Oscar 2021 quer ser o mais cinematográfico de todos
Afinal de contas, o Oscar é um evento cinematográfico ou um programa de TV? A questão é relevante porque, embora premie os melhores do cinema, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA sofre pressão constante da rede ABC para que sua cerimônia tenha grande audiência. E historicamente esta pressão tem influenciado várias decisões, inclusive a seleção dos indicados. Desde a vitória de “Moonlight” em 2017, os organizadores do Oscar têm recebido orientações explícitas da rede televisiva do grupo Disney para ter mais artistas e filmes populares em sua seleção. Isto levou até à discussão da criação de uma categoria de Melhor Filme Popular em 2018 – prontamente rechaçada pela crítica. A pressão acabou resultando na inclusão de cada vez mais blockbusters, inclusive filmes de super-heróis, na disputa do prêmio principal. Só que isso não teve o efeito desejado. A audiência, na verdade, desabou de vez. Vale a pena comparar. A vitória de “Moonlight”, um filme independente de temática LGBTQIA+, com diretor e elenco negros, foi vista por 32,9 milhões de pessoas – o pior público da premiação até então. No ano passado, com o blockbuster “Coringa” no páreo, a audiência foi de 23,6 milhões. Quem apontar que a vitória histórica de “Parasita”, uma produção sul-coreana, alienou o público vai ignorar que os demais candidatos representavam as maiores bilheterias já reunidas numa lista de indicações – além disso, o resultado surpreendente só foi conhecido ao fim da transmissão. A conclusão é óbvia. O que torna o Oscar duro de assistir não são os candidatos. É o formato. Durante anos, o evento foi influenciado pelos musicais da Broadway, com shows de dança e canções entre seus anúncios de premiados. Vestidos em trajes de gala, os apresentadores também evocam bailes de elite de dois séculos atrás. O Oscar é antiquado, careta, cafona, porque muitos de seus eleitores e seu comitê organizador são da época em que se falava careta e cafona. Nos últimos seis anos – desde que a hashtag #OscarSoWhite abalou a Academia – , várias mudanças de bastidores foram feitas no processo de votação, em busca de maior representatividade entre os eleitores, que conseguiram de fato assegurar indicados mais inclusivos. Ao mesmo tempo, porém, pouco mudou no palco do Dolby Theatre – fora sua mudança de nome, diante das dificuldades financeiras da Kodak, que batizava o local. A pandemia de coronavírus proporcionou um novo desafio e uma alternativa radical ao Oscar de sempre. Afinal, com poucos blockbusters no mercado, por opção dos próprios estúdios, o período acabou trazendo de volta o cinema independente ao primeiro plano, além de abrir de vez as portas da Academia para o streaming. Logicamente, grandes bilheterias ficaram de fora da premiação. Sem saída senão inovar, o Oscar inovou – uma aposta que pode dar certo ou errado, mas que finalmente foi feita. Entre outras coisas, a cerimônia vai se passar numa estação de trem, a Union Station de Los Angeles, mudando toda a expectativa do ambiente. Mais que isso: a premiação está sendo encarada, pela primeira vez, com uma visão cinematográfica – em vez da tradicional abordagem de programa de variedades. Haverá um cenário, tema, enquadramentos e roteiros com padrões de cinema, garantem os organizadores. Os responsáveis pela cerimônia incluem um cineasta indie, Steven Soderbergh, uma produtora de filmes cults, Stacey Sher, e o produtor Jesse Collins, que este ano encenou a melhor cerimônia de premiação da indústria do entretenimento americano, o Grammy Awards. A experiência de Collins, ao realizar o primeiro evento de premiação presencial do ano, influenciou a decisão de fazer um Oscar sem participações por videochamadas – artistas europeus que não puderam viajar a Los Angeles contracenarão com os colegas em cenários especiais preparados em Londres e Paris. Esta proposta coincidiu com a expertise de Soderbergh como diretor de “Contágio”, que já o tinha colocado à frente dos esforços de Hollywood na elaboração de protocolos de trabalho durante a pandemia. Soderbergh também é ousado por natureza, sempre buscando formatos diferentes para contar suas histórias. Para completar, Sher (a produtora de “Pulp Fiction”!) trouxe a capacidade de transformar projetos inovadores em realizações factíveis. A maioria dos detalhes estão sendo guardados para o público descobrir ao vivo, durante a noite deste domingo (25/4), mas uma coisa os três fizeram questão de reforçar: o Oscar 2021 será o mais cinematográfico de todos, ainda que continue a ser exibido pela televisão. A transmissão está marcada para começar a partir das 20h nos canais pagos TNT e TNT Séries, na plataforma TNT Go e na rede Globo (somente o final, após o “Big Brother Brasil”).
