Vingadores: Guerra Infinita lidera indicações ao Kids’ Choice Awards 2019
O canal pago Nickelodeon revelou nesta terça-feira (26/2) os indicados ao Kids’ Choice Awards 2019, premiação dos melhores filmes, séries, músicas e artistas votada pelo público infantil. “Vingadores: Guerra Infinita” foi o principal destaque disparado da lista, com 10 indicações, seguido por “Pantera Negra”, com metade desse número. A rapper Cardi B e a animação “Hotel Transilvânia 3” empataram em 3º lugar, cada um recebendo quatro indicações. Cinco artistas foram nomeados pela primeira vez ao prêmio. São eles Jason Momoa (“Aquaman”), Emilia Clarke (por “Han Solo: Uma História Star Wars”), Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), o apresentador James Corden (que dublou “Pedro Coelho”) e a cantora Bebe Rexha. A lista de indicações de 2019 inclui cinco novas categorias: apresentador de TV favorito, jurados de TV favoritos, super-herói favorito, jogador favorito e “Como você quer ajudar?”, uma categoria focada em como as crianças querem ajudar o mundo. Mas o que chama atenção é a inclusão de conteúdo que não é produzido para crianças, como a série de terror “The Walking Dead”. A premiação vai acontecer em 23 de março, em Los Angeles, com apresentação de DJ Khaled – que também concorre a três prêmios. A votação está aberta para as crianças no site KCA2019.com – e também nas redes sociais, por meio de hashtags do evento. Confira abaixo a lista completa dos indicados TELEVISÃO: Programa Engraçado Favorito The Big Bang Theory BUNK’D Fuller House Henry Danger Modern Family A Casa de Raven Programa Dramático Favorito Desventuras em Série Chilling Adventures of Sabrina The Flash Riverdale Stranger Things The Walking Dead Reality Show Favorito America’s Got Talent American Idol American Ninja Warrior Dancing with the Stars: Juniors Double Dare The Voice Apresentador Favorito Ellen DeGeneres (Ellen’s Game of Games) Kevin Hart (TKO: Total Knock Out) Liza Koshy & Marc Summers (Double Dare) Nick Cannon & JoJo Siwa (Lip Sync Battle Shorties) Ryan Seacrest (American Idol) Tyra Banks (America’s Got Talent) Jurado Favorito Simon Cowell, Mel B, Heidi Klum, Howie Mandel (America’s Got Talent) Luke Bryan, Katy Perry, Lionel Richie (American Idol) Len Goodman, Bruno Tonioli, Carrie Ann Inaba, (Dancing with the Stars) Sean “Diddy” Combs, DJ Khaled, Meghan Trainor (THE FOUR: BATTLE FOR STARDOM) Kelly Clarkson, Jennifer Hudson, Adam Levine, Blake Shelton (The Voice) Jennifer Lopez, Derek Hough, NE-YO (World of Dance) Desenho Animado Favorito Alvinnn! E Os Esquilos O Chefinho: De Volta aos Negócios The Loud House Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles Bob Esponja Calça Quadrada Os Jovens Titãs em Ação! Ator Favorito Caleb McLaughlin (Lucas Sinclair, Stranger Things) Grant Gustin (Barry Allen/The Flash, The Flash) Jace Norman (Henry Hart/Kid Danger, Henry Danger) Jim Parsons (Sheldon Cooper, The Big Bang Theory) Karan Brar (Ravi Ross, BUNK’D) Neil Patrick Harris (Count Olaf, Desventuras em Série) Atriz Favorita Candace Cameron Bure (DJ Tanner-Fuller, Fuller House) Kaley Cuoco (Penny, The Big Bang Theory) Millie Bobby Brown (Eleven, Stranger Things) Peyton Elizabeth Lee (Andi Mack, Andi Mack) Raven-Symoné (Raven Baxter, A Casa de Raven) Zendaya (K.C. Cooper, Agente K.C.) CINEMA: Filme Favorito Aquaman Vingadores: Guerra Infinita Pantera Negra O Retorno de Mary Poppins A Barraca do Beijo Para Todos os Garotos que Já Amei Ator Favorito Chadwick Boseman (T’Challa/Pantera Negra, Pantera Negra) Chris Evans (Steve Rogers/Capitão America, Vingadores: Guerra Infinita) Chris Hemsworth (Thor, Vingadores: Guerra Infinita) Dwayne Johnson (Will Sawyer, Arranha-Céu: Coragem Sem Limite) Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman, Aquaman) Noah Centineo (Peter Kavinsky, Para Todos os Garotos que Já Amei) Atriz Favorita Emily Blunt (Mary Poppins, O Retorno de Mary Poppins) Joey King (Shelly “Elle” Evans, A Barraca do Beijo) Lupita Nyong’o (Nakia, Pantera Negra) Rihanna (Nine Ball, Oito Mulheres e um Segredo) Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra, Vingadores: Guerra Infinita) Zoe Saldana (Gamora, Vingadores: Guerra Infinita) Super-Herói Favorito Chadwick Boseman (T’Challa/Pantera Negra, Pantera Negra) Chris Evans (Steve Rogers/Capitão America, Vingadores: Guerra Infinita) Chris Hemsworth (Thor, Vingadores: Guerra Infinita) Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman, Aquaman) Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro, Vingadores: Guerra Infinita) Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Black Widow, Vingadores: Guerra Infinita) Chutador de Bundas Favorito Chris Pratt (Owen Grady, Jurassic World: Reino Ameaçado) Danai Gurira (Okoye, Pantera Negra) Dwayne Johnson (Will Sawyer, Arranha-Céu: Coragem Sem Limite) Emilia Clarke (Qi’ra, Han Solo: Uma História Star Wars) Michael B. Jordan (Adonis Johnson, Creed II) Zoe Saldana (Gamora, Vingadores: Guerra Infinita) Animação Favorita O Grinch Hotel Transilvânia 3 Os Incríveis 2 Pedro Coelho WiFi Ralph: Quebrando a Internet Homem-Aranha no Aranhaveso Voz Masculina Favorita de Animação Adam Sandler (Dracula, Hotel Transilvânia 3) Andy Samberg (Johnny, Hotel Transilvânia 3) Benedict Cumberbatch (Grinch, O Grinch) Channing Tatum (Migo, PéPequeno) James Corden (Pedro Coelho, Pedro Coelho) Shameik Moore (Miles Morales/Spider-Man, Homem-Aranha no Aranhaveso) Voz Feminina Favorita de Animação Gal Gadot (Shank, WiFi Ralph: Quebrando a Internet) Hailee Steinfeld (Gwen Stacy/Spider-Gwen, Homem-Aranha no Aranhaveso) Kristen Bell (Jade Wilson, Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas) Selena Gomez (Mavis, Hotel Transilvânia 3) Yara Shahidi (Brenda, PéPequeno) Zendaya (Meechee, PéPequeno) MÚSICA: Grupo Musical Favorito The Chainsmokers Fall Out Boy Imagine Dragons Maroon 5 Migos twenty one pilots Artista Masculino Favorito Bruno Mars DJ Khaled Drake Justin Timberlake Luke Bryan Shawn Mendes Artista Feminina Favorita Ariana Grande Beyoncé Camila Cabello Cardi B Selena Gomez Taylor Swift Canção Favorita Delicate (Taylor Swift) In My Blood (Shawn Mendes) In My Feelings (Drake) Natural (Imagine Dragons) thank u, next (Ariana Grande) Youngblood (5 Seconds of Summer) Artista Revelação Favorito Billie Eilish Cardi B Dan + Shay Juice WRLD Kane Brown Post Malone Colaboração Favorita Girls Like You (Maroon 5, com Cardi B) Happier (Marshmello, com Bastille) I Like It (Cardi B, Bad Bunny, J Balvin) Meant to Be (Bebe Rexha, com Florida Georgia Line) No Brainer (DJ Khaled, com Justin Bieber, Chance the Rapper, Quavo) SICKO MODE (Travis Scott, com Drake) Artista Favorito das Redes Sociais Baby Ariel Chloe x Halle Jack & Jack JoJo Siwa Max & Harvey Why Don’t We Artista Favorito de Música Internacional Africa: Davido Asia: BLACKPINK Australia/New Zealand: Troye Sivan Europe: David Guetta North America: Taylor Swift Latin America: J Balvin United Kingdom: HRVY OUTRAS CATEGORIAS: Video Game Favorito Just Dance 2019 LEGO® The Incredibles Marvel’s Spider-Man Super Smash Bros.™ Ultimate Super Mario Party™ Estrela Social Favorita David Dobrik Emma Chamberlain Guava Juice Lilly Singh Miranda Sings Ryan ToysReview Gamer Favorito DanTDM Jacksepticeye Markiplier Ninja PopularMMOs SSSniperWolf Como Eu Quero Ajudar? Ajudar Pessoas Necessitadas (abrigos, comida, etc) Ajudar Escolas (material escolar, atividades, artes, etc) Ajudar o Meio Ambiente (auxílio a desastres, reciclagem, etc) Ajudar Animais (resgate de animais, preservação da vida silvestre, etc) Ajudar a Previnir o Bullying (apoio emocional, estimular respeito, etc)
Justiça francesa arquiva acusação de estupro contra o diretor Luc Besson
A promotoria de Paris arquivou nesta segunda-feira (25/2), após nove meses de investigação, o processo que acusava o cineasta Luc Besson de estupro. De acordo com a instituição, as investigações “não permitiram caracterizar a infração denunciada em todos os seus elementos constitutivos”. O protocolo oficial revelou o nome da acusadora. Besson foi denunciado por Sand Van Roy, uma atriz e modelo belgo-holandesa de 30 anos, que figurou em seu filme mais recente, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” (2017). Ela também participou do já filmado “Anna”, próximo lançamento do diretor, que não tem previsão de estreia devido ao escândalo. Van Roy acusou o produtor e cineasta francês de estupro em maio passado, afirmando à polícia ter se sentido obrigada a manter relações íntimas com ele por causa da carreira. Em julho, a atriz protocolou uma segunda denúncia por estupro por atos anteriores. No total, ela denunciou quatro estupros. A investigação começou a revelar detalhes incongruentes, como o fato de ela ter um relacionamento de dois anos com Besson e mesmo assim acusar o diretor de tê-la drogado para estuprá-la, dois dias antes de fazer a primeira denúncia. Exames de sangue realizados a pedido da polícia não encontraram evidências toxicológicas no organismo da atriz que corroborassem sua alegação. Besson comemorou a decisão da Justiça. “O senhor Luc Besson ressalta sua satisfação da decisão do procurador da República de arquivar as acusações da senhora Sand Van Roy, às quais sempre desmentiu formalmente”, informou seu advogado em um breve comunicado. Após a denúncia de Sand Van Roy, outras mulheres acusaram o diretor de gestos inoportunos e abusos sexuais, numa reportagem do site Mediapart. Na sexta-feira, o mesmo site publicou o testemunho da nona acusadora, uma atriz que vive nos Estados Unidos. Nenhuma delas se identificou ou deu entrada em processo criminal. Mas a mais recente acusadora chegou a escrever ao procurador da República para investigar melhor as alegações de Van Roy, porque seu próprio caso, ocorrido em 2002, já era considerado prescrito pelas leis francesas.
