Arnold Schwarzenegger compara direita americana à Alemanha nazista
O ator Arnold Schwarzenegger, que foi governador da Califórnia pelo Partido Republicano, o mesmo de Donald Trump, divulgou um vídeo na manhã deste domingo (10/1) no qual ele comparou a invasão violenta do Capitólio, sede do Congresso na capital dos EUA, com a ascensão do partido nazista na Alemanha. O intérprete do Exterminador do Futuro lembrou que nasceu na Áustria dois anos após o fim da 2ª Guerra Mundial e cresceu em meio ao impacto da Kristallnacht (a noite dos cristais), que descreveu como “uma noite de violência contra os judeus levada a cabo em 1938 pelo equivalente nazista dos Proud Boys” (grupo da extrema direita dos EUA). “Tudo começou com mentiras, mentiras e mentiras, e intolerância”, acrescentou. “Quarta-feira foi o Dia dos Cristais aqui mesmo nos Estados Unidos”, disse Schwarzenegger. “Mas a multidão não quebrou apenas as janelas do Capitólio. Eles racharam conceitos que considerávamos garantidos… [e] pisotearam os próprios princípios sobre os quais nosso país foi fundado.” Schwarzenegger então criticou Donald Trump e também alertou que os americanos devem estar “cientes das terríveis conseqüências do egoísmo e do cinismo”. “[Trump] buscou um golpe enganando as pessoas com mentiras”, disse Schwarzenegger. “O presidente Trump é um líder fracassado. Ele entrará para a história como o pior presidente de todos os tempos. A coisa boa é que logo ele será tão irrelevante quanto um velho tuíte.” Schwarzenegger também criticou integrantes do seu partido que estimularam e se aproveitaram das mentiras de Trump, inclusive ajudando a divulgá-las, o que acabou levando à marcha contra o Congresso. Ele citou uma frase do presidente Theodore Roosevelt: “Patriotismo significa apoiar o país. Não significa apoiar o presidente.” Na conclusão do vídeo, Schwarzenegger parabenizou o presidente eleito Joe Biden por sua vitória eleitoral livre e justa e desejou-lhe tudo de bom. My message to my fellow Americans and friends around the world following this week's attack on the Capitol. pic.twitter.com/blOy35LWJ5 — Arnold (@Schwarzenegger) January 10, 2021
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 desaba nos EUA
“Mulher-Maravilha 1984” permaneceu no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu terceiro fim de semana consecutivo, mas sua arrecadação caiu drasticamente. O filme da Warner arrecadou cerca de US$ 3 milhões – uma queda de 47% em relação à semana anterior – e agora acumula US$ 32,6 milhões domésticos, de acordo com a Warner Bros. O desempenho no exterior – onde o filme não está disponível em streaming – não foi muito melhor, com mais US$ 4,7 milhões. Com isso, o longa atingiu US$ 131,4 milhões globalmente. “The Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, também permaneceu em 2ª lugar em seu sétimo fim de semana com US$ 1,8 milhões. O filme animado caiu apenas 19%, apesar de também estar disponível em casa em VOD premium. Com isso, atingiu um total doméstico de US$ 36,9 milhões e US$ 127,8 milhões globalmente. Completando o Top 3, o western “Relatos do Mundo”, estrelado por Tom Hanks, igualmente manteve seu 3º lugar, somando US$ 1,2 milhão em seu terceiro fim de semana. O total arrecadado na América do Norte – único lugar onde tem lançamento nos cinemas – é de US $ 7,1 milhões. No geral foi um fim de semana sombrio para os cinemas norte-americanos, já que a receita total caiu 93% em comparação ao mesmo fim de semana do ano passado, devido à pandemia e à falta completa de lançamentos amplos.
