Festival de Cannes completa 70 anos de relevância cinematográfica
O Festival de Cannes começa nesta quarta-feira (17/5) sua 70ª edição, repleto de estrelas e provocações, mas também em clima de medo por ataques terroristas e em meio a uma polêmica de mercado. Em seu aniversário de 70 anos, o evento promete uma disputa acirrada pela Palma de Ouro, já que privilegiou cineastas veteranos. São todos nomes de peso. Mesmo assim, entre os diretores da mostra competitiva, apenas o austríaco Michael Haneke já foi premiado. E ele venceu duas vezes: por “A Fita Branca” (2009) e “Amor” (2012). Seu novo filme é “Happy End”, sobre a crise dos refugiados na Europa, em que volta a trabalhar com Isabelle Huppert após “Amor”. A abertura do evento está a cargo de “Les Fantômes d’Ismael”, do francês Arnaud Desplechin (“Três Lembranças da Minha Juventude”), com Marion Cotillard. “Talvez eu não devesse dizer isto, mas não é fácil ser um diretor francês em Cannes”, afirmou o cineasta na entrevista coletiva de seu filme. “Há uma tensão, uma pressão com a imprensa, os espectadores… Há menos indulgência com os cineastas do país”. Apesar dessa declaração, há mais franceses que nunca no festival deste ano. A seleção reúne alguns dos cineastas mais famosos da nova geração do país. A lista inclui “L’Amant Double”, do sempre excelente François Ozon (“Dentro da Casa”), “Le Redoutable”, filme sobre Godard de Michel Hazanavicius (“O Artista”), “Rodin”, a cinebiografia do mestre da escultura com direção de Jacques Doillon (“O Casamento a Três”), e “120 Battements par Minute”, de Robin Campillo, responsável por “Eles Voltaram” (2004), que deu origem à série “Les Revenants”. Por sua vez, os americanos se destacam com “Wonderstruck”, novo filme feminino de Todd Haynes (“Carol”), estrelado por Julianne Moore e Michelle Williams, “Good Time”, dos irmãos Ben e Joshua Safdie (“Amor, Drogas e Nova York”), com Jennifer Jason Leigh e Robert Pattinson, “The Meyerowitz Stories”, do cineasta indie Noah Baumbach (“Frances Ha”), que junta Adam Sandler e Ben Stiller, e o western feminista “The Beguiled”, de Sofia Coppola (“Bling Ring”), remake de “O Estranho que Nós Amamos” (1971), com Nicole Kidman, Colin Farrell, Kirsten Dunst e Elle Fanning. Outros destaques incluem “You Were Never Really Here”, da escocesa Lynne Ramsay (“Precisamos Falar Sobre o Kevin”), em que Joaquin Phoenix luta contra o tráfico sexual, “The Killing of a Sacred Deer”, segundo filme do grego Yorgos Lanthimos estrelado por Colin Farrell, após o sucesso de “O Lagosta” (2015), e o retorno de cineastas sempre apreciados no circuito dos festivais, como Sergei Loznitsa (“Na Neblina”), Hong Sangsoo (“A Visitante Francesa”), Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), Naomi Kawase (“Sabor da Vida”), Fatih Akin (“Soul Kitchen”), Andrey Zvyagintsev (“Leviatã”) e Kornél Mandruczó (“White Dog”). Apenas três filmes são dirigidos por mulheres (Coppola, Kawase e Ramsay), mesmo número da seleção do ano passado. Mas o que tem mais se discutido na véspera do festival é a representação da Netflix na competição. Os exibidores franceses fizeram pressão contra os organizadores por terem selecionado dois filmes que não serão exibidos nos cinemas: “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach, e “Okja”, de Bong Joon-Ho. Ambos serão disponibilizados apenas via streaming na França, pois os exibidores não abrem mão de uma janela de 36 meses de exclusividade, antes que um filme possa ser disponibilizado por via digital no país. Por conta da controvérsia, o festival acabou se comprometendo a não selecionar mais filmes com distribuição exclusiva em streaming. Mas a questão é bem mais complexa que simplesmente barrar longas produzidos pela Netflix. No ano passado, o filme vencedor da Câmera de Ouro, o francês “Divines”, foi adquirido pela Netflix após passar no festival e não respeitou a janela de 36 meses para entrar no catálogo da plataforma de streaming. O presidente do júri deste ano, o espanhol Pedro Almodóvar, já se posicionou a respeito da polêmica, afirmando que seria um paradoxo que um filme premiado em Cannes não pudesse ser visto nos cinemas. “Seria um enorme paradoxo que uma Palma de Ouro (…) ou qualquer outro filme premiado não pudesse ser visto em salas” de cinema, disse Almodóvar, convocando as plataformas de streaming a “aceitar as regras do jogo”. A discussão ainda vai longe, conforme o mercado evolui com as novas tecnologias, como a digitalização que as próprias salas de cinema atualmente usufruem. E vale lembrar que até cartaz do festival (foto acima) foi acusado de retocar digitalmente as curvas clássicas de Claudia Cardinale. Maladies du 21ème siècle. Mas o simples fato de Cannes estar no centro da polêmica comprova a relevância duradoura do evento, 70 anos após seu primeiro tapete vermelho.
