Ruggero Deodato, diretor do polêmico “Holocausto Canibal”, morre aos 83 anos
O cineasta italiano Ruggero Deodato, responsável pelo clássico do terror “Holocausto Canibal” (1980), morreu nessa quinta-feira (29/12) em Roma, aos 83 anos. A notícia foi publicada no Facebook por Sergio Martino (“Torso”), outro cineasta que marcou época no cinema extremo italiano. Deodato é lembrado até hoje como o grande pioneiro do subgênero do terror de “found footage”, e se envolveu em diversas polêmicas na época do lançamento de “Holocausto Canibal” devido ao realismo das imagens mostradas. Nascido em 7 de maio de 1939, ele iniciou sua carreira no audiovisual trabalhando como assistente de direção de cineastas como Roberto Rossellini (em “Alma Negra”) e Sergio Corbucci (no famoso “Django”). Seu primeiro trabalho na direção foi em “Ursus, Prisioneiro de Satanás” (1964), baseado no mito do herói Hércules. Porém, sua participação não foi creditada nesse filme, e a direção foi assinada apenas por Antonio Margheriti (“Um Tira Virtual”), de quem foi assistente naquele ano em “Dança Macabra”. Seu primeiro crédito como diretor só veio quatro anos depois, mas em abundância. Ele lançou nada menos que quatro filmes em 1968: “Fenomenal and the Treasure of Tutankamen”, “Gungala, the Black Panther Girl”, “Man Only Cries for Love” e “Holidays on the Costa Smeralda”. Nesse início de carreira, Ruggero Deodato trabalhou em gêneros como comédia e musical. Embora alguns dos seus filmes trouxessem um toque de exploitation, não se comparam aos extremos dos projetos que o tornaram famoso. Sua estreia no terror aconteceu em 1977, quando lançou “O Último Mundo dos Canibais”, sobre um garimpeiro de petróleo que é capturado por uma tribo canibal violenta e primitiva da floresta tropical das Filipinas. Foi o prenúncio do que viria a seguir. Logo depois de dirigir o thriller “O Caso Concorde” (1979), sobre um repórter que tenta impedir um acidente aéreo, o cineasta voltou ao tema do cinema canibal, fazendo o filme mais famoso dessa vertente em todos os tempos. Para dar realismo a “Holocausto Canibal”, Deodato contou a história por meio de um artifício que seria muito imitado décadas depois. A narrativa se materializava na tela por meio de um filme perdido, encontrado por um professor universitário após seus responsáveis, uma equipe de documentaristas, ter sido supostamente devorada por uma tribo de canibais. O artifício foi tão convincente que muitos acreditaram que as imagens do falso documentário eram reais. Isto gerou um frenesi na época, amplificando o impacto das imagens violentas registradas, especialmente de mortes agonizantes de animais, ao ponto de Deodato quase ser preso por exibir suposto canibalismo autêntico e mortes reais como entretenimento. O elenco precisou vir a público para provar que estava vivo e que tudo não passava de ficção. Ou melhor, quase tudo. Porque as mortes dos animais foram reais. A ideia era misturar cenas falsas de mortes (das pessoas) com cenas verdadeiras (de animais) para fazer tudo parecer verdadeiro. A estratégia ajudou a tornar o filme convincente, mas os maus-tratos contra os animais fez o filme ser banido em cerca de 50 países. E a polêmica o acompanhou pelo resto da vida. Quando participou do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, em 2016, Deodato foi atacado verbalmente por membros do público por conta da crueldade contra animais mostrada no seu filme. Essa mistura de realidade e ficção, que vem à luz por meio de uma “filmagem encontrada”, fez de “Holocausto Canibal” o pioneiro do subgênero found footage. As características que ficaram conhecidas com esse tipo de filme tiveram início ali, como o aparente amadorismo das imagens, a apresentação como relato autêntico e documental, e o fato de os registros terem sido encontrados após a morte de quem filmou. Tudo isso, 19 anos antes de “A Bruxa de Blair”, que repetiu exatamente a mesma fórmula. Depois do sucesso de “Holocausto Canibal”, Deodato dedicou boa parte da sua carreira ao gênero de terror. Somente na década de 1980, explorando situações extremas como torturas e matanças em “A Casa no Fundo do Parque” (1980), “Inferno ao Vivo” (1984), “Contagem de Cadáveres” (1986), “A Face” (1987) e “Grite por Socorro” (1988). Ele diminuiu o ritmo a partir da década seguinte, fazendo mais trabalhos na TV e dirigindo pouquíssimos filmes, como os terrores “As Três Faces do Mal” (1993) e “Ballad in Blood” (2016). Mas também estreou como ator, sendo homenageado por Eli Roth com uma participação especial como canibal italiano em “O Albergue 2” (2007). Seu último crédito como diretor foi comandando um segmento da antologia de terror “Deathcember” (2019).
