Jovens Titãs respondem zoação de Deadpool ao universo da DC Comics
A conta do filme dos “Jovens Titãs Titãs em Ação! Nos Cinemas” resolveu puxar a orelha de Ryan Reynolds após o novo trailer de “Deadpool 2” zoar o clima sombrio dos filmes da DC Comics. O Mercenário Tagarela falou demais e acabou ouvindo. No vídeo de “Deadpool 2”, o personagem de Reynolds diz para Cable (Josh Brolin): “Tão sombrio… Tem certeza de que você não é do Universo DC?”. A resposta inclui um vídeo com a cena em que o herói John Stewart diz a seguinte frase: “Existe um filme do Lanterna Verde, mas ninguém fala sobre isso”. E a legenda, que marca o Twitter de Ryan Reynolds, lembra o ator: “Ei, Ryan Reynolds, vi seu novo trailer de ‘Deadpool 2’. Nunca se esqueça – antes de ter se tornado um personagem da Marvel, você foi parte do universo da DC Comics”. Veja abaixo. A cena da zoação do filme do Lanterna Verde pode ser vista com mais detalhes num comercial já divulgado de “Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”. A produção é uma versão em longa-metragem da série animada dos Jovens Titãs, exibida no Cartoon Network, e tem estreia marcada para 26 de julho no Brasil. Hey @VancityReynolds, caught your new @deadpoolmovie trailer. Never forget – before you became a @Marvel character, you were a part of the @DCComics universe. #TeenTitansGOMovie pic.twitter.com/vmrBms0I8h — Teen Titans GO Movie (@TeenTitansMovie) 20 de abril de 2018
Vingadores: Guerra Infinita é o segundo filme mais caro de todos os tempos
O orçamento de “Vingadores: Guerra Infinita” não é apenas o maior já visto entre as produções da Marvel, mas o segundo maior entre todos os filmes de Hollywood. Segundo apuração do jornal Wall Street Journal, o longa consumiu aproximadamente US$ 300 milhões em sua produção. Com isso, o filme da Marvel só perde para “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011), cujo orçamento teria alcançado a marca de US$ 378 milhões. Mas o terceiro lançamento dos Vingadores não ocupa o pódio sozinho. Ele está ao lado de “Liga da Justiça” (2017) e “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (2007) entre as produções que também tiveram um investimento de US$ 300 milhões. A diferença em relação aos demais é que a Marvel abateu metade de seus custos com acordos comerciais. Cerca de US$ 150 milhões entraram via publicidade, por meio de licenciamento de personagens para comerciais e inclusões de marcas no filme. Trata-se de valor recorde para a Marvel. “Vingadores: Guerra Infinita” estreia na próxima quinta-feira (26/4) no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Ed Sheeran negocia estrelar filme musical do diretor de Trainspotting
O cantor Ed Sheeran está negociando participar do próximo filme de Danny Boyle (“Trainspotting”), uma comédia musical com roteiro escrito por Richard Curtis (cineasta de “Simplesmente Amor”). Segundo o site Deadline, que apurou a notícia, a participação deve se dar como ator, mas também há uma possibilidade de se resumir à contribuição musical. Ele não teve uma experiência muito boa ao aparecer na série “Game of Thrones”, chegando a “desistir” do Twitter após receber uma chuva de comentários negativos. Vale lembrar que o cantor também interpretou um personagem recorrente numa série medieval, “The Bastard Executioner”, que durou apenas uma temporada em 2015, no canal pago FX. O filme que marcará a parceria entre Danny Boyle e Richard Curtis não teve seu enredo divulgado, mas de acordo com algumas fontes deverá contar a história de um homem que percebe ser a única pessoa no mundo a se lembrar das músicas dos Beatles. No elenco, estão confirmados apenas Lily James (“Em Ritmo de Fuga”) e Himesh Patel (da eterna novela britânica “Eastenders”), mas Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”) também negocia sua participação. As filmagens vão começar durante o verão britânico (entre junho e agosto) e ainda não há previsão de estreia para a produção.
