Série médica Code Black é renovada para a 3ª temporada
A rede CBS anunciou a renovação da série médica “Code Black” para sua 3ª temporada. É o segundo ano consecutivo que a série tem seu destino decidido na última hora, flertando com o cancelamento. A 2ª temporada perdeu 1,2 milhões de telespectadores na média geral, mas ainda está no limite da linha de corte do canal, que é a mais alta dentre todas as redes americanas. Atualmente, a série é vista por 5,9 milhões de telespectadores ao vivo, subindo para ótimos 9,2 milhões semanais em todas as plataformas. Entretanto, proporcionalmente, o público da demo é muito baixo, marcando apenas 0,97 pontos na faixa demográfica que interessa aos anunciantes (entre 18 e 49 anos). A seu favor contou o fato de a CBS ser coprodutora da série, com direito à metade dos lucros futuros de eventuais vendas de reprises para outros canais. Mas a cereja do bolo foi a iniciativa do outro sócio do negócio, o ABC Studios, que aceitou reduzir sua taxa de licenciamento para produzir os episódios. Criada por Michael Seitzman (criador da série “Intelligence” e roteirista de “Terra Fria”), a série chega a evocar o clássico “Plantão Médico/E.R.”, girando em torno de um pronto socorro lotado, onde os plantonistas, além de tratar dos pacientes, precisam lidar com o caos da saúde pública americana. Baseada no documentário homônimo dirigido por Ryan McGarry, a série se passa no LA County Hospital, que tem o pronto socorro mais movimentado dos EUA. Lá, uma nova turma de estudantes chega com idealismo e encontra um sistema quebrado. O nome “Code Black” é um código hospitalar usado quando o número de pacientes é tão grande que a equipe fica totalmente sobrecarregada, sem condições de tratar a todos, o que compromete o atendimento, podendo levar até à morte dos doentes. A atração sofreu algumas alterações criativas na última temporada, entre elas uma mudança de parte de seu elenco, com destaque para a chegada de um médico militar vivido por Rob Lowe (série “The Grinder”). Segundo os produtores, a série foi concebida para introduzir novos personagens a cada temporada, tal qual ocorre na vida real de um hospital, em que residentes se formam, médicos e enfermeiras mudam de emprego e seguem em frente com suas vidas, dando lugar a outros profissionais. O elenco também inclui Marcia Gay Harden (“Cinquenta Tons de Cinza”), Luiz Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”), Boris Kodjoe (série “O Último Cara da Terra/The Last Man on Earth”), Lindsey McKeon (série “Supernatural”), Ben Hollingsworth (série “Cult”), Melanie Chandra (série “The Nine Lives of Chloe King”), Harry Ford (“Mais Forte Que Bombas “), William Allen Young (série “Moesha”), Angela Relucio (série “Six”) e Jillian Murray (“Cabana do Inferno 3”). No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Premiação da TV britânica repete tradição de consagrar produções da BBC
A Academia Britânica de Cinema e TV (BAFTA, na sigla em inglês) premiou os melhores programas e talentos de 2016 na televisão do Reino Unido, em cerimônia realizada em Londres na noite de domingo (14/5). E embora muitos esperassem uma vitória triunfal de “The Crown”, líder em indicações, a Netflix foi barrada da festa pela tradição de premiar atrações da BBC. O grande vencedor do BAFTA TV Awards foi o drama criminal “Happy Valley”, da BBC, que conquistou duas categorias importantes, com os troféus de Melhor Série de Drama e Melhor Atriz (Sarah Lancashire), numa disputa direta com “The Crown”. Apenas outra produção recebeu dois prêmios: “Damilola, Our Loved Boy”, que venceu como Melhor Telefilme e Melhor Atriz Coadjuvante (Wunmi Mosaku). Detalhe: também é uma produção da BBC. Assim como a Melhor