Eva Todor (1922 – 2017)
A atriz Eva Todor morreu na manhã deste domingo (10/12) em sua casa de pneumonia, aos 98 anos. Ela sofria de Mal de Parkinson e chegou a ficar dez dias internada em março deste ano. A atriz estava longe da TV desde a novela “Salve Jorge”, exibida em 2012, e sua última aparição pública foi em novembro de 2014, quando recebeu uma homenagem feita por amigos artistas no Teatro Leblon. Com mais de 80 anos de carreira, ela começou a carreira no balé, ainda na infância. Húngara de nascimento, Eva Fódor Nolding chegou a dançar na Ópera Real de Budapeste. Filha de uma estilista e de um comerciante de tecidos, ela já mostrava talento para a vida artística, mas a realidade complicada do período entre guerras na Europa fez sua família vir para o Brasil, em 1929. Ao chegar no país, continuou a se dedicar ao balé, tendo aula com a renomada Maria Olenewa. Em entrevista ao site Memória Globo, Eva contou que seus pais, “como bons húngaros”, achavam que toda criança deveria ter uma educação ligada à arte. Seguiu no balé até ser convidada, ainda adolescente, para fazer teatro de revista no Teatro Recreio. Nessa época, adotou o nome Todor, uma versão aportuguesada de seu sobrenome. “Fiz um sucesso muito grande. Fiquei quatro ou cinco anos. E foi onde conheci meu primeiro marido, que era o diretor da companhia (Luis Iglesias). Eu me casei aos 14 anos. Depois, ele achou que aquilo não tinha futuro e montou uma companhia de comédia para mim. Todo mundo disse que ele era louco, porque eu era uma menina que não tinha experiência nenhuma e, além do mais, falava português pessimamente. Mas, deu certo. E a companhia ficou sendo Eva e seus Artistas, durante muitos anos. Só de Teatro Serrador, fiquei 23 anos”, relatou ela ao Memória Globo. Ela ganhou muitos admiradores por sua beleza e talento. Entre eles, o então presidente Getúlio Vargas, o que facilitou o processo para se naturalizar brasileira nos anos 1940. Dos palcos, pulou para o cinema, em plena era da chanchada. Fez seu primeiro longa-metragem em 1960, “Os Dois Ladrões”, de Carlos Manga, demonstrando sua veia humorística ao lado de Oscarito. A versatilidade lhe rendeu convite para comandar um programa na TV Tupi, chamado “As Aventuras de Eva” (1961), em que explorava sua aptidão para o humor. Sua estreia em novelas aconteceu na década seguinte, em “E Nós, Aonde Vamos?”, última novela da célebre autora cubana Glória Magadan escrita no Brasil, exibida em 1970. Mas foi só na Globo que sua carreira deslanchou, a partir da aparição na novela “Locomotivas”, de Cassiano Gabus Mendes, um fenômeno de audiência em 1977, no papel de Kiki Blanche, personagem tão marcante que Eva voltou a vivê-lo em 2010 na novela “Ti Ti Ti”. Dali para frente, a televisão se tornou seu foco. Foram dezenas de novelas, como “Te Contei?” (1978), “Coração Alado” (1980), “Sétimo Sentido” (1982), “Partido alto” (1984), “Top Model” (1989), “De Corpo e Alma” (1992), “Suave Veneno” (1989), “O Cravo e a Rosa” (2000), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2009) e “Salve Jorge” (2012). E, entre uma e outra, ainda emplacou diversas aparições em séries e minisséries. Dedicada à TV, acabou fazendo poucos filmes. Foram apenas cinco, entre eles “Xuxa Abracadabra” (2003) e “Meu Nome Não É Johnny” (2009). Lucélia Santos, que contracenou com a atriz em “Locomotivas”, lembrou com saudades da atriz em depoimento ao Globo News. “Dona Eva era um ser humano iluminado. Ela se autochamava de ‘estilo Eva’, ninguém podia fazer o que ela fazia, era um jeito engraçado. Ela era contagiante”, definiu.