Fofoca: Harry Styles foi pivô da separação de Olivia Wilde e Jason Sudeikis
A fofoca da semana nos EUA é o romance entre o cantor e ator Harry Styles (que estreou no cinema em “Dunkirk”) e a atriz e diretora Olivia Wilde (estrela de “Tron: O Legado”). Após as primeiras fotos do casal de mãos dadas começarem a circular, com comentários de “fontes” que atestavam o namoro, o assunto continua a render com a inclusão das boas e velhas intrigas anônimas. Apesar do romance ter sido revelado há pouco, a coluna Page Six, do jornal New York Post, diz ter ouvido de pessoas próximas do casal que Styles foi responsável pelo fim do relacionamento de Wilde com o comediante Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), pai de seus dois filhos. A publicação diz que Wilde e Sudeikis estavam com problemas no relacionamento já há alguns meses, mas nada que não fosse contornável. No entanto, entre setembro e outubro a atriz acabou se aproximando de Styles no set do drama “Don’t Worry Darling”. O filme é o segundo longa dirigido por Wilde e o segundo protagonizado pelo músico. Sudeikis teria notado a aproximação e questionou a companheira. Ela supostamente confessou o romance e os dois optaram pela separação. O namoro de Jason e Olivia começou em 2011, quando eles se conheceram numa festa depois da gravação do programa “Saturday Night Live”, e a oficialização da separação aconteceu em novembro, dois meses depois do começo das filmagens de “Don’t Worry Darling”. “As pessoas acham que o Harry e a Olivia estão saindo há poucas semanas, mas isso não é correto”, disse a fonte do jornal, supostamente ligada a Wilde. “O Jason descobriu sobre o Harry e perguntou para a Olivia. Então a Olivia pediu a separação e o término veio à público”. A fonte fofoqueira vai além e afirma que a atriz e o músico usaram a casa de férias do comediante e apresentador James Corden (“A Festa de Formatura”), amigo de Styles, para seus encontros secretos enquanto a atriz ainda vivia com Sudeikis. Aos 36 anos, Olivia Wilde é 10 anos mais velha que Styles (26 anos), numa inversão da situação que tinha com Sudeikis (45 anos). A revista US Weekly também entrou no assunto. Citando uma “fonte” ligada a Styles, descreveu o que despertou o interesse do jovem cantor na atriz cineasta: “Ele gosta que a Olivia é tão decidida, confiante e inteligente. A inteligência e a natureza independente dela foram as atrações iniciais”. “Don’t Worry Darling” é o segundo filme dirigido por Olivia Wilde, que debutou na função com o sucesso de crítica “Fora de Série” (2019). Styles substituiu Shia LeBeouf, inicialmente escalado no papel principal, após supostos desentendimentos do ator problemático com a equipe do filme. O roteiro de “Don’t Worry Darling” foi escrito pelos irmãos Shane e Carey Van Dyke (do terror “O Silêncio”), que são netos do veterano ator Dick Van Dyke, e foi reescrito por Katie Silberman, coautora do roteiro de “Fora de Série”. A trama se passa em uma comunidade isolada no deserto da Califórnia (EUA), nos anos 1950, onde uma dona de casa descobre uma verdade perturbadora sobre sua vida aparentemente perfeita. Wilde também vai atuar no filme, mas o destaque principal será para Florence Pugh, atriz em ascensão, que também estrela “Viúva Negra”, próximo lançamento da Marvel nos cinemas. O filme tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2021.
