Vencedor do Festival de Berlim vai abrir É Tudo Verdade em São Paulo
Primeiro documentário a vencer o Festival de Berlim, “Fogo no Mar” (“Fuocoammare”, no original), de Gianfranco Rosi, vai abrir o Festival É Tudo Verdade, em São Paulo, dia 7 de abril. O longa de Rosi aborda o impacto da onda de refugiados sobre o cotidiano da pequena ilha mediterrânea de Lampedusa, visto pelos olhos do pré-adolescente Samuele. O cineasta italiano já havia vencido o Festival em Veneza, em 2013, com outro documentário, “Sacro GRA”. A edição carioca do É Tudo Verdade começa um dia depois, em 8 abril, com a exibição de outro filme: a estreia mundial de “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”, de Paola Ribeiro e Cláudio Lobato. O longa resgata o movimento de “poesia marginal” do coletivo de poetas Nuvem Cigada, da Zona Sul do Rio nos anos 1970, em plena ditadura militar. Por meio de livros mimeografados e encontros híbridos, entre “happenings” e saraus, batizados de “Artimanhas”, uma nova geração lançou-se na literatura nacional: Bernardo Vilhena, Chacal, Charles, Ronaldo Santos, além do próprio diretor Cláudio Lobato, entre outros. “O festival deste ano não poderia ter aberturas mais cativantes, ainda que em estilos e por razões muitos distintos”, observou o fundador e diretor do É Tudo Verdade, Amir Labaki, em comunicado. “”Fogo no Mar’ trata com incrível delicadeza e notável talento narrativo a crise humanitária dos refugiados na Europa. É uma enorme honra apresentá-lo em pré-estreia na abertura paulista e agradecemos profundamente a Gianfranco Rosi e a JeanThomas Bernardini da Imovision por este privilégio”. Já ‘As As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana` é uma festa”, prossegue Labaki. “Paola Vieira e Claudio Lobato fizeram um filme colagem, divertido e amoroso, em extraordinária harmonia com o espírito daquele coletivo que marcou época na poesia marginal dos anos 1970. O festival é imensamente grato a eles por confiá-lo a nosso público da abertura carioca”. Após as sessões de abertura para convidados, os dois filmes serão exibidos em projeções abertas ao público dentro da programação do festival, que vai até o dia 17 de abril em São Paulo e Rio. Criado em 1996 pelo crítico Amir Labaki, o festival chega a sua 21ª edição já devidamente consagrado como o principal evento dedicado a documentários do Brasil – e há quem diga até de toda a América Latina.
Gael García Bernal entra no comitê do Oscar 2017
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas integrou três novos membros em seu conselho de 51 membros (chamados pela organização de “governadores”) e nomeou seis membros de minorias para outras posições de liderança, incluindo o ator mexicano Gael García Bernal (“Cartas para Julieta”). A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, anunciou as nomeações depois de uma reunião do conselho administrativo da organização. Além de Bernal, os novos membros do comitê incluem a cinegrafista Amy Vincent (“A Entidade 2”) e a produtora Effie Brown (“Mulheres de Verdade Têm Curvas”). Já os novos “governadores” são o roteirista Gregory Nava (“Frida”), a diretora Jennifer Yuh Nelson (“Kung-Fu Panda”) e o produtor Reginald Hudlin (“Django Livre”), que produziu a cerimônia do Oscar 2016. O conselho também ratificou outras mudanças propostas em janeiro para aumentar a diversidade dentro da Academia, reagindo à falta de diversidade do Oscar 2016. A decisão mais polêmica é a limitação do direito de voto ao Oscar, que só será permitido à pessoas ativas na indústria cinematográfica nos últimos dez anos. Com isso, vários membros atuais perderão o direito a votar no Oscar 2017 – o que gerou revolta entre os membros veteranos. Na manhã desta quarta-feira, a academia emitiu um comunicado em que dizia lamentar “qualquer aspecto da transmissão televisiva do Oscar que tenha sido ofensivo”, em resposta ao protesto, assinado entre outros pelo diretor Ang Lee (“As Aventuras de Pi”), contra piadas feitas, durante a cerimônia de premiação, às custas de estereótipos racistas asiáticos.
