Dunkirk quebra recorde mundial com a maior bilheteria de filme de guerra da História
O fim de semana registrou um terceiro recorde nas bilheterias de cinemas. Além das marcas de “It: A Coisa”, que quebrou o recorde de arrecadação de terror na América do Norte, e a negativação de “Mãe!” como pior abertura da carreira de Jennifer Lawrence, “Dunkirk” também fez História. Com seus US$ 508,3 milhões de faturamento mundial ao longo de dois meses, o longa dirigido por Christopher Nolan atingiu a maior bilheteria de um filme de guerra em todos os tempos, superando “O Resgate do Soldado Ryan”, que fez US$ 481 milhões em 1998. Filmes sobre a 2ª Guerra Mundial não costumam virar blockbusters. Mas os lançamentos do diretor Christopher Nolan, responsável pela trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e “Interestelar”, nunca decepcionaram a Warner, que investiu uma fortuna em marketing para a divulgação de “Dunkirk”, praticamente dobrando os gastos de US$ 100 milhões de seu orçamento. A aposta era mais no prestígio, com possibilidade de Oscar, do que em lucro. Mas “Dunkirk” vai render mais que alguns trocados. A popularidade da produção pode ser atestada pelo fato de ter sido lançada em julho e ainda figurar entre os dez filmes mais assistidos da semana na América do Norte. Mas mesmo com o sucesso, o filme não deve superar o recorde doméstico de quase 20 anos de “O Resgate do Soldado Ryan”. Isto porque “Dunkirk” rendeu o dobro no exterior. Nos EUA e Canadá, sua bilheteria atingiu US$ 185,1 milhões, enquanto o filme dos anos 1990 de Steven Spielberg fez US$ 216,5 milhões no mercado doméstico. Na época, inclusive, o preço dos ingressos era bem mais barato.
Jennifer Lawrence tem pior abertura da carreira com estreia de Mãe! na América do Norte
Além dos recordes quebrados por “It: A Coisa”, o filme “Mãe!” também registrou uma marca histórica em sua estreia no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá. Com apenas US$ 7,5 milhões, o filme apresentou a pior abertura de um lançamento amplo da carreira de Jennifer Lawrence – superando “A Última Casa da Rua”, que abriu com US$ 12,2 milhões em 2012. O filme dirigido por Darren Arnofsky (“Noé”) foi lançado em 2,3 mil salas de cinema e desagradou em cheio o público norte-americano. Apesar dos elogios na imprensa (68% de aprovação), foi considerado um dos piores filmes do ano por seus espectadores, que lhe deram nota “F” no levantamento do CinemaScore. Pouquíssimos longas tem avaliação tão ruim, porque o público costuma gostar de tudo – é fato, basta ver as notas resultantes de outras pesquisas do CinemaScore. O levantamento do CinemaScore fornece alguns dados curiosos para discussão. 38% do público do filme era formado por fãs de Jennifer Lawrence, que se acostumaram a vê-la em papéis heroicos, tanto em franquias como “Jogos Vorazes” e “X-Men”, como em dramas como “Joy” e “Trapaça”, e não aprovaram seu retrato de mulher assustada e desprotegida. Todos estes deram “F” para o fiasco. 43% afirmaram que pagaram para ver “Mãe!” porque acharam que era um filme de terror. E como se decepcionaram ao encontrar uma metáfora disfarçada, deram “F” pela falcatrua. Só os fãs de Aronofsky, que representaram 10% do público total, acharam “Mãe!” razoável. Eles acreditavam que sabiam o que esperar, tendo em vista os outros filmes místicos do diretor, de “A Fonte da Vida” (2006) a “Noé” (2014), mas mesmo assim deram nota “C” pela chatice. O boca-a-boca negativo implodiu a arrecadação e deve encurtar a permanência do filme em cartaz. A sorte da Paramount é “Mãe!” ser, supostamente, o lançamento amplo mais barato da semana na América do Norte, tendo custado US$ 30 milhões declarados. Mas há controvérsias a respeito deste número. De todo modo, o filme estreou em 3º lugar e chega ao Brasil na quinta (21/9).
