Família de Tolkien renega filme sobre o criador de O Senhor dos Anéis
O filme “Tolkien”, cinebiografia do criador de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, foi renegado pela família do escritor. O Tolkien Estate, grupo que administra o legado e os direitos autorais de J.R.R. Tolkien, divulgou um comunicado na terça (23/4), informando à imprensa que não participou da elaboração do filme e não aprova a produção. “A família de J.R.R. Tolkien e o Tolkien Estate estão cientes do longa-metragem da Fox Searchlight intitulado ‘Tolkien’, que será lançado em maio de 2019, e querem deixar claro que não aprovam, autorizam ou tiveram participação na realização desse filme”, diz a nota, reforçando que o grupo “não endossa a obra ou seu conteúdo de nenhuma forma”. Apesar disso, um representante da família informou ao jornal britânico The Guardian que não há planos para processar o estúdio. O filme se concentra na juventude de J.R.R. Tolkien, em particular seus dias de escola e a participação no conflito da 1ª Guerra Mundial, evocando seu universo de fantasia em momentos como a “irmandade” formada com os colegas de classe e a jornada pela devastação da guerra. O roteiro é de David Gleeson (“Caubóis e Anjos”) e Stephen Beresford (“Orgulho e Esperança”) e se concentra nos anos de formação de Tolkien, quando o jovem órfão forma um grupo de amigos com outros aspirantes a artistas, inspirando-se a virar escritor, ao mesmo tempo em que se apaixona por sua futura esposa Edith e ingressa no exército britânico para lutar na guerra. O papel do escritor é vivido por Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”) e a direção ficou a cargo de Dome Karukoski (“Tom of Finland”), um dos diretores mais premiados do cinema finlandês “Tolkien” tem lançamento previsto para o dia 23 de maio no Brasil.
Netflix anuncia filmes de Maisa Silva, Larissa Manoela, Wagner Moura e 30 projetos nacionais
A Netflix anunciou nesta quarta-feira (24/4), durante o evento Rio2C, que passará a investir mais na produção de filmes brasileiros e que firmou contratos com Larissa Manoela e Maisa Silva, estrelas do SBT cobiçadas pela Globo, além do comediante Fábio Porchat, para estrelar algumas das obras. Mais popular do trio, Maisa será a protagonista de três longas nos próximos três anos. Porchat também fará três filmes e o mesmo deve valer para Larissa, que já tem o primeiro definido. Será “Modo Avião”, escrito e dirigido por César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”), em que uma jovem influenciadora digital vai precisar ficar numa fazenda sem poder usar o celular – sim, lembra um reality da Record. A plataforma de streaming também anunciou que está atualmente investindo em nada menos que 30 projetos no Brasil, um de seus maiores mercados globais, entre séries, longas e documentários. Ted Sarandos, chefe de Conteúdo da Netflix, revelou no Rio de Janeiro que fechou parcerias também com a escritora Thalita Rebouças, com o diretor Fernando Meirelles e com o ator Wagner Moura, que vai estrear como produtor com “Sérgio”, cinebiografia do diplomata Sérgio Vieira de Mello (1948-2003). Thalita Rebouças, por sua vez, assina “Quem Nunca?”, seu primeiro roteiro original após seus livros best-sellers virarem filmes de sucesso. O projeto será sobre três adolescentes que vão a um acampamento escolar depois de fazer um pacto de permanecerem solteiras, mas as coisas se complicam quando ex-namorados aparecem – sim, lembra um reality da MTV. A maioria dos projetos são comédias e ainda incluem “Ricos de Amor”, de Bruno Garotti (“Cinderela Pop”), estrelado pela dupla Giovanna Lancellotti e Danilo Mesquita (da novela “Segundo Sol”), e “Carnaval, dirigido por Leandro Neri (“A Padroeira”). A empresa de streaming também trará de volta “O Menino Maluquinho”, do cartunista brasileiro Ziraldo, num desenho animado produzido pela Chatrone e previsto para 2021. Entre as séries, além das já anunciadas “Sintonia”, criada por Kondzilla, “Ninguém Tá Olhando”, de Daniel Rezende, “Irmandade”, com Seu Jorge, o terror “O Escolhido”, a 2ª temporada de “O Mecanismo” e a 3ª de “3%”, vem aí “Futebol”, um drama de Elena Soares que conta a história por trás da relação intensa entre dois jogadores, Toró e Pantera, dois meninos pobres de 15 anos que são escolhidos entre uma multidão para integrar a categoria júnior do maior time brasileiro. “O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias. É por este motivo que estamos animados em aumentar nosso investimento na comunidade criativa brasileira. Esses 30 projetos, em vários estágios de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo”, disse Sarandos em comunicado à imprensa. A investida da Netflix acontece no momento em que todos os novos projetos de filmes e séries estão paralisados no Brasil por conta da “política cultural” do governo Bolsonaro, fato que inclusive ganhou reportagem da revista americana Variety.