Série de Queen Latifah baseada em O Protetor ganha primeiro teaser
A rede CBS divulgou nas redes sociais o primeiro teaser do reboot de “The Equalizer”. Na primeira versão da série, exibida nos anos 1980, o protagonista Robert McCall era vivido pelo branco Edward Woodward. O personagem virou o negro Denzel Washington em sua recente transição para o cinema em dois filmes de “O Protetor”. E na nova versão a mudança inclui o sexo. McCall agora é uma mulher negra, vida por ninguém menos que Queen Latifah (“Star”). Com praticamente a mesma premissa, Latifah estrela a série como Robyn McCall, uma mãe solteira com um histórico misterioso, provavelmente aposentada do serviço secreto, que usa suas habilidades para proteger e defender aqueles que não podem fazer isso por si mesmos. Enquanto atua como um anjo da guarda para os outros, ela também está buscando sua própria redenção. O teaser apresenta a protagonista e sua filha, Delilah, interpretada por Laya DeLeon Hayes (“Uma Pitada de Magia”), além de Chris Noth (“Sex and the City”), que interpreta um ex-diretor da CIA. Latifah também é creditada como co-criadora da série ao lado de Richard Lindheim, que foi um dos criadores da versão original. A produção está a cargo do casal Andrew Marlowe (que criou “Castle”) e Terri Miller (“It Takes Two”). E o elenco também inclui Tory Kittles (“Colony”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Liza Lapira (“Nancy Drew”) e Adam Goldberg (“God Friended Me”). A estreia marcada vai acontecer em 7 de fevereiro nos EUA, após o Super Bowl (final do campeonato de futebol americano, que tradicionalmente rende a maior audiência da TV no país). She’s the one you call when you can’t call 911. #TheEqualizer premieres February 7 after the Super Bowl on @CBS and @CBSAllAccess. pic.twitter.com/Hsu3Ubs41a — The Equalizer (@TheEqualizerCBS) January 9, 2021
Pelo segundo ano consecutivo, Ancine não apoia candidato brasileiro ao Oscar
A Ancine, que supostamente teria mais de R$ 2 bilhões em caixa do FSA, o fundo do setor audiovisual brasileiro, não está dando nenhum apoio financeiro para a campanha do filme brasileiro “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Barbara Paz, na disputa por uma vaga no Oscar 2021. O comando da agência, no governo Bolsonaro, tem ignorado sistematicamente o Programa de Apoio Financeiro aos filmes brasileiros de longa-metragem indicados ao Oscar, a Portaria nº 280 instituída em 2008 para ajudar os candidatos a conquistar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional. O boicote começou com “A Vida Invisível”, da Karim Aïnouz, no Oscar 2020. O governo brasileiro autorizou apenas o apoio institucional da campanha brasileira. Isto é, a inclusão da marca do governo federal no filme. Isto porque “A Vida Invisível” foi parcialmente financiado com recursos oriundos da Lei do Audiovisual. Como comparação, em 2018, durante o governo Temer, o longa escolhido para representar o país na disputa, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, recebeu cerca de R$ 200 mil do antigo Ministério da Cultura para sua divulgação em Hollywood. O corte de verbas ainda se estende a outros programas similares, como o Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionais. A página oficial da Ancine destinada a este apoio não é atualizada desde 2019 e os links para novas candidaturas não funcionam mais. No ano passado, o Brasil teve participação recorde de filmes no Festival de Berlim. Motivo de orgulho em outros governos, a situação foi ignorada pelo atual desgoverno. Nenhum dos filmes recebeu apoio para representar o país no evento. Sob o pretexto de não ter dinheiro, apesar dos supostos R$ 2 bilhões em caixa do FSA para isso, a Ancine realmente suspendeu os programas de apoio internacional em 2019, seguindo a política de desmonte cultural determinada por Bolsonaro. Além da Ancine, os filmes brasileiros também contavam com financiamento do Cinema do Brasil, um programa de exportação e fomento implementado em parceria pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP) e pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério das Relações Exteriores. O apoio chegava a US$ 15 mil por produção até que, também em 2019, a então diretora de Negócios da Apex, Letícia Catelani, filiada ao PSL, interrompeu a distribuição dos recursos. Diante da situação, Barbara Paz está tendo que recorrer a um crowdfunding para conseguir dinheiro para a campanha de seu filme, em busca de uma vaga no Oscar 2021. A campanha está no site Benfeitoria (https://benfeitoria.com/babenco). Enquanto os governos dos países mais desenvolvidos do mundo transformam a produção cultural numa de suas maiores fontes de influência (o soft power) e enriquecimento financeiro, o atual desgoverno do Brasil segue firme rumo ao empobrecimento em todos os sentidos.