Após nova polêmica racial, Academia se desculpa por piadas contra asiáticos no Oscar
A polêmica racial que alimentou o Oscar 2016, sobre a falta de artistas negros entre os indicados à premiação, acabou criando outra saia-justa. Algumas piadas do apresentador Chris Rock tiveram conotação racista, perpetuando estereótipos negativos sobre a população asiática. Como resultado, 25 membros asiáticos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas assinaram uma carta de protesto, entre eles o cineasta Ang Lee, vencedor de dois Oscar de Melhor Direção, por “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005) e “As Aventuras de Pi” (2012). “Temos orgulho de saber que o Oscar atinge milhões de pessoas no mundo todo e que 60% dessas pessoas são asiáticas e potenciais consumidores do mercado cinematográfico”, escreveram os integrantes do protesto, pedindo que a Academia tome atitudes concretas para evitar que piadas de mau gosto contra asiáticos ocorressem novamente, como aconteceu na última cerimônia. Na ocasião, três crianças asiáticas subiram ao palco com envelopes, como se fossem fiscais da auditoria que endossa os resultados da premiação (veja foto acima). Chris Rock ainda mencionou que elas foram responsáveis pela fabricação do telefone celular da maioria do público presente ao evento. O contexto foi interpretado como uma alusão jocosa ao trabalho infantil na Ásia. Após receber a carta de protesto, a Academia se desculpou oficialmente. “A Academia compreende a insatisfação e se desculpa por todos os momentos da cerimônia que possam ter parecido ofensivos. Estamos atentos para dar o nosso melhor e garantir que as próximas cerimônias sejam mais sensíveis no aspecto cultural”, disse um porta-voz da entidade. Segundo fontes da revista Variety, o apresentador Chris Rock foi o responsável pelo roteiro da cerimônia, inclusive a piada com crianças asiáticas. Já a aparição do ator Sacha Baron Cohen como o personagem Ali G, que fez uma alusão a genitais minúsculas de amarelos, numa alusão com duplo sentido aos Minions, teria sido uma decisão do próprio ator e surpreendido a Academia. De qualquer forma, por causa da politização da cerimônia em torno da questão racial e com muita discussão sobre a falta de diversidade na indústria, a piada com asiáticos acabou gerando mais indignação do que risadas.
Polícia prende responsáveis por ataques racistas na internet contra Taís Araújo
A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (16/3) suspeitos de participar dos ataques de teor racista nas redes sociais contra as atrizes Taís Araújo, Sharon Menezes e Cris Vianna, e a jornalista Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional. Os policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, responsáveis pela Operação Cyberstalking, cumpriram, desde a madrugada, mandados de prisão em diversos estados (Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina). De acordo com o delegado da DRCI, Alessandro Thiers, um dos líderes do grupo suspeito de cometer os ataques é um adolescente, localizado em São Paulo. Outro suspeito de cometer o crime é paranaense, mas já está preso desde 2015 pelo crime de pedofilia. Além deles, o técnico de informática Tiago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, foi detido na cidade de Brumado (a 555 quilômetros de Salvador). Eles vão responder por racismo, injúria racial, ameaça, pedofilia e organização criminosa. “Os detidos tinham um papel de administradores. Eram os mentores intelectuais de centenas de grupos que envolvem milhares de integrantes. Não dá para entender a motivação deles. São pessoas que se identificam com essa causa e, na cabeça delas, estão fazendo a coisa certa”, ele disse para a imprensa. Thiers ainda elogiou a atitude de Taís Araújo e pediu que vítimas deste tipo de crime compareçam às delegacias para registrar queixa. “Identificamos no caso de injúria racial crime de ação penal privada, portanto, é necessário que a vítima compareça à delegacia para fazer a representação e assim autorizar o início das investigações. Enaltecemos a atitude de Taís Araújo, que compareceu à delegacia e registrou queixa assim que sofreu os ataques. Se Maria Julia Coutinho tivesse feito uma representação, talvez o crime contra Taís não tivesse ocorrido”, concluiu. Por meio de sua assessoria de imprensa, Taís Araújo parabenizou a ação policial. “Fico feliz que a justiça tenha sido feita. Espero que crimes dete tipo contra qualquer mulher negra não fiquem impunes”, ela declarou.