Fotos de Fear the Walking Dead apresentam novos personagens
O canal pago AMC divulgou 10 fotos da 5ª temporada de “Fear the Walking Dead”, que além do elenco central, apresenta novos personagens – e são todos bem jovens. Além de jovens, as três novidades tem pouca experiência como atores. Tratam-se de Bailey Gavulic (“No Place in This World”), Ethan Suess (visto num episódio de “Scorpion”) e Cooper Dodson (que apareceu em seis episódios da 7ª temporada de “American Horror Story”). Eles têm 21, 15 e 13 anos, respectivamente. Os novos episódios também contarão com a volta de Daniel Salazar (Ruben Blades) e o reencontro entre Morgan (Lennie James) e Dwight (Austin Amelio). Os dois se viram pela última vez no final da 8ª temporada de “The Walking Dead”, quando cada um embarcou em sua própria jornada. A 5ª temporada de “Fear the Walking Dead” estreia em 2 de junho nos Estados Unidos. A série também é exibida no Brasil pelo canal AMC, que programou os novos capítulos para 17 de junho, 15 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
James Wan vai produzir nova versão de Vampiros de Salem, de Stephen King
A vasta obra de Stephen King, cada vez mais parecida com uma Disney do terror, vai ganhar um novo remake. O cineasta James Wan (“Invocação do Mal”) está desenvolvendo uma nova versão de “Salem’s Lot”. O livro original de 1975 foi publicado como “A Hora do Vampiro” no Brasil, mas sua adaptação virou telefilme e saiu em VHS como “Os Vampiros de Salem” (1979), com direito a continuação: “Os Vampiros de Salem, o Retorno (1987)”, um ano depois de “Aliens” ganhar o mesmo subtítulo. Para completar, ainda rendeu uma minissérie batizada como “A Mansão Marsten” em 2004. Apesar da dificuldade dos tradutores brasileiros, a história é sempre a mesma: um escritor retorna para sua cidade de origem, apenas para descobrir que todos ali se tornaram vampiros. O filme original e sua continuação foram dirigidos por mestres do terror, respectivamente Tobe Hooper (“Poltergeist”) e Larry Cohen (“Nasce um Monstro”), ambos recentemente falecidos. Wan vai apenas produzir o longa, que será escrito por seu parceiro Gary Dauberman (“Annabelle”). Será a segunda adaptação de King realizada por Dauberman, após o sucesso de “It: A Coisa” (2018) A nova versão de “Os Vampiros de Salem” ainda não tem diretor definido nem previsão de estreia.