Ryan Reynolds faz piada sobre Deadpool virar personagem da Disney
As negociações da aquisição da Fox pela Disney inspiraram o ator Ryan Reynolds a publicar no Twitter um comentário sobre um possível encontro entre Deadpool, personagem impróprio para menores da Fox, e o Mickey, ícone da censura livre das produções Disney. “Hora de deixar fluir aquela tensão sexual explosiva entre Deadpool e o Mickey Mouse”, ele escreveu. Veja abaixo. As primeiras notícias sobre a negociação entre Disney e Fox surgiram em novembro e, apesar de nada ter sido oficializado, informações mais recentes dizem que o acordo pode sair antes do final do ano. Se isso realmente acontecer, os filmes dos “X-Men”, além do “Quarteto Fantástico”, voltarão ao controle da Marvel. E já chama atenção a decisão da editora de resgatar os quadrinhos dos “Novos Mutantes”, na véspera do lançamento do filme dos heróis, contrariando a política até então vigente de não ajudar a divulgar os lançamentos de cinema da Fox. Time to uncork that explosive sexual tension between Deadpool and Mickey Mouse. https://t.co/iUEXofWpRu — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) December 6, 2017
Bryan Singer é acusado por estupro de menor
Três dias após ser demitido das filmagens de “Bohemian Rhapsody”, filme sobre a banda Queen, o diretor Bryan Singer foi acusado de estuprar um jovem de 17 anos em um iate em 2003. Segundo Cesar Sanchez-Guzman, que denunciou e está processando Singer, o diretor o teria forçado a fazer sexo e comprado seu silêncio em troca de um papel em um filme. A ação judicial, protocolada junto à corte de Seattle, ainda declara que o iate em que estavam Singer e Guzman era de Lester Waters, um investidor descrito como “anfitrião de festas para jovens gays na cidade”. Em um comunicado, um representante do diretor disse que ele “nega categoricamente as acusações e irá se defender até que esse processo chegue ao fim”. Coincidentemente, o advogado de Cesar Sanchez-Guzman é Jeffrey Herman, o mesmo que representou Michael Egan em 2014, em um processo contra Singer, o produtor de TV Garth Ancier e o executivo da Disney David Neuman. Na ocasião, Egan também acusou Singer de estuprá-lo quando ele era menor, o que teria acontecido no Havaí. Mas a acusação tinha muitas inconsistências e ruiu quando o diretor conseguiu provar que, na data alegada, estava no Canadá filmando “X-Men”. Além disso, Jeff Herman, advogado de Egan e agora de Sanchez-Guzman, já teve sua carteira da Ordem dos Advogados suspensa pela Suprema Corte do Estado da Flórida por agir de forma desonesta no exercício da profissão e tomar atitudes prejudiciais a um cliente. Por conta do primeiro escândalo, Singer chegou a ser afastado da divulgação de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Mas quando as acusações ruíram, ele voltou à franquia para dirigir “X-Men: Apocalipse”. A boa vontade da Fox, porém, acabou após seu sumiço em plenas filmagens de “Bohemian Rhapsody”. O diretor alega que precisou se afastar para lidar com problemas de saúde de seus pais, e que o estúdio não teve sensibilidade para lhe dar alguns dias de folga. A convergência do sumiço, da demissão e da nova acusação deve alimentar teorias diferentes sobre a razão do afastamento de Singer.
