Bo Hopkins (1942–2022)
O ator Bo Hopkins, que participou de vários clássicos, como “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969) e “Loucuras de Verão” (1973), morreu neste sábado (28/5) aos 84 anos na Califórnia, 19 dias após sofrer um ataque cardíaco. William Mauldin Hopkins teve uma infância difícil. Ficou órfão de pai, foi abandonado pela mãe e quase foi parar num reformatório na adolescência, só escapando ao se alistar no exército aos 17 anos. Ele chegou a lutar na guerra da Coreia, antes de descobrir que tinha talento para atuar. Conseguiu uma bolsa para estudar teatro e fez algumas peças no interior dos EUA antes de passar num teste para uma montagem de “Bus Stop” em Nova York, que lhe rendeu seu pseudônimo artístico. Bo era o nome de seu personagem. Rebatizado de Bo Hopkins, contratou uma agente e começou a aparecer em séries – “Gunsmoke”, “O Homem de Virgínia”, “Ratos do Deserto”, “The Andy Griffith Show”, etc. Mas foi outra montagem teatral, uma produção de “Picnic”, que lhe rendeu o convite para participar de seu primeiro sucesso de cinema. A adaptação cinematográfica da obra (“Férias de Amor” no Brasil) foi estrelada por William Holden, que ouviu elogios sobre o trabalho de Hopkins e o indicou para trabalhar a seu lado no filme “Meu Ódio Será Sua Herança”, no papel do pistoleiro Crazy Lee. O ator agradou ao diretor Sam Packinpah, que o escalou em mais dois filmes, como um ladrão de banco traído em “Os Implacáveis” (1972) e como um especialista em armas em “Elite de Assassinos” (1975), recrutado por James Caan para impedir um assassinato. Hopkins se destacou rapidamente ao lado de atores identificados por papéis de durões, como Steve McQueen, Lee Marvin, Burt Reynolds, Richard Widmark e outros. Não por acaso, apareceu principalmente em westerns e filmes de guerra – como “O Ataque dos Mil Aviões” (1969), “A Ponte de Remagen” (1969), “Um Homem Dificil de Matar” (1970), “Guerra de Contrabandistas” (1970), “Assim Nasce um Homem” (1972), “Amor Feito de Ódio” (1973) e “Ambição Acima da Lei” (1975). Também marcou thrillers violentos, incluindo “Sob o Signo da Vingança” (1973), com Burt Reynolds, e seu filme favorito, “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan. Na maioria desses filmes viveu vilões, situação solidificada pelo sucesso do papel de Joe Young, o líder da gangue de delinquentes The Pharaohs em “Loucuras de Verão” (American Graffiti), de George Lucas. A produção juvenil foi um enorme sucesso de público, inspirando convenções, discos de sucesso e até rendeu uma continuação, novamente estrelada por Hopkins: “E a Festa Acabou” (1979). Antes de terminar os anos 1970, ele ainda estrelou outro clássico dramático, “O Expresso da Meia-Noite” (1978), de Alan Parker, como o homem misterioso que sela o destino do personagem de Brad Davis, condenado a uma prisão turca. À medida que sua carreira evoluiu, também seguiu para o lado da lei. Depois de lutar contra xerifes, ele colocou a estrela no peito numa dezena de filmes, a partir de “Uma Pequena Cidade do Texas” (1976). Mas as novas produções já não tinham direção de mestres como Peckinpah. E aos poucos ele foi mudando seu foco para a TV. Foram muitos telefilmes e até uma longa participação na série “Dinastia” durante os anos 1980, seguidos por diversos thrillers para o mercado de vídeo nos 1990. Um desses vídeos foi a continuação “Um Drink no Inferno 2: Texas Sangrento” (1999), produzida por Quentin Tarantino. O próprio Tarantino lhe ofereceu o papel, como o xerife que persegue assaltantes até um bar amaldiçoado. Entretanto, ele só voltou ser considerado para um filme digno de prêmios em 2020, no último longa que finalizou: “Era uma Vez um Sonho”, produção da Netflix que disputou o Oscar de Melhor Maquiagem e Atriz (Glenn Close). Curiosamente, o filme foi dirigido por Ron Howard, com quem Hopkins contracenou em seu filme mais popular, “Loucuras de Verão”. “Foi uma grande emoção para ele”, disse sua esposa Sian Hopkins, à revista The Hollywood Reporter.