Comercial da versão live-action de Aladdin recria cena clássica da animação
A Disney divulgou um novo comercial de “Aladdin”, próxima adaptação live-action de animação do estúdio. A prévia recria a cena do tapete mágico voador, em que Aladdin (o pouco conhecido Mena Massoud, da série “Jack Ryan”) leva a Princesa Jasmim (Naomi Scott, de “Power Rangers”) para um passeio aéreo. Tudo termina em cantoria, mostrando que a aventura repleta de efeitos visuais é, na verdade, um musical à moda antiga. O vídeo também dá bastante destaque ao gênio Will Smith (“Esquadrão Suicida”). E o elenco ainda inclui Marwan Kenzari (“A Múmia”) como o vilão Jafar “Aladdin” foi escrito por John August (“Sombras da Noite”, “A Noiva Cadáver”) e teve seu roteiro revisado por Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) e pelo próprio diretor Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”). O lançamento faz parte da leva de remakes modernos do catálogo de animações da Disney, que tem muitas outras refilmagens previstas para 2019. Vai chegar aos cinemas brasileiros dois meses após “Dumbo”: em 23 de maio, um dia antes antes da estreia nos EUA.
Projeto Gemini: Will Smith enfrenta seu clone jovem em trailer legendado de sci-fi
A Paramount divulgou o pôster internacional e o trailer, em versões dublada e legendada em português, de “Projeto Gemini”, filme que traz Will Smith (“Bright”) em dois papéis. Primeira sci-fi do diretor Ang Lee (“As Aventuras de Pi”), o filme gira em torno de um assassino que precisa enfrentar um clone de si mesmo. O detalhe é que o clone é mais jovem e ágil, mas não tem a experiência de seu alvo. Will Smith interpreta os dois papéis principais, como Henry, um assassino de meia idade que quer se aposentar, e também seu oponente, um clone 25 anos mais jovem e no auge da forma física, que tem a missão de matá-lo. A prévia demonstra que o rejuvenescimento é caprichado, fazendo com que Will Smith enfrente sua versão Fresh Prince (da época da série “O Rei do Pedaço”). O elenco também destaca Mary Elizabeth Winstead (“Rua Cloverfield 10”) como uma aliada do protagonista original e Clive Owen (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) como o vilão, chefe do programa de clonagem. A produção de “Projeto Gemini” é uma das mais antigas a escapar do limbo rumo aos cinemas. Seu desenvolvimento começou ainda nos anos 1990, quando o papel principal foi discutido com Harrison Ford, Nicolas Cage, Clint Eastwood e Sean Connery, mas acabou esquecida pela Disney. Quando o estúdio encerrou seu contrato com Jerry Brukheimer (“Piratas do Caribe”), o produtor levou o roteiro para a Skydance, que se associou a Paramount e passou a dar prioridade ao lançamento. A história é completamente original. Ou seja, não é baseada em nenhum livro, quadrinhos ou série. Mas, por conta do longo tempo de desenvolvimento, é assinada por uma multidão, com muitas contribuições aproveitadas no roteiro final. Entre os nomes por trás da trama estão Billy Ray (“Jogos Vorazes”), Andrew Niccol (“Gattaca”), Darren Lemke (“Shazam!”), Jonathan Hensleigh (“Armageddon”), a dupla Christopher Wilkinson e Stephen J. Rivele (“Ali”) e até David Benioff (criador de “Game of Thrones”). A estreia está marcada para 10 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Stephen King elogia narrativa da 8ª temporada de Game of Thrones
O escritor Stephen King revelou-se impressionado pela qualidade narrativa da 8ª e última temporada de “Game of Thrones”. Ele elogiou o trabalho dos roteiristas via Twitter, exaltando a capacidade dos criadores para amarrar a história. “GoT: Como um contador de histórias de longa data, eu estou admirado em como as mentes por trás da série perfeitamente trouxeram todos os grandes personagens, juntos, a Winterfell”, afirmou o escritor, antes de complementar. “Eles fizeram parecer que é fácil. Leitores, não é.” Autor de mais de 60 romances e 200 contos, boa parte deles adaptados em filmes e séries, King é uma grande autoridade na arte narrativa. Se ele está impressionado, imagine os fãs. Vale observar que os dois primeiros episódios da temporada não foram escritos por David Benioff e D.B. Weiss, os criadores da série, mas por Dave Hill (“Winterfell”) e Bryan Cogman (“A Knight of the Seven Kingdoms”). Benioff e Weiss assinam o próximo, ainda sem título revelado, que trará uma das batalhas mais aguardadas de “Game of Thrones”. O 3ª episódio da temporada final será exibido no domingo (28/4), pelo canal pago HBO. GoT: As a long-time storyteller, I'm in awe of how perfectly the minds behind this show brought all the major characters together at Winterfell. They made it look easy. Constant Readers, it is not. — Stephen King (@StephenKing) April 23, 2019