Comédia, “People Just Do Nothing”. De fato, a BBC só não levou o troféu de Melhor Minissérie, conquistado por “National Treasure”, do Channel 4. Todas as demais atrações, inclusive a comédia “Fleabag”, exibida pela Amazon no resto do mundo, e a minissérie “Night Manager”, veiculada pelo canal pago AMC nos EUA, são produções ou coproduções da BBC. E adivinhem quem distribuiu na TV britânica o sucesso americano “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson”, vencedor do BAFTA TV de Melhor Série Internacional? Sim, a BBC. No modelo de negócios do Reino Unido, o estado não controla apenas a concessão, mas a própria programação da televisão, exercendo um monopólio com três canais diferentes para competir consigo mesmo. Não é à toa que suas produções vençam prêmios de seu próprio mercado. Especialmente quando quem vota são representantes deste mercado – atores, produtores e técnicos que trabalham, em sua esmagadora maioria, na BBC. Eis o “segredo” do sucesso da BBC no BAFTA TV. Confira abaixo a lista dos principais premiados. Vencedores do BAFTA TV Awards 2017 MELHOR SÉRIE – DRAMA “Happy Valley” MELHOR SÉRIE – COMÉDIA “People Just Do Nothing” MELHOR MINISSÉRIE “National Treasure” MELHOR TELEFILME “Damilola, Our Loved Boy” MELHOR ATRIZ – DRAMA Sarah Lancashire (“Happy Valley”) MELHOR ATOR – DRAMA Adeel Akhtar (“Murdered by My Father”) MELHOR ATRIZ – COMÉDIA Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) MELHOR ATOR – COMÉDIA Steve Coogan (“Alan Partridge’s Scissored Isle”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Wunmi Mosaku (“Damilola, Our Loved Boy”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Tom Hollander (“The Night Manager”) MELHOR SÉRIE INTERNACIONAL “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson” MELHOR NOVELA “Emmerdale” MELHOR PROGRAMA DE COMÉDIA OU VARIEDADES “Charlie Brooker’s 2016 Wipe”
Alien: Covenant já é sucesso internacional
“Alien: Covenant” ainda não estreou nos EUA, mas já é um sucesso internacional, com US$ 42 milhões arrecadados em 32 países. A sequência de “Prometheus” (2012) abriu em 1º lugar em 19 desses mercados, mas mesmo assim não superou o desempenho de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. O filme da Marvel, que lidera as bilheterias dos EUA, está em sua terceira semana no exterior, rendendo US$ 52,2 milhões no mercado internacional. Ele já soma um total acumulado de 630,6 milhões mundiais. Vale observar que o alcance da distribuição internacional do novo “Alien” não é tão grande quanto o do longa de super-heróis. Não houve, por exemplo, lançamento na China, no Japão, na Rússia e em vários países da Europa. O parâmetro é, na verdade, “Mad Max: Estrada da Fúria”, que “Alien: Covenant” superou em 4%. A Coreia do Sul registrou o maior público para a sci-fi de Ridley Scott, com bilheteria de US$ 7,2 milhões, seguido pelo Reino Unido (US$ 6,4 milhões), França (4,5 milhões), Austrália (3,1 milhões) e México (2,5 milhões). No Brasil, o filme não foi tão bem, abrindo em 2º lugar (1,4 milhões). Estas aberturas estão de acordo com as projeções da Fox, o que deve representar a continuidade da franquia, salvo um fracasso nos mercados em que a produção ainda não estreou, especialmente EUA, Canadá e China, onde estreia no fim desta semana. Já “Rei Arthur: A Lenda da Espada” obteve pequenos avanços, após implodir nos EUA, mas não conseguiu mais que US$ 29,1 milhões. Apesar de abrir em 1º lugar em 29 países, o único mercado grande em que fez sucesso foi a Rússia. A China, que poderia compensar o fracasso norte-americano, não lhe deu maior importância, rendendo-lhe só US$ 5 milhões. Está claro que o filme medieval dará um prejuízo épico para Warner e definitivamente não terá continuação.
