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15 de setembro de 2026
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14 de setembro de 2026
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    Atriz de “House” acusa James Franco de ser um “predador sexual”

    9 de abril de 2021 /

    A atriz Charlyne Yi, que interpretou a Dra. Chi Park em “House”, usou seu Instagram para acusar James Franco de ser um “predador sexual” com uma “longa história de predação de crianças”. A atriz também apontou Seth Rogen como um de seus facilitadores. Em sua acusação, ela não revela nenhuma situação polêmica, apontando apenas para sua própria decisão de abandonar o “Artista do Desastre” (2017) porque “James Franco é um predador sexual”. “Quando eu tentei quebrar o contrato legal e sair de ‘Artista do Desastre’ porque James Franco é um predador sexual, eles tentaram me subornar com um papel maior. Eu chorei e disse a eles que isso era exatamente o oposto do que eu queria, que não me sentia segura trabalhando com um predador sexual de merd*”, escreveu. “Eles minimizaram e disseram que Franco era um predador no passado e que ele mudou, quando eu literalmente ouvi falar dele abusando de novas mulheres naquela semana”, continuou. A atriz acrescentou que “Seth Rogen foi um dos produtores deste filme, então ele definitivamente sabe sobre o suborno e porque eu quis sair. Seth também fez um esquete no ‘Saturday Night Live’ com Franco, permitindo que Franco atacasse crianças. Logo depois que Franco foi pego”. “Franco tem uma longa história de predação de crianças”, apontou, sem maiores explicações, arrematando com uma frase militante contra “todas as leis corruptas que protegem predadores feitos por homens brancos violentos”. Além de “House” (entre 2011 e 2012) e “Artista do Desastre” (2017), Charlyne Yi também atuou em “Ligeiramente Grávidos” (2007), estrelado por Rogen, e será ouvida a seguir na dublagem original da animação “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”, que estreia em 30 de abril na Netflix. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Charlyne Yi (@charlyne_yi)

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  • Etc,  Filme

    James Hampton (1936–2021)

    8 de abril de 2021 /

    O ator James Hampton, conhecido por seus papéis nas comédias “O Garoto do Futuro” e “Golpe Baixo”, pelo qual recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, morreu na quarta-feira (7/4), aos 84 anos, devido a complicações do mal de Parkinson. Hampton teve uma carreira que durou meio século antes de se aposentar no Texas. Ele estreou na TV em 1963, com um papel recorrente na popular série de western “Gunsmoke”. Foi lá que conheceu e se tornou amigo de Burt Reynolds, então coadjuvante da atração. Os dois trabalharam juntos em “Amor Feito de Ódio” (1973), “Golpe Baixo” (1974), “W.W. e Dixie” (1975) e “Crime e Paixão” (1975). Anos depois, Hampton ainda escreveu e dirigiu vários episódios da sitcom estrelada por Reynolds na rede CBS, “Evening Shade” (1990–1994). A aparência amável tornou Hampton um coadjuvante por excelência, com participação em filmes como “Quando é Preciso Ser Homem” (1970), “Síndrome da China” (1979), “Hangar 18” (1980), “Condorman, o Homem-Pássaro” (1981), “O Garoto do Futuro” (1985) e “Um Som Diferente” (1990). Ele também foi o prefeito de Miami em “Loucademia de Polícia 5: Missão Miami Beach” (1988). Sua participação em “O Garoto do Futuro”, como o pai do protagonista (vivido por Michael J. Fox em 1985), acabou se tornando seu papel mais conhecido, graças à sua escalação na sequência de 1987 (como tio do novo “teen wolf”, Jason Bateman) e até como dublador da série animada, que durou duas temporadas, entre 1986 e 1987. Na TV, também interpretou o hilário corneteiro surdo Hannibal Dobbs em “F Troop” (1965-1967), comédia passada num “Forte Apache” remoto do Velho Oeste, além de ter aparecido de forma recorrente em “The Doris Day Show” (1968–1973) e estrelado “Maggie”, sitcom que teve apenas oito episódios exibidos no final de 1981. Bom amigo de Johnny Carson, Hampton ainda se tornou um convidado regular no “The Tonight Show”, com mais de 30 participações. Também trabalhou nos bastidores da indústria televisiva, escrevendo telefilmes e dirigindo vários episódios de séries de comédias dos anos 1990, como “Grace Under Fire”, “Irmã ao Quadrado” (Sister Sister), “Gênio do Barulho” (Smart Guy) e “The Tony Danza Show”. Sua autobiografia “What? And Give Up Show Business?” foi publicado no início deste ano e recebeu críticas positivas.

