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Etc

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5 de novembro de 2026
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    Comercial revela detalhes do especial televisivo de “reencontro” do elenco de Friends

    4 de fevereiro de 2016 /

    A rede americana NBC divulgou o primeiro comercial do especial dedicado ao diretor James Burrows, que ganhou status de “reencontro” do elenco da série “Friends” na internet. Intitulado “Must See TV: An All-Star Tribute to James Burrows”, o evento chamou atenção por reunir elencos de várias séries clássicas de comédia, mas a prévia revela que se trata de um programa de entrevistas, em que os astros compartilham memórias e piadas, relembrando as produções. O especial celebra um marco histórico: a direção de mil episódios televisivos por Burrows. Além do elenco de “Friends” – menos Matthew Perry, que não pode comparecer por estar em cartaz com uma peça em Londres – , astros das séries “The Big Bang Theory”, “Taxi”, “Cheers”, “Frasier”, “Mike & Molly” e “Will & Grace” também participam do tributo ao diretor, que irá ao ar no dia 21 de fevereiro nos EUA.

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  • Etc

    Decisão do TCU pode mudar regras da captação de incentivos fiscais para a produção cultural no Brasil

    4 de fevereiro de 2016 /

    Uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) pode levar à modificação da aplicação da Lei Rouanet, que assegura incentivos fiscais a empresas patrocinadoras de eventos culturais. Em entendimento do tribunal, aprovado na quarta-feira (3/2), projetos que apresentem “forte potencial lucrativo” ou que tenham capacidade de atrair “suficientes investimentos privados” não devem mais ser beneficiados pela lei. Ao analisar a regularidade do incentivo fiscal a eventos como o “Rock in Rio”, o relator do processo, ministro Augusto Sherman, observou: “Não consigo vislumbrar interesse público a justificar a renúncia de R$ 2 milhões de receita do Imposto de Renda em benefício da realização de um projeto com altíssimo potencial lucrativo, como o ‘Rock in Rio'”. A decisão do tribunal foi motivada pela captação de R$ 6 milhões pelo “Rock in Rio”, que vendeu todos os seus ingressos com antecedência, mas a investigação começou em 2011 após denúncia do Ministério Público, que entendeu que a Lei Rouanet proíbe que esse tipo de evento receba incentivo fiscal. O Ministério da Cultura, responsável pela autorização dos projetos culturais, argumentou no processo que não poderia negar o subsídio para projetos comerciais lucrativos. Mas, segundo Sherman, a lei determina que um fundo específico (o Ficart) deveria incentivar projetos com fins meramente comerciais. Como o Ficart nunca foi criado, o Ministério acaba usando o Fundo Nacional de Cultura, originalmente criado para projetos com menor possibilidade de captar recursos, para todo tipo de incentivo. O relatório do TCU aponta que o patrocínio distorce os objetivos do Ministério da Cultura, como o incentivo à cultura regional, já que o dinheiro prioriza as estratégias de marketing das empresas patrocinadoras. Para o tribunal, isto representa uma inversão de prioridades no uso de recurso público. Caso a determinação vire lei, é possível que as comédias da Globo Filmes também sejam afetadas, uma vez que se encaixam no modelo do “forte potencial lucrativo”. Com isso, sobraria mais dinheiro para o Ministério incentivar outro tipo de padrão cinematográfico para o Brasil. Como ainda cabe recurso da decisão, não há previsão de quando a proibição entrará em vigor.

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  • Etc

    Exposição traz O Mundo de Tim Burton a São Paulo

    4 de fevereiro de 2016 /

    A exposição “O Mundo de Tim Burton” abre nesta quinta-feira (4/1), no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, já com todos os ingressos de estreia esgotados. Felizmente, os fãs terão bastante tempo para visitá-la ao longo dos próximos meses. Ela ficará em cartaz até o dia 15 de maio. Reunindo diversos materiais da carreira do cineasta, a exposição destaca o trabalho criativo de Burton. O material reunido tem quase 500 itens, incluindo obras de arte e esboços nunca antes vistos fora desse evento, passando por personagens de filmes como “Os Fantasmas se Divertem” (1988), “Batman” (1989), “Edward Mãos de Tesoura” (1990), “O Estranho Mundo de Jack” (1993), “Ed Wood” (1994), “Marte Ataca!” (1996), “A Noiva Cadáver” (2005), “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), que revelam o multitalentoso diretor também como pintor, ilustrador, fotógrafo e escritor. Originalmente organizada pelo MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York) em 2009, a exposição já passou pela América do Norte, Ásia, Europa, Oceania e chega agora à América Latina. E na atual versão conta com 150 obras que não estavam nas exposições anteriores. Em uma tentativa de enfatizar o universo excêntrico de Burton, o MIS ainda reuniu algumas obras que inspiraram o diretor, como imagens de filmes surrealistas japoneses, uma réplica de um quadro do pintor holandês Vincent van Gogh e alusões a poetas como Edgard Allan Poe. Os ingressos para a exposição estão à venda na bilheteria do MIS e, para compras antecipadas, podem também ser adquiridos pela internet.

