Governo Bolsonaro muda Programa Nacional de Apoio à Cultura
O governo Bolsonaro mudou as diretrizes da política de fomento cultural com a publicação de um decreto nesta terça (27/7), que dá novo texto ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). A portaria redefine a classificação das áreas culturais contempladas pela Lei Rouanet, criando divisões de “arte sacra” e “belas artes” como categorias distintas, que abrangeriam as demais. O decreto também tira o poder da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), colegiado formado por representantes das áreas culturais que definem os projetos habilitados a captar verbas. Agora, basta o secretário de Cultura dizer o que o pode e o que não pode ser feito, concentrando todas as decisões sobre fomento e incentivo cultural. As mudanças ecoam manifestações do secretário Mario Frias e seu assistente, o ex-policial militar André Porciuncula, em redes sociais sobre a “verdadeira” natureza da arte, frequentemente referida pela dupla como “o belo” e “o sublime”, além de vetos a projetos que não os agradam, entre eles um filme sobre o presidente Fernando Henrique Cardoso – que Jair Bolsonaro já quis matar – , um festival de jazz “antifacista” e um documentário sobre a escalada política da Igreja Universal – que a criação da divisão de “arte sacra” reforça. Jair Bolsonaro celebrou a publicação da portaria, escrevendo no Twitter que “o instrumento objetiva uma gestão eficiente, com controle de prestação de contas — e traz inédita valorização de Belas Artes e Arte Sacra”. Na superfície, parece só mais uma malvadeza do governo contra a classe artística, mas esse pequeno decreto embute algo muito pior e perigoso para o Brasil. A mudança acontece após o ex-secretário Roberto Alvim, definido por Bolsonaro como “um secretário de Cultura de verdade”, fazer um discurso de teor nazista, parafraseando Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha do governo de Adolf Hitler, para definir o projeto do governo atual para a Cultura. Hitler era admirador das artes clássicas grega e romana, que ele julgava estarem livres de influências judaicas. Para ele, a arte deveria visar a um ideal de beleza e perfeição. Para Alvim, Frias e o governo Bolsonaro também. Nazistas dividiam a cultura em “belas artes” e “artes degeneradas” e culpavam os comunistas (muitos deles judeus) pela decadência das artes. Não é diferente com o governo Bolsonaro, que ao vetar incentivos de manifestações críticas sugere estar acabando com “a mamata” da esquerda na Cultura, barrando também produções degeneradas, como o filme da “Bruna Surfistinha” – citado pelo capitão reformado como exemplo de um suposto baixo nível do cinema brasileiro. São fatos, que até rendem justificativas na seara do “mal entendido”. “No meu pronunciamento, havia uma frase parecida com uma frase de um nazista. Não havia nenhuma menção ao nazismo na frase, e eu não sabia a origem dela”, disse Alvim ao buscar se defender. Só que, nos últimos dias, a proximidade do governo Bolsonaro com o nazismo deixou o campo abstrato para ganhar fatos concretos. Eduardo Bolsonaro simplesmente postou foto e frases de Hitler em suas redes sociais e, depois de ser bloqueado pelo Facebook, alegou que a plataforma estava “cerceando o seu direito de livre manifestação de maneira unilateral e autoritária”. Em seguida, encontrou-se com a neta de um ministro da Alemanha nazista, que ainda foi recebida no Palácio do Planalto. Beatrix von Storch, vice-líder do AfD (Alternativa para Alemanha), partido da extrema direita alemã vigiado pelo próprio governo de seu país por atos antidemocráticos, posou para fotos até com um sorridente Jair Bolsonaro. O presidente, inclusive, postou a imagem em seu Twitter. Isto mesmo: a neta de um ministro de Adolf Hitler, líder de um partido tido como neonazista e conhecida por discursos xenofóbicos, foi recebida pelo presidente do Brasil na sede do governo federal, e ele