Único vídeo conhecido de luta real de Bruce Lee é postado no YouTube e impressiona
O canal do Youtube Beerdy: Bruce Lee Central publicou a única gravação conhecida de uma luta de verdade de Bruce Lee. Famoso por seus golpes de kung fu no cinema, Bruce Lee também era um professor respeitado de artes marciais e a gravação restaurada registra uma luta com um aluno. “Esta é a unica gravação de Bruce Lee em uma verdadeira luta de MMA. Aqui ele luta contra Ted Wong, um de seus principais alunos”, diz a descrição do vídeo. O astro de “O Vôo do Dragão” (1972) e “Operação Dragão” (1973) é o que usa a proteção mais clara e impressiona pela facilidade com que acerta e derruba seu adversário repetidas vezes. Em três dias, o vídeo atingiu mais de 12 milhões de visualizações e acumulou centenas de comentários. Alguns minimizaram o feito, dizendo que hoje em dia ele seria derrotado por campeões do UFC. “Isso é inveja. Ele foi o mais rápido lutador de artes marciais e é famoso também por sua revolucionária interpretação das lutas”, escreveu um fã. Lee morreu muito jovem, aos 32 anos depois de sofrer um edema cerebral em 1973, no auge de sua carreira. Atualização: o espólio de Bruce Lee revindicou direitos sobre o vídeo e o tirou do ar.
Oprah Winfrey resolve dar festa temática da Mulher-Maravilha
A “maravilhosidade” de “Mulher-Maravilha” contagiou a atriz, apresentadora e dona de canal de TV Oprah Winfrey. Uma das mulheres mais influentes dos Estados Unidos, Oprah resolveu compartilhar nas redes sociais o quanto gostou do filme, ao escolher a “Mulher-Maravilha” como tema de uma grande festa em sua casa. Ela postou vídeos no Instagram e fotos no Twitter da preparação do evento temático, revelando alguns dos enfeites e acessórios do evento. Chegou até a fantasiar sua cachorrinha Sadie com uma tiara da princesa amazona. “Sadie não está tão segura sobre sua maravilhosidade #MulherMaravilha”, postou Oprah, revelando a fantasia da “filha” de quatro patas. Se “Mulher-Maravilha” já era o filme mais comentado do Twitter em 2017, Oprah deve ter ajudado a aumentar ainda mais este recorde. Atualmente em sua segunda semana em cartaz, o filme dirigido por Patti Jenkins e estrelado por Gal Gadot lidera as bilheterias do Brasil e da América do Norte e já fez US$ 444 milhões em todo o mundo. Party ovah here! #wonderwoman Uma publicação compartilhada por Oprah (@oprah) em Jun 13, 2017 às 9:50 PDT #wonderwoman party planning. Uma publicação compartilhada por Oprah (@oprah) em Jun 13, 2017 às 11:29 PDT Almost ready #wonderwoman Uma publicação compartilhada por Oprah (@oprah) em Jun 13, 2017 às 12:11 PDT
Demi Moore revela ter perdido os dentes da frente por estresse
A atriz Demi Moore revelou ter perdido seus dois dentes da frente pelo estresse na carreira – numa época em que coincidiu com o fim do casamento com o ator Ashton Kutcher. A atriz levou uma fotografia para provar, durante uma entrevista a Jimmy Fallon, no programa “The Tonight Show”. É a imagem acima. “Você nos mandou uma foto que é uma das coisas mais loucas que eu vi nos últimos tempos. Como isso aconteceu?”, quis saber Fallon, segurando um porta-retrato em que Demi aparecia desdentada. “Eu perdi os dentes da frente. Adoraria dizer que foi andando de skate ou algo assim bacana, mas de todo modo acho importante compartilhar a causa, que, depois do coração, é um dos principais assassinos dos Estados Unidos: o estresse.” A atriz ainda contou que as filhas se divertiram com a situação, que a fez parecer mais “humana” e “vulnerável”. Confira abaixo o vídeo da entrevista em que Jimmy Fallon mostra para a câmera a foto de Demi Moore banguela. iframe width=”650″ height=”365″ src=”https://www.youtube.com/watch?v=byMXWn4PbCk” frameborder=”0″ allowfullscreen>
RedeTV! é condenada a pagar Rodrigo Sant’Anna por plágio do Zorra Total
A RedeTV! foi condenada a pagar R$ 50 mil ao ator global Rodrigo Sant’Anna por plágio. A sentença foi definida na terça (13/6) pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), de Brasília. Sant’Anna iniciou o processo em 2012, quando a RedeTV! incluiu o ator Tiago Barnabé imitando a personagem Valéria, do “Zorra Total” (TV Globo), na cobertura do Carnaval 2012. Valéria, que ficou conhecida pelo bordão “ai como eu tô bandida”, foi criada e é interpretada por Rodrigo Sant’Anna. A RedeTV! declarou que se tratava apenas de uma paródia, mas o plágio foi confirmado. Apesar da vitória, o valor definido pelo STJ foi muito baixo em relação ao pedido original do processo. Rodrigo Sant’Anna queria R$ 700 mil de indenização.
