Mitzi Hoag (1932 – 2019)
Morreu a atriz Mitzi Hoag, que ficou conhecida pelas séries “E as Noivas Chegaram” (Here Come the Brides) e “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life). Ela faleceu na terça (26/2), aos 86 anos, em sua casa em Sherman Oaks, na Califórnia. Nascida Margaret Myrtle Hoag em 25 de setembro de 1932, em Illinois, ela se mudou para Nova York para estudar no Actors Studio e virou atriz nos anos 1950. Após aparecer em algumas peças off-Broadway, mudou-se para Los Angeles e encontrou trabalho no cinema e na TV. Sua estreia nas telas foi na comédia “Artimanhas do Amor” (1963). Ela ainda apareceu no filme de motoqueiros “Anjos do Inferno” (1967) e no lisérgico “Viagem ao Mundo da Alucinação” (1967). Mas sua carreira acabou emplacando na televisão, ao entrar no elenco da série de comédia “E as Noivas Chegaram” em 1968. Ela viveu uma das noivas do título, que viajam para encontrar maridos entre os madeireiros do Norte distante dos Estados Unidos, no final do século 19. Após o fim da série, cancelada em sua 2ª temporada em 1970, ela fez diversas participações em “O Jogo Perigoso do Amor”, “Bonanza”, “Mod Squad”, “A Família Dó-Ré-Mi”, “O Incrível Hulk”, “Police Woman”, “Arquivo Confidencial”, “Os Waltons”, “O Barco do Amor” e outras séries que marcaram época, além de ter integrado o elenco de “We’ll Get By”, uma sitcom que não passou dos 13 episódios iniciais. Até ser lembrada em 1982 para o papel recorrente de Evie Green, a mãe adotiva de Natalie (Mindy Cohn) em “Vivendo e Aprendendo”. Ela ainda teve um arco extenso na novela “Santa Barbara”, em 1990, antes de encerrar a carreira com uma participação na série “Grace Under Fire”, três anos depois.
Roseanne Barr chama mulheres do movimento #MeToo de prostitutas
A comediante Roseanne Barr resolveu atacar o movimento #MeToo em uma entrevista no novo programa “The Candace Owens Show”, que foi ao ar na manhã deste domingo (3/3) na página do YouTube dedicada à organização de extrema direita PragerU – que tem vários vídeos censurados por ofensas e abusos dos limites do serviço. O propósito da entrevista era dar a Barr uma plataforma para justificar seu ataque racista a uma ex-assessora da administração Obama, Valerie Jarrett, que causou sua demissão de sua própria série, “Roseanne” – a atração acabou voltando ao ar como “The Conners”, sem a matriarca falastrona. O assunto acabou mudando para o que Owens chamou de “a coisa das mulheres” – as reclamações do movimento #MeToo. Foi quando Barr definiu quem reclama de assédio após ir num encontro de negócios num quarto de hotel como “prostitutas”, para usar uma palavra mais branda. Ela disse que as mulheres estão “fingindo que não foram trocar favores sexuais por dinheiro”. “Se você não saí imediatamente do recinto numa situação dessas, mas fica pensando que talvez possa conseguir um emprego, bem, você não é nada além de uma prostituta”, concluiu Barr. Aproveitando o gancho, ela ainda aproveitou para atacar a senadora Kamala Harris, possível postulante à candidatura presidencial pelo Partido Democrata, chamando-a de “Kama Sutra Harris”. “Todos nós sabemos o que ela fez… ela usou sexo para chegar ao topo”, disse Barr, referindo-se ao relacionamento anterior da senadora com o ex-prefeito de São Francisco, Willie Brown. Papo vai, papo vem, a entrevistadora também decidiu compartilhar seu quinhão de sabedoria, ao concordar com Barr sobre o movimento #MeToo. “Como elas não conseguiram a carreira que queriam, 30 anos depois