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    Senador confirma plano para transferência “ilegal” da Cinemateca para Brasília

    24 de julho de 2020 /

    A confusão causada pelo desgoverno Bolsonaro em torno da Cinemateca Brasileira continua a produzir notícias surreais. Há alguns dias, a secretaria de Cultura enviou uma pessoa para pegar as chaves da instituição, que não é administrada pelo governo federal. Depois dessa iniciativa não colar, as cabeças pensantes tiveram outra ideia genial. Já que não conseguem tomar a sede em São Paulo, manifestaram intenção de transferi-la para Brasília. No início da semana, a coluna Radar, da revista Veja, apurou que o governo federal já tinha colocado um plano de transferência em marcha. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) disse à coluna ter sido escalado para encontrar uma sede para a instituição na capital federal. “Estou tentando identificar um local para poder disponibilizar ao Ministério do Turismo [atual responsável pela Cinemateca]”, assumiu o político, que ainda listou possíveis sedes. “Temos o CCBB do Banco do Brasil, por exemplo, e outras opções de lugares dentro do patrimônio público da União”, ele afirmou. O detalhe é que prédio da Vila Mariana foi restaurado nos anos 1990 já tendo em vista que abrigaria o acervo da Cinemateca – que é o maior acervo audiovisual da América Latina. Por isso, possui salas climatizadas, biblioteca, salas de exibição, etc. O material arquivado também é preservado em condições de refrigeração específicas. Não é algo que se resolva numa mudança simples de endereço. Além disso, qualquer transferência desse material para Brasília seria “ilegal”, de acordo com o procurador Gustavo Torres Soares, do Ministério Público Federal (MPF). Uma cláusula do contrato de doação da Cinemateca — originalmente privada — à União, em 1984, exige sua permanência em São Paulo, bem como sua autonomia financeira, administrativa e técnica. “Desrespeitar os termos da doação seria uma covardia, uma deslealdade e uma imoralidade”, afirmou Soares, também à revista Veja. “Se a União consultar sua Advocacia Geral antes de tomar a decisão, o órgão seguramente irá alertá-la para o fato de que se trata de uma medida ilegal”, diz o procurador — que, no passado, já atuou como advogado da União. Além de ilegal, esse movimento contraria ação civil pública ajuizada na semana passada pelo próprio Soares contra a União, ordenando a renovação do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) e o repasse imediato de R$ 12 milhões, recursos já previstos e não encaminhados pelo governo à organização social (OS) responsável pela manutenção da instituição. A dívida milionária está no centro de uma disputa entre a Acerp e o governo federal. Na semana passada, o secretário especial de Cultura, Mário Frias, publicou um vídeo no qual afirma que “não existe amparo legal” para que o Ministério do Turismo “assuma a dívida de um contrato não vigente”. A discussão já parou na Justiça e o desgoverno tem até o final de julho para se manifestar sobre ação da Procuradoria para a renovação emergencial do contrato “pelo período (transitório) de um ano, a contar (retroativamente) de 01.01.2020, com o consequente repasse orçamentário que originariamente já estava previsto e alocado para a execução do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira para o ano de 2020”. Mas em vez disso – ou seja, em vez de pagar quem já está cuidando da Cinemateca – , a secretaria de Cultura anunciou que 19 contratos emergenciais estão sendo realizados para manutenção predial, serviços de água e luz, segurança e contratação de técnicos especializados em acervo audiovisual para manter protegido o acervo da instituição. Não se sabe com qual valor ou com quem. Nos últimos meses, funcionários e ativistas vinham denunciando a total renúncia de responsabilidades do governo Federal em relação à manutenção do acervo, dos funcionários, da sede na Vila Clementino e de um depósito de material na Vila Leopoldina. Com a falta de pagamentos, a energia que mantém o material em temperatura baixa pode ser cortada a qualquer momento, criando condições para a repetição de uma tragédia como a do incêndio do Museu Nacional em 2018 no Rio. A diferença é que, desta vez, trata-se de uma tragédia anunciada, alardeada, com responsabilidades conhecidas e cobradas pela Justiça com antecipação. Diante desse perigo, vereadores, deputados estaduais e o próprio prefeito de São Paulo, Bruno Covas, envolveram-se nas negociações, gerando especulações de que a Prefeitura pretendia assumir o espaço. Este movimento gerou a ida atabalhoada de “fiscais” de Brasília para pedir a chave da Cinemateca. Sem decisão judicial ou documento de amparo, a Acerp não levou o pedido – e o governo – a sério. Vale lembrar que o responsável pela bagunça é aquele que Bolsonaro já chamou de seu “melhor ministro”. Então vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, a Acerp ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira em 2018 e assinou um termo aditivo ao Contrato de Gestão da emissora. Mas, no final de 2019, o desastroso ministro da Educação Abraham Weintraub decidiu encerrar de forma unilateral e abrupta o contrato de gestão da TV Escola e, com isso, também extinguiu o termo aditivo da Cinemateca Brasileira. Esse imbróglio político e jurídico colocou a administração da Cinemateca no limbo. A situação só veio à público devido a outra iniciativa surreal do desgoverno. Ao anunciar a demissão de Regina Duarte do cargo de secretária de Cultura, Jair Bolsonaro disse que ela iria comandar a Cinemateca, “do lado da sua casa”. Mas o cargo que Bolsonaro queria dar para a atriz não existia, uma vez que a Cinemateca não é administrada diretamente pelo governo federal e sim por uma organização social, a citada Acerp. A União não tinha poderes para nomear a atriz, mas desde então trabalha para “tirar as chaves” da Acerp e colocar a instituição sob controle estatal, quem sabe para finalmente dar o “presente” que Regina pediu – e contrariando frontalmente a campanha eleitoral de Bolsonaro, que prometeu um governo liberal anti-estatizante.