Jack Black vai receber prêmio Gênio da Comédia da MTV
O ator e músico Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”) será homenageado no MTV Movie and TV Awards 2022 com o prêmio de Gênio da Comédia. Ele será o quinto artista a receber o prêmio, que celebra as contribuições ao mundo da comédia. Antes dele, Kevin Hart (2015), Melissa McCarthy (2016), Will Ferrell (2013) e Sacha Baron Cohen (2021) receberam o troféu bissexto. Aos 52 anos, Jack Black acumula filmes de sucessos, como “Escola do Rock” e a franquia “Jumanji”, além de ter emprestado sua voz para o icônico “Kung Fu Panda” e lotar shows com sua banda Tenacious D. Seus próximos trabalhos são adaptações de dois games, “Borderlands” e “Super Mario”, atualmente em pós-produção para lançamentos em breve nos cinemas. A cerimônia de premiação será apresentada pela atriz e cantora Vanessa Hudgens no dia 5 de junho, às 21h, com exibição ao vivo na MTV e também na plataforma Pluto TV. Favorito a muitos prêmios, “Homem Aranha: Sem Volta Pra Casa” lidera em número total de indicações, competindo em sete categorias. Já entre as séries, a liderança é de “Euphoria”, que disputa seis troféus. Por coincidência, filme e série destacam a atriz Zendaya em seus elencos.
Looke vira plataforma exclusiva de assinatura
A Looke, uma das primeiras e mais bem-sucedidas plataformas de streaming brasileiras, abandonou seu perfil híbrido e passou a oferecer serviços por assinatura. Originalmente, a Looke oferecia também serviço VOD, trazendo lançamentos que podiam ser alugados individualmente. Agora, todo o conteúdo pode ser acessado sem restrições pelos assinantes. E a cada semana o acervo aumenta com a chegada de novos títulos – foram 26 nesta semana. O preço da assinatura é R$ 16,90 mensais, mas o valor cai ainda mais no plano anual, que custa R$ 99,90 – isto é, R$ 8,32 por mês. Isto inclui acesso a toda a seção Looke Kids, com conteúdo para crianças. Não tem opção de exibição em 4K, mas o aplicativo Looke está disponível na App Store (iOS), Google Play (Android) e para smart TVs – inclusive na Samsung Apps – , além de estar incluso como acréscimo adicional em pacotes da Amazon Prime Video, Claro TV. E ainda há uma parceria com a operadora Tim.
Claro TV+ estreia no mercado brasileiro de TV por streaming
A plataforma de streaming da Claro mudou de nome e evoluiu. A NOW agora é Claro TV+ e passa a oferecer acesso a sua plataforma para o público em geral, funcionando como um serviço independente e não mais uma extensão online da TV paga contratada pelos clientes da operadora. A assinatura do aplicativo, já atualizado com o novo nome na App Store (iOS) e Google Play (Android), dá acesso a mais de 100 canais ao vivo e ainda aos lançamentos de filmes exclusivos da plataforma (basicamente, as novidades do VOD), e chega ao preço de R$ 59,90 mensais. A opção só não implode de vez o mercado de TV por assinatura porque sua disponibilidade para smart TVs continua limitada a modelos da LG com sistema web OS. A maioria das smart TVs brasileiras são da Samsung com sistema Tizen. De todo modo, segundo a operadora, a novidade chegará em breve aos modelos da fabricante sul-coreana. Quem não tem smart TV (ou não quer esperar pelo app da Samsung) também pode ser atendido via a inclusão de um equipamento extra, o Claro TV+ Box, que entretanto encarece a assinatura – vai para R$ 89,90 mensais. Só tem um detalhe. A imagem é em HD. Quem possuiu smart TV geralmente tem uma tela 4k. E a opção para assistir as imagens em 4k é bem, mas bem mais cara: 129,90 ao mês, mais que o dobro do preço do pacote convencional. Em sua versão básica, a novidade reforça a guerra pela TV por streaming (também conhecida como IPTV) e tende a abalar o domínio desse mercado pelo serviço DirecTV Go, que funciona da mesma forma, mas custa R$ 20 a mais e oferece em torno de 70 canais. A cobertura da Claro TV+ (assim como a DirecTV Go) ainda inclui os 19 canais do Grupo Globo – como SporTV, Viva, GloboNews, Multishow, Universal, Megapix e GNT – , que também alimentam as assinaturas da Globoplay. A opção Globoplay+Canais custa R$ 42,90 mensais. Se acrescentar o Telecine, o pacote sai por 74,90 ao mês. Para completar, a Claro TV+ possui uma vantagem ausente na concorrência: o recurso Replay TV, que permite ver programas dos canais exibidos há até sete dias, ideal para quem não consegue acompanhar as atrações em tempo real. A Claro também oferece a assinatura de combos, com a inclusão de banda larga e wifi num único pacote.