Beverley Owen (1937 – 2019)
A atriz Beverley Owen, que interpretou a inesquecível Marilyn da série clássica “Os Monstros”, morreu na quinta-feira (21/2) em sua casa em Vermont, aos 81 anos. A notícia foi compartilhada no domingo pelo ator Butch Patrick, que interpretou o menino-lobo Eddie Monstro na produção dos anos 1960. Ela enfrentou uma batalha de dois anos contra o câncer de ovário e estava cercada por amigos e familiares na hora da morte, segundo contou uma de suas filhas ao site TMZ. A carreira da bela atriz foi curta. Lançada na novela “As the World Turns” aos 24 anos, ela chegou a aparecer em episódios de “Caravana” e “O Homem de Virginia” antes de ser escalada no papel que a tornou famosa. Adotando um peruca platinada – era morena – e um visual estilizado que referenciava a beleza de Marilyn Monroe, a jovem estrelou o piloto e os primeiros 13 episódios da série “Os Monstros”, chamando atenção pela aparência deslumbrante, que causava grande contraste com os demais personagens. A sitcom foi lançada em 1964 e mostrava uma família de monstros vivendo nos subúrbios, como uma típica família americana. O elenco e os personagens eram geniais. O chefe da família era Herman Monstro (Fred Gwynne, de “Cemitério Maldito”), que parecia o monstro Frankenstein. Ele era casado com Lily (Yvonne De Carlo, de “Os Dez Mandamentos”), uma vampira, assim como o pai dela, o Vovô Monstro (Al Lewis, de “Vovô É um Vampiro”), que usava capa como o Conde Drácula. Ainda havia Eddie (Butch Patrick), um pequeno lobisomem, e a perfeita e linda adolescente Marilyn (o papel de Owen), a única com aparência humana, que era considerada “feia” por seus familiares. “Os Monstros” durou só duas temporadas, exibidas entre 1964 e 1966 em resposta ao sucesso de “A Família Addams”, mas sobreviveu por muito mais tempo na memória dos fãs, graças a suas inúmeras reprises na televisão. Considerada cult, a série acabou “voltando à vida” em diversos telefilmes com o elenco original. Mas sem Beverley Owen. A atriz foi substituída por Pat Priest na metade da 1ª temporada – que acabou adotada como a Marilyn oficial em todos os reencontros. A substituição aconteceu porque Owen teria ficado com o coração partido quando se viu presa à série, gravando em Los Angeles, enquanto seu namorado emplacava uma carreira em Nova York. Ela passou a ser vista deprimida e chorando nos estúdios. Al Lewis contou, em uma entrevista de 2001, que ele e Fred Gwynne a ajudaram a romper o contrato para que pudesse se casar e se mudar para Nova York. Como as mulheres da época, Beverley preferiu um marido à carreira, e viveu feliz ao lado de Jon Stone, futuro diretor e produtor da série infantil “Vila Sésamo”… até o divórcio em 1974. Na época de “Os Monstros”, ainda estrelou seu único filme, o western “Balas para um Bandido” (1964), ao lado do herói-galã Audie Murphy. Ela não retomou a carreira de atriz após se separar. Mas voltou a estudar, formando-se em História americana em 1989.
D’Artagnan Júnior (1961 – 2019)
O ator José D’Artagnan Júnior, conhecido por novelas da Globo, morreu no domingo (24/2) no Rio de Janeiro, aos 58 anos. A notícia foi compartilhada pelo também ator Miguel Falabella, amigo de D’Artagnan Júnior, no Instagram. D’Artagnan era casado com a autora de novelas e teatro Maria Carmem Barbosa, e participou de mais de 20 novelas da Globo. Ele começou a atuar ainda adolescente e seu primeiro trabalho televisivo foi “A Sucessora”, em 1978. Entre outras novelas, apareceu também em “Cara & Coroa” (1995), “Salsa e Merengue” (1996), “Malhação” (1998), “Pecado Capital” (1998), “Kubanacan” (2003), “Da Cor do Pecado” (2004), “A Lua Me Disse” (2005), “O Profeta” (2006), “Negócio da China” (2008), “Insensato Coração” (2011) e “Aquele Beijo” (2011). Sua última aparição em novelas foi em “Salve Jorge” (2012), como o personagem Aziz. D’Artagnan Júnior também fez cinema, especialmente quando jovem, atuando em seis filmes entre 1976 e 2003, entre eles os cultuados “Onda Nova” (1983), de José Antonio Garcia e Ícaro Martins, e “Anjos da Noite” (1987), de Wilson Barros. Ele encerrou a filmografia com “Apolônio Brasil, Campeão da Alegria” (2003), de Hugo Carvana. O ator sofria de problemas no fígado há mais de oito anos e havia se internado três semanas antes de falecer, com Pancreatite e Hepatite C. Segundo o comunicado de Falabella, sua esposa sofre de Alzheimer e não entende que ele morreu.