Millie Bobby Brown vira mais jovem personalidade na lista das 100 mais influentes do mundo
A estrela mirim da série “Stranger Things” Millie Bobby Brown se tornou a pessoa mais jovem a entrar na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo, no ranking anual da revista Time. Na lista, ela parece ao lado de personalidades como o príncipe Harry e de sua noiva, Meghan Markle, o tenista Roger Federer, a apresentadora Oprah Winfrey, o dono da Amazon Jeff Bezos, as cantoras Jennifer López, Rihanna e Kesha, o presidente dos EUA Donald Trump, o líder norte-coreano Kim Jong-un, os cineastas Guillermo del Toro, Ryan Coogler e Greta Gerwig, os atores Hugh Jackman, Nicole Kidman, Tiffany Hadish e Kumail Najiani, entre outros. Não há nenhum brasileiro, embora no ano passado houvesse dois: Neymar e o juiz federal Sergio Moro. A publicação também pediu para o ator Aaron Paul (o Jesse Pinkman de “Breaking Bad”) escrever algumas linhas sobre Brown. Ele se lembrou de quando a conheceu, dois anos atrás, em uma sorveteria em Nova York. “Ela podia ter 12 anos, mas seu espírito e mente eram atemporais.” Segundo Paul, “uma mulher sábia estava falando naquele rosto de querubim”. “Era como falar com um futuro mentor com uma perspectiva e base que eu só poderia ter sonhado nessa idade. Ou em qualquer idade, se eu estiver sendo honesto.” E acrescentou: “Talvez seja por isso que ela é uma atriz tão extraordinária. Ela de algum modo entende a experiência humana como se ela a tivesse vivido por mil anos”. A intérprete de Eleven (Onze) na atração da Netflix vem demonstrando habilidade para controlar e cuidar de sua própria carreira e projetos. Ela vai passar a ganhar tanto quanto os atores adultos na 3ª temporada da série e está prestes a se tornar a mais jovem produtora de Hollywood, ao negociar este crédito para estrelar a adaptação de “Os Mistérios de Enola Holmes”, que conta as aventuras da irmã mais nova de Sherlock Holmes. Seus fãs comemoram o anúncio de seu nome na lista da Time, espalhando hashtags com o nome da atriz, que tem mais de 2 milhões de seguidores no Twitter e mais de 16 milhões no Instagram. No ano passado, ela usou essa influência nas redes sociais para promover uma campanha contra o bullying.
Série Genius vai contar a história da autora de Frankenstein em sua 3ª temporada
O canal pago National Geographic definiu o tema da 3ª temporada da série “Genius”. Após contar a história do cientista Albert Einstein e do pintor Pablo Picasso, a atração vai contar a história da escritora Mary Shelley, autora de “Frankenstein”. “Mary Shelley inspirou incontáveis cineastas com sua história sobre uma maldição trazida à vida por erro da ciência, porém poucos capturaram as reflexões profundas sobre a sociedade no mito que ela criou”, disse o cineasta Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”), produtor da série, em comunicado. “Poucos conhecem os desafios que ela enfrentou pela desigualdade de gênero e como ela foi uma significativa influência histórica e social.” Publicado em 1818, a história sobre a criação de um monstro pelo cientista Victor Frankenstein é considerada a primeira obra de ficção científica mundial. A primeira versão foi publicada sem dar os devidos créditos à Shelley, que na época tinha apenas 19 anos. Curiosamente, esta história será contada nos cinemas em poucas semanas. O filme “Mary Shelley”, em que a jovem escritora é vivida por Elle Fanning, estreia em maio nos Estados Unidos. Já os produtores da série ainda estão atrás de uma atriz para viver a romancista. Nas temporadas anteriores, Geoffrey Rush deu vida a Albert Einstein e Antonio Banderas interpretou Pablo Picasso. O anúncio da 3ª temporada foi feito poucos dias antes da estreia da 2ª. “Genius – A Vida de Pablo Picasso” (título nacional) irá ao ar em 22 de abril, às 21h45, no canal NatGeo.