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    Assassino de ex-Chiquititas entra na lista dos mais procurados de São Paulo

    24 de julho de 2020 /

    O assassino do jovem ator Rafael Miguel (ex-“Chiquititas”) e de seus pais entrou na lista dos 24 criminosos mais procurados pela polícia do estado de São Paulo. Paulo Cupertino Matias, de 49 anos, está foragido há um ano. O assassino é procurado desde 9 de junho de 2019, quando fugiu depois de atirar 13 vezes em Rafael, de 22 anos, e no casal João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, na Zona Sul da capital. O empresário é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas). De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público (MP), Paulo não aceitava o namoro da filha, a estudante Isabela Tibcherani, com o ator. Ela estava com 18 anos à época do crime. Na ocasião do crime bárbaro, o jovem foi com seus pais visitar a família da menina para falar do namoro, já que o casal se gostava muito. Estavam conversando com a jovem e a mãe dela, quando o pai, Paulo Curpertino Matias, chegou armado e disparou contra as vítimas. A justiça também incluiu como réus dois amigos do foragido. Eduardo José Machado, dono de uma pizzaria, e Wanderlei Antunes, motorista de aplicativo, irão responder em liberdade pelo crime de favorecimento pessoal. Eles são acusados de auxiliar o assassino a fugir logo após ter cometido o crime. Rafael Miguel ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos.

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    Mel Gibson passou uma semana internado em hospital com covid-19

    24 de julho de 2020 /

    O ator e diretor Mel Gibson passou uma semana internado em um hospital de Los Angeles em abril, depois de testar positivo para covid-19, revelou seu porta-voz nesta sexta-feira (24/7). O representante garante que o astro de 64 anos já se recuperou completamente e está “ótimo”, após sua breve estadia, acrescentando que desde então ele testou “inúmeras vezes” negativo para o coronavírus. Gibson procurou manter o tratamento em sigilo até ter alta e superar a doença. Ele é o mais recente de uma longa lista de figuras públicas que revelaram diagnósticos e recuperações de coronavírus nos EUA, incluindo Tom Hanks, Rita Wilson e a cantora Pink. Para a maioria das pessoas, o novo coronavírus causa sintomas leves ou moderados, como febre e tosse, que desaparecem em duas a três semanas. Mas para outras, especialmente adultos mais velhos e pessoas com problemas de saúde, pode causar doenças mais graves e ser fatal. Os EUA têm atualmente mais de 4 milhões de casos identificados de coronavírus, que geraram mais de 140 mil mortes, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. É o país mais afetado pela covid-19 em todo o mundo, seguido pelo Brasil – com 2,2 milhões de casos e 84 mil mortes até a presente data.