Novo trailer de Transformers: O Último Cavaleiro é o mais infantil de todos
A Paramount divulgou uma nova foto de Bumblebee (via revista Empire) e o novo trailer de “Transformers: O Último Cavaleiro”, disponível em versões legendada e dublada em português. A prévia não poupa destruição. Não apenas nas cenas de ação, com robôs que se retorcem enquanto partem em pedaços e explodem tudo a sua volta, mas até nas piadinhas. O vídeo também sugere um tom mais infantilizado que nunca na franquia. Entre os cacos da trama, Anthony Hopkins (“Thor”) tenta explicar o que cavaleiros medievais tem a ver com uma invasão de robôs alienígenas. O resto é correria, tiros e explosões. O elenco traz de volta Mark Wahlberg, Stanley Tucci e John Goodman, que estrelaram o quarto “Transformers”, e John Turturro, Josh Duhamel e Tyrese Gibson, que estiveram nos três primeiros. Já as novidades incluem Isabela Moner (da série “100 Coisas para Fazer Antes do High School”), Laura Haddock (série “Da Vinci’s Demons”), Jerrod Carmichael (“Vizinhos”), Mitch Pileggi (série “Arquivo X”), Allen Phoenix (“The Birth of a Nation”) e o chileno Santiago Cabrera (das séries “Heroes” e “The Musketeers”), que vai interpretar um militar brasileiro na trama. Novamente dirigido por Michael Bay, “Transformers: O Último Cavaleiro” estreia no dia 22 de junho.
Série de ação militar The Brave ganha primeiro trailer
A NBC divulgou fotos e o primeiro trailer de “The Brave”, nova série militar estrelada por Mike Vogel (série “Under the Dome”) e Anne Heche (série “Aftermath”). Criada por Dean Georgaris (roteirista de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” e do remake de “Sob o Domínio do Mal”), a série usa a premissa da guerra ao terror para apresentar uma unidade militar de elite dos Estados Unidos que age em missões arriscadas em território estrangeiro. A personagem de Anne Heche supervisiona as missões a partir do quartel general, em Washington, com acesso às mais avançadas tecnologias de vigilância mundial, enquanto o militar vivido por Mike Vogel comanda a unidade de especialistas altamente treinados. A prévia demonstra que a série vai ter uma missão por episódio, num formato bem diferente de “Homeland”, que usou contextos similares em suas 3ª e 4ª temporadas. O elenco ainda inclui Sofia Pernas (série “Jane the Virgin”), Tate Ellington (série “Quantico”), Natacha Karam (série “Homeland”), Demetrius Grosse (série “Banshee”) e Noah Mills (série “2 Broke Girls”). O cineasta Brad Anderson (“Refúgio do Medo”, “Chamada de Emergência”) dirigiu o piloto e também produz a atração. “The Brave” será exibido às segundas na temporada de outono nos Estados Unidos.
