Séries: Estreias incluem “Titãs” e revival de “Sex and the City”
A programação de séries desta semana reúne super-heróis, sci-fi espacial, terror religioso, aventura de espionagem, comédia antológica e animada e drama, muito drama. Preparem os lenços para ver os dois episódios iniciais de “And Just Like That”, continuação da outrora divertida “Sex and the City”. E não esqueçam da pipoca para maratonar a 3ª temporada completa de “Titãs”, que também tem seus momentos de pausar para acreditar. A seleção abaixo apresenta ainda mais sugestões e trailers, reunindo 10 novidades para assistir nas plataformas de streaming. Titãs | Netflix “Titãs” se consagra como a série de super-heróis mais ousada da DC Comics em sua 3ª temporada, ao levar para as telas a adaptação da infame saga “Morte em Família”, em que Robin (Curran Walters) é assassinado pelo Coringa. Os produtores foram adiante mesmo sem autorização para mostrar o Coringa… ou Batman (só Bruce Wayne foi liberado). E a trama ainda emendou “Sob o Capuz” (2004), que reintroduziu Jason Todd, o Robin “morto”, como um novo vilão. O detalhe é que entre as duas publicações originais aconteceram quase duas décadas de histórias em quadrinhos, que os roteiristas da série suaram para simplificar e encaixar entre os arcos de outros personagens. Para resumir, ainda há o reencontro entre Estelar (Anna Diop) e sua irmã vilã Estrela Negra (Damaris Lewis), a ressureição de Donna Troy/Moça Maravilha, morta de forma besta no segundo ano, a introdução de Tim Drake (Jay Lycurgo), o terceiro Robin, o estabelecimento de Dick Grayson (Brenton Thwaites) como Asa Noturna, a complexa versão cadeirante de Barbara Gordon (Savannah Welch), uma morte chocante e a ameaça do vilão Espantalho, num trabalho memorável de Vincent Kartheiser (“Mad Men”). And Just Like That | HBO Max “Sex and the City” retorna com novo nome, uma protagonista a menos e ainda sofre outra perda terrível logo na estreia, desta vez como parte de seu drama. A narrativa depressiva pode surpreender pelo contraste com o passado da atração, conhecida por ser alegre, leve e até fútil. Mas chegar aos 50 anos não é um mar de rosas, como demonstra o reencontro dos fãs com Carrie (Sarah Jessica Parker), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis). A cidade é a mesma, mas o resto está completamente diferente, e agora Carrie tem que recomeçar a vida na meia idade, longe de seus dias de sexo casual e festas inconsequentes. The Expanse | Amazon Prime Video A série sci-fi chega ao fim com episódios épicos e repletos de ação, em meio a uma guerra espacial contra a facção terrorista do Cinturão de Asteroides responsável por dizimar a Terra. Caríssima, a atração foi resgatada pela Amazon após ter sido cancelada pelo canal pago SyFy ao final de sua 3ª temporada. Com o novo e agora definitivo cancelamento, a plataforma iguala a quantidade de episódios produzidos no Syfy, mas dá aos criadores Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”) a oportunidade de escolher como terminar a história. Love, Victor | Star+ A série derivada do filme “Com Amor, Simon” (Love, Simon) lança sua 2ª temporada no Brasil já renovada para o terceiro ano. Os novos episódios se passam depois que Victor (Michael Cimino) se assume para os pais. Mas a revelação faz seu lugar no time de basquete da escola ser questionado devido a sua sexualidade. Além disso, a relação de Victor com Benji (George Sear) precisa se reafirmar no dia a dia, enfrentando novos desafios. Os showrunners são Isaac Aptaker e Elizabeth Berger (ambos de “This Is Us”). Landscapers | HBO Max A nova minissérie de “true crime” destaca a interpretação de Olivia Colman, vencedora do Oscar por “A Favorita” e do Emmy por “The Crown”, numa trama absurda demais para ser verdadeira. Mas é. A personagem de Colman e seu marido, interpretado por David Thewlis (da franquia “Harry Potter”), vivem uma história de amor interrompida pela polícia britânica, que descobre dois corpos enterrados no jardim da sua casa. Com performances brilhantes, os dois se tornam suspeitos e favoritos a prêmios no Emmy 2022. Los Enviados | Paramount+ Dirigida pelo argentino Juan José Campanella (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “O Segredo dos Seus Olhos”), a série de terror acompanha dois padres da Congregação das Causas dos Santos, que viagem ao México em missão do Vaticano para verificar curas milagrosas de outro clérigo num hospital psiquiátrico. No entanto, ao chegarem ao seu destino, descobrem