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    Próximo Homem-Aranha é adiado para dezembro de 2021

    24 de julho de 2020 /

    As mais recentes mudanças no cronograma de lançamentos da Disney causaram um efeito dominó. A Sony rapidamente aproveitou o súbito aparecimento de uma vaga no concorrido calendário de dezembro de 2021, com o adiamento de um ano de “Avatar 2”, para mudar a estreia de seu terceiro Homem-Aranha, ainda sem título. Prevista para 4 de novembro de 2021, a estreia do super-herói foi atrasada em algumas semanas e agora vai acontecer em 17 de dezembro, data até então reservada para “Avatar 2”. Não está claro se a mudança foi planejada em conjunto com a Disney, que é coprodutora do longa e tem excesso de títulos, com poucas vagas para encaixá-los, devido à compressão do calendário causada pela pandemia de coronavírus. A continuação de “Homem-Aranha: Longe de Casa” vai trazer de volta Tom Holland ao papel de Peter Parker/Homem-Aranha após o filme anterior bater o recorde de bilheteria da franquia, com US$ 1,13 bilhão. O valor também representou a maior arrecadação da história da Sony, superando o lançamento do “007: Operação Skyfall”, que faturou US$ 1,1 bilhão. O filme é bastante esperado pelos fãs, após o herói ser denunciado como criminoso e ter sua identidade secreta revelada nos instantes finais de “Homem-Aranha: Longe de Casa”.

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    Clint Eastwood processa remédio por uso fraudulento de seu nome

    23 de julho de 2020 /

    O ator e cineasta Clint Eastwood está processando fabricantes e comerciantes do remédio canabidiol (CDB) nos EUA por fazerem fraude usando seu nome. Ele entrou com duas ações no tribunal de Los Angeles contra várias empresas por tentarem relacioná-lo à droga de diferentes maneiras. O primeiro processo tem como alvo empresas envolvidas com a publicação e divulgação de artigos com entrevistas falsas, ilustradas por fotos de Eastwood, alegando que o astro de 90 anos é usuário e entusiasta da droga. Os textos também atribuíam ao diretor encontros para promover e vender produtos. A ação indica ainda que as três empresas — Sera Labs Inc, Greendios e For Our Vets LLC — enviaram e-mails de spam com o assunto “Clint Eastwood expõe um segredo impactante hoje”, que faziam referência a uma suposta entrevista à rede NBC, que nunca ocorreu. “A verdade é que o senhor Eastwood não tem nenhuma relação com nenhum produto de CBD e nunca deu tal entrevista”, assinala o processo por difamação, que busca “responsabilizar as pessoas e entidades que se beneficiaram ilegalmente do seu nome e semelhança”. O segundo processo visa 10 empresas e indivíduos de vários estados americanos, acusados de usarem tags embutidas nos códigos de páginas do remédio para que buscas com o nome do ator apontassem para os sites dos demandados. “Colocaram, no sentido figurado, um cartaz com a marca do senhor Eastwood na frente de sua loja eletrônica, para atrair clientes, e fizeram o consumidor acreditar que o senhor Eastwood estava associado ou apoiava essas empresas”, destaca o texto da ação. Eastwood, que reclama milhões de dólares em perdas e danos, também pediu que o tribunal determine que as empresas renunciem a toda a receita derivada do esquema. O CBD é um composto não-psicoativo da cannabis e também é derivado da planta de cânhamo. Legalizado nos EUA em 2018, é usado para tratar condições como dor, insônia e ansiedade. Não é a primeira vez que celebridades de Hollywood processam empresas que exploram endossos falsos. Sandra Bullock e Ellen DeGeneres também apresentaram queixas similares na justiça americana no ano passado.

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    Alice Braga e Ricardo Darín estrelam curta com texto clássico de García Márquez sobre a pandemia

    22 de julho de 2020 /

    A Fundação Gabo, criada pelo escritor Gabriel García Márquez (1927-2014) para estimular o jornalismo latino-americano, produziu um curta com vários astros da América Latina, que refletem sobre a pandemia a partir de textos do romance mais aclamado do autor, “Cem Anos de Solidão”. A obra de 1967 abordava uma epidemia de esquecimento e insônia que assolava a fictícia cidade de Macondo. Intitulado “La Peste del Insomnio” (a peste da insônia), o curta dirigido pelo venezuelano Leonardo Aranguibel (“Prisionera”) conta com 30 atores de 7 países diferentes, que abordam com as palavras de García Márquez a possibilidade de encarar de forma leve os tempos atuais. A produção traz artistas como a brasileira Alice Braga e o argentino Ricardo Darín lendo trechos do livro sobre a praga que vai tomando toda a população de Macondo. Mas as imagens que aparecem entre suas falas são de cidades reais e atuais da América Latina, sob o impacto da covid-19. O elenco ainda conta com a participação dos colombianos Andrés Parra e Ana María Orozco, do mexicano Héctor Bonilla, e da cubana Yoandra Suárez, entre outros.

