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    Netflix demite Danny Masterson da série The Ranch

    5 de dezembro de 2017 /

    A Netflix demitiu o ator Danny Masterson da série “The Ranch”. A decisão foi tomada após o serviço de streaming resolver a situação da série “House of Cards”, que também teve seu protagonista despedido. Ambos foram envolvidos por escândalos sexuais, mas as acusações contra Masterson são mais graves, já que envolvem estupro. “Como resultado de discussões em andamento, a Netflix e os produtores decidiram eliminar Danny Masterson de ‘The Ranch'”, informou o serviço de streaming em comunicado. Segunda-feira (4/12) foi “o último dia de trabalho do ator na série e a produção será retomada no início de 2018 sem ele”. Masterson ainda aparecerá na segunda metade da 2ª temporada, que estreia em 15 de dezembro e já tinha sido gravada, e poderá aparecer em partes do terceiro ano, em que sua ausência sera abordada. Quatro mulheres acusaram o ator de 41 anos de ataques sexuais no começo da década de 2000. Mas, segundo o site Huffington Post, as autoridades não puderam agir na época, devido à interferência da igreja da Cientologia, da qual o ator é adepto. As mulheres que o acusavam também eram integrantes da igreja, que tem como regra proibir colaboração com a polícia. De acordo com o relato do site, a instituição mobilizou 50 seguidores para darem testemunhos escritos favoráveis a Masterson e contrários às acusadoras. Além disso, o arquivo com os depoimentos e acusações formais desapareceu misteriosamente no começo do processo, fazendo com que a promotoria tivesse que recomeçar todo o caso do zero. Masterson nega veementemente todas as acusações desde 2004, quando a primeira denúncia veio à tona. Mas fontes ouvidas pelo Huffington Post afirmam que o caso foi reaberto recentemente, após “evidências incriminadoras” terem sido recebidas pela promotoria. As mulheres teriam tomado coragem para denunciar as agressões após a atriz Leah Remini (série “King of Queens”) expor na TV abusos supostamente cometidos por integrantes da Igreja da Cientologia. O caso de Masterson apareceu na série que ela apresenta na TV paga americana. A Netflix passou a ser alvo de protestos das vítimas após demitir Kevin Spacey por acusações de assédio sexual e ignorar o caso de Masterson, que era mais grave. Chrissie Carnell Bixler, uma das mulheres que acusaram o ator de estupro, criticou o serviço de streaming por mantê-lo em “The Ranch”. Na segunda, outra das vítimas procurou o Huffington Post para denunciar o fato de que um executivo da Netflix, sem saber com quem estava falando, afirmou que o serviço não acreditava nas supostas vítimas. Era o diretor de conteúdo mundial infantil Andy Yeatman, que ficou com o cargo em risco após a notícia ser publicada. Assim que a notícia foi publicada, uma petição pedindo que a Netflix cancelasse “The Ranch” ganhou apoio de mais de 40 mil pessoas. Embora a Netflix não divulgue dados de audiência, o serviço confirmou em outubro que “The Ranch” era sua quinta série mais assistida nas primeiras 24 horas de seu lançamento. Assim, demitir Masterson se tornou uma decisão mais fácil de ser tomada do que sofrer publicidade negativa ou cancelar uma atração popular. “The Ranch” marcava o reencontro de Masterson com Ashton Kutcher, após os dois trabalharem juntos na série clássica de comédia “That ’70s Show”. Na nova atração, os dois interpretam irmãos, que voltam a conviver depois de anos, quando o personagem de Kutcher, que morava na cidade grande, retorna ao “rancho” da família.

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    Geoffrey Rush se demite da presidência da Academia Australiana após denúncias de “conduta imprópria”

    2 de dezembro de 2017 /

    O ator Geoffrey Rush pediu demissão neste sábado (2/12) da presidência da Academia Australiana de Cinema e TV (AACTA, na sigla em inglês) após sofrer denúncias de “conduta imprópria”. Vencedor do Oscar em 1997 por seu papel em “Shine — Brilhante” e indicado outras três vezes – a última por “O Discurso do Rei” (2010) – , o ator de 66 anos negou as acusações, que vieram à público na semana passada, quando a Companhia de Teatro de Sydney informou ter recebido queixas contra seu comportamento. Não foram divulgados qual foi a queixa ou o nome de quem reclamou, mas a imprensa australiana indicou que as acusações estariam relacionadas à época em que Rush atuou em “Rei Lear”, em 2015 e 2016, no teatro. Em comunicado, Rush disse desconhecer os detalhes das acusações contra ele: “Desde o momento em que soube dos rumores de denúncia, falei imediatamente com a direção da Companhia de Teatro de Sydney pedindo um esclarecimento dos detalhes do comunicado. Eles se negaram a me dar detalhes”. A academia australiana também emitiu uma nota confirmando a decisão de Geoffrey Rush de “se afastar de forma voluntária”, na qual diz apoiar “um procedimento que respeite tanto o direito à presunção de inocência e a um processo justo, como também à boa gestão da direção nestas circunstâncias”.