Oscar 2019 registra segunda pior audiência televisiva da história da premiação nos EUA
Sem apresentador e sem filmes independentes, mas com Queen e Lady Gaga, o Oscar 2019 foi um relativo sucesso ou um relativo fracasso na TV dos Estados Unidos, dependendo de como seus números são apresentados. A audiência da cerimônia contabilizou um aumento de 11,5% em relação ao ano passado e registrou 7,7 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Ao todo, 29,6 milhões de telespectadores sintonizaram a transmissão da rede ABC. Um bom resultado diante dos 25,5 milhões que assistiram à premiação do ano passado, quando se registrou o recorde negativo da transmissão. Entretanto, o alento é pequeno, já que o resultado contabiliza o segundo menor público televisivo da história do Oscar. Antes, o segundo pior desempenho tinha sido registrado em 2008, quando a exibição foi vista por 32 milhões de americanos. Os produtores da cerimônia não esconderam que o objetivo deste ano era dar mais atenção à premiação de cinema como um programa televisivo. E tinham muitas ideias para atrair público. A maioria delas acabou rejeitada após reação negativa dos membros da Academia – que, nostálgicos, ainda defendem que o Oscar deve ser sobre cinema e não TV. Entre os planos engavetados estavam um Oscar para Melhor Filme Popular (também conhecido como o Oscar para “Pantera Negra”), exclusão da maioria das performances de candidatos a Melhor Canção e a apresentação de quatro categorias nos intervalos comerciais. O objetivo de jogar alguns prêmios para fora da transmissão ao vivo era encurtar a premiação. A rede ABC queria uma cerimônia de 3 horas. Com a entrega de todos os troféus, o Oscar acabou durando 3h21. Ainda assim, foi uma das menores cerimônias dos últimos anos. A falta de um apresentador oficial agilizou o programa. Em vez de um monólogo de abertura, houve rock da banda Queen. E em vez de artistas desconhecidos de filmes independentes, multiplicaram-se os astros da televisão no evento. Quatro deles venceram os Oscars de interpretação. Apesar de todo esse esforço, que culminou numa péssima seleção de candidatos blockbusters, o programa do Oscar continuou a apresentar números muito baixos, quando comparado aos anos anteriores. Para se ter noção, em 2014 cerca de 43,7 milhões de pessoas assistiram a “12 Anos de Escravidão” vencer o Oscar ao vivo nos Estados Unidos.
Krysten Ritter revela primeira gravidez durante o Oscar 2019
Krysten Ritter levou um acompanhante inesperado ao Oscar 2019. Conhecida pelo papel-título da série “Jessica Jones”, a atriz revelou sua barriga de gravidez no tapete vermelho do evento. Ela também apresentou um prêmio na cerimônia, realizada na noite de domingo (24/2) em Los Angeles. Há quatro anos em um relacionamento com o músico Adam Granduciel, da banda The War on Drugs, a estrela de 37 anos será mãe pela primeira vez. Bem na hora em que ficou desempregada. A série “Jessica Jones” foi recentemente cancelada pela Netflix, após a decisão da plataforma de streaming de terminar sua parceria com a Marvel. A Netflix ainda vai lançar a 3ª temporada da série neste ano. Além disso, Krysten e o intérprete do vilão de “Jessica Jones”, o ator britânico David Tennant, voltarão a se encontrar em breve no cinema. Eles foram anunciados no elenco da comédia “Fuddy Meers”, baseada na peça homônima de David Lindsay-Abaire (“Reencontrando a Felicidade”). A gravidez da atriz pode significar que as filmagens não começarão tão cedo.
