Kevin Spacey se declara inocente de acusações de abuso sexual na Inglaterra
O ator americano Kevin Spacey se declarou inocente nesta quinta-feira (14/7) na audiência preliminar do julgamento de abuso sexual que corre contra ele na justiça britânica. Ele é acusado de abusar sexualmente três homens entre 2005 e 2013 em Londres e Gloucestershire, um deles duas vezes, além de se envolver em “atividade sexual com penetração sem consentimento”, segundo denúncia apresentada pela Divisão de Crimes Especiais da Procuradoria da Coroa britânica (CPS, na sigla em inglês). Um homem na faixa dos 40 anos afirmou ter sido agredido sexualmente por Spacey duas vezes em março de 2005. Outro homem, com cerca de 30 anos, disse que o crime contra ele ocorreu em agosto de 2008. Ambas situações teriam ocorrido em Londres. Já a vítima de Gloucestershire, também na casa dos 30 anos, contou que o abuso sexual contra ele foi cometido em abril de 2013. Ele responde ao processo em liberdade, por ter se apresentado voluntariamente na Inglaterra e se prontificado a colaborar com a Justiça. Já o julgamento propriamente dito só vai começar em junho do ano que vem, com duração estimada entre três e quatro semanas. Apesar de sua declaração de inocência, com as queixas atuais passam de 20 as denúncias de homens que acusam Spacey de assédio, abuso e agressão sexual no período entre 1995 e 2013. Durante este tempo, muitos dos acusadores eram menores de idade, como o primeiro denunciante, o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”), que, ao acusar publicamente Spacey, deu início a uma mudança vertiginosa na carreira do vencedor de dois Oscars (por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”). Após as primeiras denúncias, o ator de 62 anos foi sumariamente demitido da série “House of Cards”, com integrantes da produção se juntando às acusações de assédio, e teve um filme pronto como protagonista arquivado pela Netflix. A plataforma preferiu perder o dinheiro a lançar outra obra estrelada por ele. Além disso, o diretor Ridley Scott fez questão de refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo” para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Mas Spacey também teve muita sorte. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, ele teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. As novas denúncias devem manter estes filmes inéditos, ou ao menos guardados por um bom tempo.
Stênio Garcia sai em defesa da mulher após vídeo polêmico
O ator Stênio Garcia fez uma série de vídeos em seu perfil no Instagram em defesa da mulher, Marilene Saade, após ela interromper enfaticamente uma entrevista sua ao vivo, colocando as mãos em sua boca e uma máscara, além de arrastá-lo para longe das câmeras. O vídeo viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões, gerando inclusive apreensão em famosos, como Marcelo Adnet e Paulo Vieira. “‘Basta! Estou indignado. Vocês estão sendo cruéis com a Marilene e comigo. Vocês são injustos falando mal dela. Ela me trata muito bem! Vocês estão destruindo uma relação de amor. Estão me separando dela. Ela sempre cuidou de mim. Estou vivo aqui graças a ela!”, ele desabafou no Stories do Instagram. Segundo Marilena alegou no momento, o marido poderia pegar covid, já que ainda não tinha contraído a doença. Mas ela própria já tinha revelado que ele foi infectado pela covid-19, em declaração à revista Quem de abril do ano passado. No vídeo, foi possível ouvir Garcia gritar por “socorro”. Marilena usou as redes sociais para se justificar. “Ele tem problemas sérios de saúde por causa dos 90 anos e eu cuido dele por amor há 24 anos e 24 horas por dia . Ele não pode pegar [covid-19] e eu também não porque fiquei intubada um mês lutando pela vida, e tenho sequelas no pulmão e se pegar eu morro. Você entende ou precisa que eu poste os exames . Afe”, ela postou no Instagram. Para reforçar, Stênio publicou um novo vídeo de Marilena se explicando, e escreveu ao lado um pedido “para pararem de julgar quem estava zelando por mim”. “A Marilena Saade só estava cumprindo a ordem do meu cardiologista e do meu clínico, e eu me empolguei e tirei a máscara e ela ao ver foi recolocar com toda razão. Eu sou matuto e teimoso, mas ela estava fazendo o que tinha que fazer e ela cuida de mim 24 horas por dia e está sem dormir desde que fiquei hipotenso. Exames serão realizados e vamos compartilhar com vocês. Escutem e entendam. Na minha opinião, a imprensa devia ter ligado e checado antes de publicar”, escreveu. No vídeo, Marilene explicou que o marido “está com um problema no coração” que ainda não foi totalmente diagnosticado pelos médicos. “Eu jurei para três médicos que ele não ia tirar a máscara em nenhum momento, em nenhum segundo. E ele sabia disso”, disse Saade. “Eu era a responsável por colocar a máscara.” Segundo ela, a partir de segunda-feira (18/7) o ator vai fazer um monitoramento de 28 dias para saber se tem um bloqueio atrioventricular ou algum outro problema cardíaco. “Desde o dia 28, eu não durmo porque tenho que verificar a pressão dele a cada hora, para evitar que ele tenha um AVC”, contou Saade. “Quem tá me julgando, me chamando de grossa, violenta, sei lá o quê, fique aqui no meu lugar, sem dormir, todas as noites”, reclamou. Stênio, por sua vez, não teve paciência para dar tantas explicações, simplificou o que pensa da polêmica com um palavrão. “Quer saber? Eu quero que vocês se f*dam. Não se metam com a minha vida. A minha vida sou eu quem vivo, eu sei o que é bom para mim”, disparou ele entre os vídeos publicados no Instagram. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Stênio Garcia Faro (@steniogarciaoficial)