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  • Etc

    Marvel voltará a publicar os Novos Mutantes na véspera da estreia do filme da Fox

    2 de dezembro de 2017 /

    Alguma coisa acontece no coração da Marvel. Após uma atitude beligerante contra o uso de seus heróis pela Fox, a editora de quadrinhos está tomando uma atitude contrária a tudo o que vinha fazendo até recentemente. Para quem não lembra, a Fox adquiriu os direitos do Quarteto Fantástico e dos X-Men dos antigos proprietários da Marvel, antes de a editora ser comprada pela Disney. E quando os dois estúdios se viram concorrendo nos cinemas, a rivalidade chegou ao cúmulo de cancelar a publicação do Quarteto Fantástico, a revista mais antiga da Marvel em circulação, para não divulgar os personagens na véspera do lançamento do filme da Fox. Há rumores até de um veto contra a criação de novos personagens mutantes, para impedir o surgimento de novas franquias no estúdio rival. Mas Disney e Fox andaram flertando recentemente. A Disney quer comprar partes da Fox, entre elas os estúdios que fazem filmes e séries de super-heróis da Marvel. Embora haja outros candidatos à compra, fontes do mercado norte-americano insistem que a negociação não acabou. E eis que acontece algo inesperado. Pela primeira vez, a Marvel vai aproveitar o lançamento de um filme da Fox para lançar uma revista com os personagens da produção. A editora está trazendo de volta os Novos Mutantes, que teve sua revista original cancelada em 1991, após 100 edições. O retorno será como uma minissérie (“New Mutants: Dead Souls”) focada na investigação da origem do grupo e incluirá parte do time original, que estará no filme “Os Novos Mutantes”, com estreia marcada para 12 de abril no Brasil. A revista será lançada um mês antes do filme, em março nos Estados Unidos. Confira a capa do primeiro exemplar abaixo.

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  • Etc

    Chris Pratt e Anna Faris oficializam o divórcio

    2 de dezembro de 2017 /

    Após anunciar a separação, o casal de atores Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) e Anna Faris (série “Mom”) resolveu oficializar o divórcio. Segundo informações publicadas pelo site TMZ, os dois encaminharam tudo de forma amigável e escolheram compartilhar a guarda do filho, Jack Pratt, de cinco anos de idade. Faris e Pratt se conheceram em 2007, quando filmaram a comédia “Uma Noite Mais Que Louca” (que só chegou aos cinemas em 2011). Eles se casaram em 9 de julho de 2009, em Bali, na Indonésia, e ficaram casados por oito anos. A decisão de terminar o relacionamento foi dividia com os fãs em agosto, num comunicado conjunto. Em entrevista recente à revista People, Farris comentou que a relação com o ex permanece muito boa, mesmo após a separação. “Nós sempre teremos um ao outro e sempre seremos grandes amigos. Ainda há muita risada em nossas vidas, e ele está muito orgulhoso de mim. Nós nos observamos crescer e ele ainda me faz rir a todo momento. E acho que também o faço rir – a não ser que ele seja um ator muito bom e ótimo em fingir risadas”, brincou.

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  • Etc,  Filme,  TV

    Ana Maria Nascimento e Silva (1952 – 2017)

    1 de dezembro de 2017 /

    Morreu a atriz Ana Maria Nascimento e Silva, que foi musa do cinema nacional, participou de novelas e minisséries de sucesso da Globo e era viúva do cineasta Paulo César Saraceni. Ela tinha 65 anos e faleceu na noite de quinta-feira (30/11), em decorrência de complicações geradas por um câncer de mama. Filha do grego Harry Anastassiadi, ex-presidente da Fox Film para a América Latina, Ana Maria nasceu no Rio de Janeiro em 12 de abril de 1952, formou-se em História da Arte e acumulou vários cursos de extensão na Europa, antes de estrear no cinema em 1976 no drama “Marcados para Viver”. No ano seguinte, fez sua primeira novela, “Nina”, de Walter Durst. Mas em vez de seguir carreira na TV, opção de maior visibilidade, ela optou pelo cinema, aparecendo em vários filmes dos anos 1970, entre eles o clássico “Ladrões de Cinema” (1977), de Fernando Cony Campos, e “Os Trombadinhas” (1979), de Anselmo Duarte, estrelado por Pelé. Sua beleza marcou o final da década, quando ela passou a atuar nos filmes da Boca do Lixo, durante o boom da pornochanchada. Fez diversos filmes do gênero, como “A Força do Sexo” (1978), “Desejo Violento” (1978), “A Mulher Sensual” (1981) e o hilário “Bem-Dotado – O Homem de Itu”, em que tentava seduzir o personagem-título, vivido por Nuno Leal Maia. A carreira teve uma grande virada nos anos 1980, após ela encontrar o cineasta Paulo César Saraceni, um dos criadores do Cinema Novo. Encantado por sua beleza, o diretor criou um filme especialmente para que ela protagonizasse, “Ao Sul do Meu Corpo” (1982). A atração virou casamento. E a partir daí Ana Maria passou a ter participação importante na obra de Saraceni, atuando em “Natal da Portela”, em 1988, e, sobretudo, virando sua grande parceira, ao assumir outro aspecto do trabalho cinematográfico: a produção. Paralelamente, passou a se focar na carreira televisiva. Seu retorno à Globo se deu na minissérie “Quem Ama Não Mata” (1982), uma das mais comentadas dos anos 1980, que questionava a justificativa machista dos crimes passionais. E emendou diversas novelas, como “Jogo do Amor” (1985), “Tudo ou Nada” (1986), “O Salvador da Pátria” (1989), “Gente Fina” (1990), “Quatro por Quatro” (1994) e “Zazá” (1997), nas quais ofuscou muitos protagonistas com seu sorriso largo, olhos azuis intensos e porte aristocrático que iluminavam os cenários. Ela também comandou um programa de entrevistas na CNT e fez parte do time de jurados de calouros do “Cassino do Chacrinha”. E se toda esta exposição televisiva a tornou mais conhecida, não a afastou de sua paixão cinematográfica. Ana Maria valorizou sua filmografia com três filmes do diretor Djalma Limongi Batista, “Asa Branca – Um Sonho Brasileiro” (1980), “Brasa Adormecida” (1987) e “Bocage – O Triunfo do Amor” (1997). Participou ainda de “A Terceira Margem do Rio” (1994), de Nelson Pereira dos Santos, e da co-produção Brasil/Portugal “Eternidade” (1995), de Quirino Simões. E, além de atuar, ajudou o marido a produzir seu projeto dos sonhos, “O Viajante” (1998), final de uma trilogia dedicada aos romances de Lúcio Cardoso (1912–1968), iniciada em 1963 com o clássico “Porto das Caixas”. Assinou ainda a produção de mais dois filmes de Saraceni: o documentário “Banda de Ipanema – Folia de Albino” (2003) e “O Gerente”, o último e mais belo filme do cineasta, que veio a falecer em 14 de abril de 2012. “O Gerente” marcou também a última aparição da atriz nas telas, que mergulhou num longo luto e se afastou definitivamente das câmeras. Sua passagem pelo cinema brasileiro deixa saudades pela paixão que dedicou à arte, chegando inclusive a idealizar um festival, o Paracine, primeira mostra cinematográfica realizada em Paraty, no litoral fluminense, em 2002 – evento que abriu caminho para um festival anual, realizado até hoje.