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  • Etc

    Incêndio na Cinemateca Brasileira consumiu mil rolos de filmes e se alastra em polêmicas

    3 de fevereiro de 2016 /

    O balanço negativo do incêndio na Cinemateca Brasileira na madrugada desta quarta (3/2), em São Paulo, ainda vai demorar a ser completado, mas as chamas da polêmica mal começaram. Em nota, o Ministério da Cultura informou que o incêndio destruiu películas rodadas até a década de 1950, mas que teriam cópias. A afirmação foi contrariada pela entrevista coletiva de Olga Futemma, diretora da Cinemateca Brasileira. Segundo ela, um longa-metragem, cujo nome não foi divulgado, foi completamente perdido, além de filmes de cinejornais brasileiros da década de 1940. Olga Futemma também revelou que os filmes não tem seguro, porque as seguradoras não cobrem esse tipo de material autoinflamável. A diretora diz que a Cinemateca vai divulgar futuramente os nomes das obras que foram queimadas e que possuíam cópia ou não. Por sua vez, Maria Dora Mourão, presidente da Sociedade Amigos da Cinemateca, revelou, em entrevista ao jornal O Globo, que cerca de mil rolos de filmes foram destruídos, sendo que 80% deles eram cinejornais. Para ela, o incêndio foi um “desastre absoluto” e resultado de “anos de desmandos”. “Mesmo que esses filmes tenham cópias, ainda é uma grande perda porque a cópia original em nitrato é uma peça, é uma relíquia que precisa ser preservada”, ela lamentou. Maria Dora Mourão reclama da falta de inciativa do Ministério da Cultura desde que a parceria com a Sociedade Amigos da Cinemateca, que geria o funcionamento da Cinemateca, foi suspensa. A suspensão aconteceu há três anos por suspeita no gerenciamento de uma verba de R$ 100 milhões. E desde então, segundo ela, a Cinemateca ficou paralisada, sem avançar em projetos, com equipamentos de última geração parados e o laboratório de restauração (que era considerado pela Federação Internacional dos Arquivos de Filmes, FIAF, um dos três melhores do mundo) sem atividade. Departamentos importantes, como os responsáveis pela restauração e catalogação de obras, foram praticamente abandonados. Para Mourão, a falta de pessoal também fez com que o armazenamento do material de maior potencial inflamável tenha sido negligenciado. O incêndio desta madrugada foi o quarto da história da Cinemateca Brasileira. O primeiro ocorreu em 1957, quando a sede ainda ficava no centro, na Rua Sete de Abril. Outros incidentes ocorreram nos anos de 1969 e 1982. Por conta desse histórico, a câmara atingida, de número 3, foi construída conforme orientações técnicas para armazenar especificamente filmes em suporte de nitrato de celulose. “O prédio do depósito foi construído num local mais afastado da estrutura da Cinemateca, justamente pelo fato de o material ser inflamável”, disse o Ministério, em nota oficial. Localizada na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo, a Cinemateca Brasileira é dona do maior acervo audiovisual da América Latina. São cerca de 30 mil títulos, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares, entre obras nacionais e estrangeiras produzidas desde 1895. Um dos principais materiais do acervo é a coleção de imagens da extinta TV Tupi, a primeira emissora brasileira. Em 1985, a instituição herdou 180 mil rolos com reportagens veiculadas em telejornais do canal, além de fitas dos programas voltados ao entretenimento. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as causas do incêndio ainda serão investigadas.

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  • Etc,  Série

    George Clooney e Hugh Laurie realizam crossover de Plantão Médico e House na televisão

    3 de fevereiro de 2016 /

    O talk show noturno de Jimmy Kimmel promoveu um encontro inusitado de dois personagens de séries médicas clássicas, o Dr. Doug Ross, vivido por George Clooney em “Plantão Médico” (“ER”) e o Dr. House, personagem de Hugh Laurie na série “House”. O encontro foi ao ar na noite de terça (2/2) nos EUA. Clooney era o convidado de Kimmel na última terça-feira, dia 2 de fevereiro. O apresentador queria oferecer aos fãs um encontro nostálgico entre os atores de “Plantão Médico”. Mas, como não conseguiu trazer ninguém mais da série clássica, optou por promover o primeiro crossover da história entre “Plantão Médico” e “House”. O resultado foi uma esquete cômica, em que Clooney e Laurie voltaram a usar jalecos e ridicularizar a medicina televisiva, enquanto tentam curar Kimmel de uma doença fictícia. Embora Laurie nunca tenha aparecido em “Plantão Médico” nem Clooney em “House”, os dois atores já atuaram juntos, enfrentando-se na fantasia “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível”, lançada nos cinemas em 2015.

