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  • Etc,  Filme

    Warner é criticada por aproximar Johnny Depp de sua ex Amber Heard na Comic-Con

    21 de julho de 2018 /

    Johnny Depp causou sensação, mas também controvérsia, ao fazer uma aparição surpresa na San Diego Comic-Con como o vilão do filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”. Vestido como o personagem, ele caminhou pelo palco principal do evento declamando alguns dos ideais de Grindelwald, durante curtos dois minutos. Veja abaixo. E em meio ao cair das luzes e aplausos do público, saiu rapidamente de cena. A ideia não é original, lembrando a famosa performance de Loki com que Tom Hiddleston eletrizou a Comic-Con de 2013. Mas foi uma solução estratégica da Warner para, ao mesmo tempo, trazer o ator e evitar que fosse entrevistado. Ao sair de cena, ele não participou do painel com o resto do elenco, evitando perguntas incômodas após a desastrosa entrevista que concedeu à revista Rolling Stone. Entretanto, sua presença causou mal-estar por praticamente reuni-lo com a ex-esposa, Amber Heard, que chegou a obter ordem de restrição contra sua proximidade durante o processo de divórcio, ocasião em que Depp foi acusado de violência doméstica. A atriz participou do painel da Warner logo em seguida, como integrante do elenco de “Aquaman”. Este fato chamou atenção da jornalista Dana Schwartz, da revista Entertainment Weekly, que abriu uma longa lista de protestos no Twitter. “James Gunn é demitido e a Warner traz Johnny Depp ao palco”, ela escreveu, lembrando o que aconteceu com o diretor de “Guardiões da Galáxia” no sábado (20/7). “Como a Warner pode justificar dar um emprego para Johnny Depp quando Amber Heard é uma das estrelas de ‘Aquaman’? Eles apareceram poucos minutos um do outro. Isso faz com que eu me sinta enjoada”, acrescentou a jornalista, que ainda questionou se os dois não se encontraram nos camarins. “É inaceitável que a Warner tenha colocado Amber Heard nesta situação”. Para quem esqueceu, fotos da atriz com machucados no rosto foram publicadas na imprensa em 2016, e ela ainda levou ao tribunal um vídeo de um dos episódios violentos de Depp, em que ele surgia visivelmente bêbado e destruindo coisas. No fim da batalha judicial entre o ex-casal, os atores fizeram um acordo em que reconheciam que “nenhuma das partes fez acusações falsas em troca de ganhos financeiros”. Heard recebeu US$ 7 milhões e doou todo o dinheiro para organizações que auxiliam no combate à violência doméstica. Por conta disso, a Warner foi criticada por fãs de Harry Potter por escalar Depp na produção, mas tanto a autora J.K. Rowling quanto o diretor David Yates saíram em defesa do ator. How does WB justify employing him when Aquaman stars Amber Heard. — Dana Schwartz (@DanaSchwartzzz) 21 de julho de 2018 Were they backstage together? In the green room? It's so unacceptable that WB put Amber Heard in this position. https://t.co/iCWaRvQIL7 — Dana Schwartz (@DanaSchwartzzz) 21 de julho de 2018

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  • Etc,  Série

    Presidente da Paramount Television é demitida após supostos comentários racistas em reunião de trabalho

    20 de julho de 2018 /

    A executiva Amy Powell, presidente da Paramount Television, foi demitida após virem à tona acusações de comentários raciais inapropriados. A decisão foi divulgada via comunicado pelo CEO Jim Gianopulos. Segundo a nota, “diversos indivíduos” se sentiram incomodados por comentários com conteúdo racial feitos pela executiva e chegaram a reportá-la ao setor de recursos humanos da empresa. Segundo fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, a gota d’água teria acontecido durante uma reunião sobre a série baseada no filme “O Clube das Desquitadas” (o título nacional já era datado em 1996), que terá um elenco com atores negros e está sendo escrito pela roteirista Tracy Oliver (“Viagem das Garotas”). No dia 28 de junho, Tracy usou o Twitter para fazer uma reclamação, mas sem citar nomes. “Passei por uma situação hoje que realmente mostra o quanto precisamos de representantes em todos os lados. A voz de uma mulher negra não importa se quem tem o poder de tomar decisões não entende ou não quer entender o que estamos dizendo”, escreveu, antes de alfinetar o #MeToo, dizendo que o movimento feminista não tem se pronunciado por questões raciais. “Onde está o #MeToo para as merd*s raciais daqui [de Hollywood]?”. Veja abaixo. O conteúdo dos comentários feitos pela executiva não foram divulgados. No entanto, o THR afirma que ela teria feito generalizações sobre mulheres negras que causaram mal-estar, fazendo com que algumas pessoas da reunião se sentissem ofendidas. Inicialmente, Amy receberia uma punição disciplinar. Porém, a Paramount decidiu demiti-la. “Após dias conduzindo uma investigação, falando com as pessoas envolvidas, com o RH e o nosso time de representantes legais, chegamos à essa conclusão e decidimos terminar nosso contrato com Amy”, diz o comunicado oficial. A demissão acontece cerca de um mês após Jonathan Friedland, diretor de comunicação da Netlifx, ter o contrato com a plataforma encerrado por uso de termos racistas numa reunião. Amy Powell nega as acusações e diz que pretende provar que foi injustiçada. “Não há nenhuma verdade na alegação de que eu fiz comentários insensíveis em um ambiente profissional – ou em qualquer situação – os fatos serão divulgados e eu serei inocentada”, disse, em nota à imprensa. Fontes do THR afirmam que ela pretende processar o estúdio. Contratada para lançar a divisão televisiva da Paramount em 2013, Amy Powell tirou do papel diversas séries bem-sucedidas, como “13 Reasons Why” na Netflix, “The Alienist” na TNT, “Escola do Rock” na Nickelodeon e a vindoura “Jack Ryan” na Amazon, que já foi renovada antes da estreia. Had a moment today that REALLY pointed out why we need representation across the board. A black female voice doesn't matter if the decision makers don't understand nor even want to understand what you're saying. Where's the #metoo for race shit out here? — Tracy Y. Oliver (@TracyYOliver) June 28, 2018

