Paddy Considine será o Rei de Westeros no prólogo de Game of Thrones
O ator – e roqueiro! – Paddy Considine (“Peaky Blinders”) tornou-se o primeiro nome anunciado no elenco da nova série passada no universo de “Game of Thrones”. Prólogo do fenômeno da HBO, a atração vai se passar três séculos antes do nascimento de Daenerys, mas destacará sua família, os nobres da Casa do Dragão. Considine viverá o Rei Viserys Targaryen, escolhido pelos senhores de Westeros para sentar no Trono de Ferro e liderar o continente como sucessor do Velho Rei, Jaehaerys Targaryen. Um homem caloroso, gentil e decente, Viserys deseja apenas levar adiante o legado de seu avô. Mas os homens bons não viram necessariamente grandes reis. Intitulada “House of the Dragon” (Casa do Dragão), a série foi co-criada pelo roteirista Ryan J. Condal (criador da série sci-fi “Colony”) e o escritor George R.R. Martin, criador da saga literária que inspirou “Game of Thrones”. A trama, por sinal, baseia-se num livro de Martin, “Fogo & Sangue”. A produção também contará com o retorno de um diretor veterano de “Game of Thrones”, Miguel Sapochnik, responsável pelo famoso episódio da “Batalha dos Bastardos”, que dirigirá o piloto e capítulos adicionais. Martin, Condal e Sapochnik são os produtores executivos da atração, que deve começar a anunciar agora seus demais integrantes de elenco. Por coincidência, Cosidine está atualmente no ar na HBO. Ele faz parte da minissérie de terror “The Third Day”, que atingiu no domingo (4/10) a metade dos episódios previstos para sua exibição.
Estreia de Duna é adiada para daqui a um ano
A estreia do remake de “Duna” foi adiada para outubro de 2021. A Warner ainda não divulgou um comunicado oficial, mas as quatro principais publicações que cobrem a indústria cinematográfica americana são unânimes em afirmar que a mudança já está decidida. Os sites da Variety, The Hollywood Reporter, Deadline e The Wrap afirmam que a nova data escolhida é 1 de outubro. O detalhe é que ela já estava reservada para a estreia de “Batman”. Isto provavelmente significa que o lançamento do filme do super-herói da DC Comics também sofrerá mudanças. Apesar da pandemia, a Warner não tinha alterado a previsão de estreia de “Duna”, que até então sempre esteve prevista para dezembro de 2020. A alteração pode ser resultado de – e ampliar – um efeito dominó. Com o anúncio do fechamento da 2ª maior rede de cinemas dos EUA, a Regal, e das salas de sua matriz britânica, a Cineworld, por período indeterminado, a perspectiva de uma volta a normalidade das bilheteria tomou um rumo sombrio para os estúdios. O desempenho de “Tenet”, filme que desbravou os cinemas durante a pandemia, também tem sido desanimador. Até o fim de semana, o longa (da própria Warner) tinha feito apenas US$ 45,1 milhões no mercado norte-americano, valor considerado muito baixo para uma produção orçada em mais de US$ 200 milhões. Apesar do filme ter desempenho melhor no exterior, as percentagens das bilheterias internacionais não costumam compensar desastres no mercado doméstico, devido às peculiaridades de cada país. A China, por exemplo, que praticamente já voltou à normalidade, devolve apenas 25% do total arrecadado para Hollywood. A saída de “Duna” do calendário de dezembro também liga um novo alarme entre os exibidores. Se até então a expectativa era manter as salas abertas na esperança de uma normalização de lançamentos a partir do Natal, começam a surgir receios de novos adiamentos em massa, que possam zerar o calendário de dezembro como já aconteceu com os meses anteriores. Por enquanto, os filmes que permanecem previstos para dezembro são “Free Guy” e “Morte no Nilo”, ambos da 20th Century Studios/Disney, “Um Príncipe em Nova York 2”, da Paramount, “Mulher-Maravilha 1984”, da Warner, “News of the World”, da Universal, “Escape Room 2”, da Screen Gems/Sony e “Monster Hunter”, da Constantin/Sony – mas já há boatos de que este último também vai mudar de data. Com direção de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) e um grande elenco encabeçado por Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”), “Duna” ganhou seu primeiro trailer há pouco menos de um mês. Confira abaixo. O filme também já tem uma continuação confirmada, que sugere que a adaptação será dividida em duas partes. Além disso, Villeneuve também está trabalhando numa série derivada para o serviço de streaming HBO Max.