Paulo Vieira vira alvo de ataques racistas após piadas políticas
O humorista Paulo Vieira virou alvo de ataques de ódio após ter feito piadas políticas no prêmio Melhores do Ano da Globo. Na noite de quarta-feira (28/12), o ator expôs algumas das mensagens de cunho racista que tem recebido. “Vagabundo, filho da put*, macaco”, teria dito um perfil de notícias policiais, que se autodenomina como um “jornalismo pautado com ética e sabedoria”. “Bicha preta, você tinha que morrer igual a Marielle”, declarou outro. “São centenas de comentários assim, fora as ligações pra mim, pra minha equipe, minha família”, desabafou Vieira na publicação. “E eu tô bem, tá? Sei que isso é só reação ao poder incontestável do humor. Tô forte e cada vez mais certo do meu papel.” Paulo Vieira cutucou bolsonaristas com piadas sobre Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, e o movimento antidemocrático, o que bastou para trazer à tona todo o racismo e preconceito dos extremistas. Colegas e seguidores prestaram solidariedade ao humorista. “Larga os advogados em cima desses racistas covardes!!!”, pontuou o ator e diretor Caíto Mainier (“Choque de Cultura”). O comediante Fábio Porchat, que também polemizou com piada no Melhores do Ano (sobre Gkay), foi outro a se manifestar. “Minha gente, um monte de racista escroto resolveu atacar o Paulo Vieira de forma orquestrada. Vamos encher a timeline dele de coisa boa pra esses imbecis serem soterrados? Quem começa?”, sugeriu. Embora esteja “recebendo ameaças de morte o tempo todo”, o comediante explicou à coluna de Monica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, que não deixará de comparecer a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu estarei dia 1º em Brasília, ao lado dos meus amigos Janja e Lula, com muita alegria e coragem. Ninguém vai roubar a nossa alegria”, reforçou Paulo Vieira. e eu tô bem, tá? sei que isso é só reação ao poder incontestável do humor tô forte e cada vez mais certo do meu papel 🫶🏾 — PAULO VIEIRA (@PauloVieiraReal) December 29, 2022
Luciana Gimenez diz ter sofrido 100 assédios: “Coisas graves”
A apresentadora Luciana Gimenez participou de uma entrevista nostálgica no programa “A Tarde é Sua”, na quarta-feira (28/12). Na conversa conduzida por Sonia Abrão, a modelo segurou o choro sobre os momentos mais difíceis que enfrentou na infância e na carreira como modelo. “Eu trabalhava muito com o corpo, então, eu acho que nessa frente foi muito difícil”, lembrou Luciana, que era obrigada a viver situações constrangedoras no ambiente de trabalho. “Eu sofria assédio e eu nem sabia o que era assédio. Hoje a gente sabe o que é”, analisou a modelo. “[Foram] 100 vezes, não é uma vez. Se eu falar aqui dá vontade de chorar. 100 vezes, de coisas horríveis e eu não falava. Eu não contava com a minha mãe, porque se eu contasse, ela não ia deixar eu ficar”, disse, sem especificar se na agência de modelos ou no estúdio da RedeTV!. A apresentadora do “SuperPop” acrescentou que os assédios mais graves teriam sido traumáticos e, portanto, ela não entraria em detalhes aprofundados no bate-papo com Sonia Abrão. “Eu sofri assédio grave… Eu não vou falar agora, mas foram coisas graves”, afirmou Luciana, que, na sequência, acabou tornando público um caso vivido na pré-adolescência. “Estava em uma festinha de criança, minha amiga estava fazendo aniversário. Eu fui e deixei meu casaco em um quartinho. Quando eu fui buscar, o pai da menina me agarrou. Eu tinha 12, 13 anos”, lembrou uma das ocasiões. Posteriormente, ela explicou que tentou justificar os assédios que havia sofrido, mas entendeu que ela era a vítima das situações. “Aconteceu tantas vezes, porque eu era muito alta, talvez mais encorpada. Estou eu aqui me justificando, aconteceu porque o cara era um tarado! Eu era uma criança de 12 anos. Mas eu sofri muito, dos fotógrafos falarem: ‘Fica comigo que você vai ser capa de revista’ ou ‘Se você não sair para jantar comigo, não vai rolar isso’. E não rolava.”