Helen Mirren vai estrelar o primeiro terror de sua carreira
A atriz Helen Mirren vai estrelar o primeiro terror de sua longa carreira, iniciada há 50 anos. Segundo o site da revista Variety, ela será a protagonista do drama sobrenatural “Winchester”, ambientado em uma mansão mal-assombrada. Na trama, Mirren interpretará Sarah Winchester, herdeira do fabricante dos famosos rifles Winchester, popularizados no Velho Oeste, que acredita ser perseguida por fantasmas de todas as vítimas da arma. Após as súbitas mortes do marido e do filho, ela se dedica obcecadamente a construir e se trancar em uma mansão enorme e labiríntica para manter os espíritos distantes. O elenco também terá Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) como o psiquiatra chamado para avaliar o estado mental da viúva, além de Sarah Snook (“O Predestinado”) e Angus Sampson (série “Shut Eye”). O roteiro e a direção são dos irmãos Michael e Peter Spierig (“O Predestinado”). E apesar de a história lembrar ligeiramente a série “Wynonna Earp”, a inspiração são fatos reais. A construção da mansão de Winchester em San Jose, na Califórnia, durou continuamente de 1884 a 1922, rendendo a casa mais incomum do mundo, em forma de labirinto, com 160 quartos, 2 mil portas, 10 mil janelas, 9 cozinhas, 13 banheiros e 47 escadas e lareiras. Na época, o custo foi de US$ 5 milhões. “Winchester” está previsto para estrear nos cinemas americanos no dia 23 de fevereiro, com produção da CBS Films.
Bilheterias: Guardiões da Galáxia Vol. 2 lidera com folga após fiasco de Rei Arthur nos EUA
“Guardiões da Galáxia Vol. 2” não teve a menor dificuldade para manter o 1º lugar nas bilheterias em seu segundo fim de semana em cartaz na América do Norte. O novo filme de super-heróis da Marvel fez excelentes US$ 63 milhões nos últimos três dias, números que muitas estreias não são capazes de atingir. Para dar a dimensão do feito, bastaram dez dias para o longa superar toda a arrecadação de “Velozes e Furiosos 8” no mercado norte-americano. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” já soma US$ 246,1 milhões nos Estados Unidos e no Canadá, contra os US$ 215 milhões acumulados pelo oitavo “Velozes e Furiosos” em cinco semanas. A liderança do ranking doméstico, porém, continua nas mãos de “A Bela e a Fera”, que após nove semanas ainda está entre os filmes mais assistidos, chegando a impressionantes US$ 493,1 milhões. Trata-se da oitava maior bilheteria já registrada por um filme na América do Norte. “A Bela e a Fera” também lidera no mundo inteiro, com US$ 1,2 bilhão, mas a vantagem sobre “Velozes e Furiosos 8” é de apenas US$ 13 milhões. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” já é a terceira maior bilheteria mundial do ano, contudo ainda está muito longe da disputa pela ponta, com US$ 630,5 milhões. Já as estreias da semana foram tão insignificantes que chamam atenção apenas por seu fracasso. “Snatched”, a nova comédia repleta de palavrões de Amy Schumer, abriu em 2º lugar na América do Norte com apenas US$ 17,5 milhões e críticas muito negativas (36% de aprovação no site Rotten Tomatoes), o que não deve ajudar suas pretensões financeiras. A produção custou US$ 42 milhões, que apesar de módicos para os padrões de Hollywood podem não ser recuperados, devido ao reduzido apelo internacional da estrela. Não há, por exemplo, planos para lançamento nos cinemas brasileiros. Mas épico mesmo foi o fiasco de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. Superprodução orçada em US$ 175 milhões, faturou pífios US$ 14,7 milhões e perdeu até para a comédia fraquíssima de Schumer. A Warner planejava construir uma franquia a partir deste filme, contando as aventuras dos cavaleiros da Távola Redonda. Faltou combinar com o público. Como o estúdio atrasou o lançamento em uma semana no Brasil, agora a viagem marcada do astro Charlie Hunnam a São Paulo serve apenas para aumentar o prejuízo. Fora o assunto do fracasso, não sobrou muito o que discutir a respeito do filme, que a crítica norte-americana fuzilou. A avaliação do Rotten Tomatoes foi impiedosa: míseros 28% de aprovação. O consenso é que o filme é muito muito ruim, repleto de efeitos e edição frenética que o deixam mais parecido com um videogame que uma encenação da lenda arthuriana original. É também o segundo prejuízo consecutivo que o diretor Guy Ritchie deixa para a Warner pagar, após o fracasso de “O Agente da UNCLE” (2015), outra produção que deveria virar franquia. E se não bastasse, o estúdio já tem outra superprodução encomendada para o ex-marido de Madonna: “Sherlock Holmes 3”. Como ele também assumiu “Aladdin” para a Disney, já deve ter executivo da Warner torcendo por conflito de agenda. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 63 milhões Total EUA: US$ 246,1 milhões Total Mundo: US$ 630,5 milhões 2. Snatched Fim de semana: US$ 17,5 milhões Total EUA: US$ US$ 17,5 milhões Total Mundo: US$ 20,7 milhões 3. Rei Arthur: A Lenda da Espada Fim de semana: US$ 14,7 milhões Total EUA: US$ 14,7 milhões Total Mundo: US$ 43,8 milhões 4. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 5,3 milhões Total EUA: US$ 215 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 5. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 162,3 milhões Total Mundo: US$ 456,4 milhões 6. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 493,1 milhões Total Mundo: US$ 1,2 bilhão 7. Como se Tornar um Conquistador Fim de semana: US$ 3,7 milhões Total EUA: US$ 26,1 milhões Total Mundo: US$ 26,1 milhões 8. Lowriders Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 2,4 milhões Total Mundo: US$ 2,4 milhões 9. O Círculo Fim de semana: US$ 1,7 milhão Total EUA: US$ 18,9 milhões Total Mundo: US$ 18,9 milhões 10. Baahubali 2: The Conclusion Fim de semana: US$ 1,5 milhão Total EUA: US$ 18,9 milhões Total Mundo: US$ 126 milhões
Disney Channel prepara musical de zumbis adolescentes
O Disney Channel também vai entrar na onda dos zumbis. E a ideia é trash. O canal infantil da Disney está preparando um telefilme que vai juntar cheerleaders e zumbis. Claro que não vai ter violência, sanguinolência, nem nada do tipo. Em vez disso, haverá músicas e danças. Afinal, é para crianças. Mas musical zumbi é trash mesmo. Intitulado “Zombies”, o filme vai se passar numa cidadezinha suburbana, que tem orgulho de sua escola de Ensino Médio, a ponto de integrar a comunidade nas festas do time de futebol e nos bailes da high school. Os problemas começam quando chegam novos estudantes, transferidos de uma cidade suspeitamente chamada Zombietown. Logo, o time de futebol passa a ter como principal estrela um zumbi adolescente. A produção será estrelada por Meg Donnelly (série “American Housewife”) e Milo Manheim (série “Ghost Whisperer”). O roteiro foi escrito por David Light e Joseph Raso originalmente para uma série de TV do mesmo canal, intitulada “Zombies and Cheerleaders”. O piloto chegou a ser produzido e recusado em 2011. A Disney foi buscar a trama literalmente no lixo, e contratou Josh Cagan (“High School Band” e “Duff”) para reciclar como telefilme. A direção está a cargo de Jeffrey Hornaday, que também vai assinar as coreografias em parceria com Christopher Scott. Ambos trabalharam juntos no hit da Disney “Teen Beach Movie” (2013) e em sua continuação de 2015. “Estamos entusiasmados por trabalhar com Jeffrey Hornaday novamente para dar vida a este novo mundo de zumbis e cheerleaders”, disse Adam Bonnett, executivo de programação original do Disney Channel. “Jeffrey e Chris Scott entregaram algumas de nossas seqüências musicais mais memoráveis no Disney Channel e estamos empolgados em realizar esta história inspiradora sobre tolerância, inclusão, individualidade e convicção – temas importantes para os nossos telespectadores.” A Disney tem tradição de sucesso com seus musicais televisivos, que renderam franquias como a mencionada “Teen Beach Movie”, “High School Musical” e “Os Descendentes”. Por sinal, o mesmo diretor de “Zombies” está preparando “High School Musical 4”. E “Os Descendentes 2” já estreia em 21 de julho. “Zombies” ainda não tem previsão de estreia
Anya Taylor-Joy e Maisie Williams são confirmadas no elenco dos Novos Mutantes