que o padre que procuravam desapareceu e a colônia psiquiátrica está mergulhada num mistério que desafia sua fé. Os protagonistas são vividos por Miguel Ángel Silvestre (“Sense8”) e Luis Gerardo Méndez (“As Panteras”), e a estreia vai acontecer no domingo (12/12). Alex Rider | Amazon Prime Video Baseada nos best-sellers juvenis de mesmo nome, a série traz Otto Farrant (das minisséries “Guerra e Paz” e “The White Queen”) como Alex Rider, adolescente londrino que, sem saber, foi treinado desde a infância para fazer parte do perigoso mundo da espionagem. Enquanto a 1ª temporada foi baseada no segundo livro, “Desvendando Point Blanc”, os novos episódios adaptam “O Ataque da Águia”, quarto romance da franquia, que mostra o jovem às voltas com a tentativa de assassinato do pai de uma nova amiga, trazendo como principal suspeito um astro da música pop. Inside Nº 9 | HBO Max Cultuadíssima, esta série já foi chamada de “Black Mirror” do humor sombrio. Trata-se de uma antologia de episódios fechados, que a cada capítulo conta uma história diferente com novo elenco – embora os dois atores-criadores, Steve Pemberton e Reece Shearsmith, estejam sempre presentes. Todas as histórias são comédias sobre crimes, que se passam em construções (residenciais ou comerciais) identificadas pelo número 9. Exibida desde 2014, a série continua a ser produzida e já está renovada para sua 7ª temporada. Por enquanto, porém, a HBO Max disponibilizou apenas o primeiro ano da produção. Duncanville | Star+ Criada pela comediante Amy Poehler (estrela de “Parks and Recriation”) e pelo casal Mike e Julie Scully (produtores de “Os Simpsons”), a animação mostra a peculiar vida de Duncan, um jovem medíocre de 15 anos que vive submerso em seu mundo de fantasias e sonhos com fama, dinheiro e liberdade – embora não saiba como conseguir nada disso. A 2ª temporada mostra que ele continua a tomar decisões erradas, com o empurrão da família (pai, mãe e duas irmãs) e de seu crush intermitente. A própria Amy Poehler dubla o personagem-título e o elenco de vozes originais ainda inclui Ty Burrell (“Modern Family”), Rashida Jones (“On the Rocks”), Kathy Najimy (“Mudança de Hábito”) e o rapper Wiz Khalifa (“Dickinson”). Irmão do Jorel | HBO Max Todas as temporadas do sucesso brasileiro do Cartoon Network estão sendo disponibilizadas em streaming, incluindo a 4ª e mais recente temporada, encerrada em abril passado. A criação de Juliano Enrico foi lançada em setembro de 2014 como primeira animação original do Cartoon Network feita no Brasil e na América Latina, e logo atingiu grande sucesso. Seu único problema é cada nova temporada demora um intervalo muito longo – de dois anos – para chegar ao público.
Trailer de “Sonic 2” mostra estreia de Tails e Knuckles
A Paramount divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Sonic 2 – O Filme”, que destaca os novos personagens Tails e Knuckles. A prévia mostra a volta de Jim Carrey como o vilão bigodudo Dr. Ivo Robotnik, que alista o fortão Knuckles para lutar contra Sonic e seu novo aliado Tails. Introduzido no videogame “Sonic the Hedgehog 2”, de 1992, Tails é a melhor amiga de Sonic, uma jovem raposa de pelo laranja-amarelado, que tem duas caudas peludas e volumosas, numa alusão à kitsune (raposa mágica do folclore japonês), que lhe permitem voar. Embora seja conhecido como Tails, seu nome de batismo é Miles Prower, uma brincadeira feita com as palavras Miles Per Hour (Milhas por Hora). Knuckles, por sua vez, apareceu pela primeira vez como antagonista de Sonic no terceiro videogame da franquia, em 1994, antes de se tornar amigo do ouriço superveloz e ser catapultado ao estrelato com o lançamento de “Sonic & Knuckles” pela SEGA em 1995. Nos jogos, ele é o último membro sobrevivente do povo Echidna e seu dever é proteger a Esmeralda Mestre. Perito em artes marciais e com um soco poderoso, Knuckles é considerado um dos personagens mais fortes da saga gamer. A continuação voltará a trazer Ben Schwartz como a voz de Sonic, além dos intérpretes dos personagens humanos do primeiro filme, lançado no ano passado, incluindo James Marsden, Tika Sumpter, Natasha Rothwell, Adam Pally, Shemar Moore e o citado Jim Carrey. Já Knuckles é dublado por Idris Elba (“O Esquadrão Suicida”) e Tails por Colleen O’Shaughnessey (dubladora da versão em inglês de “Naruto”). A direção está novamente a cargo de Jeff Fowler e a estreia está marcada para abril de 2022. Veja abaixo duas versões do trailer, com legendas e dublagem em português.
