Ellen Page acusa Brett Ratner de homofobia nas filmagens de X-Men: O Confronto Final
A atriz Ellen Page publicou um longo post em sua conta pessoal no Facebook onde reflete sobre as diversas acusações de abuso sexual em Hollywood, revelando momentos conturbados que ela própria passou durante sua carreira. Logo no começo, ela destaca ter sofrido um ataque homofóbico do diretor Brett Ratner, um dos nomes envolvidos em escândalos sexuais. De acordo com a atriz, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho para o encontro com o elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’. Ele era o diretor do filme, Brett Ratner”, ela recordou. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Ratner também foi descrito como misógino pelas mulheres que o acusaram de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro, entre elas as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ellen Page também lembrou outras situações inconvenientes de sua carreira. Sem citar o nome do diretor, ela contou ter sido assediada aos 16 anos de idade. “Quando eu tinha 16 anos, um diretor me levou para jantar (uma obrigação profissional bem comum). Ele acariciou minha perna debaixo da mesa e disse: “Você tem que tomar a iniciativa, eu não posso”. Eu não tomei e tive a sorte de me afastar dessa situação. Mas foi uma percepção dolorosa: minha segurança não estava garantida no trabalho. Uma figura de autoridade adulta para quem eu trabalhava pretendia me explorar fisicamente. Fui assaltada sexualmente meses depois. E um diretor pediu que eu transasse com um homem de 20 e poucos anos e depois lhe contasse. Isto foi o que me aconteceu durante os meus 16 anos, um adolescente na indústria do entretenimento”. Ela comentou que, enquanto vítimas sofrem, os abusadores seguem festejados em Hollywood. E, neste contexto, menciona que o maior erro de sua carreira foi ter trabalhado com Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha. “Fiz um filme do Woody Allen e é o maior arrependimento da minha carreira. Tenho vergonha de ter feito isto. Eu ainda tinha que encontrar a minha voz e não era quem eu sou agora e me senti pressionada, porque “Claro que você tem que dizer sim a este filme Woody Allen”. No final das contas, no entanto, é minha responsabilidade decidir que fazer e fiz a escolha errada. Cometi um erro terrível.” A atriz participou de “Para Roma, com Amor” (2012), de Allen. Desde então, se assumiu lésbica. E voltou a ser convidada a viver a mutante Kitty Pryde em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), logo após sair do armário publicamente. Desta vez, sem traumas.
Filme de Louis C.K. não será mais lançado após escândalo sexual
A distribuidora indie Orchard anunciou que não irá mais lançar “I Love You, Daddy”, filme dirigido e estrelado por Louis C.K., após uma reportagem do jornal New York Times denunciar assédio do humorista contra colegas comediantes do sexo feminino. A Orchard tinha pago US$ 5 milhões pelos direitos do filme, após a première no Festival de Toronto. O tapete vermelho estava marcado para quinta-feira passada (9/11), mas ele foi abruptamente cancelado quando, no mesmo dia, o jornal New York Times publicou a reportagem-denúncia. Após considerar as repercussões, a distribuidora emitiu um comunicado afirmando que tinha desistido do lançamento, marcado para a próxima sexta, 17 de novembro, nos Estados Unidos. A produção foi realizada em segredo por CK ao longo de apenas 20 dias e bancada por seu próprio dinheiro. Rodado em preto e branco, o filme acompanha a relação de um roteirista (papel de CK) e sua filha adolescente em meio ao ambiente hedonista de Hollywood, destacando em particular um cineasta pervertido, que gosta de atrizes bem jovens – para preocupação do pai-protagonista. Chlöe Grace Moretz (“A 5ª Onda”) vive a filha, John Malkovich (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) é o diretor papa-anjo, e o elenco ainda inclui Rose Byrne (“X-Men: Apocalipse”), Charlie Day (“Círculo de Fogo”), Pamela Adlon (série “Better Things”), Edie Falco (série “Nurse Jackie”) e Helen Hunt (“Melhor É Impossível”). Veja o trailer abaixo.