Charlize Theron revela ter entrado em depressão após engordar para o filme Tully
Charlize Theron contou ao programa Entertainment Tonight que ganhou 23 quilos para interpretar sua personagem no filme “Tully”, o que alterou o seu humor e a mergulhou na depressão. E não foi fácil recuperar seu peso normal. Em “Tully”, a atriz interpreta uma mãe de três filhos, fatigada com o dia a dia da família e do trabalho. Segundo ela, seus filhos de verdade se referem a essa fase como “o filme em que a mamãe tinha uma grande barriga”. “Eu queria me sentir como aquela mulher. E ganhar peso foi a melhor maneira de me aproximar de sua realidade”, ela explicou, sobre o que levou a incorporar a personagem de forma tão intensa. “Mas foi uma surpresa pra mim”, observou. “Fui atingida com força pela depressão. Pela primeira vez na minha vida, comi muito alimento processado e ingeri muita bebida com açúcar. Eu não era uma companhia agradável na época”, conta. Ganhar peso foi difícil, mas perder os quilos foi um “inferno”. “Demorei um ano e meio”, revelou, sobre o tempo que ficou em dieta. “Foi uma longa jornada. Fiquei preocupada, pois quando engordei para ‘Monster’ (filme de 2003), eu parei de comer besteira por cinco dias e já estava bem. Mas o corpo aos 27 anos é bem diferente do corpo aos 43, e meu médico me fez entender isso.” “Tully” volta a juntar Charlize Theron com o diretor e a roteirista de “Jovens Adultos”. Escrita por Diablo Cody e dirigida por Jason Reitman, a comédia tem estreia prevista para 24 de maio no Brasil.
Anon: Amanda Seyfried vira hacker em trailer da nova sci-fi do diretor de Gattaca
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Anon”, que marca a volta o diretor Andrew Niccol (de “Gattaca” e “O Preço do Amanhã”) ao gênero da ficção científica. A trama acompanha um detetive num mundo onde não existe mais privacidade, onde a vida de todos é rastreável e registrada pelas autoridades. Por conta disso, ele se vê diante de um mistério ao investigar assassinatos sem pistas. O segredo desses crimes é a ação de um hacker, capaz de apagar ou implantar imagens não só nas câmeras, mas também nas retinas das pessoas. E a única forma de encontrá-lo é usar outro hacker, no caso uma mulher sem identidade, capaz de apagar a si mesma e que já está ligada ao caso, uma vez que os mortos são seus antigos clientes. Clive Owen (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) vive o detetive e Amanda Seyfried (“Ted 2”), irreconhecível de peruca preta, interpreta a hacker. O elenco ainda inclui Colm Feore (série “House of Cards”), Rachel Roberts (“Simone”), Iddo Goldberg (série “Salem”), Sonya Walger (“A Acompanhante”) e Mark O’Brien (série “Halt and Catch Fire”). Escrito e dirigido por Niccol, “Anon” estreia na plataforma de streaming em 4 de maio.