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    Cole Sprouse zoa produtos com sua imagem vendidos na Amazon

    8 de abril de 2021 /

    O ator Cole Sprouse, que vive Jughead em “Riverdale”, resolveu zoar os produtos que usam sua imagem e que estão à venda na Amazon, desde uma biografia não autorizada, “Famous Person” (Pessoa Famosa), assinada por seu “autor favorito” chamado apenas de Michael, até almofadas e um cobertor estampado com fotos suas. Ele postou uma série de vídeos em seu Instagram reagindo a esses produtos, com direito a leitura de resenhas mal escritas e quantidade de estrelas recebidas dos consumidores. Para arrematar, ainda brincou com seu irmão, ao incluir um pôster de Dylan Sprouse para ironizar o fato dele ser descrito como “hot actor” e não ter nenhuma resenha. Veja os vídeos abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cole Sprouse (@colesprouse)

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    Astro de novelas argentinas será investigado no Brasil por estupro

    8 de abril de 2021 /

    O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra Juan Darthés, astro veterano de novelas argentinas, que está atualmente no Brasil. Ele é acusado de estupro pela atriz Thelma Fardin (“Sou Luna”). Nascido em São Paulo com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul, o ator de 56 anos foi acusado formalmente pela Justiça da Nicarágua, onde o abuso teria acontecido em 2009, mas antes de ser detido voltou para a Argentina. Segundo a denúncia original, o ator se aproveitou da “relação de confiança” com Fardin para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, durante a divulgação internacional da novela infantil “Patinho Feio” (2007-2008), que ambos protagonizavam. À época, Fardin tinha 16 anos e Darthés 45. Depois disso, ele estrelou mais quatro novelas na Argentina. Mas em 2018 o Ministério público argentino passou a colaborar com a Justiça nicaraguense e iniciou um processo penal contra o ator, que então resolveu se refugiar no Brasil, devido à sua cidadania. Na época, atrizes brasileiras, como Bruna Linzmeyer e Débora Falabella, iniciaram uma manifestação contra a vinda do ator ao país. Intocável no Brasil, Darthés foi denunciado nas redes sociais por Fardin, numa iniciativa que deu início ao movimento #MeToo na Argentina em 2018. Após o caso vir à público, outras quatro atrizes acusaram o ator de estupro. Agora, a situação mudou. Com a decisão do MPF, abre-se a possibilidade de Darthés ser julgado no Brasil — pela Constituição, o país não pode extraditar seus cidadãos, mas o Código Penal prevê que possam ser julgados em território brasileiro por crimes cometidos no exterior. Se ele fugir novamente, há um mandato internacional de captura pela Interpol. “Espero que a mensagem enviada pelo Brasil, não somente nesse caso particular, seja a de que o Brasil não pode servir de refúgio e de esconderijo para estupradores, ainda mais para um estuprador com pedido de captura internacional”, disse Fardin nesta quarta (7/4), em Buenos Aires, após um evento para anunciar a decisão do MPF. Thelma Fardin tem atualmente 29 anos e está em cartaz nos cinemas argentinos com “La Estrella Roja”, uma comédia com estrutura de falso documentário que tem arrancado elogios rasgados da crítica desde sua estreia em março passado.