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  • Etc

    HBO passa a oferecer assinatura para dispositivos móveis no Brasil

    30 de novembro de 2017 /

    O HBO Go, serviço de streaming da HBO, já pode ser assinado pelos brasileiros sem a necessidade de contratação de um pacote de TV a cabo. A novidade começou a valar a partir desta quinta-feira (30/11). Segundo a empresa, o serviço funcionará como um aplicativo, que pode ser assinado pelas lojas virtuais da Apple e do Google Play. O HBO GO estará disponível em dispositivos móveis com sistema operacional iOS (iPad, iPhone, iPod Touch) ou Android e no site www.hbogo.com.br. E “Estamos muito animados com o lançamento da HBO GO nas lojas digitais no Brasil. É um passo importante para que os brasileiros possam ter mais acesso ao nosso conteúdo exclusivo e assisti-lo a qualquer hora e em qualquer lugar”, disse Francisco Smith, vice-presidente executivo da HBO Latin America, em comunicado oficial. “Oferecer esse serviço faz parte da estratégia da empresa de tornar o conteúdo premium da HBO ainda mais acessível, de maneira fácil e rápida”. O grande problema da oferta é que a assinatura de streaming não será mais barata que a da TV paga, o que impede qualquer comemoração a respeito da novidade. O serviço custará US$ 10,99 (cerca de R$ 35) ao mês para usuários da Apple, e R$ 34,90 para os de Android. Ou seja, praticamente o mesmo, senão um pouco maior, que o atualmente cobrado para assinantes de TV paga que adquirem os pacotes da empresa – com direito ao acesso via streaming. A lógica, porém, indica que o preço deveria ser menor, tendo em vista que o assinante da TV também tem acesso ao streaming, mas o do streaming só verá a série na TV se apelar para Chromecast, Xbox 360 (com Xbox Live), Apple TV da 4ª geração ou Android TV.

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  • Etc,  Série

    Jim Nabors (1930 – 2017)