Denzel Washington volta a ação no trailer legendado de O Protetor 2
A Sony divulgou o pôster, quatro fotos e o primeiro trailer de “O Protetor 2”, em versões legendada e dublada em português. A sequência do filme de ação de 2014 volta a trazer Denzel Washington no papel-título, como o protetor dos fracos Robert McCall. A prévia abre com uma cena reminiscente do primeiro longa, com Denzel dando uma lição em homens valentes que maltrataram uma garota de programa. Mas se trata apenas de aperitivo. A trama começa mesmo quando uma velha amiga do protagonista é assassinada. Isto coloca McCall, um ex-agente especial que ajuda aqueles que não podem se defender, em nova missão de vingança. O elenco inclui Pedro Pascal (série “Narcos”), Bill Pullman (“Independence Day: O Ressurgimento”), Melissa Leo (série “Wayward Pines”), Jonathan Scarfe (série “Van Helsing”) e Sakina Jaffrey (série “Timeless”) A franquia é baseada numa série clássica dos anos 1980 (“The Equalizer”), que trazia Edward Woodward no papel de McCall. E a continuação foi escrita e dirigida pelo mesmo time do primeiro filme, respectivamente o roteirista Richard Wenk e o diretor de Antoine Fuqua. A estreia de “O Protetor 2” está marcada para 16 de agosto no Brasil, quase um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Novo trailer legendado de Deadpool 2 zoa Thanos, DC Comics e ainda apresenta heróis da X-Force
A Fox divulgou o novo trailer legendado de “Deadpool 2”, que mostra o personagem vivido por Ryan Reynolds juntando um grupo de heróis para combater Cable (Josh Brolin). Desta vez, ele apresenta alguns dos novos personagens. Mas o melhor continua a ser o humor cretino do herói, que não poupa Thanos, vivido pelo mesmo Josh Brolin em “Vingadores: Guerra Infinita”, nem os filmes da DC Comics. Os personagens da X-Force introduzidos na prévia são os mutantes Dominó (Zazie Beetz, vinda da série “Atlanta”), Bedlam (Terry Crews, de “Os Mercenários”) e Shatterstar (Lewis Tan, de “Punhos de Ferro”). Mas ainda há participações não confirmadas de Bill Skarsgard (“It – A Coisa”) e Shioli Kutsuna (“The Outsider”), possivelmente vivendo Zeitgeist e Faísca (Surge), além dos retornos de Colossus (agora interpretado por Stefan Kapicic) e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand). O trailer também volta a resumir que Deadpool vai enfrentar Cable, porque este banca o Exterminador do Futuro, viajando no tempo com a missão de eliminar um menino mutante (Julian Dennison, de “A Incrível Aventura de Rick Baker”) – possivelmente Russell “Rusty” Collins. Dirigido por David Leitch (“De Volta ao Jogo”), “Deadpool 2” tem lançamento previsto para 17 de maio no Brasil, um dia antes da estreia nos Estados Unidos.
David Cronenberg vai receber Leão de Ouro pela carreira no Festival de Veneza 2018
O cineasta canadense David Cronenberg vai receber um Leão de Ouro especial por sua carreira no Festival de Veneza 2018. Autor de filmes que exploram temas como mutações, deformações e o horror do corpo e da mente, como em “Os Filhos do Medo” (1979), “Videodrome” (1983), “A Mosca” (1986), “Crash – Estranhos Prazeres” (1996), “Um Método Perigoso” (2011) e “Mapas para as Estrelas” (2014), o diretor de 75 anos é considerado um dos cineastas mais influentes do cinema contemporâneo. “Enquanto Cronenberg esteve inicialmente confinado aos territórios marginais dos filmes de terror (…), foi capaz de construir, filme após filme, um edifício original e muito pessoal”, descreveu Alberto Barbera, diretor do Festival de Veneza, em comunicado. “Sempre gostei do Leão de Ouro de Veneza: Um leão voando com asas de ouro. Essa é a essência da arte, a essência do cinema”, reagiu Cronenberg ao receber a notícia. Curiosamente, Cronenberg só estreou em 2011 no Festival de Veneza com seu filme “Um Método Perigoso”, sobre o começo da psicanálise. Foi seu primeiro e único filme selecionado para a disputa do Leão de Ouro. Em comparação, ele disputou cinco vezes a Palma de Ouro no Festival de Cannes, chegando a venceu o Prêmio do Júri por “Crash”, em 1996. Cronenberg também venceu um Prêmio de Contribuição Artística Extraordinária por “eXistenZ”, no Festival de Berlim de 1999. O Festival de Veneza 2018 vai acontecer entre 29 de agosto e 8 de setembro.