“Elvis” é a principal estreia dos cinemas
A produção sobre a vida e carreira de Elvis Presley é o principal lançamento da semana nos cinemas brasileiros. Um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes passado, chega com aval da filha e dos netos do cantor, que deram vários depoimentos emocionados sobre a produção. As novidades ainda incluem “Crimes of the Future”, volta do veterano cineasta David Cronenberg ao terror – que fez pessoas abandonarem o cinema em Cannes – , um drama alemão e duas produções nacionais. Confira abaixo maiores informações e os trailers de todos os títulos que entram em cartaz nesta quinta (14/7). | ELVIS | A cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) tem tudo que os fãs poderiam desejar, cobrindo todas as fases do cantor com uma recriação primorosa, atenta aos detalhes. Mais que isso, Luhrmann conecta os extremos, encontrando no despertar do interesse do menino Elvis Presley pela performance musical e fervorosa dos cultos de pastores negros a inspiração para seu transe sexual nos primeiros shows e o repertório gospel do final da carreira. Muitas das cenas refletem a histeria despertada por suas apresentações, acompanhada de perto pela reação conservadora que tentou censurá-lo. Para incorporar o furor, Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) se transforma, apresentando o gingado e o sotaque caipira do cantor com perfeição. Mais que isso: como o arco da história é ambicioso, ele precisa evoluir rapidamente na tela, de um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 a um homem maduro em sua volta triunfal de 1968 até entrar na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. Para arrematar, sua performance é tão completa que, em vez de dublar, o ator canta mesmo as músicas que apresenta no filme. “Elvis” ainda destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, que é quem narra a história, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. | CRIMES OF THE FUTURE | A sci-fi bizarra chega sem título traduzido, mas com expectativa exagerada por marcar a volta do diretor David Cronenberg aos horrores biológicos do começo de sua carreira. De fato, lembra tanto essa fase do cineasta, que até os efeitos parecem de época, sem nenhum tratamento computadorizado. Centrado em mutações biológicas e performances de arte corporal, o filme chama mais atenção por sua ideias subversivas – frases como “cirurgia é o novo sexo” – e pela ambientação decadente, num futuro em que tudo parece antigo – sem computadores, nem celulares. Já a trama é tão nonsense quanto a de “Videodrome” (1983), e com pontas soltas sem resolução. Nesse futuro onde a tecnologia parece alienígena, as pessoas estão sofrendo mutações espontâneas, com o surgimento de novos órgãos internos. O protagonista, vivido por Viggo Mortensen (“Green Book”), é um performer conhecido por transformar seu corpo em espetáculo, extraindo, com a ajuda da esposa (Léa Seydoux, de “007 – Sem Tempo para Morrer”), suas próprias mutações diante de uma plateia extasiada. Ele também é um assistente voluntário de uma organização burocrática criada para catalogar o surgimento de novos órgãos – e sua biologia única encanta os dois encarregados desse processo, vividos por Kristen Stewart (“Spencer”) e Don McKellar (“Ensaio contra a Cegueira”). Como se não bastasse, secretamente ainda é um informante da polícia, que caça revolucionários pró-mutação, determinados a usar a notoriedade do artista para lançar luz sobre a próxima fase da evolução humana. | GAROTA INFLAMÁVEL | Primeiro filme de Elisa Mishto, o drama alemão gira em torno de uma garota mimada (Natalia Belitski, da série “Perfume”) que segue duas regras: sempre usar luvas e nunca fazer nada. Não trabalha, não estuda, não tem amigos. Nem se importa. E esse niilismo faz com que também não se importe com os outros, cometendo atos perigosos, que a levam a ser detida e ter acompanhamento médico. Durante seu tratamento, uma enfermeira da sua idade, mãe de uma criança, resolve confrontá-la. Mas, ao mesmo tempo, sofre sua influência, num contato que leva as duas ao limite dos seus respectivos mundos. | O RIO DE JANEIRO DE HO CHI MINH | O neto de um marinheiro sobrevivente