It: A Coisa já é a maior bilheteria do terror em todos os tempos na América do Norte
“It: A Coisa” continua pavoroso para seus concorrentes nas bilheterias da América do Norte. Em sua segunda semana, a adaptação de Stephen King fez simplesmente US$ 60 milhões, valor que a maioria dos lançamentos de Hollywood não consegue atingir em sua estreia. A produção já deixou para trás vários recordes e começa a quebrar novos, ao chegar agora a um total de US$ 218,7 milhões, somados em apenas 10 dias em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá. Com isso, atingiu – de forma incrivelmente rápida – a maior bilheteria doméstica do gênero terror em todos os tempos. O recorde anterior pertencia ao clássico “O Exorcista”, com a marca de US$ 193 milhões em 1974. Claro que, na época, o preço dos ingressos era bem menor. Mas o sucesso de “It: A Coisa” não dá mostras de diminuir e pode chegar a valores que nem cálculos de compensação pela inflação poderão retrucar. A cada semana que passar, o filme vai ampliar seu recorde. Seus US$ 218,7 milhões, por sinal, já derrubaram outro recorde: melhor arrecadação de um filme lançado durante o mês de setembro. E olha que o mês está apenas na metade. No resto do mundo, os valores também são impressionantes. O longa dirigido por Andy Muschietti atingiu US$ 371,3 milhão ao redor do globo e deve ultrapassar os US$ 500 milhões nas próximas duas semanas. Nunca é demais lembrar que a produção custou apenas US$ 35 milhões para ser realizada. Os mais apavorados com a voracidade do filme monstruoso são os estúdios que tiveram lançamentos amplos nesta semana. A Lionsgate pretendia fazer de “O Assassino: O Primeiro Alvo” o começo de uma franquia de ação estrelada por Dylan O’Brien. O personagem do longa, Mitch Rapp, protagonizou 14 best-sellers do escritor Vince Flynn, que faleceu em 2013. Mas, apesar de abrir em 2º lugar, a estreia rendeu apenas US$ 14,8 milhões. O estúdio agora vai considerar suas opções, levando em conta que “O Assassino” custou ainda menos que “It”, US$ 33 milhões, e teve uma abertura similar a “De Volta ao Jogo” (John Wick) em 2014. O longa estrelado por Keanu Reeves virou franquia, mas apenas porque o estúdio foi convencido pelas críticas positivas (85% de aprovação no site Rotten Tomatoes) de que uma continuação se aproveitaria do hype – o que de fato aconteceu. A má notícia é que as críticas de “O Assassino” foram negativas (33%). Mas críticas são realmente tão importantes assim? Afinal, “Mãe!”, o novo filme dirigido por Darren Arnofsky e estrelado por Jennifer Lawrence, ganhou muitos elogios na imprensa (68% de aprovação), e mesmo assim foi considerado um dos piores filmes do ano pelo público, que lhe deu nota “F” no levantamento do CinemaScore. Pouquíssimos longas tem avaliação tão ruim, porque o público costuma gostar de tudo – é fato, basta ver as notas do CinemaScore. Pois o público realmente odiou e o boca-a-boca negativo se provou um desastre para a produção da Paramount, que abriu em 3º lugar com apenas US$ 7,5 milhões. O valor é quase metade do que fez “O Assassino” e 12,5% do arrecadado por “It” nos últimos três dias. Também representa um recorde negativo na carreira de Jennifer Lawrence, como a pior bilheteria de estreia de sua filmografia – superando “A Última Casa da Rua”, que abriu com US$ 12,2 milhões em 2012. A sorte da Paramount é “Mãe!” ser, supostamente, o lançamento amplo mais barato da semana, tendo custado US$ 30 milhões declarados. Mas há controvérsias a respeito deste número. “Mãe!” e “O Assassino” agora vão duelar com “It” no Brasil, onde estreiam na quinta-feira (21/9). A diferença é que pegarão o palhaço Pennywise mais cansado, em sua terceira semana em cartaz, após liderar as bilheterias nacionais por dois