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  • Etc,  Filme

    Ancine ataca cinema brasileiro com reprovação recorde de contas

    22 de julho de 2020 /

    A Ancine divulgou nesta semana uma lista de filmes que tiveram suas prestações de contas reprovadas. A iniciativa não tem precedentes. Em mais de um sentido. Mas é apenas mais uma nova batalha da guerra cultural travada pelo desgoverno Bolsonaro contra o cinema brasileiro. Para começar, a Ancine nunca tinha divulgado listas similares. A iniciativa teria sido feita em nome da “transparência”, mas o motivo das reprovações não foi divulgado. Ou seja, um ato opaco – o oposto de transparente. O que mais chama atenção nesta iniciativa é a grande quantidade de filmes com contas reprovadas. De uma lista de 168 produções – de um total de cerca de 4 mil pendências – , a entidade reprovou completamente 102 delas — 60,7% do total analisado – , aprovou 56 com ressalvas e considerou apenas 10 projetos plenamente aprovados. É um volume recorde de reprovações. Ainda mais considerando que nos primeiros 20 anos de captação da Ancine, entre 1993 e 2013, apenas 17 (dezessete!) projetos tiveram contas totalmente reprovadas – e um deles teria revertido a condição, “Chatô, O Rei do Brasil”. Outro detalhe inusitado é a idade dos projetos. Há filmes que completaram a maioridade, como “Desmundo”, “Madame Satã” e “Rocha que Voa”, lançados em 2002, há 18 anos. Os títulos mais novos também são da década passada, “Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo”, “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” e “Budapeste”, que chegaram aos cinemas em 2009. Por conta dessa abrangência, a relação também enquadra obras de cineastas já falecidos, como Nelson Pereira dos Santos (1928-2018) e Carlos Reichenbach (1945-2012). Mas enquanto se observa uma mescla “democrática” de blockbusters (“2 Filhos de Francisco”) com trabalhos engajados (“Serra da Desordem”), chama atenção, por outro lado, um predomínio de títulos de diretores ligados à rede Globo, como Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”), Andrucha Waddington (“Casa de Areia”), Jorge Furtado (“Saneamento Básico, O Filme”), Cao Hamburger (“O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”) e Selton Mello (“Feliz Natal”), e principalmente de produções com a chancela da Globo Filmes – a grande maioria da relação. O presidente Jair Bolsonaro considera a Globo como uma de suas principais inimigas. Além de incentivar a hashtag #Globolixo nas redes sociais, ele já mandou cortar a verba de publicidade federal destinada à emissora e supostamente – embora não haja contradito – envolvido fiscais da receita numa devassa nos impostos dos principais artistas da emissora – mas não de outros canais. Ao justificar a lista, a Ancine alega atender uma demanda do Tribunal de Contas da União (TCU). Vale observar que o TCU tem considerado prescritas as dívidas públicas não cobradas após cinco anos. Todas as eventuais cobranças dos filmes com contas rejeitadas estariam, portanto, prescritas. Esta prescrição, contudo, não impede que as obras sejam incluídas numa lista negra. E aí encontra-se o objetivo prático da relação. As produtoras “negativadas” não poderiam, segundo os critérios para fomento da Ancine, “aprovar novos projetos, prorrogar, redimensionar, remanejar ou obter autorização para movimentar recursos já aprovados”. Elas também estariam “impedidas de contratar com o Fundo Setorial do Audiovisual ou receber apoio de fomento direto da agência”. Sem prestar contas do Fundo Setorial do Audiovisual e mantendo trancada a verba arrecadada em 2018 – e já aprovada – para fomento de novos filmes, a Ancine agora trabalha para impedir que as principais produtoras de cinema do Brasil possam apresentar novos projetos em busca de incentivos. Além da Globo Filmes, a relação inclui produções e coproduções da Conspiração Filmes, Gullane, Diller Associados, Bananeira Filmes, Casa de Cinema de Porto Alegre, até mesmo da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), com quem o governo está brigando por dever mais de R$ 12 milhões em custos de manutenção da Cinemateca Brasileira, entre outras. Mas não há na lista de contas reprovadas produções ligadas ao setor evangélico, relacionadas a movimento político de direita ou a canais de TV rivais da Globo.