aproveitam, você sabe, como minha carreira nunca decolou, então eu vou pegar carona nisso e dizer que algo horrível aconteceu comigo”, disse Owens, que em seguida se definiu feminista. “O que estamos falando aqui é o feminismo real, porque estamos protegendo as vítimas reais, porque há mulheres que realmente são estupradas, há homens que são predadores de verdade”, acrescentou. Barr aproveitou outro momento durante a entrevista para dizer que Christine Blasey Ford, mulher que, no ano passado, acusou o juíz da Suprema Corte Brett Kavanaugh de agressão sexual na década de 1980, “deveria estar na prisão”. “Ela não foi nem obrigada a apresentar um boletim de ocorrência da polícia nem nada, e mesmo assim arrecadou milhões de dólares”, concordou Owens, referindo-se a várias contas da GoFundMe que surgiram em apoio à Ford. (“Esses fundos foram usados exclusivamente para cobrir os custos necessários de segurança física e moradia ocasionados pela divulgação de sua agressão sexual por Brett Kavanaugh”, disseram os advogados da Ford na época, acrescentando que qualquer dinheiro não utilizado seria doado para “organizações que apoiam sobreviventes traumatizados”.) No final da entrevista, Barr revelou que planejava voltar à comédia stand-up. “Eu vou dizer às pessoas o que diabos eu penso delas, eu vou dizer às mulheres que elas não são nada além de prostitutas, eu vou dizer aos homens ‘Por que vocês estão deixando as mulheres fazerem isso com vocês?”. Veja abaixo essas e outras pérolas da sabedoria de Roseanne Barr e sua entrevistadora “feminista” no vídeo com a íntegra do programa.
Steven Spielberg quer impedir a Netflix de disputar o Oscar
Steven Spielberg não gostou nada de ver “Roma” vencer três Oscars na recente cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. O famoso cineasta, que é representante do ramo dos diretores no grupo que organiza a premiação, quer usar sua posição e prestígio para impedir que outro filme da Netflix possa voltar a disputar as estatuetas. Várias publicações da imprensa americana receberam informação de que ele iniciou um movimento para barrar as produções de serviços de streaming, tornando-as inelegíveis à premiação. Quando jornalistas buscaram confirmar, Spielberg deu seu recado por meio de um porta-voz. “Steven tem fortes opiniões sobre as diferenças entre lançamentos para o streaming e para os cinemas”, disse o assessor de imprensa da Amblin Entertainment, produtora do cineasta. “Ele ficará feliz se outros o apoiarem nesta campanha quando a hora chegar.” A hora vai chegar em abril, quando acontecerá a próxima reunião de dirigentes da Academia, visando a organização do próximo Oscar. Ao saber desses planos, a cineasta Ava DuVernay, que venceu um Oscar por seu documentário “A 13ª Emenda”, uma produção da Netflix, revoltou-se nas redes sociais. Lembrando que não poderá se manifestar no encontro, porque o comitê da Academia é restrito apenas aos representantes de cada ramo cinematográfico, ela decidiu deixar demarcar sua posição. “Se isso for verdade, espero que haja cineastas presentes ou que sejam lidas declarações de diretores que, como eu, pensam diferente”. Não é a primeira vez que Spielberg se posiciona contra serviços como a Netflix. O diretor de 72 anos já havia dito que filmes lançados por empresas de streaming deveriam concorrer ao Emmy, não ao Oscar, porque seriam filmes feitos para a TV. A aposta da Netflix para o Oscar 2020 é “O Irlandês”, de Martin Scorsese, filme que nenhum estúdio quis bancar.