fins de semana consecutivos. Confira abaixo como se saíram os demais filmes que completam a lista das dez maiores bilheterias dos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá. Clique nos títulos para ver os trailers de cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. It: A Coisa Fim de semana: US$ 60 milhões Total EUA: US$ 218,7 milhões Total Mundo: US$ 371,3 milhão 2. O Assassino: O Primeiro Alvo Fim de semana: US$ 14,8 milhões Total EUA: US$ 14,8 milhões Total Mundo: US$ 21 milhões 3. Mãe! Fim de semana: US$ 7,5 milhões Total EUA: US$ 7,5 milhões Total Mundo: US$ 13,5 milhões 4. De Volta para Casa Fim de semana: US$ 5,3 milhões Total EUA: US$ 17,1 milhões Total Mundo: US$ 17,1 milhões 5. Dupla Explosiva Fim de semana: US$ 3,5 milhões Total EUA: US$ 70,3 milhões Total Mundo: US$ 70,3 milhões 6. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 99,9 milhões Total Mundo: US$ 291,1 milhões 7. Terra Selvagem Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 29,1 milhões Total Mundo: US$ 29,1 milhões 8. A Bailarina Fim de semana: US$ 2,1 milhões Total EUA: US$ 18,6 milhões Total Mundo: US$ 102,5 milhões 9. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 1,8 milhão Total EUA: US$ 330,2 milhões Total Mundo: US$ 861,2 milhões 10. Dunkirk Fim de semana: US$ 1,3 milhão Total EUA: US$ 185,1 milhões Total Mundo: US$ 508,3 milhões
Público americano odiou Mãe!, o novo filme estrelado por Jennifer Lawrence
O filme “Mãe”, dirigido por Darren Aronofsky (“Noé”) e estrelado por Jennifer Lawrence (“Passageiros”), foi completamente rejeitado pelo público norte-americano. A projeção ganhou nota “F”, a mais baixa do CinemaScore, que pesquisa a opinião do público sobre as estreias de cinema. A nota “F” é raríssima, uma vez que, diz a lenda e o CinemaScore comprova, o público costuma gostar de tudo. A rejeição assumida escancara uma grande divisão em relação à crítica. Exibido no circuito dos grandes festivais internacionais, antes de chegar aos cinemas norte-americanos na sexta (16/9), “Mãe!” teve avaliação positiva dos críticos. Está com 68% de aprovação no Rotten Tomatoes. O problema para o público é que esta nota elevada levou muitos incautos a comprarem ingressos. E agora o fórum do Rotten Tomatoes está tomado por protestos. “Você não precisa ter que se formar em Jornalismo para entender este filme. Qualquer um pode entender o quanto ele é ruim”, escreveu um usuário, protestando contra as críticas positivas. “Eu entendi, vamos morrer, Deus é a nossa verdadeira salvação, blá, blá, blá. É tão redundante e insistente em sua mensagem que faz você se sentir como um idiota”, arrematou outro. Muitos disseram ter saído antes do fim da projeção. A pesquisa do CinemaScore fornece alguns dados curiosos para discussão. 38% do público do filme era formado por fãs de Jennifer Lawrence, que se acostumaram a vê-la em papéis heroicos, tanto em franquias como “Jogos Vorazes” e “X-Men”, como em dramas como “Joy” e “Trapaça”, e não aprovaram seu retrato de mulher assustada e desprotegida. Todos estes deram “F” para o filme. 43% afirmaram que pagaram para ver “Mãe!” porque acharam que era um filme de terror. E como se decepcionaram ao encontrar uma metáfora disfarçada, deram “F” pela falcatrua. Só os fãs de Aronofsky, que representaram 10% do público total, acharam “Mãe!” razoável. Eles acreditavam que sabiam o que esperar, tendo em vista os outros filmes místicos do diretor, de “A Fonte da Vida” (2006) a “Noé” (2014), mas mesmo assim deram nota “C” pela chatice. Os primeiros resultados da bilheteria indicam um fracasso retumbante e o pior desempenho comercial da carreira de Jennifer Lawrence. O balanço definitivo sai no domingo (17/9). “Mãe!” estreia na próxima quinta-feira (21/9) no Brasil.