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  • Etc

    Incêndio destrói depósito de filmes clássicos da Cinemateca Brasileira

    3 de fevereiro de 2016 /

    Um incêndio atingiu na madrugada desta quarta-feira um depósito de filmes da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Segundo os bombeiros, as chamas destruíram parte do acervo da instituição, mas não há informações sobre o prejuízo total do incidente. Ninguém se feriu. A corporação foi acionada às 5h30 e oito viaturas participaram da ocorrência de combate ao fogo, que durou 30 minutos, e de rescaldo, que também durou 30 minutos. A Cinemateca Brasileira, que é vinculada à Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura, possui o maior acervo de filmes clássicos da América Latina, de acordo com o site oficial da instituição. São mais de 200 mil rolos de filmes, que correspondem a 30 mil títulos de obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários, programas da antiga TV Tupi e registros familiares, nacionais e estrangeiros, produzidos desde 1895. Segundo nota do Ministério da Cultura, o fogo atingiu a câmara 3 do depósito de filmes, local onde são armazenadas matrizes (originais) das produções audiovisuais, mas todo o material danificado tinha cópias. Os filmes estavam armazenados em um suporte de nitrato de celulose, que é altamente inflamável. O material é característico da produção cinematográfica brasileira anterior à década de 1950. Conforme orientações técnicas, o prédio do depósito foi construído num local mais afastado da estrutura da Cinemateca, justamente pelo fato de o material ser autoinflamável, e nenhuma outra construção foi atingidada. As causas do incêndio estão sendo investigadas pelo Corpo de Bombeiros. Em dezembro do ano passado, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu da Língua Portuguesa, no centro de São Paulo, destruindo o telhado do prédio histórico que também abriga a Estação da Luz.

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  • Etc,  Filme,  TV

    Sucesso de Os Dez Mandamentos inspira o surgimento da Record Filmes

    2 de fevereiro de 2016 /

    O sucesso de “Os Dez Mandamentos” inspirou a Record, segunda maior rede de TV do país, a estruturar a Record Filmes, área de negócios voltada a projetos cinematográficos, seguindo os passos da primeira inciativa do gênero, a Globo Filmes, de sua maior rival comercial. O novo departamento já está sendo capitaneado por Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record e autor de uma biografia sobre o dono da emissora, o bispo Edir Macedo. Por sinal, a versão de cinema da biografia de Edir Macedo deve ser o próximo lançamento da empresa. O projeto “já despertou interesse de produtoras e distribuidoras internacionais”, revelou Tavolaro em entrevista ao site Filme B. Mas não há previsão de estreia. O projeto ainda está sendo roteirizado e será dirigido por Alexandre Avancini, diretor da novela e do filme “Os Dez Mandamentos”. Segundo Tavolaro, a Record Filmes também já começou “a receber propostas para os futuros projetos”, que não se limitarão à projetos ligados à rede de TV. Nenhum gênero deve ser descartado: documentários, filmes biográficos, comédias, tramas policiais e romances. “Estamos abrindo uma nova perspectiva para a produção de cinema, que vai além das comédias que dominaram o mercado. O público quer outros formatos e aceita propostas inovadoras”, disse, referindo-se ao gênero de maior sucesso entre os longas da Globo Filmes. Ele também demonstrou, na entrevista, estar interessado na forma como a Globo Filmes vêm trabalhando, transformando filmes em minisséries televisivas – o caminho oposto do que ocorreu com “Os Dez Mandamentos”. “A gente acredita nos produtos que temos na grade, que como demonstra o sucesso de Os Dez Mandamentos, atingiu todas as camadas da população. Mas outras ideias podem surgir no cinema e virar, por exemplo, uma série de televisão e vice-versa”, comentou. Concorrência é sempre a melhor maneira de estimular o mercado. Entretanto, Tavolaro não informou o valor do investimento que será feito no novo departamento.

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  • Etc

    Os Dez Mandamentos bate recorde de bilheteria com cinemas vazios

    1 de fevereiro de 2016 /

    O filme “Os Dez Mandamentos”, versão condensada da novela de mesmo nome, vendeu 2 milhões de ingressos em seus primeiros três dias, atingindo o faturamento de R$ 24,22 milhões. Os dados são da empresa ComScore e foram divulgados nesta segunda-feira (1/2). Assim, a novela da Record bateu “Tropa de Elite 2”, que detinha o recorde anterior de maior estreia nacional, com 1,2 milhões de ingressos vendidos em seu final de semana de estreia. Os números, por sinal, aproximam a produção televisiva de blockbusters americanos, como “Vingadores: Era de Ultron”, com 2,6 milhões de ingressos, e “Velozes e Furiosos 7”, 2,3 milhões em seus primeiros três dias. A produção tinha praticamente esgotado todos os ingressos em pré-venda – fala-se em 3 milhões de ingressos vendidos para as primeiras semanas. Mas o estímulo do marketing religioso, que incluiu, segundo levantamento do site UOL, compra em massa de entradas por integrantes da Igreja Universal, rendeu um fenômeno paradoxal: bilheterias esgotadas com salas vazias. O site da revista Veja também repercutiu o fato, encontrando diversos cinemas vazios em São Paulo, mesmo com todos os seus ingressos vendidos. “Se tem lugar? Tem todos, a sala está praticamente vazia”, disse um funcionário do Playarte Marabá, no centro da capital paulista, à Veja, arriscando, inclusive, sua interpretação para o fenômeno. “Os pastores compraram as lotações de ‘Os Dez Mandamentos’ e distribuíram para os fiéis, mas eles não estão vindo em massa, não. De tarde, aparece um pessoalzinho.” Em Recife, um único comprador adquiriu 22.700 ingressos de uma rede de cinemas para todas as sessões, em todos os horários do filme durante as duas primeiras semanas de exibição do longa na cidade. “Passamos uma manhã inteira imprimindo de uma vez só os 22 mil ingressos. Nunca tinha visto algo do tipo nos dez anos em que trabalho no cinema”, revelou o funcionário do cinema ao UOL, contando que o comprador seria alguém ligado à Universal e que teria dito que pretendia distribuir os ingressos. Ao UOL, a Igreja Universal disse não ter comprado ingressos. De acordo com a distribuidora Paris filmes, o lançamento de “Os Dez Mandamentos” em 1,1 mil cinemas (um terço de todo o parque exibidor nacional) alcançou média de 550 espectadores por sala. Mas, no humor das redes sociais, esta lotação é quase toda espiritual. “Só tinha anjinhos na plateia, por isso a gente não via”, escreveu no Twitter um dos espectadores de uma das sessões vazias. A Veja também apurou que o lançamento, com números de blockbuster, não gera filas em lugar nenhum, conforme acontece com as exibições de outros filmes de vendagem similar. LEIA TAMBÉM: Sucesso de Os Dez Mandamentos inspira o surgimento da Record Filmes O Telecine, canal pago da Globo, vai exibir Os Dez Mandamentos