Filme “maldito” de Terry Gilliam vai encerrar o Festival de Cannes 2018
A organização do Festival de Cannes 2018 anunciou que o filme de encerramento da mostra será “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote), em que o diretor americano Terry Gilliam trabalha há 20 anos. A exibição irá acontecer apesar de Gilliam estar proibido de lançar comercialmente o filme. Ele foi impedido por um produtor português, Paulo Branco, que comprou os direitos do longa através de sua empresa Alfama Films, baseada na França. Mas os dois se desentenderam durante a pré-produção e o produtor tentou impedir as filmagens, desencadeando uma crise. O diretor entrou na justiça francesa para anular a cessão de direitos, enquanto tratou de terminar o longa amaldiçoado com apoio de outra produtora. A briga judicial apenas prolongou a via crucis de Gilliam, que começou a pré-produção de “The Man Who Killed Don Quixote” em 1998, há exatos 20 anos. A filmagem original teve início em 2000, com Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel principal, e foram tantos problemas, incluindo inundações, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar seu projeto, chegando a filmar Ewan McGregor (“O Escritor Fantasma”) como protagonista e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas a produção precisou ser novamente interrompida, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), mas a briga com o produtor português adiou o projeto e Hurt acabou morrendo em janeiro de 2017, precisando ser substituído na terceira filmagem, desta vez definitiva. Assim, quem acabou filmando os papéis principais foram Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Jonathan Pryce (série “Game of Thrones”). O elenco final também inclui Olga Kurylenko (“Oblivion”), Stellan Skarsgård (“Ninfomaníaca”), Óscar Jaenada (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Jordi Mollà (“Riddick”), Sergi López (“Faces de uma Mulher”), Jason Watkins (série “Taboo”) e Rossy de Palma (“Madame”). Mas enquanto Gilliam comemorava o fim das filmagens, um tribunal de Paris se pronunciou em primeira instância em favor do produtor português, embora tenha rejeitado seu pedido de parar as filmagens. O cineasta recorreu e a decisão da justiça francesa foi marcada para 15 de junho, data em que se saberá qual será o destino do filme. Inspirado no clássico de Miguel de Cervantes, o longa gira em torno de um cansado diretor de comerciais que viaja para a Espanha para uma gravação, mas acaba embarcando numa jornada bizarra de volta no tempo, onde encontra Dom Quixote, que imediatamente o confunde com Sancho Pança e o arrasta para uma série de aventuras catastróficas. Quase tão catastróficas como a história de bastidores do próprio filme.
Lars Von Trier é “perdoado” e volta ao Festival de Cannes em meio à denúncias de abuso sexual
O diretor dinamarquês Lars von Trier está de volta ao Festival de Cannes, apenas sete anos e dois filmes depois de ser considerado “persona non grata” no evento. Seu novo filme, “The House that Jack Built”, será exibido fora de competição. Seco, o comunicado diz apenas isso, além de citar a decisão do presidente do festival. “Pierre Lescure, presidente do Festival, e seu conselho de administração decidiram acolher o retorno do diretor dinamarquês Lars von Trier, Palma de Ouro de 2000, na mostra oficial. Seu novo filme será exibido fora de competição”, diz a íntegra da nota. “Pierre Lescure trabalhou muito nos últimos dias para tentar retirar o status de persona non grata” do dinamarquês, acrescentou Thierry Frémaux, diretor geral do festival. Von Trier tinha sido banido em 2011, após afirmar, na entrevista coletiva da première de “Melancolia”, que tinha “simpatia” por Hitler. Apesar de um pedido de desculpas, justificado por sua dificuldade com a língua inglesa, ele foi expulso do festival e declarado “persona non grata” na Croisette, uma punição sem precedentes. Apesar disso, “Melancolia” permaneceu na competição e rendeu o prêmio de Melhor Atriz para a americana Kirsten Dunst. Seu retorno acontece em meio a escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, inspirada pelo movimento #MeToo. No caso de Bjork, os abusos teriam acontecido durante as filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Ela compartilhou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e descreveu explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder. Já a jornalista Anne Lundtofte descreveu, na reportagem da New Yorker, o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e irem nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Elas também apontaram Peter Aalbaek Jensen, ex-CEO do estúdio, como um dos principais assediadores. Ou seja, a decisão de “perdoar” Von Trier não poderia ter acontecido no pior momento possível, em franco contraste com as reivindicações do movimento #MeToo. “The House That Jack Built” traz Matt Dillon (série “Wayward Pines”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Uma Thurman (“Ninfomaníaca”) e Bruno Ganz (“O Leitor”) numa história de serial killer.