Trailer de “Gavião Arqueiro” traz cenas inéditas da nova Viúva Negra
A Marvel divulgou o trailer do próximo episódio de “Gavião Arqueiro”, que destaca mais lutas envolvendo a personagem Yelena Belova (Florence Pugh), irmã de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) introduzida no filme “Viúva Negra”. A ironia dessa divulgação é que no mesmo dia Pugh foi atacada nas redes sociais por comemorar sua primeira aparição na série, que aconteceu na quarta (8/12), publicando cenas do episódio. Fãs reclamaram que era spoiler, apesar da participação ser um “segredo” conhecido há um ano. Num texto nos Stories, ela revelou ter sido bloqueada por causa dos posts. “Nunca achei que postar o meu amor por uma série na qual eu apareço faria isso acontecer… mas aqui estamos nós”, ela escreveu. “Alguém por aqui reclamou, então fui bloqueada de postar sobre minha aparição em uma série na qual eu estou. Isso é mais do que ridículo.” Se publicar cenas já exibidas é spoiler, o que dizer deste trailer com cenas inéditas? O próximo episódio já é o penúltimo de “Gavião Arqueiro”, e vem acompanhado de muitos boatos sobre eventos “de quebrar a internet”. Fãs que adoram spoilers esperam ver Vincent D’Onofrio repetindo seu papel de Wilson Fisk, da série “Demolidor”. A estreia vai acontecer na próxima quarta (8/12) na plataforma Disney+.
Continuação de “Sex and the City” começa com morte impactante
Os fãs estavam tão ansiosos em saber o destino de Samantha em “And Just Like That”, a aguardada continuação de “Sex and the City”, que não imaginaram que outro personagem poderia morrer. Pois a estreia da série nesta quinta-feira (9/12) na HBO Max, mostrou a conclusão chocante do arco de um personagem da série original. Spoiler, spoiler, spoiler. Trata-se da morte do Mr. Big (Chris Noth), grande amor da vida de Carrie (Sarah Jessica Parker), que sofre um ataque cardíaco depois de fazer aulas de spinning em casa, em uma referência aos problemas cardíacos que ele enfrentou ao longo da série. Ele morre nos braços da esposa, que o encontra no banheiro, logo após voltar de um recital de Lily, a filha de Charlotte (Kristin Davis), e o episódio seguinte encontra Carrie mergulhada em seu luto e no velório. Samantha, por outro lado, não morreu. A explicação para sua ausência da série foi uma briga com Carrie, seguida por uma mudança para Londres, refletindo o conflito de sua intérprete, Kim Cattrall, que se recusa a trabalhar novamente com Sarah Jessica Parker. Na trama, porém, a morte de Big faz com que as duas voltem a se contatar, mesmo permanecendo distantes. Ainda serão lançados oito episódios de “And Just Like That”, que ainda deverão lidar com uma morte real: Willie Garson, intérprete de Stanford, o espirituoso e estiloso melhor amigo de Carrie, faleceu inesperadamente em setembro, em meio às gravações.