Carol é eleito melhor filme LGBT de todos os tempos em festival londrino
O drama de época “Carol” (2015) foi eleito o melhor filme LGBT de todos os tempos por críticos e artistas, durante as comemorações do 30º aniversário do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Londres, também conhecido como BFI Flare. O filme dirigido por Todd Haynes se passa nos anos 1950 e acompanha o relacionamento lésbico entre uma mulher casada, vivida por Cate Blanchett, que não duvida de sua sexualidade, e uma jovem inexperiente que descobre a sua, interpretada por Rooney Mara. Adaptado de um romance de Patricia Highsmith, publicado em 1952 sob pseudônimo, após ser rejeitado pela editora dos livros de suspense da escritora, “Carol” rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Rooney Mara no Festival de Cannes do ano passado, mas perdeu todos os seis Oscars a que foi indicado. Também não emplacou no BAFTA, Globo de Ouro e prêmios dos sindicatos, vencendo apenas o troféu de Melhor Direção de Fotografia no Independent Spirit Awards, entre as seis categorias que disputou. “Carol” é seguido por “Weekend” (2011), de Andrew Haigh, e “Felizes Juntos” (1997), de Kar Wai Wong, respectivamente em 2º e 3º lugares. Já o longa mais premiado de todos, o clássico “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), dirigido por Ang Lee, ficou em 4º na lista, que cita ao todo 30 filmes. Outras produções populares citadas no TOP 10 foram “Minha Adorável Lavanderia” (1985), de Stephen Frears, em 7º, “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999), de Pedro Almodóvar, em 8º, e “Garotos de Programa” (1991), de Gus Van Sant, na 10ª posição. Os sucessos mais recentes surgem logo em seguida, com o francês “Azul É a Cor Mais Quente” (2013) empatado com “Tangerine” (2015) em 11º lugar. Há ainda dois outros franceses recentes, o explícito “Um Estranho no Lago” (2013), em 22º, e o sensível “Tomboy” (2011), em 27º, além do drama indie americano “Pariah” (2011). O cinema europeu tem ainda maior destaque entre os clássicos, com o curta “Canção de Amor” (1950), do francês Jean Genet, seguido por “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant” (1972), do alemão Rainer Werner Fassbinder, o suspense “Meu Passado me Condena” (1961), do inglês Basil Dearden, “Je, Tu, Il, Elle” (1974), da belga Chantal Akerman, e as obras-primas italianas “Teorema” (1968), de Pier Paolo Pasolini, e “Morte em Veneza” (1971), de Luchino Visconti. Mas também há citações aos americanos “Domingo Maldito” (1971), de John Schlesinger, e “Um Dia de Cão” (1971), de Syney Lumet – curiosamente preferidos sobre o excelente “Infâmia” (1961), de William Wyler. O filme mais antigo presente na lista é o drama alemão “Senhoritas de Uniforme”, de 1931, em 14º lugar, sobre um internato de adolescentes. Baseado numa peça de Christa Winsloe, a história já teve, desde então, diversas versões, incluindo uma produção estrelada por Romi Schneider em 1958, que também deu o que falar em sua época. Top 10: Os melhores filmes LGBT de todos os tempos 1 Carol (2015), de Todd Hayes 2 Weekend (2011), de Andrew Haigh 3 Felizes Juntos (1997), de Wong Kar-wai 4 O Segredo de Brokeback Mountain (2005), de Ang Lee 5 Paris Is Burning (1990), de Jennie Livingston 6 Mal dos Trópicos (2004), de Apichatpong Weerasethakul 7 Minha Adorável Lavanderia (1985), de Stephen Frears 8 Tudo Sobre Minha Mãe (1999), de Pedro Almodóvar 9 Canção de Amor (1950), de Jean Genet 10 Garotos de Programa (1991), de Gus Van Sant
Selena Gomez vira a rainha do Instagram
A atriz e cantora Selena Gomez tornou-se, nesta semana, a personalidade mais popular do Instagram. Ela atingiu cerca de 69,5 milhões de seguidores, superando os 69,3 milhões de sua amiga, a cantora Taylor Swift. O terceiro lugar é de Beyoncé, com 63 milhões. A razão de tantos seguidores é facilmente explicada pelos posts da jovem estrela. Recentemente, ela foi à Paris para a semana de moda e postou várias fotos estilosas e fashion, que rendem assunto por vários dias. Além disso, ela costuma postar vídeos engraçadíssimos com amigos famosos e não famosos, diversas selfies, fotos com a família, ensaios profissionais e até revela – um pouquinho – da sua intimidade. Mas até fotos sem maiores pretensões disparam likes entre os fãs. Uma imagem em que Selena aparece comendo no McDonald’s levantou quase dois milhões de polegares positivos. Ela será vista a seguir na comédia “Vizinhos 2”, que estreia em 16 de junho no Brasil.