da Rebelião Chibata tenta transformar em documentário a história que ouviu de seu avô quando criança. Na década de 1910, o velho era amigo de Ho Chi Minh, trouxe o futuro líder vietnamita para o Rio de Janeiro e o apresentou ao socialismo. Essa amizade mudou a história do século 20. Parece muito maluco pra ser verdade. Mas o unificador do Vietnã teve, sim, uma estadia forçada no Brasil durante alguns meses e se impressionou com a história do negro nordestino José Leandro da Silva, o Pernambuco, líder sindical ativo durante a Greve dos Marítimos. Tanto que a escreveu um texto chamado Solidariedade de Classes, inspirado pela revolta brasileira, em que discorreu sobre o racismo e a fraternidade proletária. A lembrança dessa passagem histórica pouco conhecida marca a estreia da roteirista-produtora Cláudia Mattos (“180 Graus”) na direção. | RUA GUAICURUS | A rua do título fica no centro de Belo Horizonte e é uma das maiores zonas de prostituição do Brasil, desde os anos 1950. Na região, funcionam mais de 25 hotéis, com aproximadamente 3 mil trabalhadoras do sexo. O diretor Joao Borges conseguiu permissão para acompanhar a rotina de um desses endereços, documentando o cotidiano das profissionais em situações que evocam dramas e até comédias da vida real.
Depoimento secreto pode encerrar caso de abuso de Roman Polanski dos anos 1970
Depois de anos recusando apelos de Roman Polanski, o Tribunal de Apelações da Califórnia, em Los Angeles, ordenou na quarta-feira (13/7) que o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles revele testemunhos até então ocultos no famoso caso de abuso sexual cometido pelo cineasta francês nos anos 1970. O mais curioso é que a iniciativa não aconteceu por causa de Polanski, mas por pedido de jornalistas, que argumentaram que a lei estadual e o interesse público exigiam que o tribunal revelasse o testemunho do promotor original do caso, Roger Gunson. Polanski argumenta há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com Gunson. O combinado era ficar 48 dias preso em 1977, o que ele cumpriu. Mas após este período o juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Como parte do acordo, Polanski se declarou culpado de drogar e abusar de Samantha Geimer quando ela tinha 13 anos, durante uma sessão de fotos na casa de Jack Nicholson em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria. Por conta da falta de uma sentença final, o caso é considerado aberto até hoje, e a Justiça de Los Angeles fez nos últimos anos algumas tentativas de prender o diretor, em momentos em que ele se ausentou da França. Mas Polanski, que hoje tem 88 anos, tem tentado comprovar que a sentença foi cumprida e o caso não pode ser considerado aberto. O depoimento do promotor original, que foi tornado secreto, é considerada peça-chave para encerrar o processo judicial. Na época de seu testemunho, Gunson estava doente e temia-se que ele não sobrevivesse para testemunhar em qualquer julgamento final do caso. A defesa de Polanski acredita que suas declarações apoiam a afirmação de que o juiz original violou a lei e os padrões do tribunal ao abandonar o acordo judicial com o cineasta. Essa suspeita é reforçada pela recusa da procuradoria de tornar o depoimento público. A ordem do Tribunal de Apelações cita a necessidade de exame público das alegações de que os direitos de Polanski foram violados pelo tribunal antes e depois de ele fugir do país, já que o caso é mantido aberto há mais de quatro décadas. O Tribunal também argumentou que não há motivos para manter o depoimento secreto, já que não há preocupações de segurança nesse julgamento que possam exigir sigilo. Por coincidência ou não, um dia antes a Promotoria do Condado de Los Angeles anunciou que não se oporia mais à revelação do testemunho de Gunson. Em entrevista ao The Hollywod Reporter, o atual promotor George Gascón confessou ter visto “algumas irregularidades” no caso, começando com uma potencial “má conduta judicial” do juiz que inicialmente supervisionou o processo. Caso isso seja comprovado, o caso deverá ser dado como encerrado e Polanski poderá ser autorizado a retornar aos Estados Unidos sem temer ser preso no desembarque. Por sinal, é tudo o que deseja a verdadeira vítima dessa história. Em 2017, Samantha Gaimer publicou uma carta aberta pedindo que o depoimento do promotor fosse tornado público. Ela já se acertou com Polanski. Após o escândalo arrefecer, foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro – estimado em US$ 500 mil de indenização. Em 2013, Gaimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. Ela acusa os promotores de nunca terem pensado nela e estenderem o caso que afeta sua vida pessoal por anos para promoverem suas carreiras. Além disso, considera que o cineasta já foi punido o suficiente por ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria poder voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer numa prisão.
