Camila María Concepción (1992 – 2020)
Camila María Concepción, ativista da causa trans que estava inciando a carreira como roteirista nas séries “Daybreak” e “Gentefied”, da Netflix, morreu aos 28 anos. A morte de Camila foi confirmada por amigos e colegas nas redes sociais, e aconteceu logo após o lançamento de “Gentefied”, que chegou na plataforma na sexta passada (21/2). A hipótese principal é de suicídio. Além de ser assistente na confecção dos roteiros de “Gentefied”, ela roteirizou um episódio da 1ª temporada da série, sobre três primos latinos que tentam manter a lanchonete de tacos da família num bairro cada vez mais embranquecido, e trabalhou com Jill Soloway, criadora da série “Transparent”, em campanhas de igualdade de gêneros em filmes, televisão e artes. Em mensagem nas redes sociais, Marvin Lemus, roteirista de “Gentefied”, lamentou a morte do “mais especial e cru talento” que ele já conheceu. “Tenho tentado anestesiar esta dor e focar no show e em todo o amor que temos recebido. Camila, estou tão bravo com você agora. Porque eu sou um dos seus milhões de fãs. Eu ia fazer de tudo para que o mundo conhecesse seu nome”, postou.
César 2020: Polanski diz que não vai ao “Oscar francês” para não ser linchado
O cineasta franco-polonês Roman Polanski anunciou que não irá à 45ª cerimônia do César, o “Oscar francês”, marcada para esta sexta (28/2), apesar de seu novo filme, “O Oficial e O Espião” (J’accuse), liderar as indicações ao prêmio e concorrer em 12 categorias. “Há vários dias, me perguntam: você vai ou não à cerimônia do César? E eu respondo com a seguinte pergunta: como eu poderia?”, questionou Polanski, em comunicado. “Já sabemos o que vai acontecer nesta noite. As ativistas me ameaçam de um linchamento público. Algumas anunciam protestos, outras querem fazer de seu combate uma tribuna. Tudo isso promete mais ser um simpósio do que uma festa do cinema que deveria recompensar seus maiores talentos”, afirmou o cineasta. Polanski disse ainda que a decisão foi tomada “com pesar”, visando “não apoiar um tribunal de opinião autoproclamado pronto para ‘chutar’ os princípios do Estado de Direito para que o irracional triunfe novamente”, mas principalmente porque sua ausência vai proteger sua esposa e filhos, que, segundo ele, “são vítimas de injúrias e ataques”. De fato, feministas programaram uma manifestação diante da sala Pleyel, em Paris, onde o evento será realizado, para protestar contra a aclamação de um homem acusado de diversos estupros e agressões sexuais. Um grupo de mulheres também colou cartazes nas paredes externas do prédio nesta semana com os dizeres “Violanski: o César da vergonha”, em um trocadilho com a palavra “viol” (estupro em francês) e o sobrenome Polanski. Graças à essa reação às indicações do filme de Polanski ao prêmio, toda a diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, responsável pelo César, anunciou sua renúncia há duas semanas (em 13/2). O detalhe é que decisão não foi lamentada, mas comemorada por vários astros e cineastas franceses, que consideram a direção da Academia muito velha e ultrapassada, além de preconceituosa. Um manifesto de algumas das principais estrelas da França também criticou a Academia por privilegiar artistas brancos e não reconhecer imigrantes e profissionais de colônias francesas. Desde sua exibição, “O Oficial e o Espião” vem enfrentando protestos feministas na França, estimulados pelo surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Mas isso não impediu o lançamento de “O Oficial e o Espião” de se tornar a estreia mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta. A crítica também aprovou o filme. Mesmo com vários jornalistas se recusando a avaliar o filme, ele atingiu 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. A principal razão dos protestos se deve ao fato de Polanski ser considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos desde 1977, quando foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos. Apesar disso, apenas em 2018 foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA e isto somente depois que o movimento #MeToo relembrou seu histórico e incentivou o surgimento de novas acusações de abusos da mesma época. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, lembrando que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970 e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar em 2003, por “O Pianista”. Entretanto, houve uma mudança significativa de comportamento em relação à tolerância de agressões sexuais. O silêncio em torno de abusos também diminuiu, o que fez com que supostas vítimas se manifestassem pela primeira vez. Polanski chegou a ser acusado por cerca de 12 mulheres, que se apresentaram como vítimas de abusos cometidos entre os anos 1970 e 1980. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março.