Anita Pallenberg (1944 – 2017)
Morreu Anita Pallenberg, atriz e modelo de carreira intimamente ligada aos Rolling Stones. Ela tinha 73 anos e a causa da morte não foi revelada. Nascida em 1944 na Itália, Pallenberg estudou na Alemanha e era fluente em quatro idiomas. Sua carreira artística começou em Nova York, quando ela entrou na trupe do Living Theatre, participando da peça “Paradise Now”, repleta de nudez, numa época em que também era uma habitué da Factory de Andy Warhol. Em 1965, enquanto trabalhava como modelo, Pallenberg e um amigo conseguiram entrar nos camarins de um show de Rolling Stones em Munique, e isso levou a um romance com o guitarrista Brian Jones. Ela também namorou brevemente Mick Jagger, antes de iniciar um relacionamento duradouro com Keith Richards, com quem teve três filhos (um deles, morreu ainda bebê). Os dois ficaram juntos até 1980. Sua estreia no cinema aconteceu em 1967, protagonizando “Degree of Murder”, segundo longa do mestre alemão Volker Schlondorff, no qual assassinava um ex-amante e seduzia os dois homens que a ajudavam a se livrar do cadáver. A trilha sonora era de Brian Jones. Ao se estabelecer em Londres, Anita participou de grandes clássicos do cinema psicodélico. Além de aparecer em “O Muro das Maravilhas” (1968) e “Candy” (1968), viveu a Rainha Negra em “Barbarella” (1968), de Roger Vadim, seduzindo Jane Fonda, e foi muito íntima de Mick Jagger em “Performance” (1970), de Nicolas Roeg, que ficou dois anos aguardando liberação da censura britânica. As cenas de sexo, consideradas muito fortes para a época, eram resultado de muito “ensaio” – noite adentro, segundo “Life”, a autobiografia de Keith Richards. Ela ainda estrelou o filme seguinte de Schlondorff, “O Tirano da Aldeia” (1969), e “Dillinger Morreu” (1969), do italiano Marco Ferreri, no qual contracenou com Michel Piccoli. Mas os fãs de rock talvez a conheçam melhor por sua voz. É dela a principal voz do corinho de “Sympathy for the Devil”, dos Rolling Stones. Sua presença também tem proeminência no documentário dirigido por Jean-Luc Godard em 1968, que tem o título da canção. Sua própria carreira ficou para trás quando nasceram seus filhos, a partir de 1969, que também foi o ano em que Brian Jones morreu. Por isso, há quem diga que ela foi a Yoko Ono dos Stones, afastando Jones da banda – ele nunca teria superado sua rejeição. Mas Anita contribuiu com críticas que levaram a uma remixagem extensiva do disco “Beggar’s Banquet” (1968) e com o sexo e as drogas que acompanharam as gravações de “Exile on Main Street” (1972). No meio disso tudo, ela só fez um longa-metragem nos anos 1970, ao lado da amiga roqueira Nico: “Le Berceau de Cristal” (1976), dirigido por Philippe Garrel. Em compensação, virou personagem favorita dos tabloides, por conta de seu envolvimento com drogas e pelo suicídio de um jovem em sua casa, mais especificamente na cama que ela compartilhava com Keith Richards em 1979. O relacionamento do casal não resistiu ao escândalo, mas o guitarrista não se tornou rancoroso, descrevendo-a de forma poderosa em seu livro. “Eu gosto de mulheres espirituosas. E com Anita, você sabia que estava enfrentando uma valquíria – ela é quem decide quem morre numa batalha”. Nos anos seguintes, sua memória acabou resgatada por clipes da música pop. A banda Duran Duran, batizada com o nome de um personagem de “Barbarella”, usou cenas em que ela aparecia na sci-fi de 1968 no clipe de “Wild Boys” (1985). Mas foi Madonna quem interrompeu sua aposentadoria precoce, convidando-a para participar do vídeo de “Drowned World/Substitute for Love” em 1999. Dois anos depois, Anita ressurgiu como o Diabo num episódio da série “Absolutely Fabulous”, contracenando com outra velha amiga, a cantora Marianne Faithfull, escalada no papel de Deus. A aparição fez tanto sucesso que, por um breve período, ela experimentou um renascimento de sua carreira, estrelando cinco filmes em sequência: “Mister Lonely” (2007), de Harmony Korine, “Chéri” (2009), de Stephen Frears, e três longas de Abel Ferrara – “Go Go Tales” (2007), “Napoli, Napoli, Napoli” (2009) e “4:44 – O Fim do Mundo” (2011). De forma impressionante, Anita Pallenberg só trabalhou com cineastas cultuados.