    30 de novembro de 2017 /

    O ator Jim Nabors, que viveu o personagem Gomer Pyle em “The Andy Griffith Show” e em sua própria sitcom, morreu na manhã desta quinta (30/11) em sua casa no Havaí, aos 87 anos. James Thurston Nabors nasceu em 12 de junho de 1930, no Alabama. Filho de um policial, ele se formou em administração de empresas e trabalhou até como telefonista para a ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, antes de se mudar para a California, onde o clima era melhor para sua asma. Ele arranjou emprego como editor de imagens da rede NBC em 1960, mas à noite se apresentava como comediante amador. Nabors fazia uma show num teatro de cabaré em Santa Monica, quando foi “descoberto” por Andy Griffith, que o considerou perfeito para interpretar um novo personagem em sua série na CBS: Gomer Pyle, um mecânico afável, pouco inteligente e extremamente feliz, que trabalhava no posto de gasolina de Wally (Norman Leavitt) em Mayberry. O personagem iria aparecer em apenas um episódio, que foi exibido no meio da 3ª temporada do “Andy Griffith Show”, em dezembro de 1962, mas surpreendeu os produtores por agradar ao público, que pediu seu retorno. Diante da repercussão, Nabors foi contratado para integrar o elenco fixo da atração. Mas o ator não ficou muito tempo na série. Gomer Pyle fez tanto sucesso que os produtores resolveram dar-lhe seu próprio programa. Gomer Pyle se alistou nos fuzileiros navais americanos no final da 4ª temporada, num episódio que serviu de piloto para o spin-off centrado no personagem. A mudança deu mais que certo. “Gomer Pyle: USMC” tornou-se um dos maiores sucessos da TV americana nos anos 1960. Durou cinco temporadas, entre 1964 e 1969, e chegou a ser exibida no Brasil com o título “Fuzileiro das Arábias”. Na trama, o recruta atrapalhado Pyle era invariavelmente perseguido pelo sargento esquentado Vince Carter (Frank Sutton). A interação dos personagens acabou inspirando um dos quadros mais populares do programa “Os Trapalhões” na Globo, ainda que sem os devidos créditos. Apesar de retratar militares em plenos anos 1960, a série nunca abordou a guerra do Vietnã. Mas o ator confessou que a presença do conflito era evidente nos créditos de abertura e o assombrava, pois muitos dos fuzileiros reais com quem marchava no começo dos episódios morreram no conflito asiático. Em 1969, quando a série estava em 2º lugar na audiência geral da TV americana, Nabors resolveu sair da produção, alegando que buscava novos desafios. Ele dizia que nem sequer se considerava ator, porque só tinha interpretado um único personagem em sua carreira inteira. Assim, virou apresentador de programa de variedades. Embora “The Jim Nabors Hour” tenha durado só dois anos, a atração revelou seu talento como cantor. Ele acabou gravando mais de duas dúzias de discos com sua voz de barítono, que costumava surpreender aqueles que se acostumaram a ouvi-lo exclamar “Gawleleee!” (“golly”, ou nossa!, com sotaque sulista), seu bordão televisivo. Ele tentou emplacar uma nova série em 1975, a comédia sci-fi “The Lost Saucer”, mas a produção foi cancelada após 15 episódios e Nabors nunca mais protagonizou nenhuma outra produção. Curiosamente, ele não se aventurou muito no cinema. A culpa é de sua estreia como um beatnik na comédia “Papai Não Sabe Nada” (1963), estrelada por James Stewart e Sandra Dee. Sua voz carregada de sotaque, que se tornaria famosa, desagradou tanto aos produtores que acabou dublada por outro ator. A experiência negativa o afastou do cinema por duas décadas. Ele só fez mais três filmes, todos consecutivos e ao lado do amigo Burt Reynolds, aparecendo como o antagonista da comédia clássica “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (1982), voltando a ser mecânico em “O Imbatível” (1983) e reciclando o recruta “Homer Lyle” em “Um Rally Muito Louco” (1984). Nesta época, seus trabalhos já se resumiam a participações eventuais em séries como “O Barco do Amor”, “Supermáquina” e “The Carol Burnett Show”. Sem muitas opções, ele acabou voltando a viver Gomer Pyle. Primeiro, num telefilme de reencontro do elenco de “The Andy Griffith Show”, “Return to Mayberry”, exibido em 1986. Depois, num episódio de “Hi Honey, I’m Home” exibido em 1991, quando encerrou a carreira. Embora seu personagem mais famoso fosse fictício, a Marinha americana reconheceu a importância de Gomer Pyle para a imagem da corporação e resolveu oficializar sua promoção, passando-o de soldado raso para cabo num evento de marketing militar nos anos 2000. A ironia é que se o verdadeiro Jim Nabors quisesse ser fuzileiro, seria impedido, já que ele era homossexual. Gays declarados não podiam ter carreira militar nos Estados Unidos até 2011. Nabors manteve sua vida particular privada enquanto esteve em atividade, embora rumores de homossexualidade tenham sugerido até um casamento secreto com Rock Hudson nos anos 1970. Mas após se afastar do showbusiness, ele saiu do armário e se casou oficialmente com Stan Cadwallader, após três décadas de relacionamento, em janeiro de 2013, um mês após o casamento entre pessoas do mesmo sexo ser considerado legal em Washington.

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    Mulheres que acusam ator de Carinha de Anjo de estupro contam o que aconteceu