Hilary Duff alfineta Disney após mudança da série Love, Victor para a Hulu
A atriz Hilary Duff alfinetou a Disney ao comentar a mudança da série “Love, Victor” da plataforma Disney+ (Disney Plus) para a Hulu. Num Story de seu Instagram, ela circulou o título de um artigo que diz que o motivo da troca foi a série não ser “de família”, e acrescentou: “Soa familiar”. Veja abaixo. O comentário pode ser uma referência à situação atual do revival de “Lizzie McGuire” na Disney+ (Disney Plus). A Disney afastou a criadora da atração dos anos 2000, Terri Minsky, do comando da produção e paralisou as gravações, deixando o projeto no limbo desde janeiro. Na época, um porta-voz da Disney disse ao site TVLine: “Os fãs têm um apego sentimental a ‘Lizzie McGuire’ e grandes expectativas para uma nova série. Depois de gravar dois episódios, concluímos que precisamos avançar em uma direção criativa diferente e estamos colocando uma nova abordagem na série”. O comentário de Duff pode indicar que a Disney achou o conteúdo muito maduro para a plataforma de streaming, como aconteceu com o derivado do filme “Com Amor, Simon”, que abordaria sexualidade e, por isso, foi transferido para a Hulu, plataforma com produções para o público mais progressista. A paralisação do projeto representa uma grande frustração para os fãs, porque todo o elenco central estava confirmado – além de Hilary Duff no papel-título, Hallie Todd (Jo), Robert Carradine (Sam) e Jake Thomas (Matt) voltariam a viver os parentes da protagonista. Para quem não lembra, “Lizzy McGuire” fez muito sucesso ao mostrar as aventuras de uma garota adolescente em seu dia-a-dia, com um detalhe: seus pensamentos e emoções eram expressados por um alter-ego animado e cheio de sarcasmo. A continuação pretendia manter essa característica. Só que o alter-ego animado não cresceu. Ainda é uma jovem Lizzie, que faz comentários “sincerões” sobre as situações da protagonista adulta. A ideia original era mostrá-la morando em Nova York e lidando com questões da vida adulta.
007: Sem Tempo Para Morrer será o filme mais longo de James Bond
“007: Sem Tempo Para Morrer” terá 2 horas e 43 minutos de duração, revelou uma grande rede de cinema norte-americana. A duração ainda não foi confirmada oficialmente pela Universal Pictures, mas deve ser esta mesmo. O que torna “Sem Tempo Para Morrer” o filme mais longo da franquia James Bond. A projeção supera em 3 minutos o antigo recordista, “007 contra Spectre”, justamente o longa anterior da franquia. O novo filme também será o último a trazer Daniel Craig no papel do icônico espião britânico. Na trama, ele terá que lidar com um segredo de Madeleine Swann (Léa Seydoux), a paixão do agente secreto 007, que é relacionado ao vilão da vez, o deformado Safin (Rami Malek). Com direção de Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”), “007: Sem Tempo Para Morrer” tem estreia marcada para 9 de abril no Brasil, um dia depois do lançamento nos Estados Unidos.
George Clooney reage à denúncia de mão de obra infantil nas fazendas de café da Nespresso
George Clooney não é apenas o “garoto-propaganda” da marca de café Nespresso. Ele também faz parte do conselho de sustentabilidade da empresa. Por conta disso, decidiu manifestar-se diante da denúncia de que algumas fazendas que fornecem grãos de café para a marca empregam trabalho infantil. A revelação está sendo apresentada pelo programa de jornalismo investigativo “Dispatches”, do Canal 4 inglês, que visitou fazendas de café na Guatemala para sua próxima edição documental intitulada “Starbucks & Nespresso: The Truth About Your Coffee”. O programa causou reação antes mesmo de ir ao ar, apenas com chamadas na TV. A edição completa será exibida na segunda-feira (2/3), no Reino Unido. “Fiquei surpreso e triste ao saber dessa história”, disse Clooney. “Claramente esse conselho e essa empresa ainda têm trabalho a fazer – e ele será feito”, resumiu o ator e cineasta de 58 anos, que integra o projeto de sustentabilidade da Nespresso desde seu início, há sete anos. Clooney ainda disse esperar que Anthony Barnett, repórter responsável pela denúncia, continue a “investigar essas condições e reportá-las de forma precisa caso não melhorem”. “A checagem de boa conduta corporativa é responsabilidade não apenas da empresa em si, mas também de jornalistas independentes como o Sr. Barnett”, completou. A Nespresso também anunciou que deixará de comprar o grão nos locais citados na reportagem. A empresa afirmou que iniciou uma investigação para identificar fazendas que fazem uso de mão de obra infantil, classificando o fato de “inaceitável”. “Onde há denúncias de que nossos altos padrões não estão sendo seguidos, nós agimos imediatamente”, destacou o chefe-executivo da Nespresso, Guillaume Le Cunff, em comunicado.
