Sr. Barriga revela porque Chavez saiu do ar
Edgar Vivar, intérprete do Sr. Barriga em “Chaves”, revelou porque “Chavez” saiu do ar no último fim de semana em todo o mundo. Em entrevista a uma rádio mexicana no domingo (2/8), o ator de 71 anos afirmou que Roberto Bolaños, criador e intérprete de Chaves, estipulou que suas séries pertenceriam à empresa de televisão Televisa até julho de 2020. Após esta data, os direitos passariam a ser exclusivamente do comediante e de seus herdeiros. Mas a Televisa só aceitou continuar exibindo “Chaves” de graça. “Roberto Gómez Bolaños tinha apalavrado um contrato de usufruto dos personagens e de sua criação literária até 30 de julho deste ano, quase seis anos depois de sua morte. E não renovaram os direitos, a Televisa não quis pagar”, disse Vivar. Assim, o “cancelamento” mundial das reprises aconteceu após a suspensão dos direitos de exibição dos programas. A Televisa era responsável pelas negociações internacionais e os contratos perderam validade após ela deixar de possuir os programas. Em seu comunicado sobre o “cancelamento” das reprises, a Televisa mencionou apenas um “problema pendente” não divulgado. Graciela Gómez, filha de Bolaños, também se manifestou para reclamar da falta de consideração da maior emissora de TV hispânica com o legado de seu pai. “É uma pena que quem mais se beneficiou dos programas de ‘Chaves’ afirme hoje que não valem mais nada”. Após a morte de Bolaños, a revista Forbes estimou que “Chaves” tinha rendido cerca de US$ 1,7 bilhão para a Televisiva até 2014. Diante disso, a situação deve mudar com novas negociações com outros interessados na série. “Embora estejamos tristes pela decisão, minha família e eu esperamos que ‘Chaves’ esteja em breve nas telas do mundo. Continuaremos insistindo e estou certo de que conseguiremos”, escreveu outro herdeiro de Bolaños, Roberto Gómez Ferán, em sua conta do Twitter.
Dona Florinda reclama do fim das reprises de Chaves
Dona Florinda está brava por conta do sumiço de Chaves. A atriz Florinda Meza, viúva de Roberto Bolaños, criador e intérprete de Chaves, pronunciou-se no Twitter contra a decisão que tirou a série do ar em toda a América Latina. Para ela, o fim da transmissão no SBT, além de outros canais e streamings em diversos países foi uma “agressão” aos milhões de fãs de “Chaves” e disse que, apesar de ser viúva de Bolaños, não foi envolvida na decisão. “Embora eu não tenha nada a ver com isso porque inexplicavelmente não fui convocado para as negociações, acho que agora, quando o mundo precisar de mais diversão, isso é uma agressão às pessoas”, escreveu a atriz. “Além disso, isso vai contra seus próprios interesses comerciais, porque neste momento queremos ver tudo o que nos lembra um mundo melhor”, continuou, afirmando que a iniciativa desrespeita o legado de Roberto Bolaños. “Esse ato incompreensível chuta sua memória e o que ele mais respeitava: o público”, concluiu. Originalmente produzida nos anos 1970, “Chaves” continuava a ser um fenômeno de audiência graças à reprises que pareciam intermináveis, mas que acabaram no sábado passado, 1º de agosto. O “cancelamento” mundial das reprises aconteceu após a suspensão dos direitos de exibição dos programas, que, segundo a Televisa, decorreu de um “problema pendente” não divulgado. Segundo a imprensa mexicana, o que ocorreu foi que os filhos do ator e o canal Televisa não chegaram a um acordo sobre os pagamentos pela transmissão da série. Após a morte de Bolaños, a revista Forbes estimou que “Chaves” tinha rendido cerca de US$ 1,7 bilhão para a Televisiva até 2014. Este sucesso, porém, rendeu uma disputa com os herdeiros, que culminou na saída da série do