Kids Choice premia Star Wars, Jennifer Lawrence e Fifth Harmony
O Kids Choice Awards 2016, troféu do canal Nickelodeon para as séries, filmes, músicas e artistas favoritos de seu público infantil, premiou no sábado, em Los Angeles, obviamente seus programas, além de “Star Wars: O Despertar da Força”, Jennifer Lawrence, Will Ferrell, Justin Bieber, Ariana Grande e o grupo de meninas Fifth Harmony, que além de tudo prestigiou o evento com um banho de slime – a gosma verde que tradicionalmente cai em cima de quem arrisca subir no palco. O banho é sempre esperado com ansiedade pelas crianças, que adoram rir da reação usual das vítimas. Mas, conforme os anos passam, a reprise insistente da piada torna os risos cada vez mais forçados. Confira os vencedores abaixo, logo após o vídeo das meninas recebendo seu devido prêmio. cinema filme Favorito Star Wars: O Despertar da Força atriz Favorita de cinema Jennifer Lawrence ator Favorito de cinema Will Ferrell filme Favorito de Animação Hotel Transilvânia 2 Voz Favorita de filme de Animação Amy Poehler (Divertida Mente) televisão Programa de TV Favorito The Thundermans Programa de TV Favorito para a Família The Muppets atriz favorita de TV Zendaya atriz Favorita de Programa de TV para a família Sofia Vergara ator Favorito de TV Ross Lynch ator Favorito de Programa para a família Jim Parsons Programa Favorito de Competição de Talentos The Voice Programa Favorito de culinária Cake Boss Desenho Animado Favorito Bob Esponja música Música Favorita Hello (Adele) Colaboração Favorita See You Again (Wiz Khalifa feat. Charlie Puth) Grupo Favorito Fifth Harmony Cantora Favorita Ariana Grande Cantor Favorito Justin Bieber Artista Revelação Favorito Shawn Mendes outros Livro Favorito Diário de um Banana Game Favorito Just Dance 2016
Jimmy Kimmel vai apresentar o Emmy 2016
O canal ABC anunciou que o apresentador de talk show americano Jimmy Kimmel vai apresentar o Emmy 2016, principal premiação anual da televisão americana. “Jimmy Kimmel é um showman nato. Com ele no comando, espere um Emmy ousado, maior e nunca visto antes”, diz o comunicado da emissora. A notícia confirma um rumor que já estava circulando pela mídia norte-americana. E é uma consequência da natureza da transmissão do evento. A cada ano, o Emmy é transmitido por uma rede diferente de televisão. Como 2016 é o ano da ABC, é natural que o canal acabe optando por um representante de sua programação. E quem melhor do que o apresentador de seu talk-show de sucesso, “Jimmy Kimmel Live!”? Esta será a segunda vez que o comediante assumirá a função. Ele apresentou o Emmy em 2012, a última vez em que a ABC exibiu o programa, e foi bastante elogiado. Por sinal, Kimmel também chamou atenção na edição passada, quando apareceu para premiar o Melhor Ator em Série de Comédia e optou por engolir o papel com o nome do vencedor, em uma brincadeira sobre o sigilo que certa a apuração do resultado. Ninguém saberia se ele estaria premiando o verdadeiro vencedor, brincou. Se quiser bisar a piada, seria bom comprar muito sal de frutas para deglutir um programa inteiro. As indicações serão anunciadas em 14 de julho e a cerimônia de premiação será realizada no teatro Microsoft de Los Angeles no dia 18 de setembro.
