmo Eva (a ótima Ezter Balint), a húngara que chega aos Estados Unidos e se depara com aquele lugar imerso em tédio, não consegue evitar a situação, por mais que tente ter uma atitude mais ativa e positiva diante da vida. O problema é que sua energia parece sugada pelos dois rapazes a seu lado, que mais parecem mortos-vivos, cada um à sua maneira. O filme pode ser visto como uma crítica ao american way of life, mas Jarmusch vai além disso. Até em seus filmes mais recentes, o tédio e a falta de sentido na vida afetam personagens tão distintos quanto o cansado mulherengo vivido por Bill Murray em “Flores Partidas” (2005) e os vampiros existencialistas de “Amantes Eternos” (2013). Portanto, o incômodo de estar vivo parece uma tendência no cinema do diretor. Mas há algo que diferencia “Estranhos no Paraíso” dos demais longas do diretor, que é a forma. A forma dá substância ao conteúdo, ao fiapo de trama. O filme é composto de vários planos-sequência, filmados em preto e branco granulado, em que a câmera quase nunca sai do lugar. E na maioria das vezes fica confinada em espaços fechados, com os personagens assistindo televisão, principalmente. Mesmo quando eles vão ao cinema, o ar de cansaço ou de frustração com a vida está presente – a não ser pelo olhar bobão do personagem de Richard Edson, melhor amigo do protagonista Willie (o músico John Lurie). Poderia falar da tendência que retrata os personagens masculinos como idiotas, na velha tradição das obras de John Cassavetes – e assim como Cassavetes foi o rei do cinema indie americano nos anos 1960-70, pode-se dizer o mesmo de Jarmusch nos 1980-90 – , mas será essa a intenção do diretor? Talvez não. É palpável o carinho do cineasta por esses personagens. O ódio ou o desprezo podem surgir do julgamento do espectador, o que é natural. Faz parte da quebra de expectativas que o filme propõe. Uma subversão com mais de 30 anos e que ainda consegue instigar a imaginação.

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    Robert Pattinson vai filmar thriller de ação com Sylvester Stallone

    5 de novembro de 2016 /

    Robert Pattinson (“The Rover – A Caçada”) vai começar a filmar “Idol’s Eye” no próximo ano, um projeto que estava parado desde 2014, devido à problemas de financiamento. Entretanto, o comunicado da Benaroya Pictures informa que houve mudanças no elenco. Originalmente previsto para ser coestrelado por Robert De Niro (“Um Senhor Estagiário”), o filme agora terá Sylvester Stallone (“Os Mercenários”) como chefão mafioso. A trama é inspirado numa reportagem sobre uma gangue de ladrões, que depois de roubar uma loja pornográfica acabou descobrindo que o local, na verdade, servia para lavar dinheiro de um dos chefes do crime mais poderosos da cidade. Pattison será o ladrão principal e terá Stallone em seu encalço. A atriz Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) também continua no elenco da produção, que será dirigida pelo francês Olivier Assayas. Curiosamente, os dois últimos filmes do diretor foram estrelados pela ex-namorada de Pattinson, Kristen Stewart – “Acima das Nuvens” (2014) e “Personal Shopper” (2016). As filmagens estão previstas para o início de 2017 em Toronto, no Canadá.

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