Scarlett Johansson cumpre promessa e leva sósia de 72 anos para première de A Noite É Delas
A atriz Scarlett Johansson cumpriu a promessa de levar sua sósia da Terceira Idade para a première de seu novo filme, “A Noite É Delas” Recentemente, um rapaz postou na internet uma foto de sua vovó nos anos 1960, e a imagem da então jovem Geraldine Dodd se tornou viral pela semelhança impressionante com Scarlett Johansson. A atriz soube da história e decidiu conhecer sua sósia de 72 anos, gravando um vídeo para convidá-la a assistir a pré-estreia de “A Noite É Delas”, quando poderiam se encontrar e compartilhar bebidas – aproveitando o tema da comédia e a sugestão da foto, já que Geraldine estava bêbada no instante do clique. Pois a première aconteceu na noite de segunda (12/6) em Nova York e as duas se encontraram no tapete vermelho. Divertindo-se com a história, Scarlett apareceu com uma plaqueta com a frase “Olá, eu sou Geraldine”, enquanto Geraldine surgiu rindo com sua própria placa, com os dizeres “Olá, eu sou Scarlett”. Não se sabe se as duas saíram para beber juntas, como Scarlett prometeu. Mas a brincadeira do netinho deixou a vovó de 72 anos bastante feliz – e célebre. “A Noite É Delas” estreia na sexta (15/6) nos Estados Unidos, mas apenas em setembro no Brasil.
Game de terror desenvolvido por Elijah Wood ganha primeiro trailer
O ator Elijah Wood (trilogia “Senhor dos Anéis”) voltou a demonstrar sua versalidade assinando a direção criativa de um jogo de horror, cujo trailer foi revelado durante a conferência da Ubisoft na E3 2017, a maior convenção anual de games do mundo. Intitulado “Transference”, o game foi idealizado pela produtora de cinema Spectrevision, que pertence ao ator. Apesar do anúncio, pouco se sabe sobre sua narrativa, mas o trailer indica que o jogador poderá ver e vivenciar as memórias e emoções de outra pessoa. A premissa, por sinal, lembra o episódio “Playtest” da série “Black Mirror”. Ao que tudo indica, o game deve utilizar as funções dos óculos de realidade virtual para assustar e desnortear o usuário. “Transference” ainda vai demorar a chegar ao público. A previsão de lançamento é para o segundo trimestre de 2018 e ainda não há informações sobre as plataformas em que será disponibilizado.
HBO começa a expandir oferta de assinatura fora da TV paga
A HBO anunciou a expansão do acesso à HBO GO, disponibilizando pela primeira vez a assinatura online de seu serviço por meio de lojas de aplicativos, como Apple AppStore e Google Play Store. Assim, o público não precisará mais assinar um serviço de TV paga para ter acesso às programação do canal, podendo se inscrever de forma independente na HBO GO a partir de qualquer dispositivo móvel com iOS e Android. Por enquanto, a novidade ainda não chegou ao Brasil. A liberação do acesso por aplicativo acontecerá por etapas na América Latina, começando nesta segunda (12/6) pelo Caribe. O serviço de assinatura online da HBO GO é parte da estratégia de tornar o conteúdo do canal cada vez mais acessível em várias plataformas. “O público consome cada dia mais conteúdo por meio da internet. A assinatura online da HBO GO permite aos fãs terem acesso fácil e imediato ao conteúdo do catálogo da HBO”, comentou Francisco Smith, Vice-Presidente Executivo de Distribuição e Desenvolvimento de Mídia da HBO Latin America, em comunicado. “Basta ter um dispositivo móvel e uma conexão de banda larga”, complementa Smith. O detalhe é que, para quem já possui uma assinatura de pacote básico de TV paga, a HBO Go não oferece, realmente, muita vantagem, uma vez que, segundo o comunicado, o serviço estará disponível por um custo equivalente ao valor de aquisição de um pacote dos canais HBO/MAX em um serviço de assinatura de TV.