Donald Trump chama discurso de Spike Lee no Oscar 2019 de “ataque racista”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter para criticar o cineasta Spike Lee, que citou as próximas eleições presidenciais do país em seu discurso após receber o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan”. “Seria bom se Spike Lee conseguisse ler seu discurso no papel, ou, melhor ainda, não usar papel nenhum, enquanto fazia um ataque racista ao seu presidente”, escreveu Trump. “Eu fiz mais por afro-americanos (reforma da justiça criminal, menor número de desempregados da história, cortes de impostos, etc) do que quase qualquer presidente na história”, completou. Em seu discurso, Lee não citou o nome de Trump. Ele apenas incentivou o público – e seus colegas de Hollywood – a ser mais politicamente ativo nas eleições presidenciais de 2020, quando Trump poderá ser reeleito. “A eleição está logo ali”, disse Lee. “Vamos nos mobilizar. Vamos ficar do lado certo da história. Vamos fazer a escolha moral entre o amor e o ódio. Vamos fazer a coisa certa!”. A última frase, claro, é uma referência ao título de seu clássico de 30 anos anos atrás – “Faça a Coisa Certa” (1989). Para Donald Trump, esta fala foi um “ataque racista”. Ao mesmo tempo, o presidente americano, sutilmente, chamou Spike Lee de analfabeto. O que não teria sido um “ataque racista”. Be nice if Spike Lee could read his notes, or better yet not have to use notes at all, when doing his racist hit on your President, who has done more for African Americans (Criminal Justice Reform, Lowest Unemployment numbers in History, Tax Cuts,etc.) than almost any other Pres! — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 25, 2019
Saiba como acompanhar a transmissão do Oscar 2019 pela TV
A edição 2019 do Oscar, premiação mais célebre do cinema mundial, acontece neste domingo (24/2) com transmissão ao vivo em diferentes plataformas. Na televisão brasileira, a cerimônia será exibida pela rede Globo e pelo canal pago TNT. Os dois canais também oferecerão streamings do evento, via Globoplay e TNT Go. A festa do cinema começa com o desfile das estrelas pelos tapete vermelho do Dolby Theatre, em Los Angeles, que também será exibido na TV, pelos canais pagos E! e TNT. O E!, por sinal, é quem dá a largada na transmissão, iniciando sua cobertura a partir das 19h de domingo, com apresentação de Ryan Seacrest e Giuliana Rancic. A edição brasileira também inclui a apresentadora Renata Kuerten, a repórter Marilia Moreno e a empresária Fabiola Kassin, como comentarista. A TNT abre sua programação especial às 20h30, com o blogueiro Hugo Gloss e a modelo Carol Ribeiro no tapete vermelho. Já a premiação propriamente dita está marcada para as 22h. Sem Rubens Ewald Filho, afastado após comentários polêmicos no Oscar passado, o canal terá o jornalista Michel Arouca como comentarista da cerimônia pela primeira vez, ao lado da atriz Bruna Thedy, responsável pela apresentação. Como sempre, a Globo não tem hora para começar a transmitir a cerimônia, o que faz com que seus telespectadores percam a entrega de pelo menos metade dos prêmios. Quando a TNT começar a revelar os premiados, a Globo estará focada no paredão do Big Brother Brasil. A expectativa é que as subcelebridades deem lugar para as estrelas apenas por volta da meia-noite, duas horas após o início do Oscar 2019. A versão picotada da Globo terá apresentação da jornalista Maria Beltrão pela 11ª vez e comentários do crítico Artur Xexéo, além da atriz Dira Paes, que bisará sua participação, após estrear na função no ano passado. A tradução simultânea ficará a cargo de Anna Vianna.
Spirit Awards 2019: Aubrey Plaza é possuída pelo “espírito independente” em vídeo da abertura da premiação indie
Os Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente americano, vai entregar na noite deste sábado (23/2) seus troféus anuais aos melhores filmes e talentos que se destacaram em 2018 às margens de Hollywood. Responsável pelo evento, a organização Film Independent já liberou em seu canal no YouTube a abertura da cerimônia. Trata-se de um vídeo pré-gravado em que a atriz Aubrey Plaza (“Legion”), apresentadora da noite, reúne suas colegas para realizar um ritual visando conjurar o tal espírito independente que batiza o troféu, além de banir as energias negativas, continuações, remakes e reboots do Spirit Awards. Neste ponto, Brian Tyree Henry (“Atlanta”) entra em cena para lembrar à atriz que os dois acabam de trabalhar juntos no remake de “Brinquedo Assassino”. O visual de seita satânica era uma dica, mas logo fica claro que o ritual não é new age. É magia negra braba, com sacrifício humano. A vítima é Finn Wolfhard (“Stranger Things”), parido por algarismos da Netflix, segundo Plaza, que embora garanta não ser virgem, vira alvo de um faca dourada, criada a partir do Oscar derretido de Marcia Gay Harden (por “Pollock”). Não falta sangue, enquanto Christina Ricci (“Amaldiçoados”) disputa o título de mais endemoniada, superando as demais colegas – que incluem Rosanna Arquette (“A Grande Escolha”) e Marisa Tomei (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). O vídeo de humor negro termina com Henry saindo de mansinho, já que é o único negro e aposta que levará a culpa. E com Aubrey finalmente possuída, mas não exatamente pelo espírito independente, anunciando o começo da premiação com voz de demônio. Toda esta descrição foi necessária porque – infelizmente – o vídeo não tem legendas. Veja abaixo.