Reynaldo Gianecchini lembra bullying na infância: “Viadinho”
O ator Reynaldo Gianecchini (“Laços de Família”) revelou que sofreu bullying na infância e ataques preconceituosos por ser “mais sensível” que as outras crianças. Durante homenagem recebida no “Arquivo Pessoal” do programa “Faustão na Band”, na noite de quarta-feira (28/12), ele compartilhou detalhes da infância, lembrando que, por ter sido criado rodeado de mulheres em seu ambiente familiar, se tornou uma criança calma e afetuosa. No entanto, esse comportamento pacifico teria lhe rendido ataques de coleguinhas por supostamente ser visto como homossexual. “Não é fácil! Eu lembro que eu achava que ser muito educadinho como eu era [na infância], as pessoas não iam gostar de mim na escola! Eu sofria bullying”, começou o relato. “Eu me achava assim, parecia que eu era ‘viadinho’ e, hoje em dia, eu olho e acho muito legal uma criança educada!”. “E como era difícil, olha que louco! A gente não gostava de ser educado, né? Como a gente sofre por ser sensível em uma sociedade em que o homem não pode expressar a sensibilidade”, declarou o ator de 50 anos, que hoje é pansexual declarado. Gianecchini afirmou que seus sobrinhos também foram criados sob cuidados femininos. “Eu acho a coisa mais linda do mundo”, garantiu o interprete de Régis Mantovani em “A Dona do Pedaço”. “Prestem atenção [nas crianças], porque é tão difícil essa cobrança de ter que ser o ‘macho’”, pediu Reynaldo Gianecchini aos pais e responsáveis. “Eu, graças a Deus, vim de uma família que não me pressionava para isso.” pic.twitter.com/ae3Ri3jD6w — Video EM OFF (@VideoEMOFF) December 29, 2022
Pedro Scooby atualiza estado de saúde da filha Aurora: “Vai conseguir”
O ex-BBB Pedro Scooby compartilhou uma atualização do estado de saúde de sua filha recém-nascida Aurora, que passou por duas cirurgias desde que nasceu na última segunda-feira (26/12). Por meio dos stories no Instagram, o surfista agradeceu as orações de amigos e fãs e disse que a filha, fruto do casamento com a modelo Cintia Dicker, “melhorou muito” após os procedimentos cirúrgicos — que não foram revelados. “Passando aqui para agradecer todas as orações e carinho (…) A Aurora melhorou muito. A gente está muito feliz. Se Deus quiser, ela vai conseguir sair de lá logo mais”, ele anunciou, indicando que o bebê está numa UTI neonatal. O surfista, que é pai de Dom, Bem e Liz com Luana Piovani, encerrou dizendo que estava em casa cuidando dos filhos, enquanto a mulher seguia no hospital ao lado de Aurora. “Vim aqui em casa agora e a Cintia ficou com a mãe dela. Vim aqui em casa ficar com as crianças um pouco e fazer umas comprinhas com elas. É isso, mais tarde estou lá de novo”, finalizou. Em meio a essa função e aflição, Scooby ainda teve que rebater crítica da ex-mulher nesta quarta (28/12), que resolveu usar o Instagram nesse momento difícil para reclamar sobre ele ter dado celulares de presente para os filhos e não monitorar o que eles fazem na internet. Sem perder tempo com a discussão iniciada por Luana, Scooby apenas divulgou um print em que mostrou o aplicativo de monitoramento instalado em seu celular. Ela continuou reclamando que era “para inglês ver”, mas ele não alimentou mais a discussão via redes sociais.