Johnny Depp processa Amber Heard em US$ 50 milhões por acusá-lo de violência doméstica
O ator Johnny Depp resolveu processar a ex-esposa, Amber Heard, por difamação. A atriz, que aceitou receber – e doar integralmente – US$ 7 milhões em seu divórcio, foi acionada em US$ 50 milhões por Depp. No processo, os advogados do ator alegam que as acusações de abusos feitas pela atriz são falsas. De acordo com o documento judicial obtido pelo site The Blast, o processo do ator tem como origem um artigo publicado por Heard em dezembro de 2018 no jornal The Washington Post, em que a atriz disse ter sido vítima de abusos em diferentes ocasiões ao longo da vida. Embora tenha não mencionado explicitamente o ex-marido no artigo, Heard parecia se referir às acusações de violência doméstica que revelou contra Depp em 2016. “Heard não é uma vítima de violência doméstica”, declarou o advogado de Depp, como resposta, no processo. “Depp nunca abusou a ex-esposa Heard. As acusações de 2016 são falsas e fizeram parte de uma elaborada campanha para gerar publicidade positiva para Heard e fomentar a sua carreira”, acrescenta a denúncia. A ação judicial também alega que as acusações de Heard causaram danos à carreira de Depp, que sofreu rejeição do público após ser escalado como o vilão de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” e foi removido da franquia “Piratas do Caribe”, onde interpretava o protagonista Jack Sparrow. Heard reagiu ao processo por meio de seu advogado, que também se pronunciou. “Esta ação é o último dos repetidos esforços de Johnny Depp para silenciar Amber Heard”, afirmou o advogado Eric M. George, responsável pela defesa da atriz. “Não será silenciada. As ações de Depp provam que ele é incapaz de aceitar a verdade do seu comportamento abusivo contínuo”, conclui.
Katherine Helmond (1929 – 2019)
A atriz Katherine Helmond, que marcou duas gerações de sitcoms americanos com papéis em “Soap” (1977-1981) e “Who’s The Boss?” (1984-1992), morreu no último dia 23 de fevereiro, em sua casa em Los Angeles, nos EUA. A atriz tinha 89 anos e lutava contra o Mal de Alzheimer. Helmond venceu dois Globos de Ouro, um por cada uma das séries citadas, e foi indicada a sete Emmys – quatro por “Soap”, dois por “Who’s the Boss”, e um por sua participação especial em outra sitcom, “Everybody Loves Raymond” – , sem nunca conquistar a estatueta. Ela fez muitos dramas e séries de aventuras na TV, antes de revelar-se uma senhora comediante. Em entrevista de 2008, confessou que sua guinada para as comédias foi motivada por uma vida de poucas alegrias. “Eu fui casada com um alcoólatra, e ele me batia. Por isso, meu agente me disse que não aguentaria me ver sofrendo ainda mais na televisão. Então tentamos uma sitcom”, disse a atriz, que foi casada com o ator George Martin (“Sociedade dos Poetas Mortos”) até 1962. Além de séries, Helmond fez filmes famosos, como a sátira “Hospital” (1971), o clássico de desastre “O Dirigível Hindenburg” (1975) e “Trama Macabra” (1976), último longa do diretor Alfred Hitchcock. Mas é mais lembrada por sua parceria com o diretor Terry Gilliam, para quem filmou “Os Bandidos do Tempo” (1981) e principalmente “Brazil – O Filme” (1989), num papel inesquecível como a mãe do protagonista, viciada em cirurgias plásticas. Ela também esteve na comédia “Um Salto para a Felicidade” (1987), de Garry Marshall, e foi a voz original da personagem Lizzy em três filmes – e um videogame – da franquia animada “Carros”, da Disney-Pixar. A atriz deixa o segundo marido, David Christian, com quem estava casada desde 1962. Eles se conheceram no teatro. Ele era cenografista e ela a atriz principal. “Ela era o amor da minha vida”, disse Christian. “Nós passamos 57 anos lindos, maravilhosos e amorosos juntos, que eu irei guardar para sempre. Eu estive com Katherine desde que tinha 19 anos. Na noite em que ela morreu, vi que a lua estava meio vazia, assim como eu estou agora…”.
Luke Perry estaria em coma após sofrer AVC
O ator Luke Perry, que ficou mundialmente conhecido pela série “Barrados no Baile” e atualmente estrelava “Riverdale”, estaria em coma induzido após sofrer AVC (Acidente Vascular Cerebral) na quarta-feira (27/2). Segundo o site TMZ, o derrame que o ator sofreu em sua casa, na Califórnia, foi “massivo”. O representante do ator disse apenas que ele estava “sob observação no hospital” e que foi sedado, sem entrar em detalhes. Mas o TMZ apurou que seu estado de saúde se deteriorou, levando os médicos a optarem por induzir o coma. Atualmente com 52 anos, Perry despontou para o estrelato como o jovem galã rebelde Dylan McKay, de “Barrados no Baile”, que ficou no ar entre 1990 e 2000. O elenco original daquela atração vai voltar a se encontrar em nova produção no próximo verão norte-americano, mas não havia previsão dele retornar, já que está no ar em “Riverdale” como Fred Andrews, pai do protagonista Archie (KJ Apa). “Riverdale” está na fase final de produção de sua 3ª temporada e já foi renovada para mais um ano pelo canal pago CW. A série é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Warner.