Stanley Donen (1924 – 2019)
Morreu Stanley Donen, o último diretor da era de ouro de Hollywood, que assinou clássicos como “Cantando na Chuva” (1952), “Cinderela em Paris” (1957) e “Charada” (1963). Ele tinha 94 anos e nenhum detalhe adicional sobre sua morte, revelada na manhã deste sábado (23/2), foi fornecido pela família. Considerado um dos diretores mais influentes dos musicais americanos, ele foi responsável – junto com Vincent Minnelli e Busby Berkeley – por estabelecer a estética dos filmes da MGM, celebrados até hoje – e homenageados recentemente por “La La Land”. Mas, inacreditavelmente, nunca recebeu uma indicação ao Oscar e nunca venceu um troféu do Sindicato dos Diretores. Não por acaso, seu filho, que tuitou a notícia de sua morte, o descreveu como “um enorme talento muitas vezes menosprezado”. Stanley Donen nasceu em 13 de abril de 1924, na cidade de Columbia, Carolina do Sul. Apaixonado pela dança, ele começou a dançar aos 10 anos em peças de teatro locais. “Vi Fred Astaire em ‘Voando para o Rio’ quando eu tinha 9 anos e isso mudou minha vida”, ele contou para a revista Vanity Fair em 2013. “Pareceu maravilhoso e minha vida não era maravilhosa. A alegria de dançar um musical! E Fred era tão incrível, e Ginger [Rogers] – meu Deus, e Ginger!” Ele foi aprovado para a Universidade da Carolina do Sul, mas em vez de seguir os estudos resolveu mudar-se para Nova York em busca de vagas no teatro musical. Sua estreia como dançarino da Broadway aconteceu em 1940, quando entrou no elenco de apoio da montagem de “Pal Joey”, estrelada por Gene Kelly. Sua dedicação chamou atenção de Kelly, que acabou se tornando seu padrinho profissional. Ao ser contratado para coreografar a comédia musical “Best Foot Forward”, Kelly escolheu Donen para ajudá-lo como coreógrafo assistente. Na época, o futuro cineasta tinha apenas 17 anos. E conseguiu impressionar até o diretor do espetáculo, George Abbott. Em 1943, a MGM adquiriu os direitos da peça para transformá-la em filme – lançado como “A Rainha dos Corações” no Brasil. Os produtores resolveram trazer um integrante da montagem da Broadway para ajudar na transposição para o cinema, e assim começou a carreira hollywoodiana do jovem Donen, praticamente junto com sua maioridade. Nos cinco anos seguintes, o jovem trabalhou na coreografia de nada menos que 14 filmes, quatro na Columbia e o restante na MGM. Dois desses filmes foram estrelados por seu velho amigo Gene Kelly, “Modelos” (1944) e “Vida à Larga” (1947). A amizade da dupla se fortaleceu ainda mais no cinema e os dois se tornaram parceiros criativos. Juntos, coreografaram e escreveram a história do clássico musical “A Bela Ditadora” (1949), estrelado por Kelly, Frank Sinatra e Esther Williams. E a experiência foi tão positiva, que a dupla resolveu dar um novo passo, assumindo pela primeira vez a direção de um filme. Os dois estrearam juntos como diretores – co-diretores, portanto – no clássico instantâneo “Um Dia em Nova York” (1949), em que Kelly e Sinatra viveram marinheiros com um dia de folga para se divertir e se apaixonar na metrópole. Donen comandou sozinho seu trabalho seguinte, quando teve a oportunidade de dirigir o dançarino que o inspirara a seguir carreira. Ele filmou Fred Astaire num dos maiores sucessos do astro, “Núpcias Reais” (1951), criando uma das sequências mais famosas da história dos musicais – quando Astaire dança nas paredes e no teto, décadas antes de existirem efeitos especiais de computador. O diretor tinha só 27 anos e já fazia mágica cinematográfica. Mas foi seu reencontro com Gene Kelly que representou sua canonização no panteão dos deuses do cinema. Os dois retomaram a parceria em 1952, naquele que viria a ser considerado o maior musical de todos os tempos: “Cantando na Chuva”. O filme marcou época porque, ao contrário de muitos outros musicais, foi concebido especificamente para o cinema e não era uma adaptação da Broadway. Tinha danças elaboradíssimas, criadas pela dupla de diretores, e com longa duração, que incluíam movimentos acrobáticos. Também representou uma síntese da história de Hollywood, referenciando vários filmes para narrar a transição da era do cinema mudo para o “cantado”. Ao mesmo tempo, explorou de forma vanguardista uma ousadia de Donen, que foi pioneiro em tirar os musicais das encenações em palcos para levá-los às ruas. No caso de “Cantando na Chuva”, ruas cenográficas, mas esburacadas e cheias de poças d’água, que faziam parte da coreografia. No ano em que a Academia premiou o ultrapassado “O Maior Espetáculo da Terra” (1952), “Cantando na Chuva” foi esnobado pelo Oscar. Sua vingança foi se tornar inesquecível, presente em todas as listas importantes de Melhores Filmes da História, influenciando novas e novíssimas gerações, dos responsáveis por “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) a “O Artista” (2011) e “La La Land” (2016). A dupla ainda voltou a se reunir em “Dançando nas Nuvens” (1955), mas o fato da ex-mulher de Donen (a atriz Jeanne Coyne) se envolver com Kelly acabou afastando os dois amigos. De todo modo, o diretor acabou se destacando mais na carreira solo a partir de “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme. Em 1957, ele fez o fantástico “Cinderela em Paris”, reunindo-se novamente com Fred Astaire e iniciando sua parceria com a deslumbrante Audrey Hepburn. O filme teve grande impacto na moda, consagrando sua estrela como musa fashion – ela vive uma modelo existencialista, que prefere usar o pretinho básico. Mas também na dança e no cinema, graças ao passo seguinte da ousadia de Donen. Desta vez, ele organizou uma grande coreografia do casal ao ar livre – e à luz do dia – , à beira de um lago real. Os musicais nunca mais foram os