Uma Noite em Miami: Sam Cooke, Malcolm X e Cassius Clay se encontram em trailer legendado
A Amazon divulgou uma coleção de pôsteres de personagens e um novo trailer legendado de “Uma Noite em Miami”, primeiro filme dirigido por Regina King, atriz vencedora de um Oscar (por “Se a Rua Beale Falasse”) e de quatro Emmys (o mais recente por “Watchmen”). Após assinar vários episódios de séries, ela estreia em longa-metragem com uma trama hipotética, que considera o encontro de quatro lendas americanas numa noite de 1964, na cidade de Miami. “Uma Noite em Miami” é a adaptação cinematográfica da aclamada peça de teatro “One Night in Miami”, de Kemp Powers, supostamente baseada em fatos reais, que narra eventos que podem ter acontecido na noite em que a lenda do boxe Cassius Clay venceu sua luta pelo título dos pesos pesados contra Sonny Liston em Miami Beach, tornando-se pela primeira vez campeão mundial. Segundo a trama, Clay passou aquela noite celebrando com três outras grandes figuras da história americana: o líder do movimento dos direitos civis Malcolm X, o astro do futebol americano (e futuro astro do cinema) Jim Brown e o famoso cantor de soul Sam Cooke. Este encontro, inclusive, teria inspirado a conversão do atleta ao Islã e sua mudança de nome para Muhammad Ali, fato que realmente aconteceu dias depois. Mas embora inclua detalhes verídicos, o filme é principalmente uma ficção, desenvolvida com muita licença poética. O ator Eli Goree (que vive um boxeador em “Riverdale”) tem o papel de Cassius Clay, Kingsley Ben-Adir (“Peaky Blinders”) interpreta Malcolm X, Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”) vive Jim Brown e Leslie Odom Jr. (“Hamilton”) é Sam Cooke. O elenco de apoio ainda inclui Lance Reddick, Nicolette Robinson, Michael Imperioli, Beau Bridges, Marisa Miller e Lawrence Gilliard Jr. O filme já foi exibido nos festivais de Veneza, Toronto e Londres sob aplausos da crítica e teve uma estreia limitada nos cinemas americanos durante o Natal, com 97% de aprovação – na média registrada pelo site Rotten Tomatoes. O lançamento mundial em streaming vai acontecer na próxima sexta-feira (15/1).
Antonio Sabáto (1943 – 2021)
Antonio Sabáto, o ator italiano que estrelou de spaghetti westerns a filmes trash da era do VHS, morreu na quarta (6/1) devido a complicações da covid-19. Ele tinha 77 anos. A notícia da morte foi confirmada em um tuíte de seu filho, o também ator Antonio Sabáto Jr., acompanhada por uma foto antiga de família. Seu filho disse que Sabáto foi hospitalizado na segunda (4/1) na Califórnia devido ao coronavírus e morreu dois dias depois. Ironicamente, o jovem Sabáto é um negacionista que tem criticado abertamente nas redes sociais o uso de máscaras para controlar a propagação do coronavírus. Sabáto teve uma longa carreira, iniciada no cinema italiano em 1966, quando apareceu no filme “Lo Scandalo”, ao lado de Anouk Aimée. No mesmo ano, ele estrelou “Grand Prix”, um filme americano de corrida de carros com um elenco internacional, encabeçado por James Garner, e que ganhou três prêmios da Academia. No filme de John Frankenheimer, Sabáto interpretava um piloto italiano campeão de Fórmula 1, que namorava ninguém menos que a cantora francesa Françoise Hardy. A aparição hollywoodiana o credenciou a virar protagonista de spaghetti westerns, vivendo pistoleiros em “Ódio por Ódio” (1967), “Um Colt… para os Filhos do Demônio” (1968), “Vou, Vejo e Disparo” (1968) e “Duas Vezes Traidor” (1968). Quando os filmes de bangue-bangue à italiana saíram de moda, ele filmou os mais diferentes gêneros, desde a cultuada sci-fi francesa “Barbarella” (1968) até o drama “A Monja de Monza” (1969). Uma breve parceria com o cineasta Umberto Lenzi rendeu seus filmes mais memoráveis, o célebre giallo “Sete Orquídeas Manchadas de Sangue” (1972) e o thriller de gângster “Milão Escaldante” (1973). Durante a era do VHS, ele virou protagonista de produções de ação e ficção científica de baixo orçamento, que tiveram distribuição mundial em vídeo, ganhando popularidade. A obra mais conhecida desta fase é “Fuga do Bronx” (1983), uma mistura de “Fuga de Nova York” (1981), de John Carpenter, com “Mad Max” (1979), de George Miller. Em meados da década de 1980, Sabáto imigrou para os Estados Unidos com sua família, onde rodou seu último filme, “Alta Voltagem”, em 1997. Depois disso, seus créditos finais foram na novela “The Bold and the Beautiful” em 2006, ao lado do filho.