GLOW: Pandemia impede 4ª temporada e série é cancelada
A Netflix decidiu cancelar a série “GLOW” após vários adiamentos do começo das gravações de sua 4ª temporada. As restrições impostas pelos protocolos de higiene e segurança para a retomada dos trabalhos durante a pandemia tornaram muito difícil a continuidade da produção, graças ao contato físico constante exigido pelas cenas que retratam lutas livres femininas. “Tomamos a difícil decisão de não fazer uma 4ª temporada de ‘GLOW’ devido ao coronavírus, que tornou a gravação desta série fisicamente íntima com seu grande elenco especialmente desafiadora”, disse a Netflix em um comunicado. “Somos muito gratos aos criadores Liz Flahive e Carly Mensch, Jenji Kohan e todos os escritores, elenco e equipe por compartilhar esta história sobre as mulheres incríveis de ‘GLOW’ conosco e com o mundo.” A série tinha sido renovada no ano passado e a produção chegou a começar os trabalhos da 4ª temporada nos primeiros meses do ano, mas foi interrompida em seu início devido à pandemia. Segundo apurou a revista Variety, os atores foram pagos integralmente pela 4ª temporada. “O coronavírus matou seres humanos reais. É uma tragédia nacional e deve ser nosso foco. O coronavírus também aparentemente tirou nosso programa do ar”, disseram os criadores da série, Liz Flahive e Carly Mensch, em um comunicado. “A Netflix decidiu não terminar as gravações da última temporada de ‘GLOW’. Recebemos liberdade criativa para fazer uma comédia complicada sobre mulheres e contar suas histórias. E lutas. E agora isso se foi. Há um monte de coisas ruins acontecendo no mundo que são muito maiores do que isso agora. Mas ainda é uma pena que não possamos ver essas 15 mulheres juntas novamente. Sentiremos falta de nosso elenco de palhaços estranhos e de nossa equipe heroica. Foi o melhor trabalho”. Com o cancelamento, a trama da atração ficará sem o final planejado por seus produtores. O fim da série passa a ser o último capítulo da 3ª temporada, exibido há mais de um ano, em agosto de 2019. Detalhe: esse final passa longe de ser definitivo, pois preparava a história para um novo recomeço. No fundo, porém, a decisão da plataforma apenas apressou o cancelamento, já que os planos previam encerrar a série no quarto ano da produção. Inspirado em fatos reais, a atração acompanhava as aventuras de um grupo de mulheres reunido pelo produtor Sam Sylvia (Marc Maron) para estrelar um pioneiro programa de TV de luta livre feminina nos anos 1980. No final do terceiro ano, a estrela das lutas, Debbie (Betty Gilpin), resolveu criar sua própria produtora e profissionalizar o negócio, causando um racha. O elenco também incluía Alison Brie (“Community”), Sunita Mani (“Mr. Robot”), Ellen Wong (“The Carrie Diaries”), Sydelle Noel (“De Repente um Bebê”), Britt Baron (“Criminal Minds: Beyond Borders”), Jackie Tohn (“CHiPS”), Chris Lowell (“Veronica Mars”) e a cantora irlandesa Kate Nash, entre outros. “GLOW” foi indicada a 15 Emmys e venceu três estatuetas da Academia da Televisão. A notícia é especialmente ruim para a produtora Jenji Kohan, que, além de “GLOW”, ainda perdeu sua nova série, “Caçadora de Recompensas”, também cancelada pela Netflix nesta segunda (5/10).