Bella Thorne revela que usar biquíni aos 14 anos ameaçou seu papel em série da Disney
A atriz Bella Thorne (“País da Violência”) contou que quase foi despedida da série “No Ritmo”, que ela estrelou na sua adolescência, por ter usado um biquíni na praia. A revelação foi feita durante a participação de Thorne no podcast “High Low”, da top model Emily Ratajkowski. “Uma vez, quase fui demitida do Disney Channel porque tinha 14 anos e usei um biquíni na praia”, contou Thorne. “Este estilista com quem eu estava colocou uma corrente em mim que é tipo uma corrente de corpo…. Tinha um fã, tiraram uma foto minha na praia, quase fui demitida.” Thorne disse ainda que a tal foto tirada pelo fã viralizou naquela época, aparecendo em diversos sites, jornais e TV. Com isso, ela recebeu uma enxurrada de críticas de pessoas que se questionavam “como essa garotinha se atreve a fazer isso?” Exibida entre 2010 e 2013, “No Ritmo” acompanhava duas adolescentes de Chicago que tentavam realizar seu sonho de se tornarem dançarinas profissionais ao se apresentarem em um espetáculo popular local. Além de Thorne, a série também era estrelada por Zendaya (“Euphoria”). A atriz contou que embora a Disney não tenha cedido à “pressão para me demitir” da série “No Ritmo”, foi solicitado que tivesse mais cuidado com o que ela vestisse, mesmo quando estivesse na praia. “Eles disseram: ‘ei, estamos recebendo muita pressão por isso, todo mundo está recebendo pressão por isso, porque você está de biquíni na praia. Então, precisa garantir que sairá de bermuda e camiseta folgada na próxima vez que for à praia’”. Thorne também relatou um caso que aconteceu quando tinha 10 anos, quando foi recusada para um trabalho “porque o diretor sentiu que estava flertando com ele, e isso o deixou muito desconfortável”. “[Eu tinha] 10 anos. Por que, por que ele pensaria isso?”, acrescentou. Ela disse que fica pensando nisso até hoje. “Fiquei tentando encontrar desvios em mim mesma”, disse ela. “Tipo: ‘O que você fez, Bella? O que você fez que o deixou assim? Até que eu fico tipo, ‘Bella, pare com isso.’ Isso me deixa louca.” Nos últimos anos, Bella Thorne tem feito de tudo para abandonar a fama de “estrelinha da Disney”, envolvendo-se em projetos como os terrores “Amityville: O Despertar” (2017), “A Babá” (2017) e “American Horror Stories” (2022), além de “País da Violência” (2018), que revelou o diretor Sam Levinson, criador de “Euphoria”. Ela também abriu uma conta no site de conteúdo adulto OnlyFans em 2020, tornando-se a primeira pessoa a ganhar US$ 1 milhão em suas primeiras 24 horas na plataforma.
Dennis Carvalho, ex-diretor da Globo, é internado em estado grave
O ex-galã e diretor da rede Globo Dennis Carvalho está internado com uma infecção generalizada no hospital Copa Star, localizado no Rio de Janeiro. O estado de saúde do artista é considerado grave. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o ator se encontra com um quadro de septicemia, também conhecido como “sepse” ou “sépsis”. A doença é desencadeada após uma resposta inflamatória sistêmica, geralmente causadas por bactérias que infectam a corrente sanguínea. Entre os principais sintomas estão febre alta, baixa produção de urina, confusão mental, além de respiração e ritmo cardíaco alterados. Como o sistema de defesa do organismo libera mediadores químicos que espelham a inflamação, o paciente pode sofrer de disfunções ou falência de múltiplos órgãos por falta de oxigênio nas células e tecidos. Dennis Carvalho era um dos principais nomes de direção de novelas da rede Globo, mas teve seu contrato encerrado em setembro após ser colocado na “geladeira” há algum tempo. Ele entrou nos cortes promovidos pela emissora como forma de reduzir o orçamento. A proposta é manter contratos somente com quem possui planos a longo prazo nos canais da Globo ou na plataforma Globoplay. O primeiro contato de Dennis com a televisão aconteceu aos 11 anos de idade, quando ele participou