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  • Etc

    Um dia após perder o pai, Vanessa Hudgens arrasa em Grease Live. Veja 11 clipes do musical

    1 de fevereiro de 2016 /

    O especial “Grease Live”, apresentação ao vivo do musical “Grease”, superou as expectativas da crítica e diversas dificuldades inesperadas para se tornar o maior sucesso da noite de domingo no canal americano Fox. A produção atraiu 12,2 milhões de espectadores e marcou 4.3 pontos na medição demográfica do instituto Nielsen, que foca a audiência do público-alvo dos anunciantes. A transmissão teve que enfrentar uma chuva imprevista nas cenas ao ar livre, trocas de figurino complicadas e uma angustiante perda de áudio, mas os principais comentários nas redes sociais se focaram no drama de bastidores de Vanessa Hudgens. Seu pai faleceu de câncer um dia antes da apresentação e, mesmo assim, ela participou do espetáculo, dando vazão ao velho mote de que “o show não pode parar”. Ao final, ela deu a melhor performance da noite, como Betty Rizzo, e os créditos do especial homenagearam a memória de seu pai. Vanessa não cantava numa produção desde a franquia televisiva “High School Musical” (2006-2008) e o filme “High School Band” (2009). Sua colega em “High School Musical”, Ashley Tisdale prestou sua solidariedade no Twitter. “Eu não esperaria menos do que isso. Vanessa Hudgens está detonando! Tão orgulhosa da minha garota!”, ela escreveu. O espetáculo foi baseado na peça homônima de 1971, mas manteve referências ao sucesso de cinema “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), estrelado por John Travolta (“Dupla Implacável”) e Olivia Newton-John (“Depois dos 30”), a maior bilheteria de um filme musical na história. Aaron Tveit (série “Graceland”) e Julianne Hough (“Rock of Ages”) ficaram com os papeis principais, como o casal Danny Zucko e Sandy. “Grease Live” foi o segundo maior sucesso dos revivals musicais que viraram moda na TV americana desde a exibição de “The Sound of Music”, versão ao vivo de “A Noviça Rebelde” estrelada pela cantora Carrie Underwood em 2014. Sua audiência só perdeu para a do próprio “The Sound of Music”, visto por 18 milhões de espectadores. Os demais especiais foram “The Wiz” (11,5 milhões) e “Peter Pan Live” (9,2 milhões). Confira abaixo algumas cenas do especial:

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    Kung Fu Panda 3 estreia em 1º lugar nos EUA e na China

    31 de janeiro de 2016 /

    A animação “Kung Fu Panda 3” assumiu a liderança das bilheterias norte-americanas, faturando US$ 41 milhões em seu fim de semana de estreia. A quantia é inferior à arrecadação dos filmes anteriores (o primeiro abriu com US$ 60,2 milhões e o segundo US$ 47,6 milhões), mas bastante positiva em meio à onda de prejuízos que o estúdio DreamWorks Animation vêm acumulando – em três dias, fez quase metade do que “Os Pinguins de Madagascar” arrecadaram nos EUA em 2015. O desempenho é ainda melhor no mercado internacional. “Kung Fu Panda 3” rendeu mais na China, onde seu lançamento bateu o recorde de abertura de animação, com US$ 57 milhões. Foi a primeira vez que um filme estreou simultaneamente nos EUA e no mercado chinês, e o resultado positivo deve estimular novos lançamentos casados. A recepção na Coreia do Sul também foi ótima, rendendo US$ 11 milhões, seguida pela Rússia, com US$ 5,1 milhões. O Top 3 americano foi completado por dois veteranos do ranking, “O Regresso”, que no sábado (30/1) consagrou Leonardo DiCaprio com o SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores), e “Star Wars: O Despertar da Força”, que já está a somente US$ 5 milhões de completar os US$ 900 milhões de arrecadação nos EUA, e a US$ 20 milhões de atingir US$ 2 bilhões mundiais. Os outros dois lançamentos amplos da semana não se deram tão bem. O filme de desastre e heroísmo da Disney, “Horas Decisivas”, abriu em 4º lugar com US$ 10,3 milhões, mas desastre mesmo foi a performance de “Cinquenta Tons de Preto”. A paródia de “Cinquenta Tons de Cinza”, escrita e estrelada por Marlon Wayans, fracassou nas bilheterias, com US$ 6,1 milhões, ficando apenas em 9º lugar. Para completar, levou tomatadas podres, registrando pífios 13% de aprovação na média da crítica, calculada pelo site Rotten Tomatoes. O público brasileiro vai demorar para poder conferir essas estreias. “Horas Decisivas” estreia em 18 de fevereiro, e tanto “Kung Fu Panda 3” quanto “Cinquenta Tons de Preto” chegam aos cinemas nacionais somente em 3 de março. BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Kung Fu Panda 3 Fim de semana: US$ 41 milhões Total EUA: US$ 41 milhões Total Mundo: US$ 116 milhões 2. O Regresso Fim de semana: US$ 12,4 milhões Total EUA: US$ 138,1 milhões Total Mundo: US$ 247,6 milhões 3. Star Wars: O Despertar da Força Fim de semana: US$ 10,7 milhões Total EUA: US$ 895,4 milhões Total Mundo: US$ 1,9 bilhão 4. Horas Decisivas Fim de semana: US$ 10,3 milhões Total EUA: US$ 10,3 milhões Total Mundo: US$ 11,9 milhões 5. Policial em Apuros 2 Fim de semana: US$ 8,3 milhões Total EUA: US$ 70,7 milhões Total Mundo: US$ 88,5 milhões 6. Boneco do Mal Fim de semana: US$ 7,8 milhões Total EUA: US$ 21,5 milhões Total Mundo: US$ 21,5 milhões 7. Tirando o Atraso Fim de semana: US$ 7,5 milhões Total EUA: US$ 22,8 milhões Total Mundo: US$ 22,8 milhões 8. A 5ª Onda Fim de semana: US$ 7 milhões Total EUA: US$ 20,1 milhões Total Mundo: US$ 47,5 milhões 9. Cinquenta Tons de Preto Fim de semana: US$ 6,1 milhões Total EUA: US$ 6,1 milhões Total Mundo: US$ 6,1 milhões 10. 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 42,5 milhões Total Mundo: US$ 42,5 milhões