mesmos. Donen ainda dividiu créditos de direção com seu antigo diretor da Broadway, George Abbott, em “Um Pijama para Dois” (1957), filme que avançou ainda mais as coreografias ao ar livre, ao transformar um piquenique numa grande dança. A dupla também assinou o bem-sucedido “O Parceiro de Satanás” (1958). Foram muitos outros musicais, até que o gênero começou a sair de moda, levando o diretor a levar sua ousadia para novas vertentes. Ao filmar “Indiscreta” (1958), chegou a desafiar os censores com uma cena em que mostrou Cary Grant na cama com Ingrid Bergman. Para burlar a proibição da época, ele editou a sequência de forma a mostrar os dois simultaneamente numa tela dividida – sua justificativa para demonstrar que eles não estavam juntos no cenário íntimo, embora aparecessem juntos na mesma cena. O cineasta ainda reinventou-se à frente de thrillers filmados em technicolor vibrante, que combinavam suspense e aventura delirante. Com filmes como “Charada” (1963), estrelado por Audrey Hepburn e Cary Grant, e “Arabesque” (1966), com Sophia Loren e Gregory Peck, Donen se tornou o mais hitchcockiano dos diretores americanos de sua época, aperfeiçoando a fórmula de “Ladrão de Casaca” (1955) e “Intriga Internacional” (1959) – clássicos de Alfred Hitchcock que, por sinal, foram estrelados por Cary Grant. Ele ainda dirigiu comédias de sucesso, como “Um Caminho para Dois” (1967), novamente com Audrey Hepburn, e “O Diabo É Meu Sócio” (1967), com Dudley Moore. Também foi responsável pela adorada adaptação do livro infantil “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas fracassou com “Os Aventureiros do Lucky Lady” (1975) e ao se aventurar pela ficção científica em “Saturno 3” (1980), despedindo-se de Hollywood com a comédia “Feitiço do Rio” (1984), estrelada por Michael Caine. Dois anos depois, surpreendeu o mundo ao dirigir um clipe musical, no começo da era da MTV. Ele assinou o célebre vídeo de “Dancing in the Ceiling” (1986), em que o cantor Lionel Ritchie aparecia dançando no teto, de cabeça para a baixo – uma citação direta de seu clássico “Núpcias Reais”. Seus últimos trabalhos foram um episódio da série “A Gata e o Rato” (Moonlighting) em 1986 e o telefilme “Cartas de Amor” (1999). Em 1998, Donen finalmente foi homenageado pela Academia, que lhe concedeu um Oscar honorário pela carreira, “em apreciação a uma obra marcada pela graça, elegância, inteligência e inovação visual”. Ele recebeu sua estatueta das mãos de Martin Scorsese e, então, docemente cantarolou a letra da música “Cheek to Cheek”: “O céu, eu estou no céu, meu coração bate de modo que mal posso falar…” Ao longo da vida, o diretor teve seis relacionamentos amorosos importantes, casando-se cincoo vezes: com a dançarina, coreógrafa e atriz Jeanne Coyne (que o trocou por Kelly), a atriz Marion Marshall, a condessa inglesa Adelle Beatty, a atriz Yvette Mimieux e a vendedora Pamela Braden. Ele vivia, desde 1999, com a cineasta Elaine May.
Filha acusa diretor de Velozes e Furiosos de abuso sexual
A filha mais velha do diretor Rob Cohen, responsável pelo lançamento das franquias “Velozes e Furiosos” e “Triplo X”, acusou o pai de tê-la abusado sexualmente na infância, num post publicado no Facebook. Valkyrie Weather, que nasceu Kyle Cohen há 32 anos, afirmou que seu processo de transição sexual – de homem para mulher – a fez lembrar de muitas coisas dolorosas. Ela escreveu que “quando era muito nova, Rob usou meu corpo para a sua própria satisfação pessoal”. “Minha mãe testemunhou um desses ataques quando eu tinha entre 2 a 3 anos”, completou. Em entrevista à revista The Hollywood Reporter, Valkyrie reforçou a acusação, dizendo que se lembra “principalmente da dor, a memória do lugar e do tempo. Apenas estando lá, no banho”. Ela disse ainda que foi “tão doloroso que não conseguia verbalizar por muito tempo”. Questionada sobre a lembrança de fatos que aconteceram quando era tão nova, Valkyrie revelou que só soube dos fatos por causa de sua mãe, que lhe contou num desabafo emocional em 2017, enquanto ela fazia sua transição. Procurado pela publicação, o diretor Rob Cohen respondeu que a alegação é “categoricamente falsa”. Ele acrescentou que “espera e reza para que um dia a filha entenda que não importa o que alguém diga ou tente convencê-la de algo aconteceu quando ela era criança, trata-se de um relato falso e inimaginável”, afirmou. Valkyrie afirmou que a transição fez com ela começasse a dissecar todos os momentos de sua infância, despertando muitos ressentimentos e amarguras. Ela contou que confrontou seu pai por e-mail durante várias semanas. “Ele basicamente disse que minha mãe era psicótica e a comparou com o serial killer Son of Sam em termos da profundidade de sua psicose.” Ela disse que há muito suspeitava que havia algo errado, embora ela não fosse capaz de identificar. “Eu apenas pensei que eu tinha memórias indignas de confiança, que estava fantasiando”, contou. “O que realmente me despertou, inesperadamente, foi um episódio de ‘Game of Thrones’, ‘Hold The Door’. Não foi nem mesmo uma cena de violência sexual. Foi a visão de Hodor como um garotinho no chão gritando, mergulhando em uma imensa quantidade de dor, uma convulsão”. Para completar, também alegou que Cohen a levou para transar com prostitutas em estabelecimentos na Tailândia e na República Tcheca a partir dos 13 anos de idade. “Eu demonstrei desde muito cedo que eu provavelmente era trans e queer, e essa não era a criança que meu pai queria. Ele queria que seu filho fosse um bastardo heterossexual e mulherengo como ele. Eu tenho minha própria teoria de que ele pensa que me quebrou quando me molestou e estava de alguma forma tentando desfazer esse dano me heterossexualizando desde muito jovem”.
