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    Trump define Oscar 2017 como triste, por se focar tanto em política a ponto de descuidar do básico

    28 de fevereiro de 2017 /

    O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que a obsessão de Hollywood por ele próprio foi responsável pela gafe do Oscar 2017. Segundo ele, a organização “focou tanto na política” que se descuidou de aspectos-chave da cerimônia. “Acho que estavam tão focados na política que não conseguiram colocar a cerimônia em ordem no final”, afirmou Trump em entrevista ao site conservador Breitbart News. “Foi um pouco triste, tirou um pouco do glamour do Oscar, não parecia uma noite muito glamourosa. Já estive no Oscar, tinha algo muito especial faltando, e terminar daquele jeito foi triste”, completou. A cerimônia foi pontuada do início ao fim por ironias e críticas ao presidente americano, que tem poucos admiradores na indústria do cinema. “Temos que agradecer ao presidente Trump. Lembram no ano passado, quando diziam que o Oscar era racista? Isso ficou no passado graças a ele”, ironizou o apresentador Jimmy Kimmel, referindo-se aos dois anos muito criticados da premiação por ter apenas brancos indicados nas categorias principais. Durante a premiação, Kimmel também tentou tuitar para Trump, para ver se ele respondia ao vivo. Entretanto, no momento do anúncio do prêmio de Melhor Filme, um envelope errado foi entregue aos apresentadores, que anunciaram “La La Land” como vencedor. Só depois de dois discursos é que se descobriu que o vencedor era outro: “Moonlight”. No texto que acompanha as declarações de Trump, o site Breibart acrescentou: “Agora, o presidente ri por último, enquanto bate em Hollywood por sua falha épica.”

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    Bruna Marquezine publica foto de topless em praia do Caribe

    28 de fevereiro de 2017 /

    Bruna Maquezine já está bem longe da folia. Distante dos fãs brasileiros, a atriz passa férias em Turks & Caicos, uma ilha no Caribe, acompanhada dos atores Tatá Werneck, Paulo Gustavo e do marido dele, o dermatologista Thales Bretas. E, aproveitando a privacidade do resort em que os quatro estão hospedados, decidiu fazer topless na praia. Imagina isso no Brasil! Para provocar os seguidores de seu Instagram, ela postou uma foto do topless, em que aparece costas e à distância. Já a amiga Tatá Werneck publicou uma foto em que mergulha no mar azul transparente de biquíni, e alguns vídeos da turma, entre eles um engraçadíssimo em que é atacada por lagartinhos (iguanas), no melhor estilo “Jurassic Park”. Veja abaixo. Morning, Turks ☀️ Uma publicação compartilhada por Bruna Marquezine ♡ (@brumarquezine) em Fev 28, 2017 às 6:49 PST ?? Apneia de 7 segundos ? Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) em Fev 28, 2017 às 8:59 PST @paulogustavo31 ❤️ maior susto com iguanas que já tive. Apenas com iguanas ☺️❤️ Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) em Fev 26, 2017 às 2:53 PST

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    Transmissão do Oscar 2017 salva vidas em Belo Horizonte

    28 de fevereiro de 2017 /

    A transmissão do Oscar 2017 salvou vidas no Brasil. Um grave acidente em Belo Horizonte, no bairro São João Batista, não teve vítimas fatais porque a família foi para a sala ver a premiação. Um deslizamento de terra ocorrido na noite de domingo pôs abaixo a varanda de um prédio, onde, minutos antes, encontrava-se uma família inteira. O deslizamento de terra pegou os moradores de surpresa. Já era entre 22h30 e 23h, quando a professora Jackeline Rodrigues de Brito Dias, de 48 anos, estava com o marido e a irmã na varanda do prédio e lembraram da transmissão do Oscar. “Estávamos sentados e nos lembramos do Oscar. Levantamos para assistir e um minuto depois, caiu tudo. Até mesmo as cadeiras onde estávamos sentados. Foi um estrondo grande”, afirmou Jackeline ao jornal Estado de Minas. Ainda não se sabe o motivo do deslizamento, mas a principal suspeita é a retirada de terra em um terreno vizinho – uma situação parecida com a retratada em “O Apartamento”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua estrangeirA neste ano. O local está provisoriamente interditado, com o fornecimento de água tendo sido interrompido devido a um rompimento na tubulação. Os agentes públicos buscam agora localizar o dono do terreno ao lado, para obter mais explicações sobre a obra realizada.