The Resident: Série médica com atriz de Revenge ganha primeiro trailer
A Fox divulgou o primeiro trailer da nova série médica “The Resident”. Bastante dramática, a prévia estabelece o conflito básico da trama, com o residente sênior e idealista do título em rota de choque contra um médico veterano e rosto público do Hospital, cujos erros custam vidas. Paralelamente, ele tenta inspirar estudantes recém-chegados com um estilo de orientação hardcore. Criada por Amy Holden Jones (criadora de “Black Box”), Hayley Schore e Roshan Sethi (roteiristas de “Code Black”), a série é estrelada por Matt Czuchry (série “The Good Wife”) como o personagem do título, Bruce Greenwood (“Star Trek”) como o médico veterano e Manish Dayal (“A 100 Passos de um Sonho”) e Emily VanCamp (série “Revenge”) como os estudantes novatos que se destacam no vídeo. O piloto foi dirigido pelo cineasta Philip Noyce (“Salt”, “O Doador de Memórias”), que parece imprimir um estilo nervoso na atração. O resultado contrasta com o tom leve de “Grey’s Anatomy”, que também começou como uma série de residentes. “The Resident” só vai estrear na midseason, no começo de 2018.
The Orville: Trailer apresenta a série de comédia de Seth MacFarlane inspirada em Star Trek
A Fox divulgou as fotos e o primeiro trailer de “The Orville”, nova série de comédia, que dá sequência à tendência da rede americana de apostar na combinação de humor e ficção científica – não deu certo com “Making History” e “Son of Zorn”, mas “O Último Cara da Terra” (The Last Man on Earth) foi renovada para a 3ª temporada. Desenvolvida e estrelada por Seth MacFarlane (criador da série animada “Uma Família da Pesada/Family Guy”), a série acompanha a tripulação da Orville, uma nave exploratória da União Planetária. Segundo a sinopse, o grupo heterogêneo de exploradores enfrentará desafios cósmicos dentro e de fora da nave, “audaciosamente indo onde nenhum drama cômico jamais foi antes”, parafraseando “Star Trek”. A prévia não faz o menor esforço para esconder sua influência de “Star Trek”, que grita nos designs das naves espaciais, nos figurinos dos uniformes e até na maquiagem dos alienígenas. MacFarlane interpreta o Capitão Ed, que tem um relacionamento tumultuado com a Primeira Oficial Kelly, pelo simples fato dela ser sua ex-esposa. A personagem é vivida por Adrianne Palicki (série “Agents of SHIELD”) e o elenco ainda inclui Scott Grimes (série “Plantão Médico/E.R.”), Halston Sage (“Cidades de Papel”), Penny Johnson Jerald (série “Castle”) e Peter Macon (série “Shameless”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Jon Favreau (“Mogli, o Menino Lobo”), que também é um dos produtores, e a lista de diretores dos episódios seguintes inclui nada menos que Brannon Braga (roteirista de “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Jonathan Frakes (intérprete de William Riker na série “Star Trek: A Nova Geração”). “The Orville” será exibida às quintas na temporada de outono nos Estados Unidos.
LA to Vegas: Trailer de nova série de comédia traz Dylan McDermott como piloto de avião
A Fox divulgou as fotos e o primeiro trailer de “LA to Vegas”, sitcom de ambiente de trabalho da produtora Gary Sanchez (do comediante Will Ferrell e do diretor Adam McKay) Criada por Lon Zimmet (produtor-roteirista de “Unbreakable Kimmy Schmidt”), a série acompanha a tripulação e os passageiros de um avião, num voo comercial de ida e volta entre Los Angeles e Las Vegas. A maior parte da prévia se passa a bordo do jato, mas há também cenas na noite e no aeroporto de Vegas. O elenco destaca Dylan McDermott (série “American Horror Story”) como o Capitão Dave, Amir Talai (“O Círculo”) como o copiloto, e Kim Matula (série “UnReal”) e Nathan Lee Graham (“Zoolander 2”) como comissários de bordo. As piadas parecem ficar entre o besteirol de “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” (1980) e o humor debochado de “Os Amantes Passageiros” (2013). O piloto tem direção de Steven Levitan, criador do sucesso “Modern Family”, que também participa da produção. A estreia é aguardada para a midseason, no começo de 2018.