Ator de “Empire” é considerado culpado por forjar agressão e mentir à polícia
O ator Jussie Smollett foi considerado culpado de forjar um ataque contra si mesmo e mentir para a polícia sobre ser vítima de ódio racial e homofóbico em 2019. O veredito foi revelado nesta quinta-feira (9/12), num julgamento que durou mais de nove horas. O júri, formado por seis homens e seis mulheres, considerou o ator culpado de cinco das seis acusações da promotoria. Cada uma das acusações foi relativa às diferentes vezes que ele teria mentido para a polícia sobre o ataque. Em janeiro de 2019, Smollett alegou ter sido vítima de um ataque de apoiadores do presidente americano Donald Trump, em Chicago. O ator, que é negro e gay, contou que eles gritavam ofensas racistas e homofóbicas. O caso foi marcado por contradições e, no curso da investigação, a polícia local transformou o registro de crime de preconceito em suspeita contra o próprio ator. Problemas em relação ao tratamento público da investigação chegou a fazer a promotora original desistir do processo, mas o juiz do caso, Michael Toomin, resolveu nomear um novo promotor, que retomou as investigações e, após a conclusão do levantamento de provas e testemunhos, indiciou Smollett em seis acusações relacionadas a relatos falsos à polícia. Em meio à polêmica, o ator foi demitido da série “Empire”, em que tinha um dos papéis principais. A principal descoberta da investigação foi a participação dos irmãos Ola e Avel Osundairo na agressão. Personal trainers de descendência nigeriana, eles já haviam aparecido como figurantes em “Empire” e testemunharam que o ator lhes pagou para que o atacassem, depois que a polícia os ameaçou de prisão e deportação para a Nigéria. O superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, chegou a apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Os advogados de Smollett também argumentaram que os irmãos atacaram o ator porque eles são homofóbicos e não gostam de “quem ele é” e que inventaram a história de que foi tudo encenado para escapar de condenação e também para chantagear o ator, dizendo não testemunhariam se Smollett pagasse US$ 1 milhão a cada um. O promotor Dan Webb disse ao júri que Smollett fez a polícia de Chicago gastar enormes recursos investigando o que se provou um crime falso: “Além de ser contra a lei, é simplesmente errado abusar de algo tão sério como um crime de ódio real”. A pena para sua condenação será anunciada em breve. O máximo previsto são três anos de prisão, mas Smollett provavelmente será colocado em liberdade condicional e condenado a prestar serviços comunitários. Sua carreira como ator e cantor, porém, pode ser considerada encerrada.
“Cowboy Bebop” é cancelada pela Netflix
Badaladíssima pela Netflix, com uma campanha de divulgação ostensiva, a série “Cowboy Bebop” foi cancelada menos de três semanas após sua estreia em streaming. Mesmo sem revelar números – a Netflix esconde seus fracassos – a falta de destaque da série nos rankings semanais da plataforma, despencando 59% da primeira para a segunda semana, já apontava desinteresse pela produção. Para completar, ela foi considerada medíocre – alguns chamaram de ridícula – pela crítica (46% no Rotten Tomatoes), por tentar copiar em detalhes os desenhos animados em que se baseia. A ironia é que mesmo beirando a imitação, foi acusada pelos fãs do anime clássico de escalar mal o elenco, com atores muito diferentes dos traços originais. Com o cancelamento, “Cowboy Bebop” se torna mais uma série da Netflix sem final. O último capítulo deixou alguns ganchos para uma planejada continuação, que não vai mais acontecer. Baseada no anime cultuadíssimo de Shinichirō Watanabe, que estreou no Japão em 1998 – e está disponível (completo!) na Netflix – , a adaptação desenvolvida pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”) girava em torno das aventuras de um grupo de caçadores de recompensa e sua nave espacial em busca de criminosos perigosos. O elenco trazia John Cho (“Procurando…”) como o protagonista Spike Spiegel, Daniella Pineda (a bruxa Sophie Deveraux de “The Originals”) como a femme fatale Faye Valentine e Mustafa Shakir (o vilão John “Bushmaster” McIver em “Luke Cage”) como Jet.