Cantora Duffy revela ter sido raptada, estuprada e mantida em cativeiro
A cantora e atriz britânica Duffy revelou que o motivo de seu sumiço recente é que foi atacada por um homem, drogada, estuprada e mantida em cativeiro. Seu último trabalho foi no filme “Lendas do Crime” (2015), no qual contracenou com Tom Hardy e contribuiu com três músicas. A artista de 35 anos postou em sua conta oficial no Instagram o relato do incidente, dizendo que sua “recuperação levou tempo”. “Eu fui estuprada e drogada e mantida em cativeiro por alguns dias”, escreveu Duffy, no post. “Vocês podem imaginar quantas vezes eu pensei em escrever sobre isso. Bem, não sei bem se essa hora é a melhor, mas me sinto animada e com uma sensação de liberdade em falar”, adicionou ela. “Eu não consigo explicar isso. Muitos se perguntam o que aconteceu, como desapareci e por quê. Um jornalista me contatou, achou um jeito de me encontrar e eu falei tudo com ele no último verão [do hemisfério Norte]. Ele foi carinhoso, e foi maravilhoso finalmente falar”, seguiu ela, no relato. “A verdade é que estou bem e segura agora. É claro que eu sobrevivi. Mas levou tempo para me recuperar. Não tem jeito leve de dizer isso. Mas posso dizer que, na última década, foram milhares e milhares de dias em que me comprometi a buscar uma luz no meu coração de novo. E agora o sol brilha”, completou. A cantora atingiu o número 1 nas paradas com o sucesso “Mercy”, em 2008, do álbum “Rockferry”. Dois anos depois, lançou “Endlessly”, seu segundo disco. Ela também apostou na carreira de atriz, mas, quando estava prestes a lançar um terceiro trabalho como cantora, anunciou que se distanciaria da indústria musical. Duffy disse que não lançou músicas para expressar como se sentia porque não queria que os fãs percebessem o quanto estava triste. “Eu me perguntei: como posso cantar?” A cantora informou que mais detalhes serão conhecidos na entrevista que ela deu e que será publicada nas próximas semanas. Só após isso ela atenderá às perguntas dos fãs. Ver essa foto no Instagram You can only imagine the amount of times I thought about writing this. The way I would write it, how I would feel thereafter. Well, not entirely sure why now is the right time, and what it is that feels exciting and liberating for me to talk. I cannot explain it. Many of you wonder what happened to me, where did I disappear to and why. A journalist contacted me, he found a way to reach me and I told him everything this past summer. He was kind and it felt so amazing to finally speak. The truth is, and please trust me I am ok and safe now, I was raped and drugged and held captive over some days. Of course I survived. The recovery took time. There’s no light way to say it. But I can tell you in the last decade, the thousands and thousands of days I committed to wanting to feel the sunshine in my heart again, the sun does now shine. You wonder why I did not choose to use my voice to express my pain? I did not want to show the world the sadness in my eyes. I asked myself, how can I sing from the heart if it is broken? And slowly it unbroke. In the following weeks I will be posting a spoken interview. If you have any questions I would like to answer them, in the spoken interview, if I can. I have a sacred love and sincere appreciation for your kindness over the years. You have been friends. I want to thank you for that x Duffy Please respect this is a gentle move for me to make, for myself, and I do not want any intrusion to my family. Please support me to make this a positive experience. Uma publicação compartilhada por @ duffy em 25 de Fev, 2020 às 10:12 PST
Porta-voz de Bill Cosby defende Harvey Weinstein de julgamento injusto e parcial