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    Krypton: Regé-Jean Page comenta notícia de que perdeu papel por ser negro

    7 de abril de 2021 /

    O ator Regé-Jean Page, intérprete do Duque de Hastings de “Bridgerton”, postou nas redes sociais sua reação à reportagem da revista The Hollywood Reporter que revelou que ele não conseguiu o papel principal da série “Krypton” por ser negro. “Ouvir sobre essas conversas não dói menos agora do que doeu naquela época”, Page tuitou nesta quarta-feira (7/4). “Para ser honesto, os esclarecimentos quase doem ainda mais”, acrescentou Embora Page não mencione “Krypton” no tuíte, ele termina com as palavras “Nós ainda voamos” – que aparentemente se refere à capacidade do Superman de voar. Uma longa reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre as acusações de Ray Fisher contra a Warner Bros. revelou que Geoff Johns, quando foi presidente da DC Entertainment entre 2010 e 2018, impediu os produtores da série “Krypton” de escalar Regé-Jean Page como protagonista da série “Krypton”. De acordo com as fontes da produção ouvidas pela THR, Johns teria citado especificamente o fato de Page ser negro como impedimento para que ele interpretasse o papel. “Krypton”, que ficou no ar entre 2018 e 2019, contava as aventuras de Seg-El, avô de Kal-El (o futuro Superman), antes da destruição de seu planeta. O papel acabou interpretado por Cameron Cuffe, um ator branco. Representantes de Johns responderam à acusação dizendo que o produtor achou, na época, que os fãs esperariam um ator “que se parecesse com um jovem Henry Cavill” no papel de Seg-El. Em outras palavras, os fãs não aprovariam um negro como avô de Superman. Hearing about these conversations hurts no less now than it did back then. The clarifications almost hurt more tbh. Still just doing my thing. Still we do the work. We still fly. 👊🏽 — Regé-Jean Page (@regejean) April 7, 2021

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    Ator é preso por enganar investidores com contratos falsos da Netflix

    7 de abril de 2021 /

    O ator Zach Avery, cujo nome verdadeiro é Zachary Horwitz, foi preso na terça-feira (6/4) em Los Angeles em conexão com um grande esquema de pirâmide de Hollywood. Conhecido apenas por ter estrelado filmes muitos ruins e de baixíssimo orçamento, ele teria conseguido enganar diversos investidores, levantando mais de US$ 227 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) para produção de longas-metragens. Segundo reportagem do jornal Los Angeles Times, Avery falsificou acordos de licenciamento com a Netflix, HBO, e outras plataformas para convencer os investidores que teria contrato com essas empresas. Em uma declaração juramentada apresentada no tribunal federal de Los Angeles, o agente do FBI John Verrastro disse que Avery usou esses fundos para “benefício pessoal” e para fazer pagamentos a investidores anteriores “no estilo de um esquema clássico de pirâmide”. Ele usou parte do dinheiro para comprar uma casa com piscina, adega e academia em Los Angeles em 2018, agora à venda por US$ 6,5 milhões.

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    Fábio Assunção vence processo contra iFood por publicidade indevida

    7 de abril de 2021 /

    O ator Fábio Assunção venceu um processo contra a iFood e deverá ser indenizado em R$ 20 mil. De acordo com a ação movida pelo advogado do ator, Caio Mariano, uma loja da plataforma usou, sem autorização, uma foto do artista com fins publicitários. A decisão é do Tribunal de Justiça do Rio. Apesar da vitória, uma foto do ator continua anunciando uma campanha de restaurante de sushi do iFood carioca no Facebook. O nome do ator também batiza um hamburger entregue pelo iFood no estado do Pará.

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    Versão live-action de “A Pequena Sereia” será filmada na Ilha da Sardenha