Paul Bettany encerra suas filmagens no derivado de Star Wars sobre Han Solo
O diretor Ron Howard (“Inferno”) compartilhou uma foto do último dia de filmagem de Paul Bettany (“Capitão América: Guerra Civil”) no set do longa derivado de “Star Wars” sobre a juventude de Han Solo. De quebra, a imagem ainda revela um pequeno alien e parte do cenário. O papel do ator ainda não divulgado, mas a participação é pequena, já que suas filmagens duraram cerca de duas semanas. Segundo a revista Variety, Bettany substituiu Michael K. Williams (série “The Night Of”), que teve sua participação cortada por ter ficado indisponível para refilmagens. Originalmente, o filme estava sendo dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Anjos da Lei”), mas reclamações do roteirista Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”) sobre o tom de comédia da produção chamaram atenção da presidente da Lucasfilm Kathleen Kennedy, que optou por demiti-los. No lugar da dupla, entrou o veterano Ron Howard e a produção ganhou nova dinâmica. Ainda sem título oficial, o filme tem previsão de estreia para o dia 24 de maio no Brasil. Had to say goodbye to my friend @Paul_Bettany today. Another terrific performance from a world class talent. pic.twitter.com/6jkNKQNQZZ — Ron Howard (@RealRonHoward) September 16, 2017
Elenco e diretor de Novos Mutantes comemoram final das filmagens
O elenco e o diretor de “Os Novos Mutantes” anunciaram o término das filmagens, compartilhando fotos no Instagram. Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) mostrou o logotipo do filme, o brasileiro Henry Zaga (de “13 Reasons Why”) agradeceu em inglês e português, e Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) comemorou muito a conclusão do primeiro filme de sua carreira. Além de seu post, ela apareceu segurando margaritas numa foto do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”), que publicou três imagens de bastidores. Zaga vai interpretar Roberto da Costa, o Mancha Solar, primeiro super-herói brasileiro da Marvel, Maisie Williams viverá Lupina, e Blu Hunt encarnará a líder do grupo, Miragem. Além deles, o elenco ainda inclui Charlie Heaton (série “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia (a irmã do X-Men Colossus) e Alice Braga (série “Queen of the South”), no papel da médica mutante Dra. Cecilia Reyes. Nos quadrinhos, os Novos Mutantes foram o segundo grupo de heróis mutantes da Marvel, criados em 1982 por Chris Claremont – o autor das histórias adaptados nos filmes “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está prevista para abril de 2018. Thas a wrap ??????? #newmutants Uma publicação compartilhada por Maisie Williams (@maisie_williams) em Set 16, 2017 às 12:07 PDT Today we wrapped a very special film… I'm so proud of our New Mutants family and what we've achieved. It's been one of the best experiences of my life, so thanks everyone for making it an unforgettable one and for an amazing movie. ???? ???#TheNewMutants #April2018 #Thatsawrap Hoje acabamos de fazer um filme muito especial. Estou muito orgulhoso da minha família Novos Mutantes e do que alcançamos. Foi uma das melhores experiências da minha vida… Agradeço a todos por torná-la inesquecível e por um filme incrível #OsNovosMutants #Abril2018 Uma publicação compartilhada por HENRY ZAGA (@zagahenry) em Set 14, 2017 às 8:49 PDT This is a picture of me after wrapping my FIRST movie EVER. Exhausted, sad, and excited for the future. Bye Dani Moonstar.. Uma publicação compartilhada por blu hunt (@bluhunt) em Set 15, 2017 às 6:20 PDT That's a wrap on @newmutants with @bluhunt Uma publicação compartilhada por Josh Boone (@joshboonemovies) em Set 15, 2017 às 6:19 PDT That's a wrap on #newmutants with @knatelee Uma publicação compartilhada por Josh Boone (@joshboonemovies) em Set 15, 2017 às 6:16 PDT #closingtime #newmutants Uma publicação compartilhada por Josh Boone (@joshboonemovies) em Set 14, 2017 às 3:37 PDT