Termina julgamento de Johnny Depp x Amber Heard
O julgamento do processo de difamação aberto por Johnny Depp contra Amber Heard foi encerrado na tarde desta sexta (27/5) com os argumentos finais dos advogados das duas partes. Enquanto a equipe do ator pediu aos jurados um veredito que permita a restauração de sua reputação, os advogados da atriz apelaram para o júri reconhecer não apenas os direitos dela à liberdade de expressão, mas também as agressões cometidas por Depp e suas tentativas de destruir a carreira da ex-esposa. Cada lado argumentou que os jurados conseguiram ver o “verdadeiro” Johnny Depp – embora divergissem muito sobre quem era. A defesa de Depp apresentou-o como um “homem decente e querido” cuja vida foi destruída “por uma mentira cruel” de que ele abusou de Heard. “O sr. Depp passou por abusos verbais, físicos e emocionais persistentes da sra. Heard”, afirmou a advogada dele Camille Vasquez, descrevendo as declarações de violência sofridas por Heard como “loucas, exageradas e não plausíveis”. Segundo a acusação, as denúncias de Heard arruinaram a reputação do ator, que não consegue mais ser contratado em Hollywood. Segundo Vasquez, as evidências mostraram que foi Heard quem bateu repetidamente em Depp. “Há um agressor neste tribunal, mas não é o Sr. Depp”, disse Vasquez. “E há uma vítima de violência doméstica, mas não é a Sra. Heard. A Sra. Heard é de fato o abusador e o Sr. Depp é o abusado”. Vasquez ainda descreveu Heard como uma “mulher que está disposta a dizer absolutamente qualquer coisa”. E concluiu: “O que vocês têm no final é a palavra da Sra. Heard. Vocês confiam nela?” O advogado de Heard, Benjamin Rotternborn, lembrou aos jurados quem foi que, comprovadamente, fez declarações loucas e exageradas e se mostrou capaz de falar absolutamente qualquer coisa, ao citar as mensagens de texto explícitas de Depp a seus amigos ou associados, nas quais o ator chama a ex-esposa de “vagabunda suja”, “engolidora de sêmen” e alguém que gostaria de afogar e queimar para depois “violar seu cadáver queimado”. Rotternborn respondeu aos argumentos da equipe de Depp com gravações de áudio e vídeo e mensagens de texto horríveis e virulentas, com as palavras do próprio ator. “Essas palavras são uma janela para o coração e a mente do pirata favorito da América”, disse Rottenborn. “Este é o verdadeiro Johnny Depp.” “Pedimos senhoras e senhores, que responsabilizem o Sr. Depp por suas ações”, seguiu o advogado. “Defendam as vítimas de abuso doméstico, todas elas. Defendam a liberdade de expressão. Devolvam a vida a Amber Heard.” “É simples, se vocês acreditam que Depp foi abusivo com Amber uma vez… então seu trabalho é muito fácil”, acrescentou Rottenborn ao júri no tribunal da Virgínia, concluindo sua defesa. Além do processo de US$ 50 milhões de Depp contra Heard, o júri também vai decidir o processo reverso, de US$ 100 milhões de Heard contra Depp, que acusa o ator de caluniá-la com acusações de que estaria mentindo para fazê-la ser demitida de “Aquaman” e encerrar sua carreira. A juíza Penney Azcarate também deu suas instruções finais para o júri, apontando o que cada lado precisa provar para vencer seu caso. No caso de Depp, o júri deve considerar três declarações feitas por Heard no texto editorial publicado no jornal Washington Post que motivou o processo de Depp. Será preciso decidir se as declarações se referem a Depp, se são difamatórias, se são falsas e se mostram malícia real. Heard enfrenta um ônus semelhante da prova, e o júri deve decidir se seus advogados provaram que os ataques de Depp e do ex-advogado do ator, Adam Waldman, tinham malícia ao alegar que as declarações de abuso de Heard eram uma farsa. Eles também precisam determinar se Waldman estava agindo como agente de Depp ao atacar Heard. Se o júri não chegar a uma decisão até esta noite, a juíza voltará a perguntar sobre o veredito na terça-feira (31/5), andes de proclamar a sentença. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os vídeos dos argumentos finais do caso.