Brasileira faz parte da equipe de “Mank” que concorre ao Oscar 2021
Uma cenógrafa brasileira integra o time de profissionais do filme “Mank”, produção da Netflix dirigida por David Fincher, que disputa o Oscar 2021 neste domingo (25/4). Daniela Medeiros já recebeu, inclusive, reconhecimento do Sindicato dos Diretores de Arte, levando para casa seu ADG Award como integrante da equipe de “Mank”, premiada com o troféu de Melhor Direção de Arte em Filme de Época do ano. Formada em Arquitetura e Urbanismo e Design de Mobiliário em Curitiba, onde também fez um curso de cinema, ela se mudou para Los Angeles em 2013, a princípio para um mestrado no American Film Institute. Como surgiram convites de trabalho, em filmes da Marvel como “Thor: Ragnarok” e “Homem-Formiga e a Vespa”, ela acabou ficando em Hollywood, onde também trabalhou em “Godzilla II: Rei dos Monstros” e na série “Star Trek: Picard”, entre muitos outros projetos. Em “Mank”, ela foi responsável pelos desenhos de três sets diferentes, que levaram os espectadores de volta aos anos 1930, num trabalho de reconstituição que foi materializado em um grande galpão no centro de Los Angeles. Por conta da pandemia, que restringiu o número de participantes do Oscar, a premiação destacou apenas dois profissionais, chefes de departamento, para acompanhar a cerimônia. Daniela não foi convidada e deve torcer em casa sozinha. Ao todo, “Mank” tem 10 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, mas é favorito apenas na categoria em que a curitibana trabalhou, disputando o prêmio de Melhor Design de Produção com “Meu Pai”, “A Voz Suprema do Blues”, “Relatos do Mundo” e “Tenet”. A artista brasileira está atualmente envolvida nas produções do filme de super-herói “Adão Negro”, para a Warner Bros., e da fábula “Pinóquio, da Disney. Quem quiser conhecer melhor seu trabalho está convidado a visitar seu Instagram, onde ela detalha etapas da produção cenográfica, das plantas arquitetônicas ao visual finalizado das cenas cinematográficas. Clique abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANIELA MEDEIROS (@danielamedeiros_)
Mercado publicitário reage à projeto homofóbico da Assembleia Legislativa de SP
Um projeto de lei (PL) em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) colocou o mercado publicitário em alerta e chamou atenção de diversas entidades pela clareza de sua intenção, ao promover preconceito e buscar marginalizar um grupo social. Apresentado pela deputada estadual Marta Costa (PSD), o projeto pretende proibir veiculação de publicidade no estado de São Paulo que “contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionado a crianças”. Segundo a autora do PL, tais propagandas trariam “desconforto emocional a inúmeras famílias” e mostram “práticas danosas” às crianças. Para ela, a proibição vai “evitar a inadequada influência na formação de jovens e crianças”. A discussão em plenário estava prevista para terça passada (20/4), mas foi atropelada por outras pautas e só deverá entrar em votação na semana que vem. Ainda que a proposta seja inconstitucional, chocou o mercado por ter chegado tão longe. Entidades ligadas aos direitos LGBTQIA+, como Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), Mulheres EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero) e a ONG Mães pela Diversidade no Estado de São Paulo repudiaram prontamente o projeto, que discrimina mães e pais LGBTQIA+, e enviaram ofícios à Alesp. A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) também emitiu um comunicado afirmando o óbvio: que a proposta é inconstitucional por “impor discriminação à liberdade de expressão comercial e ao direito de orientação sexual”. Além disso, é uma tentativa de “censura de conteúdo, abrindo um precedente perigosíssimo para a liberdade de expressão e os direitos de minorias”. O mesmo fez a Associação Brasileira de Anunciantes (Aba), reforçando que se trata de iniciativa inconstitucional e ilegal. O PL viola o artigo 220 da Constituição, que defende que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”. Vai além, ao usar o termo “preferência sexual”, que é incorreto e preconceituoso, para se referir à “orientação sexual”, e, ainda por cima, pretende legislar sobre publicidade e propaganda, o que é de competência exclusiva da União. Ao contrário do que pretendia, a iniciativa ofensiva serviu para fortalecer a defesa dos direitos LGBTQIA+ pelo mercado. A agência Mutato, por meio de seu Comitê de Diversidade, criou um grupo de discussão sobre o assunto, que já tem o apoio de mais de 110 líderes de diferentes empresas — entre anunciantes (como Ambev, Avon, iFood e Mastercard), agências de propaganda (como Africa, AlmapBBDO, Ogilvy e Publicis), plataformas de mídia (como o Twitter, Facebook e TikTok) e entidades de classe (como a Aba e a Abap). O objetivo é rechaçar iniciativas preconceituosas como a PL da deputada do PSD para criar (e assumir) compromissos públicos que assegurem representatividade em novas campanhas publicitárias e segurança à comunidade LGBTQIA+ nas equipes responsáveis por elas.