J.K. Rowling defende escalação de Johnny Depp na continuação de Animais Fantásticos
A escritora J.K. Rowling publicou um texto em seu site oficial para defender a permanência de Johnny Depp no filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, o segundo da nova saga derivada de “Harry Potter”. A declaração foi motivada por protestos de fãs contra a participação do ator, acusado de agressão contra a ex-mulher, Amber Heard, no ano passado. No novo longa, ele interpreta o vilão do título, Grindelwald. Anteriormente, ao ser questionada por uma seguidora, Rowling preferiu bloqueá-la a lidar com a polêmica, o que só alimentou ainda mais a controvérsia. A fã, identificada apenas como Lindsey, lembrou que o ator Jamie Wayllet, que interpretou o personagem secundário Vincent Crabbe na franquia “Harry Potter”, foi substituído após ser acusado de plantar maconha na casa da mãe, enquanto Jonny Depp, acusado de de violência doméstica , foi promovido a protagonista da sequência de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” após uma breve aparição no primeiro filme. “Aceito que há aqueles que não estão satisfeitos com nossa escolha de ator no papel. No entanto, a consciência não é governável por um comitê”, escreveu Rowling sobre o assunto. “Dentro do mundo fictício e fora dele, todos temos que fazer o que acreditamos ser a coisa certa.” No texto, Rowling conta que a participação do ator no filme chegou a ser discutida após a denúncia de agressão. “Quando Depp foi lançado como Grindelwald, pensei que seria maravilhoso no papel. No entanto, na época das filmagens de sua participação no primeiro filme, surgiram histórias na imprensa que me preocuparam profundamente, assim como aos outros envolvidos na franquia.” “Naturalmente consideramos a possibilidade de reformulação”, lembrou. “Entendo por que alguns ficaram confusos e irritados por isso não ter acontecido.” A autora disse ainda que é “difícil, frustrante e às vezes dolorosa” a “incapacidade de falar abertamente aos fãs” sobre o assunto. E continuou: “No entanto, os acordos que foram feitos para proteger a privacidade de duas pessoas, que expressaram o desejo de continuar suas vidas, devem ser respeitados.” “Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas realmente felizes por ter Johnny como um dos personagens principais do filme.” Para quem não lembra, a atriz Amber Heard se separou de Johnny Depp de forma tumultuada, após o surgimento de uma foto em que aparecia com o rosto machucado e de um vídeo que mostrava o ator bêbado e agressivo, o que acelerou o processo de separação. Para deixar claro que não estava atrás de dinheiro, Heard doou tudo o que obteve no divórcio para causas de defesa da mulher e para um hospital infantil. Desde então, fez muitas insinuações sobre ter sido vítima de violência doméstica. Atualmente em produção, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” tem estreia marcada para novembro de 2018, e os planos de J.K. Rowling preveem a produção de mais três continuações.
Comic Con Experience quer quebrar o recorde de público das feiras geeks
A Comic Con Experience começa nesta quinta (7/12) com a ambição de se tornar o maior evento do gênero no mundo. Após reunir 196 mil pessoas em 2016, segundo os organizadores, a feira já é maior que a Comic Con original de San Diego (130 mil), e o objetivo deste ano é quebrar o recorde da New York Comic-Con, frequentada por 200 mil fãs/consumidores da cultura geek. Claro, os números apresentados não levam em conta que a “Comic Con Brazil”, como deveria ser chamada e como os convidados internacionais a chamam em todas as chamadas de divulgação, tem quatro dias de duração, contra três dos eventos americanos. Detalhes. O mais importante deles é que o evento se estruturou de forma profissional, estabelecendo-se de vez no calendário cultural de São Paulo – ainda que tenha mais a ver com comércio que cultura, já que até os autógrafos são cobrados, num incentivo ao consumo de quinquilharias reminiscente das quermesses religiosas, e as atrações restringem-se a iniciativas de marketing industrial. Entre os astros presentes neste ano estão Will Smith, que vem promover o filme “Bright”, Alicia Vikander, para divulgar “Tomb Raider: A Origem”, Nick Jonas, por conta de “Jumanji – Bem-Vindo à Selva”, Dylan O’Brien, da franquia “Maze Runner”, e Simon Pegg e Tye Sheridan, ambos de “Jogador Nº 1”, nova sci-fi de Steven Spielberg. O evento acontece até domingo (10/12) no centro de convenções São Paulo Expo.