Condenado por estupro e agressão sexual na segunda-feira (24/2), o produtor de cinema Harvey Weinstein recebeu apoio de outro colega famoso na mesma situação, o ator americano Bill Cosby. Usando as redes sociais de Cosby, uma porta-voz do ator, Andrew Wyatt, defendeu Weinstein, dizendo que o dia foi “muito triste” para o sistema judicial americano. “Não há como alguém acreditar que Weinstein iria receber um julgamento justo e imparcial.” Para justificar esse entendimento, ele cita que os jurados não ficaram isolados e, portanto, tiveram acesso à cobertura da imprensa e aos “sentimentos da opinião pública” sobre o assunto. “Aqui está a pergunta que deve assombrar todos os americanos, especialmente homens ricos e famosos. Para onde vamos neste país para encontrar justiça e imparcialidade no sistema judicial; e para onde vamos neste país para encontrar o devido processo legal?” Cosby foi condenado em 2018 por agredir sexualmente uma mulher. A sentença garante que ele não passará menos de três anos atrás das grades antes que se torne elegível para liberdade condicional supervisionada, embora possa ficar na prisão por até uma década. Ele foi a primeira celebridade condenada por abuso sexual desde o início do movimento #MeToo, deflagrado após os ataques de Weinstein a atrizes, modelos e assistentes se tornarem públicos no fim de 2017. Desde então, vários homens poderosos do entretenimento, da política e de outros campos perderam empregos e foram processados por assédio e coisas piores. Ver essa foto no Instagram Official Statement From Andrew Wyatt Regarding The Verdict Of Harvey Weinstein: This is not shocking because these jurors were not sequestered, which gave them access to media coverage and the sentiments of public opinion. There’s no way you would have anyone believe that Mr. Weinstein was going to receive a fair and impartial trial. Also, this judge showed that he wanted a conviction by sending the jurors back to deliberate, after they were hung on many of the counts. Here’s the question that should haunt all Americans, especially wealthy and famous men…Where do we go in this country to find fairness and impartiality in the judicial system; and where do we go in this country to find Due Process? Lastly, if the #metoo movement isn’t just about Becky [White women], I would challenge #metoo and ask them to go back 400+ years and tarnish the names of those oppressors that raped slaves. This is a very sad day in the American Judicial System. #FreeBillCosby #FarFromFinished #DueProcess #JusticeReform Uma publicação compartilhada por Bill Cosby (@billcosby) em 24 de Fev, 2020 às 11:17 PST
Surto de coronavírus cancela filmagens de Missão: Impossível 7 em Veneza
As filmagens do novo “Missão: Impossível” foram canceladas em Veneza, na Itália, devido a epidemia do coronavírus que atinge o país, onde há 220 casos confirmados e sete mortes causadas pelo vírus. Além das filmagens da produção hollywoodiana, Veneza também cancelou a comemoração do tradicional carnaval da cidade. “Num excesso de prevenção para a segurança e o bem-estar de nosso elenco e equipe, atendendo aos esforços do governo de Veneza para que sejam evitadas aglomerações, estamos alterando os planos de produção de nossas três semanas de filmagem em Veneza na primeira parte da extensa produção de ‘Missão: Impossível 7′”, informou a Paramount Pictures em comunicado. “Durante este hiato e cientes das preocupações da equipe, permitimos que eles retornem para suas casas até o início efetivo da produção. Continuaremos a monitorar a situação e trabalharemos em conjunto com as autoridades sanitárias e do governo local”, completa a nota. O elenco encabeçado pelo ator Tom Cruise ainda não havia embarcado para a Itália para as filmagens. Os planos da produção são filmar não um, mas dois longas da franquia, escritos e dirigidos pelo cineasta Christopher McQuarrie, que retorna após o sucesso dos dois últimos filmes. Cruise viverá novamente o agente Ethan Hunt ao lado de outros integrantes da saga de espionagem, como Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Outro retorno confirmado é o de Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Para completar, as novidades incluem Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”), Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”) e Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”). O sétimo “Missão: Impossível” tem estreia prevista para julho de 2021, enquanto o oitavo é esperado em agosto de 2022.