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    Alfred Enoch comemora Oscar de Viola Davis no carnaval

    28 de fevereiro de 2017 /

    O ator Alfred Enoch, que é inglês, mas filho de mãe brasileira, fez como a rede Globo, preferindo o carnaval ao Oscar 2017. Ele estava no Sambódromo quando Viola Davis, sua colega de elenco da série “How to Get Away with Murder”, venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Falando português fluente, “Alfie”, que também participou da franquia “Harry Potter”, comentou a vitória para a imprensa nacional. “Achei bacana, maravilhoso, ela merece. O trabalho dela é muito bom”, disse ele, que esperava a vitória da atriz. “Ela já tinha sido indicada outras vezes, então achei que fosse ganhar, sim. O trabalho dela é impressionante e não só neste filme, que eu adorei”, falou. Ele contou que anda cada vez mais brasileiro, já que passou recentemente o Natal e o Réveillon no Brasil, mas não curtia o Carnaval desde que tinha 6 anos e a recordação que tem da folia naquela época não é das melhores. “Passei o carnaval com meus pais em Salvador. No meio da multidão, me perdi e fiquei apavorado. Agora, com dois metros de altura, não dá para se perder, então está sendo bem melhor”, brincou ele, que elogiou os desfiles das escolas de samba. “Estou adorando. Nunca tinha experimentado isso”, resumiu o ator, que chegou ao Brasil no sábado (25/2) para a folia e acabou se encantando com uma morena no próprio domingo. “Não posso falar disso”, disse ele, com um sorriso. Filho do ator inglês William Russell, que trabalhou na série “Doctor Who” nos anos 1960, Alfie está curtindo férias prolongadas, porque não deve voltar na próxima temporada de “How to Get Away with Murder”.

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    Foto da festa de celebração do Oscar 2017 mostra lado positivo da gafe

    28 de fevereiro de 2017 /

    Além do abraço emocional de Brie Larson em Emma Stone, nas coxias do Oscar 2017, outra imagem, não exibida na TV, marcou de emoção a noite de premiação. Uma foto dos paparazzi credenciados registrou o forte abraço do diretor Barry Jenkins, de “Moonlight”, no produtor Jordan Horowitz, de “La La Land”. Os dois estiveram no centro do controvertido final da premiação. Foi Horowitz quem tomou a frente da situação, no meio do caos, quando ficou claro que “La La Land” não tinha vencido, anunciando o verdadeiro vencedor. “Eu terei orgulho em entregar isso aos meus amigos de ‘Moonlight’”, ele afirmou. Jenkins voltou a encontrá-lo horas depois de toda a confusão, na festa tradicional dada aos vencedores, o Governor’s Ball, onde a foto acima foi feita. A imagem acaba por registrar o lado positivo da gafe.

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    Veja também os melhores memes gringos do Oscar 2017