Astro de E.R. revela ter sido estuprado por produtor de Hollywood quando era menor
O ator Anthony Edwards, que até hoje é lembrado como o médico Mark Greene na série “E.R.” (Plantão Médico), escreveu uma carta aberta no site Medium, em que afirma ter sido vítima de abuso sexual quando era menor de idade. O acusado é Gary Goddard, que já teve seu nome envolvido em polêmica semelhante. Ele dirigiu o primeiro filme live-action do personagem He-Man, intitulado “Mestres do Universo” (1987), e foi responsável pela criação de séries animadas infantis como “Capitão Power”, “Mega Babies” e “Guerreiros Esqueletos”. Anteriormente, Goddard foi acusado por Michael Egan, junto de outros produtores e do diretor Bryan Singer (“X-Men”), por fomentar um “circuito pedófilo de Hollywood”. O processo foi retirado por falta de provas, após várias acusações serem desmentidas por fatos irrefutáveis – por exemplo: Singer estava filmando “X-Men” no Canadá, com muitas testemunhas, durante as datas em que Egan o acusou de violá-lo no Havaí. Anthony, que começou sua carreira com 11 anos de idade, diz que Gary era seu mentor e que é na vulnerabilidade, quando pequeno, que os pedófilos atacam. “Eu fui molestado por Goddard, meu melhor amigo foi estuprado por ele… e isso aconteceu por anos”, afirma o ator. Foi apenas depois de mais velho que ele pôde enxergar e analisar o que aconteceu. “Somente depois de poder separar minha experiência, processá-la, e colocá-la em seu lugar, eu poderia aceitar essa verdade: meu abuso sempre pode estar comigo, mas não é meu”. O ator acredita que a conversa entre pais e filhos precisam ser feita e “é só violando o estigma do abuso sexual que podemos curar, mudar atitudes e criar ambientes mais seguros para nossos filhos”. Leia abaixo, na íntegra, o texto de Anthony Edwards: “Sim mãe, tem algo errado de vítima para sobrevivente Quando eu tinha 14 anos, minha mãe abriu a porta para perguntar honestamente dos rumores que ela ouviu sobre Gary Goddard –que era meu mentor, professor e amigo – ser pedófilo. Eu neguei entre lágrimas de completo pânico. Enfrentar a verdade não era uma opção como meu senso de si estava completamente enredado em minha gangue de cinco amigos que foram todos liderados por essa figura paternal doentia. Eu conheci Goddard quando tinha 12, e ele rapidamente se tornou uma força dominante em minha vida. Ele me ensinou os valores da atuação, respeito pela amizade e a importância de estudar. Pedófilos caçam a fraqueza. Meu pai, que sofria de estresse pós-traumático da 2ª Guerra Mundial, não estava emocionalmente disponível. Todos possuem a necessidade de uma ligação, e eu não era exceção. Minha vulnerabilidade estava exposta. Eu fui molestado por Goddard, meu melhor amigo foi estuprado por ele – e isso aconteceu por anos. O nosso grupo, a gangue, continuou quieta. Por quê? Um dos efeitos mais trágicos do abuso sexual em crianças é que as vítimas muitas vezes se sentem profundamente responsáveis – como se fosse de alguma forma culpa sua. Com sua forma de controle doente, os abusadores exploram o desejo natural de uma criança de se unir. As vítimas são obrigadas a jogar pelas regras do abusador, ou então estão ‘fora’ – banidas do único mundo que conhecem. Os abusadores são bem-sucedidos quando mantêm o controle desse pequeno mundo – um mundo baseado no medo. O uso do medo para controlar e manipular pode ser óbvio e sutil. Os abusadores costumam usar a palavra ‘amor’ para definir suas ações horríveis, o que constitui uma traição total de confiança. O dano resultante ao desenvolvimento emocional de uma criança é profundo e imperdoável. Somente depois de poder separar minha experiência, processá-la, e colocá-la em seu lugar, eu poderia aceitar essa verdade: meu abuso sempre pode estar comigo, mas não é meu. Por muitos anos, guardei a ideia de que o amor era condicional – e então eu procuraria alguém ou algo diferente do eu superior para definir essas condições e requisitos para mim. Tive a sorte de ter acesso à terapia e outros sobreviventes. A vergonha pode prosperar facilmente quando estamos isolados, mas perde seu poder quando as pessoas se juntam para compartilhar suas experiências comuns. 