Channing Tatum encontra os agentes de Kingsman em cena da continuação
A Fox divulgou uma cena de “Kingsman: O Círculo Dourado”, que mostra o primeiro encontro entre os agentes de Kingsman com o personagem de Channing Tatum. Como é praxe em adaptações de quadrinhos, não é um começo tranquilo de relacionamento. Sequência de “Kingsman: Serviço Secreto” (2014), o filme volta a trazer Taron Egerton no papel do jovem Gary ‘Eggsy’ Unwin, que agora é um agente secreto totalmente treinado. O que vem a calhar após a vilã vivida por Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”) destruir a sede e quase toda a organização dos Kingsman. Ele se junta aos poucos agentes sobreviventes e, com ajuda dos “primos americanos”, reforça-se para contra-atacar a nova ameaça e, assim, salvar o mundo mais uma vez. O elenco traz de volta Mark Strong e Colin Firth, e introduz os personagens vividos por Channing Tatum (“Magic Mike”), Halle Berry (série “Extant”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”). A continuação é novamente dirigida por Matthew Vaughn e estreia em 28 de setembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Criador de Cowboy Bebop desenvolve curta animado de Blade Runner
A Warner do Japão divulgou um vídeo com bastidores e prévia do próximo curta passado no universo de “Blade Runner”, que tem direção de Shinichirô Watanabe, criador dos cultuados animes “Cowboy Bebop” e “Samurai Champloo”. A produção é uma iniciativa do diretor Denis Villeneuve (“A Chegada”), responsável por “Blade Runner 2049”, que convidou três cineastas a desenvolverem histórias sobre o universo do filme, passadas no intervalo entre o longa original, dirigido por Ridley Scott em 1982, e o seu, que chega aos cinemas no começo de outubro. O primeiro foi um curta de Luke Scott (“Morgan”), filho de Ridley Scott, intitulado “2036: Nexus Dawn”, que introduziu o novo personagem de Jared Leto na franquia. O curta de Watanabe será animado e se passa cronologicamente antes daquele. Intitulado “2022: Black Out”, vai contar uma história passada durante um grande apagão energético. Ainda não há previsão para sua estreia. Já “Blade Runner 2049” chega ao Brasil em 5 de outubro, centrado na busca do agente K (Ryan Gosling, de “La La Land”) por Rick Deckard (Harrison Ford), o caçador de androides original, desaparecido há 30 anos.
Diretor de Kingsman confirma conversas para filmar Superman
O diretor Matthew Vaughn confirmou, durante a rodada de divulgação de seu novo filme, “Kingsman: O Círculo Dourado”, que anda conversando com a Warner para comandar a continuação de “Homem de Aço” (2013) – além de um terceiro “Kingsman”. “Estou planejando outro ‘Kingsman’, escrevi o tratamento e algumas cenas… Não sei o que farei em seguida, mas tenho tido conversas sobre o Superman, eu amo o Superman. Se alguém me pedisse para fazer Indiana Jones, a maioria dos super-heróis ou Star Wars, o fanboy em mim não conseguiria evitar a empolgação”, ele disse, em entrevista ao site Hey U Guys. Vaughn é cotado para assumir o filme de Superman desde março, e até foi citado como provável diretor do solo do Flash. Mas, até o momento, a Warner não confirmou nenhum nome à frente das duas produções. Henry Cavill está contratado para mais um filme solo de Superman, mas ainda não há previsão para seu lançamento. Ele voltará a viver o herói no longa da “Liga da Justiça”, que estreia em 16 de novembro no Brasil.