Kevin Spacey é indiciado após novas acusações de abuso sexual
No momento em que tentava retomar sua carreira, com seus primeiros trabalhos após as acusações de abuso sexual de 2017, o ator americano Kevin Spacey foi novamente indiciado pelo Serviço de Procuradoria da Coroa britânica (CPS, na sigla em inglês). A investigação da Polícia Metropolitana de Londres começou em 2017, quando as primeiras denúncias surgiram, e após longas diligências viraram processo criminal nesta quinta-feira (26/5). O ator de 62 anos teria agredido três homens entre 2005 e 2013 em Londres e Gloucestershire, um deles duas vezes, além de envolver “atividade sexual com penetração sem consentimento”, afirmou Rosemary Ainslie, chefe da Divisão de Crimes Especiais do CPS. Um homem na faixa dos 40 anos afirmou ter sido agredido sexualmente por Spacey duas vezes em março de 2005. Outro homem, com cerca de 30 anos, disse que o crime contra ele ocorreu em agosto de 2008. Ambas situações teriam ocorrido em Londres. Já a vítima de Gloucestershire, também na casa dos 30 anos, contou que o abuso sexual contra ele foi cometido em abril de 2013. Com as novas queixas, passam de 20 as denúncias de homens que acusam Spacey de assédio, abuso e agressão sexual no período entre 1995 e 2013. Durante este tempo, muitos dos acusadores eram menores de idade, como o primeiro denunciante, o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”), que, ao acusar publicamente Spacey, deu início a uma mudança vertiginosa na carreira do vencedor de dois Oscars (por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”). Após as primeiras denúncias, Spacey foi prontamente demitido da série “House of Cards”, com integrantes da produção se juntando às acusações de assédio, e teve um filme pronto como protagonista arquivado pela Netflix. A plataforma preferiu perder o dinheiro a lançar outra obra estrelada por ele. Além disso, o diretor Ridley Scott fez questão de refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo” para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Mas Spacey também teve muita sorte. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, o ator teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. As novas denúncias devem manter estes filmes inéditos, ou ao menos guardados por um bom tempo.
Amber Heard diz que fãs de Johnny Depp querem matá-la
A atriz Amber Heard teve realmente a última palavra no processo de difamação movido por Johnny Depp contra ela, no estado americano de Virginia. Depois de seis semanas de depoimentos, ela foi a última pessoa a sentar no banco de testemunhas nesta quinta (26/5), num apelo emocional para o júri que decidirá o caso na próxima semana. “Johnny me prometeu… ele me arruinaria, que arruinaria minha carreira”, disse Heard, enquanto olhava para os jurados. “Ele me prometeu humilhação global, vocês viram esses textos”, ela apontou. Em seu depoimento final, a atriz negou ter mentido sobre as agressões, criado hematomas em fotos com Photoshop ou encenado destruições de propriedades apenas para tirar fotografias, como o ator alega. “Muitas fotos, tantas evidências”, ela lembrou ao júri. A atriz ressaltou que tem sido “assediada, humilhada e ameaçada todos os dias” desde que acusou a estrela de “Piratas do Caribe” de abuso físico e sexual. “As pessoas querem me matar e me dizem isso todos os dias”, atestou Heard. “As pessoas querem colocar meu bebê no microondas e me jogam isso na cara”, lamentou a atriz, que adotou uma menina em julho de 2021. “Eu não desejaria essa situação ao meu pior inimigo”, disse Heard ao júri. A advogada de Depp, Camille Vasquez, foi dura em sua intervenção e pediu a Heard que parasse de olhar para o júri ao dar seu depoimento. Ela também tentou atacar o caráter de Heard, ao alegar que a atriz disse ao site de fofocas TMZ para aparecer no tribunal