Zac Efron choca fãs com transformação visual
Convidado do evento ao vivo “Earth Day! The Musical”, que celebrou o “Dia da Terra” nesta quinta (22/4), o ator Zac Efron acabou chamando atenção por parecer muito diferente de seu visual habitual. Embora os dias da fase adolescente de “High School Musical” tenham ficado para trás, muitos se assustaram com expressão plastificada do ator, caracterizada por um maxilar bem marcado e lábios inchados, que parecem ter aumentado muito o tamanho de sua cabeça. A suspeita de uma possível harmonização facial gerou uma procissão de lamentações nas redes sociais. Os comentários negativos foram ampliados pela circulação de uma foto retocada (acima), que explorou ainda mais a estranheza do novo visual. O novo rosto acompanha ainda uma mudança física completa do ator, que nos últimos meses investiu em desenvolver um corpo marombado. Por conta disso, os brasileiros chegaram a comprar o ator com o cantor musculoso Eduardo Costa. Já os norte-americanos – e os brasileiros mais pops – lembraram de outro artista: The Weeknd no clipe de “Save Your Tears”, em que ele aparece deformado após passar por uma “demonização facial”. Veja abaixo a reação dos fãs à incrível transformação de Efron, que também foi comparada a um Shrek da vida real. Não faltou bullying, até que uma voz da razão veio reclamar de outro exagero: a falta de noção. I refuse to believe this is Zac Efron pic.twitter.com/ReQOj0qSZU — 〄 Yousra 〄 | House of Gucci stan | (@youyaslife) April 22, 2021 zac efron, por que? pic.twitter.com/qqjCR50f3A — camila 🐣 (@camilalinda444) April 23, 2021 Gente, a pessoa é bonita e faz harmonização fácil pra ficar feia. Pq eu nunca vi uma pessoa que fez isso ficar bonita — Yslla K ⁷ (@YsllaKeyssi) April 22, 2021 Foto inédita do Zac Efron cantando Start of something new no set de High school musical! pic.twitter.com/20Vuv7e4u4 — 𝐧𝐲𝐱𝐱 𓆗 | 📖: Lágrimas de diamante (@NyxxLangdon) April 22, 2021 Zac Efron virou o Shrek pic.twitter.com/OuTaF3UCYv — I’m ᴱᵘ (@eudontlikevoce) April 22, 2021 Essa foto tem um pouco de edição, ele tá bem diferente, mas vcs tão exagerando. (Essas são do video de onde a foto foi tirada) pic.twitter.com/TfXLf3oMjp — Lila (@LilaCim19) April 22, 2021 Some people telling Zac Efron botched surgery photo is fake. But looking at his Instagram, he most certainly messed up his face. pic.twitter.com/RykX18bCHS — Renard (@RenardInk) April 22, 2021 What did Zac Efron do to himself… pic.twitter.com/C9Nae3rIwp — Connor Behrens (@ConnorBehrens) April 23, 2021 meu deus o zac efron ta igual o the weeknd no clipe de save your tears pic.twitter.com/YGir9TDqsb — ؘ (@hscrawnyy) April 22, 2021 zac efron confirmado no live action de sherek pic.twitter.com/6n2IQHJBlc — a varinha do harry potter (não disse qual) (@XXXXvictorr) April 22, 2021 PRECISAVA DISSO ZAC EFRON????? pic.twitter.com/igytHzz8Ls — ⁸Guiny⁷ (@Chantaejg) April 23, 2021 o ator zac efron pic.twitter.com/CzWj3o48qv — Danilo Sanches (@danilo_sanches) April 22, 2021 Zac Efron is the new KEN pic.twitter.com/eVWKCO972L — Brenda (@igrosa1) April 22, 2021 So it's not okay to mock women by how they look, but it is okay to mock men by how they look? WTF is wrong with you all?! Zac Efron is 33 years old so he actually looks his age and still looks hot. pic.twitter.com/7mydLIdNUp — 𝐜𝐡𝐚𝐧𝐚𝐧𝐝𝐥𝐞𝐫 𝐛𝐨𝐧𝐠 🦋🧡 (@thatwritechick) April 23, 2021
Campanha com outdoor pede volta de Tony Stark aos filmes da Marvel
Dois anos depois de “Vingadores: Ultimato” dar a Tony Stark um final heroico bem merecido, sacrificando-se para salvar o universo inteiro da ameaça de Thanos, fãs do personagem vivido por Robert Downey Jr continuam acreditando que a Marvel pode trazê-lo de volta em um novo filme. Agora, uma campanha pela volta do Homem de Ferro ganhou impulso com a publicação de uma mensagem num outdoor em Los Angeles, implorando à Marvel Studios para reviver o herói. A campanha, aparentemente criada por fãs, também lançou uma hashtag, #BringBackTonyStarkToLife, que pode ser traduzida como “tragam de volta Tony Stark à vida”. Além de pedir a volta do personagem, o outdoor mostra uma data: 24 de abril de 2021, o próximo sábado. Ninguém sabe o que isso significa. Veja o outdoor abaixo. A new billboard has been put up by fans in Los Angeles, and asks Marvel Studios to bring the Iron Man, Tony Stark, back to life. pic.twitter.com/JtG2GvdzmL — Lights, Camera, Pod (@LightsCameraPod) April 22, 2021