Sem blockbusters, cinemas recebem filmes de José Padilha, Wim Wendes e Hirokazu Kore-Eda
Em semana sem blockbusters, a programação de cinema ganha perfil de festival internacional, com lançamentos de Wim Wenders, Hirokazu Kore-Eda, José Padilha e do retorno de Ruy Guerra após mais de uma década. Mas só os nomes famosos não garantem bons filmes. Até o terror horroroso com maior distribuição, que abre em 380 salas, é de um diretor francês conhecido. “Exorcismos e Demônios” tem direção de Xavier Gens, que retorna ao gênero que o consagrou em “(A) Fronteira” (2007), após fracassar em produções mais convencionais. Baseado numa história real, conta a história do exorcismo de uma jovem freira esquizofrênica por um padre psicopata, com requintes de crueldade. O fato chocou a Romênia e inspirou um filmão. Não este, mas “Além das Montanhas” (2012), do romeno Cristian Mungiu. A versão de terror, porém, não passa de um sub-“O Exorcismo de Emily Rose” (2005), que conseguiu uma rara unanimidade entre a crítica norte-americana: atingiu 0% (zero por cento) de aprovação no site Rotten Tomatoes. Um horror de ruim. Festival internacional “7 Dias em Entebbe” é o segundo filme internacional de José Padilha e, como “RoboCop” (2014), trata de história já vista antes, a quarta filmagem de uma das missões de resgate e combate ao terror mais famosas de todos os tempos: o salvamento dos passageiros de um voo da Air France vindo de Tel Aviv, que teve sua trajetória desviada para Entebbe, em Uganda, por sequestradores em 1976. Em vez de destacar a ação de resgate como as produções B anteriores – entre elas, telefilmes com Charles Bronson (“Desejo de Matar”) e Linda Blair (“O Exorcista”) – , Padilha optou por enfatizar o aspecto político da trama, em especial a causa palestina. Para completar a revisão, ainda minimizou o papel do comandante da missão, considerado herói em Israel – e que era irmão do atual Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu. O resultado desarma um longa que estampa metralhadoras e militares em seu pôster, em favor de cenas demasiadamente discursivas. A crítica norte-americana bocejou, com 22% de aprovação no Rotten Tomatoes. O longa do alemão Wim Wenders, “Submersão”, é um melodrama romântico, em que a sueca Alicia Vikander (“Tomb Raider”) e o inglês James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) se apaixonam e são separados por seus trabalhos arriscados, que flertam com tragédias. Ele viaja à Somália para libertar prisioneiros de jihadistas, enquanto ela explora as profundezas do oceano num mini-submersível. Diante de situações de morte iminente, resta aos dois as lembranças de um encontro na véspera de Natal ocorrido em uma praia. Vale dizer que o trailer é ótimo. Já o filme demora quase duas horas para contar o que se vê na prévia de dois minutos. Lento de doer, tem apenas 16% de aprovação. Ao contrário dos demais, “O Terceiro Assassinato” tem avaliação positiva, 90% no Rotten Tomatoes. Mas mesmo entre os elogios se constata um consenso de que é um trabalho menor do japonês Hirokazu Kore-Eda. O que começa com tons de suspense logo se transfigura num drama de tribunal. A trama gira em torno do julgamento de um assassino confesso, que seu advogado suspeita ser inocente, e a situação vira uma discussão metafísica do que seria a verdade. O alemão “De Encontro com a Vida”, de Marc