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    Advogados vão recorrer de decisão que livrou Regina Duarte de processo

    22 de julho de 2020 /

    Não acabou. A autora de ação contra Regina Duarte por apologia a crimes de tortura vai recorrer da decisão judicial que livrou a atriz do processo. A jornalista e advogada Lygia Jobim, filha de José Jobim, diplomata morto pelo regime militar, cobrava uma retratação pública e R$ 70 mil de danos morais da atriz e ex-secretária de Cultura em processo motivado pela polêmica entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil, em maio passado. Lygia Jobim alega que Regina relativizou os atos dos militares. Na ocasião, a então Secretária de Cultura disse que “sempre houve tortura” e que discutir os casos de violência nos governos militares seria “olhar para trás”. Em sua decisão, a juíza Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, afirmou que Lygia só poderia ter apresentado a ação contra o órgão que a atriz representava. Ou seja, ela não poderia responder como pessoa física. Já o governo federal continua como réu. “Já conversei com meus advogados. Vamos recorrer da decisão, tendo em vista que Regina Duarte é uma pessoa pública, formadora de opinião e emitiu declarações de apologia a crimes de tortura na condição de secretária de Cultura, ou seja, como representante do Estado brasileiro, o mesmo Estado que assassinou o meu pai e tantas outras pessoas que representavam alguma ameaça ao regime militar. Exclui-la do processo é exclui-la da responsabilidade que a cabe”, disse a autora da ação, por meio de comunicado. “Nosso escritório vai recorrer da decisão, porque é impossível desassociar a senhora Regina Duarte da ação, tendo em vista que ela protagonizou as declarações de apologia a crimes de tortura. Não houve por parte dela qualquer tipo de pedido de desculpas ou manifestação de arrependimento. Nenhum tipo de empatia pela dor das famílias que perderam seus entes queridos, vítimas de violência de violações cometidas por militares durante a ditadura. Fazer apologia a crimes de tortura praticados na ditadura estão previstos no Código Penal (Lei nº 2.848/1940), Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei nº 1.079/1950) e na Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983)”, sustentaram Carlos Nicodemos e Gustavo Proença, advogados do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados, que defende Lygia Jobim. Como filha de vítima da repressão no Brasil, Lygia Jobim se sentiu ofendida e indignada com as declarações de Regina Duarte. A autora do processo é filha de José Jobim, embaixador aposentado, de 69 anos, cujo corpo foi encontrado em 24 de março de 1979, pendurado numa árvore, com uma corda de náilon no pescoço, no Itanhangá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, numa simulação de enforcamento similar à do falecido jornalista Vladimir Herzog. Segundo relatos de testemunhas, o corpo apresentava sinais de tortura. Na época, o então delegado do caso, Rui Dourado, alegou que o diplomata havia se “suicidado”. Na verdade, José Jobim foi assassinado após ser sequestrado, quando iria denunciar corrupção no regime militar. Ele foi considerado oficialmente uma das vítimas da ditadura pela Comissão Nacional da Verdade.

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    Amber Heard acusa Johnny Depp de jogar 30 garrafas de bebidas “como granadas” contra ela

