Spielberg acelera produção de seu filme com Tom Hanks e Meryl Streep para tentar o Oscar 2018
Envolvido em várias produções, o cineasta Steven Spielberg decidiu priorizar “The Post”, drama político de época que será estrelado por Tom Hanks (“Ponte de Espiões”) e Meryl Streep (“A Dama de Ferro”). As filmagens foram adiantadas e marcadas para começar em maio. Com isso, o diretor pretende realizar um lançamento em dezembro, visando qualificar o longa para o Oscar 2018. “The Post” vai dramatizar o escândalo dos “Papéis do Pentágono”, um documento ultra-secreto de 14 mil páginas do governo dos Estados Unidos sobre o envolvimento americano na Guerra Vietnã. O título é uma referência ao jornal The Washington Post. Hanks, que voltará a ser dirigido por Spielberg após quatro filmes, viverá o editor do jornal, Ben Bradlee, enquanto Streep, que trabalhou anteriormente com o cineasta em “A.I. – Inteligência Artificial” (2001), terá o papel da publisher Kay Graham. Os dois desafiaram o governo federal sobre o direito de publicar os documentos secretos em 1971. Os papéis trouxeram à tona revelações embaraçosas sobre a ofensiva americana no Vietnã, que tinham sido omitidas pelo governo, desmascarando mentiras deslavadas e afetando a opinião publica. Graças às denúncias, o então Presidente Nixon desistiu dos planos de ampliar a participação dos EUA no conflito. Três anos depois, Nixon renunciou, envolvido em outro escândalo: Watergate, também revelado pelo Washington Post. Até que, em 1975, as tropas americanas foram retiradas do Vietnã, numa derrota humilhante. O projeto foi trazido à Spielberg pela produtora Amy Pascal (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que recebeu o roteiro original especulativo de Liz Hannah, uma estagiária e assistente de produção da série “Ugly Betty” e de filmes como “Encontro às Cegas” (2007) e “Reine Sobre Mim” (2007). A prioridade dada à “The Post” fará com que a produção de “The Kidnapping of Edgardo Mortara”, que seria o próximo longa-metragem do diretor, seja adiada. Ele está atualmente dando retoques na pós-produção da sci-fi “Ready Player One”, que estreia em 5 de abril de 2018, e se prepara para filmar.
Terror brutal do diretor de Guardiões da Galáxia ganha novos pôsteres e vídeos de bastidores
A Blumhouse Productions divulgou dois vídeos de bastidores e duas coleções de pôsteres de “The Belko Experiment”, terror barato que chama atenção por juntar os cineastas James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) e Greg Mclean (“Wolf Creek”). O primeiro escreveu o roteiro e o segundo assassina na direção. Como Gunn revela num dos vídeos, a história veio inteirinha para ele num sonho. A produção é uma “Battle Royale” de escritório. Um prédio é lacrado e seus funcionários recebem ordens para matar 30 colegas. Caso não cumpram a ordem, a voz que vem dos auto-falantes garante que matará 60. A ideia de que se trata de uma brincadeira de mau gosto termina quando a primeira cabeça explode, vítima de um implante que todos os funcionários possuem. O elenco inclui Tony Goldwyn (série “Scandal”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”), Melonie Diaz (“Fruitvale Station”), John C. McGinley (série “Scrubs”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Brent Sexton (série “The Killing”), Sean Gunn (série “Gilmore Girls”) e Adria Arjona (da vindoura série “Emerald City”). Exibido no Festival de Toronto, o filme dividiu radicalmente as opiniões por sua brutalidade. A estreia está marcada para 17 de março nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil. Clique nos cartazes abaixo para ampliá-los em tela inteira.
Filme que vai juntar Godzilla e King Kong define roteiristas
O estúdio Legendary iniciou o desenvolvimento de “Godzilla vs Kong”. Segundo o site The Hollywood Reporter, Terry Rossio (“Piratas do Caribe”, “O Cavaleiro Solitário”) será o chefe da equipe de roteiristas, comandando um verdadeiro time de escritores, ao estilo das séries de TV. Os escritores com quem Rossio trabalhará são Patrick McKay e JD Payne (“Star Trek – Sem Fronteiras”), Lindsey Beer (do vindouro “Dungeons & Dragons”), TS Nowlin (da franquia “Maze Runner”), e J. Michael Straczynski (“Guerra Mundial Z”, séries “Sense8” e “Babylon 5”). Além de criar a história de “Godzilla vs Kong”, a ideia é a aproveitar o crossover das duas franquias Godzilla para estabelecer um universo compartilhado de monstros com novas produções. “Kong – A Ilha da Caveira” estreou na quinta (10/3) já referenciando o filme de “Godzilla” (2014). Ele será seguido por “Godzilla: King of Monsters”, atualmente em produção e previsto para março de 2019. Finalmente, “Godzilla vs Kong” chegará aos cinemas em maio de 2020.