de um teste para entrar no elenco da novela “Oliver Twist” (1955), da extinta TV Paulista. A partir daí, fez inúmeros teleteatros e foi crescendo como ator nas novela da TV Tupi. Contratado da rede Globo desde 1975, ele teve sua primeira aparição no canal censurada. Carvalho deveria participar da primeira versão da novela “Roque Santeiro” (1964), que foi proibida e não passou dos primeiros ensaios durante a Ditadura Militar. Mas ele logo se destacou em participações no elenco da série “Malu Mulher” (1979) e em novelas que marcaram época, como “Pecado Capital” (1975), “Locomotivas” (1977), “Te Contei” (1978), “Feijão Maravilha” (1979), “Brilhante” (1981), em que interpretou Inácio, o primeiro possível protagonista gay da Globo – a ditadura proibiu o uso da palavra gay – , além da versão definitiva de “Roque Santeiro” (1985), “Brega e Chique” (1987) e muitas outras. A estreia de Carvalho como diretor da Globo foi na trama das sete “Sem Lenço, Sem Documento” (1977) e continuou ininterruptamente até meados de 2018, com a direção da novela “Segundo Sol” (2018), seu último trabalho. Nessa trajetória, comandou grandes clássicos da teledramaturgia brasileira, como “Roda de Fogo” (1986), “Vale Tudo” (1988), “O Dono do Mundo” (1991), “Fera Ferida” (1994), “Celebridade” (2003), “Paraíso Tropical” (2007), “Lado a Lado” (2012), etc. Carvalho foi um parceiro de longa data do falecido autor Gilberto Braga (1945-2021) e, juntos, conduziram “Dancin’ Days” (1978), “Paraíso Tropical” (2007), “Insensato Coração” (2011), entre outros. Graças a essa parceria, aceitou o arriscado papel de Inácio em “Brilhante”, que na época poderia acabar com sua carreira de galã. Como ator, foram 28 novelas, além de 9 filmes e uma participação histórica na peça teatral “Hair” (1970). Além disso, Carvalho encarou a direção de mais de 40 produções divididas entre novelas, minisséries e programas especiais. Para completar, o artista também trabalhou como dublador. Sua voz é lembrada até hoje nas reprises de clássicos televisivos. Como dublador, Carvalho deu vida a Roger “Race” Bannon da animação “Jonny Quest”, ao cabo Rusty da série “Rin Tin Tin”, o Jerry de “O Túnel do Tempo” e até o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. Dennis Carvalho foi casado seis vezes – com a professora de educação física Maria Tereza Schimidt e as atrizes Christiane Torloni, Monique Alves, Tássia Camargo, Ângela Figueiredo e Deborah Evelyn – e é pai dos gêmeos Leonardo Carvalho (ator) e Guilherme (já falecido), e das meninas Tainá e Luíza.
Ex-ator da Record detona Edir Macedo após discurso homofóbico
O ator Igor Rickli (“Apocalipse”), que anunciou sua saída da Record TV na semana passada, criticou o bispo Edir Macedo após o discurso homofóbico proferido na véspera de Natal para o público do canal. Num culto transmitido no sábado (24/12), o dono da emissora declarou que nenhum cidadão nasceu ladrão, bandido, homossexual ou lésbica, considerando quem não é heterossexual como uma pessoa do mal. “Você não nasceu mau. Ninguém nasce mau. Ninguém nasce ladrão, ninguém nasce bandido, ninguém nasce homossexual ou lésbica… Ninguém nasce mau, todo mundo nasce perfeito com a sua inocência, porém, o mundo faz das pessoas aquilo que elas são quando elas aderem ao mundo”, disse Macedo. O discurso foi considerado criminoso pela comunidade LGBTQIAP+ e, inclusive, já rendeu processo na Justiça. Diante da repercussão, o interprete de Lúcifer em “Genesis” tomou a decisão de rebater a fala polêmica. “Num mundo onde homossexualidade é crime e imperfeição? Obviamente, a extorsão da fé será uma virtude!”, declarou Rickli. Em novembro deste ano, o artista declarou pelo Instagram que é bissexual e que mantém um relacionamento aberto com a atriz e cantora Aline Wirley, do grupo “Rouge”. “Celebramos a diversidade como divina. Entendemos o sexo pelo viés da saúde e não do erótico. Nossa bissexualidade só potencializa nossa relação. Curamos um ao outro na nossa dualidade. Trabalhamos para manifestar o sagrado masculino e feminino em harmonia em cada um de nós”, escreveu o casal. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Igor Rickli (@igorrickli)