Irmãos Wachowski viram oficialmente as irmãs Wachowski
Após Larry virar Lana, o segundo irmão Wachowski também se revelou transgênero. Andy Wachowski assumiu publicamente sua nova identidade como Lilly. A redefinição sexual da cineasta veio à tona numa declaração publicada no jornal LGBT Windy City Times. No texto, ela diz que resolveu vir a público porque estava em risco de ser descoberta pela mídia, acusando a pressão do jornal Daily News em publicar uma reportagem sobre sua história. Antes que isso acontecesse, Lilly resolveu assumir: “Sim, sou transgênera; e sim, já passei pela transição”. Ela também contou que já havia pensado diversas vezes em divulgar que era transgênero. “Eu só precisava de um tempo para colocar minha cabeça no lugar, para me sentir confortável”, escreveu. A declaração vem quatro anos após Lana assumir a mesma situação, o que aconteceu, após diversos rumores, durante a produção do filme “A Viagem” (2012), quando passou a ser identificada pelo novo nome. Lilly, por sinal, reconhece que sua transição foi facilitada pelo pioneirismo da irmã, primeira cineasta assumidamente transgênero de Hollywood. “Eu me assumi para meus amigos e família. A maior parte das pessoas no trabalho também. Todos estão tranquilos com isso. Sim, graças à minha irmã fabulosa eles já passaram por isso antes, mas também porque eles são pessoas fantásticas. Sem o amor e o apoio da minha esposa e amigos e família eu não estaria aqui hoje”, explicou. Famosos pelo sucesso da sci-fi “Matrix” (1999), quando assinavam como “Irmãos Wachowski”, Lana e Lilly são agora oficialmente as irmãs Wachowski, condição que, inclusive, abordam na trama de sua primeira série, “Sense8”, que se encontra renovada para a 2ª temporada no Netflix.
Emma Watson diz que ser chamada de feminazi só lhe dá mais razão de ser feminista
Muitos fãs ainda lembram de Emma Watson como a bruxinha Hermione. Mas ultimamente a atriz dos filmes de “Harry Potter” tem sido mencionada com outro nome, pouco afetuoso: feminazi. Ela não se importa. Na verdade, lhe dá mais certeza de estar “fazendo o que deveria fazer”, ela declarou, em entrevista à revista masculina Esquire. A publicação ganhou reverberação na internet, aproveitando o gancho do Dia Internacional da Mulher. Emma contou que passou a ser ofendida ao assumir uma postura feminista, como porta-voz da campanha He for She, focada no igualdade de gêneros. Ela tem se mostrado cada vez mais envolvida nas discussões de gênero e se habituou a levantar questões que desagradam algumas pessoas, como o debate sobre a diferença salarial entre homens e mulheres em Hollywood. “Nós não devemos reclamar de salário, porque as pessoas pensam que somos ‘divas’ ou ‘cabeças-dura'”, ela apontou, para a revista. “Mas agora há um pensamento diferente, do tipo ‘Quer saber, pode me chamar de diva ou feminazi, me chame de difícil ou feminista mimada, me chame do que quiser, isso não me fará parar de tentar fazer a coisa certa e ter certeza de que o justo prevaleça'”, proclamou, antes de completar seu pensamento. “E isso não afeta apenas a mim. Você pode ser uma mulher trabalhando em uma plantação de chá no Quênia ou uma corretora na Wall Street, ou até uma atriz de Hollywood, mesmo assim não estará sendo paga em pé de igualdade aos homens”. Watson também revelou que sofreu assédio em algumas ocasiões, mas decidiu não fazer disso uma bandeira pessoal. “Já deram um tapa na minha bunda enquanto eu deixava uma sala. Eu já fiquei com medo de caminhar até minha casa sozinha. Já fui seguida por homens”, contou, explicando, em seguida, porque não levanta esta discussão. “Não falo muito sobre isso porque muitas pessoas veriam como algo decorrente de eu ser quem sou, mas não quero que isso seja apenas sobre mim. A maioria das mulheres já teve experiências iguais ou até piores”. Recentemente, a atriz revelou que vai dar um tempo em sua carreira de atriz, após as estreias da nova adaptação de “A Bela e a Fera” e da sci-fi “The Circle”, para aprofundar-se ainda mais em estudos e debates sobre causas feministas.