    27 de fevereiro de 2017 /

    Não foram só os tuiteiros brasileiros que zoaram o Oscar 2017. Os americanos também gozaram muito o resultado da premiação com memes que flagraram alguns detalhes muito divertidos. Nem a normalmente séria agência de notícias Associated Press conseguiu se segurar, publicando uma foto de Ryan Gosling morrendo de rir. Mas já estamos nos adiantando às piadas. Melhor ver uma por uma abaixo. A reação de Ryan Gosling ao descobrir que “Moonlight” e não “La La Land” venceu o Oscar 2017. Ryan Gosling reacts as the true winner of best picture "Moonlight" is announced at the #Oscars. pic.twitter.com/QBRso3yHNJ — AP Images (@AP_Images) February 27, 2017 Já a reação de Emma Stone… When Emma Stone realizes the twist ending #Oscars #BestPicture pic.twitter.com/nkm1nDLnmE — Marion Maitland (@nadatostada) February 27, 2017 A reação dos demais, assistindo à confusão na primeira fila. Everyone’s face at this moment is priceless. Check out my dude, @TheRock. Looks like he is about to leap on stage. #Oscars pic.twitter.com/D4QcBjspE8 — Ryan Parker (@TheRyanParker) February 27, 2017 Damien Chazelle: nasce um supervilão. Damien Chazelle is going to murder someone for this #Oscars #BestPicture pic.twitter.com/mVjKhTL5uL — Marion Maitland (@nadatostada) February 27, 2017 Revelado o que Ryan Gosling cochichou no ouvido da turista assustada. Ele já sabia o que aconteceria no Oscar. They are going to say La La Land, but Moonlight is actually going to win. #Oscars pic.twitter.com/g33c0gjvLx — Joseph Scrimshaw (@JosephScrimshaw) February 27, 2017 Como Warren Beatty está lidando com os responsáveis pelo envelope errado. Beatty right now likely working over the #Oscars envelope-stuffer pic.twitter.com/VDF6TwTDhJ — Ryan Parker (@TheRyanParker) February 27, 2017 Direto de “Pulp Fiction”, um desafio para quem disser novamente “notícia falsa”. "Say 'fake news' one more time, I dare you! I double-dare you!" pic.twitter.com/idZ0AF1uL4 — Ryan Parker (@TheRyanParker) February 19, 2017 Os aplausos esquisitos de Nicole Kidman não passaram em branco. the amount of money it costs Nicole Kidman to get clapping lessons could send trump's children to mar-a-lego for eternity #Oscars pic.twitter.com/aI8kaNvBaX — Bez (@Bez) February 27, 2017 Sem comentários. #Oscars: Massive Best Picture mistake becomes Internet gold https://t.co/lQJkE4Qso2 pic.twitter.com/3yqFnj8eKF — Hollywood Reporter (@THR) February 27, 2017 E não se pode esquecer que “Esquadrão Suicida” venceu um Oscar. E “Cantando na Chuva”, não! Nem “Psicose”! Ou os artistas mencionados abaixo. # of oscarsspike lee: 0boogie nights: 0annette bening: 0singin in the rain: 0psycho: 0alan rickman: 0david lynch: 0suicide squad: 1 — Bob Vulfov (@bobvulfov) February 27, 2017

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    Empresa de auditoria do Oscar 2017 assume a culpa pela gafe

    27 de fevereiro de 2017 /

    A empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers, responsável pela contabilização dos votos e entrega dos envelopes do Oscar há 83 anos, deu uma explicação oficial para a gafe do Oscar 2017. Num comunicado postado no Twitter, a empresa assumiu o erro e pediu desculpas aos produtores de “Moonlight”, “La La Land”, aos apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway e ao público da cerimônia, confirmando o que Beatty disse durante a premiação: os apresentadores receberam o envelope errado. Beatty e Dunaway receberam o envelope que premiava Emma Stone como Melhor Atriz. Ela tinha saído do palco poucos minutos antes dos apresentadores entrarem e, como voltou rapidamente para comemorar a falsa vitória, deveria estar bem próxima com seu envelope perigoso. Ela jura que não largou seu envelope em nenhum minuto. Mas, de alguma forma, um envelope com seu nome foi parar nas mãos de Beatty, que percebeu que algo estava errado, mas, ao mostrar para Dunaway, a atriz leu o nome do filme pelo qual Stone tinha sido premiada. Em meio aos discursos de agradecimento de “La La Land”, o produtor do filme, Jordan Horowitz, que ficou com o envelope falsamente premiado, percebeu o erro e foi ao microfone anunciar o verdadeiro vencedor. “Houve um erro. ‘Moonlight’, vocês venceram Melhor Filme. Não é brincadeira”, e acrescentou: “Eu terei orgulho em entregar isso aos meus amigos de ‘Moonlight'”. Na confusão que se armou, Beatty apareceu com o envelope correto, mas Horowitz se adiantou e pegou o papel, fazendo ele próprio o anúncio, pois ninguém estava entendo o que havia acontecido. Foi a melhor saída possível para a situação, mas dividiu opiniões entre os que o consideram um bom perdedor e os que lamentaram o fato dele ter tomado a frente de Beatty. Mesmo assim, o veterano ator foi ao microfone, fazendo questão de explicar a gafe. Não foi sua culpa. Ainda não está claro, porém, como a troca de envelopes aconteceu e o comunicado acrescenta que a PwC vai abrir uma investigação, terminando com elogios para a forma com que todos os envolvidos lidaram com a situação. Leia a íntegra abaixo. pic.twitter.com/oGJkXytnQ2 — PwC LLP (@PwC_LLP) February 27, 2017

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    Gafe do Oscar 2017 gera repercussão entre artistas de Hollywood no Twitter