ainda divulgou o fato espontaneamente e feliz. “Somos unidos por ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional”, escreveu Eduardo Bolsonaro, reforçando o que o governo de seu pai tem em comum com a neta do Ministro das Finanças de Hitler, que ficou conhecido por não aceitar a rendição da Alemanha e desejar continuar a guerra, mesmo após o suicídio de Hitler, com crianças, mulheres e quem restasse. Vale lembrar que “proteção das fronteiras” foi a desculpa nazista para o começo da 2ª Guerra Mundial. Quanto à “cultura nacional”… O ministro da Propaganda nazista, que inspirou discurso do antecessor de Frias, censurou material didático, livros, imprensa, cinema, rádio, música, teatro, museus e galerias de arte para permitir que apenas a ideologia nazista fosse vista e transmitida, de modo a realizar lavagem cerebral na população. O governo Bolsonaro não pode fazer isso, porque o Brasil ainda é uma democracia, mas está levando a cabo algo muito próximo, ao concentrar em Mario Frias e companhia a decisão de bloquear verbas e incentivos de conteúdos contrários à sua ideologia, dificultando ao máximo a produção de contraditórios. O ministro da Propaganda de Hitler foi extremamente bem-sucedido em seu projeto, e as consequências incluíram o Holocausto. Lembram qual é o slogan oficial do governo Bolsonaro? “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”? Em alemão, começa assim: “Brasil Uber Alles”, igual ao “Deutchland Uber Alles” nazista, slogan extraído da canção nacionalista “Das Lied der Deutschen” (A canção dos alemães). Hitler era um fã declarado da canção. Ele chegou a dizer que se tratava da canção que os alemães consideravam “a mais sagrada”. Em 1936, ela foi cantada na abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim, quando Hitler e o séquito nazista entraram no Estádio Olímpico. Mesmo assim, não dá para qualificar o governo atual do Brasil como nazista, porque o nazismo não tinha a obsessão religiosa que o capitão reformado demonstra. E é bom que exista esta distinção, com Deus acima de tudo, porque maiores semelhanças seriam muito preocupantes. O governo Bolsonaro não é nazista, mas as coincidências, brevemente listadas, são muitas e se somam, a ponto de gerar este questionamento.
André Ceccato (1960-2021)
O ator André Ceccato, que se destacou em “Carandirú”, morreu na segunda-feira (26/7) aos 61 anos em sua casa, em São Paulo, de causa da ainda não divulgada. Formado na Escola de Artes Dramáticas da USP em 1984, ele começou sua carreira no teatro, mas ainda nos anos 1980 estreou nos cinemas, participando dos filmes “O País dos Tenentes” (1987) e “Kuarup” (1989). Mas foi só nos anos 2000 que a carreira audiovisual decolou, com “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Carandiru” (2003). No filme de Hector Babenco, conquistou seu papel de maior projeção: Barba, que começa a briga que origina a rebelião no presídio e a reação enérgica que culminou no infame massacre do Carandiru. Ele voltou a interpretar Barba na série derivada de “Carandiru”, “Carandiru, Outras Histórias”, exibida em 2005 na rede Globo. Ceccato também participou do filme “Meu Mundo em Perigo” (2007) e das séries “Força-Tarefa” (2010), “A Cura” (2011) e “A Teia” (2014) na Globo. E deixou um último filme inédito: “O Palhaço, Deserto”, de Patrícia Lobo, sobre a aposentadoria de um palhaço veterano, que tem estreia marcada para o próximo mês. Antes de morrer, ele ensaiava a série “O Mal Secreto”. Seu colega na produção, Sergio Guizé, contou nas redes sociais que ele estava animado para voltar às gravações após o período de paralisação da pandemia. “Ele estava felizão com os novos projetos e falava: ‘Guizé, quando essa pandemia passar vai cair trabalho no nosso colo que nem saco de batata, as pessoas vão precisar ainda mais de arte’. Parabéns, você deve estar muito bem, alegre como sempre, mas essa sua força toda vai fazer falta”, escreveu Guizé no Instagram.