Michael J. Fox revela piora e cirurgia recente devido ao Mal de Parkinson
O ator Michael J. Fox admitiu que passa por uma fase difícil na sua luta de quase 30 anos contra o Mal de Parkinson, doença degenerativa que o aflige desde 1991. Em entrevista ao jornal The New York Times, o astro da inesquecível trilogia “De Volta ao Futuro” revelou que precisou passar por uma recente cirurgia na coluna. “Eu estava tendo um problema recorrente com a minha espinha dorsal”, confessou. “Os médicos diziam que era benigno, mas que eu poderia ficar com as pernas dormentes se ficasse muito tempo parado. Eu comecei a cair o tempo todo – estava ficando ridículo”. “Eu estava tentando entender quanto do problema tinha a ver com o Parkinson e quanto tinha a ver com a minha espinha, mas a coisa chegou em um ponto no qual eu precisei fazer cirurgia. Fiz, e depois fiz muita fisioterapia”, continuou. “Eventualmente, alguém me chamou para atuar em um projeto. Era agosto do ano passado, e eu aceitei. Acordei no dia que ia voltar ao trabalho, fui até a cozinha tomar café da manhã, pisei em falso e caí. Fraturei o braço, coloquei uma placa e 19 pinos”, completou. Otimismo demais? O ator admitiu ainda que talvez tenha sido, no passado, otimista demais em relação a sua doença. “Eu tinha expectativas muito altas, e consegui fazer muita coisa por isso. Também tive que aguentar as consequências, e acho que não me abri tanto sobre isso com o público”, confessou. Agora, Fox está trabalhando em um novo livro, no qual aborda o tema de equilibrar otimismo e realismo. “Foi muito sombrio para mim chegar a um ponto em que me peguei questionando: ‘Será que eu vendi falsa esperança para o meu público?'”, admitiu. “Eu fiz as pazes com a minha doença, mas presumi que os outros teriam a mesma relação com ela. Eles não têm. Quando comecei a lidar com os efeitos da cirurgia na coluna, percebi: ‘Uau, isso aqui pode ser muito pior do que eu imaginava'”. Isto não significa que Fox tenha desistida da possibilidade de uma cura, e a fundação começada por ele trabalha incansavelmente neste sentido. “Há um novo remédio que foi aprovado recentemente”, revelou. “Ele ajuda principalmente quando o Parkinson te faz ‘congelar’, te deixa sem a capacidade de se mexer”. Por fim, o ator comentou sobre a relação entre a sua fundação e o governo norte-americano, agora comandado por Donald Trump. “Nós temos um relacionamento que funciona, na maior parte do tempo”, disse, antes de demonstrar contrariedade com o presidente. “No entanto, uma coisa que realmente me deixou bravo foi quando ele tirou sarro daquele repórter. Aquilo foi uma facada no estômago”, lembrou, referindo-se ao incidente da campanha eleitoral de 2015, em que Trump fez piada com um jornalista deficiente do The New York Times. “Não foi uma facada no estômago só para mim, mas para as pessoas que eu conheço e com quem trabalho. Nós tentamos o tempo todo superar a aversão que as pessoas sentem de alguém que se move diferente delas”, apontou Fox. “Quando ouvi a notícia, pensei: ‘Será que digo algo em resposta?’. Mas depois pensei: ‘As pessoas já sabem que Trump é um m**da'”, completou.