Avião particular de Jennifer Lawrence faz pouso de emergência
Um avião particular contratado pela atriz Jennifer Lawrence (“X-Men: Apocalypse”) foi obrigado a fazer um pouso de emergência no sábado (10/6), de acordo com informações do site do programa E! News. O voo partiu de Louisville, no estado de Kentucky, onde ela estava visitando a família. O pouso de emergência foi feito em Buffalo, no estado de Nova York, assim que os motores começaram a apresentar falhas. O avião pousou com seus motores desligados. Segundo representantes da atriz, ela e tripulação passam bem. O filme mais recente de Jennifer Lawrence chamou-se, justamente, “Passageiros”. Vencedora do Oscar de melhor atriz em 2013 por seu papel em “O Lado Bom da Vida”, ela estrela, ainda nesse ano, o terror “Mother”, de Darren Aronofsky (“Noé”), ao lado de Javier Bardem e Michelle Pfeiffer. A estreia está marcada para 12 de outubro no Brasil.
DC Comics presta tributo à memória de Adam West
A DC Comics emitiu um comunicado em memória a Adam West, intérprete de Batman na série clássica de 1966 e em inúmeros desenhos animados, que morreu na noite de sexta-feira (9/6). “O retrato de Adam West de Batman foi uma enorme contribuição para o status do Cruzado Encapuzado como um verdadeiro ícone da cultura pop. Seu trabalho ajudou a levar os quadrinhos ao grande público e encorajou uma geração a descobrir as maravilhosas histórias e personagens que compunham o mundo de Batman através das páginas dos quadrinhos”, diz o comunicado. “Assim como aconteceu com muita gente, o Batman de Adam West fez parte da minha infância”, acrescentou Geoff Johns, presidente e diretor criativo da DC Entertainment. “As reprises de ‘Batman’, que assistia todos os dias depois da escola, tornou a leitura de quadrinhos muito mais real para mim na minha infância”. “A popularidade de Batman estará ligada para sempre a Adam West”, resumiu Jim Lee, Publisher da DC Entertainment. “Ele trouxe alegria para legiões de fãs em todo o mundo e foi a porta de entrada para se descobrir ou, em alguns casos, redescobrir o amor pelos quadrinhos. Sua ausência será profundamente sentida”. Após décadas tentando se distanciar da imagem do programa de TV dos anos 1960, a editora tinha criado recentemente uma nova revista inspirada no Batman interpretado pelo ator, intitulada “Batman 66”. Algumas aventuras fizeram, inclusive, crossovers com outras séries clássicas da sua época, como “Os Vingadores” britânicos e o “Agente da UNCLE”. O passar dos anos transformou o Batman de Adam West em herói cult.
Jessica Chastain se casa em cerimônia concorrida, numa villa vinícola italiana
A atriz Jessica Chastain se casou neste sábado (10/5) com o executivo de moda italiano Gian Luca Passi de Preposulo numa cerimônia concorrida, numa villa vinícola em Carbonera, na Itália. “O casamento foi impressionante”, disse uma fonte ao E! News. “O vestido de Jessica era perfeito e você podia dizer que ela estava muito nervosa caminhando pelo corredor. A comida estava deliciosa”. A fonte disse que muitos dos membros da família do noivo participaram, revelando que ele tem uma “família enorme”, enquanto a maioria dos convidados de Chastain eram amigos íntimos. A cerimônia também atraiu dezenas de socialites italianas. Entre os colegas famosas da atriz, Anne Hathaway, Emily Blunt e Edgar Ramirez marcaram presença. Eles trabalharam com Chastain nos filmes “Interestelar” (2014), “O Caçador e a Rainha do Gelo” (2016) e “A Hora Mais Escura” (2012), respectivamente. Chastain e Preposulo namoraram por cinco anos antes do casamento, mantendo o relacionamento discreto, ainda que público. Filho de aristocratas italianos, o noivo já trabalhou como diretor de relações públicas da grife Armani e hoje é ligado à grife Moncler.