Vítimas famosas de Weinstein comemoram condenação do produtor nas redes sociais
Diversas atrizes que denunciaram o produtor Harvey Weinstein por abuso sexual comemoraram a decisão do juri que o condenou por estupro e agressão sexual nesta segunda (24/2) em Nova York. “Harvey Weinstein é agora um estuprador condenado. Duas sobreviventes choram e comemoram”, escreveu a atriz Asia Argento em seu Instagram. Ela foi a primeira mulher a revelar publicamente ter sido estuprada pelo ex-dono dos estúdios The Weinstein Company, Dimension e Miramax, durante reportagem histórica da revista New Yorker em outubro de 2017, poucos dias após Ashley Judd contar ter sido assediada violentamente por Weinstein na denúncia do jornal New York Times que deu início ao movimento #MeToo. Ashley Judd também se manifestou, agradecendo às mulheres que testemunharam no caso “e atravessaram um inferno traumático”. “Vocês prestaram um serviço público a meninas e mulheres em todos os lugares. Obrigada”, postou no Twitter. Ela foi ecoada por Rose McGowan, igualmente citada na primeira denúncia pública contra Weinstein. “Tenho orgulho das mulheres corajosas que testemunharam e que mataram um monstro na terra. Obrigado ao promotor e júri que não disse basta. Obrigado ao público por examinar as coisas mais profundamente. Posso finalmente expirar”, escreveu. A atriz Rosanna Arquette, outra vítima de Weinstein, postou o print de uma notícia na TV, falando da condenação. Ela acusou o ex-produtor de tentativa de abuso sexual nos anos 1990. A condenação de Weinstein encerra a história aterradora de assédio e violações do ex-todo poderoso de Hollywood, que atravessou décadas atacando jovens atrizes com o subterfúgio de realizar reuniões em seu hotel sobre projetos de cinema. Exercendo sua enorme fortuna e influência para calar as vítimas, Weinstein agiu com impunidade desde os anos 1980, e aquelas que denunciaram seu comportamento no departamento de recursos humanos de suas companhias tiveram a carreira prejudicada por ordens do produtor. Recentemente, o diretor Peter Jackson confirmou que Weinstein difamou Ashley Judd e Mira Sorvino para vetar a escalação delas em sua trilogia “O Senhor dos Anéis”. Mira Sorvino também se manifestou. “Nós, as rompedoras do silêncios, as mulheres a quem Harvey Weinstein causou danos irreparáveis – ao nosso corpo, nossa psique, nossa carreira e sensação de bem-estar – , sabemos a verdade. Harvey fez tudo o que foi acusado várias vezes”. Como a maioria dos ataques aconteceu há muito tempo, nenhuma das atrizes prejudicadas conseguiu levar Weinstein à Justiça. Entretanto, Miriam Haley, uma ex-assistente de produção de Weinstein, e a atriz Jessica Mann foram vítimas mais recentes e conseguiram levar seus denúncias à julgamento, que rendeu a condenação do produtor nesta segunda. Apesar de sua denúncia ter prescrito, a atriz Annabella Sciorra compareceu ao julgamento como testemunha da acusação, detalhando o estupro violento que sofreu nas mãos do produtor. “Falei por mim e com a força das mais de 80 vítimas de Harvey Weinstein em meu coração”, disse ela, em comunicado divulgado após a decisão do júri. Weinstein será sentenciado em 11 de março e pode enfrentar penas que variam de 5 a 25 anos pela condenação por agressão sexual e 18 meses a 4 anos pela condenação por estupro. For the women who testified in this case, and walked through traumatic hell, you did a public service to girls and women everywhere, thank you.#ConvictWeinstein #Guilty — ashley judd (@AshleyJudd) February 24, 2020 I'm proud of the brave women who testified, they have taken out a monster on earth. Thank you to the prosecutor & jury who said not one more. Thank you to the public for examining things more deeply. I can finally exhale — rose mcgowan (@rosemcgowan) February 24, 2020 We the Silence Breakers, we the women to whom Harvey Weinstein did irreparable harm to our bodies, our psyches, our careers and sense of well-being, we know the truth. Harvey did everything he has been accused of many times over.Don’t believe his minions.GUILTY #ConvictWeinstein — Mira Sorvino (@MiraSorvino) February 19, 2020 Ver essa foto no Instagram Harvey Weinstein is now a convicted rapist. Two survivors cry and and celebrate. Thank you God. Thank you to all the brave women. Thank you to the judge and jury in NYC — @samyliscious — this one goes out to you Anthony ❤️ Uma publicação compartilhada por asiaargento (@asiaargento) em 24 de Fev, 2020 às 9:13 PST Ver essa foto no Instagram ⚔️⛓ *CAPTION THIS* ⚔️ ⛓ #HarveryWeinstein #Swinestein #serialrapistconvicted #justice #believewomen ✊🏼 Uma publicação compartilhada por asiaargento (@asiaargento) em 24 de Fev, 2020 às 12:51 PST Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ro (@rosannaarquette) em 24 de Fev, 2020 às 8:47 PST