Vítimas que denunciaram assédio são eleitas personalidades do ano pela revista Time
A revista americana Time elegeu como personalidades do ano as vítimas de assédio sexual, que em 2017 denunciaram os perpetradores e motivaram a campanha #MeToo (“eu também”), disseminada nas redes sociais na esteira da revelação dos casos envolvendo o produtor de Hollywood Harvey Weinstein. A imagem de capa destaca cinco mulheres que tiveram papel de destaque no movimento: a atriz Ashley Judd, primeira a denunciar Weinstein, a cantora Taylor Swift, a lavradora Isabel Pascual (pseudônimo), a lobista Adama Iwu e a ex-engenheira do Uber Susan Fowler. Elas foram chamadas de “silence breakers” (“rompedoras do silêncio”) pela publicação, “as vozes que lançaram um movimento”. “As ações encorajadoras das mulheres em nossa capa, assim como de centenas de outras e também de homens, desencadearam uma das mudanças mais rápidas em nossa cultura desde a década de 1960. A rede social agiu como um acelerador poderoso: a hashtag #MeToo já foi usada milhões de vezes em pelo menos 85 países”, resumiu a revista no editorial assinado pelo editor-chefe Edward Felsenthal. “Por darem voz a segredos, por vencerem a rede de fofocas e chegarem às redes sociais, por forçarem todos nós a parar de aceitar o inaceitável, aquelas que romperam o silêncio são as personalidades do ano”, acrescenta o editorial. “As raízes deste prêmio – identificar a pessoa ou pessoas que mais influenciaram os eventos do ano – são baseadas na teoria histórica do ‘grande homem’, uma expressão que nunca pareceu tão anacrônica”, continua o texto, referindo-se à própria tradição da revista, que em 1927 começou a eleger o “grande homem” de cada ano. “Virou uma hashtag, um movimento, um acerto de contas. Mas começou, como quase todas as grandes mudanças sociais, com atos individuais de coragem”, continua a publicação, explicando a escolha das cinco mulheres que foram parar na capa, cada uma representando uma parcela diferente da sociedade e da cultura americanas. “A atriz [Judd] que veio a público com a história da ‘coerção por barganha’ do magnata do cinema Harvey Weinstein em uma suíte de um hotel em Beverly Hills duas décadas antes. A lavradora [Pascual] que ouviu essa história e decidiu contar a sua… A jovem engenheira [Fowler] cujo post sobre a cultura ‘frat-boy’ [machista] na empresa mais ascendente do Vale do Silício [Uber] causou a demissão de seu fundador e outros 20 funcionários. A lobista da Califórnia [Iwu] cuja campanha encorajou mais de 140 mulheres na política a exigir que os governos ‘não tolerassem mais os executores e facilitadores’ da má conduta sexual. Um depoimento cru e desafiador de uma superestrela da música [Swift] sobre o DJ que a assediou”, definiu a revista. Na reportagem, além das cinco mulheres, aparecem outras celebridades que se destacaram no movimento, também fotografadas para a edição especial, entre elas as atrizes Alyssa Milano (que popularizou a campanha #MeToo com um post no Twitter), Rose McGowan e Selma Blair (duas das mais ativas), a ativista Tarana Burke (que cunhou a expressão “eu também”), e até o ator Terry Crews, entre personalidades da mídia e anônimas. Foi Alyssa Milano que popularizou a campanha “Eu também”, com o seguinte post: “Sugerido por uma amiga: ‘Se todas as mulheres que foram assediadas ou abusadas sexualmente escrevessem ‘eu também’, talvez as pessoas percebessem a magnitude do problema’.” A atriz acrescentou: “Se você também foi assediada ou abusada sexualmente, escreva ‘eu também’ como uma resposta a esse tweet”. Além da reportagem, a Time publicou um vídeo em seu site oficial sobre o tema. Para completar, o resto da lista das pessoas mais importantes do ano – que ainda inclui o presidente Donald Trump, o líder chinês Xi Jinping e outros – também destacou a cineasta Patty Jenkins, que com o filme “Mulher-Maravilha” mostrou que mulheres também podem dirigir blockbusters, batendo recordes de arrecadação e elogios da crítica com o filme da super-heroína.
Nikolaj Coster-Waldau cancela vinda à Comic Con Experience
Um dos atores mais esperados da Comic Con Experience, Nikolaj Coster-Waldau, intérprete de Jaime Lannister em “Game of Thrones”, cancelou sua participação no evento, que começa nesta quinta (7/12) em São Paulo. O ator justificou sua ausência por conta de mudanças no cronograma de gravações da última temporada da série da HBO, prevista para ser exibida em 2019. Em seu lugar, foi anunciado Hafþór Júlíus Björnsson, intérprete do personagem Gregor Clegane, que vive o Montanha, e ator Dean-Charles Chapman, que interpretou o rei Tommen Baratheon em “Game of Thrones”. Eles estarão no evento nos dias 8 e 9. Coster-Waldau tinha o autógrafo mais caro do evento (R$ 280) – que mercantiliza a cultura geek, de forma que até isso é cobrado. A Comic Con Experience deste ano ainda terá Will Smith, que vem promover o filme “Bright”, Alicia Vikander, para divulgar “Tomb Raider: A origem”, Nick Jonas, por conta de “Jumanji – Bem-Vindo à Selva”, Dylan O’Brien, da franquia “Maze Runner”, e Simon Pegg e Tye Sheridan, ambos de “Jogador Nº 1”, nova sci-fi de Steven Spielberg. O evento acontece até domingo (10/12) no centro de convenções São Paulo Expo.