Gal Gadot revela que espera terceira filha
Gal Gadot vai dar à luz mais uma Mulher-Maravilha. É a terceira da carreira. E não é no cinema, não. A atriz anunciou que sua terceira gravidez, revelada em março passado, vai trazer mais uma menina para sua família, depois de Alma (nove anos) e Maya (três). A revelação do sexo aconteceu durante aparição da estrela no programa “Live with Kelly and Ryan”, quando chegou a brincar que “não vai mexer em time que está ganhando”. Na entrevista, a atriz também comentou as dificuldades de ser mãe, dizendo que ela e o marido, Jaron Varsano, “fizeram tudo errado” em relação à rotina de sono da filha mais velha. “Quando Maya, nossa segunda, nasceu, pensamos: ‘De novo não’. Então a treinamos do jeito certo, e ela dorme a noite toda desde os cinco meses. Enquanto isso, Alma ainda vem para a nossa cama às vezes. […] Acho que essa é a parte mais difícil da maternidade: a falta de sono, estar cansada o tempo todo”, contou Gadot. Ela também confessou que fica mais emotiva quando está grávida. “Não dá para subestimar os hormônios. Na gravidez, eu choro com comerciais, com coisas que passam pela minha cabeça por acaso, com músicas. E normalmente não sou assim!”. Veja a entrevista (em inglês) abaixo.
Emilia Clarke vira autora de quadrinhos e revela capa da primeira publicação
A atriz Emilia Clarke, intérprete de Daenerys Targaryen em “Game of Thrones”, virou autora de quadrinhos. Ela revelou nas redes sociais que criou uma minissérie em quadrinhos chamada “M.O.M.: Mother of Madness”, que será lançada em três edições pela Image Comics, a partir do dia 21 de julho nos EUA. A publicação vai acompanhar uma super-heroína: Maya, uma mãe solteira “badass”. “Ela é engraçada, feroz e simplesmente uma mulher normal tentando entender suas m*rdas, mas com a adição de alguns poderes femininos úteis…”, descreveu Clarke em seu Instagram. “Não poderia ser mais feminino, não poderia ser mais fabuloso. Escrevi de coração e o projetei com nada além de amor”. Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, a atriz revelou que trabalha no projeto em segredo há dois anos com a ilustradora Jo Ratcliffe, responsável por artes da revista Vogue, das grifes Louis Vuitton, Kenzo, Jimmy Choo e até do clipe “Applause”, de Lady Gaga. “Sempre chamamos as mães de super-heroínas. Então, pensei: e se elas forem de verdade?”, disse Clarke na entrevista. “Maya teve uma vida muito difícil, e ela está em um momento em que tem raiva e vergonha de tudo o que a torna única. É só quando descobre seus poderes que ela encontra a aceitação de quem realmente é”. Emilia Clarke se junta a um time seleto de atores quadrinistas, que inclui Keanu Reeves, Rosario Dawson e poucos mais. E pode seguir seus colegas na ambição de adaptar seus personagens como uma atração live-action. Tanto “BRZRKR”, criada por Reeves, quanto “O.C.T.: Occult Crimes Taskforce”, de Dawson, têm projetos para virar filmes e/ou séries – respectivamente na Netflix e no canal pago A&E. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @emilia_clarke
HBO Max chega a 44,2 milhões de assinantes antes de estrear no Brasil