Ridley Scott revela seus planos para próximos filmes da franquia Alien
O cineasta Ridley Scott confirmou que a “Alien: Covenant” terá sequência. Ele já vinha falando sobre isso antes mesmo de começar as filmagens, avisando que desenvolvia uma trilogia, mas agora foi mais claro sobre o projeto. Em uma entrevista à revista Entertainment Weekly, ele comentou como se dispôs a resgatar a saga com “Prometheus” (2012) e apontou o que pretende fazer nos próximos filmes. “‘Alien Vs. Predador’ realmente derrubou a franquia no chão. Mas eu pensei por um tempo e disse: ‘Eu posso trazê-la de volta’. E eis aqui a causa e o efeito. Nós a ressuscitamos com ‘Prometheus’, que traz algumas questões que os outros não estavam perguntando, como quem criou os aliens e por quê. ‘Prometheus’ aponta para isso. Já ‘Covenant’ responde o ‘quem’ e o ‘porquê’. Mas deixa todo tipo de questionamentos para os próximos dois, três ou quatro filmes. ‘Covenant 2’ já está sendo roteirizado enquanto conversamos”. Scott se aprofundou na possibilidade de continuar expandindo a franquia. “Nunca se sabe. Vamos ver o quão bem este se sairá. Há muito potencial neste filme. Não se trata apenas do que você pode esperar. Tem muitas perguntas interessantes que são bem fascinantes – sobre a criação, quem nós somos e de onde viemos…Conforme você desenvolve e cria algo, todos os tipos de noções são envolvidas”. Durante a conversa, Ridley Scott também falou a respeito do recente comentário feito pelo cineasta James Cameron, sugerindo que a franquia de ‘Alien’ estava ficando cansada devido aos inúmeros filmes que deturparam seu conceito ao longo dos anos. De forma subjetiva, ele falou “assista este espaço”, dando a entender que desenvolvimentos futuros e mais informações serão dadas em breve. Foi revelado também o tempo de duração de “Alien: Covenant”. Segundo o cineasta, a produção terá duas horas e dois minutos.
Vídeo, pôster e site apresentam robô interpretado por Michael Fassbender em Alien: Covenant
Michael Fassbender irá interpretar dois robôs diferentes em “Alien: Covenant”. Um deles é David, que foi apresentado no filme “Prometheus” (2012). O outro será Walter, que estreará na nova produção. Para familiarizar os espectadores e explicar mais sobre o novo personagem, a Fox divulgou um vídeo, um pôster e até um site, meetwalter.com (“Conheça Walter”, em tradução livre), ao estilo de uma propaganda do robô. O vídeo não explica muito sobre o personagem, pois é mais centrado na criação do robô. Contudo, o website traz uma série de informações. Designado como “A companhia sintética mais avançada do mundo”, Walter foi “criado para servir” os humanos na trama. Por conta disso, os internautas são convidadas a entrar no site e fazer uma reserva para terem o seu próprio modelo do androide. Só não esperem que Michael Fassbender seja realmente enviado pelo correio. De acordo com as informações do site, Walter é equipado com uma inteligência artificial especial, um Processamento Cognitivo capaz de fazê-lo prever problemas antes que aconteçam. Ele também possui Inteligência Emocional, que faz com que não tenha necessidades emocionais, mas mesmo assim possa entender e satisfazer desejos humanos. Mais: Compatibilidade Biossocial, permitindo com que o robô seja customizado com as interações biológicas e sociais de cada pessoa. E, para completar: Regulação Biométrica, responsável por suas atualizações automáticas e cuidados físicos. Em “Alien: Covenant”, o robô é o responsável por servir a tripulação da espaçonave Covenant, que busca um planeta que possa ser transformado na “nova Terra”. Ao encontrarem um lugar remoto do outro lado da galáxia, eles acreditam ter encontrado um paraíso inexplorado, que na verdade é habitado por alienígenas perigosos. Dirigido por Ridley Scott, o filme estreia no dia 11 de maio.