    22 de julho de 2020 /

    A atriz Amber Heard deu um novo depoimento nesta quarta (22/7), no processo que Johnny Depp move contra o jornal britânico The Sun por difamação. Em seu terceiro dia na corte, ela negou ter cortado a ponta do dedo do ex-marido durante uma discussão violenta, dizendo que o ator jogou garrafas contra ela “como granadas”. Depp está processando a News Group Newspapers, que publica o Sun, devido a uma reportagem de 2018 em que foi chamado de “espancador de esposa”, termo usado pelo tabloide para questionar sua escalação na franquia infantil “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Heard foi interrogada sobre a mutilação da ponta do dedo de Depp, que ele afirma ter sido resultado de uma garrafa atirada pela ex-esposa. A violência aconteceu na Austrália em março de 2015, durante as filmagens de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, período que a atriz de “Aquaman” descreveu como a “pior coisa que já passei”, comparando a estadia com Depp a uma situação de refém. Ela explicou que o surto começou quando ela pegou uma garrafa que Depp estava bebendo e a jogou no chão, em protesto contra a bebedeira constante. E disse que isso precipitou um ataque de garrafas contra ela. “Ele jogou todas as garrafas que estavam ao seu alcance, cerca de 30 no bar”, contou. “Ele as pegou e começou a usá-las como granadas ou bombas… jogando uma após a outra na minha direção.” “Uma delas quebrou uma janela atrás de mim. Senti o vidro quebrar, mas estava com muito medo de olhar. Ele estava jogando garrafas cheias com força em mim com velocidade real e com a intenção de me machucar”, descreveu a atriz, segundo relato do jornal The Sun, que na condição de parte do processo tem acesso a todos os depoimentos. “Eu estava gritando com ele, pedindo para parar”, ela continuou. “Tentei passar por ele para fugir e ele me agarrou pelos cabelos, me jogou longe. Caí na mesa de pingue-pongue e ela desabou sob mim.” Heard também afirmou que Depp a perseguiu até a cozinha e bateu sua cabeça contra a geladeira enquanto gritava: “Você faz isso comigo todas as vezes, você me faz fazer isso”. Diante da descrição dessa briga, a advogada de Depp, Eleanor Laws afirmou que o relato de Heard de que o ator havia cortado o dedo ao esmagar um telefone contra uma parede e depois continuar a agredi-la era uma mentira. Questionada se tinha atirado objetos no ator, ela admitiu ter agido “em legítima defesa”. “Só joguei coisas para escapar de Johnny quando ele estava me batendo”, afirmou Heard, que já havia admitido anteriormente ter pego o que estava a seu alcance para se livrar de surtos de violência. Laws também acusou Heard de apagar um cigarro na bochecha de Depp. “Não, Johnny fez isso bem na minha frente. Ele costumava fazer coisas assim”, disse Heard. Depois desta briga, Johnny Depp escreveu mensagens desconexas no espelho do local com a ponta ensanguentada de seu dedo cortado. Uma frase dizia: “Estrelando Billy Bob, Fácil Amber”. Na terça (21/7), a atriz disse que Depp acreditava que ela tinha casos com todos os atores com quem contracenava. Billy Bob Thornton foi um deles. No começo do julgamento, na semana passada, o ator admitiu que a casa alugada na Austrália foi destruída durante a estadia do ex-casal. Ele chegou a admitir que havia “bastante sangue” pelos cômodos. No entanto, assumiu apenas parte dos danos, dizendo que Heard era responsável pela maioria deles. O prejuízo foi estimado em cerca de 100 mil libras.

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    Sequestrador armado na Ucrânia exige apoio a documentário de Joaquin Phoenix

    22 de julho de 2020 /

    Um sequestro de ônibus na Ucrânia terminou de forma inusitada após o presidente do país, Volodymyr Zelensky, ceder a uma exigência do criminoso, indicando em seu Facebook oficial um documentário vegano narrado pelo ator Joaquin Phoenix, vencedor do Oscar por “Coringa”. O criminoso, um ativista e ex-presidiário chamado Maksym Kryvosh, entrou em um ônibus em Lutsk na manhã de terça (21/7), portando um rifle automático e várias granadas. Ele também alegou ter espalhado bombas pelo veículo e passou a fazer exigências bizarras, incluindo que vários oficiais do governo ucraniano declarassem publicamente que eram “terroristas assassinos”. Ao ver que o presidente cedeu a seu pedido de indicar o filme “Terráqueos” para os ucranianos, ele se rendeu pacificamente e deve ter “uma longa sentença”, segundo o ministro do interior Arsen Akakov, que também se pronunciou sobre a exigência inusitada do criminoso. “‘Terráqueos’ é um bom filme… você não precisa ser tão louco e causar um horror tão grande no país inteiro para indicá-lo. Vocês podem apreciar o filme sem isso”, disse Akakov. “Terráqueos” é um documentário de 2005 sobre direitos dos animais, que condena práticas consideradas cruéis da indústria agropecuária. Esta é uma das principais causas defendidas por Joaquin Phoenix, que narrou o filme dirigido por Shaun Monson. O filme foi disponibilizado na íntegra no YouTube, com legendas em português. Veja abaixo.

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    Comic-Con inicia sua primeira edição online. Confira as principais lives