Eduardo e Mônica: Filme da música do Legião Urbana vence festival no Canadá
O filme “Eduardo e Mônica”, do diretor René Sampaio, foi premiado como Melhor Filme Internacional no Festival de Edmonton, do Canadá. Por causa da pandemia de coronavírus, o cineasta não viajou para acompanhar a exibição, que aconteceu em cinemas com lotação limitada e seguindo medidas de segurança estabelecidas pelo governo local. Em entrevista à GloboNews, Sampaio contou que foi informado da vitória por email, enviado pelos organizadores no domingo (4/9). “Eu não acreditei, recebemos um email, a láurea e começamos a comemorar. Liguei para os atores e comemoramos. Acho que esse prêmio vem em um bom momento para ajudar que as autoridades e o governo se organizem para que possamos promover de fato a cultura brasileira com sua pluralidade total”, disse o diretor. No filme, Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) dão vida ao casal que ficou conhecido pela música homônima de Renato Russo, gravada pela banda Legião Urbana em 1986. Sampaio já tinha levado com sucesso outra música da banda para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante do novo filme inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). “Eduardo e Mônica” já deveria ter estreado no Brasil. A previsão original era de um lançamento em abril. Com o começo da pandemia, foi adiado para 12 de junho, junto do Dia dos Namorados. Mas como os cinemas continuaram fechados, a produção acabou desistindo de remarcar uma nova data. A estreia ficou oficialmente para “em breve”. Veja abaixo o primeiro trailer do longa, que foi disponibilizado ainda em 2019.
Netflix cancela Caçadoras de Recompensas na 1ª temporada
A Netflix cancelou a série “Caçadoras de Recompensas”, que no Brasil eliminou parte de seu título original. A série era na verdade sobre caçadoras de recompensa adolescentes e a palavra eliminada do título original, “Teenage Bounty Hunters”, é que fazia a diferença – e dava o tom – da produção. O cancelamento foi confirmado cerca de dois meses após a estreia da produção, que disponibilizou seus 10 episódios no dia 14 de agosto. A série girava em torno de duas irmãs gêmeas que levam a rebeldia adolescente a outro nível, ao descobrir que são capazes de surpreender e prender criminosos, porque ninguém desconfia que adolescentes possam fazer isso, e decidem se juntar a um caçador de recompensas veterano para aprender os truques do negócio. Os episódios mostravam as duas equilibrando os riscos de sua profissão secreta com os problemas de sua vida no ensino médio, incluindo romance, sexo, aulas e, claro, as terríveis meninas populares da escola. O elenco era encabeçado por Maddie Phillips (“Ghost Wars”) e Anjelica Bette Fellini (“The Gifted”) como as irmãs caçadoras de recompensa, Kadeem Hardison (“Agente K.C.”) como seu mentor, Virginia Williams (“Charmed”) e Mackenzie Astin (“Homeland”) como os pais sem noção e Spencer House (“The Society”) como o bonitão da classe. Primeira série criada por Kathleen Jordan (roteirista de “American Princess”), “Caçadoras de Recompensas” contava com os experientes Jenji Kohan (criadora de “Weeds” e “Orange Is the New Black”) e Jesse Peretz (diretor de “Juliet, Nua e Crua”) entre os produtores. Peretz também dirigiu o primeiro episódio.
Sabrina Carpenter vai estrelar versão musical de Alice no País das Maravilhas
A estrela jovem do recente filme de dança da Netflix, “Dançarina Imperfeita” (Work It), vai voltar a protagonizar uma nova produção musical da plataforma de streaming. Sabrina Carpenter, que também é cantora, estrelará “Alice”, adaptação da fábula clássica “Alice no País das Maravilhas”. O filme será uma versão contemporânea da história de Lewis Carroll, que terá como pano de fundo um festival de música chamado “Wonderland” (o País das Maravilhas). Não maiores detalhes da trama, que está sendo escrita pelo compositor e músico Ross Evans (do também vindouro “Catch the Moon”). A produção é da Alloy Entertainment, empresa responsável por “Dançarina Imperfeita” e também pela série “Você” (You), outro sucesso da Netflix. Além deste projeto, Sabrina Carpenter vai aparecer em outro musical de streaming na semana que vem: “Clouds”, que será lançado na Disney+ (Disney Plus) em 16 de outubro nos EUA.
James McAvoy fará remake de thriller francês na base de improvisação
O estúdio STX vai produzir o remake do thriller francês “Mon Garçon” (2017), que juntará James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) e Claire Foy (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) em seu elenco. A versão em inglês será dirigida por Christian Carion (“Feliz Natal”), que também dirigiu o longa original. McAvoy tem o papel principal. Quando seu único filho desaparece, ele viaja para a cidade onde mora sua ex-mulher (Foy) em busca de respostas. O detalhe é que, para interpretar um homem cuja vida está envolta em mistério, McAvoy não receberá roteiro com diálogos. Ele terá consciência apenas de aspectos básicos da história, e terá que improvisar e reagir a cada momento em que a filmagem se desenrola. Já o resto do elenco e da equipe estarão cientes das cenas. Carion dirigiu o filme original da mesma forma, com seu protagonista francês (Guillaume Canet) improvisando o papel. “Estamos entusiasmados por trabalhar com Christian para criar ‘My Son’ para o público mundial”, disse Adam Fogelson, presidente do STXfilms Motion Picture Group, no comunicado do projeto. “James fará o trabalho de detetive do filme em tempo real, diante das câmeras, para criar uma tensão real neste thriller. Gostamos de apoiar histórias ousadas e inovadoras como ‘My Son’, e Claire não poderia ser uma escolha mais espetacular para este filme que certamente emocionará o público”, completou. As filmagens está previstas para começar em novembro na Escócia. Veja abaixo o trailer do filme original.