John Goodman recebe sua estrela na calçada da fama
O ator americano John Goodman recebeu na sexta-feira (10/3) sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood, justamente no mesmo dia em que estreou nos Estados Unidos seu mais recente filme, “Kong – A Ilha da Caveira”. “É algo incrível”, resumiu o astro veterano de 64 anos. “Seria um descuido se não lembrasse, nesta semana especialmente, das mulheres sem as quais hoje não estaria aqui. Uma mãe que se virou com seu salário para sobreviver e criar dois filhos sozinha. E as muitas professoras que tentaram fazer com que as coisas fizessem sentido. Algumas conseguiram”, acrescentou o ator durante a cerimônia. Ele ainda dedicou um agradecimento especial à Roseanne Barr, sua antiga colega de elenco da série “Roseanne” (1988 – 1997), pela qual foi indicado sete vezes ao Emmy e venceu um Globo de Ouro. “Roseanne, obrigado”, disse. “Não acredito que estaria aqui se não fosse por ela”. Goodman recebeu a estrela número 2.603 da Calçada da Fama, e foi prestigiado no evento por Tom Hiddleston e Brie Larsson, seus colegas de elenco em “Kong”, além de Emile Hirsch, que viveu seu filho em “Speed Racer” (2008), e Jeff Bridges, com quem contracenou no cultuado “O Grande Lebowski” (1998). Os próximos projetos de Goodman são a continuação “Transformers: O Último Cavaleiro”, o thriller de ação “Atômica” (Atomic Blonde), com Charlize Theron, e a ficção científica “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, dirigida por Luc Besson. Os três filmes chegarão aos cinemas entre junho e agosto deste ano.
Ridley Scott está planejando uma continuação de Gladiador
O diretor Ridley Scott indicou que está planejando uma continuação de “Gladiador” com Russell Crowe. Apesar de Maximus, personagem de Crowe, ter morrido no filme, o cineasta afirmou saber um jeito de incluir o ator na nova história. “Eu sei como trazê-lo de volta”, disse Scott à revista Entertainment Weekly, durante sua participação no Festival SXSW. “Eu estava tendo uma conversa com o estúdio – apesar dele estar morto no filme”, continuou. “Mas há uma maneira de trazê-lo de volta. Agora se vai acontecer, eu não sei. ‘Gladiador’ foi em 2000, então Russell mudou um pouco. Ele está fazendo algo neste momento, mas eu estou tentando trazê-lo de volta”. Atualmente, Ridley Scott está promovendo “Alien: Covenant”, mas não confirmou até que ponto são factíveis os planos de filmar “Gladiador 2”. “Alie: Covenant” já é uma continuação de “Prometheus” (2012) e prólogo de “Alien” (1979). Além disso, ele também está produzindo uma sequência de “Blade Runner”, que estreia neste ano. Lançado em 2000, “Gladiador” foi vencedor de 5 Oscars, incluindo Melhor Filme e Ator (para Crowe). Scott também concorreu ao Oscar de Melhor Diretor, mas perdeu para Steven Soderbergh (por “Traffic”).