    30 de novembro de 2017 /

    A camareira e a assistente de figurino que denunciaram o ator Thogun Teixeira (da novela “Carinha de Anjo” e de filmes como “A Comédia Divina” e “O Escaravelho do Diabo”) por estupro e tentativa de estupro em Sorocaba, no interior de São Paulo, durante a produção do filme “A Volta”, relataram o que aconteceu para a reportagem do G1. Com medo, as mulheres pediram para não terem a identidade divulgada. Segundo as vítimas, o ator teria estuprado a camareira após o fim de um dia de filmagens, no fim de semana e, horas depois, tentado estuprar a assistente no mesmo quarto. As duas foram colegas de quarto durante o período de produção do filme em Sorocaba. “Cheguei de uma filmagem noturna, estava muito cansada, a galera ia ficar na beira da piscina bebendo e eu fui para o quarto. Entrei no banho e, quando ouvi a porta do quarto, abri o banheiro e já me deparei com aquela pessoa ali”, contou a camareira. A mulher conta que nunca teve nenhum tipo de aproximação com o ator, nem mesmo trocou número de telefone e que o relacionamento deles durante as gravações era estritamente profissional. “Ele não disse nada na hora, já me empurrou em cima do vaso sanitário e me agrediu ali mesmo. Ele é grande e eu não tive reação, me deu um tapa nas costas e foi tudo muito rápido, ele não aparentava estar normal”, conta a camareira. Em seguida, ela disse que o ator se despediu dizendo “boa sorte” e saiu do quarto. Sem reação, ela afirma que relatou o ocorrido para a colega quando retornou ao quarto, elas trancaram a porta e resolveram dormir. Horas depois, o ator teria entrado novamente no quarto e tentado estuprar a assistente de figurino, a acordando passando a mão em sua perna. Assustada, a vítima ameaçou fazer um escândalo e o mandou embora do quarto. O ator teria deixado o cartão que usou para entrar e saído. “Fui acordada com ele tocando minha perna e perguntei como conseguiu o cartão do quarto. Primeiro, ele disse que eu tinha dado a chave e depois falou que pegou na recepção, que era homem, e que por isso era fácil. Falou que disse estar hospedado no nosso quarto. Pedi para ir embora, ele deixou a chave e saiu”, afirmou a segunda vítima. Por conta do retorno dele ao quarto após o crime, a camareira acredita que, quando foi violentada, o ator estava à procura, na verdade, da assistente. “O alvo não era eu. Mas como eu estava ali, de toalha, ele veio para cima. Nunca tive nenhuma aproximação com ele, eu nunca troquei telefone com ele”, frisa. A assistente de figurino alega que era assediada há algum tempo pelo ator e que inclusive chegou a ser abordada por ele antes da noite do crime, durante um café da manhã no hotel. Na ocasião, ele teria se oferecido para ir até o quarto dela. A assistente garante que nunca respondeu as investidas e nem o autorizou a entrar em seu quarto. Em entrevista por telefone ao G1, Thogun nega os crimes e diz que o ato sexual com a camareira de figurino foi consensual. O ator confirma que teve relação sexual com a mulher, mas com consentimento dela. “Elas deixaram a chave autorizada na portaria. Eu peguei a chave e entrei no quarto. Como alguém conseguiria entrar no quarto?”, questiona Thogun. A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Sorocaba, Ana Luiza Salomone, abriu inquérito policial para apurar as denúncias. O boletim de ocorrência do caso foi registrado na madrugada de domingo (26/11) e as mulheres voltaram à DDM na terça-feira (28/11) para fazer a representação contra o ator. Por meio de nota, o hotel disse que está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações. A polícia também irá investigar como o ator teve acesso ao quarto. O filme “A Volta” também inclui em seu elenco Tuca Andrada (novela “A Lei do Amor”), Guilhermina Guinle (novela “Êta Mundo Bom!”) e André Ramiro (“Tropa de Elite”) e tem estreia prevista para 2018. Com roteiro e direção de Ronaldo Uzeda (“Caminhos de Jesus”), ele conta a história de George (Tuca Andrada), que se torna justiceiro depois que sua mulher Bruna (Guilhermina Guinle) é assassinada e sua neta é sequestrada.