Tirullipa é processado por mais uma vítima da “Farofa da Gkay”
O humorista Tirullipa está sendo processado por mais uma vítima de importunação sexual durante a “Farofa da Gkay”, que aconteceu no começo deste mês. Segundo a colunista Fábia Oliveira, do Em Off, a influenciadora Vitória Guedez teria entrado com o pedido de indenização por danos morais. A influencer é uma das mulheres que teve o biquíni desamarrado durante uma brincadeira aquática, que imitava o quadro “Banheira do Gugu”. Até então, Vitória acreditava que a veste teria caído por conta do sabão envolvido na brincadeira. Na ocasião, o irmão da influencer, Lucas Guedez, afirmou que se tratava de “uma situação meio difícil”, porque ela não conseguia digerir o que aconteceu. “É muita informação, muita gente em cima dela e a Vitória não é do meio [artístico]. Ela veio a convite da Gkay, e óbvio que aqui ela começa a ganhar seguidor e visibilidade. Então, ela fica nervosa com tudo, toda a pressão que está tendo”, afirmou Lucas. Como o caso repercutiu em diversas páginas, a influenciadora passou a entender que a situação tinha sido criada por Tirullipa, que expôs e tocou seus seios em público. De acordo com os autos do processo, o humorista teria se divertindo com a exposição e teria esbravejado: “Fartura! Fartura!”. A influenciadora considerou o episódio como vexatório e uma violação do direito à imagem e honra. O documento também apontou a repercussão negativa do episódio no relacionamento amoroso de Vitória. Segundo as informações, o namorado teria ficado incomodado com a situação. Ela ainda afirma que sofreu com comentários humilhantes pelas redes sociais. Vitória também posicionou a empresa Meta como ré na mesma ação. A influenciadora espera que o Facebook remova as publicações que envolvem sua imagem ou tenham relação com o ocorrido. Além disso, entrou com um pedido de quebra do chamado “IP” para identificar quem são as pessoas que usam perfis falsos ou anônimos no Instagram para espalhar o conteúdo na rede social. Segundo os advogados de Vitória, o Facebook teria desdenhado do constrangimento causado à influenciadora, uma vez que não prestou assistência a usuária, bem como permitiu a permanência e perpetuação da exposição. Os danos morais também viriam por Tirullipa, que cometeu a invasão de privacidade numa esfera pública. Vale ressaltar que, embora o humorista tenha tentado se retratar, ele não pediu desculpas diretamente à Vitória. O processo por danos morais ficaram configurados num montante total de R$ 300 mil. A drag queen Halessia foi a primeira a processar Tirullipa por violação de intimidade durante a participação da brincadeira ensaboada. Ela pediu R$ 50 mil por danos morais.
Passado de Gkay assusta com tuítes de referências nazistas e gordofóbicos
A semana da influenciadora Géssica Kayane, também conhecida como Gkay, não está das melhores. Após ter virado piada nacional na rede Globo, a humorista voltou a receber críticas devido à descoberta de postagens antigas de cunho nazistas, racistas e gordofóbicas. Numa investigação para lá de aprofundada na noite de terça-feira (27/12), os internautas descobriram que, no passado, Gkay teria compartilhado posts ofensivos em seu perfil pessoal no Twitter. “Não quero nem ser maldosa, mas daí vem a bonitinha gorda e quadrada usando um vestido colado e de listras enfraquecendo meus votos de bondade”, teria escrito a influencer em 2011. No mesmo ano, a Gkay teria compartilhado outra mensagem polêmica que continha um discurso que criticava o sistema de cotas raciais em universidades. “Mais uma mordomia pra esses brasileiros que tanto gostam de vida boa e preguiçosa, esse tal sistema de cotas. Uma palhaçada, isso sim!”, afirmou. “Nessa brincadeirinha de sistema de cotas, até ‘Malhação’ resolveu aderir. Mas dessa vez foi com cota para feios. Deus, que elenco triste é esse?”, escreveu três meses depois. Como se não bastasse, a influenciadora digital também teria feito referência aos campos de tortura e extermínio nazistas como forma de referenciar que tem uma personalidade impaciente. “Gente que me trata como se eu fosse uma pessoa paciente. Cadê os campos de concentração nazistas quando eu mais preciso deles?”, teria escrito há mais de 11 anos. Embora as mensagens tenham sido publicadas quando era muito jovem, o público tem se questionado se Gkay continua com o mesmo pensamento. “Apertou 22 com força”, afirmou um usuário do Twitter. O perfil oficial da comediante foi desativado após o vazamento dos tuítes, o que os internautas entenderam como uma forma de evitar o regaste de mais publicações problemáticas. A assessoria de Gkay também informou que ela passou mal e procurou um hospital na noite passada. Curiosamente, o público pareceu determinado em não estragar somente as festas de Ano Novo da Gkay. A outra grande vítima da varredura profunda foi Fábio Porchat, que comprou briga com a influenciadora após piada que envolveu até o falecido Jô Soares. Os seguidores de Gkay decidiram se vingar do humorista com a mesma moeda, ou seja, resgatando postagens antigas e polêmicas. E, adivinhe só… No passado, o comediante também teria feito declarações gordofóbicas, racistas e de apoio ao estupro de mulheres. “Alguém tem que explicar pra Alcione que preto emagrece, mas tudo tem um limite…”, escreveu pelo Twitter. “Quando a mulher diz sim, ela quer dizer não. Quando diz não, quer dizer sim. E quando diz ‘não, não, não’, quer ser estuprada. #AprendiComAVida”, declarou em outro momento. Até o momento, a assessoria dos humoristas não se pronunciaram a respeito. Veja abaixo os prints. 🚨 POR ISSO EXCLUIU O TWITTER! Em prints antigos, Gkay clama pelo campo de concentração nazista, crítica o sistema de cotas e detona os brasileiros. Devo ter empatia? pic.twitter.com/oaQNru2nCR — FOFOCAS – #BBB23 (@atencaoreality) December 28, 2022 gkay gordofóbica puts pic.twitter.com/WIDP3l018F — the big big beat (@DeVazLuz) December 28, 2022 🚨GENTE? Após troca de farpas com GKAY , internautas resgatam tweet em tom racista e gordofobico do Porchat: “Alguém tem que explicar pra Alcione que preto emagrece, mas tudo tem um limite”Ib: @PopOnze pic.twitter.com/Ih8vqjwWLx — anêmico e inconsistente (@eumanug_) December 28, 2022
Filha recém-nascida de Scooby e Cintia Dicker passa por duas cirurgias
Nascida na segunda-feira (26/12), a pequena Aurora, filha do surfista Pedro Scooby e da modelo Cintia Dicker, teve que passar por duas cirurgias. A revelação foi feita por Scooby num vídeo em seu Instagram. “As pessoas ficam preocupadas, ficam mandando mensagens todos os dias. Bom, a Aurora passou por uma cirurgia ontem, quando nasceu, e hoje passou por outra. É um momento delicado na minha vida”, revelou o surfista. “Por mais que eu seja esse cara positivo. Continuo muito positivo. As pessoas mais próximas de mim já sabiam que isso estava acontecendo, meus filhos sabiam, a mãe deles também”, completou, sem dar muitos detalhes do problema que fez com que ela precisasse passar pelas cirurgias. “É deixar aqui só, mas está tudo bem. Vai dar tudo certo. E quanto à discussão de internet, eu não vou me pronunciar, porque eu acho que a internet não é lugar para se resolver problemas de família. É isso, tá bom? Um beijo, fica com Deus todo mundo aí. Obrigado por todas as mensagens. Aceitamos as orações e as mensagens positivas. Tamo junto”, finalizou o ex-BBB. Scooby tinha anunciado o nascimento na madrugada desta terça-feira (27/12) com algumas fotos do momento parto. As imagens foram tiradas no centro cirúrgico, com Cintia Dicker ainda deitada na mesa hospitalar e visivelmente emocionada. “Aurora já está entre nós! Obrigado por todas as mensagens de carinho e amor!”, escreveram os papais na legenda das imagens.