ar. Edgar Vivar, intérprete do Sr. Barriga em “Chaves”, deu mais detalhes sobre o que realmente aconteceu, em entrevista a uma rádio mexicana no domingo (2/8). O ator de 71 anos afirmou que Bolaños estipulou que suas séries pertenceriam à empresa de televisão até julho de 2020. Após esta data, os direitos passariam a ser exclusivamente do comediante e de seus herdeiros. Mas a Televisa só aceitou continuar exibindo “Chaves” de graça. “Roberto Gómez Bolaños tinha apalavrado um contrato de usufruto dos personagens e de sua criação literária até 30 de julho deste ano, quase seis anos depois de sua morte. E não renovaram os direitos, a Televisa não quis pagar”, disse Vivar. Em comunicado, o SBT disse lamentar a decisão. ¿Qué opino de que se deje de transmitir el programa Chespirito? Aunque no tengo nada que ver porque inexplicablemente no he sido convocada a las negociaciones, creo que justo ahora, cuando el mundo más necesita diversión, hacer eso es una agresión hacia la gente. pic.twitter.com/DDwaXvJQVI — Florinda Meza (@FlorindaMezaCH) August 2, 2020
Atriz de Aladdin e As Panteras vai estrelar sci-fi espacial
A atriz Naomi Scott, estrela de “Power Rangers”, “Aladdin” e “As Panteras”, está em negociações para estrelar “Distant”, sua primeira sci-fi espacial. O projeto da produtora Amblin Partners gira em torno de um mineiro de asteroides que cai em um planeta alienígena. Sem oxigênio e caçado por criaturas, ele é forçado a atravessar terrenos difíceis para encontrar a outra única sobrevivente conhecida, uma mulher presa em sua cápsula de fuga. Anthony Ramos (“Ela Quer Tudo”) vai interpretar o mineiro e Naomi será a outra sobrevivente. Originalmente, a atriz Rachel Brosnahan estava cotada para o papel, mas a pandemia acabou modificando sua agenda e criando conflito com as datas de gravação da série “The Marvelous Mrs. Maisel”. O filme tem roteiro de Spenser Cohen (da sci-fi “Extinção”) e direção da dupla Will Speck e Josh Gordon, que é especialista em comédias – “Escorregando para a Glória” (2007), “Coincidências do Amor” (2010) e “A Última Ressaca do Ano” (2016). Ainda não há previsão para a estreia.
Netflix tem material inédito para lançar até metade de 2021
A Netflix ainda tem muito material inédito para enfrentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, que paralisou as produções de filmes e séries em todo o mundo. Enquanto os cinemas permanecem fechados, canais improvisam com aquisições de streaming e as plataformas concorrentes ficam sem novidades, o maior de todos os serviços de streamings garante ter conteúdo exclusivo para entreter seus assinantes até metade de 2021. “Temos muita coisa para lançar, definitivamente por todo o ano de 2020 e parte de 2021. Nós queremos voltar ao trabalho, como todo mundo, e queremos passar este ano da melhor forma possível, mas ainda estamos em boa forma”, revelou Tendo Nagenda, chefe de originais da Netflix, em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter Por conta disso, a empresa não está preocupada, ao menos por enquanto, com a falta de conteúdo para preencher sua programação durante a pandemia. Esta também é uma das razões pelas quais a Netflix tem aumentado consideravelmente sua quantidade de assinantes. Foram 10 milhões a mais no segundo trimestre de 2020. Além do material inédito que ainda tem para lançar – o que inclui a aguardada 5ª temporada de “Lucifer” – , a plataforma também está buscando aquisições externas – filmes e séries de várias partes do mundo – para adicionar ao seu serviço. Isto inclui produções brasileiras, como “Cidade Pássaro”, lançada na plataforma na quarta (29/7) passada – menos no Brasil, onde ainda tentará chegar aos cinemas.