Starz impede Disney de usar o nome Star+ no Brasil
Há pouco mais de um mês da estreia da plataforma Star+ no Brasil, a Disney sofreu um revés que pode prejudicar sua estratégia de lançamento. O canal pago americano Starz, que disponibiliza a plataforma Starzplay, conseguiu reverter uma decisão que permitia o uso da marca Star+ (lê-se Starplus) em território nacional. O Starz está brigando com a Disney desde que a empresa anunciou sua estratégia para distribuir sua versão internacional da Hulu com o nome Star+. A alegação é as marcas Starzplay e Starplus são semelhantes e concorrem no mesmo segmento de streaming, podendo confundir o público. O processo do Starz chega a citar o grupo Claro para comprovar que as marcas são semelhantes e geram confusão. A operadora anunciou uma promoção para assinatura opcional do streaming Starzplay, mas ilustrou a imagem com o logotipo do serviço concorrente. Esta disputa já tinha atrasado a chegada da nova plataforma da Disney ao Brasil. Originalmente, a Star+ seria disponibilizada no final de junho, mas, diante do processo contra a denominação, teve sua estreia adiada para 31 de agosto. A Disney só começou a anunciar o lançamento em junho, após decisão de primeira instância, em que conseguiu parecer favorável para ir adiante com seu projeto. Mas na última sexta (23/7) o Starz conseguiu reverter esta decisão. O relator do processo, juiz Jorge Tosta, da 2º Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, deferiu o pedido de antecipação da tutela recursal. De acordo com o documento, o grupo Starz comprovou ter prioridade sobre o uso da marca Starzplay. Ao ponderar sobre o caso, o relator concordou que a palavra “Star” é o principal identificador dos dois serviços e que “obviamente um consumidor, ao referir-se aos serviços de streaming ofertados pelas partes, não o fará dizendo que assistiu um filme pela ‘STARZPLAY’ ou pela ‘STARPLUS’, mas simplesmente pela ‘STAR’”. A decisão não leva em conta que Star é, na verdade, uma denominação de canais de TV. Star foi o nome escolhido pela Disney para rebatizar os canais Fox, e não houve nenhuma objeção para a estreia dessas emissoras em fevereiro passado – chamadas de Star Channel, Star Life e Star Hits. Star+ seguiria uma tendência do mercado, que já tem plataformas de streaming chamadas de Paramount+ e Disney+, relacionadas aos canais pagos Paramount e Disney Channel. A decisão mais recente proíbe a Disney de usar a marca Star+ sob pena de multa diária, mas ainda não é definitiva, cabendo apelação.
Jennifer Lopez assume romance com Ben Affleck em seu aniversário
A atriz e cantora Jennifer Lopez aproveitou seu aniversário neste sábado (24/7) para assumir o romance com o ator Ben Affleck. A artista, que está completando 52 anos, publicou uma foto aos beijos com o ator de 48 anos durante um passeio de barco na França, onde estão festejando a data. “52… o que isso faz”, escreveu a artista na legenda da publicação, publicando também fotos em que mostra sua boa forma de biquíni. Os dois vinham sendo vistos juntos desde o começo de maio, quando foram flagrados na casa de Lopez em Los Angeles e curtindo uma viagem de casal em Montana, nos Estados Unidos, durante um fim de semana. Curiosamente, eles já tinha até noivado no passado. O namoro original começou em julho de 2002 e rendeu pedido de casamento no mesmo ano. No entanto, em janeiro de 2004, dias antes da data marcada para a cerimônia, o noivado foi cancelado. Ambos se casaram após essa experiência de matrimônio frustrado – Affleck com a também atriz Jennifer Garner (entre 2005 e 2018) e Lopez, que já tinha se separado duas vezes antes, com o cantor Marc Anthony (2004 a 2014). Nos últimos tempos, Jennifer Lopez estava namorando o ex-atleta Alex Rodrigues, mas o relacionamento não vingou e o casal anunciou o término no dia 15 de abril. Já Ben Affleck teve um breve relacionamento com a atriz Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) até janeiro passado. Depois disso, chegou até a se inscrever num aplicativo de namoro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jennifer Lopez (@jlo)
Luciano Szafir tem alta após mais de um mês internado com covid-19
O ator Luciano Szafir recebeu alta neste sábado (24/7) do hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, após passar pouco mais de um mês internado para tratar uma infecção por covid-19. O artista de 52 anos deu entrada em 22 de junho no Hospital Samaritano após testar positivo e chegou a passar por uma cirurgia de emergência no dia 7 de julho devido complicações causadas pelo coronavírus – uma embolia pulmonar e um sangramento no abdômen. Ele foi transferido para o hospital Copa Star um dia após a realização do procedimento. Logo após a transferência, Sasha Meneghel, filha de Szafir e da apresentadora Xuxa, interrompeu sua lua de mel e voltou ao Brasil para acompanhar o quadro do pai. No começo da semana, Szafir teve melhora clínica e deixou a UTI, apresentando “evolução satisfatória” desde então.