    27 de fevereiro de 2017 /

    A gafe histórica do Oscar 2017 virou trending topic no Twitter. Mas não foi só por conta dos inúmeros memes anônimos. Os famosos também surtaram. Veja abaixo as reações de alguns atores, cineastas e roteiristas de Hollywood Bem-humorado, o cineasta indiano M. Night Shyamalan (“Fragmentado”) brincou dizendo que foi ele quem escreveu o final da cerimônia, numa piada interna, já que seus filmes são conhecidos por mostrarem uma grande reviravolta no encerramento. I wrote the ending of the academy awards 2017. @jimmykimmel we really got them! — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) February 27, 2017 “Final surpreendente. Gostaria que tivesse acontecido no dia das eleições”, politizou Billy Crystal (“Uma Família em Apuros”). Amazing ending. Wish that had happened on Election Day. — Billy Crystal (@BillyCrystal) February 27, 2017 Tal como o público, a cantora Katy Perry (“Os Smurfs”) ficou surpreendida com o lapso. WHAT WAIT OMG — KATY PERRY (@katyperry) February 27, 2017 “Nada como televisão ao vivo”, comentou Ellen DeGeneres (“Procurando Dory”). Nothing like live TV. Congrats to Moonlight! And to La La Land for such a gracious reaction. #Oscars — Ellen DeGeneres (@TheEllenShow) February 27, 2017 A comediante Wanda Sykes pediu para não culparem os velhinhos, referindo-se a Warren Beatty e Faye Dunaway, lembrando que deram o envelope errado para eles. E, numa piada política-eleitoral, citou como responsável o presidente da Rússia, que foi acusado de ter influenciado a eleição nos EUA por meio de agentes secretos e hackers. Don't y'all go blaming the old people for that one. They gave Warren Beatty the wrong envelope. It was probably Putin. #Moonlight #Oscars — Official Wanda Sykes (@iamwandasykes) February 27, 2017 Kumail Nanjiani (série “Silicon Valley”) preferiu destacar a classe da equipe de “La La Land”, que percebeu o erro e fez questão de consertar, dizendo que ambos são ótimos filmes. The LA LA LAND people were so classy. Amazing. Two great movies. HOW MANY TIMES IS MOONLIGHT GONNA MAKE ME CRY — Kumail Nanjiani (@kumailn) February 27, 2017 BJ Novak (série “The Office”) foi venenoso, pedindo para que checassem também quem realmente venceu o Oscar de Melhor Ator. Can we check Best Actor again — B.J. Novak (@bjnovak) February 27, 2017 Albert Brooks anunciou que está contratando um advogado para investigar se também não venceu por “Drive” no Oscar 2012. Because of tonights horrible Oscar mistake I have retained a lawyer to see if I won for DRIVE. — Albert Brooks (@AlbertBrooks) February 27, 2017 Para Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), o final da cerimônia merece vencer o Oscar de Melhor Filme no próximo ano. That ending to the #oscars should win best picture next year. #holyshit congrats #moonlight — Elizabeth Banks (@ElizabethBanks) February 27, 2017 Daniel Kobblesmith (roteirista do “Late Show with Steven Colbert”) fez referência ao final de “La La Land”, que termina mostrando o que poderia ter sido e não foi. Hey "La La Land" remember when you gave us that fake happy ending and then took it away How's it feel — Daniel "Kibblesmith" (@kibblesmith) February 27, 2017 O ator Steve Howey (série “Shameless”) também fez referência às eleições americanas, dizendo que “La La Land” venceu no voto popular, mas “Moonlight” levou no colégio eleitoral. La La Land won the popular vote. Moonlight won the electoral college. #Oscars — Steve Howey (@stevehowey) February 27, 2017 Margaret Cho (série “Drop Dead Diva”) lembrou do concurso Miss Universo, que anunciou o vencedor errado em 2015. And the Oscar goes to…Miss Venezuela! #Oscars — Margaret Cho (@margaretcho) February 27, 2017 E até o Twitter da Miss Universo zoou a Academia, mandando os produtores do Oscar ligarem para os produtores do concurso de beleza, que sabem como se faz isso. Have your people call our people – we know what to do. #Oscars #MissUniverse — Miss Universe (@MissUniverse) February 27, 2017

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    Oscar 2017 exibiu foto de produtora viva na seção In Memoriam

