Carla Gugino vai estrelar série baseada no clássico de terror A Assombração da Casa da Colina
A atriz Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) entrou no elenco da série “The Haunting Of Hill House”, baseada no clássico de terror “A Assombração da Casa da Colina”. Ela vai se juntar a Michiel Huisman (série “Game of Thrones”), primeiro nome anunciado na produção da Netflix. “A Assombração da Casa da Colina” foi escrito por Shirley Jackson em 1959. Considerado uma das melhores histórias de fantasmas já publicadas, a obra foi adaptado para o cinema duas vezes: em 1963, quando ganhou o título nacional de “Desafio do Além”, e em 1999, como “A Casa Amaldiçoada”, oportunidade em que a história foi bastante alterada para acomodar as expectativas de um elenco de blockbuster (Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones e Owen Wilson). A trama original gira em torno de uma experiência científica conduzida por um pesquisador num casa com fama de mal-assombrada. Ele convida diversas pessoas com um passado relacionado a eventos sobrenaturais a passar uma temporada no lugar, enquanto conduz alguns testes, mas apenas duas mulheres e o herdeiro da propriedade comparecem para a aventura. Com 10 episódios em sua 1ª temporada, a atração foi desenvolvida pelo roteirista e diretor Mike Flanagan, especialista no gênero, que dirigiu os elogiados “O Espelho” (2013) e “Ouija – A Origem do Mal” (2016). Ainda não há previsão para a estreia da série.
Pistas podem ter revelado o grande vilão da 6ª temporada de Arrow
O site Bleeding Cool acredita ter descoberto qual será o grande vilão da 6ª temporada de “Arrow”. A publicação encontrou uma chamada de elenco na qual a equipe de produção procura um ator entre 30 e 40 anos para interpretar um personagem chamado Ricardo Diaz – um sujeito que havia sido preso por um crime que não cometeu e que usa o dinheiro da indenização para tomar controle do submundo do crime de Star City. Segundo o site, a descrição parece sugerir uma adaptação do personagem Ricardo Diaz, Jr., que após o reboot dos “Novos 52” tomou o lugar de Richard Dragon nas publicações da DC Comics. Richard Dragon surgiu como um herói nos quadrinhos da editora. Criado pelo lendário Denny O’Neil (responsável por desenvolver a faceta mais sombria de Batman) nos anos 1970, ele era um trombadinha que, após tentar roubar um mestre do kung fu, passa anos treinando com o velho sensei até se tornar um dos maiores lutadores das artes marciais. Ao concluir seu aprendizado, Dragon também foi o treinador de alguns super-heróis, como o Questão, Barbara Gordon, após ela ficar paraplégica, e Caçadora. Após o reboot mais recente, porém, um homem se dizendo Richard Dragon apareceu à frente de um grupo de inimigos do Arqueiro Verde, em busca de vingança contra John Diggle, que teria matado seu pai. Ele acaba sendo desmascarado como Richard Diaz Jr., um suposto estudante de Dragon que o matou e roubou sua identidade. Vale observar que os vilões que o falso Richard Dragon comandou, denominados os Caçadores (Long Bow Hunters), incluíam Rei Relógio, Tijolo, Conde Vertigo, Flecha Vermelha e Mariposa Assassina. Três deles já apareceram na série “Arrow”.