22 anos atrás, eu encontrei Gary Goddard em um aeroporto. Pude expressar minha indignação com o que ele havia feito. Ele jurou seus remorso e disse que havia conseguido ajuda. Senti uma sensação temporária de alívio. Eu digo temporário porque quando Goddard apareceu na imprensa há quatro anos acusado de abuso sexual, minha raiva ressurgiu. Aos 51 anos, fui dirigido por um grupo de amigos amorosos para um terapeuta especializado nesse tipo de abuso. Ao processar minha raiva em um lugar seguro com um profissional, finalmente consegui ter a conversa que gostaria de ter tido com minha mãe quando tinha 14 anos. Aprendi muito nestes últimos quatro anos. Mais importante, eu aprendi que não estou sozinho. Um em cada seis homens tem uma experiência sexual abusiva antes de completar 18 anos. O segredo, a vergonha e o medo são as ferramentas do abuso, e é só por violar o estigma do abuso sexual infantil que podemos curar, mudar atitudes e criar ambientes mais seguros para nossos filhos. Agora, há crianças e adultos que querem conversar. Agora, há pessoas que testemunharam esse tipo de abuso, mas não sabem como ajudar. No momento, existem milhões de vítimas que acreditam que o abuso que experimentaram foi, de alguma forma, culpa delas. Há milhões de crianças em nosso país que são uma conversa longe de serem ouvidas. Assim como existem milhões de homens adultos que estão a um passo de curar. Não fui de vítima a sobrevivente sozinho. Ninguém vai. Eu tive que pedir ajuda, e estou muito agradecido por ter feito isso.”
Jason Momoa reencontra o elenco de Game of Thrones em Belfast
O ator Jason Momoa postou em seu Instagram fotos de um reencontro com o elenco e os produtores da série “Game of Thrones”, da qual participou como Khal Drogo na 1ª temporada. O encontro aconteceu num pub em Belfast, na Irlanda do Norte, e mostra todos bebendo animadamente, em clima festivo, com a presença de Kristofer Hivju (Tormund GIantsbane), Kit Harington (Jon Snow), Liam Cunningham (Davos) e Rory McCann (Sandor Clegane), além de David Benioff e D.B. Weiss, criadores da série. A legenda da foto sugere que o reencontro durou “24 horas” e que as gravações da última temporada de “Game of Thrones” estavam começando. Com isso, os fãs já especulam sobre um flashback de Drogo na série, embora tudo possa ser simples coincidência. Para aumentar as especulações, poucos dias antes o ator postou uma foto ao lado de Emilia Clarke (Daenerys Targaryen, com quem seu personagem foi casado). Todas podem ser vistas na galeria abaixo. Atualmente, Momoa está divulgando o filme da “Liga da Justiça”, numa agenda que inclui inúmeras viagens internacionais.
Fernanda Torres revela que sua mãe, Fernanda Montenegro, recebe ameaças de morte no Facebook
A atriz Fernanda Torres (série “Os Normais”) revelou que sua mãe, a mais premiada atriz do Brasil, Fernanda Montenegro (indicada ao Oscar por “Central do Brasil”), vem sofrendo ataque de haters no Facebook, inclusive com ameaças de morte. O caso foi trazido à tona durante entrevista no programa “Conversa com Bial” exibido na noite de quinta-feira (9/11). O motivo dos ataques foi um post contra a censura artística, publicado em setembro. As ameaças foram denunciadas à rede social, que nada fez sobre o caso alegando que as mensagens não “ferem os padrões da comunidade”. “Se você pagar um peitinho, a nudez no Facebook é totalmente vilanizada, mas pode postar metralhadora, ameaça de morte, xingar do que for que não fere ‘os padrões da comunidade’. Daqui a pouco, vão dizer que vão matar e vão matar. A questão é moral, ética, educacional… A internet e o Google vão continuar lavando as mãos?”, questionou. Ela acredita que ainda não se tem ideia da dimensão poder da rede. “O Facebook é um alienígena e está sendo usado para eleger o [Donald] Trump, por exemplo”, comentou a atriz, que foi casada com o apresentador Pedro Bial nos anos 1980.