Scarlett Johansson acaba com um morto muito louco em trailer de comédia
A Sony divulgou o trailer legendado de “A Noite É Delas” (Rough Night), que mostra Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) num fim de semana de farra com as melhores amigas, enchendo a cara até que uma delas resolve contratar um stripper. É quando um acidente acontece e elas acabam com quase um remake de “Um Morto Muito Louco” (1989) em suas mãos. Vale observar que o elenco é para maiores, e apesar de imagens sugestivas, não baixa o nível nem exagera nos palavrões como outras produções do gênero. O elenco inclui ainda Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Jillian Bell (“Goosebumps”), Ilana Glazer (série “Broad City”) e Zoë Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como as amigas, e um monte de coadjuvantes, entre eles Demi Moore (“Margin Call – O Dia Antes do Fim”), Colton Haynes (série “Arrow”), Ty Burrell (série “Modern Family”), Dean Winters (“De Volta ao Jogo”) e Karan Soni (“Deadpool”). Dirigido por Lucia Aniello, que também escreveu o roteiro em parceria com Paul W. Downs (ambos da série “Broad City”), a comédia estreia em 15 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Catástrofe apocalíptica de Tempestade: Planeta em Fúria ganha trailer legendado
A Warner Bros. divulgou a versão legendada em português do trailer de “Tempestade: Planeta em Fúria” (Geostorm). Na verdade, embora a trama seja explicada por meio de letreiros, a prévia não tem diálogos, deixando as imagens falarem por si. O vídeo apresenta a destruição colossal de grandes cidades por catástrofes naturais. Numa das prévias, o Rio de Janeiro é atingido por um tsunami arrasador, mas o fim do mundo também acontece em Londres, Hong Kong, Dubai e Mumbai. Em “Tempestade: Planeta em Fúria”, uma rede de satélites criados para controlar o clima do planeta entra em pane e passa a desencadear tempestades pelo mundo inteiro, num efeito em cadeia que eventualmente levará à destruição da Terra. O elenco conta com Gerard Butler (“Invasão à Casa Branca”), Abbie Cornish (“Sucker Punch”), Ed Harris (série “Westworld”), Jim Sturgess (“Um Dia”), Katheryn Winnick (série “Vikings”) e Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”). O filme marca a estreia na direção do roteirista Dean Devlin, que escreveu “Independence Day” (1994), marco do cinema de catástrofe em escala apocalíptica. Ele também assina o roteiro, em parceria com Paul Guyot, escritor da série de fantasia “The Librarians” (produzida por Devlin). A estreia está prevista para 19 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Mulher Maravilha ganha novo pôster
Surgiu um novo pôster do filme da “Mulher-Maravilha”. A arte traz a atriz Gal Gadot uniformizada, com escudo e espada, na praia de Temiscira, também conhecida como Ilha Paraíso nos quadrinhos. A própria atriz revelou a imagem por meio de seu Twitter, com a mensagem: “Acredite na Maravilha”. Com roteiro de dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns, e direção de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”), o filme estreia em 1 de junho no Brasil.
James Cameron anuncia novo adiamento de Avatar 2 – de novo
Mais um ano, mais um pronunciamento de James Cameron avisando que “Avatar 2” vai atrasar. “A estreia não vai acontecer em 2018”, disse o diretor ao jornal canadense Toronto Sun, quando perguntado sobre o progresso de “Avatar 2”. Ele ainda se saiu com essa: “Não anunciamos uma data de lançamento”. O que não é exatamente verdade. Todo o ano Cameron anuncia uma data de lançamento diferente, ainda que extra-oficialmente. “O que as pessoas têm que entender é que este é um encadeamento de lançamentos. Então, não estamos fazendo ‘Avatar 2’. Estamos fazendo ‘Avatar 2’, ‘3’, ‘4’ e ‘5’. É um empreendimento épico.” “Demoramos quatro anos e meio para fazer um filme e agora estamos fazendo quatro”, acrescentou Cameron. E quando começam as filmagens? O diretor não sabe dizer, é claro. Vale lembrar que Cameron prometeu originalmente a sequência do sucesso de 2009 para o ano de 2013. Mas logo que viu o trabalho que teria, revisou seus planos e remanejou o lançamento para o final de 2014, ao mesmo tempo em que revelou que faria dois filmes. Conforme o prazo se aproximava sem a produção começar, o diretor fez novo anúncio, garantindo a estreia em 2015 e que seria uma nova trilogia. Na data prevista, porém, apenas os roteiros ficaram prontos. O que fez o longa ganhar uma nova data “definitiva”: dezembro de 2016. Que passou, claro, para dezembro de 2017, quando ele resolveu acrescentar um quarto filme no cronograma. Mas os quatro filmes deveriam começar a ser lançados, com espaço de um por ano, a partir do final de 2018. Esta é, portanto, a data que vai “atrasar”, segundo o diretor. De adiamento em adiamento, Cameron aumenta seu orçamento sem iniciar a produção. Fala-se que os longas que ele pretende filmar simultaneamente custarão mais de US$ 1 bilhão para a 20th Century Fox. E isto é um grande perigo. Embora “Avatar” detenha o recorde de maior bilheteria de cinema de todos os tempos (com US$ 2,7 bilhão de arrecadação mundial), se os planos de sua continuação derem errado, o risco para a Fox é altíssimo. Um desastre nas bilheterias poderia, inclusive, quebrar o estúdio. Isto pode explicar, em parte, porque o projeto não sai do papel. Cameron vai dirigir todos os filmes, mas cada um foi escrito por um roteirista diferente, entre eles Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, também baseado em personagens de Cameron), Shane Salerno (do pavoroso “Aliens vs. Predador 2”) e o casal Rick Jaffa e Amanda Silver (a dupla de “Planeta dos Macacos 2: O Confronto”). Enquanto isso, a Disney prepara o parque temático “Pandora – The World of Avatar”, desenvolvido em parceria com Cameron, que deve ser aberto no Walt Disney World em Orlando, na Flórida, em maio.