Steve Carver (1945 – 2021)
O diretor Steve Carver, especialista em filmes de ação, morreu na sexta-feira (8/1) após um ataque cardíaco em Los Angeles, aos 75 anos. O primeiro amor de Carver foi a fotografia e ele chegou a trabalhar como freelancer para publicações como Architectural Digest e National Geographic, além da agência de notícias United Press International, antes de se mudar para Los Angeles em 1970, onde matriculou-se no American Film Institute e conseguiu um estágio no DGA (o Sindicato dos Diretores dos EUA) para aprender como virar cineasta. Seu primeiro filme foi um curta universitário de 27 minutos que adaptava o conto de terror “O Coração Revelador”, de Edgar Allan Poe, em 1971. Três anos depois, fez o primeiro longa, o cultuado “The Arena” (1974), um filme de gladiadoras romanas estrelado por Pam Greer, que marcou sua colaboração inicial com o produtor Roger Corman. Carver comandou mais dois filmes para Corman, ambos sobre gângsteres: “A Mulher da Metralhadora” (1974), com Angie Dickinson, e “Capone, o Gângster” (1975), com Ben Gazzara. A grande virada de sua carreira aconteceu quando se juntou ao astro de ação Chuck Norris em “O Ajuste de Contas” (1981). O sucesso moderado daquela produção foi extrapolado com a segunda e melhor parceria da dupla, “McQuade, o Lobo Solitário” (1983), que rendeu um dos papéis mais lembrados de Norris, estabelecendo o protótipo do Texas Rangers que ele revisitaria uma década mais tarde em sua famosa série televisiva, “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger). O diretor seguiu fazendo filmes apelativos (como “Jocks”) e de ação (como “Prova de Fogo”) pelo resto da carreira, sem voltar a repetir o sucesso, até se ver restrito a lançamentos para vídeo. “Crazy Joe: Treinado para Exterminar” e “The Wolves” foram seus últimos trabalhos, distribuídos diretamente em VHS em 1993 e 1996. Ele preferiu abandonar a filmadora para retomar a máquina de fotografia. Em 1995, abriu The Darkroom, um laboratório fotográfico em Venice Beach, onde desenvolveu técnicas de arquivo para preservar imagens históricas para colecionadores e museus particulares, e passou a ensinar técnicas de impressão tradicionais. Em 2019, Carver publicou seu livro de fotos (“Western Portraits: The Unsung Heroes and Villains of the Silver Screen”) com registros inéditos de sua carreira, destacando retratos de atores com quem trabalhou, como Robert Forster, Karl Malden, Richard Roundtree, David Carradine, Bo Hopkins, Clu Gulager, Jan-Michael Vincent e muitos outros.
Zayn Malik lança clipe infantil para música obscena
Zayn Malik, ex-integrante do One Direction, divulgou o clipe de “Vibez”, em que aparece sozinho em palcos decorados com diferentes cenários coloridos – construções que imitam papelão e o estilo de programas infantis clássicos como “Vila Sésamo”. A jornada cenográfica inclui uma aparente viagem surreal para o Ártico, mas abre e termina no mesmo quarto-sala de desenho animado. O clima infantil do vídeo dirigido por Ben Mor (colaborador constante do Black Eyed Peas) é um grande contraste para a letra da canção, repleta de palavrões e obscenidades, a ponto de lembrar as músicas proibidas para menores dos rappers mais machistas dos EUA. Contrastando com as “bitches”, “dicks” e “hoes” ainda há a voz artificial murmurante do cantor – o efeito vocal mais genérico do pop atual. Enfim, nada parece combinar com nada. A música faz parte do álbum “Nobody Is Listening”, que Zayn jura ser seu “trabalho mais pessoal” e será lançado em 15 de janeiro.