Organização do Globo de Ouro é processada por jornalista por “monopolizar” Hollywood
A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), que organiza a premiação do Globo de Ouro, está sendo processada por uma jornalista norueguesa sob acusação de monopolizar o acesso a artistas de Hollywood para entrevistas e sabotar o trabalho de profissionais que não são seus membros. O processo afirma que o grupo usa o Globo de Ouro para ter acesso privilegiado e monopolizar ilegalmente a informação sobre o entretenimento em Los Angeles, ao mesmo tempo em que cria barreiras quase impossíveis de ser superadas para a aceitação de novos integrantes. “Durante todo o ano, os membros da HFPA usufruem de viagens com todas as despesas pagas para festivais de cinema do mundo todo, onde são tratados com luxo e todos seus desejos realizados pelos estúdios”, acusa o processo apresentado pela jornalista Kjersti Flaa. “Os candidatos qualificados para admissão na HFPA quase sempre são recusados, porque a maioria dos 87 membros não está disposta a compartilhar ou diluir os enormes benefícios econômicos que recebe”, completa a denúncia. A HFPA tem influência considerável no mundo do cinema graças ao Globo de Ouro, um dos prêmios mais importante de Hollywood e que abre caminho para a glória no Oscar. O processo para se tornar membro da HFPA, que dá direito a votar na premiação, é repleto de mistérios. Mas a jornalista traz alguns detalhes à luz em seu processo, apontando que, embora alguns de seus integrantes trabalhem para respeitados veículos da imprensa estrangeira, outros atuam em publicações desconhecidas e suas críticas raramente são vistas. Flaa solicitou a entrada na HFPA em 2018 e no ano passado, mas foi rejeitada ambas as vezes. Ela descobriu que seu nome foi vetado por representar concorrência a outro integrante escandinavo da Associação. Uma das regras obscuras seria a proibição de ingresso de jornalistas que trabalhem em veículos rivais ao de algum membro já estabelecido. Isto realmente cria uma situação que, pela influência do Globo de Ouro, dá a um jornalista membro preferência para entrevistas e coberturas que seu rival não teria acesso. Flaa diz que sua rejeição não tem relação com suas realizações, mas o resultado dessa conspiração dentro da organização. “O HFPA não apenas falha em oferecer um procedimento justo para quem busca se associar, ela nem mesmo finge fazê-lo”, afirma a denúncia. “Não dá ênfase à avaliação da qualidade do trabalho de um candidato. Em vez disso, permite livremente que seus membros baseiem suas decisões de admissão apenas em se um candidato pode se tornar uma ameaça competitiva para um membro existente”. A diretoria da HFPA respondeu às acusações com um comunicado. Diz o texto: “Embora o HFPA ainda não tenha recebido a intimação, ela parece consistente com as tentativas contínuas da senhora Flaa de abalar o HFPA, exigindo que o HFPA a pague e a admita imediatamente, antes da conclusão do processo eleitoral anual aplicado a todos os outros candidatos a integrar o HFPA. O HFPA se recusa a ser chantageado, dizendo à Sra. Flaa que a filiação não é obtida por meio de intimidação”.
Lifetime anuncia primeiro filme gay de Natal
O canal pago americano Lifetime anunciou nesta segunda (3/8) a produção do primeiro filme com temática de Natal a contar uma história de amor LGBTQIA+. Intitulado “The Christmas Set Up”, o telefilme está em processo de seleção do elenco, mas a produção já está programada para começar em agosto. A trama vai acompanhar um advogado de Nova York que se reconecta com um velho amigo do colégio, que era sua paixão secreta na escola, enquanto passa o feriado de fim de ano com sua mãe em Milwaukee. No ano passado, o canal exibiu um beijo gay no natalino “Twinkle All the Way”, trocado pelos atores Brian Sills e Mark Ghanimé (juntos na foto acima). Agora, o Lifetime reforça seu compromisso com a representação LGBTQIA+ ao colocar um romance gay no centro da trama.