Star Wars: O Despertar da Força lidera indicações ao MTV Movie Awards 2016
A MTV anunciou nesta terça-feira (8/3) os indicados ao seu prêmio anual de cinema, o MTV Movie Awards 2016, e “Star Wars: O Despertar da Força” foi o grande destaque, com uma presença recordista. A sci-fi dirigida por J.J. Abrams foi nomeada para 11 Pipocas Douradas, o maior número de indicações entre os filmes que disputam os troféus do canal adolescente. Entre os outros candidatos que aparecem em múltiplas categorias do prêmio estão “Vingadores: Era de Ultron”, “Deadpool”, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” e “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”. Mas, curiosamente, “Mad Max: Estrada da Fúria”, considerado pelos críticos mais jovens o melhor filme de 2015, teve pouco destaque. Não está, por exemplo, na lista de Melhor Filme. Onde “Mad Max” tem maior chances de emplacar é na disputa de Melhor Herói, com a Furiosa, vivida por Charlise Theron. De forma interessante, a categoria encontra-se bem dividida, com três mulheres e três homens. Além disso, com Daisy Ridley e Jennifer Lawrence na competição, as atrizes são amplamente favoritas, comprovando como os filmes de ação estrelados por mulheres tornaram-se populares, contra qualquer preconceito de gênero que existia no passado. Na contramão de Hollywood, a categoria Revelação ainda destacou quatro mulheres e apenas dois homens. Entretanto, a inclusão da vencedora do Oscar Brie Alison foi um grande deslize, já que seu talento é reconhecido há pelo menos três anos, quando estrelou o drama indie “Temporário 12” (2013) – ela venceu o Gotham Awards de Melhor Atriz e vários prêmios de associações da crítica americana, além de festivais nacionais e internacionais, entre eles o de Locarno, em 2013. Em compensação, a verdadeira revelação de seu filme “O Quarto de Jack”, o ator-mirim Jacob Tremblay, foi ignorado. Desde sua primeira edição, o MTV Movie Awards chama mais atenção por suas categorias pueris, como Melhor Herói, Vilão, Beijo e Luta, que o diferenciam das premiações mais tradicionais, mas também faz com que predominem as adaptações de super-heróis, filmes de ação e ficção científica entre seus candidatos mais votados. Entretanto, nos últimos anos, seus organizadores têm feito alguns ajustes em busca de maior credibilidade entre os críticos de cinema. Em 2016, foram incluídas duas novas categorias que refletem essa tendência. Uma era óbvia: Melhor Documentário. Com tantos lançamentos de documentários musicais, a MTV até demorou para se ligar nisso. Mas a lista da competição revela um alcance maior que títulos como “Amy” e “What Happened, Miss Simone?”, incluindo “My Name Is Malala” e “The Hunting Ground”, filmes-denúncias sobre a violência contra mulheres jovens. A outra novidade é a categoria de “História Real”, que dá destaque aos dramas, normalmente pouco enfatizados em premiações voltadas a adolescentes. O detalhe é que a novidade já chega cometendo um equívoco, ao deixar de fora justamente a “história real” que venceu o Oscar: “Spotlight – Segredos Revelados”. Os vencedores serão revelados no dia 10 de abril, numa cerimônia com apresentação de Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Kevin Hart (“Policiais em Apuros”), com transmissão simultânea para o Brasil. INDICADOS AO MTV MOVIE AWARDS 2016 Filme do Ano Vingadores: Era de Ultron Creed: Nascido para Lutar Deadpool Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros Star Wars: O Despertar da Força Straight Outta Compton: A História do N.W.A. História Real Um Homem entre Gigantes Joy: O Nome do Sucesso Steve Jobs Straight Outta Compton: A História do N.W.A. A Grande Aposta O Regresso Documentário Amy Cartel Land He Named Me Malala The Hunting Ground The Wolfpack What Happened, Miss Simone? Atuação Feminina Alicia Vikander – Ex-Machina: Instinto Artificial Anna Kendrick – A Escolha Perfeita 2 Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria Daisy Ridley – Star Wars: O Despertar da Força Jennifer Lawrence – Joy: O Nome do Sucesso Morena