Produtores processam a Weinstein Company por cancelamento de série após escândalo sexual
Dois produtores de uma série encomendada pela Amazon e posteriormente cancelada em pleno desenvolvimento, devido ao escândalo sexual de Harvey Weinstein, abriram um processo contra The Weinstein Company, exigindo uma compensação de no mínimo US$ 2 milhões. O casal Scott Lambert e Alexandra Milchan estava trabalhando numa série sem título do diretor David O. Russell (“Trapaça”, “Joy”), que seria estrelada por Robert De Niro (“A Família”) e Julianne Moore (“Para Sempre Alice”), mas uma semana após o jornal The New York Times publicar a reportagem que denunciou o comportamento abusivo de Harvey Weinstein, a Amazon decidiu romper seu relacionamento com a TWC, cancelando a produção. A série tinha um orçamento megalômano: US$ 160 milhões. De acordo com o site The Hollywood Reporter, a plataforma já havia investido US$ 40 milhões no projeto, que estava na fase de finalização de roteiros, quando o cancelamento foi confirmado. Segundo o THR, Milchan e Lambert deram entrada na judicial na segunda-feira (4/12) no tribunal superior da LA, alegando que têm direito a receber pelo trabalho desenvolvido e taxas como produtores do projeto. O processo afirma que a TWC era uma “bomba relógio”, e que a empresa não conseguiu proteger a si mesma e a seus parceiros de negócios do dano maciço causado pelo comportamento de Harvey Weinstein. “Os réus tinham inúmeros sinais de alerta de que tal escândalo estava se preparando”, afirma o processo. “Nos anos anteriores, a TWC recebeu numerosas denúncias de abuso sexual e assédio envolvendo Weinstein. Essas queixas, se investigadas com razoável diligência, teriam revelado que Weinstein não poderia manter sua posição na TWC”. O processo exige compensação por perdas e danos, negligência, violação de contrato e fraude. A Weinstein Company não fez comentários.
Warner ultrapassa a marca de US$ 5 bilhões de bilheteria mundial pelo segundo ano
A Warner Bros. Pictures cruzou a marca dos US$ 5 bilhões de arrecadação na bilheteria mundial pela segunda vez em sua história. O feito foi conseguido principalmente por conta de cinco lançamentos que arrecadaram mais de US$ 500 milhões em todo o mundo, quantidade que também foi um recorde do estúdio. As cinco maiores bilheterias do estúdio em 2017 foram “Mulher-Maravilha” (US$ 821,8M), “It – A Coisa” (US$ 694,2M), “Liga da Justiça” (US$ 570,3), “Kong: Ilha da Caveira” (US$ 566.7M) e “Dunkirk” (US$ 525 milhões). Como “Liga da Justiça” é um lançamento recente, o faturamento da produção deve aumentar. Além destes, três lançamentos do estúdio atingiram US$ 250 milhões em todo o mundo em 2017: “Lego Batman: O Filme”, “Annabelle 2: A Criação do Mal” e “Blade Runner 2049”, coproduzido com a Sony. Vale apontar que, enquanto alguns filmes como “It” e “Dunkirk” somaram valores muito acima do esperado, outros decepcionaram, como “Liga da Justiça” e “Blade Runner 2049”, que devem dar prejuízo no balanço final entre gastos e rendimentos. De todo modo, a marca é significativa, já que a Warner foi o segundo estúdio a atingi-la este ano, e com apenas uma semana de diferença para o Walt Disney Studios. No caso da Disney, os US$ 5 bilhões foram ultrapassados pelo terceiro ano consecutivo. “Estamos entusiasmados em alcançar esse marca extraordinária à medida que chegamos ao fim de um incrível ano de filmagens”, disse Sue Kroll, presidente de marketing e distribuição mundial da WB, em comunicado. “Superar US$ 5 bilhões em um único ano só pode acontecer com um incrível nível de trabalho duro em todos os departamentos, bem como as inestimáveis contribuições de muitos cineastas e atores talentosos com os quais somos muitos afortunados de poder contar. Parabéns a todos que compartilham desse sucesso”.