    6 de abril de 2021 /

    A Disney definiu onde vai filmar as cenas externas da versão live-action de “A Pequena Sereia”. Um oficial da agência turismo da Sardenha, Fabrizio Scolafurru, fez a revelação ao jornal local La Nuova Sardegna, ao relatar que a produção movimentará a região italiana com a chegada de cerca de 300 profissionais para trabalhar na ilha por “aproximadamente três meses”. A equipe de produção do longa dirigido por Rob Marshall (“O Retorno de Mary Poppins”) começará a desembarcar na Ilha da Sardenha nas próximas semanas. As filmagens serão transferidas do Pinewood Studios, em Londres, para a pequena vila costeira de Santa Teresa di Gallura, na costa norte da ilha, conhecida por sua impressionante orla marítima de águas cristalinas, costões rochosos e construções medievais. As câmeras devem começar a rodar no início do verão europeu (nosso inverno). Até lá, olheiros da Disney estão vasculhando a região em busca dos melhores locais para as filmagens. “A Pequena Sereia” é uma das últimas animações do catálogo da Disney que ainda não foi refilmada com atores reais, uma estratégia que rende hits como “Aladdin”, que faturou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. O filme começou a ganhar vida com roteiro de Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”), mas foi reescrito por David Magee a pedido do diretor Rob Marshall. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, no ano passado. Além disso, o longa contará com mais três vencedores do Oscar acostumados a trabalhar com Marshall: o diretor de fotografia Dion Beebe, a figurinista Colleen Atwood e o diretor de arte John Myhre. O trio colaborou com o cineasta em “Memórias de Uma Gueixa” (2005) e “Chicago” (2002). Também faz parte da equipe compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho dos anos 1980, que está desenvolvendo com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) uma nova trilha. Já o elenco é encabeçado pela atriz e cantora Halle Bailey (da série “Grown-ish”), intérprete de Ariel, numa mudança racial em relação ao desenho, e Jonah Hauer King (da minissérie “Little Women”, da BBC) como o Príncipe Eric. Outros atores da produção incluem Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”), Jacob Tremblay (“Extraordinário”), Awkwafina (“Podres de Rico”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Ainda não há previsão de estreia para o novo “A Pequena Sereia”. Mesmo sem uma data de estreia definida, algumas informações sobre o live-action de A Pequena Sereia já foram reveladas, como os atores principais que farão parte do elenco. Entre os nomes confirmados estão Halle Bailey (Ariel), Melissa McCarthy (Úrsula), Jonah Hauer-King (Príncipe Eric), Javier Bardem (Rei Tritão), Jacob Tremblay (Linguado) e Daveed Diggs (Sebastião). Também foi anunciado que o filme contará com as músicas originais da animação de 1989, mas ainda trará canções originais de Alan Menken e Lin-Manuel Miranda. Nós mal podemos esperar para conferir!

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    Bolsonaro cumpre ameaça e Ancine começa mudança para Brasília