no dia em que obteve uma ordem de restrição contra Depp, em maio de 2016. Heard ficou passada. “Que sobrevivente real de violência doméstica poderia querer isso?”, ela protestou. Vasquez também trouxe à tona o depoimento de Kate Moss na quarta-feira (25/6), que negou que Depp a tivesse empurrado por um lance de escadas quando eles namoraram na década de 1990. Heard usou o incidente como desculpa para proteger sua irmã de um suposto ataque de Depp à beira das escadas de sua cobertura. A atriz respondeu que o boato sobre Moss circulava entre “várias pessoas” e o fato de ela ter negado não importava, pois “era o que eu acreditava na época”. O comportamento de Depp sempre corroborava o pior. No momento mais acalorado, Vasquez perguntou a Heard se ela achava que as testemunhas da acusação, que contestaram suas alegações, estariam mentindo. “Eu sei que muitas pessoas podem dizer o que quer que seja para defendê-lo”, disse Heard. “Esse é o poder dele. Por isso escrevi o editorial [no jornal Washington Post]. Eu estava falando desse fenômeno. Quantas pessoas sairão em sua defesa. Ele é um homem muito poderoso e as pessoas adoram bajular homens poderosos.” “Cometeriam perjúrio neste tribunal, para um homem poderoso?”, questionou Vasquez. “Já vi pessoas fazerem isso várias vezes”, respondeu Heard. Ela alegou que Depp e sua equipe orquestraram uma campanha que “recrutou milhões de pessoas” nas mídias sociais contra ela. “Vir aqui nesse tribunal e nos outros tribunais que ele me arrasta, ser submetida à humilhação pública, com ataques à minha honra, nada mais é que uma extensão da violência que ele cometeu e perpetua. As ameaças que isso reverbera, as campanhas para que eu seja demitida como ele queria, nada mais são que ecos do comportamento dele”, ela declarou. “As ameaças que ele fez de me destruir e destruir minha carreira estão atualmente sendo levadas adiante e acontecendo em tempo real diante de vocês, senhoras e senhores”. Fazendo um apelo dramático para o júri, Heard fez questão de distinguir seu testemunho do comportamento de Depp no tribunal, dizendo: “Eu não estou sentada neste tribunal rindo… fazendo piadas sarcásticas” como o ator. “Eu tenho o direito de contar minha história. Sou um ser humano… não mereço isso”, disse ela. “Só quero que Johnny me deixe em paz”, concluiu. O julgamento se encerra nesta sexta-feira (27/5), com a apresentação dos argumentos finais dos advogados de acusação e defesa, com o veredito esperada para a próxima semana – mas não na segunda-feira (30/5), que é feriado nos EUA. Mas pela forma litigiosa como as partes se comportaram durante o julgamento, é bastante óbvio que quem perder o processo buscará apelar da decisão, estendendo ainda mais essa história de romance hollywoodiano transformada em drama de tribunal. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os vídeos com o novo depoimento de Amber Heard.
Amber Heard deve voltar a depor contra Johnny Depp
Amber Heard vai ter a última palavra no julgamento de difamação movido por Johnny Depp contra ela no estado de Virgínia. A defesa deve chamar a atriz para depor novamente na quinta (26/5) e rebater afirmações feitas por Johnny Depp nesta quarta (25/5). A estratégia não foi oficialmente confirmada, mas, se nada mudar, Heard encerrará o último dia de depoimentos de testemunhas no julgamento, que já dura seis semanas. Caso seja chamada a testemunhar, ela será a última pessoa ouvida pelo tribunal antes dos argumentos finais dos advogados das duas partes, que serão feitos na sexta-feira (27/5). O veredito deve ser proferido no começo da semana. Mas pela forma litigiosa como as partes se comportaram durante o julgamento, é bastante óbvio que quem perder o processo buscará apelar da decisão, estendendo ainda mais essa história de romance hollywoodiano transformada em drama de tribunal.