Meghan Markle faz Rainha Elizabeth II quebrar o protocolo da monarquia britânica
A atriz Meghan Markle conseguiu quebrar um protocolo real que Kate Middleton não foi capaz de superar. Ela vai passar o Natal com a realeza britânica. Apesar de parecer algo absolutamente convencional, afinal Meghan é noiva do príncipe Harry, a tradição proibia a rainha de receber em sua mesa natalina quem não fosse oficialmente parte da família. Por isso, em 2010, Kate Middleton, já noiva do príncipe William, precisou ficar de fora da festa. Segundo o jornal britânico Express, Meghan será a primeira exceção à regra. Como ela já se mudou para a Inglaterra, para ficar perto de Harry, ela passaria sozinha as festividades se não participasse da festa da família real. Especialistas na monarquia ouvidos pelo The Sun acrescentam que o convite foi feito para evitar um clima de mal-estar, com uma possível viagem da atriz para os Estados Unidos durante o Natal e o Ano Novo. A celebração do Natal da rainha Elizabeth II, sediada no palácio Sandringham House, dura três dias, com um tradicional jantar de gala, troca de presentes, caminhadas e jogos no campo. O casamento de Meghan Markle e o príncipe Harry está marcado para maio.
Astros de The Crown comparam série com o noivado de Meghan Markle e príncipe Harry
Os atores Claire Foy e Matt Smith, interpretes da rainha Elizabeth II e do príncipe Philip na série “The Crown”, comentaram o anúncio do casamento do príncipe Harry com a atriz Meghan Markle (da série “Suits”), durante evento da produção da Netflix, ocorrido na segunda-feira (4/12) em Nova York. Eles refletiram como o noivado dos dias de hoje sinaliza uma grande mudança de atitudes da monarquia em relação à época retratada na série, ainda que a rainha seja a mesma – Elizabeth é a monarca mais longeva da história britânica. “Elizabeth teve que proibir a irmã de se casar com um homem divorciado. O noivado atual mostra como os tempos mudaram e o quanto eles tiveram que mudar. Isso [o casamento] não teria sido concebível, não teria acontecido 50 anos atrás. E acho que é por isso que a monarquia vai sobreviver e prosperar, porque ela está disposta a mudar, ouvir as pessoas e notar que alguns elementos da instituição são ultrapassados e desnecessários”, disse Claire Foy. A comparação de Foy com a história da princesa Margaret (Vanessa Kirby) se deve a Markle ser divorciada. Mais que isso, ela é uma divorciada americana. Exatamente como Wallis Simpson, por quem o Rei Edward VIII (Alex Jennings) abdicou ao trono da Grã-Bretanha. Ele não poderia ser rei e se casar com uma americana divorciada em 1936. Na ocasião, preferiu o amor e foi muito criticado, ao abandonar seu reinado na véspera da 2ª Guerra Mundial. Para completar, Markle também é negra. “E ela também é uma atriz, então há esperança para todas nós”, brincou Foy, que se disse fã do trabalho da colega na série “Suits”. Já Matt Smith foi mais realista. “Eu sinto pena dela”, disse o ator. “Será uma mudança muito grande na vida dela, e é tanta coisa para lidar. A vida como ela conhece acabou. Mas ela está se casando com o príncipe da Grã-Bretanha – muito legal para ela”. Claire Foy e Matt Smith voltam a viver seus personagens reais na 2ª temporada de “The Crown”, que estreia na sexta (8/12) na Netflix. Veja abaixo o vídeo do evento em que eles participaram.