Ghosted: Série de comédia paranormal com Craig Robinson e Adam Scott ganha primeiro trailer
A Fox divulgou as fotos e o primeiro trailer de “Ghosted”, nova série de comédia, que dá sequência à tendência da rede americana de apostar na combinação de humor e ficção científica – não deu certo com “Making History” e “Son of Zorn”, mas “O Último Cara da Terra” (The Last Man on Earth) foi renovada para a 3ª temporada. Criada por Tom Gormican (roteirista do filme “Namoro ou Amizade”), a premissa sugere uma mistura de “Arquivo X” e “Homens de Preto”. Por motivos não explicados na prévia, uma divisão secreta de investigação paranormal recruta à força um segurança cético e um vendedor que acredita em alienígenas, vividos respectivamente por Craig Robinson (série “The Office”) e Adam Scott (série “Parks and Recreation”). O elenco também inclui Ally Walker (série “Colony”) como a chefe da divisão, denominada Underground. O piloto foi dirigido por Jonathan Krisel, criador da série “Baskets”. “Ghosted” será exibida aos domingos na temporada de outono nos Estados Unidos.
Will & Grace ganha vídeo musical para marcar o retorno da série após mais de dez anos
A rede NBC divulgou um vídeo de mais de 5 minutos para divulgar o revival da série “Will & Grace”. A prévia capricha na metalinguagem, começando nos corredores da NBC, enquanto Debra Messing confessa dúvidas sobre voltar a viver Grace, fazendo com que Eric McCormack, o Will, a leve ao cenário clássico da série. Lá, encontram Megan Mullally e Sean Hayes, já imbuídos em seus papéis de Karen e Jack, e logo o reencontro vira um musical, com cantoria, coreografia, orquestra e serpentinas. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas. O vídeo diz que o retorno será como se eles nunca tivessem saído do ar, voltando a acompanhar as desventuras do não casal formado por um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividem um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. A princípio, o revival contará com 12 episódios inéditos, todos escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais. A volta da série vai acontecer no outono americano, entre setembro e novembro.
Powers Boothe (1948 – 2017)
Morreu o veterano ator Powers Boothe, um dos grandes vilões do cinema e da TV, que enfrentou Jean-Claude Van Damme, Superman e os Agentes da SHIELD. Ele morreu em casa, em Los Angeles, aos 68 anos, de causas naturais enquanto dormia. Boothe, que cresceu em uma fazenda no Texas, começou sua carreira de ator no teatro, em uma série de produções shakespearianas, e foi fazer sua estréia na Broadway no final dos anos 1970. Por coincidência, foi como um ator numa peça de Shakespeare que ele apareceu pela primeira vez no cinema, durante uma sequência do romance clássico “A Garota do Adeus” (1977), de Herbert Ross. Também teve um pequeno papel em “Parceiros da Noite” (1980), de William Friedkin, antes de se voltar para a TV. Ele conquistou o primeiro reconhecimento da carreira ainda em 1980, ao interpretar seu maior vilão: Jim Jones, o líder de uma seita suicida, no telefilme baseado na tragédia real da morte de seus seguidores. Boothe venceu o Emmy de Melhor Ator pela produção, exibida no Brasil como “Jim Jones: O Pastor do Diabo”. A repercussão do prêmio o levou a conquistar papéis importantes em filmes cultuados, como “O Confronto Final” (1981), de Walter Hill, “Amanhecer Violento” (1984), de John Milius, e “A Floresta de Esmeraldas” (1985), de John Boorman. Este último foi filmado no Brasil, ocasião em que Boothe contracenou com vários atores brasileiros, como Dira Paes e Gracindo Júnior. Paralelamente, ele continuou desenvolvendo trabalhos na TV, como uma série em que encarnava o célebre detetive noir Phillip Marlowe – vivido por Humphrey Bogart no cinema. Sua filmografia ainda destaca os últimos filmes de ação violenta à moda antiga, antes do gênero virar pastiche de si mesmo e passar a alimentar o mercado de vídeo. Em ótimos passatempos da época, enfrentou Nick Nolte como rei do crime em “O Limite da Traição” (1987), foi parceiro do falecido Brandon Lee como policial incorruptível em “Rajada de Fogo” (1992) e cultivou o extremo da canastrice como terrorista em “Morte Súbita” (1995), no qual lutou contra Jean-Claude Van Damme. Graças à voz grave e presença intimidadora, acabou consolidando um perfil de intérprete de malvadões, que explorou de forma caricatural em “Sin City” (2005) e sua sequência de 2014. E também como dublador dos supervilões dos quadrinhos Gorila Grodd, em duas séries animadas da “Liga da Justiça”, e Lex Luthor, no longa animado “Superman: Brainiac Ataca” (2006). Ao mesmo tempo, mostrou versatilidade ao ingressar em diferentes gêneros, como o western em “Tombstone – A Justiça Está Chegando” (1993), o romance em “Céu Azul” (1994) e o drama histórico em “Nixon” (1995), de Oliver Stone. Sua presença também engrandeceu séries premiadas. Um de seus papéis mais memoráveis foi como o implacável dono de saloon Cy Tolliver na melhor série já feita sobre o Velho Oeste, “Deadwood” (2004-2006). Viveu ainda o perigoso vice-presidente dos EUA Noah Daniels na série “24 Horas” e no telefilme “24 Horas: A Redenção” (2008), o juiz Valentine “Wall” Hatfield na premiada minissérie “Hatfields & McCoys” (2012), o pai de Connie Britton em “Nashville” (de 2012 a 2014) e o vilão Gideon Malick na temporada passada de “Agents of SHIELD”, papel também vislumbrado no filme “Os Vingadores” (2012).