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  • Etc

    Jogos Mortais: Jigsaw é a maior estreia em semana de horror nos cinemas

    30 de novembro de 2017 /

    A volta da franquia de torturas “Jogos Mortais” é a maior estreia desta semana, marcada pelo horror nos cinemas. São quatro lançamentos do gênero, inclusive um brasileiro e outro que tenta vaga no Oscar 2018, entre as 14 novidades da programação. A maioria dos filmes da lista são produções nacionais e todos os trailers podem ser assistidos com cliques nos títulos dos filmes abaixo. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig (da elogiada sci-fi “O Predestinado”), “Jogos Mortais: Jigsaw” gira em torno de uma nova série de assassinatos brutais, com os mesmos requintes de tortura e sadismo associados ao serial killer John Kramer. Só que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década, como os fãs da franquia puderam testemunhar. A investigação sobre a identidade do assassino conduz a trama, que é basicamente a mesma de sempre. Tanto que, para a crítica americana, Jigsaw deveria ter ficado enterrado. As avaliações foram negativas, com 34% no Rotten Tomatoes. A classificação etária é para maiores de 18 anos. O grande circuito também destaca o suspense “Assassinato no Expresso do Oriente”, nova adaptação do famoso mistério de Agatha Christie sobre um assassinato cometido a bordo de um trem. Graças à conveniência literária/cinematográfica, também viaja neste mesmo trem aquele que se apresenta como “o maior detetive do mundo”, Hercule Poirot, que se propõe a responder à pergunta básica dos enredos do gênero: “quem matou”. E quem leu o livro original, publicado em 1934, ou viu a adaptação clássica de 1974, sabe que a resposta é a mais absurda dentre todos os textos da escritora. O detetive belga é vivido por Kenneth Branagh (“Operação Sombra: Jack Ryan”), que se divide em cena, atuando também atrás das câmeras como diretor do longa-metragem. E a impressionante lista de suspeitos inclui Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”), Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Derek Jacobi (“Cinderela”), Olivia Colman (série “Broadchurch”) e Lucy Boynton (“Sing Street”). Entretanto, apesar deste elenco, o melhor do filme é a parte técnica, especialmente a direção de arte, que rendeu 58% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 91% da versão de 1974. Para o público infantil, a animação “A Estrela de Belém” mostra como animais falantes ajudaram José e Maria a dar a luz ao Natal. Na verdade, o desenho conta a velha história do nascimento de Jesus, com judeus malvados no encalço de José e Maria, os Reis Magos e a estrela D’alva – que é referenciada no título. Só que esta versão é narrada pelos bichos do presépio, que vivem inúmeras presepadas ignoradas pelo Novo Testamento. Com baixo orçamento, os bichos falantes chegam a lembrar personagens de outras produções, numa animação de aparência tosca, considerada medíocre com 51% no Rotten Tomatoes. O maior lançamento nacional é “Os Parças”, o besteirol da semana. Repleto de referências antigas – Fábio Júnior, É o Tchan – , que ajudam a definir seu humor como datado, é basicamente um quadro do programa “Zorra Total” antes da reformulação, em que um grupo de comediantes careteiros e cheios de frases de efeito (que funcionam como bordões) tenta dar golpes em festas de casamento, conseguindo se mostrar mais incompetente que “Os Penetras”. Os “parças” do título são vividos pelo youtuber Whindersson Nunes (“Os Penetras 2”), Bruno de Luca (“Copa de Elite”), Tirullipa (filho de Tiririca) e Tom Cavalcante (do “Zorra Total”) em sua estreia no cinema. Estes trapalhões dão saudades dos Trapalhões, ao estrelarem a pior comédia do ano. Já o pior estrangeiro da semana é “Screamers”, um terror no estilo “found footage” (vídeos encontrados), que junta site de compartilhamento de vídeos, lenda urbana e gravações amadoras – e nem sequer foi lançado em seu próprio país, os Estados Unidos. “Patti Cake$” abre a parte boa da programação, com 82% de aprovação. A história da rapper aspirante Patricia Dombrowski, aka Patti Cake$, em sua busca inglória por reconhecimento na periferia de Nova Jersey, é um dos filmes que mais chamou atenção na cena independente americana em 2017, combinando história de superação, comédia e música. Lançado no Festival de Sundance, passou por Cannes, foi premiado em Seattle e está indicado ao Spirit Awards. A intérprete da personagem-título, Danielle Macdonald, é uma das revelações do ano. Coprodução da Polônia e do Reino Unido, “Com Amor, Van Gogh” é uma animação para adultos e um trabalho de beleza rara. Com direção da pintora e cineasta polonesa Dorota Kobiela (“The Flying Machine”) e do britânico Hugh Welchman (que venceu o Oscar em 2008 pelo curta animado “Pedro e o Lobo”), o filme tem cada um de seus frames pintados manualmente como se fossem quadros. Trata-se do primeiro desenho animado inteiramente pintado a mão, usando a técnica de pintura a óleo. Isto demandou o envolvimento de uma equipe com mais de cem pintores, que trabalham arduamente no projeto desde 2012. Todo esse esforço também tem função de metalinguagem, ao ser utilizado para contar a história do pintor holandês Vincent Van Gogh, utilizando suas próprias pinturas como cenários e personagens – numa cinebiografia completamente inusual. 81% no Rotten Tomatoes. Estreia com maior cotação da semana, “Thelma” conquistou 89% de aprovação no “tomatômetro”. Terror norueguês de temática lésbica, dirigido por Joaquim Trier com ecos de “Carrie, a Estranha” (1976), o filme mostra uma menina reprimida (Eili Harboe, de “A Onda”) que começa a manifestar poderes psíquicos destrutivos de forma inconsciente, ao sentir atração por uma colega de aula (a cantora Kaya Wilkins, mais conhecida pelo nome artístico de Okay Kaya). O clima é bastante sensual, graças à beleza da fotografia e das jovens, mas também muito tenso. Após três dramas sóbrios e realistas – “Começar de Novo” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011) e “Mais Forte que Bombas” (2015) – , a temática de “Thelma” surpreende na filmografia de Trier pelo apelo paranormal. Mas a qualidade permanece, já que foi selecionado como candidato da Noruega a uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. A última das quatro estreias de terror é a produção maranhense “Lamparina da Aurora”. Premiado no Festival de Tiradentes, o longa tem direção de Frederico Machado, proprietário da Lume Filmes e também responsável por um festival no Nordeste, e enfatiza atmosfera e silêncios sobre a narrativa. Descrito como uma fábula existencial sobre o tempo, o corpo e a natureza, a trama acompanha um casal de idosos que recebe a visita de um jovem misterioso todas as noites na fazenda abandonada em que vivem. “Antes o Tempo Não Acabava” chega aos cinemas quase dois anos após iniciar sua trajetória internacional pelo Festival de Berlim de 2016. Rodado na Amazônia, o filme acompanha a história de um índio que enfrenta os líderes da sua comunidade e as tradições de seu povo para ir morar sozinho no centro de Manaus. Dividido entre rituais da tribo e a noite gay da capital do Amazonas, ele busca encontrar sua identidade como cidadão – seu “nome de branco”. “Antes o Tempo Não Acabava” é o segundo longa do amazonense Sérgio Andrade, após o também premiado “A Floresta de Jonathas” (2012), e marca a estreia na direção de Fábio Baldo, que editou “A Floresta de Jonathas”. A temática LGBT+ lhe rendeu a vitória no Queer Lisboa 2016, Festival Internacional de Cinema Queer, realizado em Portugal. A luta por direitos da comunidade LGBT+ também tem destaque no documentário “Meu Corpo é Político”, que aborda o cotidiano de quatro militantes que vivem na periferia de São Paulo: Linn da Quebrada, artista e professora de teatro, Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo, Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição, e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. Em discussão, temas como representatividade social e identidade de gênero. Outro documentário, “Camara de Espelhos”, busca retratar a identidade feminina. Por meio de entrevistas realizadas com vários homens da Região Metropolitana de Recife, o filme visa mostrar como os homens enxergam o papel das mulheres na sociedade e reflete as violências sofridas pelas pessoas do sexo feminino no Brasil. A história africana é explorado na coprodução entre Brasil, Portugal e Moçambique “Yvone Kane”, drama de ficção estrelado por Irene Ravache (“Memórias que Me Contam”), que acompanha uma investigação jornalística sobre a trajetória de uma antiga guerrilheira, morta na luta pela independência moçambicana. A diretora Margarida Cardoso nasceu na antiga colônia portuguesa, onde também filmou sua estreia, “A Costa dos Murmúrios” (2004), mas não faz thriller político ao delinear a personagem do título, usando-a apenas como pano de fundo de uma história sobre perdas. A programação ainda tem o bem-intencionado, mas amador “Cromossomo 21”, história de amor de uma adolescente com Síndrome de Down. Totalmente independente, tem roteiro louvável.