    22 de julho de 2020 /

    Com sua tradicional edição anual cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus, a Comic-Con Internacional, de San Diego, começa nesta quarta (22/7) a sua primeira edição online. Rebatizada de Comic-Con at Home, a mais famosa convenção geek do mundo virou um evento digital gratuito, com uma programação intensa que reflete o evento original e que pode ser acompanhada por todo o mundo em lives no YouTube até 26 de julho. No ano em que completa meio século de existência, o evento agendou nada menos que 350 painéis online. Nesta quarta, serão apenas discussões de quadrinhos. Mas os temas se ampliam a partir de quinta, com o início dos painéis dedicados a filmes e séries, que prometem exibir imagens exclusivas e muitas novidades. Confira abaixo alguns dos destaques da programação, com respectivos horários (de Brasília), e clique aqui para ter acesso à relação completa de eventos e aos links para as lives. Quinta (23/7) 14h | “Star Trek Universe”, com elenco e produtores de “Star Trek: Discovery”, “Star Trek: Picard” e da nova animação “Star Trek: Lower Decks”. 15h | “Solar Opposites”, com elenco e produtores da nova série animada da Hulu. 17h | “His Dark Materials”, com elenco e showrunners da série da HBO. 17h | “A Look Inside Marvel’s 616”, com diretores e produtores do Universo Cinematográfico Marvel na plataforma Disney+ (Disney Plus). 19h | “The Boys”, com elenco e criadores da série da Amazon Prime Video. Sexta (24/7) 15h | “Adventure Time: Distant Lands”, com dubladores e produtores da série animada. 15h | “Vikings”, com produtores da série do History Channel. 16h | “Fear the Walking Dead”, com elenco e produtores da série do AMC. 17h | “The Walking Dead”, com elenco e produtores da série do AMC. 18h | “The Walking Dead: World Beyond”, com elenco e produtores da nova série do AMC. 18h | “I Am Not Okay with This”, com elenco, produtores e autor dos quadrinhos que inspirou a série da Netflix. 19h | “Helstrom”, com elenco e produtores da nova série da Hulu baseada nos quadrinhos de terror da Marvel Comics. 23h | The 32nd Annual Will Eisner Comic Industry Awards, a cerimônia do “Oscar dos quadrinhos”. Sábado (25/7) 15h | “Os Simpsons”, com os produtores executivos da série animada da Fox. 16h | “Constantine”, uma reunião de aniversário de 15 anos do filme, com o ator Keanu Reeves, o diretor Francis Lawrence e o produtor-roteirista Akiva Goldsman. 17h | “Espíritos Obscuros”, com o diretor Scott Cooper e o produtor Guillermo del Toro, sobre o novo filme de terror. 18h | “Women Rocking Hollywood 2020”, um painel com diretoras discutindo a importância do protagonismo feminino na TV e no cinema. 19h | “The Order”, com elenco e produtores da série da Netflix. 19h | “Bill & Ted: Encare a Música”, com elenco e diretor do filme. 20h | “Lovecraft Country”, com elenco e produtores da nova série da HBO. 21h | “What We Do in the Shadows”, com elenco da série do FX. 22h | “NOS4A2”, com elenco e produtores da série do AMC. Domingo (26/7) 14h | “Motherland: Fort Salem”, com elenco e produtores da série do Freeform. 16h | “The 100”, com elenco e produtores da série da rede The CW. 17h | “Looney Tune Cartoons”, com produtores e dubladores da nova série animada da HBO Max.

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    Amber Heard diz que Johnny Depp a imaginava com vários atores

    21 de julho de 2020 /

    Durante seu depoimento de terça (21/7), no processo que Johnny Depp move contra o jornal britânico The Sun por difamação, a atriz Amber Heard contou que o ator achava que ela tinha casos com todos os colegas com quem contracenava. Em seu segundo dia na corte, Heard foi questionada pela advogada de Depp, Eleanor Laws, sobre sua suposta infidelidade durante o casamento com ator. Confrontada por um caso com o bilionário Elon Musk e o ator James Franco, ela negou que tivesse sido infiel. E acrescentou: “não que isso importe muito”. Com a insistência da advogada, ela listou outros atores de quem Depp tinha ciúmes, incluindo Leonardo DiCaprio, com quem ela apenas fez um teste. “Ele me acusou de ter casos com cada um dos meus colegas de elenco: Eddie Redmayne, James Franco, Jim Sturgess, Kevin Costner, Liam Hemsworth, Billy Bob Thornton, Channing Tatum; até mulheres como Kelli Garner”, disse Amber, de acordo com o jornal The Sun, que está publicando um diário do julgamento, graças ao acesso privilegiado como parte do processo. Depp está processando a News Group Newspapers, que publica o Sun, devido a uma reportagem de 2018 em que foi chamado de “espancador de esposa”, termo usado pelo tabloide para questionar sua escalação na franquia infantil “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. “Ele me provocava – especialmente quando estava bêbado ou chapado – e tinha apelidos depreciativos para todos os meus colegas masculinos que ele considerava uma ameaça sexual”, disse a atriz, revelando os apelidos maldosos de Depp para os colegas. “Por exemplo, Leonardo DiCaprio era ‘cabeça de abóbora’, Channing Tatum era ‘cabeça de batata'”. Após ouvir a exposição da advogada sobre possíveis traições da atriz durante seu casamento, o juiz do caso, Andrew Nicol, disse que ele não achou tais evidências sobre ciúmes úteis para chegar à conclusão final. O processo por difamação está sua terceira e, à princípio, última semana de testemunhos no Supremo Tribunal de Londres. Depp e Heard se divorciaram em 2017 após 15 meses de um casamento turbulento. Num acordo para acelerar o divórcio, Heard retirou sua acusação de violência doméstica e Depp lhe deu US$ 7 milhões. A atriz doou todo o valor para diversas associações. Mas, depois disso, Heard se disse sobrevivente de violência doméstica, o que fez o ator decidir processá-la. Esse julgamento não tem relação com o processo contra o jornal britânico e ainda vai acontecer nos EUA. Nele, Depp quer receber US$ 50 milhões de Heard por calúnia e difamação.