Quantico é renovada para sua 3ª temporada
A rede ABC renovou a série “Quantico” para sua 3ª temporada. A decisão foi literalmente de última hora, na véspera da apresentação da programação de outono do canal para a imprensa e anunciantes – o chamado upfront. Apesar da queda de audiência, de 4,3 milhões de telespectadores ao vivo na 1ª temporada para apenas 2,7 milhões no arco que se encerra nesta segunda (15/5), pesou na decisão o sucesso internacional da série, que é estrelada por uma atriz indiana, propiciando bons negócios na Ásia. Como a produção é do ABC Studios, o licenciamento representa lucro para o conglomerado. Mas a renovação vem acompanhada de uma mudança no formato e no comando da série. O criador Josh Safran (roteirista de “Gossip Girl”) vai deixar a função de showrunner, permanecendo apenas como consultor. Além disso, ao contrário das duas temporadas iniciais, exibidas no formato tradicional da TV aberta com 22 episódios, o novo arco terá apenas 13 capítulos, como na TV paga. Produzida pelo poderoso Mark Gordon (das séries “Criminal Minds” e “Grey’s Anatomy”), a série explora o estado de pânico reinante nos Estados Unidos em relação a ataques terroristas, especialmente em Nova York, onde a trama se passa. A 1ª temporada acompanhava um grupo de agentes novatos do FBI, que precisa lidar com um atentado terrorista que pode ter sido realizado por um dos integrantes de sua classe. Para apresentar os suspeitos, a narrativa também contou com uma trama paralela de flashback, acompanhando o treinamento dos recrutas na cidade de Quantico, na Virgínia, que dá título à produção. Já a 2ª temporada refletiu uma reviravolta na trama, com a protagonista Alex Parrish (Priyanka Chopra) recomeçando sua carreira como uma recruta da CIA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN.
Criminal Minds: Beyond Borders é cancelada após duas temporadas
A rede CBS anunciou o cancelamento de “Criminal Minds: Beyond Borders” após duas temporadas. A série tinha uma média de 4,9 milhões de telespectadores, mas pouco impacto na faixa demográfica que interessa aos anunciantes (18 a 49 anos), com 0,84 pontos de audiência. Para se ter noção, as séries da rede CW, com muito menos sintonia, conseguem melhor resultados na demo. Assim, “Criminal Minds”, que foi renovada para sua 13ª temporada em abril, já sobrevive ao cancelamento de dois spin-offs. O anterior, “Criminal Minds: Suspect Behavior”, durou apenas uma temporada em 2011. “Criminal Minds: Beyond Borders” marcava o retorno do ator Gary Sinise à CBS, após estrelar nove temporadas de outro spin-off, “CSI: NY”, entre 2004 e 2013. Criada por Erica Messer (produtora-roteirista de “Criminal Minds”) e Erica Meredith (assistente de produção de “Criminal Minds”), a série acompanhava uma unidade internacional do FBI, encarregada de auxiliar na investigação de crimes envolvendo cidadãos americanos em países estrangeiros. Além de Gary Sinise, o elenco incluía Tyler James Williams (série “Todo Mundo Odeia o Chris”), Alana De La Garza (série “Forever”), Daniel Henney (série “Hawaii Five-0”) e Annie Funke (“O Ano Mais Violento”). O último episódio irá ao ar na quarta (17/5) nos Estados Unidos. No Brasil, a série era exibida no canal pago AXN.