Aaron Paul e Kate Mara estarão em “Black Mirror 6”
A 6ª temporada de “Black Mirror” teve os primeiros nomes de seu elenco revelado. E tem tente famosa na lista. Os destaques são Aaron Paul (“Westworld”), Kate Mara (“Quarteto Fantástico”), Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Josh Hartnett (“Penny Dreadful”), Danny Ramirez (“Top Gun: Maverick”), Paapa Essiedu (“I May Destroy You”), Clara Rugaard (“I Am Mother”), Auden Thornton (“Beauty Mark”) e Anjana Vasan (“Killing Eve”). Esse elenco corresponde à produção de três episódios e novos atores podem ser anunciados para outros capítulos. Enquanto os detalhes sobre histórias específicas estão sendo mantidos em sigilo, a Variety afirma que a 6ª temporada terá mais episódios e uma abordagem ainda mais cinematográfica, com cada capítulo sendo tratado como um filme individual. Isto indica episódios longos, o que já era uma tendência nos últimos lançamentos. O hiato de produção teria sido consequência da saía do criador Charlie Brooker da produtora House of Tomorrow, parceira do grupo Endemol Shine, em janeiro de 2020. Ele criou uma nova empresa, Broke and Bones, e fechou um novo mega-acordo de cinco anos com a Netflix, por uma quantia que, segundo a Variety, pode chegar a US$ 100 milhões. Ainda não há previsão para a estreia da nova temporada.
Iman Vallani surtou ao descobrir ligação de Ms. Marvel com os X-Men
Spoiler! Spoiler! Além de trazer brevemente Brie Larson como “Capitã Marvel” nas cenas pós-créditos, o último episódio de “Ms. Marvel”, disponibilizado na quarta (13/7) na Disney+, também trouxe à tona a palavra “mutação” para explicar a origem dos poderes de Kamala Khan. Mais que isso. Para deixar claro o que mutantes significam na Marvel, quando Bruno (Matt Lintz) fala a palavra mágica, a trilha muda rapidamente para incluir acordes da série animada clássica dos X-Men. Totalmente aleatória, a explicação muda a trajetória de Ms. Marvel, que possui gens inumanos nos quadrinhos. Mas foi comemorada pela atriz Iman Vellani, que disse ter gritado no momento em que leu o roteiro e descobriu que sua personagem é uma mutante. “Eu surtei imediatamente. Enviei um e-mail para Kevin Feige [presidente do Marvel Studios] todo escrito com letras maiúsculas. Estava honrada, estava enlouquecendo”, afirmou Vellani em entrevista ao site oficial da Marvel. “Essa é a maior negócio do mundo e o fato disso acontecer na nossa série é uma loucura”, completou a intérprete da Ms. Marvel. Nas redes sociais, Vellani ainda compartilhou um vídeo onde afirma que está ansiosa para ver a reação dos fãs ao descobrir toda a história de Kamala. Ela aposta que o público também vai pirar quando ouvir essa revelação. “As pessoas vão perder a cabeça. Eles vão perder tudo. Eu perdi. É realmente um grande negócio”, disse na entrevista pra Marvel. Toda essa excitação se deve ao fato de Kamala Khan ter virado a primeira mutante confirmada do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), sem considerar as variantes do multiverso, abrindo caminho para a chegada dos X-Men. Veja abaixo a cena mencionada.