    6 de abril de 2021 /

    Enquanto a pandemia continua a ocupar o noticiário, o governo Bolsonaro segue passando a boiada. A coluna de Lauro Jardim, no jornal o Globo, revelou que a Ancine iniciou um processo para diminuir a sua presença física no Rio de Janeiro. No final da semana passada, a agência desocupou um andar inteiro de um prédio no Centro da cidade e a expectativa é que, ainda em abril, um andar no prédio da Anatel, em Brasília, seja disponibilizado para a agência. Em janeiro, o Ministério das Comunicações sugeriu que poderia realizar uma fusão entre a Ancine e a Anatel, entidades de pastas e funções completamente distintas. Neste sentido, a mudança da Ancine para o prédio da Anatel seria praticamente uma declaração de intenções. Bolsonaro tem se mostrado insatisfeito com a Ancine desde o começo de seu governo. Em agosto de 2019, ele ameaçou pela primeira vez a transferência do órgão colegiado para Brasília, como parte de um plano para a Ancine “deixar de ser uma agência e passar a ser uma secretaria subordinada a nós”. O objetivo, segundo Bolsonaro, era sujeitar a aprovação de projetos a seus “filtros” (ou gosto) pessoais. “Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ficar usado para filme pornográfico”, afirmou. Um mês depois desta declaração e inconformado com a demora para conseguir o que queria, Bolsonaro foi mais longe e ameaçou “degolar” os integrantes da Ancine: “Se a Ancine não tivesse, na sua cabeça toda, mandato, já tinha degolado todo mundo”. A ameaça foi completada por um gesto com as mãos sob o pescoço que representa o assassinato por meio de degola. Desde a posse de Bolsonaro, a Ancine enfrenta uma crise sem precedentes, atuando com um presidente interino nunca efetivado e com uma diretoria incompleta, que não tem seus diretores nomeados. Enquanto isso, a arrecadação das taxas Condecine e Fistel, pagas pela indústria de telefonia e audiovisual para o financiamento público de novas produções brasileiras de cinema e TV, acumula uma fortuna não contabilizada em cofres que têm sido blindados de investigação, sem que projetos novos – ou muito poucos – sejam beneficiados com a verba do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Apenas os valores arrecadados em 2018 (para serem investidos em 2019) foram divulgados (e somente em dezembro de 2019): um montante de R$ 703,7 milhões. Desde então, as taxas fecharam mais dois anos de arrecadação não revelada, podendo ter ultrapassado R$ 2 bilhões de dinheiro sem uso – ou com mau uso. O Ministério Público Federal (MPF) questionou, num ofício datado de 13 de outubro do ano passado, porque a Ancine tinha aprovado apenas um projeto para obter recursos do FSA num período de dez meses, pedindo que a agência tornasse públicos relatórios anuais de gestão do FSA. “Apuramos que houve uma ordem da procuradoria da Ancine de que não fosse dado andamento a processos, a não ser aqueles que obtivessem liminar na Justiça. Houve, portanto, negligência ao correto andamento desses procedimentos, como houve ação deliberada de paralisação”, denunciou o procurador. Mas um juiz da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro barrou a investigação, aceitando a explicação de que “a culpa é da burocracia”. Na ocasião, já havia ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine na Justiça Federal do Rio, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Neste meio tempo, a Ancine mudou sua atividade principal, deixando de ser uma instituição de fomento para virar um escritório de cobranças, aproveitando uma orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre problemas de prestações de contas para rever centenas de balanços anteriormente aprovados de produções com mais de 20 anos, como “Madame Satã”, de 2002, “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida”, de 2004, e “Xuxa Gêmeas”, de 2006. Por coincidência, depois de a apresentadora Xuxa Meneghel criticar o governo Bolsonaro e após o presidente dizer que iria rever aprovação de filmes de temática LGBTQ pela Ancine. “Confesso que não entendi por que gastar dinheiro público com um filme desses”, disse Bolsonaro em agosto passado. Enquanto escondia os valores de arrecadação do FSA, a Ancine também fez parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul para assumir ainda outra função, oferecendo empréstimos financeiros para produtores de cinema. Neste caso, a ideia original do FSA, de investimento à fundo perdido, foi substituída por um negócio batizado de “linha de crédito emergencial” que passaria a cobrar juros – para terceiros (banco) ou para a própria Ancine (em parceria com banco). O que a Ancine faria com o lucro obtido com as taxas de empréstimo? Na segunda-feira (5/4), deputados da Comissão de Cultura da Câmara classificaram de “perseguição política” a paralisação nas atividades da Ancine e a demora na liberação de recursos para produções já contempladas em editais da agência. Convidado para debater com os integrantes da comissão, o presidente interino da entidade, Alex Braga, alegou que a questão foi judicializada e, por isso, não iria comparecer. Quem pode desaparecer a seguir é a própria Ancine.

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    Paul Ritter (1966 – 2021)

    6 de abril de 2021 /

    O ator britânico Paul Ritter, que estrelou “Chernobyl” e a sitcom “Friday Night Dinner”, morreu em sua casa nesta terça (6/4) de tumor cerebral aos 54 anos. Os créditos de Ritter também incluem vários filmes, entre eles blockbusters como “007 – Quantum of Solace” e “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, além de séries recentes como “Belgravia” e “Cold Feet”. Ele ainda se destacou em muitas peças de teatro, sendo indicado ao Tony (o Oscar teatral) em 2009 pela produção de “The Norman Conquests”. Na premiada minissérie “Chernobyl”, ele se destacou como Anatoly Diatlov, o odiado engenheiro cabeça-dura responsável pelo acidente nuclear que contaminou parte da Europa nos anos 1980. Mas seu papel mais lembrado é o do patriarca da família Goodman, que toda sexta-feira se reunia com a mulher e os filhos para um jantar engraçadíssimo em “Friday Night Dinner”, rotina que durou seis temporadas, exibidas de forma intermitente entre 2011 e 2020, e que ganhará uma retrospectiva em seu aniversário de dez anos no canal pago britânico Channel 4. O criador de “Friday Night Dinner”, Robert Popper, tuitou: “Devastado com esta notícia terrivelmente triste. Paul era um ser humano adorável e maravilhoso. Gentil, engraçado, super-atencioso e o melhor ator com quem já trabalhei”.