A WarnerMedia revelou os números do desempenho do seu serviço de streaming no primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, a HBO Max ganhou cerca de 2,7 milhões de novos assinantes, em grande parte devido ao impulso dos lançamentos da “Liga da Justiça de Zack Snyder” e de “Godzilla vs. Kong”. O crescimento é significativo porque, no mesmo período, a Netflix só conseguiu acrescentar mais 450 mil novos assinantes. A diferença é que a Netflix tem 207,6 milhões de assinantes globais, enquanto a HBO Max chegou agora a 44,2 milhões de assinantes, com base nos números medidos no final de março. Mas, por outro lado, a plataforma da Warner ainda não está presente em muitos países. O lançamento no Brasil, por exemplo, está marcado apenas para junho. Outro dado relevante foi o retorno financeiro da prioridade dada pela empresa ao streaming. O relatório preparado pela WarnerMedia para o mercado revelou que sua receita do primeiro trimestre cresceu 9,8% em relação ao ano passado, chegando a US$ 8,5 bilhões. As assinaturas da HBO Max foram consideradas forças motrizes na geração desse dinheiro, demonstrando que a empresa fez uma escolha inteligente com sua estratégia para 2021, ao decidir disponibilizar simultaneamente filmes no cinema e no streaming. Vale mencionar que os executivos da WarnerMedia acreditam que o sucesso da HBO Max se deve justamente a esta estratégia de lançamento, e em especial a “Godzilla vs. Kong”, minimizando os créditos da “Liga da Justiça de Zack Snyder” nessa estratégia.
Estrela de “Cinquenta Tons de Cinza” lança modelo de vibrador
A atriz Dakota Johnson está aproveitando a fama conquistada após estrelar a trilogia “Cinquenta Tons de Cinza” para fazer um lançamento especial de sua marca Maude. A atriz de 31 anos apresentou o “Drop”, um vibrador versátil, em sua conta pessoal do Instagram. “É com um grande prazer que apresento a vocês nosso novo produto. A Maude está lançando esse massageador que pode ser usado para estimular todas as zonas erógenas, com um parceiro ou sozinho”, explicou. “Sua versatilidade como um massageador íntimo e massageador corporal em todos os lugares é absolutamente épica. Sem mencionar que é o tamanho da viagem, discreto e legítimo.” “Eu o mantenho na minha bolsa? Sim. Obrigado e boa noite”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dakota Johnson (@dakotajohnson)
Ministro do Meio Ambiente leva #ForaSalles e invertida de Anitta nas redes sociais
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo de tuitaço nesta quarta (21/4) com a hashtag #ForaSalles, mas escolheu especificamente a cantora Anitta para retrucar. Ao subestimá-la, acabou levando uma invertida ainda maior que o comentário inicial da estrela. Divulgada por organizações ligadas à agenda ambiental, a iniciativa do tuitaço mobilizou milhares de internautas. Além de aderir ao #ForaSalles, Anitta acrescentou que o ministro, denunciado por corrupção pelo superintendente da PF (Polícia Federal) do Amazonas, presta “um desserviço para o meio ambiente”. Salles repostou o tuíte da cantora e ironizou: “Fica na sua ai, ô Teletubbie”. A ofensa foi uma referência ao programa infantil de mesmo nome criado em 1997. Anitta rebateu: “Que resposta madura. Quantos anos você tem? 12? Então é melhor sair do ministério anyway”. O ministro insistiu: “Se você conseguir demonstrar, sem ajuda de outra pessoa, que sabe quais são as capitais do Brasil ou pelo menos os nomes dos seis biomas brasileiros a gente começa conversar…”. Aí, Anitta destruiu: “Desculpa, querido. Não consigo te responder em 5 minutos como você me responde porque eu trabalho. Tava dando umas entrevistas em inglês, espanhol, em francês… você fala francês? Liga pra presidente da França? Ouvi dizer que ele AMA vocês. Aliás é uma loucura a quantidade de perguntas que tenho que responder sobre esse desgoverno de bosta que vocês estão fazendo. A única parte boa é que eu nem preciso explicar pq eu escolhi lançar algo pra fazer o Brasil lembrar que temos várias coisas pra se orgulhar. Pq com vocês no comando tá puxado… Se você conseguir explicar, pode ter ajuda de alguém, porque sozinho você não conseguiu raciocinar: qual o perigo de acabar com a fiscalização do Ibama ou de ir contra a Polícia Federal para defender madeireiros na maior apreensão de madeira na Amazônia… aí a gente começa a conversar”. O jornalista Nelson Motta oficializou o placar da luta: “Levou uma merecida mijada da Anitta. Alguém precisa avisar a ele que ela tem 50 milhões de seguidores nas redes sociais…” Para completar, a cantora ainda lembrou, ironicamente numa enquete postada no seu Twitter, que o ministro do Meio Ambiente não sabe onde vive o Mico Leão Dourado.