Festival de Telluride divulga relação de filmes de edição cancelada
Assim como fez o Festival de Cannes, a organização do Festival de Telluride, que aconteceria entre os dias 3 e 7 de setembro no estado do Colorado, nos Estados Unidos, anunciou a seleção dos filmes que seriam exibidos no evento, cancelado em virtude da pandemia de covid-19. Como algumas obras não foram selecionadas para outros festivais, a diretora-executiva do evento de Telluride, Julie Huntsinger, afirmou que divulgar as escolhas se tornou uma necessidade artística. Trata-se de uma reviravolta em relação ao costume dos organizadores, que até então mantinham seus títulos em segredo até a véspera das exibições. Huntsinger e sua equipe chegaram a discutir alternativas para a realização do festival de uma maneira segura, incluindo exibições ao ar livre e com distanciamento social, mas o distrito escolar local solicitou aos organizadores que suas instalações não fossem utilizadas, inviabilizando qualquer alternativa. Apesar de menos conhecido do que os festivais de Cannes, Veneza e Toronto, Telluride tem sido importante para a chamada “temporada do Oscar”, quando os estúdios apresentam seus filmes buscando criar burburinho para a premiação. Os que conseguem aprovação da crítica nestes eventos passam a estrelar campanhas de marketing ferrenhas. A repercussão em Telluride foi vital, por exemplo, para o Oscar de “O Parasita” neste ano, além de ter dado fôlego para as indicações de “Dois Papas”, até então ignorado pela crítica. Embora não seja uma mostra competitiva, com prêmios para os melhores trabalhos, o festival presta homenagens anuais a artistas, por meio do troféu Silver Medallion. Os homenageados deste ano seriam os atores Anthony Hopkins e Kate Winslet, que estariam presentes com seus novos filmes, “The Father” e “Ammonite”, respectivamente, além da diretora Chloé Zhao, que lançaria “Nomadland” (foto acima, com Frances McDormand). Confira abaixo a seleção completa de filmes da edição cancelada do Festival de Telluride. “After Love” (Reino Unido), de Aleem Khan “All In: The Fight for Democracy” (EUA), de Liz Garbus e Lisa Cortés “The Alpinist” (EUA), de Peter Mortimer e Nick Rosen “Ammonite” (Reino Unido), de Francis Lee “Andrey Tarkovsky. A Cinema Prayer” (Itália, Rússia e Suécia), de Andrey A. Tarkovsky “Apples” (Grécia, Polônia e Eslovênia), de Christos Nikou “The Automat” (EUA), de Lisa Hurwitz “The Bee Gees: How Can You Mend a Broken Heart” (EUA), de Frank Marshall “Charlatan” (República Tcheca, Irlanda, Polônia e Eslováquia), de Agnieszka Holland “Concrete Cowboy” (EUA), de Ricky Staub “Dear Mr. Brody” (EUA), de Keith Maitland “The Duke” (Reino Unido), de Roger Michell “The Father” (Reino Unido e França), de Florian Zeller “Fireball: Visitors From Darker Worlds” (EUA e Reino Unido), de Werner Herzog e Clive Oppenheimer “Ibrahim” (França), de Samir Guesmi “Mainstream” (EUA), de Gia Coppola “Mandibules” (França), de Quentin Dupieux “MLK/FBI” (EUA), de Sam Pollard “The Most Beautiful Boy in the World” (Suécia), de Kristina Lindström, Kristian Petri “Never Gonna Snow Again” (Alemanha e Polônia), de Ma?gorzata Szumowska e Micha? Englert “Nomadland” (EUA), de Chloé Zhao “Notturno” (Itália, França e Alemanha), de Gianfranco Rosi “Pray Away” (EUA), de Kristine Stolakis “There Is No Evil” (Irã e Alemanha), de Mohammad Rasoulof “To the Moon” (Irlanda), de Tadhg O’Sullivan “Torn” (EUA), de Max Lowe “The Truffle Hunters” (EUA, Itália e Grécia), de Michael Dweck e Gregory Kershaw “Truman & Tennessee: An Intimate Conversation” (EUA), de Lisa Immordino Vreeland “The Way I See It” (EUA), de Dawn Porter
Inédito no Brasil, filme de Beyoncé inspira arte e até polêmica no país
O novo “álbum visual” de Beyoncé é um fenômeno paradoxal no Brasil. Filme mais falado por brasileiros no último fim de semana, “Black Is King” não foi lançado oficialmente no país. Mesmo assim, a produção inspirou muitos brasileiros. O artista Atila Britto, por exemplo, criou uma “versão nacional” da obra, numa ilustração (acima) em que Beyoncé aparece cercada por artistas como IZA, Preta Gil, Camila Pitanga, Taís Araujo, Cris Vianna, Aline Dias e até a vencedora do BBB Thelma Assis, entre outras. A maioria dos fãs de Beyoncé, porém, apenas compartilhou sua “opinião” sobre o trabalho inovador da cantora, disponibilizado na plataforma americana Disney+ (Disney Plus). Mas nem todas as vozes tiveram tom de exaltação. A