Pôsteres do novo Jogos Mortais revelam personagens maquiados como Jigsaw
A Lionsgate divulgou cinco pôsteres de personagens de “Jogos Mortais: Jigsaw”, que marca a ressurreição da franquia de torturas. Eles têm rostos pintados como o fantoche utilizado por John Kramer (Tobin Bell), o Jigsaw, nos primeiros filmes. Segundo a sinopse, a investigação de uma nova série de assassinatos brutais revela os mesmos requintes de sadismo associados ao serial killer. O problema é que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década, como os fãs da franquia puderam testemunhar. O roteiro foi escrito por Josh Stolberg e Pete Goldfinger, dupla de “Pacto Secreto” (2009) e “Piranha 3D” (2010), e a direção está a cargo dos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig, da elogiada sci-fi “O Predestinado” (2014). Já o elenco destaca a atriz Laura Vandervoort (série “Bitten”), Hannah Anderson (série “Shoot the Messenger”), Callum Keith Rennie (série “Battlestar Galactica”) e Mandela Van Peebles (minissérie “Raízes”), além de, claro, Tobin Bell como Kramer/Jigsaw. O primeiro “Jogos Mortais” se tornou famoso não apenas por popularizar o subgênero do terror conhecido como “torture porn”, mas por lançar a carreira do jovem cineasta malaio James Wan, que criou a franquia com o australiano Leigh Whannell, iniciando uma filmografia que o consagraria como o mais bem-sucedido diretor de terror do século 21. Wan e Whannell continuam envolvidos com “Jigsaw”, atuando como produtores executivos. A estreia do filme no Brasil está marcada para o dia 2 de novembro, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos (em 27 de outubro).
Quadrinhos de Estranhos no Paraíso vão virar filme
A diretora Angela Robinson, responsável pelo vindouro “Professor Marston and the Wonder Women”, vai continuar no mundo dos quadrinhos e dos relacionamentos à três em seu próximo filme. Após contar a história real por trás da criação da “Mulher-Maravilha”, ela levar ao cinema os quadrinhos de “Estranhos no Paraíso” (Strangers in Paradise), de Terry Moore. “Tenho esperado para adaptar ‘Estranhos no Paraíso’ por uma década, desde a primeira vez que li e não consegui deixar de lado”, afirmou Robinson em comunicado. Por enquanto não há detalhes sobre o começo da produção. A história original começa com um triângulo romântico entre David, um rapaz sensível e completamente apaixonado por Katchoo, uma loira baixinha de péssimo temperamento, que ama a romântica Francine, uma garota insegura que não sabe de quem gosta. Entre os vaivéns afetivos, a narrativa muda seu tom de comédia romântica e chega até a virar suspense criminal ao longo de suas 107 edições. Os primeiros exemplares da longa história, escrita, desenhada e publicada de forma independente por Terry Moore a partir de 1993 nos Estados Unidos, chegaram milagrosamente ao Brasil em 1998, como uma minissérie de três edições em preto e branco da editora Abril, e desde então a história passou por mais três editoras, com alguns hiatos entre as publicações. Robinson pretende trabalhar com Moore no desenvolvimento do filme. O projeto foi revelado no Festival de Toronto, acompanhando a exibição de “Professor Marston and the Wonder Women”, que recebeu 93% de aprovação da crítica, segundo a medição do site Rotten Tomatoes.