Tempest Storm (1928–2021)
A pin-up Tempest Storm, ícone do teatro burlesco americano, conhecida por seus cabelos de fogo e por ter estrelado filmes de Russ Meyer e Irving Klaw, morreu na terça (20/4) em seu apartamento em Las Vegas aos 93 anos. A artista sofria de demência e recentemente foi submetida a uma cirurgia no quadril. Nascida Annie Blanche Banks em Eastman, Geórgia, ela se mudou para Hollywood aos 20 anos, já divorciada duas vezes. O dinheiro como garçonete não pagava as contas e, assim, virou stripper no Follies Theatre, adotando o nome artístico Tempest Storm no final dos anos 1940. Suas apresentações burlescas a tornaram amiga de várias celebridades de Hollywood, desde a vizinha Marilyn Monroe até Frank Sinatra. Mas foi o diretor e produtor Russ Meyer quem teve a ideia de levá-la ao cinema, escalando-a em seus primeiros documentários de exploitation (exploração sexual), que registravam espetáculos de striptease e alimentavam o fetiche de mulheres de seios grandes. Sua estreia foi no curta “The French Peep Show” (1949), de Meyer, logo seguida pelos longas “Strip Strip Hooray” (1950), “Striptease Girl” (1952), “A Night in Hollywood” (1953) e muitos outros. Em 1955, ela chegou a dividir a tela com outra pin-up icônica, Bettie Page, no clássico “Teaserama” de Irving Klaw. Ela também estrelou “Buxom Beauties” (1956), de Klaw, no ano em que, de acordo com Review-Journal, tornou-se a artista burlesca mais bem pago da história, com um contrato de US$ 100 mil por 10 anos com a produtora burlesca Bryan-Engels. Em 1957, Storm começou a se apresentar em espetáculos exclusivos no Dunes Hotel and Casino, em Las Vegas, mantendo-se como uma das atrações principais da Cidade do Pecado até o final dos anos 1980. Dois anos após a estreia no Dunes, ela se casou com Herb Jeffries, um cantor de jazz da Orquestra de Duke Ellington. Mais tarde, disse que o casamento lhe custou um empresário e uma carreira no cinema porque Jeffries era negro. Sua lista de amantes conhecidos – ou pelo menos muito comentados – também inclui Elvis Presley, Mickey Rooney, Louis Armstrong, Sammy Davis Jr., o gangster Mickey Cohen e até o presidente John F. Kennedy. Em uma entrevista deste século, ela lembrou uma piada que Frank Sinatra costumava contar quando a apresentava ao público durante participações em seus shows. Ele a introduzia dizendo: “Ela me ensinou a me vestir”. E quando a multidão aplaudia, Sinatra acrescentava: “Vocês pensaram que eu ia dizer que ela me ensinou a me despir!” Embora tenha feito consideravelmente muitos filmes, Storm atuou pouco, pois a maior parte de sua filmografia foram registros documentais. Mesmo assim, participou de filmes de ficção, todos de títulos sugestivos, como “Paris After Midnight” (1951), “Paris Topless” (1966) e “Mundo Depravados” (1967). Nos anos 1970, Storm mudou de público, virando musa do rock. Em 1973, chegou a compartilhar uma turnê com a banda James Gang, que incluiu uma parada no Carnegie Hall de Nova York. “Essa foi a melhor apresentação”, ela disse mais tarde. “Que emoção.” Sua última apresentação ao vivo aconteceu em junho de 2010 durante um show de ícones do Burlesque Hall of Fame. Naquela noite, ela fraturou o quadril esquerdo, encerrando suas aparições no palco. Mas ela continuou aparecendo na mídia. Em 2011, foi entrevistada pelo roqueiro Jack White para um álbum chamado “Interview With Tempest Storm”, lançado pela própria empresa do guitarrista. E em 2016 sua vida foi tema de um documentário, “Tempest Storm: Burlesque Queen”, dirigido pela cineasta canadense Nimisha Mukerji e premiado no festival Hot Docs. O trailer do filme pode ser visto abaixo.