Baccarin – Deadpool Atuação Masculina Chris Pratt – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros Leonardo DiCaprio – O Regresso Matt Damon – Perdido em Marte Michael B. Jordan – Creed: Nascido para Lutar Ryan Reynolds – Deadpool Will Smith – Um Homem entre Gigantes Revelação Amy Schumer – Descompensada Brie Larson – O Quarto de Jack Daisy Ridley – Star Wars: O Despertar da Força Dakota Johnson – Cinquenta Tons de Cinza John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força O’Shea Jackson Jr. – Straight Outta Compton: A História do N.W.A. Atuação em Comédia Amy Schumer – Descompensada Kevin Hart – Policial em Apuros 2 Melissa McCarthy – A Espiã que Sabia de Menos Rebel Wilson – A Escolha Perfeita 2 Ryan Reynolds – Deadpool Will Ferrell – O Durão Atuação em Ação Chris Pratt – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros Dwayne Johnson – Terremoto: A Falha de San Andreas Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes: A Esperança – O Final John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força Ryan Reynolds – Deadpool Vin Diesel – Velozes e Furiosos 7 Melhor Herói Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria Chris Evans – Vingadores: Era de Ultron Daisy Ridley – Star Wars: O Despertar da Força Dwayne Johnson – Terremoto: A Falha de San Andreas Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes: A Esperança – O Final Paul Rudd – Homem-Formiga Melhor Vilão Adam Driver – Star Wars: O Despertar da Força Ed Skrein – Deadpool Hugh Keays-Byrne – Mad Max: Estrada da Fúria James Spader – Vingadores: Era de Ultron Samuel L. Jackson – Kingsman: Serviço Secreto Tom Hardy – O Regresso Melhor Atuação Virtual Amy Poehler – Divertida Mente Andy Serkis – Star Wars: O Despertar da Força Jack Black – Kung Fu Panda 3 James Spader – Vingadores: Era de Ultron Lupita Nyong’o – Star Wars: O Despertar da Força Seth MacFarlane – Ted 2 Melhor Elenco Vingadores: Era de Ultron Velozes e Furiosos 7 A Escolha Perfeita 2 Star Wars: O Despertar da Força Jogos Vorazes: A Esperança – O Final Descompensada Melhor Beijo Amy Schumer & Bill Hader – Descompensada Dakota Johnson & Jamie Dornan – Cinquenta Tons de Cinza Leslie Mann & Chris Hemsworth – Férias Frustradas Margot Robbie & Will Smith – Golpe Duplo Morena Baccarin & Ryan Reynolds – Deadpool Rebel Wilson & Adam DeVine – A Escolha Perfeita 2 Melhor Luta Deadpool (Ryan Reynolds) vs. Ajax (Ed Skrein) – Deadpool Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) vs. O Urso – O Regresso Furiosa (Charlize Theron) vs. Max Rockatansky (Tom Hardy) – Mad Max: Estrada da Fúria Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) vs. Hulk (Mark Ruffalo) – Vingadores: Era de Ultron Rey (Daisy Ridley) vs. Kylo Ren (Adam Driver) – Star Wars: O Despertar da Força Susan Cooper (Melissa McCarthy) vs. Lia (Nargis Fakhri) – A Espiã que Sabia de Menos
Nancy Reagan (1921 – 2016)
A ex-Primeira-Dama dos Estados Unidos, Nancy Reagan, morreu na manhã de domingo (6/3), aos 94 anos, em sua casa em Los Angeles, de insuficiência cardíaca. Nancy foi casada por 52 anos com Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos entre 1981 e 1989, falecido em 2004. Com ingredientes hollywoodianos, o casamento dos dois chegou a ser descrito como a maior história romântica da presidência americana. Nascida Nancy Davis em Nova York, em 6 de Julho de 1921, de um pai vendedor de automóveis e uma mãe atriz, ela chegou a Hollywood aos 28 anos, onde logo se destacou como atriz de cinema. Foram, ao todo, 11 filmes ao longo de 9 anos de carreira, iniciada pelo melodrama “O Ideal de uma Vida” (1949) e encerrada por “Crash Landing” (1958), que antecipou o gênero de desastre de “Aeroporto” (1970). Na maioria deles, desempenhou papéis de coadjuvante, mas também teve protagonismo, destacando-se especialmente no drama religioso “A Voz que Vão Ouvir” (1950), do mestre William A. Wellman (“Nasce uma Estrela”), em que viveu uma grávida numa trama milagrosa, na qual Deus decide se comunicar com a humanidade pelo rádio. Entre as produções de maior