Glory expõe a desumanidade tragicômica dos serviços públicos em tempos de corrupção
Quem viu o filme búlgaro “A Lição”, de 2014, certamente se lembrará da atriz Margita Gosheva, que protagoniza agora “Glory”. Talentosa e muito charmosa, essa atriz domina a cena quando está nela. Só para ver seu desempenho se justificaria uma ida ao cinema. Mas há muito mais a ver em “Glory”. A dupla de diretores, Kristina Grozeva e Petar Valchanov, que são também roteiristas do filme, já tinha mostrado a que veio, no mesmo “A Lição”. Supostamente, trata-se de uma trilogia, em que “Glory” seria o segundo exemplar. Mais uma vez, a mão firme da dupla explora um dilema moral. Desta vez, com mais humor e abordando o papel das autoridades públicas. Aqui, um humilde trabalhador ferroviário, Tsanko (Stefan Denolyubov, também visto em “A Lição”), que responde pela manutenção de linhas de trem, encontra em sua ronda muito dinheiro jogado por lá e, honesto que é, devolve a grana. Em paralelo, ficamos sabendo da corrupção nas altas esferas do Ministério dos Transportes do governo búlgaro, coisa que também é do conhecimento de Tsanko. Mas ele nunca teve a oportunidade de falar disso a ninguém. Até o dia em que o próprio ministro lhe entrega um prêmio pelo gesto de honestidade que Tsanko cometeu. Uma alta figura do ministério, Júlia (Margita Gosheva), é quem vai lidar com o funcionário, que, além de humilde, é aparentemente retardado, pois tem muita dificuldade de se expressar, gagueja muito. E um prosaico relógio de pulso funciona como prêmio e como castigo. Esses personagens e essa situação dão margem a cenas que, o tempo todo, provocam e fazem pensar. Mostram como as elites dirigentes se colocam e como lidam com os mais simples, mais pobres ou que apresentam limitações. O poder corrompe, como se sabe, mas também dessensibiliza, desumaniza as pessoas que, via de regra, desconhecem completamente o sentido do serviço público. O que menos lhes interessa é servir ao povo, educá-lo, promovê-lo, cuidar de sua saúde e de suas necessidades. O que vale hoje é a aparência, o marketing cuidadosamente montado para enganar, iludir a população. “Glory” trata dessas questões, numa trama bem montada, contada linearmente, mas de forma envolvente. São aspectos humanos relevantes os que estão sendo mostrados. Quem tem sensibilidade, não vai ficar indiferente. Não é um filme que prega verdades, nem promove julgamentos, mas os fatos que compõem a narrativa falam por si. Margita Gosheva, a professora que vive a saia justa do dilema moral de “A Lição” e nos conquista, aqui expõe com ênfase a falta de atenção e respeito com o cidadão, o narcisismo e a dureza, numa vida marcada pelo compromisso e agitação contemporâneos. Um papel quase oposto ao da professora, igualmente muito bem desenvolvido. O restante do elenco também está bem, especialmente o protagonista Stefan Denolyubov, cujo papel exige dele muito empenho e modulação precisa, para ser convincente. Que venha, portanto, o terceiro filme da trilogia, porque até aqui Kristina Grozeva e Petar Valchanov mostraram que, na Bulgária, pode-se fazer muito bom cinema. Pena que não tenham chegado até o circuito cinematográfico brasileiro outros realizadores de lá.