Criador de Deadwood e Nova York Contra o Crime revela sofrer de Alzheimer
O escritor e produtor David Milch, que criou as séries clássicas “Nova York Contra o Crime” (NYPD Blue) e “Deadwood”, revelou em entrevista ao site Vulture que foi diagnosticado com o mal de Alzheimer. “Pelo meu entendimento, que é mínimo, a doença causa uma deterioração na organização do meu cérebro”, definiu Milch. “E é uma doença progressiva. De todas as formas que eu posso pensar, esta é uma notícia desencorajadora”. Um dos mais influentes roteiristas da TV, que ganhou proeminência nos anos 1980 na série “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), Milch disse que começou a suspeitar que algo estava errado há pouco tempo. “Minha memória se tornou menos precisa, ou eu demorava para me lembrar das coisas, e ficava facilmente irritado”, comentou. Por conta disso, o profissional de 74 anos interferiu menos na produção do vindouro filme de “Deadwood”, que vai retomar e possivelmente concluir a história da série exibida pela HBO entre 2004 e 2006. Conhecido por burilar diálogos até o momento das câmeras ligarem, Milch deixou o dia a dia das filmagens nas mãos do diretor Daniel Minahan e da produtora executiva Regina Corrado. Ele disse ao Vulture que pretendia continuar escrevendo, mas admitiu que a doença dificulta muito o processo. Ele não especificou seus projetos para o futuro. Recentemente, ele ajudou o colega Nic Pizzolatto a conceber a 3ª temporada de “True Detective”, escrevendo um dos episódios. Milch venceu quatro prêmios Emmys e foi indicado mais 13 vezes como Melhor Roteirista e também como produtor de “Deadwood”, “Nova York Contra o Crime” e “Chumbo Grosso”.
Zachary Levi vai apresentar a premiação do MTV Movie & TV Awards 2019
O ator Zachary Levi, que está em cartaz nos cinemas como o personagem-título de “Shazam!”, foi escolhido para apresentar a próxima edição do MTV Movie & TV Awards. A novidade foi anunciado num rápido vídeo, publicado nas redes sociais da MTV, em que Levi aparece com um dos troféus de pipoca dourada do canal. Embora o MTV Movie Awards seja um prêmio antigo, esta será apenas a terceira edição de seu atual formato, que passou a premiar tanto filmes quanto séries em 2017. Os indicados deste ano ainda não foram divulgados, mas as categorias costumam incluir prêmios inusitados como “melhor beijo” e “melhor performance assustada para c***”. Os vencedores são determinados por votação popular. A premiação de 2019 vai acontecer no dia 17 de junho. Introducing our 2019 host @ZacharyLevi ❗️❗️ Catch the #MTVAwards Monday June 17 at 9p on @MTV ? pic.twitter.com/OnO0sNCmKz — Movie & TV Awards (@MTVAwards) April 23, 2019
The Good Fight é renovada para sua 4ª temporada
A plataforma americana CBS All Acess renovou “The Good Fight” para sua 4ª temporada. Primeiro lançamento do serviço de streaming da rede CBS, a série tem atraído muita atenção nos Estados Unidos devido à politização de seus episódios, que chegaram a tratar de um potencial impeachment de Donald Trump. “’The Good Fight’ continua a ser uma série original emblemática para o serviço”, disse Julie McNamara, vice-presidente executiva de conteúdo original da CBS All Access. “Seus criadores visionários Robert e Michelle King e o elenco extraordinário continuam a explorar o clima cultural com discernimento, humor e coragem, e mal podemos esperar para ver aonde os personagens irão a seguir.” Com quatro episódios ainda inéditos em sua 3ª temporada, a série jurídica acompanha Diane Lockhart (Christine Baranski), Adrian Boseman (Delroy Lindo) e Liz Reddick-Lawrence (Audra McDonald) “num novo mundo pós-factual onde o advogado que conta a melhor história triunfa sobre o advogado com os melhores fatos”. Além dos três, os capítulos atuais também mostram Lucca Quinn (Cush Jumbo) equilibrando sua maternidade recente com um novo amor, bem como um novo cliente politicamente complicado, e Maia Rindell (Rose Leslie) lidando com um novo Mefistófeles chamado Roland Blum (Michael Sheen), um advogado que é “a corrupção encarnada”. Spin-off de “The Good Wife” criado por Robert e Michelle King, o casal responsável pela série anterior, “The Good Fight” tem 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A 3ª temporada se encerra em 16 de maio e não há previsão para a estreia dos próximos episódios. A série é disponibilizada no Brasil pelo serviço de streaming da Amazon.