Versão genérica de A Pequena Sereia ganha trailer e engana muita gente
Com tantos lançamentos de versões de clássicos animados, não é à toa que diversos sites e portais brasileiros, pouco atentos aos meandros cinematográficos, caíssem no truque, mas o trailer abaixo, divulgado como uma nova versão de “A Pequena Sereia”, é uma produção genérica, feita para o mercado de home video. O chamariz da participação da veterana atriz Shirley MacLaine e a consciência de que uma adaptação da fábula original está sendo desenvolvida ajudam no engodo. Entretanto, o resto do elenco desta “The Little Mermaid” é televisivo, o orçamento é de telefilme e a história é completamente diferente da versão animada pelos estúdios Disney em 1989. Na trama escrita e dirigida por Blake Harris (do telefilme “Revivendo o Natal”), a pequena sereia do título já surge capturada e exibida como atração de circo. E nem essa vida de cativeiro a impede de surgir reluzente e sorridente para a menina que guia a história, de quebra apaixonando seu irmão adolescente. Lógico que há um dono de circo malvado neste remix que pincela um vilão de “Pinóquio” e um picadeiro de “Dumbo” para agradar às crianças mais inocentes. O elenco inclui Loreto Peralta (“Não Aceitamos Devoluções”), William Moseley (de “As Crônicas de Nárnia”), Gina Gershon (série “Z Nation”), William Forsythe (“Rejeitados pelo Diabo”), Diahann Carroll (série “White Collar”) e Poppy Drayton (da série “As Crônicas de Shannara”), que interpreta a sereia. Vale observar que não é a primeira vez que a produtora Conglomerate Media avança sobre a Disney, tendo produzido, com muita polêmica e pouco orçamento, o filme “Walt antes de Mickey” (2015), cinebiografia de Walt Disney que saiu direto em streaming no Brasil. “The Little Mermaid” ainda não tem previsão de estreia.
Kong – A Ilha da Caveira usa truques digitais, ação e humor para disfarçar falta de roteiro
“Kong – A Ilha da Caveira” quer ser mais que um spin-off/reboot do mais famoso gorila de Hollywood. Tem a clara pretensão de superar tudo o que já foi visto antes no gênero. Considerando que o cinema é lugar de milagres, onde o impossível se torna possível, por que não pagar para ver? Para começar, porque não há reembolso. Como espetáculo tecnológico, o novo filme faz o “King Kong” (2005) de Peter Jackson parecer uma obra-prima, e, como aventura seria uma covardia compará-lo ao clássico de 1933. Claro, nenhum remake, nem o de Jackson supera o original. Ainda que houvesse as precariedades técnicas em 1933 e o macaco não passasse de um boneco animado a partir de um esqueleto em arame, forrado com uma antiga estola de pele, o “King Kong” original alinhava uma cena de ação após a outra num clima mágico sem igual. Para não dizer que falta boa vontade, o novo Kong tem lá algumas qualidades. A maior delas vem da comparação com a quase esquecida versão de 1976, com Jessica Lange. Dessa, “Kong – A Ilha da Caveira” ganha. Mas não de lavada. Existe sim uma ambição de renovação em cena comandada por Jordan Vogt-Roberts. O diretor é egresso da TV e do cinema independente norte-americano. Tem uma pegada boa para as comédias, tendo se destacado na série “You’re the Worst” e no ótimo filme “Os Reis do Verão”, sobre três garotos que se exilam da sociedade montando um acampamento na selva. Apoiados pelo sucesso que o igualmente indie Colin Trevorrow obteve com o blockbuster “Jurassic World” (2015), os produtores sentiram que podiam apostar as fichas no jovem diretor com ponto de vista para o novo. Acontece que o talentoso Jordan Vogt-Roberts caiu de pára-quedas no meio de uma produção imensa e, pelo resultado, não teve muito tempo pra se situar. O maior problema de “Kong – A Ilha da Caveira” é que não consegue se decidir o que pretende ser. É um filme de monstros? Um filme de terror? Um filme de ação (anti-guerra)? Os