exceção, escrita pela antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz, foi publicada no jornal Folha de S. Paulo e chegou a gerar grande repercussão, rendendo seus próprios comentários nas redes sociais. A ira se deve principalmente à edição do texto, que contou com título e subtítulo infelizes, buscando fomentar polêmica sobre uma suposta alienação da cantora. De cara, o título afirma que “Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha” e o subtítulo emenda: “Diva pop precisa entender que a luta antirracista não se faz só com pompa, artifício hollywoodiano, brilho e cristal”. Não é difícil entender porque este texto causou revolta. Schwarcz é uma mulher branca, que parece querer ensinar como se faz “a luta antirracista”, reclama das “imagens estereotipadas” e conclui que Beyoncé deve “sair um pouco da sua sala de jantar” para falar sobre História. A cantora IZA não conseguiu se conter e escreveu nas redes sociais. “Lilia Schwarcz, meu anjo, quem precisa entender SOU EU. Eu preciso entender que privilégio é esse que te faz pensar que você tem uma autoridade para ensinar uma mulher negra como ela deve, ou não, falar sobre seu povo. Se eu fosse você (valeu Deus) estaria com vergonha agora. MELHORE!”, publicou, revoltada. A jornalista e humorista Maíra Azevedo, também conhecida como Tia Ma, também não deixou o artigo passar batido. “O erro é uma mulher branca acreditar que pode dizer a uma mulher preta como ela pode contar a história e narrar a sua ancestralidade. A branquitude acostumou a ter a negritude como objeto de estudo e segue crendo que pode nos dizer o que falar sobre nossas narrativas e trajetórias”, reclamou em seu Instagram. Ela segue: “Lilia é uma historiadora, pesquisa sobre escravidão, mas está longe de sentir na pele o que é ser uma mulher preta. Beyoncé, do alto da sua realeza no mundo pop, nunca deixar de ser negra, mesmo sentada no trono em sua sala de estar. A branquitude segue acreditando que pode nos ensinar a contar nossa própria história. Enquanto todas as pessoas negras se emocionam, se reconhecem e se identificam, a branca aliada diz que Beyoncé deixa a desejar! É isso! No final, nós por nós e falando por nós! Como diz um provérbio africano: “enquanto os leões não contarem suas próprias histórias, os caçadores seguirão sendo vistos como heróis”… E aqui, quando a gente conta, dramatiza e sonoriza, querem apontar o roteiro! Parem! Estamos no comando das nossas narrativas!”. Aline Ramos também escreveu sobre a polêmica em sua coluna no UOL. “É importante que você saiba que Lilia é uma mulher branca. Reforço esse ponto porque a antropóloga relembra o fato de Beyoncé ser uma mulher negra o tempo todo em seu texto. Não são apenas pessoas negras que devem criticar ou analisar o trabalho de Beyoncé. Não acredito que seja necessário um ‘lugar de fala’ para isso. Mas quando uma mulher branca diz como uma mulher negra deve lutar contra o racismo, isso nada mais é do que racismo”, apontou. A jornalista continua: “Estamos cansados não só da violência policial, mas de sermos submetidos a imagens de violência todo tempo. Fazer sorrir, sonhar e gerar esperança também é papel da arte. ‘Black is King’ é importante em qualquer tempo, principalmente no presente. E espero que surjam mais Beyoncés contando histórias bonitas e lúdicas. O desdém só nos prova isso”. E ainda reflete: “Cobrar Beyoncé por mais ativismo antirracista e não fazer isso do mesmo modo com cantoras pop, e brancas, como Taylor Swift, por exemplo, é só mais uma demonstração de como o racismo pode afetar pessoas negras”. Diante da repercussão negativa, a autora da crítica da Folha também resolveu se manifestar. “Agradeço a todos os comentários e sugestões. Sempre. Gostaria de esclarecer que gostei demais do trabalho de Beyoncé. Penso que faz parte da democracia discordar. Faz parte da democracia inclusive apresentar com respeito argumentos discordantes. Já escrevi artigo super elogioso à Beyoncé, nesse mesmo jornal o que só mostra meu respeito pela artista. E por respeitar, me permiti comentar um aspecto e não o vídeo todo”, Lilia Schwarcz explicou em seu Instagram. “Agradeço demais a leitura completa do ensaio. Penso que o título também levou a má compreensão. Dito isso, sei que todo texto pode ter várias interpretações e me desculpo diante das pessoas que ofendi. Não foi minha intenção. Continuamos no diálogo que nos une por aqui”, finalizou.