Novo Clube do Terror retorna com trailer assustador
O Nickelodeon divulgou o trailer da 2ª temporada do revival de “Clube do Terror” (Are You Afraid of the Dark?). A prévia introduz os personagens e apresenta a nova assombração, além de deixar claro que a nova versão da série tem clima bem mais assustador que o da atração original, exibida na década de 1990 pelo canal pago infantil. Criado por D.J. MacHale e Ned Kandel, “Clube do Terror” acompanhava um grupo de adolescentes, autodenominado de Sociedade da Meia-Noite (Midnight Society), que se reunia de noite, em volta de uma fogueira, para contar histórias assombrosas. O revival troca os diferentes sustos semanais dos anos 1990 por uma história completa anual, numa proposta de antologia nos moldes de “American Horror Story”. A história da 2ª temporada é intitulada em inglês “Curse of the Shadows” (maldição das sombras) e segue um grupo diferente de crianças da Sociedade da Meia-Noite, que aprendem sobre a terrível maldição lançada sobre sua pequena cidade à beira-mar e são assombrados por uma criatura misteriosa conhecida como Shadowman (Homem-Sombra). Os protagonistas são Bryce Gheisar (“The Astronauts”), Beatrice Kitsos (“iZombie”), Malia Baker (“O Clube das Babás”), Dominic Mariche (“See”), Parker Queenan (“Andi Mack”) e o estreante Arjun Athalye. Os seis episódios de “Are You Afraid of the Dark? Curse of the Shadows” contam com direção e produção do cineasta Jeff Wadlow (“A Ilha da Fantasia” e “Verdade ou Desafio”) e têm estreia marcada para 12 de fevereiro nos EUA.
Big Sky foi maior estreia de sucesso multiplataforma da TV americana em 2020
A série “Big Sky” se consolidou como o maior sucesso da temporada pandêmica de 2020 da TV americana com a soma de suas visualizações multiplataformas após um mês de exibição de seu primeiro episódio. Com mais de 35 dias de disponibilização em plataformas lineares e digitais, o episódio inaugural atingiu 14,7 milhões de espectadores totais, tornando-se a estreia mais assistida da rede ABC desde “The Good Doctor” em setembro de 2017. “Big Sky” também se destacou no alvo demográfico favorito dos anunciantes (adultos de 18 a 49 anos), subindo para uma classificação de 3,97 pontos, na escala da consultoria Nielsen – o que representa quase seis vezes a classificação inicial do dia de estreia na TV aberta (0,68). Além disso, o drama da ABC conquistou 10,5 milhões de espectadores adicionais em relação à média inicial de sua exibição ao vivo (4,2 milhões), graças à exibição em streaming e gravações digitais. O sucesso também foi acompanhado por polêmica. Com uma trama centrada no rapto de mulheres brancas, a produção foi criticada pelas comunidades indígenas por ignorar que na região em que a história se passa existe uma tendência endêmica de raptos de mulheres nativas, nem sequer mencionada pelos roteiristas. Os produtores prometeram abordar a questão nos próximos episódios. Criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”), a série de suspense é baseada em “The Highway”, livro de CJ Box que abre uma série de romances da personagem Cassie Dewell. No suspense rural, a detetive particular Cassie Dewell e a ex-policial Jenny Hoyt se juntam em uma busca por duas irmãs que foram sequestradas por um motorista de caminhão em uma estrada remota de Montana. Quando descobrem que essas não são as únicas garotas que desapareceram na área, elas correm contra o relógio para deter o assassino antes que outra mulher seja levada. A produção destaca Kylie Bunbury (“Olhos que Condenam”) como Cassie e Katheryn Winnick (“Vikings”) como Jenny, além de Ryan Phillippe (“Shooter”) no papel de Cody Hoyt, ex-marido da personagem de Winnick, que também é ex-policial e se envolve no caso porque uma das garotas desaparecidas é namorada de seu filho. O elenco ainda inclui Natalie Alyn Lind (“The Gifted”), Brian Geraghty (“Briarpatch”), John Carroll Lynch (“Fome de Poder”), Jesse James Keitel (“Forever Alone”), Valerie Mahaffey (“Dead to Me”), Jade Pettyjohn (“School of Rock”) e Dedee Pfeiffer (“O Segredo do Lago”). Vale destacar ainda que o primeiro episódio teve direção do cineasta Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”). Veja abaixo o trailer da série, que deve chegar no Brasil pela plataforma Star Plus (Star+), a “Hulu brasileira” da Disney.