Adam West (1928–2017)
Morreu Adam West, o intérprete mais famoso e querido de Batman. Ele faleceu na noite de sexta (9/6), em Los Angeles, de leucemia aos 88 anos. William West Anderson só virou Adam West a partir de seu primeiro filme, o clássico “O Moço de Filadélfia” (1959), no qual viveu o pai homossexual de Paul Newman. Como podia chocar sensibilidades da época, a homossexualidade de seu personagem era apenas aludida e, antes que pudesse causar controvérsia, rapidamente enterrada. O mesmo acidente de carro que o tirou de cena foi o pretexto para avançar a história e mostrar seu filho adulto – Paul Newman era três anos mais velho que West. A preferência do sobrenome West sobre Anderson coincidiu com o fato dele fazer muitas séries de western no começo da carreira, como “Cheyenne”, “Bronco”, “Colt .45”, “Maverick”, “Bonanza”, “Laramie”, “O Homem do Rifle”, “Gunsmoke” e “O Homem de Virgínia”, entre outras. Seu primeiro papel fixo na TV foi na série “Os Detetives”, em 1961. A atração só durou uma temporada de 30 episódios, apesar de ter em seu elenco o astro de cinema Robert Taylor (“Quo Vadis”) e até Mark Goddard, o futuro Major West de “Perdidos no Espaço”. No cinema, destacou-se como coadjuvante da sci-fi “Robinson Crusoé em Marte” (1964) e da comédia dos Três Patetas “Os Reis do Faroeste” (1965), antes de virar protagonista com o western spaghetti “Os Quatro Implacáveis” (1965) e a aventura “Mara das Selvas” (1965). Mas sua carreira de galã de filmes B e de participações televisivas tomou um rumo completamente diferente a partir de 1966, quando o ator assumiu o papel que marcaria sua vida. Adam West virou Batman em 1966 e nunca mais deixou o personagem na imaginação dos fãs, mesmo que a produção tenha sido cancelada após três temporadas, em 1968. Primeira série a levar a estética dos quadrinhos para a TV, com a inclusão de onomatopeias, clifhangers que continuavam na próxima história, lutas totalmente coreografadas, ameaças absurdas e um colorido digno de quadros da pop art, “Batman” virou um fenômeno de audiência, foi indicada ao Emmy de Melhor Série de Comédia e até ganhou um filme, que reuniu os principais vilões da atração num esforço conjunto para derrotar a dupla dinâmica, formada pelo cruzado encapuzado e o menino prodígio – Robin, vivido por Burt Ward. Infelizmente, o surto criativo durou pouco. A série tornou-se repetitiva com a falta de imaginação de seus roteiristas, que abusaram das mesmas piadas em torno da “batcaverna”, “batmóvel”, “batfone” e “bat-repelente de tubarão”, na mesma “bat-hora” e no mesmo “batcanal”, gerando fadiga. Para piorar, a ideia de renovação do produtor William Dozier foi criar novos vilões, tão bobões que só existiram em seus episódios. A falta dos vilões clássicos levou à queda de audiência, que culminou no cancelamento após três anos. Uma inovação, pelo menos, acabou entrando para os quadrinhos: a Batgirl, originalmente interpretada por Yvonne Craig. Conforme foi emburrecendo, “Batman” também sofreu rejeição dos fãs de quadrinhos, e a editora DC precisou reinventar o herói de forma radical nos anos 1970, como uma figura sombria, para se distanciar do tom de pastelão do programa. A repercussão da atração foi tanta que Adam West encontrou dificuldades para fazer outro papel pelo resto da carreira. Embora tenha aparecido em algumas séries e coadjuvado dois filmes bem-sucedidos, “Só o Casamento Nos Separa” (1971) e “Hooper – O Homem das Mil Façanhas” (1978), os trabalhos se revelaram mais escassos que antes de “Batman”. Incapaz de sair da sombra de Batman, West acabou retornando ao papel após uma década como dublador da primeira série animada do herói, “As Novas Aventuras de Batman” (1977), que também contava com Burt Ward como a voz de Robin. Sem premeditação, esse trabalho acabou lhe abrindo uma nova linha de atuação. Ele voltaria a dublar Batman no desenho dos “Superamigos” (1985) e, a partir daí, passou a emendar inúmeras participações vocais em produções animadas – que eram melhores que os filmes trash que fez nos anos 1980, lutando contra zumbis e motoqueiros selvagens. Numa reviravolta, em 1992 foi convidado a enfrentar Batman, dublando o vilão Fantasma