Atriz de A Irmã do Meio e The Originals é presa por lesão corporal
A atriz Ronni Hawk, que estrelou a série “A Irmã do Meio” (Stuck in the Middle) no Disney Channel e apareceu em “On My Block” e “The Originals”, foi presa na sexta passada (31/1) em Los Angeles, nos Estados Unidos, sob acusação de lesão corporal. A prisão aconteceu após a polícia receber uma ligação de vizinhos alegando “perturbação doméstica” na casa da atriz. Lá, o namorado da atriz foi encontrado com vários ferimentos visíveis, incluindo arranhões. Segundo os oficiais, uma briga verbal entre o casal levou Ronni Hawk a agredir fisicamente o namorado, o que fez os policiais a levarem algemada. Ronni encontra-se na prisão de Van Nuys, em Los Angeles, segundo o site TMZ, e sua fiança foi estabelecida em US$ 100 mil. Ela tinha recentemente conseguido um papel recorrente na série “The Originals”, como uma bruxa em busca de redenção. Mas não é exatamente uma atriz querida pelos fãs de séries. Em 2018, os espectadores de “On My Block” foram ao Twitter pedir que a Netflix demitisse a atriz após descobrirem postagens antigas em que ela manifestava apoio ao presidente Donald Trump e se manifestava contrária às políticas de controle de armas nos Estados Unidos. Depois da campanha, ela não voltou na 2ª temporada.
Atriz de A Cabine do Beijo vai estrelar filme de ação com Brad Pitt
A atriz Joey King, estrela da trilogia “A Cabine do Beijo” da Netflix, está em negociações para se juntar a Brad Pitt no thriller de ação “Bullet Train” A produção da Sony Pictures tem direção de David Leitch (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) e roteiro de Zak Olkewicz (produtor de “Quando as Luzes se Apagam”), e é uma adaptação do best-seller japonês “Maria Beetle”, de Kotaro Isaka. A trama gira em torno de um grupo de assassinos que embarca no mesmo trem-bala em Tóquio com motivos conflitantes. Pitt seria um dos assassinos no longa, que está sendo descrito como um encontro entre “Velocidade Máxima” (1994) e “Sem Escalas” (2014) num trem. Segundo o Deadline, o papel da atriz não deve tão ser grande. Ela já participou de filmes de ação nesta condição anteriormente, especialmente em “O Ataque” (2013), em que viveu a filha de Channing Tatum durante um atentado na Casa Branca. “Bullet Train” será o primeiro trabalho de Brad Pitt após vencer o Oscar por “Era uma Vez… em Hollywood”. A produção deve começar nas próximas semanas, assim que a permissão para filmagens for restabelecida em Los Angeles. Por ser uma história contida num único ambiente, a produção se encaixa com facilidade nos padrões de prevenção sanitária que tem sido exigidos para as filmagens durante a pandemia de covid-19.
Bradley Cooper negocia estrelar próximo filme de Paul Thomas Anderson
O astro Bradley Cooper (Nasce uma Estrela”) está negociando estrelar o próximo filme do cineasta Paul Thomas Anderson (“Trama Fantasma”, “Sangue Negro”). Ainda sem título, o longa será um drama sobre amadurecimento ambientado no vale de San Fernando nos anos 1970. Os detalhes da trama estão sendo mantidos em segredo, mas o site The Hollywood Reporter apurou que envolve várias histórias centradas em torno de um ator infantil que ainda estuda no ensino médio no vale. Esta região da Califórnia já foi cenário de alguns dos títulos mais conhecidos de Anderson, como “Boogie Nights” (1997), “Magnolia” (1999) e “Embriagado de Amor” (2002). Não está claro qual será o papel de Cooper no filme. Anderson escreveu e produzirá o longa, que será realizado pelo tradicional estúdio MGM. As filmagens devem começar no final do ano, mas dependem de aprovação das autoridades locais, que ainda não permitem produções na região de Los Angeles. Cooper também está no elenco de “Nightmare Alley”, de Guillermo Del Toro, que interrompeu suas filmagens devido à pandemia, e se prepara para dirigir seu segundo longa. Após os elogios conquistados por “Nasce uma Estrela”, ele vai continuar no universo musical com uma cinebiografia do lendário compositor Leonard Bernstein.