Cineasta de “Bela Vingança” vai escrever spin-off de “John Wick”
A cineasta Emerald Fennell, vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Bela Vingança”, vai escrever “Ballerina”, o spin-off de “John Wick”. Quem deu a notícia foi a atriz Ana de Armas, que estrelará e também produzirá o filme. Falando à revista, a atriz de “007 – Sem Tempo Para Morrer” contou que esteve “intimamente envolvida na busca da roteirista”. “Foi muito importante para mim contratar uma roteirista mulher, porque até aquele momento, quando me envolvi no projeto, era apenas o diretor, Len Wiseman, e outro cara”, comentou Armas sobre a ausência de mulheres no projeto. “E eu fiquei tipo, ‘Isso não vai funcionar.’ Então eu entrevistei, tipo, cinco ou seis escritoras. Contratamos a Emerald Fennell, do que eu estou muito orgulhosa.” Co-roteirista de “Parabellum”, Shay Hatten era o “outro cara”, que assinava a trama original do spin-off, antes da chegada de Fennell. A direção continua a cargo de Len Wiseman, que lançou a franquia “Anjos da Noite” em 2003, além de ter comandado “Duro de Matar 4.0” (2007) e o remake de “O Vingador do Futuro” (2010). A premissa do longa parte de um elemento visto apenas de relance em “John Wick 3: Parabellum”, lançado este ano. Quando o personagem de Keanu Reeves visita A Diretora (Anjelica Huston), a cena revela garotas sendo treinadas em artes marciais e balé. Uma dessas assassinas letais vai ancorar a trama de “Ballerina” – sim, é também a premissa das Viúvas Negras da Marvel e de vários animes. A produção também está a cargo do diretor Chad Stahelski e do astro Keanu Reeves, responsáveis pelo sucesso da saga principal. Paralelamente, o estúdio Lionsgate prepara um quarto filme de “John Wick” para 2023 e uma série focada no Hotel Continental, outro elemento importante do universo do personagem.
Rodrigo Faro mostra transformação em Sílvio Santos para filme
Rodrigo Faro divulgou em seu Instagram as primeiras imagens em que aparece caracterizado como o apresentador Sílvio Santos para um filme. A produção da Moonshot Pictures tem o título de trabalho de “Sequestro” e não é uma biografia do dono do SBT, mas um recorte das sete horas em que Silvio Santos foi mantido refém em sua própria casa, no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. O caso aconteceu em 30 de agosto de 2001, dois dias depois que a filha do empresário, Patrícia Abravanel, foi libertada de seu próprio sequestro – um caso que teve repercussão nacional. O apresentador foi feito de refém em sua casa por um dos bandidos do crime anterior. Enquanto Faro tem 48 anos, Sílvio Santos tinha 71 quando o crime aconteceu, por isso o ator teve que passar por uma transformação, com maquiagem especial de envelhecimento e prótese capilar. Ele postou algumas imagens do processo. Mas enquanto as fotos “finais” do Instagram registram o intérprete de longe, closes frontais surgiram nas redes sociais e não agradaram. “A caracterização do Rodrigo Faro mirou no Silvio Santos e acertou no Quico”, comparou Renato Faustinone, no Twitter. “Faro está parecendo mais um cosplay do Carlos Villagrán, o Quico do Chaves, do que o Silvio”, reforçou o perfil TVlizando. E o influenciador William de Lucci ainda sugeriu: “Alguém avisa eles”. O filme do sequestro tem roteiro de Newton Cannito (“Cidade dos Homens”) e Anderson Almeida (“Spectros”), e a direção está a cargo de Marcelo Antunes (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”). Ainda não há previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Faro (@rodrigofaro) A caracterização do Rodrigo Faro mirou no Sílvio Santos e acertou no Kiko. pic.twitter.com/V3l8OkUL4v — Renato Faustinone (@faustinone) July 13, 2022 Gente, o Rodrigo Faro "caracterizado" de Sílvio Santos para o filme, alguém avisa eles. pic.twitter.com/YLZMQ1Z4NF — William De Lucca (@delucca) July 13, 2022
“Criminal Minds” é revivida na Paramount+