Alec Baldwin divulga carta da equipe de “Rust” negando relatos de set caótico
O ator Alec Baldwin compartilhou uma carta assinada por integrantes da equipe de “Rust” em defesa da produção do filme, sob escrutínio desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins. Na carta postada no Instagram do ator nesta quinta-feira (9/12), profissionais envolvidos com a produção rebatem a acusação feita por outros membros da equipe de que “Rust” teria um set caótico e inseguro. Em vez disso, eles disseram que as filmagens foram feitas com a moral em alta e em condições de trabalho adequadas. “As descrições de ‘Rust’ como um local de trabalho caótico, perigoso e explorador são falsas e distraem do que mais importa: a memória de Halyna Hutchins, e a necessidade de encontrar alternativas modernas para práticas atrasadas de segurança com armas de fogo”, diz a carta, que foi assinada por 25 membros do elenco e da equipe de produção. Hutchins foi morta após o disparo acidental de uma arma manipulada por Baldwin no set das filmagens em Santa Fé, no Estado do Novo México. O revólver continha munição de verdade, que também atingiu o diretor Joel Souza no ombro. Os signatários reconheceram que “alguns membros da equipe” deixaram a produção após o tiro acidental, alterando o cronograma dos fatos. O IATSE, sindicato dos funcionários de produção, revelou que membros sindicalizados deixaram a produção cerca de seis horas antes da morte de Halyna, alegando falta de segurança nas filmagens. Os membros do IATSE observaram desde o começo que havia falhas em seguir os protocolos contra a covid-19 e pouca segurança na manipulação das armas. O jornal Los Angeles Times apurou que pelo menos um dos operadores de câmera reclamou com um gerente de produção sobre a falta de segurança em relação às armas no set. Ele fez isso após um dublê de Alec Baldwin disparar acidentalmente dois tiros com balas reais ao ser informado de que a arma estava “fria” – jargão para definir uma arma sem munição. Isto aconteceu poucos dias antes de Baldwin ouvir o mesmo sobre a arma que matou Huchins. Dois membros da equipe já abriram processos acusando Baldwin, os produtores e integrantes da equipe por negligência em relação aos protocolos de segurança no set. Já a carta divulgada pelo ator diz que “os desapontados não representam as opiniões de todos nós”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alec Baldwin (@alecbaldwininsta) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alec Baldwin (@alecbaldwininsta)
Festivais do Rio e Brasília acontecem simultaneamente
O Festival do Rio, que começa nesta quinta (9/12) e vai até 19 de dezembro, acontece pela primeira vez simultaneamente ao Festival de Brasília, que começou na terça (7/12) e vai até o dia 14. A coincidência é resultado da “diminuição” do calendário devido à pandemia de covid-19, e da precarização dos eventos. Enquanto o Festival de Brasília virou programação do Canal Brasil, ocupando a faixa das 23h30 da emissora, o Festival do Rio tenta se manter como evento físico, apesar da crise financeira aberta desde que o desgoverno atual retirou patrocínios importantes da organização. A abertura do festival carioca acontece com “Madres Paralelas”, de Pedro Almodóvar, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz à Penélope Cruz no Festival de Veneza. Nos próximos dias, são esperados os filmes novos de Woody Allen (“Festival do Amor”), Paul Verhoeven (“Benedetta”), Apichatpong Weerasethakul (“Memoria”), Celine Sciamma (“Pequena Mamãe”) e Guillermo del Toro (“O Beco do Pesadelo”), que encerra o evento no dia 19. A programação completa soma 90 longas e 20 curtas, incluindo uma retrospectiva de cinco filmes do chinês Wong Kar-Wai e uma seção de clássicos franceses dedicada à revista Cahiers du Cinéma. Além disso, há muitos títulos nacionais. São 16 longas em competição na mostra Premiére Brasil, além de mais 7 da mostra paralela Novos Rumos e 17 exibições especiais. A lista da mostra competitiva inclui “Medida Provisória”, estreia de Lázaro Ramos na direção que vem enfrentando “dificuldades” junto à Ancine para conseguir lançamento comercial, o premiado “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, eleito Melhor Filme Latino-Americano no último festival de San Sebastián, e a volta de Laís Bodanzky com “A Viagem de Pedro”. Fora de competição, ainda serão exibidos os aguardados “Eduardo e Monica”, de René Sampaio, baseado na música do Legião Urbana, “Turma da Mônica: Lições”, de Daniel Rezende, “Alemão 2”, de José Eduardo Belmonte, e o documentário “Marinheiro das Montanhas”, de Karim Aïnouz, entre outros. Trata-se de uma relação bastante expressiva, que deixa nas sombras o Festival de Brasília e sua lista enxuta de documentaristas e/ou cineastas iniciantes. Veja abaixo a programação de filmes brasileiros de ambos os eventos. Festival do Rio Première Brasil – competição Longa ficção A viagem de Pedro, de Laís Bodanzky Casa Vazia, de Giovani Borba Cora, de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani Medusa, de Anita Rocha da Silveira Medida Provisória, de Lázaro Ramos Meu Tio José, de Ducca Rios Mundo Novo, de Alvaro Campos O pai da Rita, de Joel Zito Araújo O livro dos prazeres, de Marcela Lordy Sol, de Lô Politi Première Brasil – competição Longa documentário BR