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  • Etc,  Filme,  Série

    Premiação do Sindicato dos Atores consagra a diversidade que falta ao Oscar

    31 de janeiro de 2016 /

    O Sindicato dos Atores dos EUA (SAG, na sigla em inglês) entregou seus prêmios anuais na noite de sábado, em Los Angeles. E além de sacramentar Leonardo DiCaprio e Brie Larson como os Melhores Atores do ano, respectivamente por “O Regresso” e o “Quarto de Jack”, alimentou a polêmica em torno da falta de diversidade do Oscar com o reconhecimento a Idris Elba como Melhor Ator Coadjuvante por “Beasts of No Nation”. Nem Elba nem qualquer outro ator negro foram indicados ao Oscar. E isto fará com que, apenas pela segunda vez nesta década, os quatro vencedores individuais do SAG Awards não sejam repetidos na premiação da Academia. A única diferença anterior tinha sido na mesma categoria de Elba, quando Tommy Lee Jones (“Lincoln”) perdeu o Oscar para Christoph Waltz (“Django Livre”) em 2013. A vitória nos SAG Awards dá amplo favoritismo a Leonardo DiCaprio na disputa da estatueta da Academia, após sair de mãos vazias em quatro ocasiões anteriores. E também repara a desatenção cometida contra Brie Larson, que já devia ter sido indicada por “Temporário 12” (2013), filmaço que teve como pecado ser uma produção indie, sem dinheiro para campanha de premiação. Ela não é uma revelação inesperada. A sueca Alicia Vikander completou o quarteto premiado, como Melhor Coadjuvante por sua papel em “A Garota Dinamarquesa”. A premiação do Sindicato também chamou atenção para a grande diferença de diversidade entre o cinema e a televisão dos EUA. Se há falta de bons papéis para atores negros em Hollywood, o mesmo não pode ser dito da TV. A maioria esmagadora dos premiados nas categorias televisivas do SAG Awards foram negros. Inclusive o próprio Idris Elba, que recebeu um segundo prêmio na noite, como Melhor Ator de Telefilme ou Minissérie pela produção britânica “Luther”. Além dele, também foram premiadas Queen Latifah (“Bessie”), Uzo Aduba (“Orange Is the New Black”) e Viola Davies (“How to Get Away with Murder”), enquanto apenas dois atores brancos, Jeffrey Tambor (“Transparent”) e Kevin Spacey (“House of Cards”), tiveram seus desempenhos comemorados. Ao contrário do Emmy, o SAG Awards não considera “Orange Is the New Black” dramático, o que lhe permitiu vencer o prêmio de Melhor Elenco em Série de Comédia. E a conquista é outro gol a favor da diversidade, pois não há nenhum elenco mais diversificado que o desta produção do Netflix. As produções do serviço de streaming, por sinal, foram as grandes vencedoras da noite, faturando nada menos que quatro troféus, mais que qualquer outro “canal” ou estúdio. O prêmio de Melhor Elenco de Série de Drama ficou com “Downton Abbey”, que exibiu sua última temporada, enquanto “Game of Thrones” e “Mad Max: Estrada da Fúria” confirmaram seu favoritismo nas categorias de dublês. Considerado o principal prêmio do Sindicato, o troféu de Melhor Elenco de Cinema ficou com “Spotlight: Segredos Revelados”, drama jornalístico estrelado por Michael Keaton, Liev Schreiber, Rachel McAdams e Mark Rufallo, entre outros. Geralmente, o vencedor desta categoria sai como favorito ao Oscar de Melhor Filme. No ano passado, o vencedor foi “Birdman”, que também conquistou o Oscar, mas nem sempre isso se confirma, como ressaltam as vitórias sindicais de “Trapaça” (2013) e “Histórias Cruzadas” (2011), para ficar em exemplos recentes. Vencedores do SAG Awards 2016 CINEMA Melhor Ator Leonardo DiCaprio, “O regresso” Melhor Atriz Brie Larson, “O quarto de Jack” Melhor Ator coadjuvante Idris Elba, “Beasts of No Nation” Melhor Atriz coadjuvante Alicia Vikander, “A garota dinamarquesa” Melhor Elenco “Spotlight: segredos revelados” Melhor Equipe de dublês “Mad Max — Estrada da fúria” TELEVISÃO Melhor Ator em série de comédia Jeffrey Tambor, “Transparent” Melhor Atriz em série de Comédia Uzo Aduba, “Orange is the New Black” Melhor Elenco de série de Comédia “Orange is the New Black” Melhor Ator em Telefilme ou minissérie Idris Elba, “Luther” Melhor Atriz em Telefilme ou minissérie Queen Latifah, “Bessie” Melhor Elenco de série dramática “Downton Abbey” Melhor Ator em série dramática Kevin Spacey, “House of Cards” Melhor Atriz em série dramática Viola Davis, “How to Get Away With Murder” Melhor Equipe de dublês “Game of Thrones”