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    Disney sabia do comportamento do diretor de Toy Story: “Inapropriado até com as fadinhas”

    29 de novembro de 2017 /

    Novas informações vieram à tona sobre as acusações de assédio sexual contra John Lasseter, um dos fundadores da Pixar, diretor de “Toy Story” e chefe do departamento de animação da Disney. O Deadline ouviu funcionários da Disney, que não quiseram se identificar, mas confirmaram que a Disney sabia do comportamento de Lasseter e até designava “babás” para vigiá-los em reuniões com mulheres ou festas da companhia. Segundo a reportagem, Lasseter comparecia às festas escoltado por um funcionário, cuja função era “prevenir” ações que poderiam ser vistas como inapropriadas. Uma das fontes citou casos de executivas que se demitiram após toques indesejados e uma obsessão doentia pelas atrizes que serviam de modelo para as animações da franquia Tinker Bell, nos filmes de fadas feito para o mercado de DVD. “Ele era inapropriado até com as fadinhas”, disse um ex-executivo da Pixar, após revelar que ele convenceu a Disney a bancar uma viagem do elenco feminino da franquia e insistir em levar as atrizes para festas. “Tivemos que escalar alguém para acompanhá-lo e ter certeza de que ele não ficaria sozinho com elas”. Uma executiva contou que não podia sentar a seu lado em reuniões de trabalho, que ele passava a mão boba na sua perna. “Era muito desconfortável. Com o tempo, comecei a evitar me sentar perto dele sempre que podia, porque isso me afligia e me impedia de falar”, confidenciou. Outro executivo da Pixar descreveu um momento em que, após uma feira de brinquedos em Nova York, Lasseter propôs que todos saíssem para “tomar um drinque”. “Quando vimos, ele estava puxando a única mulher que havia no grupo para perto de si e passando a mão por todo o corpo dela. Ela tentou rir depois, mas era óbvio que ela ficou irritada, e com muita razão”, conta o entrevistado, revelando que ela se demitiu. A Disney e a Pixar não se pronunciaram sobre os novos detalhes do comportamento de Lasseter. O diretor se afastou provisoriamente de sua posição como chefe do departamento de animação da Disney – para “um semestre sabático”, segundo seu próprio comunicado – , e boatos indicam que Pete Docter, diretor de “Monstros S.A.” pode assumir seu lugar. Em texto enviado aos funcionários da Pixar, Lasseter disse: “Recentemente, tive uma série de conversas difíceis que foram muito dolorosas para mim. Nunca é fácil enfrentar seus erros, mas é a única maneira de aprender com eles. Minha esperança é que um semestre sabático possa me dar a oportunidade de começar a cuidar melhor de mim mesmo, me recarregar e me inspirar, para então retornar com a visão e a perspectiva que preciso para ser o líder que vocês merecem”. O texto de Lasseter também aborda sua fama de “pegajoso”. “Eu especialmente quero pedir desculpas a qualquer um que recebeu um abraço não desejado ou qualquer gesto que ultrapassasse o limite de qualquer forma. Não importa quão benigna fosse minha intenção, todos têm o direito de estabelecer seus próprios limites e tê-los respeitados”, disse o produtor.

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    Após crossover, criador das séries dos heróis da DC é demitido por assédio sexual