Ronda Rousey anuncia primeira gravidez
A atriz e lutadora Ronda Rousey, uma das principais responsáveis pela popularização do MMA feminino, anunciou nesta quarta-feira (21/4) que espera o primeiro filho. A novidade foi contada por meio de um vídeo publicado no canal do Youtube da ex-campeã do UFC. Rousey, que atualmente tem 34 anos, já está no quarto mês de gravidez. O bebê é fruto do casamento de Rousey e Travis Browne, juntos desde 2015 e casados desde agosto de 2017. Também lutador, o havaiano já possui outros dois filho de um relacionamento anterior. De acordo com a ex-campeã do UFC, seu primogênito deve vir ao mundo no mês de setembro. “Pow! Grávida de quatro meses? O quê? Vocês nem sabiam… os últimos quatro meses. Eu estou grávida desde janeiro. Woo, barriga de grávida. Eu não consigo escondê-la mais, então é hora de mostrá-la. Eu só queria compartilhar com vocês um pouco da jornada que nós estamos seguindo, e definitivamente tem mais que nós vamos contar depois, mas aqui vamos nós”, anunciou Ronda, num sofá ao lado de Browne. Campeã de judô e medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, Ronda Rousey migrou de sua categoria para o MMA profissional três anos depois, sagrando-se campeã peso-galo do Strikeforce poucos meses depois, ao derrotar Miesha Tate, que viria a se tornar uma de suas principais rivais na carreira. Vitoriosa nos ringues e carismática diante das câmeras, ‘Rowdy’ chamou a atenção de Dana White, presidente do UFC, que até então negava qualquer interesse em criar categorias femininas na sua organização. Tudo isso mudou em novembro de 2012, quando o Ultimate anunciou a contratação de Ronda, primeira atleta mulher a assinar um contrato com a entidade. Credenciada pela passagem no Strikeforce, a americana já chegou na organização como campeã peso-galo, reinado que durou até novembro de 2015, quando foi nocauteada por Holly Holm, perdendo o cinturão e a invencibilidade na carreira. Ela abandonou as lutas de MMA profissional um ano depois, ao perder da brasileira Amanda Nunes, mas virou uma atriz bem-sucedida, com diversas participações em filmes (como “Os Mercenários 3”, “Velozes e Furiosos 7” e “22 Milhas”) e séries (um arco longo em “9-1-1”), além de se aventurar no pro wrestling (luta livre profissional), onde conquistou o título da liga WWE em 2018. O vídeo do anúncio, com direito a ultrassom do bebê, pode ser visto abaixo.
Monte Hellman (1929–2021)
O diretor Monte Hellman, que dirigiu os clássicos cultuados “O Tiro Certo” (The Shooting) e “Corrida Sem Fim” (Two-Lane Blacktop), morreu na terça-feira, uma semana após sofrer uma queda em casa, aos 91 anos. Chamado de o cineasta americano mais talentoso de sua geração pela influente revista francesa Cahiers du Cinema, Monte Himmelbaum (seu nome verdadeiro) começou sua carreira nos anos 1950, abrindo uma companhia de teatro em Los Angeles. Ninguém menos que Roger Corman, o rei dos filmes B, foi um de seus investidores e eles se juntaram na primeira montagem de “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, na cidade. Quando foi expulso de seu espaço depois de um ano, Hellman foi encorajado pelo produtor a entrar no cinema e assim fez sua estreia em 1959, dirigindo o terror barato “A Besta da Caverna Assombrada” com produção de Corman. Ele também foi um dos envolvidos nas filmagens de “Sombras do Terror”, que aconteceu apenas para aproveitar dois dias de estúdio agendado com cenários góticos, numa sobra do cronograma da produção de “O Corvo”, em 1963. Após Corman filmar dois dias de cenas de Boris Karloff subindo e descendo escadas, andando por corredores e abrindo portas num castelo, vários diretores foram convocados para completar a produção com cenas ao ar livre, entre eles Hellman e Francis Ford Coppola. Foi nessa produção inusitada que Hellman conheceu Jack Nicholson, astro do filme – trajado no uniforme napoleônico de Marlon Brando, contrabandeado de “Désirée, o Amor de Napoleão” (1954). Os dois se tornaram parceiros em várias produções. Hellman e Nicholson rodaram dois filmes consecutivos nas Filipinas para Corman em 1964, “Flight to Fury” e “Guerrilheiros do Pacífico”. O diretor filmou o segundo enquanto editava o primeiro, e antes