Primeiras reações a Vingadores: Ultimato exaltam “obra-prima” da Marvel
A imprensa norte-americana teve a oportunidade de assistir a première de “Vingadores: Ultimato” na noite de segunda (22/4), em Los Angeles. E as reações exaltadas à nova “obra-prima” da Marvel já começaram a ser publicadas no Twitter. A maioria dos jornalistas recomentou levar uma caixa de lenços de papel ao cinema, porque o filme é altamente emotivo, concluindo a jornada dos principais heróis da Marvel com uma luta decisiva contra Thanos. Os tuítes também confirmaram que 90% das imagens exibidas nos trailers retratam apenas os primeiros 15 minutos do longa – deixando muitas surpresas para os fãs descobrirem no cinema. Um dos fãs mais exaltados, Sean Gerber, do blogue Superhero News, vestiu a camiseta e comprou a pipoca do filme. “‘Ultimato’ é a obra-prima que merece ser. É extraordinário. É a conclusão merecida para a maior saga do cinema de todos os tempos. Estou emocionalmente exausto”, escreveu, hiperventilando sobre o teclado. Brandon Davis, do site Comic Book, escreveu que o filme é “fantástico” duas vezes em suas poucas linhas de tuite. “‘Ultimato’ é surpreendente, um filme fantástico. Eu nunca vi nada como isso. Esse filme é tudo que eu queria que fosse e muito mais. Fantástico.” Ele ainda acrescentou: “Enquanto assistia ao filme, eu ri muito alto, bati palmas com muita força e chorei demais. O filme excede toda a expectativa e é a culminação perfeita para todo o universo cinematográfico da Marvel”. O editor-chefe do Rotten Tomatoes Joel Meares escreveu que “os fãs vão ficar malucos” com o filme. E a reação dos coleguinhas reforça a tese. Já seu colega do Fandango, o editor Erik Davis, é capaz de deixar os fãs “malucos” antes do filme, apenas com sua descrição: “O filme é a culminação de uma série de 22 filmes que não apenas conclui a história, mas a expande para além disso.” “Expande para além disso” é a frase que libera a piração. Ele ainda acrescentou: “Você descobre mais sobre os filmes enquanto [‘Ultimato’] se desenrola. Se ‘Guerra Infinita’ foi músculo, ‘Ultimato’ é cérebro. Uau, que encerramento!”. Beatrice Verhoeven, do site The Wrap, citou como apostar nas teorias dos fãs é inútil. “Vocês não estão prontos para essa m… Todas as teorias não te prepararam para isso. Eu chorei muito.” Peter Sciretta, editor do Slash Film, também destacou o choro. “Imagine a melhor versão para ‘Ultimato’ e ainda assim o filme supera as expectativas. Chorei cinco ou seis vezes. É o filme mais emocional e épico. Um tributo a dez anos deste universo e o maior ‘fan service’ do mundo. Muito bom” Anthony Breznican, da revista Entertainment Weekly, tentou descrever a sensação causada pela sessão com um tom poético. “O filme me deixou com o coração cheio, mas um coração com algumas cicatrizes. Mas, ao fim, estes são os mais fortes.” Mas o comentário mais curioso veio de Dave Itzkoff, do jornal The New York Times: “Eu não estava preparado para a gama de emoções que ‘Ultimato’ me faria ter, do profundo desespero à pura euforia. Eu ri, chorei e quis que Tony Stark fosse meu pai”. O filme dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo estreia no Brasil nesta quinta-feira (25/4).