A Paramount+ bateu o martelo e a série “Criminal Minds” vai voltar em streaming, dois anos após interromper sua jornada de 15 temporadas na rede CBS. A produção reunirá alguns dos principais membros do elenco original, como Joe Mantegna, Kirsten Vangsness, Adam Rodriguez, AJ Cook, Aisha Tyler e Paget Brewster. A showrunner de longa data Erica Messer também está a bordo. Mas os atores Matthew Gray Gubler e Daniel Henney não fecharam acordo para retornar. O revival foi antecipado por Mantegna em seu Twitter na terça-feira (12/7), com uma foto de um set parcialmente construído. “Apenas fazendo uma pequena inspeção hoje para um próximo projeto. #criminalminds”, ele escreveu. A notícia coincide com a saída da série da Netflix, formalizada em 30 de junho, onde costumava figurar entre os líderes da audiência em streaming. Criada por Jeff Davis, “Criminal Minds” foi um dos programas mais populares da rede CBS neste século e deu origem a dois spin-offs. A atração acompanha um esquadrão de elite do FBI, que estuda as maiores mentes criminosas, antecipando seus próximos passos, antes que eles ataquem novamente. Mas a mudança para o streaming trará mudanças de formato para as investigações. Originalmente uma série procedimental de um crime por capítulo desde 2005, a nova versão da Paramount+ será serializada, com a equipe da BAU (Unidade de Análise Comportamental, na sigla em inglês) trabalhando em um único caso ao longo da temporada – que terá 10 episódios, em vez dos 22 tradicionais da TV aberta. Just doing a little inspection today for an upcoming project. #criminalminds pic.twitter.com/fz9nrigXIm — Joe Mantegna (@JoeMantegna) July 12, 2022
“Sex Education” perde mais uma integrante do elenco
A série “Sex Education” sofreu mais uma baixa. A atriz Tanya Reynolds, intérprete de Lily, revelou que não voltará ao elenco na 4ª temporada. “Eu não estou [retornando à série], na verdade, o que é triste, muito triste”, afirmou Reynolds em entrevista ao Radio Times. “É só a progressão natural dessas séries; quando você tem elencos tão grandes e tantos personagens, você tem de deixar alguns dos mais antigos partirem para abrir espaço para os novos, o que é absolutamente a coisa certa e a forma como tudo deveria acontecer”. A notícia vem à tona após seu par romântico na série, Patricia Allison, intérprete de Ola, também avisar que não voltaria. Assim, o casal sai completo da série. Além delas, a atriz Simone Ashley, a Olivia, também trocou “Sex Education” por outra atração da Netflix, após assumir o principal papel feminino da 2ª temporada de “Bridgerton”. As ausências serão explicadas na trama pela mudança de escola dos personagens. Após o fechamento de Moordale High, eles serão relocados para outra instituição, onde se integrarão com novos personagens. “Sex Education” foi renovada para sua 4ª temporada em setembro do ano passado e as gravações dos novos episódios está marcada para começar durante o atual verão britânico (nosso inverno). Ainda não há previsão para o lançamento dos novos episódios.
Apple TV+ anuncia série “Ferrari”, do criador de “Peaky Blinders”
A Apple TV+ anunciou a produção de “Ferrari”, série biográfica sobre a vida de Enzo Ferrari, o criador da famosa marca automobilística. O projeto está sendo desenvolvido pelo roteirista britânico Steven Knight, criador de “Peaky Blinders”, e contará com direção do cineasta italiano Stefano Sollima (“Sicario: Dia do Soldado”) e produção do diretor Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza” (2013). A série é inspirada no livro best-seller “Ferrari Rex”, de Luca Dal Monte, indicado pelo jornal The New York Times como “a biografia definitiva” do piloto e empreendedor visionário, e já está em pré-produção na cidade de Roma, Itália. A trama vai se focar num período de cinco anos, entre 1956 e 1961, após a trágica morte de Dino, o filho primogênito de Enzo, e uma “traição” de seu principal piloto, Juan Manuel Fangio, que levou Ferrari a reconstruir sua equipe de corrida do zero, selecionando cinco estrelas em ascensão no automobilismo para lutar pela vitória. “Estou emocionado por contar uma história tão evocativa sobre esse homem lendário e sua marca icônica”, disse Steven Knight em comunicado. “A vida absolutamente extraordinária de Enzo Ferrari foi definida por sua dramática jornada pessoal e profissional, e ‘Ferrari’ é uma celebração de um ser humano incrivelmente complexo e fascinante.” “Como italiano, sinto-me honrado em poder contar a história de Enzo Ferrari, um exemplo da excelência italiana”, acrescentou Stefano Sollima. “Por meio de seu relacionamento com a Ferrari Spring Team, os cinco pilotos que Enzo ‘adotou’ em sua scuderia após a perda de seu filho primogênito, exploraremos as qualidades únicas, o grande gênio e a obsessão sombria que transformaram esse homem em uma lenda.” Essa é a segunda série de Steven Knight para a Apple. Ele também criou a sci-fi épica “See”, protagonizada por Jason Momoa, que se encerra na vindoura 3ª temporada, programada para 27 de agosto.