Sangue de Zeus: Trailer de anime mostra ataque dos Titãs na Grécia antiga
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Sangue de Zeus” (Blood of Zeus), série que transforma a mitologia grega em trama de anime. A história é basicamente uma versão de “Ataque dos Titãs” passada na Grécia antiga, em que os Titãs mitológicos conjuram uma raça de demônios gigantes para destruir a civilização helênica. Entre os heróis da resistência destaca-se Heron, um bastardo que na verdade é filho do deus Zeus. Apesar do visual estilizado de anime, a produção não é japonesa, mas americana. A série foi criada pelos irmãos Charley e Vlas Parlapanides, de Nova Jersey, que já tinham usado sua descendência grega como inspiração para o roteiro do filme “Imortais” (2011), em que Henry Cavill (“The Witcher”) viveu o herói mitológico Teseu. O elenco de vozes originais destaca vários atores conhecidos dos EUA. Jason O’Mara (“Agents of SHIELD”) dubla Zeus, Claudia Christian (“Babylon 5”) faz Hera, Jessica Henwick (“Punho de Ferro”) vive a heroína Alexia, Chris Diamantopoulos (“Silicon Valley”) encarna Poseidon, Mamie Gummer (“True Detective”) dá voz à Elektra e Derek Phillip (“Longmire”) interpreta Heron. A estreia está marcada para 27 de outubro.
The Witcher: Fotos revelam a nova armadura de Henry Cavill na 2ª temporada
A Netflix divulgou o novo visual de Henry Cavill na 2ª temporada de “The Witcher”. As fotos revelam que seu personagem, Geralt de Rivia, aparecerá nos próximos episódios com uma nova armadura. “Nova armadura, mesmo bruxo”, escreveu a Netflix no texto que acompanhou as fotos no Twitter. A série está atualmente em produção, retomando os trabalhos no Reino Unido após a paralisação ocasionada pela pandemia de coronavírus em março. A produção do segundo ano também ganhou uma sinopse. Diz o texto: “Convencido de que a vida de Yennefer (Anya Chalotra) foi perdida na Batalha de Sodden, Geralt de Rivia leva a princesa Cirilla (Freya Allan) ao lugar mais seguro que ele conhece, sua casa de infância, Kaer Morhen. Enquanto os reis, elfos, humanos e demônios do continente lutam pela supremacia fora de seus muros, ele deve proteger a garota de algo muito mais perigoso: o misterioso poder que ela possui em seu interior.” Os novos episódios só devem ser exibidos após fevereiro de 2021.