    27 de fevereiro de 2017 /

    A gafe na entrega do Oscar de Melhor Filme – anunciada por engano a “La La Land” antes de chegar às mãos da equipe de “Moonlight”, o verdadeiro vencedor – não foi a única trapalhada da cerimônia realizada no domingo (26/2). A produtora australiana Jan Chapman disse à imprensa americana que ficou “devastada” ao ver uma foto sua no segmento “In Memoriam”, que homenageou profissionais do cinema mortos em 2016. “Estou viva, bem e continuo ativa”, afirmou a australiana em um e-mail enviado à revista Variety. A imagem de Chapman foi usada para ilustrar o tributo a Janet Patterson, figurinista também australiana, que morreu em outubro do ano passado. O nome e a ocupação da homenageada estavam corretos, mas a foto mostrada era, na verdade, de Chapman, segundo a própria produtora. As duas trabalharam juntas em “O Piano” (1993), filme pelo qual Patterson foi indicada ao Oscar em 1994 – ela também concorreu outras três vezes, por “Retratos de uma Mulher” (1996), “Oscar e Lucinda” (1997) e “O Brilho de uma Paixão” (2009). “Eu fiquei devastada com o uso da minha foto no lugar da minha grande amiga e colaboradora de longa data Janet Patterson”, disse Chapman à Variety. “Eu pedi para a agência dela checar qualquer fotografia que pudesse ser usada e soube que a Academia disse a eles que estava tudo certo. Janet foi uma grande beleza, quatro vezes indicada ao Oscar, e é decepcionante que esse erro não tenha sido notado.” A produtora é uma das mais reconhecidas da Austrália e continua ativa, como demonstram os sucessos internacionais do terror “O Babadook” (2014) e o drama “The Daughter” (2015). A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que promove o Oscar, ainda não comentou o caso. A sessão “In Memoriam” provocou muitos protestos por ter deixado de fora vários artistas importantes, como Robert Vaughn (“Sete Homens e um Destino”) e Garry Shandling (“De que Planeta Você Veio?”), sem falar de Bill Paxton (“Aliens, o Resgate”), morto na véspera, apesar da música ter sido bem mais longa que a projeção da imagens dos homenageados. O tributo foi acompanhado por uma apresentação de “Both Sides Now”, de Joni Mitchell, interpretada pela cantora americana Sara Bareilles.

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    La La Land, ops, Moonlight vence o Oscar 2017