É oficial. Confirmando rumores de negociações, a americana Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e a inglesa Maisie Williams (série “Game of Thrones”) assinaram contrato para estrelar o filme de super-heróis “Os Novos Mutantes”. Elas vão viver, respectivamente, Magia (Magik, em inglês) e Lupina (Wolfsbane), os papéis que os fãs idealizavam numa espécie de elenco de sonhos. Maisie, que em “Game of Thrones” tem um lobo gigante, dará vida a uma espécie de lobisomem, enquanto Anya, destaque de “A Bruxa”, será uma feiticeira mutante que, nos quadrinhos, escapa de uma dimensão similar ao inferno. O nome civil de Lupina é Rahne Sinclair. Ela é uma adolescente escocesa que possui a habilidade de se transformar num lobo ou num estado intermediário, entre lobo e ser humano, mas tem dificuldades para controlar seus instintos quando vira fera. A personagem surgiu na primeira história dos Novos Mutantes nos quadrinhos, uma graphic novel escrita por Chris Claremont e desenhada por Bob McLeod em 1982, e foi integrante fixa do grupo até a Marvel decidir expandir o universo mutante e criar vários outros times de heróis, dos quais ela acabou participando. Atualmente, ela faz parte do X-Force. Magia é Illyana Nikolievna Rasputin, uma jovem russa que foi introduzida muitos anos antes dos Novos Mutantes, como irmã caçula do X-Men conhecido como Colossus. Sua estreia aconteceu em 1975, como uma criança, mas seus poderes só vieram à tona em 1982 após uma reinvenção da personagem. Ela simplesmente envelheceu sete anos de uma só vez, aparecendo como adolescente superpoderosa numa história dos X-Men. A explicação foi esmiuçada numa minissérie escrita por Chris Claremont em 1983. A menina tinha sido raptada por um demônio e vivido sete anos numa dimensão paralela chamada limbo, onde o tempo passa de forma mais lenta. Lá, ela aprendeu feitiçaria, conjurou uma espada mística e desenvolveu a capacidade de abrir portais. E foi graças a um desses portais que conseguiu escapar de volta à Terra, segundos após ser vista pela última vez ainda criança. Logo após este pesadelo traumático, ela foi incorporada nos Novos Mutantes. Desde então, voltou a ser criança, morreu, ressuscitou, virou adulta e entrou nos X-Men. As duas personagens confirmam que o filme terá a formação clássica dos quadrinhos escritos por Claremont, autor também das histórias que viraram os filmes “Wolverine – Imortal” (2013), “X-Men: Dias de um Passado Esquecido” (2014) e o vindouro “X-Men: Fênix Negra” (2018). Nos quadrinhos, os Novos Mutantes foram o primeiro spin-off dos X-Men, abrindo caminho para a proliferação de inúmeras publicações e personagens mutantes, que o estúdio Fox agora está transformando em franquias. A ideia por trás do projeto original era voltar a mostrar mutantes adolescentes, já que àquela altura os X-Men não eram mais estudantes do Instituto Xavier. Na hora de definir quem seriam os novos personagens, Claremont ainda arriscou criar uma equipe mais diversa que a de Stan Lee, combinando diversas etnias: um americano caipira (Míssil), uma refugiada vietnamita (Karma), uma índia cheyenne (Miragem), uma escocesa lobisomem (Lupina) e até um herdeiro milionário brasileiro (Mancha Solar)! A primeira formação passou por várias reformulações, ganhando, entre outros, os reforços da irmã russa de Colossus (Magia), uma americana explosiva (Dinamite), um mexicano (Rictor), uma morlock (Skids), um alienígena (Warlock), outro nativo-americano (Apache), outra brasileira (Magma) – ou melhor, uma jovem criada numa cidade perdida da Amazônia – e um personagem que é mais lembrado por sua morte traumática (Cifra). O filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” chegou a mostrar dois Novos Mutantes, que apareceram lutando ao lado dos X-Men do futuro: Apache (vivido por Booboo Stewart) e o brasileiro Mancha Solar (Adan Canto), além de Blink (Fan Bingbing), que tem uma ligação com o grupo. Blink e Apache também aparecerão na vindoura série “The Gifted”, da Fox. Recentemente, o produtor Simon Kinberg adiantou que a continuidade do filme dentro do universo dos “X-Men” será garantida pela participação de Charles Xavier como professor do novo grupo. “Os Novos Mutantes” está dirigido por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) e deve trazer como vilão o Urso Místico. A estreia está marcada para 13 de abril de 2018.