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    Disney demite diretor de Guardiões da Galáxia após escândalo no Twitter

    20 de julho de 2018 /

    A campanha da extrema direita pela demissão de James Gunn, diretor da franquia “Guardiões da Galáxia”, deu certo. Horas após o início da pressão sobre a Disney, com reproduções de piadas extremamente ofensivas sobre pedofilia e estupro, retiradas de um antigo blogue e de velhos tuítes de Gunn, o presidente do estúdio anunciou a demissão do cineasta. “As atitudes ofensivas e comentários descobertos no Twitter de James são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio, por isso encerramos nossos negócios com ele”, disse Alan Horn, chefão da Disney, em comunicado oficial. Os tuítes ultrajantes foram trazidas à tona por apoiadores da extrema direita do atual presidente dos Estados Unidos, que querem provar que existe uma “conspiração operando em Hollywood” contra Trump. “A Disney terá um dia interessante na San Diego Comic-Con, onde James Gunn está programado para falar”, escreveu Mike Cernovich, um dos responsáveis por resgatar as “piadas”. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e chegou a pedir que o FBI analisasse o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. O ataque também inclui ofensiva do perfil do filme “An Open Secret” (2014), documentário sobre suposto cartel de pedófilos de Hollywood, de onde saiu um falso acusador de Bryan Singer, que caiu em contradição após mentir descaradamente, levando-o a perder seu próprio advogado e ter sua acusação descartada na Justiça. Este perfil disponibilizou os contatos profissionais do cineasta, inclusive na Disney, para que grupos de pressão pudessem prejudicá-lo. Considerado um dos grandes “inimigos” de Trump em Hollywood, James Gunn se viu na condição de vidraça e tentou de se defender. “Muitas pessoas que acompanharam a minha carreira sabem que eu me via como um provocador. Eu fazia filmes e contava piadas ultrajantes e que abordavam temas tabus”, ele escreveu, abrindo uma série de tuítes sobre a polêmica (veja aqui os originais). “Não é uma questão de dizer que hoje sou melhor. Mas eu sou muito, muito diferente do que eu era anos atrás. Hoje, tento conectar meu trabalho com amor e menos raiva”, continuou. O diretor também lembrou que já tinha se desculpado pelas piadas antigas: “Eu sinceramente me arrependi e falei sério”. “Enfim, essa é a verdade completamente honesta: eu costumava fazer muitas piadas ofensivas. Não faço mais. Não culpo meu antigo eu por isso, mas gosto mais de mim mesmo e me sinto como um ser humano e criador mais completo hoje em dia. Amo a todos vocês”, concluiu. O pedido de desculpas não foi considerado suficiente e a Disney demonstrou novamente que não tolera comportamento ofensivo de seus funcionários, meses após a presidente do canal do estúdio, a rede ABC, cancelar “Roseanne”, líder de audiência em 2018, por comentários racistas da protagonista e criadora da série no Twitter. Tuítes ofensivos também têm custado caro a YouTubers brasileiros. A perda é bastante significativa para a Marvel, uma vez que os “Guardiões da Galáxia” de Gunn foram a maior influência na mudança de tom dos filmes do estúdio, que abraçaram de vez a comédia após o sucesso do primeiro lançamento do grupo espacial. Ilustres desconhecidos até mesmo dos fãs dos quadrinhos, os Guardiões surpreenderam com desempenho de blockbuster no cinema e abriram caminho para a Marvel explorar seus heróis espaciais. Gunn estava atualmente trabalhando no roteiro de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, final de sua trilogia original. Mas ele também deveria “herdar” os rumos do universo cinematográfico da companhia, após a despedida dos irmãos Russo em “Vingadores 4”. Presidente do estúdio, Kevin Feige chegou a afirmar que a próxima fase dos filmes dos super-heróis se passaria no espaço e teria supervisão de Gunn. Agora, Feige precisará reconsiderar seus planos, a começar por definir um novo diretor e roteirista para “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que deverá encerrar a atual fase de produções da Marvel. Por conta da polêmica, o diretor não irá aparecer na San Diego Comic-Con. Ele não tinha presença confirmada num painel da Disney como os representantes da direita insistiram em seus ataques – só um detalhezinho de fake news – , simplesmente porque a Disney não faz parte do evento deste ano. Mas poderia surgir como convidado da Sony para divulgar um terror que está produzindo, além do remake da série “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch). Ainda não se sabe como a Sony irá lidar com esses projetos.