Free Guy ganha trailer legendado e vídeo zoando os adiamentos de cinema
A 20th Century Studios divulgou mais um pôster e dois novos vídeos de “Free Guy: Assumindo o Controle”. Um deles é o trailer legendado, que explica a história e promete um filme divertido, cheio de explosões. O outro é um teaser que transforma em humor a tragédia atual do cinema, num ano em que várias estreias estão sendo adiadas sem parar. Apesar do lançamento do filme estar marcado para dezembro deste ano, o segundo vídeo traz o elenco gravando mensagens para estreias em datas alternativas – além do Natal, no Ano Novo, no Dia dos Namorados, no Dia da Independência, no Halloween do ano que vem, antes da queda do meteoro, etc. “Acho que cobrimos tudo”, diz o diretor Shawn Levy (“Uma Noite no Museu”). “Sim, por uns 40 ou 50 anos”, confirma o astro Ryan Reynolds (“Deadpool”). Originalmente, o filme chegaria aos cinemas em julho, mas após a pandemia de coronavírus transformou-se num lançamento natalino, aguardado agora para 10 de dezembro no Brasil – um dia antes da estreia nos EUA. Na trama, Reynolds vive um bancário comum. Ou melhor, um figurante de videogame, que só aparece numa cena de assalto. Num belo dia, ele resolve reagir a um jogador e se torna autoconsciente, descobrindo que sua existência é artificial e criada por um programador de games (Taika Waititi, de “Jojo Rabbit”). O elenco também destaca Joe Keery (“Stranger Things”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e Jodie Comer (“Killing Eve”), que vive uma heroína no jogo. Ela ajuda Guy a enfrentar os perigos causados por sua rebelião. O roteiro escrito por Matt Lieberman foi adquirido em 2016 pela então chamada 20th Century Fox. Nesse meio tempo, ele andou bastante ocupado, escrevendo inúmeros projetos para grandes estúdios de Hollywood, entre eles, as animações de “A Família Addams” e “Scooby-Doo”. O filme também marca o retorno do diretor Shawn Levy à direção, seis anos após o fracasso de seu último longa, “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Desde então, ele vinha se concentrando na atividade de produtor, emplacando com sucesso a série “Stranger Things”.
Emily em Paris: Série é lamentada pela imprensa francesa por excesso de clichês
A série “Emily em Paris”, lançada no fim de semana pela Netflix, pode agradar fãs de comédias românticas, mas a imprensa francesa definitivamente odiou. Desenvolvida por Darren Star (criador de “Sex and the City”, “Barrados no Baile” e “Younger”), a história acompanha a Emily do título, vivida por Lily Collins (“Simplesmente Acontece”), recém chegada em Paris, descobrindo o cotidiano da capital francesa. Mas o olhar americano teria dado vida a todos os clichês possíveis sobre a cidade. “Aprendemos que os franceses são ‘todos maus’ (sim, sim), que são preguiçosos e nunca chegam ao escritório antes do final da manhã, que são paqueradores incorrigíveis, que não estão realmente apegados ao conceito de lealdade, que são sexistas e retrógrados e, claro, que têm uma relação duvidosa com o chuveiro. Sim, nenhum clichê é poupado, nem mesmo os mais fracos”, apontou a revista Première. Com sarcasmo, o site Sens Critique acrescentou que “os roteiristas devem ter cogitado por dois ou três minutos enfiar uma baguete debaixo [do braço] de cada francês, ou mesmo uma boina para distingui-los claramente, por outro lado, todos fumam cigarros e paqueram até a morte”. O texto ainda diz que Paris é retratada na série como “uma espécie de cidade-testemunho onde cada rua se torna pitoresca sem o menor lixo, com figurantes vestidos de alta costura e só chove se Lily Collins está triste”. A rádio RTL, por sua vez, lamenta que a série, em vez de retratar a verdadeira Paris, tenha gravado um compêndio de como Hollywood vê a cidade. “Raramente tínhamos visto tantos clichês sobre a capital francesa desde os episódios parisienses de ‘Gossip Girl’ [série americana lançada em 2007] ou do final de ‘O Diabo Veste Prada’ [filme de 2006]”. Como a 1ª temporada de “Emily em Paris” terminada num cliffhanger romântico, o produtor Darren Star tem planos de explorar novos clichês nos próximos capítulos, caso a audiência seja boa o suficiente para a Netflix encomendar o segundo ano da produção. “Ela fará parte do tecido do mundo em que está vivendo. Ela será mais uma residente da cidade”, contou Star à Oprah Magazine.