Cinzento na 1ª temporada de “Batman: A Série Animada”. Mas foi só uma vez, e ele logo voltou a ser o herói encapuzado em desenhos dos “Animaniacs” (em 1997) e “Os Simpsons” (em 2002), antes de virar o prefeito de Gotham City na série animada “The Batman” (entre 2004 e 2006). Além de Batman, Adam West teve ainda outro papel reincidente: Adam West. Ao aparecer pela primeira vez como si mesmo na série “The Ben Stiller Show”, em 1992, o ator inaugurou um novo costume em sua carreira. Ele viveu Adam West em filmes como “O Tamanho das Melancias” (1996) e “Lindas de Morrer” (1999), séries animadas, como “O Crítico”, “Space Ghost Coast to Coast” e “Os Padrinhos Mágicos”, e em sitcoms, como “Murphy Brown”, “NewsRadio”, “The King of Queens”, “30 Rock” e “The Big Bang Theory” – num episódio exibido no ano passado. Sem esquecer que foi o Prefeito Adam West ao longo de mais de uma centena de episódios do desenho “Uma Família da Pesada” (Family Guy), entre 2000 e 2017. Famoso por ser ele mesmo, Adam West entretanto nunca foi reconhecido como alguém importante pelos produtores dos filmes de Batman. Ele jamais foi convidado a aparecer nos filmes do herói, embora intérpretes dos seriados de Superman tenham figurado nos longas do Homem de Aço. Esta desfeita refletia como a DC Comics enxergava o legado da série dos anos 1960. A avaliação negativa só começou a ser revista nos últimos anos, a ponto da Warner e a DC Comics desenvolverem novas linhas de produtos nostálgicos relacionados ao “Batman” de Adam West. Um desses lançamentos foi um longa animado, concebido como uma aventura da época da série, que fez grande sucesso no ano passado. Intitulado “Batman: O Retorno da Dupla Dinâmica”, o filme voltou a reunir West e Burt Ward como Batman e Robin, além de resgatar a voz ronronante de Julie Newmar como Mulher-Gato. Lançado em home video, “Batman: O Retorno da Dupla Dinâmica” teve repercussão tão forte que o ator estava trabalhando numa sequência, “Batman vs. Duas-Caras”, que seria lançada no segundo semestre. Não há informações sobre a etapa em que se encontravam as dublagens. Declarando-se devastado pela perda do amigo, Burt Ward deu a dimensão do legado de Adam West num texto publicado nas redes sociais. “Adam e eu tivemos uma amizade especial há mais de 50 anos. Nós compartilhamos alguns dos momentos mais divertidos de nossas vidas juntos. Esta é uma perda terrivelmente inesperada de meu amigo de toda a vida. Eu sempre sentirei sua falta. Existem vários atores que retrataram o Batman nos filmes. Mas, para mim, só houve um verdadeiro Batman, que é e sempre será Adam West. Ele era verdadeiramente o Cavaleiro das Luzes”.
João Elias (1945 – 2017)
Morreu o comediante João Elias, intérprete do personagem Salim Muchiba no programa humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, aos 72 anos. Ele estava internado há mais de um mês em Catanduva (SP) no Hospital Padre Albino, onde sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante uma cirurgia vascular de carótidas. Ele se recuperava no quarto, quando o quadro de saúde piorou. João Elias era de Catanduva e começou sua longa carreira como humorista na rádio da cidade, quando ainda era criança. Aos 20 anos, foi levado por Adoniram Barbosa para a TV Record, onde interpretou o personagem Zé Vitrola no programa “Papai Sabe Nada”. Antes de entrar na “Escolinha do Professor Raimundo”, ele chegou a trabalhar com Chico Anysio no cinema, na comédia sexual “O Doce Esporte do Sexo” (1971). Também participou de “Rockmania” (1986) e trabalhou como produtor dos filmes “Quatro Contra o Mundo” (1970) e “Amor Maldito” (1984). Mas foram suas participações no programa do Professor Raimundo (Chico Anysio), a partir de 1991, que o tornaram conhecido do grande público. Seu Salim Muchiba era um turco caricato, que só queria dar respostas à prestações na sala de aula e ainda se envolvia sempre em discussões com o judeu Samuel Blaustein (Marcos Plonka). O personagem sobreviveu ao fim do programa, aparecendo em outras encarnações da “Escolinha”, como “Escolinha do Barulho” e “Escolinha do Gugu”, na Record. Nesta última, João Elias também interpretou o caipira Zé Bento.