Mulher-Maravilha ganha trailer legendado com muita ação e rock da banda Imagine Dragons
A Warner Bros. divulgou a versão legendada do último e melhor trailer do filme da “Mulher-Maravilha”. A prévia mostra desde a infância da princesa Diana até sua luta contra os soldados alemães na 2ª Guerra Mundial, destacando pela primeira vez a ameaça da Doutora Veneno, vivida pela espanhola Elena Anaya (“A Pele que Habito”), além de trombetear a massacrante música “Warriors”, da banda Imagine Dragons, entre as cenas de ação e efeitos visuais, que enfatizam a grandiosidade da produção estrelada por Gal Gadot. A principal diferença em relação às adaptações anteriores da DC Comics é que, desta vez, o roteiro é de dois autores de quadrinhos, Allan Heinberg (também criador da série “The Catch”) e Geoff Johns (criador da série “The Flash”). A direção é de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”), primeira mulher a assinar um filme de super-heróis neste milênio, e a estreia está marcada para 1 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Confira a lista completa das mais de 20 séries canceladas na temporada de cortes da TV americana
As grandes redes americanas se preparam para anunciar suas novas programações televisivas para a temporada de outono e verão, mas o ritual inclui também a revelação de cortes. A tradição de definir renovações e cancelamentos na última hora rendeu uma grande concentração de baixas na semana passada. Foram cortes sangrentos, com mais de 20 vítimas. A lista de séries canceladas inclui atrações veteranas como “2 Broke Girls” e “Last Man Standing”, ambas com seis temporadas, cultuadas como “Sleepy Hollow”, muitas novatas, como “The Blacklist: Redemption” e “Making History”, e até atrações premiadas com o Emmy, como “American Crime”. Alguns títulos já tinham saído do ar e aguardavam apenas a confirmação da guilhotina. Outros surpreenderam por parecer que iam continuar por mais uma temporada. “2 Broke Girls” foi a série que durou mais, com 138 episódios, enquanto “Doubt”, estrelada por Katherine Heigl, representa o outro extremo, saindo do ar com apenas dois episódios exibidos. O detalhe é que ainda não acabou. Séries como “Chicago: Justice”, “Quantico” e “Code Black”, entre outras, ainda não tiveram seu destino definido. Ou seja, há mais uma semana de definições pela frente. Quem perdeu de vista todos os cortes, já que foram muitos, pode checar abaixo a lista das séries que já tiveram seu final decretado. Clique nos títulos de cada uma delas para saber o que levou as redes a interromper suas produções, acessando informações como audiência e bastidores das negociações. Eis as séries que acabaram em 2017 por decisão das redes de TV aberta dos Estados Unidos: “2 Broke Girls” (CBS) – exibida no Brasil pelo canal pago Warner e SBT “American Crime” (ABC) – AXN e Netflix “APB” (Fox) – inédita no Brasil “Conviction” (ABC) – inédita no Brasil “Dr. Ken” (ABC) – inédita no Brasil “Doubt” (CBS) – inédita no Brasil “Emerald City” (NBC) – Fox1 “Frequency” (CW) – Warner “Imaginary Mary” (ABC) – inédita no Brasil “Last Man Standing” (ABC) – Comedy Central “Making History” (Fox) – inédita no Brasil “No Tomorrow” (CW) – inédita no Brasil “Notorious” (ABC) – inédita no Brasil “Pitch” (Fox) – inédita no Brasil “Powerless” (NBC) – Warner “Pure Genius” (CBS) – Universal “Rosewood” (Fox) – Fox Life “Secrets and Lies” (ABC) – Canal Sony e Netflix “Sleepy Hollow” (Fox) – Fox, Band e Netflix “Son of Zorn” (Fox) – FX “The Blacklist: Redemption” (NBC) – AXN “The Catch” (ABC) – Canal Sony e Crackle “The Great Indoors” (CBS) – inédita no Brasil “The Real O’Neals” (ABC) – inédita no Brasil “Time After Time” (ABC) – inédita no Brasil Além destas, as séries “Bones” (Fox), “Grimm” (NBC), “Reign” (CW) e “The Vampire Diaries” (CW) também exibiram seus capítulos finais, mas foram avisadas ou negociaram o encerramento com bastante antecedência, fora da temporada de cortes, e puderam conduzir suas tramas a uma conclusão planejada.