Missão Impossível 7: Tom Cruise é flagrado em cima de trem em movimento
O ator Tom Cruise foi flagrado durante as filmagens do novo “Missão Impossível” na Noruega. Um fã que viajava de carro próximo ao local flagrou o ator, junto de parte da equipe do filme, em cima de um trem em movimento. Ao gravar um vídeo da cena, ele até ganhou tchauzinho do astro. O resultado foi postado no Tik Tok e viralizou em outras redes sociais. O flagra revela que a produção já saiu de Londres e começou as filmagens em outros países da Europa. A sequência do trem deve, inclusive, contar com a explosão de uma ponte. Os produtores pretendiam filmar a cena na Polônia, mas houve protestos de moradores, que não gostaram de saber dos planos de dinamitar uma ponte centenária, apesar dela ser praticamente sucata, para a sequência explosiva. Na gravação, Tom Cruise está totalmente de preto e sorridente, durante uma pausa nas filmagens, aguardando o momento de voltar a trabalhar em cima do trem. Vendo que a pausa foi flagrada, o diretor Christopher McQuarrie postou em seu Instagram um registro do que aconteceu após gritar “ação!” sobre o trem – foto que também pode ser vista abaixo, com direito a participação de helicóptero. O cineasta está atualmente comandando a produção de dois longas consecutivos, “Missão: Impossível 7” e “Missão: Impossível 8”. Além da volta de Tom Cruise ao papel do agente Ethan Hunt, outros integrantes da saga de espionagem vão reaparecer nos novos filmes, como Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Outro retorno confirmado é o de Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Já as novidades incluem Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”), Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”) e Esai Morales (“Titãs”). Por sinal, Hayley Atwell também estava em cima do trem norueguês. Ela postou uma foto do momento das filmagens em seu Instagram. “Missão: Impossível 7” tem estreia marcada para 19 de novembro de 2021, e o filme seguinte, “Missão: Impossível 8”, para 4 de novembro de 2022 nos EUA. A estreia nacional dos dois filmes acontecerá um dia antes dos lançamentos americanos. If you are wondering where Christopher McQuarrie is… pic.twitter.com/BdMf2hgtOJ — Cinephilia & Beyond (@LaFamiliaFilm) October 4, 2020 Ver essa foto no Instagram Norway’s scale and beauty have left an indelible and defining imprint on our film and reminded us that anything is possible. On behalf of everyone working on Mission: Impossible, our sincerest thanks to The Norwegian Film Incentive, The Norwegian Railway Museum, the infinitely patient Stranda and Rauma Municipalities, our endlessly enduring Norwegian crew, along with everyone who supported our filming here. And, of course… The Mountain. Most of all, we give thanks to the warm and welcoming people of Norway. Your kindness and consideration are nothing less than an inspiration. We’ll miss you dearly and look forward to seeing you again. Tusen hjertelig takk. Buckle up, Roma. Here we come… #MI7MI8 Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie) em 4 de Out, 2020 às 3:15 PDT Ver essa foto no Instagram Oh hi everyone, didn’t see you there 👋🏼 here’s Norway in all its splendour. #setlife #missionimpossible yes, I’m standing on top of a train. #fitforpurpose Uma publicação compartilhada por Hayley Atwell (@wellhayley) em 2 de Out, 2020 às 11:08 PDT
Libelu – Abaixo a Ditadura vence festival É Tudo Verdade
O filme “Libelu – Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz, foi o vencedor da 25ª edição do Festival É Tudo Verdade, após a exibição de 61 longas e curtas-metragens, entre os dias 23 de setembro e este domingo (4/10). O documentário reconstitui a história do grupo Liberdade e Luta, formado principalmente por estudantes trotskistas e que foi pioneiro a gritar Abaixo a Ditadura nas manifestações dos anos 1970. Seus integrantes, mais tarde, lançaram o jornal e a tendência O Trabalho, e ajudaram a criar o PT. O júri do evento também distribuiu menções a “Segredos do Putumayo”, de Aurélio Michiles, e “Fico Te Devendo Uma Carta do Brasil”, de Carol Benjamin. Ambos abordam a questão dos direitos humanos no país, mas em períodos distintos – no ciclo da extração da borracha na Amazônia e durante a ditadura militar. Na competição internacional, o júri premiou “Colectiv”, de Alecxander Nanau, sobre uma organização jornalística independente, que ao investigar um incêndio com dezenas de mortos e centenas de feridos numa boate em Bucareste, descobre uma gigantesca fraude no sistema de saúde da Romênia. O filme já tinha vencido festivais em Luxemburgo e Zurique, na Suíça, entre outros. Entre os curtas, os premiados foram o brasileiro “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza, e o polonês “Meu País Tão Lindo”, de Grzegorz Paprzycki. Os quatro vencedores da 25ª edição do festival, “Libelu – Abaixo a Ditadura”, “Colectiv”, “Filhas de Lavadeira” e “Meu País Tão Lindo” estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de melhor longa e melhor curta documental. O tema político dos filmes premiados também ecoou na cerimônia por conta de um manifesto de cineastas em defesa da cultura, da Cinemateca Brasileira e do cinema nacional. Veja abaixo os trailers dos dois longas premiados.