Johnny Depp assume ter “alertado” Warner sobre Amber Heard em “Aquaman”
O ator Johnny Depp voltou a dar seu depoimento no julgamento do processo de difamação que abriu contra a ex-esposa Amber Heard. Ele aproveitou esse retorno diante do tribunal para se dizer inocente de tudo, pintando Heard como um verdadeiro monstro, mas teve dificuldades ao ser confrontado pela defesa. Depp riu bastante em várias ocasiões, sempre ironizando a defesa da ex-esposa. Ele descreveu a atriz como uma mentirosa, obstinada em destruir sua carreira, enquanto ele era tão bonzinho que até conseguiu para ela o emprego em “Aquaman”. O exagero de seu papel na escalação de Heard em “Aquaman” já tinha sido encenado pela advogada do ator, sob protestos da atriz. “Eu consegui esse papel fazendo um teste”, Heard respondeu aos comentários na ocasião. Mas Depp não aceitou essa afirmação e quis provar sua importância na escalação da ex-esposa, afirmando que foi consultado por executivos da Warner sobre se havia problemas legais para ela filmar na Austrália, devido a uma situação criada durante as filmagens de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, quando ela entrou no país sem declarar seus cachorros na alfândega. Este problema foi resolvido com a gravação de um vídeo de utilidade pública, mas Depp argumenta que, devido a esta consulta, foi ele quem conseguiu o papel para a ex-esposa. Por outro lado, ele não negou ter tentado impedir que Heard continuasse no filme após o divórcio, procurando a Warner. O objetivo era dizer que os dois estariam em “duas franquias que estariam causando problemas uma à outra”, referindo-se a “Aquaman” e “Animais Fantásticos”, e por causa disso a situação poderia “acabar feia”. Ele afirmou ter “sentido responsabilidade” de buscar a Warner por o estúdio ter escalado “alguém sobre quem falei tantas coisas boas”, por isso “precisava alertá-los” sobre Heard. Confrontado com mensagens “grotescas”, aparentemente enviadas à Warner, sobre as quais correu os olhos com um riso no rosto, Depp surpreendeu a todos ao sugerir desconhecê-las. Alguém teria pegado ou começado a usar “meu telefone” como se fosse ele. Quem? Nem Depp nem seus advogados ofereceram nenhuma prova dessa alegação. E o advogado de Heard falhou em explorar a teoria de conspiração e paranoia. O ator, porém, não negou que disse a seu ex-agente Christian Carino, no verão de 2016, ter ficado “muito feliz por essa bebedora de p*rra estar fora da minha vida” e que não via a hora de “o karma entrar em ação e tirar o fôlego dela”. Sobre a linguagem extremamente misógina, Depp sugeriu novamente que tudo de errado que acontece com ele, inclusive as ofensas que escreveu contra a ex-esposa, são exclusivamente culpa da ex-esposa. “Quando você é acusado de atos horríveis e coisas que você não fez, quando algumas coisas muito feias estão acontecendo na verdade contra você, você fica muito irado e zangado”, disse Depp, como justificativa ao tribunal. E aproveitou para fazer mais um comentário contra Heard: “Você se pergunta por que essa pessoa está fazendo isso comigo”. Além de comentários pejorativos contra a ex-esposa, por ela tê-lo pintado como uma pessoa vil (na verdade, Amber Heard só fez acusações nominais e descritivas após Depp processá-la por difamação), o ator intercalou a maior parte de seu testemunho com gracejos. Quando seu advogado lhe perguntou como a ordem de restrição conseguida por Heard em 27 de maio de 2016 o afetou, Depp disse: “Isso mudou tudo”. O advogado de Heard então levantou uma objeção por “relevância”. Ao que o ator reagiu com ironia. “Ah, isso não mudou tudo?”, demonstrando forte tom de sarcasmo. A juíza Penney Azcarate então lembrou a Depp que ele devia se comportar. “Eu sinto Muito. Tourette”, respondeu Depp, zoando o tribunal mais uma vez. O público se diverte com isso. O carisma do ator é indiscutível e, graças a isso, ele vence com folga o tribunal da opinião pública. Ele também é bastante eloquente e abriu seu depoimento dizendo que tudo o que Amber Heard falou sobre ele é mentira. “Nunca na minha vida cometi agressão sexual, abuso físico”, disse Depp ao júri. “Todas essas histórias bizarras e ultrajantes sobre eu cometer essas coisas… eu vivi com isso por seis anos, esperando poder trazer a verdade à tona”, continuou. “Não importa o que aconteça, cheguei aqui e disse a verdade”, acrescentou Depp. Resta saber se o júri de seu processo também está sendo convencido por seu talento e carisma. Sem o vasto material de provas de Heard – fotos, vídeos, gravações, testemunhas oculares – é o que Depp tem oferecido de melhor a seu favor. Quinta-feira (26/5) será o último dia de depoimentos e os advogados das duas partes encerram o caso na sexta (27/5). Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os vídeos com o novo depoimento de Depp.