Polícia Federal – A Lei É Para Todos mira a corrupção, mas reflete radicalização
Mais que a corrupção desregrada, o que o filme “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” configura é a radicalização que tomou conta do país desde as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Uma separação entre grupos opostos tão irracional quanto torcidas de futebol. E ela se manifesta no filme por meio de discussões e principalmente na cena que registra Lula no Aeroporto de Congonhas, depois de ter sido levado coercitivamente para depor. O filme mostra dois times muito bem delineados: os que achavam aquilo um absurdo e estavam ali para protestar a favor do ex-Presidente, vestidos de vermelho e com o apoio da CUT, e aqueles que tinham escrito “Somos todos Moro” em suas bandeiras e se vestiam de verde e amarelo, comemorando aquele momento, pois, embora não representasse a prisão de Lula, significava um passo importante para isso, após panelarem até derrubar uma Presidente eleita. Logo, foi um dia de festa para muitos brasileiros. “Polícia Federal – A Lei É Para Todos” é desses filmes que merecem ser vistos nem que seja por curiosidade mórbida, seja por quem acompanha o cinema brasileiro e quer pensar o filme dentro do cenário do gênero policial contemporâneo, seja por quem está interessado em ver como foi o recorte e de que maneira o diretor Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3″) e seus roteiristas (Gustavo Lipsztein e Thomas Stavros, ambos da série de “1 Contra Todos”) resolveram contar a história da Operação Lava-Jato desde sua origem até o ano passado. E por mais que a primeira metade do filme funcione bem como thriller policial, apesar de diálogos bem ruins, o aspecto político é muito frágil, no sentido de vilanizar pessoas que ainda estão sob investigação. Como é o caso do ex-Presidente Lula, retratado como uma figura enjoada e afetada por Ary Fontoura (da novela “Êta Mundo Bom!”). Se os próprios representantes da direita brasileira dão o braço a torcer diante do carisma de Lula, o que é mostrado passa bem longe de sua figura pública. Na sessão em que assisti, que terminou com uma salva de palmas do público presente, muitos se divertiram com o modo como Lula foi representado, alguns até dizendo “olha a cara de pau dele” etc., como se estivessem vendo o próprio ex-Presidente – ou uma cena de novela. A imagem do verdadeiro Lula nos créditos finais, dizendo que “a jararaca está viva”, em entrevista coletiva após o tal depoimento, ajuda a esquecer um pouco a interpretação infeliz de Fontoura, ao mesmo tempo em que retoma a linha de radicalização exibida no filme. Há outras situações forçadas do roteiro, em particular as vividas por Bruce Gomlevsky (novela “Novo Mundo”), intérprete de um dos quatro principais agentes (fictícios) da Lava-Jato. Seu quadro branco contendo as palestras do Lula por diversos países e o dinheiro supostamente desviado mais parece o famoso powerpoint do procurador Deltan Dallagnol. Quanto ao juiz Sérgio Moro, vivido por Marcelo Serrado (“Crô – O Filme”), o filme o deixa um pouco mais distanciado do caso, como que para torná-lo o mais isento e apartidário possível. Até mesmo cenas do juiz preparando pizza e conversando com o filho em sua casa o filme mostra. Mas os verdadeiros heróis são mesmo os quatro cavaleiros da operação, vividos ficcionalmente por Antonio Calloni (minissérie “Dois Irmãos”), Flávia Alessandra (também da novela “Êta Mundo Bom!”), João Baldasserini (novela “Pega Pega”) e o já citado Gomlevsky, que é o sujeito que canta “Inútil”, do Ultraje a Rigor, em um karokê. Mesmo quando um dos atores das novelas da Globo se questiona sobre quem estaria sendo beneficiando por tantas prisões e acusações naquele momento de tensão política intensa, logo aparece alguém para tranquilizá-lo, dizendo que eles estão sim tornando o Brasil melhor. Neste momento, o filme quase consegue realizar uma autorreflexão lúcida diante do que é mostrado. Falar de um cenário político sem o distanciamento temporal adequado é sempre arriscado. Mas, como vivemos um momento em que a urgência e o pré-julgamento parecem imperar, a busca pela verdade aparecerá sempre borrada. No meio deste caldo fervente, há ainda outros projetos por vir, como a série da Lava-Jato criada por José Padilha (“Tropa de Elite”) para a Netflix e os quatro documentários sobre o impeachment de Dilma Rousseff, sendo que dois optaram por retratar a situação mais próximo do ponto de vista da ex-presidente. Até lá, ficamos na torcida pelo Brasil.