Kirsten Dunst deu à luz seu segundo filho com Jesse Plemons
A atriz Kirsten Dunst (“Melancolia”) deu à luz seu segundo filho com Jesse Plemons (“Judas e o Messias Negro”). A estrela de 39 anos foi fotografada por paparazzi carregando o bebê em Los Angeles. Segundo o jornal inglês The Daily Mail, a criança nasceu há menos de duas semanas. Ela revelou a gravidez em março passado, com uma foto em seu Instagram, que destacava a barriga já enorme, tirada para uma reportagem da revista W em homenagem às musas da cineasta Sofia Coppola. Dunst e o ator de 33 anos se conheceram em 2016, quando ambos estrelaram a 2ª temporada da série “Fargo”, do canal pago FX. Dois anos depois, eles tiveram o primeiro filho, Ennis.
Angelina Jolie tem vitória na briga com Brad Pitt pela guarda dos filhos
A atriz Angelina Jolie obteve uma vitória na batalha legal que trava contra seu ex-marido Brad Pitt. Ela conseguiu tirar o juiz que supervisionava o divórcio e a custódia dos filhos do caso. Em maio, o juiz nomeado para decidir sobre a separação — e que também oficializou o casamento deles em 2014 — proferiu uma liminar alterando a guarda em favor de Pitt, permitindo-lhe compartilhar o cuidado dos filhos. Eles tem seis filhos, metade adotada e metade biológica, e disputam com quem as crianças vão ficar desde 2016. Os filhos vivem com a mãe e Pitt tem direitos de visitação. Jolie quer manter a situação assim, enquanto ele busca ter guarda compartilhada e dividir as responsabilidades de suas criações. Na sexta (23/7), um tribunal de apelações da Califórnia decidiu que o juiz John Ouderkirk havia se beneficiado financeiramente por outros trabalhos com os advogados de Pitt e não havia relatado isso anteriormente, desqualificando-o do caso. A decisão significa que o caso retrocederá totalmente, começando do zero com outro juiz. Isto também significa que os dois estão jogando dinheiro fora com advogados, pois durante os últimos cinco anos, tempo passado nesta disputa, um dos filhos já atingiu maioridade. Maddox Jolie-Pitt agora não está mais sujeito a qualquer decisão do caso. Em novembro, será a vez de Pax ficar maior, e Zahara será a próxima em dois anos, seguida por Shiloh Nouvel. Os filhos mais jovens, os gêmeos Knox Léon e Vivienne Marcheline, tem atualmente 13 anos e também terão chegado aos 18 se o caso se arrastar por mais cinco anos.
Globoplay alfineta Netflix em comercial com Gil do Vigor
A plataforma Globoplay deu uma alfinetada na Netflix com seu novo comercial, que conta com participação provocativa de Gil do Vigor. O vídeo faz referência direta ao recente aumento de preços anunciado pela Netflix e promete manter o preço atual da Globoplay até 2023. “O gás está caro, a comida está cara, o combustível está caro. Num momento onde tudo está caro, ainda tem gente aumento preço de streaming. Ainda bem que o Globoplay garante a todos os seus assinantes atuais, e mais quem assinar até o final do ano, que não teremos reajuste de preço até 2023”, diz a narração. Em seguida, Gilberto Nogueira, o do Vigor, faz as contas como bom economista e convida o público a ficar só com o Globoplay. “N motivos para cancelar tudinho para e ficar só com a gente”, declarou. Ao seu lado, o ator Paulo Vieira aparece chocado com a menção ao concorrente de letra N. “Menino, que agora é barraco”, comenta. “O Globoplay não vai perder para basculho”, completa Gil, numa referência à famosa briga com a cantora Pocah no “BBB 21”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Globoplay (@globoplay)
Comic-Con implode de forma virtual neste fim de semana
A segunda edição virtual da Comic-Con começou nesta sexta-feira (23/7) não com um bang, mas com lamentos. As muitas publicações em piloto automático sobre “painéis imperdíveis” não enterram a mudança de perspectiva trazida pelo tom de epitáfio do evento já tradicional de fãs, iniciado há meio século em San Diego, na Califórnia, para celebrar quadrinhos e que transformou o universo geek em cultura pop. Pois este é o ano em que as maiores produtoras de quadrinhos, Marvel e DC, viraram as costas para o evento, descartado da estratégia promocional de seus grandes lançamentos cinematográficos. E sem os filmes da Marvel e da DC, o que é a Comic-Con? Ironicamente, o motor da mudança cultural, que alterou o status dos super-heróis de leitura barata de crianças para carros-chefes da indústria do entretenimento, foi ultrapassado pelo