Rothemund (“Uma Mulher Contra Hitler”) é o mais previsível da lista. Baseado numa história real, acompanha um jovem que perde 90% da visão, mas consegue fingir não ter deficiência para conseguir um emprego num hotel de luxo. A trama edificante logo vira uma comédia romântica, quando uma camareira entra na história. Seleção brasileira “Todo Clichê do Amor” vai da comédia rasgada à conversa dramática em três histórias diferentes, amarradas por um cacoete estilístico do ator e diretor Rafael Primot em seu segundo longa – após o surpreendente “Gata Velha Ainda Mia” (2014). Apesar do elenco atuar em volume histérico, há nuances que sobrevivem aos clichês do título. O bom elenco feminino inclui Maria Luisa Mendonça (série “Magnífica 70”), Débora Falabella (“O Filho Eterno”) e Marjorie Estiano (“Sob Pressão”) como uma dominatrix. “Quase Memória”, o “novo” longa de Ruy Guerra, foi exibido pela primeira vez no Festival do Rio de… 2015, o que comprova a dificuldade enfrentada pelos filmes brasileiros para chegar aos cinemas. Se uma obra do diretor de clássicos como “Os Cafajestes” (1962), “Os Fuzis” (1964), “Ópera do Malandro” (1986), “Kuarup” (1989) e “Estorvo” (2000) sofre com isso, o que dirá um diretor estreante. E olha que se trata da adaptação de um best-seller nacional, o livro homônimo de Carlos Heitor Cony, com mais de 400 mil exemplares vendidos, e estrelado por um dos atores mais populares do país, Tony Ramos, que volta a protagonizar um filme após o ótimo trabalho em “Getúlio” (2014). Expoente do Cinema Novo, Ruy Guerra não filmava desde “O Veneno da Madrugada” (2005) e retorna com um filme “borgiano”, em que um homem velho (Ramos) encontra sua versão jovem (Charles Fricks) e idealista, e ambos lembram do pai (vivido por João Miguel). Se o encontro se dá em tom teatral, as lembranças têm abordagem quase surrealista, ao se desdobrarem numa história fabulosa de tom circense, pela distorção causada pela memória distante. O elenco da produção ainda inclui Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”) e Antonio Pedro (“A Casa da Mãe Joana”). Por fim, o documentário “Construindo Pontes” tem a plasticidade que se espera da diretora de fotografia de “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo” (2009) e “Lixo Extraordinário” (2010), apesar de ser construído em cima de conversas entre Heloísa Passos e seu pai, Álvaro, que viveu o auge de sua carreira de engenheiro civil durante o “milagre econômico” da ditadura militar. Esquerdista convicta de que o Brasil sofreu um golpe com o Impeachment de Dilma Rousseff, ela não consegue aceitar o saudosismo do pai pela ditadura e seu apoio a Sergio Moro, o juiz que participa do acordo das elites para tirar Lula das eleições deste ano. As discussões entre os dois ilustram a polarização em que se encontra o país. Mas, de forma inconsciente, também a cegueira de quem polariza, já que inicia com uma filmagem em super-8 das Sete Quedas, as cachoeiras destruídas para dar lugar à hidrelétrica Itaipu, uma das obras faraônicas do governo militar, no que se supõe uma crítica à direita, mas não termina com imagens de Belo Monte, a Itaipu do PAC petista, que causou desastre maior, por ir além do crime ambiental, afetando comunidades indígenas para favorecer interesses de corruptos. A não construção desta ponte metafórica é que causa a polarização do país.