Kendrick Lamar desiste de cantar música de Pantera Negra no Oscar 2019
Apesar da vontade da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o rapper Kendrick Lamar e a cantora SZA não vão participar da cerimônia do Oscar 2019, onde deveriam cantar “All the Stars”, música da trilha de “Pantera Negra”, indicada ao prêmio de Melhor Canção Original. Segundo apuraram a revista Variety e o site Deadline, a razão é logística. Lamar está no exterior e, por isso, já não tinha participado do Grammy. Ele não teria encontrado tempo para preparar uma apresentação que fizesse justiça à música e resolveu cancelar a performance. “All the Stars” será a única das indicadas a Melhor Canção Original que não será apresentada na transmissão. O evento contará com participações de Lady Gaga e Bradley Cooper (cantando “Shallow”, do filme “Nasce Uma Estrela”), Jennifer Hudson (“I’ll Fight”, do documentário “RBG”), da dupla Gillian Welch e David Rawling (“When a Cowboy Trades His Spurs for Wings”, do faroeste “The Ballas of Buster Scruggs”), e Bette Midler (que assumirá os vocais de “The Place Where Lost Things Go”, cantada pela atriz Emily Blunt no filme “O Retorno de Mary Poppins”). Além disso, a cerimônia também terá a presença da banda Queen, biografada no filme “Bohemian Rhapsody”, que se apresentará com o vocalista Adam Lambert. A transmissão, marcada para domingo (24/2), será transmitida ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Herdeiros de Michael Jackson processam HBO para impedir exibição de documentário polêmico
Os herdeiros de Michael Jackson deram entrada num processo contra o canal pago americano HBO, tentando impedir a exibição do documentário “Leaving Neverland”, que traz acusações de abuso sexual contra o cantor, feitas por dois homens que eram menores de idade na época dos eventos. Os advogados dos responsáveis pelo espólio do rei do pop alegam que “Leaving Neverland” quebra um contrato antigo, assinado pela HBO e por Michael Jackson em 1992. Nele, a emissora se comprometeu a não levar ao ar conteúdos prejudiciais ao cantor. O valor da ação pode passar de US$ 100 milhões, de acordo com a revista Variety. O contrato foi assinado durante as negociações para a HBO transmitir “Michael Jackson Live in Concert in Bucharest: The Dangerous Tour”, gravação de um show do cantor. Ele embutiu uma cláusula que impedia a emissora de exibir material prejudicial ao artista. O processo chamou atenção para o trecho do contrato que diz: “A HBO não deve fazer comentários prejudiciais ao artista ou a qualquer de seus representantes, agentes, e negócios, nem participar de atos que manchem sua reputação ou imagem pública”. A emissora manteve a exibição de “Leaving Neverland”, que segue marcada para 3 e 4 de março nos Estados Unidos. Dirigido por Dan Reed, o documentário traz depoimentos de Wade Robson, James Safechuck e de suas famílias, lembrando quando eles foram convidados a visitar o rancho de Neverland, lar de Jackson. “Ele me disse que se alguém descobrisse o que estávamos fazendo, nós iríamos para a cadeira para o resto de nossas vidas”, afirma Robson no trailer disponibilizado pela HBO, antes de concluir. “Eu quero poder falar a verdade tão alto quanto eu tive que mentir por tanto tempo”. O australiano Wade Robson conheceu Michael Jackson nos bastidores de um show em seu país como prêmio de um concurso em um shopping em que ele imitava o rei do pop. Ele foi convidado a ir ao hotel de Michael após o show e viajar com sua família para os Estados Unidos, hospedando-se no rancho de Neverland. Foi aí que Robson ficou sozinho pela primeira vez com Michael. Já James Safechuck conheceu Michael Jackson após gravar um comercial para a Pepsi junto com o cantor. Os dois ficaram amigos e Michael também o convidou a ir para Neverland. Ambos chegaram a depor a favor do cantor quando ele foi julgado por outra denúncia de abuso de menor, o que gerou a revolta dos administradores do espólio do artista, que chamam os rapazes de “mentirosos” e acusam o filme de mostrar apenas um lado. A família de Jackson definiu o documentário como “linchamento público”, mas o filme foi bastante aplaudido durante sua première mundial, no Festival de Sundance.