Lupita Nyong’o critica racismo de revista que editou foto para alisar seu cabelo
A atriz Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), criticou a revista britânica Grazia UK por ter editado digitalmente a foto que ela fez para a capa da edição desta semana, inclusive alisando seu cabelo. “Desapontada que a ‘Grazia Uk’ editou e alisou meu cabelo para se encaixar em uma noção eurocêntrica de como belos cabelos devem ser”, escreveu a atriz em seu Instagram. “Eu abraço meu patrimônio natural e, apesar de ter crescido pensando que a pele clara e o cabelo sedoso eram o padrão da beleza, agora sei que minha pele escura e cabelos soltos também são lindos”. “Se eu tivesse sido consultada, eu teria explicado que não posso apoiar ou tolerar a omissão da minha herança nativa, visando que eles percebam que ainda há um longo caminho a ser percorrido para combater o preconceito inconsciente contra a pele das mulheres negras, estilo e textura de seus cabelos”, completou. Diante das críticas da atriz, a publicação divulgou um comunicado. “Grazia está comprometida em representar a diversidade em suas páginas e pede desculpas para Lupita. A revista gostaria de deixar claro que, em nenhum momento, fez pedidos de edição ao fotógrafo para que o cabelo de Lupita fosse alterado na capa desta semana”. “Mas nós pedimos sinceras desculpas por não manter um alto nível editorial e garantir que estivéssemos cientes de todas as alterações ocorridas”, acrescentou a nota. Veja abaixo o post de Lupita, que compara a foto original com a edição feita pela capa. As I have made clear so often in the past with every fiber of my being, I embrace my natural heritage and despite having grown up thinking light skin and straight, silky hair were the standards of beauty, I now know that my dark skin and kinky, coily hair are beautiful too. Being featured on the cover of a magazine fulfills me as it is an opportunity to show other dark, kinky-haired people, and particularly our children, that they are beautiful just the way they are. I am disappointed that @graziauk invited me to be on their cover and then edited out and smoothed my hair to fit their notion of what beautiful hair looks like. Had I been consulted, I would have explained that I cannot support or condone the omission of what is my native heritage with the intention that they appreciate that there is still a very long way to go to combat the unconscious prejudice against black women's complexion, hair style and texture. #dtmh Uma publicação compartilhada por Lupita Nyong'o (@lupitanyongo) em Nov 9, 2017 às 6:11 PST
Roteirista vencedora do Emmy acusa criador de Mad Men de assédio
O criador, produtor, roteirista e showrunner da série “Mad Men”, Matthew Weiner, se somou ao crescente número de personalidades de Hollywood acusadas de assédio sexual. A roteirista Kater Gordon, que venceu um Emmy por seu trabalho na série, afirmou na quinta (9/11) ao site The Information, que Weiner se comportou de forma imprópria com ela há oito anos. Na época com 27 anos, Kate estava trabalhando à noite com o produtor, quando este lhe disse que tinha o direito de lhe ver nua, que ela devia isso a ele. Gordon começou a trabalhar com Weiner em 2007 como sua assistente pessoal. Em menos de um ano, a jovem escritora foi promovida a assistente dos roteiristas, sendo encarregada, entre outras tarefas, de transcrever as notas de Weiner, conhecido por ditar seus roteiros. O produtor também a incentivou a contribuir com suas próprias ideias. Os dois acabaram escrevendo juntos o último episódio da 2ª temporada da série, pelo qual ganharam o Emmy em 2009. Foi precisamente durante o trabalho conjunto que fizeram para esse capítulo que, segundo Gordon, Weiner a assediou sexualmente. Assim como outras vítimas de abusos em Hollywood disseram ter feito, Gordon comentou o ocorrido com colegas, mas não apresentou uma denúncia. Um ano depois, a roteirista foi demitida da equipe, gerando uma série de especulações na imprensa sobre a razão de sua saída, já que ela tinha sido premiada por seu trabalho. Embora naquela ocasião já fosse uma das roteiristas escaladas para a 3ª temporada, Weiner a chamou ao seu escritório