Laverne Cox inspira primeira Barbie transexual
A fábrica de brinquedos Mattel anunciou nesta quarta (25/5) que vai lançar a primeira boneca Barbie transexual, inspirada pela atriz Laverne Cox, conhecida pelas séries “Orange Is the New Black” e “Inventando Anna”. Cox se torna, assim, a primeira mulher trans a virar uma boneca da famosa marca. O lançamento vai coincidir com os 50 anos da atriz, data celebrada em 29 de maio. E é uma vitória pessoal, já que ela foi proibida pela mãe de brincar com bonecas na infância. “Quando eu tinha 30 e poucos anos, meu terapeuta me lembrou que nunca é tarde demais para se ter uma infância, e que eu deveria sair e comprar Barbies e brincar com elas como uma forma de curar minha criança interior. E foi o que fiz”, ela contou para a revista People. Animada, Cox comemorou o significado do lançamento. “O que mais me deixa animada sobre a boneca ser lançada é que crianças e jovens trans poderão vê-la, comprá-la e brincar com ela, e saber que há uma Barbie feita pela Mattel, pela primeira vez, semelhante a uma pessoa trans”, disse a atriz. Em um comunicado, Lisa McKnight, vice-presidente executiva e chefe global de Barbie e bonecas da Mattel, disse que a empresa também “não poderia estar mais animada” para fazer parceria com Laverne. “Estamos orgulhosos de destacar a importância da inclusão e aceitação em todas as idades e de reconhecer o impacto significativo de Laverne na cultura com uma Barbie Tribute Collection”, declarou. Ao longo de sua carreira, Laverne também se tornou a primeira atriz trans a receber uma indicação ao Emmy em uma categoria de atuação. Ela também foi a primeira mulher transsexual a ser capa da revista “Time” e a primeira receber uma estátua de cera no museu Madame Tussauds.
Por que 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd?
Quer saber porque nesta quarta-feira (25/5) tem um monte de gente balançando toalhas para celebrar o Dia do Orgulho Nerd? A data, que também é conhecida como Dia da Toalha, teve origem na idolatria geek por franquias de fantasia. A comemoração original foi concebida para homenagear o escritor Douglas Adams, autor da série de livros “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, que faleceu precocemente aos 49 anos em 2001. Na obra, que foi adaptada para o cinema em 2005, Adams descreve que a toalha é o item fundamental de sobrevivência para qualquer mochileiro das galáxias, pelo simples fato de que ela pode ser usada de diferentes formas em vários locais do espaço. Logo após a morte do autor, fãs de sua obra tiveram a ideia de criar o Dia da Toalha como homenagem. A iniciativa começou em 2001, duas semanas depois do falecimento de Adams, num fórum da internet e acabou se espalhando por todo mundo. Desde então, muitos fãs da sci-fi saem no dia 25 de maio exibindo uma toalha para celebrar a data. A data exata de 25 de maio foi escolhida também por causa de outra franquia. 25 de maio de 1977 foi o dia em que “Guerra nas Estrelas” chegou aos cinemas dos EUA – quase oito meses antes do lançamento no Brasil. Claro que isso foi há muito tempo numa galáxia distante, já que os nerds agora chamam este filme de “Star Wars: Episódio IV — Uma Nova Esperança”. Mas enfim, graças a essa “coincidência”, a data passou a ser celebrada não só pelos fãs de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, como também de “Star Wars”. Logo, a ideia contagiou todos os apaixonados pela chamada cultura geek, que transformaram o Dia da Toalha no Dia do Orgulho Nerd para celebrar tudo o que adoram, incluindo filmes, séries, livros, quadrinhos, animes e games.