    27 de fevereiro de 2017 /

    Mais politizado, divertido e atrapalhado de todos os tempos, o Oscar 2017 culminou sua noite, após discursos e piadas disparadas na direção de Donald Trump, premiando o filme errado. No melhor estilo Miss Universo, só após os agradecimentos dos produtores de “La La Land” veio a correção. O vencedor do Oscar de Melhor Filme não foi o anunciado por Warren Beatty e Faye Dunaway. O próprio Beatty explicou ao microfone que tinham recebido o envelope errado, que premiava Emma Stone por “La La Land”. E foi o nome do filme da Melhor Atriz que Dunaway anunciou. O que deve dar origem a uma profusão de memes e piadas foi, na verdade, quase um ato falho. Enquanto a falsa vitória de “La La Land” foi aplaudidíssima, a verdadeira vitória de “Moonlight” foi um choque. De pronto, foi um prêmio para o cinema indie. Um dia antes, “Moonlight” tinha vencido o Spirit Awards, premiação do cinema independente americano. Rodado por cerca de US$ 5 milhões, o filme fez apenas US$ 22,2 milhões nos EUA e jamais venceria um concurso de popularidade. Pelo conjunto da noite, sua vitória também representou um voto de protesto. Menos visto pelo grande público entre todos os candidatos, era o que representava mais minorias: indies, pobres, negros, imigrantes, latinos e gays. Para completar, o ator Mahershala Ali, que venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu micro papel de traficante cubano radicado em Miami, é muçulmano na vida real – e se tornou o primeiro ator muçulmano premiado pela Academia. Ao todo, “Moonlight” levou três Oscars. O terceiro foi de Melhor Roteiro Adaptado, dividido entre o cineasta Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney, autor da história e da peça original. “La La Land”, porém, venceu o dobro de prêmios: seis ao todo. Entre as conquistas do musical, a principal foi tornar Damien Chazelle o diretor mais jovem a ganhar um Oscar, aos 32 anos de idade. Além disso, Emma Stone venceu como Melhor Atriz. “Manchester à Beira-Mar” e “Até o Último Homem” se destacaram a seguir, com dois Oscar cada. Enquanto o filme de Mel Gibson levou prêmios técnicos, o segundo drama indie mais premiado da noite rendeu uma discutível vitória de Casey Affleck como Melhor Ator e a estatueta de Melhor Roteiro Original para o cineasta Kenneth Lonergan. Viola Davies confirmou seu favoritismo como Melhor Atriz Coadjuvante por “Um Limite Entre Nós”, tornando-se a primeira atriz negra a vencer o Emmy, o Tony e o Oscar. Sua vitória ainda ajudou a demonstrar como o Oscar se transformou com as mudanças realizadas por sua presidente reeleita Cheryl Boone Isaacs, que alterou o quadro de eleitores, trazendo maior diversidade para a Academia. Após um #OscarSoWhite 2016 descrito francamente como racista pelo apresentador Jimmy Kimmel, na abertura da transmissão, a Academia premiou negros como atores, roteiristas e até produtores. Mas o recado foi ainda mais forte, ao premiar os candidatos com maior potencial de dissonância, especialmente aqueles ligados aos países da lista negra de Donald Trump. O diretor inglês de “Os Capacetes Brancos”, Melhor Documentário em Curta-Metragem, sobre o trabalho humanitário em meio à guerra civil da Síria, generalizou em seu agradecimento, mesmo tendo seu cinematógrafo impedido de viajar aos EUA para participar do Oscar. Já o iraniano Asghar Farhadi, que venceu seu segundo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com “O Apartamento”, foi na jugular. Sua ausência já era um protesto em si contra o que ele chamou, em texto lido por seus representantes, ao “desrespeito” dos EUA. “Minha ausência se dá em respeito aos povos do meu pais e de outros seis países que foram desrespeitados pela lei inumana que bane a entrada de imigrantes nos Estados Unidos”. Foi bastante aplaudido. Interessante observar que, apesar do clima politizado manifestado por meio da seleção de vencedores, apenas os estrangeiros e Jimmy Kimmel fizeram discursos contundentes. Os americanos sorriram amarelo e agradeceram suas mães, enquanto artistas de outros países provocaram reações pontuadas por aplausos com suas declarações contrárias à política internacional americana. Até Gael Garcia Bernal, convidado a apresentar um prêmio, deixou seu texto de lado para se manifestar “como mexicano”. Menos evidente, mas igualmente subversivo, foi o fato dos serviços de streaming e a TV paga terem se infiltrado na premiação. Assim como aconteceu no Globo de Ouro, Jeff Bezos, dono da Amazon, ganhou destaque e propaganda gratuita (será?) do apresentador no discurso de abertura. A Amazon produziu um dos filmes premiados, “Manchester à Beira-Mar”, e foi a distribuidora oficial de “O Apartamento” nos EUA – filme que, prestem atenção, não entrou em circuito comercial nos cinemas americanos. A Netflix também faturou seu Oscar por meio de “Os Capacetes Brancos”, que – prestem mais atenção – é inédito nos cinemas. Para completar, o Oscar de Melhor Documentário foi para “O.J. Simpson: Made in America”, uma minissérie de cinco episódios do canal pago ESPN. Sinal dos tempos. E sinal de alerta para o parque exibidor. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Vencedores do Oscar 2017 Melhor Filme “La La Land” “Moonlight” Melhor Direção Damien Chazelle (“La La Land”) Melhor Ator Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Atriz Emma Stone (“La La Land”) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Moonlight”) Melhor Atriz Coadjuvante Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) Melhor Roteiro Original Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Roteiro Adaptado Barry Jenkins (“Moonlight”) Melhor Fotografia Linus Sandgren (“La La Land”) Melhor Animação “Zootopia” Melhor Filme em Língua Estrangeira “O Apartamento” (Irã) Melhor Documentário “O.J. Made in America” Melhor Edição John Gilbert (“Até o Último Homem”) Melhor Edição de Som Sylvain Bellemare (“A Chegada”) Melhor Mixagem de Som Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace (“Até o Último Homem”) Melhor Desenho de Produção David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco (“La La Land”) Melhores Efeitos Visuais Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon (“Mogli, o Menino Lobo”) Melhor Canção Original “City of Stars”, de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul (“La La Land”) Melhor Trilha Sonora Justin Hurwitz (“La La Land”) Melhor Cabelo e Maquiagem Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson (“Esquadrão Suicida”) Melhor Figurino Colleen Atwood (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) Melhor Curta “Sing” Melhor Curta de Animação “Piper” Melhor Curta de Documentário “Os Capacetes Brancos”