para lhe dizer que não renovaria seu contrato porque ela “havia ficado aquém” das expectativas em seu trabalho. Desde então, Gordon não escreveu mais e se manteve à margem de Hollywood, evitando qualquer menção que a relacionasse à série “Mad Men”. Se agora decidiu falar, acrescentou a roteirista na entrevista à publicação, deve isso ao caso Harvey Weinstein e à onda de escândalos sexuais que vieram à tona em Hollywood nas últimas semanas. “Ganhei um Emmy, mas em vez de poder usá-lo como trampolim para minha carreira, ele se transformou em uma âncora, porque eu sentia que tinha de responder a especulações da imprensa. Eu acabei desistindo em vez de lutar”, lamentou a roteirista na entrevista. Weiner respondeu a acusação por meio de um comunicado lido por um porta-voz. “O sr. Weiner não se lembra de ter feito esse comentário, nem é o tipo de frase que ele diria a um colega de trabalho”, afirmou. Segundo a nota, Weiner “passava de oito a dez horas por dia escrevendo diálogos em voz alta com Gordon. Nos nove anos em que comandou ‘Mad Men’, Weiner frequentou uma sala de roteiristas cheia de mulheres”, destaca ainda o comunicado, assinalando que o criador da série sempre lutou por um espírito de “igualdade” e “respeito” no local de trabalho. O novo escândalo é mais uma péssima notícia para a Amazon, que vê aumentar os problemas em torno de “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Weiner, que já está em fase de gravação. A série era a única produção da The Weinstein Company que a plataforma insistiu em realizar, após cancelar outros projetos do estúdio, decidindo bancar sozinha seu orçamento de US$ 75 milhões para não ter o nome de Harvey Weinstein como parceiro na atração. O nome de Weiner, porém, não pode ser descartado com a mesma facilidade.
HBO remove programas de Louis C.K., Netflix cancela especial e FX “revisa” situação após escândalo sexual
A HBO anunciou que irá remover os programas de stand-up do comediante Louis C.K. e a antiga comédia “Lucky Louie” de seus serviços de streaming. A emissora também divulgou que ele não participará mais do especial beneficente “Night of Too Many Stars: America Unites for Autism Programs”, que irá ao ar em 18 de novembro. A Netflix também confirmou o cancelamento de um especial do comediante, o segundo programado, após o lançamento do primeiro em abril. “As acusações feitas por várias mulheres de Nova York são perturbadoras. O comportamento inadequado e não profissional de Louis com colegas mulheres nos levou a decidir não produzir o segundo especial que havia sido planejado”, disse a plataforma por meio de uma nota enviada à imprensa americana. Além disso, o canal FX, que exibiu a premiada série “Louie” nos EUA até dois anos atrás e lança especiais do comediante, anunciou que a relação com o humorista está “sendo revisada”. “Estamos obviamente perturbados com as acusações sobre Louis C.K”, afirmou o canal, em comunicado. “O canal não recebeu nenhuma denúncia de conduta irregular relativas aos cinco programas que produzimos juntos ao longo dos últimos oito anos. A FX Networks e a FXP (FX Productions) vão tomar todas as atitudes necessárias para proteger nossos funcionários, enquanto investigam outras alegações de conduta inapropriada no nosso ambiente de trabalho. Dito isto, esta questão está sendo revisada”. O FX exibe atualmente duas atrações produzidas por Louis C.K., “Baskets” e “Better Things”, e pretendia estrelar a animação “The Cops”, dublada por ele, em 2018. O comediante entrou na lista negra dos escândalos sexuais de Hollywood após ser acusado de assédio por cinco mulheres comediantes, de acordo com relato publicado pelo jornal The New York Times, na quinta-feira (9/10). Uma delas foi a atriz Tig Notaro, estrela da série “One Mississippi”, que Louis C.K. produzia para a Amazon. Segundo as denúncias, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Além dos problemas com os canais de TV, Louis C.K. também viu a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, estrelada e dirigida por ele, cancelada na quinta-feira, em Nova York. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme, previsto para 17 de novembro, pode até ser suspenso.