crescimento do mercado que ajudou a promover. O negócio de quadrinhos virou multibilionário e já não precisa mais de amadores – no sentido original da palavra: aqueles que se dedicam por amor. A pandemia fortaleceu o streaming. E nesta nova era, a DC experimentou e lançou sua própria convenção virtual, a DC Fandome, enquanto a Disney transformou uma simples apresentação para investidores do final de 2020 num evento com mais engajamento, celebração e anúncios de projetos que a Comic-Con demonstrou ser capaz de realizar nos últimos anos. Sem ignorar que até a Netflix tem testado sua própria versão de convenção “geek” para promover seu nicho neste multiverso cada vez mais corporativo. Como se não bastasse, a velha Comic-Con original ainda enfrenta a canibalização de concorrentes que avançam sobre seu legado, desde subsidiárias legítimas à apropriações de seu projeto, que se apresentam como Comic Cons sem hífen para pleitear suposta originalidade. Graças à covid-19, a distância regional que mantinha os frequentadores desses eventos separados se dissolveu no ciberespaço, aumentando a redundância e a diluição da importância de cada um deles. Afinal, quantas vezes alguém é capaz de ver painéis iguais enrolarem para não entregar nenhuma novidade sobre os mesmos projetos? E neste ponto a Comic-Con implodiu a si mesma. Ao aceitar se vender para a indústria, recebendo dinheiro para exibir novidades, perdeu sua espontaneidade e capacidade de surpreender. Como sair do roteiro sem a autorização de quem está pagando para promover um press release em live-action? A situação chegou a tal ponto que a indústria já vinha usando a Comic-Con só como uma oportunidade de calendário, aproveitando a atenção da mídia para lançar trailers e promover projetos. Era só o que mantinha a convenção relevante. Até que os trailers “exclusivos” começaram a aparecer simultaneamente nas redes sociais dos estúdios e as notícias ganharam textos oficiais nos e-mails das assessorias de imprensa. Irrelevante até como fonte de notícias, o que restou da Comic-Con? Nem o Halloween dos super-heróis, em que fãs se vestiam como seus personagens favoritos, que a pandemia suspendeu. Será que pelo menos isso volta no ano que vem, com a vacinação? Ou a Comic-Con, com a perda progressiva do investimento dos estúdios e relevância cultural, está realmente em seus lamentos finais?
HBO Max atinge 67 milhões de assinantes após chegar à América Latina
A HBO Max deu um salto quantitativo ao chegar à América Latina, atingindo a marca de 67 milhões de assinantes mundiais. Do total de assinantes da plataforma, 47 milhões estão nos EUA, onde o serviço foi lançado há 15 meses. A HBO Max chegou na América Latina – e no Brasil – há menos de um mês, no dia 29 de junho. A meta original da AT&T, antiga proprietária da plataforma (toda a WarnerMedia foi comercializada com a Discovery neste ano), era que o streaming tivesse entre 67 e 70 milhões de assinantes até o final de 2021. Os números já foram atingidos e ainda há muito espaço de crescimento até dezembro. A plataforma tem diversas séries e filmes em desenvolvimento para atrair mais público e melhor se colocar na disputa pela audiência do streaming, atualmente liderada pela Netflix, que possuiu mais de 200 milhões de assinantes em todo o mundo.
Associação de Roteiristas homenageia Paulo Gustavo com nome de prêmio
Embora fosse mais conhecido como ator, Paulo Gustavo também era um roteirista bem-sucedido, autor de peças, criador de séries, idealizador de especiais e escritor de scripts de filmes. Por conta disso, ele recebeu nesta quinta (22/7) uma homenagem especial da ABRA (Associação Brasileira de Autores Roteiristas), passando a batizar um prêmio da organização com o seu nome. A partir da edição deste ano, a quinta da premiação, o troféu de Melhor Roteiro de Comédia passará a ser chamado de Prêmio Paulo Gustavo. A oficialização do novo nome aconteceu durante uma live da ABRA, exibida nas páginas oficiais da associação dos roteiristas do audiovisual no YouTube e Facebook, e foi acompanhada por um vídeo com participação dos atores Mônica Martelli, Fabio Porchat e o roteirista Fil Braz, que contam um pouco da sua relação com o comediante, falecido em decorrência da covid-19. Veja o vídeo da live abaixo, que também apresenta projetos da associação para apoiar o trabalho dos roteiristas brasileiros, inclusive bolsas para viabilizar roteiros.