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    Jaden Smith descobre piada polêmica de Jacaré Banguela e agradece reação dos brasileiros

    20 de julho de 2018 /

    O ator e cantor Jaden Smith, filho do astro Will Smith, percebeu na noite de quinta (19/7) que seu nome estava sendo muito comentado por brasileiros, o que o levou a descobrir a piada polêmica do YouTuber comediante Rodrigo Fernandes, conhecido como Jacaré Banguela. Publicada no Twitter na última terça-feira, a piada o comparava a um flanelinha e causou revolta nas redes sociais, levando o “influencer” a ser chamado de racista. Diante do apoio recebido, Smith resolveu se manifestar com um agradecimento ao público brasileiro, escrevendo “I love you, Brazil” em seu Twitter. Em seguida, ele escreveu em português “Como os espelhos podem ser reais se nossos olhos não são reais”. Trata-se da tradução de seu tuíte mais famoso, publicado em 2013, com 43 mil compartilhamentos. Para completar, ainda convidou os brasileiros a ouvirem seu novo disco. Veja esta timeline abaixo. I Love You Brazil — Jaden Smith (@officialjaden) July 19, 2018 como os espelhos podem ser reais se nossos olhos não são reais — Jaden Smith (@officialjaden) July 20, 2018 brasil confira meu novo álbumhttps://t.co/bjxzoVWPSc — Jaden Smith (@officialjaden) July 20, 2018

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    Direita americana resgata piadas ofensivas de James Gunn, que se desculpa e explica o contexto