três roteiristas contratados não se firmam em nenhum desses registros, e ainda roubam cenas inteiras de “Apocalypse Now” (1979), “Jurassic Park” (1993) e “Godzilla” (2014). Uma pena, porque se examinarmos a essência, o filme até promete um ponto de partida diferente. A premissa é que o programa LandSat (Satélite de mapeamento de terras) em 1973, tira fotos de uma ilha perdida (A Ilha da Caveira do título) e John Goodman (“Argo”) convence o governo a lançar uma expedição para explorar o lugar. Eles levam alguns soldados que acabam de ser derrotados no Vietnã e são chefiados por Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”). Para completar a equipe, convidam um britânico das ex-forças especiais (Tom Hiddleston, de “Thor”) e um fotógrafa “anti-guerra”, interpretada por Brie Larson (vencedora do Oscar 2016 por “O Quarto de Jack”). O frustrado capitão feito por Jackson chega a ilha querendo mostrar a imponência da armada norte-americana, e Kong aparece sem cerimônias e destrói todos os brinquedinhos voadores. Os sobreviventes se espalham pela selva e então – essa é a melhor parte do filme – descobrem que a ilha é oca e esconde uma caverna, onde animais pré-históricos ficaram preservados. Quando esse fiapo de história acaba, fica patente que os roteiristas, o diretor e o elenco estão perdidos. Tom Hiddleston e Brie Larson estão tão desorientados em cena, que acabam não se assumindo como protagonistas. E o impasse rola por todos os lados. Sabe-se que a produção começou a ser rodada antes mesmo do roteiro estar pronto. Levando em consideração que a trama engana bem até o ataque de Kong aos helicópteros, o que deve totalizar uns 25 minutos de filme, e que o edifício treme, desaba e não fica mais de pé nos 90 minutos seguintes, então, é absurdo deduzir, mas o diretor começou a trabalhar com menos de metade de uma história formulada! Para os produtores de Hollywood, depois do sinal verde, pouco importa a falta de roteiro, é preciso manter o foco na dimensão operacional. Nesse sentido, cabe ao diretor ser profissional. Como a trama patina e se torna repetitiva, o negócio é improvisar com o seu melhor número de mágica, no caso, o humor. Toda vez que o assunto acaba em Kong, ele bota um Creedence para enxotar o tédio de cena. E felizmente quando o recurso se esgota, ele obtêm o auxílio do veterano John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”), como um piloto da 2ª Guerra encalhado há 29 anos na ilha. O personagem é quase uma apropriação dos roteiristas do doido Dennis Hooper de “Apocalypse Now”. Para a maioria dos atores isso podia soar como uma desvantagem, mas Reilly é um baita ator. E acaba dando um encanto bonachão ao personagem que disfarça a roubada. Outros personagens, como John Goodman e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), parece que foram destinados a desempenhar papéis mais significativos. Cria-se uma aura de pó de pirlimpimpim em volta deles, mas na falta de texto e sem ideias, eles não decolam. O personagem mais bem composto em cena é Kong. Ainda assim, fica claro que poderiam ter dado mais atenção ao uso da criatura em sua dimensão tecnológica. O CGI é convincente, mas suas proporções parecem erradas. Cada hora, o gorila aparece com um tamanho diferente. Coroando a comédia de erros: há várias cenas de transição que não se encaixam, que fazem os personagens acabarem em lugares diferentes do que estavam nas cenas anteriores. A platéia gargalha a valer na sessão, o que pode parecer um sinal positivo para o filme. Mas será que o público ri pela diversão ou por conta das “cartolinas” que estavam despencando na cena? Uma lástima. Quando esse Kong acaba, deixa uma sensação de vazio na tela. Nos anteriores, inclusive o de Peter Jackson, a tecnologia era usada para dizer alguma coisa. Aqui, para deixar de dizer.