Scream Queens é cancelada após duas temporadas
A Fox anunciou o cancelamento de “Scream Queens” após duas temporadas. Já esperado, o final da série foi confirmado pelo presidente da rede, Gary Newman, durante a apresentação da programação de outono da Fox para a imprensa e anunciantes – evento conhecido como upfront. “É uma série de antologia, e Ryan sentiu que ele contou a história ao longo das duas temporadas, ele sentiu a história estava completa”, disse Newman, referindo-se ao criador da atração, Ryan Murphy. “Não há planos para voltar e contar mais histórias”, completou. Mas Murphy estará de volta à Fox na próxima temporada com uma nova série, seu primeiro drama na TV aberta, “9-1-1”, estrelado por Angela Bassett, com quem trabalhou em “American Horror Story”. Sátira de terror, “Scream Queens” nunca teve uma boa audiência e só se manteve no ar por duas temporadas por conta do prestígio de Murphy. De fato, a série foi o único equívoco da carreira do produtor, que já lançou sucessos como “Estética” (Nip/Tuck), “Glee”, “American Horror Story”, “American Crime Story” e o recente “Feud”. A 1ª temporada, vista por 2,7 milhões de telespectadores, acompanhava a matança de um serial killer num campus universitário, enquanto a 2ª, sintonizada por apenas 1,4 milhão, mostrou as personagens sobreviventes num hospital suspeito. Apesar do tom trash e das piadas fracas, a crítica norte-americana parecia gostar da atração, como mostram os 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes. De forma sintomática, antes mesmo do destino da série ser definido, duas de suas protagonistas já tinham avisado que não voltariam: Keke Palmer entrou na série “Berlin Station”, do canal pago Epix, e Lea Michele gravou o piloto de “The Mayor”, para a rede ABC. O bom elenco de “Screem Queens” ainda incluía Emma Roberts, Jamie Lee Curtis, Abigail Breslin e Billie Lourd.
New Girl é renovada para a 7ª e última temporada
A rede Fox anunciou a renovação da série “New Girl” para sua 7ª temporada, que será a última. A atração veterana tem uma das audiências mais baixas do canal, com apenas 2 milhões de telespectadores ao vivo nos episódios de sua temporada mais recente. Tanto que fãs e produtores estavam resignados com um possível cancelamento. Prevendo o pior, a 6ª temporada se encerrou em abril com um final que poderia servir de fecho para a série. Entretanto, a atração tem um público proporcionalmente grande na demo, registrando 0,93 pontos na faixa demográfica cobiçada pelos anunciantes (18 a 49 anos). Isto representa uma audiência de nicho altamente qualificada, melhor, inclusive, que o público de quase 6 milhões ao vivo de “Code Black”, também renovada nas últimas horas que antecedem os upfronts – apresentações da programação de outono da TV americana. A Fox não confirmou quantos episódios terá a temporada derradeira, mas ela deverá ser mais curta. Na verdade, muito curta, se for levado a sério um tuite do protagonista Jake Johnson. Ele postou que serão apenas oito capítulos, bem menos do que os tradicionais 22. Veja abaixo. Lançada em 2011, “New Girl” inovou ao centrar-se em uma personagem feminina solteira, interpretada pela atriz Zooey Deschanel, que mora com três amigos homens em um apartamento em Los Angeles. A 1ª temporada chegou a atingir 3,2 pontos na demo e 6,52 milhões de telespectadores ao vivo, tornando-se a primeira sitcom de sucesso da Fox, mas a audiência começou a desabar a partir do terceiro ano e nunca se recuperou, mesmo com participações memoráveis de Damon Wayans Jr. e Megan Fox. No Brasil, “New Girl” é exibida pelo canal Fox Life e as três primeiras temporadas também estão disponíveis na plataforma Clarovideo. #NewGirl has been picked up for 8 final episodes! Very excited to be able to finish what we started. Also Happy Mother's Day, ladies. — jake johnson (@MrJakeJohnson) May 14, 2017