Disney avança e pode anunciar compra da Fox na semana que vem
A compra de parte da Fox pela Disney deve ser anunciada na semana que vem, de acordo com fontes do Wall Street Journal e do canal pago CNBC. A notícia das negociações surgiu no começo de novembro, e desde então avanços e recuos têm sido comentados pelas publicações de economia, inclusive com o surgimento de novos interessados, como a Comcast, proprietária dos estúdios Universal. Justamente pelo interesse de concorrentes, a Disney teria aumentado sua oferta. O valor dos ativos da Fox estaria cotado acima de US$ 60 bilhões, conforme informações da CNBC. Mas a aquisição deixaria de fora os canais de TV com a marca Fox, como a própria rede Fox, a Fox News e a Fox Sports, porque a Disney já possuiu um rede de TV, a ABC, e um canal de esportes, ESPN. A aquisição de concorrentes diretos não seria aprovada pelo governo americano. A Disney está mais interessada em empresas como o estúdio de cinema 20th Century Fox, a produtora de séries Fox Television, o estúdio de animação Blue Sky, os canais pagos FX, FXX e National Geographic e as ações da empresa no serviço de streaming Hulu e no canal pago europeu Sky Atlantic. Logicamente, os personagens da Marvel que a Fox explora no cinema e na TV estão inclusos no pacote. Com a venda, a Fox abriria mão do segmento de entretenimento, passando a se apresentar como uma empresa de notícias. Isto iria reverter a atual 21st Century Fox ao status original da News Corp., empresa do magnata Rupert Murdoch, que adquiriu a Fox em 1986. Parte dos executivos da 21st Century Fox acreditam que a companhia não consegue competir no segmento de streaming e que um investimento elevado no setor não compensaria, quando é mais lucrativo concentrar os negócios onde a empresa já é bem-sucedida: nas notícias e no esporte – justamente os setores que não interessam à Disney. A aquisição da Fox pela Disney faria Hollywood tremer. Após comprar a Pixar, a Marvel e a LucasFilm, a Disney se consolidou como o estúdio mais lucrativo do mundo, liderando as bilheterias mundiais por três anos consecutivos. Agora, prepara-se para lançar uma plataforma exclusiva de conteúdo, pretendendo fazer frente à Netflix. O conteúdo da Fox facilitaria este objetivo. A Fox também ajudaria a Disney a se estabelecer em áreas pouco exploradas da companhia, que não tem um canal pago de séries para adultos. A dona do Disney Channel, Disney XD e Freeform entraria num novo nicho com o FX e FXX, além de encontrar sinergia no National Geographic com iniciativas isoladas sob o nome de Disney Nature. A Disney ainda ganharia penetração na Europa com a aquisição dos 39% de participação da Fox na Sky Atlantic. Mas o que fará ao se tornar majoritária no Hulu é uma incógnita que ninguém sabe responder. Não houve comentário oficial de nenhuma das companhias até o momento.
Mais mulheres acusam o ator Robert Knepper de assédio e tentativa de estupro
Surgiram novas acusações de abuso sexual contra o ator Robert Knepper, astro das séries “Prison Break” e “iZombie”. Após o site The Hollywood Reporter publicar a denúncia da figurinista Susan Bertram (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), que relatou uma tentativa de estupro durante as filmagens do drama indie “Sonhos Femininos” (Gas, Food Lodging), de 1992, quatro mulheres trouxeram à tona casos similares. Em resposta a essa alegação inicial, Knepper publicou uma declaração no Instagram. “Estou chocado e devastado por ser falsamente acusado de violência contra uma mulher. Isso não é só quem eu sou”, ele afirmou. A negação revoltou mulheres que se apresentaram como vítimas de ataques do ator. As novas acusações abrangem várias décadas e incluem incidentes que vão desde avanços sexuais indesejados até ataques violentos. A mais antiga data de 1983. A mais recente, de 2013. Todas as mulheres contataram o Hollywood Reporter por iniciativa própria, após lerem sobre a experiência de Susan Bertram. Robin Saex Garbos foi atacada nos anos 1980, quando era assistente de uma produção teatral. Na época, o ainda jovem Knepper aproveitou, ao ficar a sós com ela no escritório da produção, para empurrá-la contra a parede e começar a beijá-la. Ao empurrá-lo com todas as forças, ele foi embora e não ficou com o papel que queria na peça. “Tudo foi errado, mas na época não se conhecia o termo ‘assédio sexual’, ela