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    Jacques Rivette (1928 – 2016)

    31 de janeiro de 2016 /

    Morreu o cineasta francês Jacques Rivette, integrante original da nouvelle vague, que se especializou em filmes sobre teatro, mulheres e experimentalismo, criando uma filmografia cultuadíssima, que desafia a cinefilia. Ele faleceu na sexta (29/1) aos 87 anos de idade e, de acordo com a imprensa francesa, sofria do Mal de Alzheimer há alguns anos. Seu nome de batismo era Pierre Louis Rivette. Ele nasceu em 1928 em Rouen, Seine-Maritime, na França. Estudou brevemente literatura na universidade, até ler o livro de Jean Cocteau sobre as filmagens de “A Bela e a Fera” (1949), que lhe despertou o desejo de virar cineasta. Em 1949, ele rodou o seu primeiro curta-metragem, “Aux Quatre Coins”, em sua cidade natal. E no ano seguinte mudou-se para Paris para seguir sua paixão, passando a ser presença constante no Cine-Clube du Quartier Latin e na Cinémathèque Française. Foi na Cinémathèque, em 1950, que veio a conhecer os jovens Claude Chabrol, Jean-Luc Godard e François Truffaut, que devoravam filmes antigos na primeira fila da projeção, chamando atenção por participar ativamente de debates após as sessões. Naquele ano, ele também filmou seu segundo curta, “Le Quadrille”, produzido e estrelado por Godard, e no qual, segundo o próprio Rivette, “absolutamente nada acontece”. Quando o filme foi exibido no Ciné-Club du Quartier Latin, as pessoas começaram a sair, e, no final, os únicos que ficaram foram Godard e uma menina. Rivette começou a escrever críticas de cinema em 1950 para a Gazeta du Cinéma, co-fundada pelo cineasta Éric Rohmer, e foi contratado por André Bazin no ano seguinte para ajudar a lançar a Cahiers du Cinéma. Com ele, vieram todos os enfant terribles da Cinémathèque, mas Rivette foi quem chamou mais atenção por textos em que defendia diretores de Hollywood, como Howard Hawks, John Ford, Nicholas Ray, Alfred Hitchcock e Fritz Lang, ao mesmo tempo em que atacava o “cinema francês de qualidade”, de cineastas como Claude Autant-Lara, Henri-Georges Clouzot e Rene Clement, escrevendo que eles tinham medo de assumir riscos e tinham se corrompido por dinheiro. A colaboração entre o grupo era tão intensa que “O Truque do Pastor” (1956), novo curta de Rivette, foi escrito e produzido por Chabrol. O próprio Chabrol ainda aparecia em cena, com Godard e Truffaut, fazendo figuração. Rivette também ensaiou uma metragem maior, com “Le Divertissement” (1952), que durava 45 minutos. E, após entrevistar diversos cineastas famosos, considerou-se pronto para filmar seu primeiro longa-metragem. “Paris nos Pertence” (1961) levou três anos para ser filmado, devido ao desafio financeiro de se fazer cinema independente. A obra provocava já no título e estabeleceu os princípios da “experiência Rivette” de cinema, sempre à beira do fantástico e do delírio lúdico e noturno, e usando o teatro como metáfora da aventura humana. Na trama, um grupo de jovens atores ensaia para uma produção de Shakespeare que nunca estreia, enquanto fornecem uma mostra da vida boêmia de Paris no final dos anos 1950. Chabrol, Godard, Jacques Demy e Rivette aparecem em papéis menores. A demora em finalizar seu filme o deixou para trás, quando as estreias de Chabrol (“Nas Garras do Vício”, 1958), Truffaut (“Os Incompreendidos”, 1959) e Godard (“Acossado”, 1960) sacudiram os festivais de cinema, chamando atenção para o movimento nouvelle vague. Chabrol já estava no quarto longa quando “Paris nos Pertence” chegou às telas. E para complicar, assim como os primeiros filmes de Éric Rohmer, seu debut não obteve a mesma repercussão que os trabalhos dos colegas. A falta de uma estreia impactante manteve Rivette por mais tempo na Cahiers, onde se tornou editor, entre 1963 e 1965, levando a revista a adotar uma perspectiva semiótica e deixando-a à beira da falência. Em suas próprias palavras, ser crítico nunca foi seu objetivo, apenas “um bom exercício”. Para seu segundo longa-metragem, Rivette escolheu uma adaptação do romance “A Religiosa”, de Denis Diderot. Incapaz de conseguir financiamento para o projeto, ele dirigiu uma versão teatral, produzida por Godard e estrelada pela mulher dele, Anna Karina. Foi um fracasso completo, mas Karina, que depois também estrelou o filme, ganhou prêmios por sua interpretação. Isto inspirou o diretor a aprofundar o roteiro e buscar parceiros para a produção. A repercussão começou já no anúncio das filmagens, quando a Igreja Católica e integrantes do comitê responsável pela censura cinematográfica avisaram que o longa não passaria nos cinemas. Publicada em 1796, a obra de Diderot demonstrava a brutalidade da Igreja, que mantinha jovens confinadas em conventos contra a própria vontade, e se manifestava por meio de cartas de uma noviça pedindo ajuda para escapar daquela vida. Rivette conseguiu ganhar aprovação da censura, mas mesmo assim o filme foi banido por pressão da Igreja. Diversos jornalistas e cineastas protestaram, criando grande expectativa para sua première no Festival de Cannes, que acolheu a obra, juntando-se ao protesto. Com cenas de tortura psicológica, freiras lésbicas e monges libidinosos, “A Religiosa” foi recebido com palmas entusiasmadas. Diante dos elogios da crítica, a censura foi confrontada e o filme pôde chegar aos cinemas, tornando-se, graças à publicidade criada pela polêmica, o maior sucesso da carreira do cineasta. Sua fama de agitador atingiu o ápice na primavera de 1968, quando liderou um movimento contra o afastamento do diretor da Cinémathèque pelo Ministério da Cultura, que levou milhares às ruas e envolveu distribuidores de cinema ao redor do mundo. Sem se contentar com a vitória nesta batalha, aproveitou o ímpeto para exigir o fim da censura e a ingerência do governo no cinema francês, o que levou a uma histórica interrupção do Festival de Cannes em solidariedade. Era maio de 1968 e a imaginação acreditava que chegaria ao poder. Querendo manifestar essa efervescência em filme, Rivette buscou romper com os limites do cinema em seu trabalho seguinte, “L’Amour Fou” (1969). Dispensou o roteiro, a construção de cenas, as convenções e a estrutura de filmagem para realizar uma obra baseada na