    20 de julho de 2018 /

    O diretor James Gunn, da franquia “Guardiões da Galáxia”, foi às redes sociais na noite desta quinta-feira (20) para se desculpar por piadas antigas com temas de estupro e pedofilia. As “piadas” de mau gosto voltaram a circular na internet recentemente após terem sido descobertos em antigos tuítes e num blogue desatualizado do diretor, agora desativado. Elas foram trazidas à tona por apoiadores da extrema direita do atual presidente dos Estados Unidos, que querem provar que existe uma “conspiração operando em Hollywood” contra Trump. “A Disney terá um dia interessante na San Diego Comic-Con, onde James Gunn está programado para falar”, escreveu Mike Cernovich, um dos responsáveis por resgatar as “piadas”. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e pede que o FBI analise o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. O ataque também inclui ofensiva do perfil do filme “An Open Secret” (2014), documentário sobre suposto cartel de pedófilos de Hollywood, de onde saiu um falso acusador de Bryan Singer, que caiu em contradição após mentir descaradamente, levando-o a perder seu próprio advogado e ter sua acusação descartada na Justiça. Este perfil disponibilizou os contatos profissionais do cineasta, inclusive na Disney, para que grupos de pressão possam prejudicá-lo. Trata-se da velha tática fascista de intimidação, usada tanto pela direita quanto pela esquerda (como pode atestar Marina Silva), que visa queimar o “inimigo” com informações de fundo verdadeiro, mas tiradas de contexto. A tática inclui repetir as acusações à exaustão num trabalho de sufoco midiático para diminuir o espaço dado à qualquer tentativa de reação. Geralmente funciona, prejudicando candidaturas políticas, causando demissões e danificando carreiras profissionais de forma irreversível. O conteúdo resgatado, porém, é altamente polêmico. Em uma das postagens, que datam de 2008, Gunn escreveu: “Rir é o melhor remédio. Por isso que eu rio de pessoas com Aids”. Em outra, datada do mesmo ano, arregassou: “Acabo de fazer uma piada sobre estuprar o c* da minha amiga enquanto ela dorme”. Considerado um dos grandes “inimigos” de Trump em Hollywood, ele agora se vê na condição de vidraça e trata de se defender, sem esconder o fato de que fez mesmo “piadas ultrajantes”. “Muitas pessoas que acompanharam a minha carreira sabem que eu me via como um provocador. Eu fazia filmes e contava piadas ultrajantes e que abordavam temas tabus”, ele escreveu, abrindo uma série de tuítes sobre a polêmica (veja abaixo os originais). “Não é uma questão de dizer que hoje sou melhor. Mas eu sou muito, muito diferente do que eu era anos atrás. Hoje, tento conectar meu trabalho com amor e menos raiva”, continou. O diretor também lembrou que já tinha se desculpado pelas piadas antigas. “Eu sinceramente me arrependi e falei sério”. “Enfim, essa é a verdade completamente honesta: eu costumava fazer muitas piadas ofensivas. Não faço mais. Não culpo meu antigo eu por isso, mas gosto mais de mim mesmo e me sinto como um ser humano e criador mais completo hoje em dia. Amo a todos vocês”, concluiu. Detalhe relevante: o denunciador Mike Cernovich não tem piadas de estupro em sua timeline, mas uma acusação criminal. Ele foi acusado por estupro em 2003, mas fechou um acordo para ser condenado “apenas” por agressão e cumpriu uma pena de serviços comunitários. Disney's director Jame Gunn endorsed sex with minors in over 10,000 Tweets he deleted last night. Gunn also deleted his personal blog, where he told the story of a monkey m-sturbating on a small child. He said the story made him "extremely happy."https://t.co/jYCxImDH3E — Mike Cernovich ?? (@Cernovich) July 20, 2018 And it’s over. This is potential child pornography that the FBI needs to track down. Do not look for link and I did not click. Do not risk it. This is law enforcement matter now. @Disney Hello @LAPDHQ, this is an authentic tweet that a subpoena will confirm. pic.twitter.com/0c8bBGN1Tl — Mike Cernovich ?? (@Cernovich) July 20, 2018 Major Hollywood director James Gunn @JamesGunn is clearly unfit to be in charge of many women and children working for him directs children's films, e.g. @DisneyStudios Gunn was in his 40s – this is not some immature teenager who never thought he would be famous years later https://t.co/PJ3M7vJrXr — An Open Secret (@AnOpenSecret) July 20, 2018 James Gunn – is UTA still representing him as agents? After all these tweets about child sex abuse, rape, Jews / Holocaust? You can call UTA to find out: 310-273-6700 ask for Charlie Ferraro and Jeremy Zimmer @JamesGunn https://t.co/XEIo4BzT8o — An Open Secret (@AnOpenSecret) July 20, 2018 1. Many people who have followed my career know when I started, I viewed myself as a provocateur, making movies and telling jokes that were outrageous and taboo. As I have discussed publicly many times, as I’ve developed as a person, so has my work and my humor. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 2. It’s not to say I’m better, but I am very, very different than I was a few years ago; today I try to root my work in love and connection and less in anger. My days saying something just because it’s shocking and trying to get a reaction are over. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 3. In the past, I have apologized for humor of mine that hurt people. I truly felt sorry and meant every word of my apologies. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 4. For the record, when I made these shocking jokes, I wasn’t living them out. I know this is a weird statement to make, and seems obvious, but, still, here I am, saying it. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018 5. Anyway, that’s the completely honest truth: I used to make a lot of offensive jokes. I don’t anymore. I don’t blame my past self for this, but I like myself more and feel like a more full human being and creator today. Love you to you all. — James Gunn (@JamesGunn) July 20, 2018

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    Shinobu Hashimoto (1918 – 2018)

    20 de julho de 2018 /

    Morreu o roteirista japonês Shinobu Hashimoto, que trabalhou em mais de 70 projetos durante sua carreira e foi o grande parceiro de Akira Kirosawa. Ele faleceu na quinta (19/7) de pneumonia, aos 100 anos de idade, em sua casa em Tóquio. De forma inusitada, a carreira de Hashimoto começou quando sua vida quase acabou. Ele se alistou no exército japonês em 1938, mas nem sequer conseguiu lutar na 2ª Guerra Mundial, pois pegou tuberculose e passou quatro anos em um hospital de veteranos. Foi durante a internação que leu uma revista sobre cinema que incluía um roteiro de exemplo. Ele decidiu escrever uma história e enviou para Mansaku Itami, então considerado o melhor roteirista do Japão – e pai do cineasta Juzo Itami. Itami ficou impressionado, enviando ao jovem soldado uma crítica detalhada do trabalho. O veterano logo se tornou um mentor para o roteirista iniciante, mas foi um relacionamento de curta duração, porque Itami morreu em 1946. Mas Hashimoto prometeu seguir seu conselho final e se especializar em adaptações literárias, em vez de roteiros originais. Com isso em mente, ele escreveu uma adaptação de um conto de Ryunosuke Akutagawa e enviou para Akira Kurosawa, que já tinha uma carreira estabelecida de diretor, mas ainda não era lendário. O cineasta gostou e marcou um encontro para ver se era possível estender a história, já que o roteiro era relativamente curto. E sugeriu complementá-lo com uma segunda história de Akutagawa, “Rashomon”. O roteiro resultante passou a ser considerado um dos maiores de todos os tempos, levando “Rashomon”, o filme, a conquistar o primeiro prêmio internacional da história do cinema japonês, o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1951. Assim começou uma parceria imbatível, que transformou Kurosawa no cineasta mais referenciado do cinema japonês. Entre os muitos clássicos realizados pela parceria, incluem-se os famosos “Os Sete Samurais” (1954), que inspirou o western “Sete Homens e um Destino” (1960), “Trono Manchado de Sangue” (1957), fantástica versão samurai de “Macbeth”, e “A Fortaleza Escondida” (1958), um grande influência de George Lucas na concepção de “Guerra nas Estrelas” (1977). A dupla também desenvolveu dramas sobre tragédias contemporâneas de grande impacto, como “Viver” (1952), sobre um homem diagnosticado com câncer terminal que busca sentido na vida, “Anatomia do Medo” (1955), que explorou o trauma e a fobia despertada pela possibilidade de um novo ataque nuclear, e “Homem Mau Dorme Bem” (1960), sobre uma vingança motivada por diferenças de classe social. A adaptação de seu roteiro em “Sete Homens e um Destino” (1960) ainda chamou atenção de Hollywood, rendendo contrato para seu único trabalho em inglês, o clássico “Inferno no Pacífico” (1968), em que Toshiro Mifune e Lee Marvin transformavam a 2ª Guerra em combate particular, após naufragarem numa ilha deserta. O sucesso deste filme encaminhou vários pedidos de novos roteiros de guerra, o que rendeu um segundo ciclo temático em sua carreira, quase tão proeminente quanto sua profusão de filmes de samurai. Além de roteirista, Hashimoto também dirigiu três filmes durante sua longa trajetória, que se estendeu nos cinemas até 1986, embora seu nome ainda continue a aparecer em novos lançamentos – o mais recente é de 2016 – , graças a diversos remakes de obras de sua filmografia.