Trans, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez Cafí, de Lírio Ferreira e Natara Ney Manguebit, de Jura Capela O melhor lugar do mundo é agora, de Caco Ciocler Rolê – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas Uma baía, de Murilo Salles Première Brasil – NOVOS RUMOS competição Longas Barragem, de Eduardo Ades Diário de Viagem, de Paula Kim Os Grandes Vulcões, de Fernando Kinas e Thiago B. Mendonça Os Dragões, de Gustavo Spolidoro Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira O Dia da Posse, de Allan Ribeiro Rio Doce, de Fellipe Fernandes Première Brasil – competição curtas Colmeia, de Maurício Chades (GO) Da janela vejo o mundo, de Ana Catarina Lugarini (PR) Depois quando, de Johnny Massaro (RJ) Fim do dia, de Rafael Raposo (RJ) Jamary, de Begê Muniz (AM) Masar – caminhos à mesa, de Amina Nogueira e Ana Sanz (RJ) Modelo vídeo, de Leonardo Lacca (PE) O Nascimento de Helena, de Rodrigo Almeida (RN) Quando o tempo de lembrar bastou, de Felipe Quadra (RJ) Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda (AP) Tecido, sigilo de Lucílio Jota (RJ) Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (RJ) VIVXS!, de Claudia Schapira, Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann (SP) Première Brasil NOVOS RUMOS – competição curtas Centelha, de Renato Vallone (RJ) Chão de fábrica, de Nina Kopko (SP) Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues (RJ) Lina, de Melise Fremiot (RJ) O fundo dos nossos corações, de Letícia Leão (RJ) Okofá, de Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues e Thamires Case (SP) Meu coração já não aguenta mais, de Fabrício Brambatti (SP) Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érika Sarmet (RJ) Première Brasil HORS CONCOURS longas Alemão 2, de José Eduardo Belmonte A suspeita, de Pedro Peregrino Capitu e o capítulo, de Júlio Bressane Eduardo e Mônica, René Sampaio Ela e eu, de Gustavo Rosa de Moura Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz Meu álbum de amores, de Rafael Gomes O Circo voltou, de Paulo Caldas Papai é Pop, de Caíto Ortiz Turma da Mônica 2: lições, de Daniel Rezende Première Brasil HORS CONCOURS curtas Ato, de Bárbara Paz Romance, de Karine Telles Première Brasil ESPECIAL Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto Chico Mario – A Melodia da Liberdade, de Silvio Tendler Já que ninguém me tira para dançar, de Ana Maria Magalhães Nelson filma o Rio, de Luiz Carlos Lacerda Tempo Ruy, de Adilson Mendes Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas Ziraldo – Era Uma Vez um Menino…, de Fabrizia Pinto Première Brasil – O ESTADO DAS COISAS American Thief, Miguel Silveira Antígona 442 A.C, de Maurício Farias Nuhu Mu Yõg Hãm, Essa Terra é Nossa, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero Saudade do futuro, de Anna Azevedo Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles The Last Election and Other Love Stories, de Miguel Silveira Você não sabia de mim, de Alan Minas Festival de Brasília Mostra Competitiva de longas Acaso, de Luis Jungmann Girafa Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida De onde viemos, para onde vamos, de Rochane Torres Ela e eu, de Gustavo Rosa de Moura Lavra, de Lucas Bambozzi Saudade do Futuro, de Anna Azevedo Mostra Competitiva de curtas Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima Cantareira, de Rodrigo Ribeyro Chão de Fábrica, de Nika Kopko Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros Da boca da noite à barra do dia, de Tiago Delácio Deus me Livre, de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena Era uma vez… uma princesa, de Lisiane Cohen Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga N.F. Trade, de Thiago Foresti Ocupagem, de Joel Pizzini Sayonara, de Chris Tex Terra Nova, de Diego Bauer Mostra Brasília de longas Acaso, de Luis Jungmann Girafa (selecionado também para a mostra nacional) Advento de Maria, de Vinícius Machado Mestre de Cena, de João Inácio Noctiluzes, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório Mostra Brasília de curtas A Casa do Caminho, de Renan Montenegro Benevolentes, de Thiago Nunes Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate Ele tem saudade, de João Campos Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga (selecionado também para a Mostra Nacional) Tempo de Derruba, de Gabriela Daldegan Tinhosa, de Rafael Cardim Bernardes Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard
Olivia Rodrigo confirma presença na 3ª temporada de “High School Musical”
O sucesso de Olivia Rodrigo no mundo pop, com o lançamento de vários hits e do álbum “Sour”, não vai impedir sua participação na 3ª temporada de “High School Musical: A Série: O Musical”. Um perfil publicado nesta quinta (9/12) pela revista Time, que a elegeu Estrela do Entretimento do ano, revelou que ela continuará interpretando Nini na série. Apesar disso, Olivia admitiu que seu foco atual é outro. “Escrever canções é o que levo mais a sério na vida”, ela explicou. As gravações dos novos episódios deverão começar em janeiro, em Los Angeles, e encontrarão a turma do East High de férias em um acampamento de verão, como já informou o criador da série, Tim Federle. Embora Rodrigo não tenha dado detalhes sobre sua participação, ela deve aparecer em menos episódios. A 3ª temporada deve estrear no final de 2022 na Disney+.