Claudia Leitte e Mônica viram garotas-propaganda da Capitã Marvel no Brasil
Não, a cantora Claudia Leitte não é leitora de quadrinhos nem se inspirou num filme inédito para aparecer como Capitã Marvel no Carnaval de Salvador. Ela é apenas garota-propaganda da Disney. O estúdio fechou parcerias (leia-se “pagou”) diferenciadas para promover o filme no Brasil. Além de subir no trio elétrico como uma Capitã Marvel grávida – a cantora espera um bebê – , Claudia Leitte também está promovendo o lançamento em suas redes sociais. E nem foi a única brasileira famosa a entrar no uniforme azul, vermelho e amarelo. Até a Mônica ficou loira – aquela que é dentuça (ai, o coelho não!) – e superpoderosa num crossover de quadrinhos, ilustrando uma arte do filme. Veja abaixo. Além disso, a Disney se juntou ao Instituto Luisa Mell na campanha “Goose o Gato”, para promover o filme de forma “beneficente”. Goose é o gato de Carol Danvers, a Capitã Marvel, e a campanha pede que o público compartilhe fotos que demonstrem sua relação de amor com os gatos no Instagram, usando a hashtag #GooseOGato. A cada foto publicada, a Disney doará R$1,00 para o Instituto, que atua principalmente no resgate de animais feridos ou em situação de risco. A campanha terá fim quando a marca de R$ 50 mil em doação for atingida. Esse investimento visa popularizar no Brasil a heroína da Marvel, que não é exatamente uma Mulher-Maravilha. O filme da “Capitã Marvel” estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta, dia 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Deborah Secco comemora chegada do carnaval sem roupas
A atriz Deborah Secco entrou no clima do Carnaval com muito calor. Ela compartilhou uma foto em que aparece sem roupas em seu Instagram, com a legenda “Vem Carnaval”. A intérprete do filme “Bruna Surfistinha” só não está completamente despida, porque usou meia calça e salto alto. E uma pena na mão. Os fãs ficaram sem fôlego. Choveram elogios nos comentários. “Linda linda linda linga”, escreveu um seguidor. “Maravilhosa”, outros tantos. “Uau”, mais de dez. “Arrasou”, acima dos trinta. Até o momento, não há registros de enfartes. Em 2019, Deborah desbancou Isis Valverde e será a rainha do Baile do Copa, no Rio. Visualizar esta foto no Instagram. Vem Carnaval! ?? @belmondcopacabanapalace Uma publicação compartilhada por Deborah Secco (@dedesecco) em 28 de Fev, 2019 às 2:16 PST
Rotten Tomatoes muda seção de comentários após ataques a Capitã Marvel e Marighella
O site Rotten Tomatoes decidiu modificar o seu sistema de inclusão de opiniões do público. Após a repercussão de comentários negativos em massa sobre filmes inéditos, como “Capitã Marvel”, “Star Wars: Episódio IX” e até o brasileiro “Marighella”, o RT barrou a possibilidade de que fãs escrevam sobre um filme ou uma série antes da estreia oficial para o público geral. “Nós estamos desabilitando a função de comentários antes da data de lançamento dos filmes. Infelizmente, percebemos um aumento de críticas não construtivas — ocasionalmente beirando a ‘trollagem’ — o que acreditamos ser um desserviço à nossa audiência. Decidimos que desligar essa função, no momento, é o melhor a se fazer”, diz o anúncio do site. Paul Yanover, presidente do grupo Fandango, do qual o Rotten Tomatoes faz parte, contou ao portal CNET que “as mudanças não são uma simples reação do tipo ‘Ai meu Deus, existe ruído em torno de alguns filmes’”, mas ajustes necessários para impedir que opiniões que não tem nada a ver com cinema deem o tom do site. Os ataques de trolls são coordenados por meio do uso de redes sociais e robôs, e refletem uma agenda política conservadora de extrema direita, cujo objetivo é diminuir o impacto de filmes com protagonistas mulheres e/ou personagens não brancos – ou ainda, no caso nacional, que critiquem uma ditadura militar que muitos agora dizem que nem existiu. “Dizer que você não quer ver um filme não é uma resenha”, completou Yanover. “Não queremos que as pessoas usem os comentários como plataforma política”. Os trolls, claro, já retrucaram dizendo que essa alteração foi ordem da Disney, que seria dona do site. Mas, na verdade, o Rotten Tomatoes pertence ao conglomerado Warner, cujos filmes da DC são amados pelos trolls mais rabugentos. Claro que a verdade não impede uma boa fake news de virar teoria da conspiração. De todo modo, esta não foi a única mudança anunciada pelo site, que prepara uma nova identidade visual, com alterações no layout, novos conteúdos editoriais e novos critérios para a escolha de críticos que terão suas opiniões agregadas – e contabilizadas. A data de estreia dessas alterações não foi divulgada.