Hunters: Amazon renova série de Al Pacino para 2ª temporada
A Amazon anunciou a encomenda da 2ª temporada de “Hunters”, que destaca a participação do ator Al Pacino (“O Irlandês”) na primeira série de sua carreira. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), a série se passa nos anos 1970 e tem reviravoltas taranti(cartu)nescas ao acompanhar um grupo especializado em caçar criminosos nazistas. Na trama, os Caçadores descobrem que vários oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich nos Estados Unidos. A eclética equipe tem o objetivo de desmascará-los, levá-los à justiça e frustrar seus novos planos genocidas. “Com a ‘Hunters’, a visão ousada e a imaginação destemida de David Weil impulsionaram uma 1ª temporada emocionante, cheia de ação e emocionante, que envolveu os clientes da Prime Video em todo o mundo”, disse Jennifer Salke, chefe da Amazon Studios, “Estamos muito felizes por David, Jordan e os Caçadores voltarem conosco para mais”. Embora a Amazon não divulgue dados de visualização, a série teve uma aprovação mediana da crítica, com 64% de comentários positivos no Rotten Tomatoes. O anúncio da renovação não deixa claro se os atores originais voltarão, mas David Weil disse recentemente ao site da revista The Hollywood Reporter que “há uma oportunidade empolgante para todos esses personagens na 2ª temporada” e “além disso, ficaria muito animado em trazê-los de volta e trabalhar com eles novamente”. Além de Al Pacino, o elenco da 1ª temporada contou com Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). Mas alguns dos personagens, inclusive o de Pacino, tiveram arcos concluídos na temporada inaugural. Não há previsão para a estreia dos novos episódios.
Chris Hemsworth vai mergulhar com tubarões para o canal National Geographic
Chris Hemsworth vai mergulhar no Sharkfest, o festival de programas sobre tubarões do canal pago National Geographic. O intérprete de Thor e astro dos Vingadores será o destaque da edição de 2021 do evento no Nat Geo. Graças à sinergia da Disney (Marvel e Nat Geo fazem parte do conglomerado), ele vai estrelar “Shark Beach”, especial documental que também contará com biólogos marinhos, surfistas, conservacionistas e defensores de tubarões. As gravações vão acontecer na Austrália, país do ator, para investigar as razões por trás do aumento do número de ataques de tubarões nos últimos anos e tentar descobrir maneiras em que seres humanos e tubarões possam coexistir. “Passei boa parte da minha vida perto ou dentro do oceano, dividindo o mesmo quintal com tubarões e, recentemente, tem havido uma preocupação crescente em relação ao aumento da atividade dos tubarões”, disse Hemsworth, em comunicado sobre o projeto. “É crucial que reverenciamos e respeitemos os tubarões. Nossos oceanos dependem desses predadores de ponta para seu ecossistema de biodiversidade; no entanto, também precisamos aprender a nos proteger, e esse é o meu principal objetivo em ‘Shark Beach'”. No especial, Hemsworth mergulhará em locais habitados por diferentes espécies de tubarões para entender seus comportamentos, além de se juntar a biólogos locais para explorar medidas preventivas para impedir ataques e mostrar inovações em tecnologia projetada para proteger tubarões e pessoas. “O Sharkfest se tornou o ponto de partida para cientistas e cineastas compartilharem nossa paixão por tubarões e a saúde dos oceanos do planeta. Com o sucesso, também atraímos celebridades que têm o poder de aumentar a conscientização e o impacto através de suas incríveis plataformas sociais”, disse Geoff Daniels, vice-presidente executivo de entretenimento global da National Geographic. “É por isso que eu estou entusiasmado com ‘Shark Beach’ e com nossa mais recente colaboração com Chris Hemsworth. Ele é um defensor destemido da natureza, com um compromisso comprovado com a conservação e uma vontade inigualável de fazer o que for necessário para ajudar a proteger os tubarões por gerações vindouras.” Além de apresentar o programa, Hemsworth vai coproduzir “Shark Beach” com a produtora Nutopia (“O Mundo Segundo Jeff Goldblum” e “One Strange Rock”). A data exata da exibição ainda não foi definida, mas vai acontecer durante o verão norte-americano (entre junho e agosto) de 2021.