Série Timeless tem cancelamento revertido e é renovada para a 2ª temporada
A série “Timeless” conseguiu uma façanha, mudando a história de forma real. A atração sobre viajantes do tempo teve seu cancelamento anunciado pela rede NBC, mas em poucas horas os fãs se mobilizaram, lançando uma campanha por seu resgate, inconformados pela interrupção sem uma conclusão. A mobilização sensibilizou a NBC e a rede voltou atrás, anunciando a renovação de “Timeless” para a 2ª temporada. Que cliffhanger de final de temporada! Ao comemorar a reversão do cancelamento, Eric Kripke, um dos criadores de “Timeless”, escreveu no Twitter que sua equipe tinha viajado no tempo para mudar a decisão da CBS, numa referência à trama da série. Além das campanhas dos fãs, “Timeless” liderou uma pesquisa do jornal USA Today sobre quais séries canceladas mereciam ter sido renovadas. Desenvolvida por Kripke (criador também de “Supernatural” e “Revolution”) e Shawn Ryan (“The Shield” e “Last Resort”), a atração acompanha um trio de viajantes do tempo que persegue um criminoso por momentos importantes da história americana. Na trama, Goran Visnjic (série “Extant”) rouba uma máquina do tempo secreta de última geração com a intenção de destruir a América alterando o passado. A única esperança reside em uma inesperada equipe: um cientista (Malcolm Barrett, de “Better Off Ted”), um soldado (Matt Lanter, de “90210”) e uma professora de história (Abigail Spencer, de “Rectify”), que devem usar um protótipo da máquina para tentar impedir os planos do vilão. The #TimeTeam went back 3 days, and changed history. @nbc picked us up for 10 episodes. Seriously. Airs next summer. #TimelessRenewed pic.twitter.com/SDkeShlByL — Eric Kripke (@therealKripke) 13 de maio de 2017
Segredos e Mentiras é cancelada após 2ª temporada
A rede ABC anunciou o cancelamento de “Segredos e Mentiras” (Secrets and Lies) após a 2ª temporada. A série viu sua audiência desabar para 3,2 milhões de telespectadores, um tombo insuperável diante de uma temporada inaugural com média de 5,6 milhões. O resultado demonstra que os produtores não souberam continuar a premissa. Desenvolvida por Barbie Kligman (roteirista de “The Vampire Diaries” e “Private Practice”), a série era remake de uma minissérie australiana de mesmo nome. O detalhe é que a original contava toda a sua história, uma investigação de homicídio, em apenas seis episódios, enquanto a versão americana esticou o enredo por 10 capítulos na 1ª temporada. Com a resolução da trama inicial, apenas a personagem de Juliette Lewis retornou no segundo ano. Mas o novo caso, totalmente criado pelos roteiristas americanos, não empolgou como a reciclagem da ideia australiana. O novo caso investigado pela detetive Andrea Cornell (Juliette Lewis) envolvia o assassinato da mulher de um herdeiro milionário. E, como de praxe, o marido era o principal suspeito. A crítica odiou, rendendo rejeição no Rotten Tomatoes – média de 35%. No Brasil, a série foi exibida pelo canal pago Sony com o título traduzido para o português.