Disney barra A Canção do Sul e vai cortar cenas de Dumbo para lançamento em streaming
A Disney pretende liberar quase todas as suas animações clássicas no serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). Quase todas, porque “A Canção do Sul” não vai entrar no catálogo. Mistura de animação e live-action, o polêmico longa-metragem foi lançado originalmente em 1946 e faz um retrato caricatural dos escravos libertados após a Guerra Civil, encarnados como figuras pacificamente submissas aos donos de plantação. Graças à polêmica, o filme nunca foi lançado em vídeo nos EUA. Em 2011, o CEO da Disney, Bob Iger, disse que reviu o filme e decidiu que “muitas cenas não cairiam bem para o público atual, e não seria do nosso interesse relançar este longa em nenhum formato”. Pelo mesmo motivo, uma cena polêmica do desenho original de “Dumbo”, de 1941, será cortada na versão disponibilizada no Disney+ (Disney Plus). Trata-se da sequência em que Dumbo se encontra com um grupo de corvos (em inglês, “crows”), liderado por um personagem chamado Jim. O nome Jim Crow é emprestado de um personagem popular no século 19, usado para fazer piadas e reforçar estereótipos negativos sobre pessoas negras. Mais tarde, o nome “Jim Crow” também foi usado nos EUA para definir um conjunto de leis de segregação, que só foram revogadas décadas depois do lançamento de “Dumbo”, com o avanço da luta pelos direitos civis nos EUA. Para completar, os corvos ainda se comportam de forma caricatural no desenho. Sem alarde, o remake live-action de “Dumbo”, lançado neste ano e dirigido por Tim Burton, eliminou totalmente os corvos da história.
A Gente se Vê Ontem: Sci-fi de denúncia social produzida por Spike Lee ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “A Gente se Vê Ontem” (See You Yesterday), uma sci-fi de temática social. Com protagonistas negros, a trama acompanha uma menina gênio e seu melhor amigo que inventam uma máquina do tempo caseira e a usam para tentar salvar a vida do irmão dela, assassinado pela polícia numa abordagem racista. Mas eles logo descobrem que o tempo não aceita mudanças. “A Gente se Vê Ontem” é um “Projeto Almanaque” (2015) politicamente correto, em que a ficção científica ilustra o tema do movimento ativista Black Lives Matter, que denuncia a brutalidade policial nos Estados Unidos. O rapaz morto pela polícia está desarmado e não reage, circunstâncias similares a vários casos ocorridos nos EUA nos últimos anos. A produção é de ninguém menos que Spike Lee, cineasta premiado com o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan”, que apadrinha a estreia na direção de longas de seu assistente naquele filme, Stefon Bristol. O filme é baseado num curta de Bristol lançado em 2017, e mantém o mesmo elenco central, com Eden Duncan-Smith (“Annie”) e o estreante em longas Danté Crichlow nos papéis dos viajantes do tempo. Já o irmão assassinado é vivido por Astro (“Caçada Mortal”). A estreia está marcada para 17 de maio. E marca a segunda parceria entre Spike Lee a Netflix. O serviço de streaming já disponibilizou a 1ª temporada de “Ela Quer Tudo”, série inspirada no filme homônimo de 1986 de Lee, que retorna com novos episódios em maio. O próximo filme do cineasta, um drama de guerra, também será exibido com exclusividade na plataforma.