Márcia Cabrita (1964 – 2017)
A atriz Márcia Cabrita morreu na madrugada desta sexta (10/11), aos 53 anos, após uma longa luta contra um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio, em decorrência do agravamento da doença. Filha de imigrantes portugueses, Márcia Martins Alves nasceu em Niterói, no estado do Rio, em 20 de janeiro de 1964. Ao mesmo tempo em que decidiu estudar artes cênicas, conheceu Luís Salem, seu parceiro durante toda a carreira. A veio humorística chamou atenção a partir do espetáculo “Subversões”, encenado no antigo Crepúsculo de Cubatão, casa de rock alternativo na Copacabana dos anos 1980. Sua estreia da TV foi na minissérie “As Noivas de Copacabana”, de Dias Gomes, em 1992, seguida por participações em “Os Trapalhões”, de 1993 a 1995, até se destacar em seu papel mais conhecido, na série de comédia “Sai de Baixo”, em 1997, na qual interpretou a empregada Neide, substituindo a atriz Claudia Jimenez no elenco. Márcia também atuou nas novelas “Beleza Pura” (2008) e “Morde & Assopra” (2011) e fez participações na série “Brava Gente” (2000), no “Sítio do Picapau Amarelo” (2003) e nos humorísticos “Sob Nova Direção”, “A Grande Família” e “Pé na Cova”. Mesmo após ser diagnosticada com câncer, ela continuou trabalhando, com várias participações em séries como “Vai que Cola”, do Multishow, e “Pé na Cova”, da Globo. Há três meses, ela precisou se afastar das gravações da novela “Novo Mundo”, na qual vivia Narcisa Emília O’Leary, para cuidar da saúde. Este mês, Márcia começaria a gravar um filme baseado em “Sai de baixo”. Em texto para Revista O Globo, publicado em 2011, Márcia criticou a cobrança sofrida por pessoas com a doença. “Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Me olhava no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e me achava pronta para fazer figuração na ‘Lista de Schindler'”. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, Márcia morreu “em paz” e sem sofrer. Os dois tem uma filha, Manuela, de 17 anos.
Atriz de Smallville é denunciada como líder de seita de escravas sexuais
A atriz Allison Mack, que interpretou Chloe Sullivan, a melhor amiga de Clark Kent na série “Smallville”, foi apontada como líder de um culto sexual nos Estados Unidos. Ela é acusada de ser a principal responsável por recrutar mulheres para servirem à sociedade secreta DOS (abreviatura de “dominus obsequious sororium”), cujas práticas incluem agressão, fome e escravidão. O jornal The New York Times publicou um dossiê expondo a organização. Segundo o jornal, Keith Raniere, o fundador do grupo, seria também o “mestre supremo” da irmandade, e Mack, seu “braço direito”. Mas o jornal não publicou o nome da atriz. Na reportagem, ela é descrita como uma “atriz ganhadora do Emmy”. Sua identidade foi revelada pelos jornais britânicos Sun e Daily Mail. Segundo o jornalista Frank Parlato, que foi o primeiro a denunciar a organização no seu site, Frank Report, “Allison é tanto uma vítima como uma torturadora. Ela é uma vítima porque sofreu lavagem cerebral de Ranier e é ‘escrava’ dele.” A sociedade secreta atrai mulheres com discurso de empoderamento feminino, mas acaba realizando o contrário. O problema é que, uma vez que entram, as vítimas não conseguem sair. Isto porque, como prova de sua vontade de servir ao grupo, as candidatas devem fornecer materiais comprometedores sobre si, como fotos nuas. Ex-membros contaram ao The New York Times que, posteriormente, as informações são usadas como chantagem para que elas não denunciem as atrocidades a que são submetidas. A primeira barbaridade acontece logo que as mulheres são aceitas no grupo. O ritual de iniciação inclui serem marcadas à ferro abaixo da cintura com as iniciais de Alisson Mack e Keith Raniere. O procedimento seria conduzido por uma médica, que usava