American Gods é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano Starz anunciou a renovação da série “American Gods” para a 2ª temporada, após a exibição de apenas dois episódios. A série teve um começo promissor, com 975 mil telespectadores ao vivo. Parece pouco comparado à TV aberta, mas se trata de uma das maiores audiências do canal, no nível de “Outlander” e abaixo apenas de “Power”. Além disso, rendeu muita repercussão na mídia. A crítica se apaixonou pela produção de Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”) e Michael Green (roteirista de “Logan”), que está avaliada com 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Adaptação do best-seller “Deuses Americanos”, de Neil Gaiman, a trama gira em torno de Shadow Moon, um ex-condenado que é libertado da prisão após sua esposa morrer num acidente. Completamente só e falido, ele aceita trabalhar como guarda-costas para um vigarista misterioso chamado Mr. Wednesday, que parece saber mais sobre a sua vida do que deixa transparecer. Isto porque Wednesday é a encarnação do deus Odin, que está percorrendo a Terra para reunir todos os deuses antigos e iniciar uma batalha contra os novos deuses que controlam a humanidade atual: internet, televisão, cartão de crédito, etc. O ótimo elenco inclui Ricky Whittle (Lincoln em “The 100”) como Shadow Moon, Ian McShane (série “Deadwood”) como Mr. Wednesday, além de Emily Browning (“Sucker Punch”), Gillian Anderson (“Arquivo X”), Crispin Glover (“Alice no País das Maravilhas”), Peter Stormare (série “Prison Break”), Pablo Schreiber (série “Orange Is the New Black”), Jonathan Tucker (série “Justified”), Dane Cook (“Tiros, Garotas e Trapaças”), Yetide Badaki (série “Sequestered”), Kristen Chenoweth (série “Glee”), Jeremy Davies (“Justified”), Orlando Jones (série “Sleepy Hollow”) e a veterana Cloris Leachman (“Como Sobreviver a um Ataque Zumbi”). No Brasil, a série é disponibilizada pelo serviço de streaming da Amazon, sempre um dia após cada exibição na TV americana.
Série estreante Great News é renovada para sua 2ª temporada
A rede NBC anunciou a renovação da série de comédia “Great News” para sua 2ª temporada, após a exibição de seis episódios. A atração estreante não é um grande hit, mantendo uma média de 3,5 milhões de telespectadores desde que estreou em abril. Para priorar, seu episódio mais recente, exibido na terça (9/5), foi sintonizado por apenas 2,6 milhões. Mas tem 76% de aprovação da crítica, de acordo como site Rotten Tomatoes. A aposta da NBC é no relacionamento com sua produtora, Tina Fey, que foi responsável por uma das comédias de maior reconhecimento crítico do canal nos últimos anos, “30 Rock” (ou, como querem alguns tradutores da TV aberta, “Um Maluco na TV”). Criada por Tracey Wigfield (roteirista de “30 Rock” e “The Mindy Project”), “Great News” tem uma premissa que sugere um cruzamento entre “Mary Tyler Moore” (1970–1977) e “Um Senhor Estagiário” (2015), e uma temporada inaugural de apenas 10 episódios. A trama gira em torno do ambiente de trabalho tumultuado de uma produtora de telejornal, vivida por Briga Heelan (série “Love”), que além de precisar lidar com o estresse diário do emprego e um âncora intratável (John Michael Higgins, de “A Escolha Perfeita”), vê-se em apuros ainda maiores quando seu chefe (Adam Campbell, da série “Unbreakable Kimmy Schmidt”) decide contratar a mãe dela (interpretada pela veterana comediante Andrea Martin, de “Casamento Grego”) como sua nova estagiária.