Luke Perry é internado em hospital após sofrer AVC
O ator Luke Perry, da série clássica “Barrados no Baile” e da atual série “Riverdale”, foi internado num hospital após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral), termo conhecido popularmente como “derrame”, na quarta-feira (27/2). Paramédicos responderam a um chamado na casa do ator em Sherman Oaks, na Califórnia, por volta das 9h40 (horário local), e o levaram a um hospital nas proximidades. A assessoria de imprensa de Perry confirmou que ele permanece em observação no hospital, mas não deu mais detalhes sobre seu estado de saúde. Atualmente com 52 anos, Perry despontou para o estrelato como o jovem galã rebelde Dylan McKay, de “Barrados no Baile”, que ficou no ar entre 1990 e 2000. O elenco original daquela atração vai voltar a se encontrar em nova produção no próximo verão norte-americano, mas não havia previsão dele retornar, já que está no ar em “Riverdale” como Fred Andrews, pai do protagonista Archie (KJ Apa). “Riverdale” está na fase final de produção de sua 3ª temporada e já foi renovada para mais um ano pelo canal pago CW. A série é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Warner.
CADE aprova aquisição da Fox pela Disney no Brasil
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou nesta quarta-feira (27/2), com uma ressalva, a compra das operações brasileiras da Fox pela Disney. No entanto, a autorização da transação depende da venda do canal Fox Sports para outra empresa. A decisão do conselho dá um prazo para que a Disney repasse o canal de esportes e avisa que o CADE pode reconsiderar a operação caso a venda da Fox Sports não se concretize. “Em caso de fracasso da venda do ativo, há a possibilidade do Cade reexaminar o ato de concentração”, afirmou o conselheiro Paulo Burnier, que deu o tom do voto vencedor. A decisão levou em conta que o mercado de esportes na TV paga ficaria concentrado em apenas duas empresas, que deteriam 95% do mercado. Por conta disso, a Globosat não poderá participar da disputa pela Fox Sports, pois já possui o Sportv. Burnier destacou ainda que a venda da Fox Sports será em “regime de porteira fechada” o que incluirá ativos como prédios, equipamentos e contratos com ligas esportivas, como a Copa Libertadores da América e Sul-Americana. A aprovação do Cade também proíbe a Disney de disputar os contratos esportivos que pertencem ao Fox Sports por um determinado prazo para dar fôlego ao comprador e permitir que permaneça como titular da transmissão das ligas esportivas. A aquisição global da Fox pela Disney foi anunciada em 2017 e custou US$ 71,3 bilhões. Nos Estados Unidos, a compra também foi aprovada com condição similar, por parte do órgão de defesa econômica, que obrigou 22 redes regionais de esportes da Fox a serem repassadas para outra empresa. Mesmo sem a Fox Sports, a compra da Fox pela Disney inclui estúdios de cinema e TV, redes de TV paga, fatias de empresas de streaming e negócios internacionais do magnata Rupert Murdoch. A partir da aprovação mundial do negócio, a Disney passará a controlar os estúdios de cinema 20th Century Fox, Fox Searchlight e Fox 2000, as produtoras de TV da Fox, os canais FX e National Geographic, a plataforma Hulu e os estúdios indianos Fox Star, além de uma fatia na rede britânica Sky. Ficaram de fora do negócio a rede Fox americana e seus canais de notícias, Fox News, Fox Business, além da Fox Sports.