Florence Pugh vira alvo de “fãs” por suposto spoiler de “Gavião Arqueiro”
A atriz Florence Pugh não via a hora de comemorar sua participação em “Gavião Arqueiro”, revelada há um ano – mais exatamente em 3 de dezembro de 2020. Por isso, dez horas após a estreia do quarto episódio que conta com sua participação, ela publicou fotos no Instagram e vídeos em seu Stories em tom de celebração. Só que muitos não gostaram. Acharam que era spoiler, apesar do esperado confronto entre Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Yelena Belova (a personagem de Pugh) ser assunto há meses na imprensa especializada. Estes infelizes buscaram impedir que ela postasse novos comentários nas redes sociais. E, aparentemente, conseguiram o que queriam. Num texto nos Stories, a atriz revelou que foi bloqueada por postar sobre a série. Ela não entrou em detalhes, mas afirmou que a medida foi tomada depois de reclamações de seguidores sobre as postagens anteriores. “Nunca achei que postar o meu amor por uma série na qual eu apareço faria isso acontecer… mas aqui estamos nós”, ela escreveu. “Alguém por aqui reclamou, então fui bloqueada de postar sobre minha aparição em uma série na qual eu estou. Isso é mais do que ridículo.” Um dos vídeos postados mostrava sua participação integral no episódio liberado na quarta (8/12), gravada diretamente de sua TV e acompanhada por sua “narração” – uma mistura de torcida e onomatopeias das lutas. Divertidíssimo, o vídeo viralizou entre os fãs não repressores. Detalhe: a própria Marvel publicou um vídeo, pouco depois de Pugh, que dá um close no rosto da atriz em sua participação no episódio. Ainda não se tem notícia da reação dos “fãs” ao novo “spoiler”. Veja tudo abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Florence Pugh (@florencepugh) a florence narrando a luta do episódio de ontem KKKKKKK pic.twitter.com/OghwNc7VXQ — lana (@caroldrnvrs) December 9, 2021 A whole lot of enemies wasn’t exactly what Hawkeye had in mind for his holiday wish list. Episode four of Marvel Studios’ @HawkeyeOfficial is now streaming on @DisneyPlus. pic.twitter.com/UchooI0ZoD — Marvel Studios (@MarvelStudios) December 9, 2021
Destino de Samantha é revelado na continuação de “Sex and the City”
O lançamento dos dois primeiros episódios de “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City”, que chegaram nesta quinta (9/12) na HBO Max, revelou o destino de Samantha Jones, personagem que ficou de fora do revival. Havia até casas de apostas aceitando lances sobre como a produção explicaria a ausência da personagem de Kim Cattrall. E a explicação encontrada tem um fundo de verdade. Cattrall nunca escondeu sua desavença com Sarah Jessica Parker, a intérprete de Carrie, e Samantha saiu de cena após uma briga com a ex-amiga. A série explica o que aconteceu logo na primeira cena, que traz Carrie comentando o rompimento para Miranda (Cynthia Nixon). Segundo a versão apresentada, Samantha brigou com Carrie após ser dispensada como sua assessora de imprensa, já que a protagonista não precisava mais desses serviços ao deixar o meio editorial. Samantha levou a demissão para o lado pessoal e rompeu a amizade, afastando-se também de Miranda e Charlotte (Kristin Davis), porque elas continuaram amigas de Carrie. Depois, ainda aceitou um trabalho em Londres, na Inglaterra, e deixou Nova York, ficando longe também fisicamente. Nos primeiros episódios, o trio deixa claro que tentou manter contato com Samantha, por meio de ligações e mensagens, mas ela nunca respondeu. No entanto, quando um fato trágico aconteceu na vida de Carrie (spoiler aqui), a ex-amiga faz questão de se mostrar presente, mesmo estando longe. Mais detalhes devem aparecer nos próximos capítulos. Ainda serão lançados oito episódios de “And Just Like That”, que ainda podem lidar com a morte de Willie Garson, intérprete de Stanford, o espirituoso e estiloso melhor amigo de Carrie, que faleceu inesperadamente em setembro, em meio às gravações.