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    Liga da Justiça: Joss Whedon quis deixar Mulher-Maravilha “estúpida” após briga com Gal Gadot

    6 de abril de 2021 /

    Ray Fisher não foi a única estrela da “Liga da Justiça” que ficou infeliz com a substituição de Zack Snyder por Joss Whedon nas refilmagens do longa. Uma reportagem sobre os bastidores tumultuados da produção, publicada pela revista The Hollywood Reporter, revelou que Whedon entrou em confronto com todas as estrelas do filme, incluindo Jeremy Irons. Não só isso. Gal Gadot foi à luta e levou suas reclamações não apenas ao chefe do estúdio de cinema, mas também ao presidente da Warner Bros. Uma fonte ouvida pela publicação afirma que Gadot teve várias preocupações com a versão de Whedon, incluindo “questões sobre sua personagem ser mais agressiva do que em ‘Mulher-Maravilha’. Ela queria fazer a personagem fluir de um filme para o outro.” O maior conflito, dizem as fontes, veio quando Whedon pressionou Gadot a gravar falas de que ela não gostava. Para que a atriz cedesse, ele teria ameaçado prejudicar sua carreira. Whedon também teria diminuído o trabalho da diretora Patty Jenkins em “Mulher-Maravilha”. Uma testemunha da produção, que teria conversado com os investigadores contratados pela Warner para apurar o que aconteceu nos bastidores do filme, disse que, após um confronto, “Joss ficou se gabando de ter colocado Gal no seu lugar. Ele disse que era o escritor e que ela calasse a boca e dissesse suas falas, pois podia fazê-la parecer incrivelmente estúpida neste filme.” Outra fonte informou que Gal Gadot e Patty Jenkins se juntaram e foram à luta, levando a situação até o então presidente da Warner, Kevin Tsujihara. Questionada sobre o fato, Gadot respondeu em um comunicado: “Eu tive meus problemas com [Whedon] e a Warner Bros. lidou com isso em tempo hábil.” A atriz já tinha mencionado a polêmica em dezembro, em entrevista ao jornal Los Angeles Times. “Eu não estava presente quando Joss Whedon filmou com outros meninos [do elenco]. Mas tive minha própria experiência com ele, que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”, disse a atriz na ocasião. Uma das cenas estúpidas, que Joss ameaçou filmar, acabou entrando no longa. Gadot se recusou a gravar uma sequência em que o Flash cai sobre a Mulher-Maravilha, gerando uma situação de desconforto. Whedon simplesmente colocou uma dublê em seu lugar e incluiu a piada sem graça na versão de cinema de “Liga da Justiça”. Ele já tinha feito a mesma cena com Bruce Banner/Hulk e Viúva Negra em “Vingadores: Era de Ultron”. Três meses após “Liga da Justiça” fracassar nas bilheterias, Whedon anunciou que tinha desistido de filmar “Batgirl” na Warner. “’Batgirl’ é um projeto tão empolgante e a Warner/DC parceiros tão colaborativos que demorei meses para perceber que eu realmente não tinha uma história”, disse ele para justificar o afastamento na época.

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    Produtor da Warner impediu Regé-Jean Page de estrelar série por ser negro