Morgan Woodward (1925 – 2019)
O ator Morgan Woodward, que apareceu em mais de 250 filmes e episódios de séries ao longo de quatro décadas de carreira, morreu na sexta (22/2) em Paso Robles, na Califórnia, aos 93 anos. A maioria de seus papéis foram em produções de faroeste. Mas ele também teve desempenhos importantes em sci-fis e integrou a série de maior audiência da década de 1980, além de ter ofuscado Paul Newman com o brilho de seus óculos icônicos em “Rebeldia Indomável”. Woodward nasceu em 1925 no Texas e foi piloto da Força Aérea dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial. Ele também serviu durante a Guerra da Coréia. Mas seu sonho era virar cantor. Ao se mudar para Los Angeles em 1955, sua intenção era arranjar trabalho em musicais de Hollywood. Mas os primeiros papéis que conseguiu foram em produções de western da Disney, “Têmpera de Bravos” (1956) e “A Odisseia do Oeste” (1956), que direcionaram sua carreira para o gênero. Ele emendou mais dois westerns, “Chuva de Balas” (1957), com Joel McCrea, e “Na Rota dos Proscritos” (1958), estrelado por Audie Murphy, e passou a aparecer em diversas séries de cowboys – “Cheyenne”, “O Texano”, “Bat Masterson”, etc. Até pendurar as esporas em “Wyatt Earp” em 1958, estrelando quatro temporadas como Shotgun Gibbs, o ajudante do delegado do título. Com o fim de “Wyatt Earp” em 1961, Woodward continuou fazendo aparições em faroestes televisivos – “O Paladino do Oeste”, “Daniel Boone”, “Gunsmoke”, “Caravana”, “Big Valley”, “O Homem de Virgínia”, “Chaparral”, etc – e filmes de bangue-bangue – “O Revólver é a Minha Lei” (1963), com Rory Calhoun, e “Matar ou Cair” (1966), novamente com Audie Murphy. Mas, ao final dos anos 1960, os westerns saíram de moda. E precisando encarar seu primeiro drama contemporâneo, Woodward acabou conquistando seu papel de mais destaque no cinema. Ele viveu o antagonista de Paul Newman em “Rebeldia Indomável” (1967), como um dos guardas mais temidos da prisão rural da trama, conhecido como “o homem sem olhos” graças aos seus óculos refletivos e habilidade de acertar tiros certeiros. Sua interpretação “sem olhos” e poucas palavras foi literalmente tiro e queda, materializando um dos vilões mais frios e imprevisíveis de Hollywood. Ainda mantinha uma dieta de westerns – “O Último Tiro” (1968), com James Stewart, “Só Matando” (1969), com Richard Widmark, etc – , quando começou a se adaptar para acompanhar a nova tendência televisiva dos anos 1960: as séries de ficção científica. Woodward deixou sua marca na história da sci-fi ao aparecer em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, tornando-se o primeiro humano a compartilhar a mente com o Sr. Spock (Leonard Nimoy), e integrar o elenco recorrente de “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run) como o misterioso Ancião Morgan. Ele também participou de “Planeta dos Macacos” e “Project U.F.O.”, culminando sua fase espacial com o filme “Mercenários das Galáxias” (1980), um – cultuado – “Star Wars” dos pobres do rei dos filmes B Roger Corman. Nos anos 1980, aumentou ainda mais seu status televisivo com uma sequência de papéis recorrentes em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues) e “Esquadrão Classe A” (The A Team), mas principalmente por seu personagem fixo em “Dallas”. Ele viveu Marvin “Punk” Anderson, integrante do cartel petroleiro e conselheiro dos Ewins por 55 episódios, entre 1980 e 1987, na série líder de audiência da década. O astro veterano ainda participou de um telefilme de reunião da série “Gunsmoke” em 1992 – com um personagem diferente dos 17 que viveu no programa original. E encerrou a carreira com participações nas séries sci-fi “Arquivo X” (num episódio de 1995) e “Millennium” (em 1997), ambas criadas por Chris Carter. Em reconhecimento a seus papéis em séries e filmes de western, ele foi premiado pelo Golden Boot Awards (o “Oscar dos faroestes”) em 1988 e entronizado no Hall of Great Western Performers do Museu Nacional do Velho Oeste.