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    Conheça o luxuoso camarim utilizado pelos apresentadores do Oscar 2017

    26 de fevereiro de 2017 /

    Antes de subirem ao palco, os atores convidados a apresentar as categorias da premiação do Oscar ficam numa sala luxosa do Dolby Theatre, em Los Angeles. A “green room” (como se chamam os camarins em inglês) é cheia de mordomias e conforto, e este ano foi patrocinada e desenhada pela marca de relógios Rolex. Por conta desse patrocínio, a sala foi decorada com várias imagens de atores usando relógios. Confira as fotos do ambiente abaixo. E veja aqui onde assistir a transmissão da cerimônia de premiação.

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    Veja cinco paródias de La La Land que fazem sucesso no YouTube

    26 de fevereiro de 2017 /

    Favorito a levar vários troféus no Oscar 2017, “La La Land” já conquistou o inconsciente coletivo. O filme de Damien Chazelle é, de fato, o único dos indicados ao prêmio da Academia que impregnou a cultura pop. Prova disso são os cinco vídeos abaixo, que fazem sucesso no YouTube com paródias do musical. Há uma versão dos Muppets, outra que transforma a trama num game de 8-bit, uma edição ao estilo do cineasta David Lynch, um mash-up com “Titanic” e até uma reimaginação completa, que troca Los Angeles por Nova York. E isto é só, como diria o capitão do Titanic, a ponta do iceberg.

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    James Cameron divulga carta emocionada em tributo ao ator Bill Paxton

    26 de fevereiro de 2017 /

    O cineasta James Cameron escreveu uma carta emocionada sobre a morte de Bill Paxton, um de seus mais antigos e melhores amigos em Hollywood, a quem dirigiu em quatro filmes. Como ele recorda, os dois se conheceram há 36 anos, quando Paxton ainda não era ator. O jovem era um assistente de produção, trabalhando como carpinteiro e pintor na sci-fi barata “Galáxia do Terror” (1981), que tinha Cameron como cenógrafo, também em começo de carreira. Depois disso, o cineasta o escalou numa pequena figuração em “O Exterminador do Futuro” (1984), deu-lhe seu primeiro grande papel em “Aliens, o Resgate” (1986), além de ter feito participação como ator no primeiro filme a destacar Paxton num pôster, o terror “Quando Chega a Escuridão” (1987), de Kathryn Bigelow – namorada de Cameron na época. Os dois ainda trabalharam juntos nos sucessos “True Lies” (1994) e “Titanic” (1997). Mas compartilharam muito mais que filmes, como conta o diretor na carta abaixo. Leia na íntegra: “Estou sofrendo com isso, tentando fazer meu coração e minha mente aceitarem. Bill deixa um vazio. Ele e eu éramos amigos íntimos há 36 anos, desde que nos conhecemos no set de um filme de baixo orçamento de Roger Corman. Ele entrou para trabalhar no cenário, e eu lhe dei um pincel e apontei para uma parede, dizendo: “Pinte isso!” Reconhecemos rapidamente a centelha criativa que havia surgido naquele simples gesto e nos tornamos amigos rapidamente. O que se seguiu foram 36 anos de filmagens em conjunto, ajudando a desenvolver projetos uns dos outros, indo em viagens de mergulho juntos, assistindo nossos filhos crescerem juntos, até mesmo visitando os destroços naufragados do Titanic em um submarino russo. Era uma amizade de riso, aventura, amor ao cinema e respeito mútuo. Bill me escreveu belas cartas sinceras e pensadas, um anacronismo nesta era da digitação eletrônica. Ele cuidava bem de seus relacionamentos com as pessoas, sempre preocupado e presente para os outros. Ele era um bom homem, um grande ator e um dínamo criativo. Espero que, em meio ao burburinho da noite do Oscar, as pessoas levem um momento para se lembrar deste homem maravilhoso, não apenas por todas as horas de alegria que ele nos trouxe com sua presença vívida nas telas, mas para o grande humano que ele foi. O mundo é um lugar menor após sua morte, e eu sentirei profundamente sua falta.”

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