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    Atriz de A Escolha Perfeita diz sentir sintomas de covid-19 um mês após se curar

    21 de julho de 2020 /

    A atriz Anna Camp, da franquia “A Escolha Perfeita”, revelou em seu Instagram estar sofrendo com sintomas de coronavírus um mês após se curar. Ela compartilhou sua história no Instagram nesta terça (21/7), revelando que ficou “extremamente doente por mais de três semanas” e ainda tem “sintomas remanescentes”, apesar de agora ter um resultado negativo para covid-19. “Eu era incrivelmente precavida. Eu usava uma máscara. Usava desinfetante para as mãos. Uma vez, quando o mundo começou a reabrir, decidi deixar de usar minha máscara. Uma. Uma vez. E acabei contraindo”, ela escreveu no Instagram, ao lado de uma foto que mostra ter voltado a usar máscara. A estrela de 37 anos continuou explicando que, embora muitas pessoas digam que contrair covid-19 é “como ter gripe”, a doença é completamente diferente disso. “Eu tive gripe, e não é nem um pouco parecido”, escreveu ela. “O pânico de contrair um vírus que é basicamente intratável e tão novo que ninguém sabe o dano irreparável a longo prazo que a doença causa ao sistema imunológico, o que é incrivelmente estressante. Perder completamente meu senso de olfato e paladar sem saber quando ou mesmo se vai retornar é extremamente desorientador”, acrescentou. Camp revelou que, um mês depois de se curar, recuperou “apenas 30%” do olfato e tem outros “sintomas persistentes”, que continua a enfrentar, listando “tontura, fadiga extrema, sinusite, estômago revirado, náusea, vômito e febre”. “Eu tenho sorte. Porque eu não morri. Mas as pessoas estão morrendo. Por favor, use sua máscara. Pode acontecer a qualquer momento. E pode acontecer com qualquer pessoa”, enfatizou. A atriz completa ressaltando que usar uma máscara pode “fazer a diferença”. “Usar uma máscara está salvando vidas. Obrigado a todos que estenderam a mão para me checar durante este período assustador”, disse ela. “Por favor, estejam seguros lá fora. Vamos todos fazer a nossa parte e usar uma máscara. Não quero que nenhum de vocês passe pelo que passei. Mesmo que seja uma coisinha, pode ter um enorme impacto, e é incrivelmente fácil de previnir.” Ver essa foto no Instagram Hi friends… I felt it was my responsibility to share that I ended up getting Covid-19. I have since tested negative, but I was extremely sick for over three weeks and still have lingering symptoms. I was incredibly safe. I wore a mask. I used hand sanitizer. One time, when the world was starting to open up, I decided to forgo wearing my mask in public. One. Time. And I ended up getting it. People are saying it’s like having the flu, but I’ve had the flu, and this is absolutely not that. The panic of contracting a virus that is basically untreatable and is so new that no one knows the long term irreparable damage it does to your immune system is unbelievably stressful. Completely losing my sense of smell and taste without knowing when or even if they will return is extremely disorienting. I’m only smelling about 30 percent of how I used to now. Other persistent symptoms are (a month later) dizziness, extreme fatigue, impacted sinuses, upset stomach, nausea, vomiting, and fever. I’m lucky. Because I didn’t die. But people are. Please wear ur mask. It can happen any time. And it can happen to anyone. Even that one time you feel safe. We can all make a difference. Wearing a mask is saving lives. Thank you to everyone who reached out to check on me during this scary time. Please be safe out there. Let’s all do our part and wear a mask. I don’t want any of you to go through what I did. Even though it’s a little thing, it can have a huge impact, and it’s so incredibly easy to do❤️ Uma publicação compartilhada por Anna Camp (@therealannacamp) em 21 de Jul, 2020 às 11:23 PDT

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