de terminar o ano ainda completou “Cordilheira”, o que dá ideia do ritmo insano das produções de Corman. Depois de mostrar serviço, Hellman procurou o produtor para financiar um faroeste escrito por uma amiga de Jack Nicholson, a estreante Carole Eastman (que depois escreveria outro clássico, “Cada um Vive como Quer”). O produtor topou, desde que o mesmo orçamento rendesse dois westerns. O resultado foi “O Tiro Certo”, escrito por Eastman, e “A Vingança de um Pistoleiro”, com história concebida rapidamente por Nicholson. Os dois filmes marcaram época pelo uso das paisagens desertas e empoeiradas em Kanab, Utah, e levaram apenas três semanas para serem concluídos em 1966. “O Tiro Certo” também inaugurou a parceria do diretor com outro astro, Warren Oates (1928–1982), que Hellman passou a considerar seu alter ego no cinema. Na trama, o personagem de Oates era contratado para guiar uma mulher misteriosa (Millie Perkins) pelo deserto opressivamente quente, cuja agenda de vingança acaba incluindo um terceiro viajante, um pistoleiro habilidoso retratado por Nicholson. Já “A Vingança de um Pistoleiro” trazia Nicholson e mais dois cowboys em fuga, sendo caçados por vigilantes. “Achávamos que estávamos fazendo ‘Duelo ao Sol’”, Hellman disse uma vez ao LA Weekly sobre as filmagens, citando um western clássico dos anos 1940. Mas embora os dois longas tenham sido exibidos no Festival Cannes em 1966, nenhum recebeu distribuição nos cinemas dos Estados Unidos, porque a companhia europeia que os adquiriu no festival faliu. Eles só chegaram aos EUA na TV, onde estrearam dois anos depois. Por isso, a crítica cinematográfica demorou a descobri-los, o que só aconteceu na era do VHS, quando se tornaram cultuadíssimos e considerados pioneiros do western subversivo que revolucionou o gênero nos anos 1960. A decepção com o destino dos longas fez Hellman levar cinco anos para voltar a dirigir. Nesse meio tempo, trabalhou como editor em cult movies como “Os Anjos Selvagens” (1966) para Corman e “Os Monkees Estão de Volta” (Head, 1968) para Bob Rafelson. Mas quando decidiu que era hora de voltar ao cinema, trouxe ao mundo sua obra mais cultuada, “Corrida Sem Fim”, em 1971. O filme trazia o cantor James Taylor e o baterista dos Beach Boys, Dennis Wilson, como dois hot-rodders, que ganhavam a vida vencendo corridas de arrancada com seu Chevy One-Fifty de 1955 incrementado. Eles acabam desafiados pelo personagem de Warren Oates, proprietário de um novo Pontiac GTO, numa corrida pelas estradas do Arizona a Washington. As sessões de imprensa do longa chamaram atenção pelos aplausos, as primeiras críticas rasgaram elogios e o então chefe da Universal Pictures, Ned Tanen, chegou a dizer que “Corrida Sem Fim” era o melhor filme ao qual ele já tinha se associado. Infelizmente, seu chefe, Lew Wasserman, não compartilhou do mesmo entusiasmo. Ao contrário, achou que o filme era “subversivo”, segundo contava Hellman, e proibiu que o estúdio gastasse publicidade para promovê-lo, resultando num fracasso comercial. Hellman fez mais dois longas com Warren Oates, “Galo de Briga” (1974) e “A Volta do Pistoleiro” (1978), este último um spaghetti western rodado na Espanha. E passou muitos anos envolvido em projetos – mais de 50, segundo uma contagem – que acabaram nunca sendo realizados. Ele ainda trabalhou como editor de “Elite de Assassinos” (1975) para Sam Peckinpah e diretor de segunda unidade nas cenas de ação de “Agonia e Glória” (1980), de Samuel Fuller, e “RoboCop” (1987), de Paul Verhoeven. Além disso, como produtor executivo, ajudou a financiar “Cães de Aluguel” (1992), primeiro filme dirigido por Quentin Tarantino, enquanto pensava que poderia dirigir o roteiro do colega, que vislumbrava como um potencial clássico. Após seus últimos longas fracassarem – a aventura “Iguana: A Fera do Mar” (1988) e o terror “Noite do Silêncio” (1989), lançado direto em vídeo – o diretor só foi ressurgir mais de duas décadas depois, com “Caminho para o Nada” (2010), produzido por sua filha. Exibido no Festival de Veneza, o filme foi recebido com curiosidade, mas sua maior repercussão foi trazer de volta a lembrança de Monte Hellman para os cinéfilos de todo o mundo.