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    Comcast se retira da disputa e Disney fica com a Fox

    19 de julho de 2018 /

    A batalha principal entre a Comcast e a Disney pela compra da 21st Century Fox está encerrada, com vitória da Disney. A Comcast anunciou que desistiu de comprar a Fox, deixando caminho aberto para a Disney. “Comcast não tem mais a intenção de adquirir a 21st Century Fox”, disse a empresa em comunicado sucinto. O interesse da empresa rival, porém, fez com que a Disney tivesse que aumentar sua proposta inicial, concordando em pagar US$ 71,3 bilhões pelo negócio, que inclui o controle de canais como FX, Nat Geo, os filmes e séries do estúdio da 20th Century Fox e também lhe dá fatias importantes da plataforma de streaming Hulu e da rede de TV paga europeia Sky. Originalmente, a Disney ofereceu US$ 52,4 bilhões pela Fox, oferta que tinha sido aceita, mas precisou aumentar em mais US$ 19 milhões após a Comcast se intrometer na negociação, afirmando que pagaria US$ 65 bilhões. No comunicado, o CEO da Comcast, Brian Roberts, foi político, agradecendo ao CEO da Disney, Bob Iger, e seu time. Ele falou ainda sobre família Murdoch, da Fox, elogiando-a pela a criação de uma empresa tão respeitada e desejada. Entretanto, a guerra não acabou. Ao se retirar da compra da Fox, a Comcast sinaliza que vai mirar toda a sua munição financeira na compra da Sky, o que significa nova disputa com a Disney. Ao comprar a Fox, a Disney assume 39% do controle da Sky. A Fox estava em processo de adquirir os 61% que faltavam para absorver inteiramente a empresa, mas a Comcast se intrometeu novamente, oferecendo lances maiores pela empresa. A Disney, porém, já tinha avaliado a compra da Fox como prioridade sobre a disputa pela Sky. Resta saber se realmente vai deixar a rival sair com uma parte importante do negócio.

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    Esvaziada, San Diego Comic-Con aponta futuro da indústria de forma diferente da imaginada pelos nerds