YouTube remove vídeos de Bolsonaro por espalhar fake news durante a pandemia
O YouTube removeu nesta quinta (22/7) vários vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro por violarem suas diretrizes. Até então com passe livre para difundir fake news sobre a pandemia, Bolsonaro perdeu vários conteúdos publicados desde 2020, em que defendia medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no tratamento da covid-19. Também foram deletados vídeos de conteúdo negacionista, em que Bolsonaro se manifestava contra o uso de máscaras de proteção e medidas preventivas contra o coronavírus, além de minimizar a pandemia e questionar a eficácia das vacinas. Em comunicado, a plataforma disse que, após análise cuidadosa, os vídeos foram removidos por violarem as políticas do YouTube de informações médicas incorretas sobre a covid-19. “Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir covid-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus”, informou o YouTube. “Essas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais e atualizamos nossas políticas conforme as mudanças nessas orientações. Aplicamos nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política”, acrescentou o comunicado. A verdade, porém, é diferente do que alega o texto. Bolsonaro operou sem restrições por mais tempo que qualquer canal brasileiro enquadrado pelas diretrizes do portal. Tanto é que canais bolsonaristas como Terça Livre e outros vêm sofrendo apagões do YouTube por tempo suficiente para já serem considerados reincidentes. Em agosto de 2020, o próprio YouTube divulgou um relatório de transparência sobre a ação do serviço em moderar conteúdos publicados. E, de acordo com o documento, o Brasil foi um dos países que mais se destacaram negativamente no quesito, acumulando 981 mil vídeos removidos no começo da pandemia. Em março deste ano, a plataforma anunciou que removeu mais 30 mil vídeos com mentiras sobre a vacinação da covid-19. E em abril informou que removeria todos os vídeos que recomendassem cloroquina e ivermectina. Bolsonaro estava acima destas regras até esta quinta, quando o número de mortes por covid-19 no Brasil chegou a 546 mil. Vale observar ainda que, horas após a ação do YouTube, o ex-capitão voltou a espalhar fake news contra a vacina Coronavac em sua live semanal. O novo vídeo, que como os anteriores viola as políticas do portal, ainda está alojado no canal de Bolsonaro.
Dani Calabresa sobre Marcelo Adnet: “Acabou com minha vida”
A comediante Dani Calabresa disse que a traição que levou ao fim de seu casamento com o também humorista Marcelo Adnet, em 2017, acabou com sua vida. Em entrevista ao podcast “Calcinha Larga”, ela lembrou o período turbulento, bastante explorado pela mídia, que antecedeu o fim da relação de dez anos. “O Adnet foi o meu primeiro namorado. Eu nunca tinha namorado sério. Eu tinha peguetinhos de meses, nunca tinha namorado um ano ninguém. Eu tinha 25 ou 26. A gente ficou em 2007. Começamos a namorar em 2008 e, em 2014, ele acabou com a minha vida. E aí, em 2015, eu escolhi dar chance. Em 2016, eu espalhei merda até onde não podia mais dentro do meu couro cabeludo, tentando dar chance. Em 2017, separamos”, ela resumiu. Ela comentou como foi difícil chegar à decisão de se separar, mesmo após as traições públicas de Adnet, flagradas pela imprensa. “É sofrido para caramba, mesmo que você saiba que tem que separar (…) Mesmo querendo. Porque as pessoas falavam: ‘Sabe o que é bom? É que agora você quer’. Gente, é horrível querer, é horrível não querer. É muito difícil você recuperar a fé no amor (…) Eu sou romântica, eu amo filme da Disney. E aí a gente tinha uma relação muito legal, amorosa, e uma relação no trabalho. Uma relação de amizade. É meio que um tchau para tudo, porque, até voltar a amizade, você tem que ter um tempo de tchau também, né? Você tem que dar uma limpada no arquivo para vir uma nova vida e ver quem você é depois dessa experiência toda”. Segundo Calabresa, dedicar-se à profissão foi fundamental para sua recuperação. “Foi muito louco, porque, em 2017, eu foquei no trabalho, o trabalho foi me salvando. Passei por coisas bem legais no trabalho também, que nem queiram saber”, completou, entre risadas. Atualmente, ela está noiva do publicitário Richard Neuman.