Filme Bacurau inspira profusão de fantasias de Carnaval
O filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, inspirou bastante fantasias no Carnaval de todo o Brasil, dos blocos de Recife ao paulista A Espetacular Charanga do França, onde virou quase tema. Os desfiles dos últimos dias registraram uma profusão de Lungas, o cangaceiro queer vivido pelo ator Silvero Pereira, e também de Domingas, a personagem de Sônia Braga. Lunga, porém, foi claramente a fantasia favorita, levando foliões a desfilarem com facões de plástico e avisos de que vieram “matar os fascistas”. No filme, Lunga lidera cangaceiros que defendem a cidade de Bacurau de mercenários estrangeiros que querem exterminar os moradores como se fossem alvos de caça. O diretor Kleber Mendonça Filho já tinha previsto o sucesso, ao reparar em algumas fantasias que estavam surgindo no começo do ano. “Pelo que entendi, Bacurau vai ser relançado no carnaval, mas não em forma de filme”, ele escreveu em seu Instagram. “Bacurau” conquistou reconhecimento internacional com o Prêmio do Juri no Festival de Cannes de 2019, além de vencer os festivais de Munique e Lima, entre outras premiações.
Harvey Weinstein é considerado culpado por agressão sexual e estupro
O produtor Harvey Weinstein foi considerado culpado nesta segunda (24/2) por agressão sexual e estupro, em seu julgamento em Nova York. Entretanto, o júri o absolveu de duas acusações de agressão sexual predatória, que poderiam levá-lo à prisão perpétua. Ele será sentenciado em 11 de março e pode enfrentar penas que variam de 5 a 25 anos de prisão pela condenação por agressão sexual e 18 meses a 4 anos pela condenação por estupro. As penas são somadas. O julgamento midiático durou seis semanas e os jurados levaram quatro dias para tomar uma decisão depois de ouvir seis mulheres que forneceram relatos de como Weinstein, um dos produtores mais poderosas de Hollywood durante décadas, usou seu poder e influência para coagi-las a ter encontros sexuais não consensuais com ele. O caso foi considerado por muitos como um momento crucial no movimento #MeToo. O júri condenou Weinstein por ato sexual criminoso em primeiro grau por praticar sexo oral à força em Miriam Haley, uma ex-assistente de produção, e por estupro de terceiro grau no caso da atriz Jessica Mann. Mann, cujas acusações eram centrais no caso, deu um testemunho forte sobre como Weinstein forçou sexo oral, a estuprou e a manipulou para manter um relacionamento degradante, que incluía querer filmá-la fazendo sexo e urinar nela. A promotora Joan Illuzzi-Orbon disse que Weinstein era o “mestre de seu universo”, que tratava as mulheres em sua esfera de poder como “descartáveis” que não reclamavam quando eram “pisadas, cuspidas, desmoralizadas e estuprada e abusadas” pelo outrora poderoso magnata de Hollywood. A acusação também trouxe como testemunha a atriz Annabella Sciorra (“Rainhas do Crime”), que disse sob juramento ter sido estuprada pelo ex-produtor de Hollywood no começo dos anos 1990. Como foi há mais de duas décadas, o caso prescreveu e não poderia ser julgado, mas ela se dispôs a narrar para o júri o que sofreu para demonstrar que o caso das vítimas atuais não era isolado. Seu depoimento foi corroborado pela colega Rosie Perez (“Aves de Rapina”), que confirmou aos jurados que Sciorra lhe contou na época os mesmos detalhes sobre a violência, incluindo que Weinstein havia prendido as mãos dela acima de sua cabeça enquanto a estuprava. Os advogados de Weinstein tentaram convencer os jurados de que foram as mulheres que manipularam ele para ascender profissionalmente e que seus encontros sexuais com ele eram consensuais. A equipe de defesa também tentou desmoralizar os depoimentos das vítimas, questionando as mulheres sobre suas memórias, suas escolhas de vida, suas aparências e suas escolhas de não denunciar a agressão sexual à polícia na época em que aconteceram.