Matthew McConaughey publica desabafo após massacre de crianças em sua cidade natal
O ator Matthew McConaughey, que chegou a considerar a candidatura para governador do Texas, resolveu se manifestar nas redes sociais a respeito do massacre que aconteceu na terça-feira (24/5) em sua cidade natal, Uvalde, quando um adolescente armado matou 19 crianças e dois professores em uma escola primária. “Como todos sabem, houve outro tiroteio em massa, desta vez na minha cidade natal de Uvalde, Texas”, iniciou o texto. “Mais uma vez, provamos tragicamente que não estamos sendo responsáveis pelos direitos que nossas liberdades nos concedem”. O ator vencedor do Oscar, então, pediu aos americanos que dessem uma “longa e profunda olhada no espelho” em relação ao novo episódio e acrescentou: “O que realmente valorizamos? Como reparamos o problema? Que pequenos sacrifícios podemos fazer individualmente hoje, para preservar uma nação, um estado e um bairro mais saudáveis?”. Relacionadas Por fim, Matthew pediu o fim das desculpas e pediu para que a população pare de aceitar “essas realidades trágicas como o status quo”. “Ações devem ser tomadas para que nenhum pai tenha que experimentar o que os pais em Uvalde e os outros antes deles sofreram”. Que ações? Ele não diz. Vários outros protestos do gênero aconteceram ao longo do dia. Todos indignados. Como acontecem sempre, toda vez que um novo massacre de crianças acontece, porque “essas realidades trágicas” são sim o status quo dos EUA. Um dos discursos menos difusos foi do presidente Joe Biden, que apontou o dedo para o problema sem rodeios floreados. Em entrevista coletiva, horas depois do massacre na escola de Uvalde, Biden questionou por qual razão outros países não têm incidentes com armas de fogo na mesma proporção e frequência dos Estados Unidos. “Quando, pelo amor de Deus, vamos enfrentar o lobby das armas?”, indagou o presidente, de forma clara. “Por que estamos dispostos a viver com essa carnificina? Por que continuamos deixando isso acontecer?” “A ideia de que um garoto de 18 anos pode entrar em uma loja de armas e comprar dois armamentos pesados é completamente errada”, disse Biden, que já havia pedido a proibição da venda de armas de assalto e a exigência de requisitos federais mais rígidos, como a verificação de antecedentes, para maior controle de armas nos EUA. “Perder um filho é como ter um pedaço de sua alma arrancado”, disse Biden, que perdeu dois filhos por razões não relacionadas à violência com armas. “Há um vazio em seu peito. Você sente que está sendo sugado e nunca vai conseguir sair.” Ele pediu que o país ore pelas vítimas e famílias do atentado, mas pediu empenho para evitar a próxima tragédia. “É hora de transformar essa dor em ação”, disse ele, sugerindo pressão popular sobre o poder legislativo. Vários congressistas americanos são financiados pela indústria armamentista para impedir restrições nas leis que facilitam massacres de crianças e terrorismo doméstico. No Brasil, também há políticos envolvidos com o lobby armado, que têm jorrado armas de fogo nas ruas brasileiras. Eles são conhecidos pela denominação pouco sutil de Bancada da Bala. Pelo menos 19 crianças, uma professora e um adulto não identificado morreram após um rapaz de 18 anos, que estudou no colégio, entrar armado e fazer diversos disparos na terça-feira (24), na Robb Elementary School, uma escola de Ensino Fundamental, localizada na cidade de Uvalde, no Texas. Múltiplos feridos ainda estão sendo atendidos em duas unidades de saúde da região e o assassino foi morto durante a ação da polícia local. Uvalde, Texas, USA. pic.twitter.com/0iULRGtREm — Matthew McConaughey (@McConaughey) May 25, 2022
Kate Moss nega violência de Johnny Depp durante namoro
A modelo Kate Moss depôs nesta quarta (25/5) no julgamento de difamação que Johnny Depp move contra Amber Heard no estado americano de Virginia. Namorada de Depp entre 1994 e 1998, ela foi chamada pela acusação para refutar uma afirmação de Heard. A ex-esposa de Depp afirmou que temia que o ator empurrasse sua irmã escada abaixo durante uma discussão violenta. De acordo com a atriz, existia um boato de que Depp já havia feito a mesma coisa com Kate Moss enquanto eles estavam juntos. Moss negou a alegação. “Ele nunca me empurrou, me chutou ou me jogou escada abaixo”, afirmou a modelo. A queda da escada teria sido um acidente, que aconteceu durante as férias do casal na Jamaica. “Ele me carregou para o meu quarto e me deu atendimento médico”, ela contou. O depoimento de Kate Moss faz parte de uma fase do julgamento conhecida como refutação, em que a equipe de Depp contesta as alegações da defesa de Heard, e indica que o julgamento se encaminha para o fim. As alegações finais da acusação e da defesa deverão ser feitas na sexta-feira (27/5), com o veredito do júri esperado para o começo da semana que vem. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo o depoimento de Kate Moss, feito à distância por videochamada.