Jeff Goldblum será Zeus em nova série da Netflix
Houve mudanças no Olimpo. O ator Jeff Goldblum (“Jurassic World: Domínio”) substituiu Hugh Grant (“The Undoing”) no papel principal de “Kaos”, série em desenvolvimento na Netflix, que vai abordar a mitologia grega. Grant teve que deixar a produção por conflitos de agenda. Em tom de comédia sombria, a atração pretende mostrar um Zeus instável e entediado, que percebe o passar do tempo quando um dia acorda e descobre uma ruga em sua testa. Convencido que seu fim está próximo, ele começa a ver tramoias e sinais em toda parte, tornando-se cada vez menos confiável, paranoico e perigoso. Goldblum vai viver Zeus na produção e o elenco também traz Janet McTeer (“Ozark”) como sua esposa Hera, David Thewlis (“Fargo”) como seu irmão Hades e Nabhaan Rizwan (“Station Eleven”) como seu filho rebelde Dionísio. O elenco ainda destaca Cliff Curtis (“Fear Of The Walking Dead”) como Poseidon, embora na trama esteja mais preocupado com seu novo iate do que em ser o deus dos mares. Só que enquanto os deuses entram em crise, os mortais começam a perceber que eles não atendem mais às suas necessidades e se organizam para enfrentá-los – entre eles, personagens vividos por Aurora Perrineau (“Westworld”), Killian Scott (“Dublin Murders”), Misia Butler (“Kiss Me First”) e Leila Farzad (“I Hate Suzie”). Criada por Charlie Covell (“The End Of The F*** World”), a série terá oito episódios com produção da Sister (produtora britânica de “Chernobyl”) e direção de Georgi Banks-Davies (“I Hate Suzie”) e Runyararo Mapfumo (“Sex Education”). “Estou muito animado para fazer ‘Kaos’, não poderia pensar num elenco mais dinâmico e num grupo de pessoas mais dispostas a tornar real tudo o que estou escrevendo. Georgi e Runyararo são diretores visionários e tem ótimo senso de humor. Estou encantado por trabalhar com eles”, disse Covell, em comunicado sobre o projeto. As gravações começam no fim deste ano.
“Ms. Marvel” introduz filme “As Marvels” em cena pós-créditos
O final da série “Ms. Marvel”, disponibilizado nesta quarta (13/7) na Disney+, inclui um gancho para o filme “As Marvels”. Uma cena pós-créditos traz a jovem Kamala Khan (Iman Vellani) sugada para dentro do armário de seu quarto, para em seu lugar emergir a Capitã Marvel (Brie Larson), bastante preocupada ao reparar onde está. Para não deixar dúvidas, um texto avisa em seguida: “Ms. Marvel voltará em em ‘As Marvels'”. Apesar desse gancho, as aparências podem enganar. Nos quadrinhos, Kamala Khan também é capaz de mudar de aparência e, logo que descobre esse poder, transforma-se numa versão da Capitã Marvel. Considerando que, no episódio final a heroína descobriu ser capaz de aumentar de tamanho, a transformação poderia explicar o que houve. Mas a dúvida vai levar um ano para ser esclarecida. “As Marvels” tem estreia marcada apenas para 27 julho de 2023 no Brasil. Além do retorno de Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel e Iman Vellani como Kamala Khan/Ms. Marvel, “As Marvels” também contará com Samuel L. Jackson repetindo seu papel de Nick Fury e Teyonah Parris como a Monica Rambeau de “WandaVision”. O filme tem roteiro de Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e direção de Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”).