um instrumento de cauterização — quando um metal quente é forçado sobre a pele da pessoa –, que deixava nas “pacientes” uma grossa cicatriz. Dentro do culto, elas deveriam obedecer uma hierarquia mestre-escravo. Raniere seria “dono” de um harém. As escravas dele, por sua vez, tinham um grupo de servas para si, e assim por diante. Todas as escravas precisavam obedecer aos mestres 24 horas por dia e recrutar outras mulheres para a seita, como em um esquema de pirâmide. Caso não conseguissem, eram submetidas a castigos como surras. Além disso, elas tinham que tomar banhos de água fria e ficar 12 horas sem comer, mantendo uma dieta diária de apenas 500 a 800 calorias, pois, segundo o “mestre supremo”, mulheres magras eram mais vigorosas. A origem do culto é um grupo de auto-ajuda, chamado NXIVM, que alega ter auxiliado milhares de pessoas a “alcançarem seu potencial” por meio de cursos. Desde os anos 1990, mais de 16 mil se matricularam nos cursos do grupo. Apenas as mulheres mais bonitas são recrutadas para o DOS. Parlato, que trabalhou para o NXIVM por vários meses em 2007 até ser demitido por investigar suas finanças, diz que o grupo é financiado pelas herdeiras milionárias Clare e Sara Bronfman, cuja mãe Georgiana é casada com o ator britânico Nigel Havers (“Carruagens de Fogo”, “O Império do Sol”). Clare Bronfman é vice-presidente de operações da organização. De acordo com a revista Vanity Fair, Raniere “engoliu mais de US$ 150 milhões” da fortuna da família, herdeira dos destilados Seagram. No início desta semana, a atriz Catherine Oxenberg, estrela da série clássica “Dinastia”, afirmou que sua filha, India, seria parte da irmandade e estaria sendo chantageada.
John Hillerman (1932 – 2017)
Morreu o ator John Hillerman, que ficou conhecido pelo papel de Higgins na série “Magnum”, ao lado de Tom Selleck. Ele faleceu nesta quinta-feira (9/11) aos 84 anos, em sua residência, mas a causa não foi revelada. Hillerman começou sua carreira em 1970, como figurante (um repórter) no clássico policial “Noite sem Fim”, uma década antes de virar Jonathan Quayle Higgins III, o mordomo de Magnum, papel que lhe rendeu quatro indicações ao Emmy e uma vitória como Melhor Ator Coadjuvante em 1987. Além de “Magnum”, ele marcou presença em importantes clássicos do cinema da década de 1970, sempre em pequenos papéis. A lista é volumosa e inclui quatro longas de Peter Bogdanovich, “A Última Sessão de Cinema” (1971), “Essa Pequena é uma Parada” (1972), “Lua de Papel” (1973), em que interpretou gêmeos, e “Amor, Eterno Amor” (1975), além de “O Estranho Sem Nome” (1973), de Clint Eastwood, “Banzé no Oeste” (1974), de Mel Brooks, “Chinatown” (1974), de Roman Polanski, “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, e outros filmes menos excelentes. Em 1976, estrelou sua primeira série, “Ellery Queen”, adaptação de um dos grandes detetives da literatura de mistério. Seu personagem nesta série, Simon Brimmer, foi praticamente um ensaio para Higgins. Ambos eram esnobes, arrogantes, rabugentos e chegavam a antagonizar os protagonistas das duas séries. Também participou das séries de comédias “The Betty White Show” e “One Day at a Time”, e apareceu em inúmeras produções televisivas da época, de “Mulher-Maravilha” a “O Barco do Amor”, antes de emplacar seu papel de maior destaque. Após oito temporadas de “Magnum”, exibidas entre 1980 e 1988, em que participou até de crossovers com as séries “Carga Dupla” e “Assassinato por Escrito”, Hillerman só teve mais dois trabalhos de destaque: a minissérie “Around the World in 80 Days” (1989) e a série de comédia “A Família Hogan”, estrelada pelo jovem Jason Bateman (série “Arrested Development”), entre 1990 e 1991. O ator encerrou a carreira com um pequeno papel no filme “A Volta da Família Sol Lá Si Dó”, em 1996.