Trailer de “Cobra Kai” mostra aliança de ex-rivais
A Netflix divulgou o primeiro trailer completo da 4ª temporada de “Cobra Kai”, que mostram Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) se unindo contra John Kreese (Martin Kove), o antigo sensei de Johnny que assumiu o controle do dojo Cobra Kai e, consequentemente, obrigou os dois antigos rivais a selarem a paz. Apesar dessa nova dinâmica, os dois continuam com metodologias contrastantes para ensinar seus aprendizes, o que mantém o clima de disputa entre eles. A nova temporada também traz de volta outro vilão clássico da franquia “Karatê Kid”, o sinistro instrutor de caratê Terry Silver (Thomas Ian Griffith), visto pela última vez em “Karatê Kid 3: O Desafio Final” (1989). Criação dos roteiristas Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”), a 4ª temporada estreia no dia 31 de dezembro e a série já se encontra renovada para o 5º ano de produção.
Justiça francesa arquiva acusação de estupro contra o cineasta Luc Besson
A Justiça francesa arquivou o processo de abuso sexual contra o cineasta Luc Besson, acusado de estupro pela atriz Sand Van Roy. Uma juíza de instrução de um tribunal de Paris seguiu a opinião do Ministério Público, que desde 2019 pede o fim da investigação por falta de provas. “Após um processo que durou três anos e meio (…), a juíza de instrução acaba de arquivar o caso, o que isenta Luc Besson das acusações”, disse o advogado do diretor, Thierry Marembert, em comunicado. Questionando a decisão da Justiça francesa, a atriz belga-holandesa que acusou o diretor também se manifestou à imprensa, dizendo que sua vida está “destruída”. “Lamento ter denunciado. Este país não protege as vítimas de pessoas famosas”, ela afirmou em um documentário no canal France 2 divulgado em novembro. Nesta quinta-feira (9/12), ela denunciou no Twitter que juíza nem a ouviu antes de arquivar o caso. Sand Van Roy trabalhou com Besson em “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” (2017), onde fez uma pequena figuração. Ela também participou de “Anna”, novamente dirigida por Besson, mas seu papel foi cortado após a denúncia. O diretor sempre se disse inocente. A investigação revelou detalhes incongruentes, como o fato de Van Roy ter mantido um relacionamento de dois anos com Besson e mesmo assim acusar o diretor de tê-la drogado para estuprá-la. Exames de sangue realizados a pedido da polícia não encontraram evidências toxicológicas no organismo da atriz que corroborassem sua alegação. A atriz apresentou uma primeira denúncia por estupro em maio de 2018 contra o produtor e diretor francês, um dia depois de ter se encontrado com ele em um hotel de luxo da capital francesa. Dois meses depois, acrescentou na denúncia outros estupros e agressões sexuais cometidas pelo diretor de “O Quinto Elemento” durante dois anos. O Ministério Público arquivou essas denúncias em 25 de fevereiro de 2019, considerando que não pôde “verificar a infração denunciada”. Inconformada, a atriz apresentou nova denúncia em âmbito civil, que gerou a abertura do atual processo, agora também arquivado. O portal Mediapart foi atrás de outras denúncias e colheu depoimento de oito mulheres não identificadas, que também apresentaram acusações de assédio, basicamente por gestos considerados inadequados. Todas as acusações estariam prescritas.