    6 de abril de 2021 /

    Uma longa reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre as acusações de Ray Fisher contra a Warner Bros. revelou que Geoff Johns, quando foi presidente da DC Entertainment entre 2010 e 2018, impediu os produtores da série “Krypton” de escalar Regé-Jean Page (o futuro Duque de Hastings de “Bridgerton”) como protagonista da série “Krypton” por ser negro. De acordo com fontes da THR, Johns teria citado especificamente o fato de Page ser negro como impedimento para que ele interpretasse o papel. “Krypton”, que ficou no ar entre 2018 e 2019, contava as aventuras de Seg-El, avô de Kal-El (o futuro Superman), antes da destruição de seu planeta. O papel acabou interpretado por Cameron Cuffe, um ator branco. Representantes de Johns responderam à acusação dizendo que o produtor achou, na época, que os fãs esperariam um ator “que se parecesse com um jovem Henry Cavill” no papel de Seg-El. Em outras palavras, os fãs não aprovariam um negro como avô de Superman. Mas este não teria sido o único problema de escalação em “Krypton”. Johns também teria vetado a possibilidade do personagem Adam Strange, um herói interpretado por Shaun Sipos, ser retratado como gay ou bissexual. O personagem, que viaja do futuro para avisar Seg-El sobre o ataque do vilão Brainiac (Blake Ritson) e contar a ele sobre os feitos do seu neto, é heterossexual nos quadrinhos. Na série, supostamente por determinação de Johns, a sexualidade de Strange é apenas sugerida. O personagem é visto sorrindo para um soldado nu do sexo masculino em uma cena de “Krypton”, mas também tem uma breve conversa com Alanna, seu interesse romântico nos quadrinhos, que implica um passado entre eles. “Geoff celebra e apoia personagens LGBTQIAP+, incluindo a Batwoman, que voltou aos quadrinhos em 2006, como uma mulher lésbica, em uma série coescrita por ele”, comentaram os representantes do produtor, sem citar o caso específico relatado na matéria. O THR ainda cita a roteirista Nadria Tucker, que tuitou em 24 de fevereiro: “Não falo com Geoff Johns desde o dia em que ele tentou me dizer o que é e o que não é uma coisa negra”. Procurada para esclarecer o comentário, ela disse que Johns impediu que o penteado de uma personagem negra fosse mudado em cenas que aconteceram em dias diferentes. “Eu disse que nós, mulheres negras, tendemos a mudar nosso cabelo com frequência. Não é estranho, é uma coisa negra”, ela afirmou. “E ele disse: ‘Não, não é’. ” O porta-voz de Johns respondeu que a preocupação do produtor era sobre continuidade. “O que eram notas de continuidade padrão para uma cena estão sendo comentadas de uma forma que não é apenas pessoalmente ofensiva para Geoff, mas para as pessoas que sabem quem ele é, conhecem o trabalho que ele fez e conhecem a vida que ele vive, pois Geoff conhece pessoalmente, em primeira mão, os efeitos dolorosos dos estereótipos raciais em relação ao cabelo e outros estereótipos culturais, tendo sido casado por uma década com uma mulher negra e por sua segunda esposa ser asiática-americana, assim como seu filho, que é mestiço”. A reportagem ainda sugere que as fontes da reportagem não foram ouvidas na investigação iniciada pela Warner para apurar as acusações de Fisher sobre os bastidores de “Liga da Justiça”, que terminaram supostamente enquadrando apenas o diretor Joss Whedon, responsável pelos problemas iniciais com o elenco. Supostamente, porque o nome de Whedon não foi apontado na conclusão dos trabalhos. Em comunicado oficial, o estúdio disse apenas: “A investigação da WarnerMedia sobre o filme da ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Dias antes, Whedon tinha anunciado que estava se afastando de “The Nevers”, série que ele criou e que estreia no domingo (11/4) na HBO. Geoff Johns, por sua vez, continua à frente da série “Stargirl”, que ele criou, baseando-se em quadrinhos que ele também escreveu, além de ter trabalhado, após “Liga da Justiça”, nos roteiros de “Aquaman” e “Mulher-Maravilha 1984”.

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    Brasil tem apenas 128 cinemas em funcionamento

    5 de abril de 2021 /

    Os números de bilheteria do fim de semana no Brasil revelaram o estado crítico do circuito cinematográfico, após o fechamento de salas nas principais cidades do país. Apenas 4,5 mil pessoas foram aos cinemas entre quinta e domingo passado (4/4), quando “Raya e O Último Dragão” liderou a bilheteria com apenas R$ 29,7 mil de arrecadação, assistido por cerca de 1,7 mil espectadores. O total de ingressos vendidos no período não passou de R$ 60,7 mil, segundo levantamento da consultoria ComScore. A arrecadação baixa reflete o agravamento da pandemia de covid-19 e a ampliação das restrições no Brasil. No pior momento da crise sanitária no país, as medidas para conter o coronavírus resultaram no fechamento da vasta maioria das salas de cinema, deixando apenas 128 salas em funcionamento em todo o território nacional. Ou seja, 3,6% do total. A situação será mantida pelo menos por mais uma semana. Por conta disso, vários lançamentos foram adiados e três filmes indicados ao Oscar 2021 não tem nem sequer previsão de chegar ao Brasil, já que não pertencem à plataformas de streaming, entre eles os favoritos a prêmios “Minari”, “Bela Vingança” e “Nomadland”.

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