    29 de novembro de 2017 /

    Enquanto as séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow” comemoram o sucesso do crossover deste ano, “Crisis on Earth-X”, a Warner Bros. Television (WBTV) transformou a festa em despedida, anunciando que o roteirista e produtor dos episódios não fará mais parte do Arrowverse. Co-criador das quatro séries, Andrew Kreisberg foi oficialmente demitido, após amargar suspensão por denúncias de má conduta nos sets. O produtor foi acusado por 19 pessoas, que relataram casos de toques inapropriados, pedidos de massagens, comentários de teor sexual sobre a aparência de mulheres, além de beijos sem permissão. Quando as denúncias vieram à tona, os protagonistas das séries se juntaram num crossover diferente, usando as redes sociais para compartilharem mensagens contra o assédio sexual. A declaração mais forte foi a de Melissa Benoist. A intérprete de Supergirl foi a primeira a se manifestar, lembrando que a personagem representa “igualdade, feminismo, empoderamento e a luta pelo que é certo”, mas, “infelizmente, a série e a minha carreira fazem parte de uma indústria que nem sempre reflete esses sentimentos”. “Isto é de partir o coração e às vezes me faz sentir sem esperanças”, acrescentou, afirmando que as vítimas de assédio “deveriam sempre ser ouvidas”. “Quando as pessoas tem crises ou assediam os outros, elas devem sempre ser responsabilizadas — independentemente da indústria em que trabalhem ou quanto poder eles exercem”, disse ela, acrescentando que voltaria às gravações de “Supergirl” ainda mais comprometida a ser “uma parte da mudança de norma, escutando quando as pessoas falam, e recusando a aceitar um ambiente que seja menos do que um espaço seguro, respeitoso e colaborativo”. A WBTV promoveu uma “investigação completa” sobre as múltiplas alegações e constatou suas veracidades, antes de decidir pela demissão. Com isso, Greg Berlanti, principal produtor e também cocriador das quatro séries, assumirá responsabilidades adicionais no dia-a-dia de “The Flash” e “Supergirl”. Berlanti e sua parceira de produção, Sarah Schechter, divulgaram seu próprio comunicado, apoiando a demissão de Kreisberg. Diz o texto: “O Warner Bros. Television Group concluiu recentemente sua investigação sobre as alegações contra Andrew Kreisberg. Encorajamos e apoiamos esta investigação, acreditamos e apoiamos as pessoas que se apresentaram e concordamos com a decisão do estúdio. Nada é mais importante para nós do que a segurança e o bem-estar de todos os nossos colegas – colegas de trabalho, equipe e funcionários”.

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    Intérprete da menina Samara em O Chamado é presa em carro roubado

    29 de novembro de 2017 /

    A atriz Daveigh Chase, até hoje lembrada como Samara, a garotinha aterrorizante de “O Chamado” (2002), voltou a ter problemas com a polícia. Hoje uma mulher adulta de 27 anos, ela foi detida por estar em um carro roubado. De acordo com o site TMZ, Chase era passageira em uma BMW, que foi parada pelos policiais na terça-feira (28/11) de manhã, em Los Angeles. O problema é que, ao buscarem informações da placa do veículo, eles descobriram que ele havia sido roubado. Mesmo não sendo a motorista – ela estava com outra pessoa no carro -, Chase foi levada para a delegacia, fichada e precisou pagar uma fiança para sair. O caso ainda irá a julgamento. Além de viver a menininha de “O Chamado” aos 12 anos, ela também foi a irmã do personagem-título de “Donnie Darko” (2001) e dublou Lilo na animação “Lilo & Stitch” (2002), da Disney. Após este começo de carreira bem-sucedido, ela seguiu a carreira de atriz, aparecendo na série “Big Love” (“Amor Imenso”) e em suspenses e terrores baratos. O incidente do carro roubado foi a segunda vez neste ano em que Daveigh se envolveu com a polícia. A atriz foi levada a uma delegacia em fevereiro, após deixar um homem na porta de um hospital de Los Angeles e fugir em seguida. O incidente ocorreu no dia 15 de fevereiro e o homem morreu na porta do hospital antes de receber socorro médico. De acordo com o site TMZ, Daveigh teria saído com o rapaz horas antes e a morte foi causada por overdose. Na ocasião, ela não foi considerada suspeita pela morte, mas foi chamada pela polícia para prestar esclarecimentos.

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    Ator de Carinha de Anjo é acusado de estupro durante produção de filme

    29 de novembro de 2017 /

    A polícia de Sorocaba, no interior de São Paulo, está investigando uma acusação de estupro durante a produção do longa-metragem “A Volta”, que teve cenas rodadas na cidade paulista. O ator Thogun Teixeira (“A Comédia Divina” e novela “Carinha de Anjo”) foi acusado por uma camareira de estupro, e por uma assistente de figurino de tentativa de abuso sexual. A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Sorocaba, Ana Luiza Salomone, informou ao UOL que um boletim de ocorrência foi registrado no domingo, em outra delegacia, e que as duas mulheres procuraram a DDM para fazer uma representação contra o ator na terça-feira (28/11). Os casos teriam ocorrido longe das filmagens, em um quarto de hotel de Sorocaba, e a delegada confirmou que constam entre as denúncias que ele teria invadido o quarto. “Para mim, o que importa é o fato em si e tudo vai ser apurado. As vítimas fizeram boletim de ocorrência no domingo, em uma delegacia de plantão, e mais tarde procuraram a Delegacia da Mulher e representaram contra ele, resultando na instauração de inquérito policial”. Procurado pelo UOL, Thogun Teixeira negou as acusações de estupro e afirmou que houve sexo consensual com uma das mulheres, mas afirmou que foi aconselhado por seus advogados a não se pronunciar mais longamente sobre o caso. “Fui orientado pelo meu advogado e minha assessoria e empresária para não responder mais nada a respeito disso. Providências jurídicas sérias estão sendo tomadas quanto a isso, porque a maior parte lesada sou eu e minha família; tenho um filho de 3 meses, mulher, e quero que a verdade apareça”, afirmou ele, que prestou depoimento em Sorocaba sobre o caso. O filme “A Volta” também inclui em seu elenco Tuca Andrada (novela “A Lei do Amor”), Guilhermina Guinle (novela “Êta Mundo Bom!”) e André Ramiro (“Tropa de Elite”) e tem estreia prevista para 2018. Com roteiro e direção de Ronaldo Uzeda (“Caminhos de Jesus”), ele conta a história de George (Tuca Andrada), que se torna justiceiro depois que sua mulher Bruna (Guilhermina Guinle) é assassinada e sua neta é sequestrada.

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