improvisação. O fiapo de trama acompanhava o ensaio de um grupo de teatro, por sua vez filmado por uma equipe de documentário, e complementado por um drama de bastidores entre o diretor teatral e sua esposa, que também é a atriz principal da peça dentro do filme. A atriz era Bulle Ogier, que se tornaria musa de Rivette, voltando em várias de suas obras. Outra curiosidade é que o longa misturava diferentes bitolas – as cenas do documentário foram filmadas em 16mm -, e terminava num longo take sem cortes da discussão do casal central, culminando na destruição do apartamento em que eles viviam. Entusiasmado com o resultado, o cineasta quis ampliar ainda mais a potencialidade dessa experiência e rodou 30 horas de um novo filme sem roteiro, baseando-se, mais uma vez, em ensaios teatrais e personagens boêmios. Ao editar o resultado em “Não me Toque” (Out 1, 1971), o filme registrou 12 horas e 40 minutos de duração, exibindo múltiplos personagens, vagamente conectados por histórias independentes, cujas tramas se entrelaçavam e revelavam novos personagens com suas próprias tramas paralelas. E tudo a partir da obsessão de um vigarista (Jean-Pierre Leaud), que dizia receber mensagens ocultas do conto “História dos Treze”, de Honoré de Balzac. Apesar da longa duração, ampliada por um ritmo narrativo lento, a ousadia de levar ao limite a estrutura de multiplots teve grande impacto no cinema autoral dos anos seguintes, influenciando Robert Altman, Krzysztof Kieślowski e até Alejandro González Iñárritu. Mas os cinemas não aceitaram a duração de “Não me Toque”, que teve uma première de gala na Casa da Cultura de Le Havre, na Normandia, assistida por 300 pessoas que viajaram de Paris especialmente para a sessão em setembro de 1971. E só. Rivette chegou a planejar exibir o trabalho em capítulos como uma série na TV. Nenhum canal se interessou. Com ajuda da roteirista Suzanne Schiffman, o diretor passou um ano editando uma versão condensada da obra, que batizou de “Out 1: Spectre”. Lançado em 1974, a síntese durava quatro horas e meia e se tornou a versão mais conhecida, até que, em 1989, o Festival de Roterdã resolveu resgatar a maratona original, inspirando a TV francesa a finalmente exibi-la. Depois disso, o filme só foi ganhar sua terceira exibição pública em 2006, como a obra que inaugurou o Museum of the Moving Image, em Nova York, ocasião em que esgotou todos os ingressos e ganhou a fama de ser “O Santo Graal” dos cinéfilos. Seu filme seguinte seguiu rota oposta, com um roteiro bastante estruturado. “Céline e Julie Vão de Barco” (1974) mergulhava na fantasia com referências a “Alice no País das Maravilhas”, mostrando duas desconhecidas: Julie (Dominique Labourier), que segue Céline (Juliet Berto) pelas ruas de Paris e, às vezes, troca de lugar com a outra, até que ambas se vêem transportadas para um drama de época (baseado em contos de Henry James), como se fosse um sonho compartilhado que elas podiam controlar, feito autoras de um livro mágico. Venceu o Prêmio do Júri do Festival de Locarno e influenciou toda a estética “onírica” do diretor David Lynch, mas seu impacto pode ser conferido mesmo no cinema comercial, na trama da comédia “Procura-se Susan Desesperadamente” (1985), estrelada por Madonna. As críticas positivas à forma como destacou a amizade das protagonistas levaram Rivette a planejar uma quadrilogia dedicada às mulheres, batizada de “Cenas da Vida Paralela”, em que cada filme combinaria romance e fantasia. Seu objetivo com esse projeto era aproximar o cinema da poesia. Ele chegou a filmar “Duelo” e “Noroeste” em 1976, opondo personagens fantasiosas, como a Rainha da Noite e a Rainha do Sol e duas piratas, mas sofreu um colapso nervoso durante a produção do terceiro filme, abandonando o projeto em seu começo, após “Duelo” receber críticas negativas e “Noroeste” ser considerado medíocre e ter sua distribuição recusada, causando problemas entre o diretor e seus produtores. Em baixa, Rivette aceitou filmar “Merry-Go-Round” em 1978 por sugestão dos produtores, porque Maria Schneider, a estrela de “O Último Tango em Paris” (1972), queria filmar com ele. O elenco também incluía Joe Dallesandro, muso dos filmes underground de Andy Warhol, numa história de crime de contexto surreal, em que a trilha sonora era tocada por músicos presentes na trama. O filme só chegou aos cinemas em 1981, mesmo ano em que o diretor rodou “Um Passeio por Paris”, considerado o final de uma trilogia sobre a Paris de sua geração – iniciada por “A Cidade Nos Pertence” e “Não Me Toque”. O elenco reunia Bulle Ogier e sua filha, Pascale, como duas mulheres que se encontram de forma aleatória e investigam um mistério estranho e surreal nas ruas da capital francesa, envolvendo vários personagens chamados Max. Como ensaio para esse longa, Rivette ainda dirigiu um curta, “Paris s’en Va”. De volta à filmagem de ensaios teatrais, “Amor por Terra” (1984) trazia Jane Birkin e Geraldine Chaplin como irmãs atrizes, que, após uma apresentação num pequeno apartamento, são convidadas a ensaiar o texto de outra peça numa mansão, baseada na vida do diretor, onde começam a ter visões de uma tragédia prestes a se repetir. Uma das curiosidades desse roteiro é que as irmãs eram Emily e Charlotte, como as irmãs Brontë, e o próximo filme de Rivette, em contraste com sua filmografia experimental, foi uma adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes” (1985), de Emily Brontë, transposta para o sul da França nos anos 1930. Insistente em seu tema, Rivette rodou “O Bando das Quatro” (1989) sobre quatro estudantes de teatro, cujas vidas se alternam entre as peças que ensaiavam e a vida real. Por ocasião da première no Festival de Berlim, ele explicou porque gostava tanto de filmar ensaios: “É muito mais interessante mostrar o trabalho de criação do que o resultado”. O diretor gostou tanto de trabalhar com as jovens atrizes de “O Bando das Quatro” que a experiência o motivou a voltar ao teatro, dirigindo duas peças com as protagonistas do filme. O período também o preparou para rodar o filme que muitos consideram sua obra-prima. Vagamente inspirado num conto de Honoré de Balzac, “A Bela Intrigante” (1991) mostrava como a chegada de uma jovem (Emmanuelle Béart) inspirava...