Riverdale: Skeet Ulrich e Marisol Nichols deixam a série
A série “Riverdale” vai ter duas baixas importantes em seu elenco ao final da 4ª e atual temporada. Os atores Skeet Ulrich e Marisol Nichols, que interpretam, respectivamente, o xerife FP Jones, pai de Jughead (Cole Sprouse), e Hermione Lodge, mãe de Veronica (Camila Mendes), não voltarão no próximo ano da atração. Detalhes da saída de seus personagens são mantidos em segredo, mas o desfecho não demorará a ser conhecido, pois a série tem apenas mais cinco episódios até encerrar a temporada em 15 de abril. Os dois atores emitiram comunicados de despedidas e agradecimentos à produção. “Sou incrivelmente grato pelas amizades que fiz em ‘Riverdale’ e sentirei falta de ver todo mundo diariamente”, disse Ulrich. “Tenho orgulho de fazer parte de um grupo talentoso, na frente e atrás das câmeras. Mas decidi que é hora de seguir em frente para explorar outras oportunidades criativas”. “Eu me diverti muito dando vida à Hermione Lodge e trabalhando com o elenco incrível, que se tornou uma família”, disse Nichols. “Tivemos tantos momentos maravilhosos juntos durante os períodos mais alegres e os mais tristes. Nós realmente temos os melhores fãs de todos os tempos. Estou ansiosa pelo próximo capítulo e estou animada com o futuro”. O futuro de ambos são produções de cinema. Skeet Ulrich filmou a sci-fi “Bios” com Tom Hanks, que estreia em outubro, e vai estrelar o terror “The Mystery of Casa Matusita”. Ele também entrou na série “#Freerayshawn”, produção de mini-episódios da plataforma Quibi. Já Marisol Nichols poderá ser vista em “Espiral – O Legado de Jogos Mortais”, continuação da franquia “Jogos Mortais”, que chega às telas em maio. “Riverdale” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Família Winchester vai voltar a se juntar em Walker, Texas Ranger
A família Winchester vai voltar a se reunir na nova série de Jared Padalecki. O ator Mitch Pileggi, que interpretou o avô materno de Sam (Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) na 6ª temporada de “Supernatural”, entrou no elenco do reboot de “Walker, Texas Ranger”. Desta vez, Pileggi viverá o pai de Padalecki, que interpreta o personagem-título da produção. “Walker, Texas Ranger” é um nova versão da famosa série homônima dos anos 1990 estrelada por Chuck Norris – e que foi exibida no Brasil com o nome do astro original em seu título, “Chuck Norris: Homem da Lei”. Em nove temporadas (entre 1993 e 2001), a “Walker, Texas Ranger” original acompanhou o veterano Cordell Walker (Norris), um Texas Ranger que acreditava nos próprios instintos e lidava com os malfeitores à moda antiga. A nova versão trará Padalecki como o mesmo Cordell Walker, que, entretanto, não será mais tão veterano – Chuck Norris tinha 53 anos no começo da série, Padalecki está com 37. Na sinopse divulgada, Walker volta para sua cidade natal após servir na força policial de elite do Texas. Pai viúvo de dois filhos, ele chega em sua casa em Austin depois de dois anos trabalhando infiltrado em um caso de alta prioridade, e acaba descobrindo que tem muito mais o que fazer em sua comunidade. Ele tentará se reconectar com seus filhos, negociar confrontos familiares e encontrar um consenso com seu novo parceiro (uma das primeiras mulheres na história do Texas Rangers), enquanto investiga as circunstâncias que cercaram a morte de sua esposa. O remake/reboot tem roteiro de Anna Fricke (criadora de outro remake, “Being Human”), com produção executiva do próprio Padalecki e Dan Lin (“Lethal Weapon”), e está sendo desenvolvido pelo estúdio CBS. A rede The CW é uma joint venture da Warner e da CBS e sempre encomenda produções das duas empresas. Padalecki, que é texano de verdade, ainda pode ser visto nos últimos episódios de “Supernatural”, que está atualmente em hiato e retorna em 16 de março nos EUA, para se encerrar definitivamente em 18 de maio. A série faz parte da programação do canal pago Warner no Brasil.