status em sua carreira, destacam-se ainda os melodramas “Mundos Opostos” (1949), de Mervyn LeRoy (“Quo Vadis”), e “Veneração” (1951), de Fletcher Markle (“A Incrível Jornada”). No primeiro, contracenou com alguns dos maiores talentos de Hollywood – Barbara Stanwyck, James Mason, Van Heflin, Ava Gardner e Cyd Charisse. No segundo, ajudou Ray Milland a superar a morte trágica de sua família. Nancy também participou de um par de filmes B bastante cultuados, vivendo a terapeuta de uma criança que testemunhou um crime no filme noir “O Segredo da Boneca” (1950) e a esposa-assistente de um cientista louco, que planeja preservar um cérebro vivo no terror “Experiência Diabólica” (1953). Nesse meio tempo, ela conheceu e se casou com Ronald Reagan, um ator em ascensão, divorciado da famosa atriz Jane Wyman. O casamento aconteceu em 1952 e, cinco anos depois, rendeu a única parceria cinematográfica do casal: “Demônios Submarinos” (1957), de Nathan Juran (“Os Primeiros Homens na Lua”). Na trama, ele vive o comandante de um submarino encarregado de mapear minas no oceano pacífico, durante a 2ª Guerra Mundial, e ela é a enfermeira com quem tem um relacionamento romântico. Foi seu penúltimo filme, pois Hollywood, nos anos 1950, não tinha o hábito de contratar atrizes com mais de 35 anos. Mas Nancy continuou atuando até 1962 na televisão, encerrando a carreira de atriz aos 41 anos com uma participação na série “Caravana” – embora, eventualmente, continuasse a aparecer como si mesma em séries e programas de entretenimento pelo resto de sua vida. De todo modo, ela logo começou a exercer o posto de Primeira-Dama, durante a eleição do seu marido como governador da Califórnia, em 1967. E se provou mais bem-sucedida no novo papel do que havia sido no cinema. Nancy se tornou a principal parceira política e assessora de Reagan, o que a fez entrar para a História como uma das Primeiras-Damas mais influentes dos EUA, ao lado de nomes como Eleanor Roosevelt e Hillary Clinton. No governo federal, deixou sua principal marca na campanha de combate às drogas que liderou nos anos 1980, lançando o bordão “Just say No” (Apenas diga não). Mas também se destacou em outras áreas da saúde pública, ao abordar francamente os problemas que enfrentou ao lado do marido. Em 1987, Nancy foi diagnosticada com câncer de mama e submetida a uma mastectomia, o que a inspirou a discutir abertamente o assunto para encorajar outras mulheres a realizar exames de mamografia todos os anos. Em 1994, foi a vez de Reagan receber o diagnóstico de Alzheimer, o que a transformou em ativista pela cura da doença. Seu engajamento causou, inclusive, uma saia justa política dentro do partido de seu marido. Quando o então Presidente George W. Bush travou o financiamento público de projetos que usassem células embrionárias, Nancy surpreendeu a opinião pública ao criticá-lo duramente em 2001. Michelle e Barack Obama destacaram que Nancy Reagan transformou o papel de primeira-dama durante os oito anos que passou na Casa Branca (1981-1989), antes de converter-se “na voz de milhões de famílias que sofreram a exaustiva e dolorosa realidade dol Alzheimer”. Recentemente, ela foi homenageada como personagem de cinema, aparecendo no filme “O Mordomo da Casa Branca” (2013), interpretada por Jane Fonda.
Lena Dunham é hospitalizada de emergência e passará por cirurgia
A atriz americana Lena Dunham, criadora da série “Girls”, foi hospitalizada de emergência no sábado (6/3) após sofrer a ruptura de um cisto em um ovário. Em comunicado, seu agente lembrou que ela tornou pública sua luta contra a endometriose e revelou que ela será submetida a uma cirurgia. A endometriose é uma patologia caracterizada pela presença de tecido uterino fora da cavidade uterina. O rompimento de cisto é uma complicação comum da doença. No dia 8 de fevereiro, a atriz já tinha explicado os problemas que vinha enfrentando, dizendo em seu perfil do Facebook que não daria entrevistas para promover a 5ª temporada de “Girls” em consequência do agravamento de sua saúde.