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    Pesquisa revela que Tom Hanks é o ator favorito dos americanos

    29 de janeiro de 2016 /

    Tom Hanks é o ator favorito do público americano, revelou uma pesquisa organizada pelo site Harris Poll, seguido por Johnny Depp e Denzel Washington, que liderou o ranking no ano passado. Mas enquanto Denzel não estrelou nenhum filme em 2015, Hanks e Depp puderam ser vistos em “Ponte dos Espiões” e “Aliança do Crime”, respectivamente. A lista também homenageia John Wayne, falecido em 1979 e adorado até hoje, a ponto de aparecer em 4º lugar, logo à frente de Harrison Ford, que no ano passado retomou um de seus papeis mais memoráveis, Han Solo em “Star Wars: O Despertar da Força”. Entre as atrizes, Sandra Bullock, foi a mais bem-colocada, aparecendo em 6º lugar, logo à frente de Jennifer Lawrence, a estrela mais nova. Com 25 anos, ela tem quase metade da idade da próxima mais “jovem” da lista, Julia Roberts, que empatou com Brad Pitt em 9º lugar. Os 10 Atores Favoritos dos Americanos 1. Tom Hanks 2. Johnny Depp 3. Denzel Washington 4. John Wayne 5. Harrison Ford 6. Sandra Bullock 7. Jennifer Lawrence 8. Clint Eastwood 9. Brad Pitt / Julia Roberts (empatados)

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