    19 de julho de 2018 /

    Começa nesta quinta (19/7) a San Diego Comic-Con, que até poucos anos atrás era apenas Comic Con. Como os blockbusters que promove, ela também virou franquia, ganhou spin-offs e versões estrangeiras. Mas, sim, há muito tempo deixou de ser a Comic Con que surgiu para celebrar o amor de um grupo de fãs pelos quadrinhos. Descrita pela revista Rolling Stone como o “Super Bowl das pessoas que não gostam do Super Bowl”, a San Diego Comic-Con é, na verdade, o intervalo do Super Bowl estendido por um fim de semana inteiro. Um lugar de comerciais e comércio potencializado, onde se paga para entrar, para fazer compras, para pegar autógrafo, para tirar foto. A programação está cheia de painéis identificados não por produtos da cultura pop, mas pelas empresas que os fabricam. O painel da Sony, da Warner, etc. Que desfilam entrevistas cronometradas e corridas, nas quais elencos não tem tempo para dizer nada, e que transformam em frisson propagandas de filmes, séries, quadrinhos, games e brinquedos. A única coisa espontânea e original deste negócio são os fãs, que acreditam se identificar com um nicho cultural ao vestir fantasias de seus personagens favoritos, felizes por desfilar nos corredores lotados do pavilhão de convenção de San Diego. Para eles, a Comic Con é a semana do orgulho nerd. Ícone máximo dessa geração, a Marvel ficou de fora do evento deste ano. A empresa tinha sido responsável por um dos últimos momentos de excitação espontânea gerada na Comic Con, ao usar o palco principal do evento para apresentar, um a um, os Vingadores que chegariam ao cinema em 2012. Mas a Disney tem um faro que nenhum outro estúdio possui. Assim como quer ter seu próprio serviço de streaming para competir com a Netflix, também já faz sua própria Comic Con, que tende a se tornar cada vez mais popular. Com reforço de marketing – e, quem sabe, troca para um nome melhor – , a D23 Expo pode ficar maior que a Comic Con, simplesmente por reunir Marvel, Lucasfilm, Pixar e em breve as atrações da Fox, sem falar das próprias produções do estúdio. Sem essa fatia significativa do mercado geek, a Comic Con 2018 já gera menor interesse que nos anos passados, colocando sua ênfase nas produções da Warner baseadas nos quadrinhos da DC Comics, que têm, à exceção da “Mulher-Maravilha”, fracassado no cinema. Caso tivesse se saído bem, talvez até a Warner considerasse realizar seu próprio evento – já que é responsável pela maioria dos painéis de cinema e TV, além da própria decoração da “feira”. Afinal, a D23 já é reflexo da percepção de como essas convenções de fãs funcionam como peças publicitárias importantes. São os upfronts nerds, em que se estabelecem as estratégias de marketing, aferem-se preferências do público, analisam-se alcance dos títulos nas mídias sociais e prepara-se o mercado para cada produto-evento anunciado, fomentando expectativas de pré-venda de ingressos, interesse em intervalos comerciais, reserva de mais salas de cinema, patrocínios em produtos, etc. A ascensão do streaming trouxe uma nova palavra-chave para o mercado: direct-to-consumer – ou D2C, na sigla do jargão publicitário. E não há nada mais direto ao consumidor, no marketing atual, que eventos como a Comic Con, em que executivos podem oferecer seus produtos diretamente para quem vai consumi-los e ver a reação in loco. Vai haver muitas notícias, muitas aspas, muitos trailers, muitas revelações de novos produtos nos próximos dias em San Diego, quando a indústria cultural baterá bumbo e assoprará apitos para vender o que investiu milhões e milhões para produzir. E grande parte da imprensa, infelizmente cooptada, achará que se trata de um carnaval nerd. Não é. É a indústria funcionando da forma mais fria, mecânica e calculada possível. Bem-vindos à San Diego Comic-Con 2018. Pode ser uma das últimas da Fox. E, quem sabe, aquela em que as empresas rivais notarão como a estratégia da Disney a mantém líder disparada das bilheterias, sem a Comic Con.

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    Mais um YouTuber brasileiro causa polêmica com piada racista. Desta vez, o alvo foi o filho de Will Smith

    19 de julho de 2018 /

    Mais uma semana, mais um YouTuber fazendo piada racista. O humorista Rodrigo Fernandes, conhecido como Jacaré Banguela, é o novo sem noção da vez, que não percebeu a chegada do século 21 e agora lida com a repercussão. Após ter zoado o vício em drogas de Casagrande no mês passado, ele agora resolveu zoar o filho de Will Smith, Jaden, comparando-o a um “flanelinha”. Não deu outra: o comediante foi acusado de racismo nas redes sociais. “Tenho quase certeza que o filho do Will Smith me pediu dinheiro ontem na esquina da rua Haddock Lobo dizendo que ‘tava’ olhando meu carro”, escreveu Rodrigo Fernandes ao publicar a foto de Jaden Smith com o pai no estádio da final da Copa do Mundo da Rússia, no último domingo (15/7). Quando um amigo mandou ele apagar a postagem, o humorista ainda reclamou. “Além de ter criado a internet, você também está censurando ela? Ah, Pablito”, escreveu. “É o departamento de vai dar mer…, mandando um memorando”, rebateu o amigo. Não demorou para diversos seguidores apontarem o teor preconceituoso da “brincadeira”, lembrando imediatamente o episódio envolvendo o YouTuber Júlio Cocielo, que comparou a velocidade do jogador francês Mbappé a de um ladrão fazendo arrastão na praia. “Jacaré Banguela” chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter. E só depois da repercussão negativa, o humorista apagou a postagem. Mas sem concordar que se tratava de uma piada racista. “Falar que o cara está vestido igual um flanelinha é racismo? Jura mesmo?”, questionou o humorista. Um tuiteiro indignado quase desenhou para explicar a Rodrigo Fernandes que a piada era obviamente racista. “Entendo o teu privilégio ao ser alheio a essas questões, mas realmente me entristece saber que, em 2018, principalmente depois do caso Cocielo, seja necessário te explicar esse tipo de coisa”, respondeu o seguidor. Depois da polêmica, alguns internautas encontraram postagens de 2012 em que o humorista faz outras “piadas” racistas. “Gordo pode ser baleira, portugueses e louras podem ser burros. Argentino pode ser filho da p… e o negro tem que poder ser macaco”, escreveu Rodrigo Fernandes, em março de 2012. No mesmo mês ainda acrescentou: “Eu nunca vi um macaco processando outro por ter chamado ele de negro. Será que isso só acontece com animais que… pensam?”. Em 20 de junho, Rodrigo Fernandes foi repreendido por seguidores no Instagram ao publicar um vídeo de uma pessoa oferecendo um pó semelhante a cocaína para Casagrande, que estava na TV comentando a Copa. Centenas de comentários repudiaram a suposta brincadeira e pediram para o comediante apagá-la de sua rede social. Na ocasião, ele também se fez de desentendido. Jacaré Banguela é o terceiro YouTuber e “influencer” brasileiro acusado de racismo em menos de um mês. Além do citado Júlio Cocielo, Cauê Moura também enfrentou a ira das redes sociais. Ambos perderam patrocínios por piadas ofensivas. Por coincidência, todos os três participaram de “Internet – O Filme”, uma comédia com a nata dos “influencers” digitais – definição adorada por publicitários que é, além de brega no último, aparentemente maligna.