Gkay passa mal após polêmicas e é hospitalizada
A assessora de imprensa da influenciadora Gkay informou que ela deu entrada em um hospital da cidade de São Paulo nesta terça-feira (27/12). Segundo o que foi informado à TV Globo, a influenciadora está em observação após um quadro de “indisposição”. Não foram informados mais detalhes sobre o estado de Gkay nem o hospital em que teria sido internada. De acordo com a assessoria, a previsão era de que a artista fosse liberada na quarta-feira (28/12), mas, depois do atendimento e exames, ela já está em casa. Gkay foi alvo de piadas durante a premiação “Melhores do Ano” da Globo, no último domingo (25/12). Numa delas, Fábio Porchat brincou que Jô Soares poderia ter falecido para evitar uma entrevista com Gkay. A influenciadora demonstrou ter ficado triste e ofendida com a situação. Porchat comentou a reação dela nas redes sociais. “Ela falou que o Natal dela foi estragado por conta dessa piada… Eu acho que o Natal dela foi estragado por conta do ano dela!”, começou. “A Gkay fez uma entrevista estranhíssima na Tatá Werneck! Muito ruim mesmo, e isso virou motivo de chacota, todo mundo caçoou dela. A Gkay fez um filme que foi um fracasso de público, um fracasso de crítica na Netflix. Eu não estou aqui dando a minha opinião, não, porque eu não vi, estou dizendo o que falaram.” Na sequência, o humorista apontou que Géssica Kayane havia sido “muito criticada como atriz e isso deve ter abalado ela”. Ele também se defendeu da crítica da influenciadora sobre a suposta brincadeira. “Tem um monte de notícias dizendo que ela maltrata pessoas, que trata mal funcionários, produção. Relatos de colegas de atores, comediantes dizendo que ela é insuportável, que não tem como trabalhar com ela. Tudo isso fez o Natal dela miserável. A minha piada dizendo ‘ai, que difícil entrevistar a Gkay’, desculpa! Não tem nada de humilhante!” Logo depois disso, Rodrigo Thomaz, professor de Gkay na “Dança dos Famosos”, detonou a comediante, afirmando que foi um inferno trabalhar com ela. Ele até agradeceu o exposed de Porchat. “Pois é, obrigado Porchat por falar 1/5 do que Gkay é de verdade. Tive o ‘prazer’ de conhecer e conviver até mesmo em sua casa com o pior ser humano que já pude conhecer… É lamentável uma pessoa não saber usar a fama para o lado positivo. Sim, ela é tudo isso que ele falou e muito mais para o lado negativo, infelizmente”, disse. Rodrigo entregou que os momentos ao lado da humorista não foram nada fáceis. “Passei inúmeras situações extremamente desagradáveis ao lado dela e vocês não tem ideia de como isso me abalou emocional e psicologicamente, mas é isso aí”, concluiu.
Paulo Vieira diz que “golpistas flopados” não o impedirão de apresentar posse de Lula
Atacado por bolsonaristas desde domingo (25/12), quando fez piadas com Luciano Hang e golpistas antidemocráticos na premiação “Melhores do Ano” da Globo, Paulo Vieira disse à coluna de Monica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo que está “recebendo ameaças de morte o tempo todo”. Convidado para apresentar o evento artístico marcado para acompanhar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, no próximo domingo (1/1), em Brasília, ele garante que não será intimidado por “golpistas flopados”. “Minha equipe recebeu ligações dizendo que sabem a hora do meu voo, que sabem onde eu vou estar e que vão me pegar se eu for a Brasília”, relatou ao jornal. Mas embora saiba que é preciso cuidado ao “lidar com bandidos”, ele afirma que seus planos não mudarão por conta de ameaças. “Eu estarei dia 1º em Brasília, ao lado dos meus amigos Janja e Lula, com muita alegria e coragem”, destaca. “Ninguém vai roubar a nossa alegria”, reforça. Questionado sobre as piadas contra apoiadores de Bolsonaro, Vieira disparou: “Não me arrependo de nenhuma piada contra os golpistas flopados. Pelo contrário, vou piorar. Sei que mídia é poder e vou usar meu poder para construir um país melhor”. Em sua avaliação, o nível das mensagens que vêm recebendo por causa das piadas só demonstra que ele atacou o “vespeiro certo”. “Eu nunca quis amizade com fascista, racista e golpista”, aponta. Ele descreveu algumas das mensagens que tem recebido de bolsonaristas. “A maioria é ataque racista me chamando de macaco, falando que minha vó caiu de uma árvore em uma foto que ela está de muleta. Essa baixaria toda”, diz. Em alta na Globo, ele contou seus planos para 2023: “Vou fazer quatro programas, dois filmes e uma série internacional em 2023. Lanço dois livros. Estou abrindo em fevereiro uma das maiores casas de shows do norte do país, o Comics PUB. Minha empresa Cabeça Preta assinou contrato com a Paris Filmes e tem uma parceria encaminhada com a Endemol para a criação de formatos”, enumera. E completa: “Sou diretor da Globo, amigo de Janja e Lula e inimigo de racistas, não tem como melhorar.”