Losing Alice: Série de suspense com atriz de Demolidor ganha trailer da Apple
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de “Losing Alice”, série israelense estrelada por Ayelet Zurer (a mãe biológica de Superman no filme “Homem de Aço” e a Vanessa da série “Demolidor”). Criação de Sigal Avin (“Michaela”), a série de oito episódios é um thriller sexual sobre Alice (Zurer), uma cineasta de cerca de 50 anos que entrou em decadência depois de resolver constituir família. Mas um encontro casual num trem muda tudo. Ela conhece e se envolve inesperadamente com Sophie (Lihi Kornowski, de “The Burglar”), uma bela e jovem roteirista, autora de uma história que pode recuperar sua carreira. O envolvimento também acontece de forma sexual e vira obsessão, ao mesmo tempo em que Alice começa a descobrir segredos sinistros da garota – como o fato de seu roteiro sombrio ser mais relato de fatos que ficção. Logo ela se pega ultrapassando limites e questionando até que ponto vale a pena chegar para reconquistar o sucesso de outrora. A versão impactante de “Hounds of Love”, sucesso de Kate Bush, utilizada na prévia foi gravada em 2010 pela cantora feroesa Eivør. A série de suspense tem estreia marcada para 22 de janeiro.
Diretores do terror cult Primavera entram na série do Cavaleiro da Lua
A série “Moon Knight” da Marvel Studios, baseada nos quadrinhos do herói Cavaleiro da Lua, acrescentou diretores adicionais. A dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, especialistas em terrores independentes, como os premiados e cultuados “Primavera” (2014) e “O Culto” (2017), estão se juntando a Mohamed Diab, o cineasta egípcio que comandará o episódio piloto da atração, estrelada por Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). Diab é considerado uma das grandes revelações recentes do cinema egípcio, recebendo vários prêmios por seus primeiros longas “Cairo 678” (2010), sobre vítimas de abuso sexual em busca de justiça, e “Clash” (2016), passado num camburão repleto de prisioneiros durante a Primavera Árabe que sacudiu o Egito com protestos. Já Benson e Moorhead, além de dirigir também são roteiristas, produtores e editores de filmes. Eles filmam juntos desde 2013, quando lançaram o terror “Resolution” (2012), premiado no Festival de Neuchâtel, na Suiça. Desde então, suas obras são celebrados em festivais de cinema fantástico e arrancam elogios da crítica. “Primavera”, que causou sensação da Mostra Midnight Madness do Festival de Toronto, transformou Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) em fã da dupla, enquanto “O Culto”, exibido no Festival de Tribeca, arrancou críticas elogiosíssimas da crítica – 92% no Rotten Tomatoes. Seu filme mais recente foi o thriller sci-fi “Synchronic” (2019), estrelado por Anthony Mackie e Jamie Dornan. Além deles, a equipe conta com o roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix). Foi ele quem tirou o projeto do papel, após uma década de desenvolvimento por outros roteiristas. Uma série do Cavaleiro da Lua é discutida desde 2010 e chegou a ser cogitada na Netflix, dentro do universo dos Defensores. O personagem é uma espécie de Batman da Marvel, que usa capuz e capa brancas. Criado em 1975 por Doug Moench como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Originalmente, Marc Spector era um mercenário que se transformou no herói após ser abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que teve uma visão do deus egípcio da lua. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver crimes incomuns. “Moon Knight” fará parte da segunda leva de estreias da Marvel na Disney+ (Disney Plus), que inclui as produções da Mulher-Hulk (She-Hulk) e Ms. Marvel.