contou ela. “Ele não existia até Anita Hill”, disse, citando a procuradora que acusou um juíz de assédio em 1991, gerando conscientização sobre o tema. Outra acusadora pediu para manter seu nome anônimo, já que está casada com um ator famoso da TV e gostaria de proteger sua família. Ela também era assistente de produção de uma peça em 1989, e uma de suas funções era ajudar integrantes do elenco a se instalarem no alojamento universitário de um campus vizinho, que tinha um acordo com a casa de teatro para acomodar atores que vinham de outras cidades. Quando ela foi ajudar a mudança de Knepper, ele a pegou por trás e a empurrou contra a parede, beijando-a e agarrando com força sua virilha. “Eu estava realmente esmagada contra a parede”, ela relatou. “Foi chocante. Sua língua estava na minha garganta. Você não sabe o que fazer. Eu tinha conhecido aquela pessoa mal fazia cinco minutos”. Ela contou ter encontrado forças para se livrar e fugir rapidamente. Mas não contou nada a ninguém sobre o que aconteceu, buscando apenas ficar o mais longe possível de Knepper durante a montagem da peça. Só encontrou coragem de denunciá-lo agora, com raiva após o ator ter negado a história de Bertram, tão parecida com a dela. “Quando vi sua negação, isso me deixou realmente louca”, disse ela. Emma Julia Jacobs trabalhava como estilista no departamento de maquiagem e efeitos especiais de “King Kong” em 2010, e estava acomodada no mesmo hotel que o elenco e integrantes da equipe. Numa noite, ao voltar de compras, encontrou Knepper no elevador. Ele iniciou uma conversa desconfortável e a seguiu até a porta do quarto dela. Ela parou diante de seu quarto, esperando que ele terminasse o assunto e fosse embora. Em vez disso, ele teria dito: “Você não vai abrir a porta?”. A história dela é a mais longa. Envolve um copo d’água, um conversa sobre comida, uma saída para jantar e uma nova volta para o hotel. Ela achava que ele estava hospedado no mesmo andar, porque voltou a segui-la. Até ela chegar a sua porta. Quando abriu o quarto, sentiu um empurrão, caiu no chão e viu a porta ser fechada às suas costas. Knepper teria ficado em cima dela, rasgado o zíper de suas calças e falado que ia comê-la. Jacobs relatou ter gritado “Não!” várias vezes, esperando que alguém pudesse ajudá-la. Knepper a sufocou para que parasse. Ela então se curvou inteira para impedir que ele abrisse suas pernas. Como ele não conseguiu estuprá-la, baixou as calças e começou a se masturbar. Jacobs não informou o incidente à polícia. Nem contou a ninguém da produção, mas relatou a violência que sofreu a um amigo, que confirmou o fato ao Hollywood Reporter. A diretora e roteirista de filmes B Christy Oldham (“Barracuda”) encontrou Knepper durante a première de um filme que ele tinha estrelado em 2013. Após engatarem uma conversa, o ator a convidou para jantar e eles conversaram sobre realizar um filmes juntos. Então, durante a conversa, ela diz que Knepper pegou sua mão e a colocou em sua ereção. Oldham diz que ficou perturbada e incomodada, mas decidiu desarmá-lo com humor, dizendo “O meu é maior”. Knepper teria retrucado que, embora tivesse recém-casado, “gostaria de me comer”. Ela continuou brincando. “Junte-se ao clube”, retrucou. Eles riram. Na saída, Knepper a empurrou contra uma parede de tijolos e ameaçou. “Eu te comeria aqui mesmo se não estivesse casado”, teria dito, segurando-a firmemente. Foi quando a diretora perdeu a graça e ficou realmente assustada. Ela contou a história para a amiga com quem tinha ido à première. A produtora Clinton Wallace confirmou o relato para o Hollywood Reporter. O site tentou falar com Knepper, que se negou a atender a reportagem. Em vez disso, ele emitiu um comunicado. “Nós chegamos a um momento em que carreiras construídas com trabalho duro estão sendo perdidas com base em acusações. Preciso reiterar que essas acusações contra mim são falsas. Perdemos a presunção de inocência, perdemos o “processo devido” e perdemos a capacidade de requisitar evidências, permitindo que a mídia se torne “juiz e júri”. Até que eu possa me sentar e dialogar com os meus acusadores, não por meio da imprensa, mas por um mediador imparcial, não tenho mais nada a dizer sobre este assunto. Minha esposa, família e amigos íntimos me conhecem e a minha verdadeira natureza e seu grato por seu amor e apoio”.