Louis C.K. é acusado de se masturbar na frente de mulheres comediantes
Mais um ator famoso foi acusado de abuso sexual nos Estados Unidos. O alegado predador da vez é Louis C.K., um dos comediantes mais premiados da TV americana. Ele foi acusado por cinco mulheres, numa reportagem do jornal The New York Times publicada nesta quinta-feira (9/11). Uma delas é a atriz Tig Notaro, estrela e criadora da série “One Mississippi”, da Amazon. Segundo a reportagem, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante (ela recusou). Um representante de Louis C.K. informou ao jornal que ele não falaria sobre o assunto. Tig Notaro já tinha se manifestado negativamente sobre o comediante enquanto promovia, nos últimos meses, a 2ª temporada de “One Mississippi”, que é produzida justamente por Louis C.K. Ela, inclusive, fez questão de afirmar que ele não tinha mais ligação com a série, e que ambos não se falavam há dois anos, desde a produção do piloto. Na nova temporada da atração, há uma cena em que uma personagem, interpretada pela mulher de Tig Notaro, Stephanie Allynne, é assediada sexualmente quando o seu chefe se masturba na frente dela. A situação refletia acusações feitas por outras comediantes (seus nomes não haviam sido revelados) contra Louis C.K. No ano passado, ele comentou os rumores, afirmando que “não ligo para isso. Isso não é real”. Agora, em entrevista ao Times, Tig Notaro confirmou que a cena foi baseada nos relatos que havia ouvido sobre o comediante. Assim que circularam rumores sobre a realização da reportagem, a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, dirigida e estrelada por Louis C.K., que aconteceria exatamente nesta quinta-feira em Nova York, foi cancelada. Agora, segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme pode até ser suspenso. Louis C.K. junta a uma extensa lista de atores, produtores e empresários, que não pára de crescer após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual. Atualmente, Hollywood vive sob a sombra de constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.
Terry Crews abre queixa criminal contra executivo de Hollywood que o assediou
O ator Terry Crews (o pai de Chris na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, atualmente em “Brooklyn Nine-Nine”) decidiu registrar uma queixa na polícia sobre o assédio sexual que sofreu no ano passado. Ele comentou o caso no Twitter em 8 de outubro, logo após as primeiras denúncias contra Harvey Weinstein, para mostrar que não eram apenas as mulheres que sofriam assédio sexual em Hollywood. No texto, dividido em nada menos que 16 tuítes (veja abaixo), ele revelou que, durante uma festa, um “executivo do alto escalão de Hollywood” agarrou suas partes íntimas. O caso aconteceu na frente de sua mulher. “Pulando para trás, eu disse, ‘O que você está fazendo?’ Ele apenas sorriu como um idiota”, escreveu Crews. A suspeita é que o citado poderoso da indústria seja o empresário de atores Adam Venit, que foi demitido da agência WME após as alegações do ator. A polícia de Los Angeles já começou a investigar a acusação. This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 My wife n I were at a Hollywood function last year n a high level Hollywood executive came over 2 me and groped my privates. (2/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Jumping back I said What are you doing?! My wife saw everything n we looked at him like he was crazy. He just grinned like a jerk. (3/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I was going to kick his ass right then— but I thought twice about how the whole thing would appear. (4/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 “240 lbs. Black Man stomps out Hollywood Honcho” would be the headline the next day. (5/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Only I probably wouldn’t have been able to read it because I WOULD HAVE BEEN IN JAIL. So we left. (6/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 That night and the next day I talked to everyone I knew that worked with him about what happened. (7/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He called me the next day with an apology but never really explained why he did what he did. (8/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I decided not 2 take it further becuz I didn’t want 2b ostracized— par 4 the course when the predator has power n influence. (9/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I let it go. And I understand why many women who this happens to let it go. (10/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Who’s going 2 believe you? ( few) What r the repercussions?(many) Do u want 2 work again? (Yes) R you prepared 2b ostracized?(No)(11/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I love what I do. But it’s a shame and the height of disappointment when someone tries to takes advantage of that. (12/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He knows who he is. But sumtimes Uhav2 wait & compare notes w/ others who’ve been victimized in order 2gain a position of strength. (13cont) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I understand and empathize with those who have remained silent. But Harvey Weinstein is not the only perpetrator. (14/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hollywood is not the only business we’re this happens, and to the casualties of this behavior— you are not alone. (15/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hopefully, me coming forward with my story will deter a predator and encourage someone who feels hopeless. (16/end) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017