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    Novo estudo conclui que críticos masculinos menosprezam trabalho de cineastas femininas

    18 de julho de 2018 /

    Uma pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos das Mulheres no Cinema e na TV da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que os críticos masculinos de cinema claramente menosprezam os trabalhos de cineastas femininas. O estudo, que monitorou 4.111 textos de grandes lançamentos de 2018, concluiu que os jornalistas masculinos dos Estados Unidos normalmente não citam o responsável pela direção de um filme quando ele é feito por uma mulher. No levantamento, apenas 38% das análises escritas por homens sobre filmes dirigidos por mulheres citaram os nomes das cineastas, um número que subia para 52% quando a crítica do mesmo filme era assinada por mulheres. “Algo tão simples como citar o nome da diretora, e dizer que ela fez um bom trabalho, ou mesmo olhar para a carreira dela e dizer que ela é uma ‘mestre’ de sua arte, pode mudar a narrativa sobre mulheres em posições do poder no cinema”, disse a Dra. Martha Lauzen, responsável pelo estudo, ao site The Hollywood Reporter. “Esse desequilíbrio de gênero dentro das críticas de cinema importa, porque ele impacta a visibilidade de filmes criados e protagonizados por mulheres”. Segundo a pesquisa, os críticos homens são maioria no mercado de trabalho americano, representando até 68% dos profissionais em atividade na área. Por outro lado, o estudo também demonstrou que alguns veículos estão preferindo enviar jornalistas mulheres para cobrir filmes estrelados por mulheres ou dirigidos por elas. No total, 51% dos textos escritos por mulheres no levantamento tinham protagonistas femininas, enquanto apenas 37% dos textos escritos por homens tinham a mesma característica. Já 25% dos filmes resenhados por mulheres tinham uma diretora no comando, enquanto apenas 10% dos filmes resenhados por homens se encaixavam na mesma categoria. No campo da etnia, críticos brancos são responsáveis pela maioria das resenhas em ambos os gêneros. Os números são impressionantes: 82% dos homens que escrevem críticas são brancos e 83% das mulheres também. O estudo corrobora e complementa outro estudo divulgado no mês passado pela USC (Universidade do Sul da Califórnia), que analisou 19.559 resenhas para revelar que 77,8% foram escritas por homens e 82% foram escritas por críticos brancos. Assim como a nova pesquisa, o trabalho anterior também identificou que até os filmes voltados para o público feminino tiveram mais críticas escritas por homens que por mulheres. Mas este estudo também analisou filmes desenvolvidos para os públicos afro-americano e latino, concluindo que 80% deles foram criticados por brancos. Como resultado desta revelação, os festivais de Sundance e Toronto já anunciaram que passarão a adotar uma política de inclusão em sua cobertura de imprensa, disponibilizando uma cota de 20% de credenciais para freelancers de segmentos sub-representados entre a crítica norte-americana – mulheres e pessoas “de cor” (negros, latinos, asiáticos).

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    Dwayne Johnson se torna o ator mais bem pago de todos os tempos

    17 de julho de 2018 /

    Dwayne Johnson se tornou o ator mais bem pago da história de Hollywood, segundo levantamento da Forbes. O astro dos filmes de ação embolsou o maior valor anual já registrado pela publicação, que começou a levantar os ganhos das celebridades há duas décadas. Nada menos que US$ 124 milhões. “Eu trabalho muito duro, mas nunca imaginei (em meus sonhos mais loucos) que me tornaria o ator mais bem pago da história da Forbes. Eu não tenho um MBA em Harvard, mas minha filosofia de negócios foi moldado pelos anos e pelos fracassos. Meu objetivo quando lutador de ganhar US$ 40 por luta continua o mesmo de hoje – colocar meu público em primeiro lugar. Tenho um chefe: o mundo”, escreveu The Rock no Instagram, como comentário da façanha. Apenas em 2017, o ator-lutador apareceu em “Velozes e Furiosos 8”, “Baywatch: S.O.S Malibu” e “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”. Já em 2018, estrelou “Rampage: Destruição Total”, “Arranha-Céu: Coragem Sem Limite” e a série “Ballers”. Considerando as celebridades de todas as profissões, The Rock aparece em 4º lugar na lista, atrás do lutador Floyd Mayweather (US$ 289 milhões), a socialite Kylie Jenner (US$ 166,5 milhões) e George Clooney, que não comparece no ranking como ator, mas como empresário. O diretor do fracassado “Suburbicon” ganhou US$ 237 milhões com a sua empresa de tequila, e não pelos trabalhos em Hollywood. ?? I work extremely hard but never anticipated (in my wildest dreams) I’d become the highest paid actor in Forbes’ history. I don’t have a Harvard MBA, but my business philosophy and acumen has been sharpened over time and thru failure. My goal when I was wrestling in flea markets for $40bucks per match (well before the bright lights of the @wwe) is still the exact same goal I have today – ALWAYS put my AUDIENCE FIRST. I have one boss – the world. Send you home happy, and I’ve done my job. I’m the dude who started w/ $7bucks. I’m grateful to the bone and hungry to the core. #MakingForbesHistory #AudienceFirstPhilosophy #FleaMarketDreams #HardestWorkerInTheRoom Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 17 de Jul, 2018 às 9:46 PDT

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    Stan Dragoti (1932 – 2018)

    17 de julho de 2018 /

    O cineasta americano Stan Dragoti, especialista em comédias, morreu na sexta-feira passada (13/7), aos 85 anos, em uma casa de repouso em Los Angeles. Dragoti não resistiu a uma série de complicações decorrentes de uma cirurgia no coração, feita há quatro anos. As informações foram dadas à imprensa americana pela última mulher dele, Yolanda. Filho de um imigrante albanês e oriundo do mundo da publicidade, o diretor nova-iorquino fez sua estreia no cinema com “O Pequeno Billy” (1972), um faroeste dramático sobre os primeiros anos de Billy the Kid. Mas depois só fez comédias, graças ao imenso sucesso dos dois filmes seguintes: “Amor à Primeira Mordida” (1979), em que George Hamilton viveu o Conde Drácula, e “Dona de Casa por Acaso” (1983), escrito pelo mítico John Hughes e com Michael Keaton num papel que claramente inspira a animação “Os Incríveis 2”. Além destes, ainda dirigiu Tom Hanks em “O Homem do Sapato Vermelho” (1985), Tony Danza em “Não Mexa com a Minha Filha” (1989) e Scott Bakula em “Tirando o Time de Campo” (1991). Sua carreira em Hollywood se resumiu a estes seis longa-metragens. Mas Dragoti também é festejado por ter criado, nos anos 1970, a famosa campanha “I Love New York”, como incentivo de turismo para a metrópole americana. Os anúncios inspiraram adaptações para várias cidades do mundo, como se fossem uma criação de domínio público. E até renderam uma coleção de filmes, conhecida como “Cidades do Amor” – aberta por “Paris, Eu Te Amo” (2006).

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    Giovanna Antonelli vence processo contra empresa que falsificou seu apoio para vender remédio de emagrecer

    17 de julho de 2018 /

    Giovanna Antonelli venceu uma ação por uso indevido de seu nome e imagem em uma propaganda de remédio para emagrecer. A decisão é da 1ª Vara Cível, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio e ainda cabe recurso. A empresa Kaiser Intermediações foi condenada a indenizar a atriz em R$ 20 mil por danos morais, além do pagamento de indenização por danos materiais, referente ao cachê que ela receberia se realmente fechasse um contrato vinculando sua imagem ao produto. “Eles falsificavam notícias como se ela tivesse dando entrevista a respeito desse remédio, que ela desconhece e nunca tomou. Outras atrizes também tiveram essa imagem ligada ao produto. É importante que o público dela saiba que ela nunca fez uso dele”, disse ao UOL a advogada da atriz, Mariana Zonenschein. No site do produto, a empresa afirma que ele é um “poderoso detox que acelera o metabolismo, diminui o inchaço e a retenção dos líquidos do corpo, elimina as substâncias inflamatórias e faz emagrecer de forma rápida, saudável e definitiva”. A advogada da atriz afirma que desde o ano passado, a empresa utilizava o nome de Giovanna para divulgar o remédio em propaganda e jornais fictícios com matérias comerciais falsas, afirmando que ela teria ingerido o produto para perder peso após a gravidez. Além da ação judicial, pelo fato de que o medicamento pode influenciar diretamente a saúde dos consumidores, Giovanna prestou queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio de Janeiro, que instaurou um inquérito policial para apurar a autoria do caso. “Não se pode associar nomes de pessoas que o público confia com remédios para emagrecer”, completou a advogada. A empresa não respondeu a ação do processo e foi condenada a revelia.

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