James Franco estrela pior filme de todos os tempos no teaser de The Disaster Artist
A A24 divulgou o pôster e o primeiro teaser de “The Disaster Artist”, em que James Franco (“Tinha que Ser Ele?”) reencena os bastidores daquele que é considerado o pior filme de todos os tempos, “The Room”. A prévia mostra Franco de peruca para viver Tommy Wiseau, incapaz de decorar um diálogo simples, num teste de paciência para o supervisor do script, vivido por Seth Rogen (“A Entrevista”). O filme vai recriar as condições de filmagens que geraram o “Cidadão Kane dos filmes ruins”, cultuado por ser risivelmente ruim: “The Room”, escrito, dirigido, produzido e estrelado pelo megalomaníaco Tommy Wiseau em 2005. Franco quase repete a mesma façanha em “The Disaster Artist” como estrela, diretor e produtor. Ele só não assina o roteiro, que ficou a cargo da dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber (ambos de “A Culpa É das Estrelas”). O elenco também inclui Zac Efron (“Vizinhos”), Dave Franco (“Vizinhos”), Alison Brie (“O Durão”), Josh Hutcherson (franquia “Jogos Vorazes”), Kate Upton (“Mulheres ao Ataque”), Zoey Deutch (“Tinha que Ser Ele?”), Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”), Sharon Stone (série “Agent X”), Christopher Mintz-Plasse (“Vizinhos”), além de Lizzy Caplan (“A Entrevista”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”) e Bryan Cranston (série “Breaking Bad”), que interpretam a si mesmos. A estreia está marcada para dezembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Trailer legendado de Alfa mostra a origem da domesticação dos lobos na Pré-Historia
A Sony Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Alfa”, em versão legendada e dublada. Estrelado por Kodi Smit-McPhee (o Noturno de “X-Men: Apocalipse”), o filme se passa durante a Pré-História e mostra como começou a amizade entre humanos e caninos. A prévia resume praticamente toda a trama, mas o tom de fábula não explica porque o elenco é branco e fala em inglês, quando personagens de traços indígenas fariam mais sentido na história. Segundo a sinopse, já se falava inglês na última Era do Gelo, há 20 mil anos. Durante sua primeira caçada com sua tribo, o jovem Zeta (Smith-McPhee) sofre um acidente e é deixado para trás. Ele acaba formando uma parceria com um lobo solitário, Alfa, que também foi abandonado por sua matilha. Os dois aprendem a confiar um no outro, enquanto enfrentam inúmeros perigos e procuram o caminho para voltar para casa. O filme tem roteiro e direção de Albert Hughes, que volta a comandar um longa de ficção sete anos após a sci-fi “O Livro de Eli” (2010), que ele codirigiu com o irmão Allen Hughes. “Alpha” estreia em 8 de março no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Terror Amityville: O Despertar ganha trailer dublado e legendado
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Amityville: O Despertar”, em versões legendada e dublada. A prévia mostra que a trama é uma continuação que renega os filmes anteriores. Segundo a premissa, nada aconteceu em Amityville desde os anos 1970, época em que mortes sangrentas inspiraram uma lenda e originaram a franquia de terror original. Por conta disso, uma nova família acha perfeitamente seguro se mudar para a casa mal-assombrada mais famosa do mundo. Lógico que isso é apenas o ponto de partida de um roteiro manjado de terror. Em 1979 e 2005, foram recém-casados que se mudaram para o local. Desta vez, a trama é mais próxima do segundo longa, “Terror em Amityville” (1982), em que a assombração atacava o filho adolescente dos moradores incautos. A família de vítimas da vez inclui Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”) e três filhos: Bella Thorne (série “Famous in Love”), Cameron Monaghan (série “Gotham”) e Mckenna Grace (série “Designed Survivor”). Mas o elenco ainda traz Thomas Mann (“Kong: A Ilha da Caveira”), Jennifer Morrison (série “Once Upon a Time”) e Kurtwood Smith (série “Agent Carter”). “Amityville: O Despertar” foi escrito e dirigido pelo francês Franck Khalfoun, que recentemente revisitou outro terror clássico, ao filmar o remake de “Maníaco” (1980). Vale avisar que a produção foi rodada há três anos e ainda não tem previsão de lançamento nos Estados Unidos, o que nunca é bom sinal. Rumores dão conta que sessões de teste convenceram o estúdio Dimension a desistir de distribuir o filme nos cinemas norte-americanos. A estreia está marcada para 31 de agosto nos cinemas brasileiros.
Harrison Ford tem mais destaque no novo trailer de Blade Runner 2049
A Warner divulgou um longo trailer de “Blade Runner 2049”, que dá mais ênfase ao retorno de Harrison Ford ao papel de Rick Deckard. No Brasil, o filme é distribuído pela Sony, que ainda não disponibilizou versão legendada da prévia. Com sets grandiosos e muitos efeitos visuais, o filme acompanha uma investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Ryan Gosling), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial para mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. O elenco também inclui Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Robin Wright (série “House of Cards”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), a cubana Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), o inglês Lennie James (série “The Walking Dead”), o somali Barkhad Abdi (“Capitão Phillips”), a holandesa Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”), a suíça Carla Juri (“Zonas Úmidas”) e Edward James Olmos, que retoma o papel de Gaff, visto no primeiro filme. “Blade Runner 2049” tem roteiro de Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Logan”), direção de Denis Villeneuve (“A Chegada”) e produção de Ridley Scott, o diretor do longa original. A estreia acontece em 5 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar lidera as bilheterias brasileiras pela segunda semana
“Homem-Aranha: De Volta ao Lar” foi o filme mais visto do Brasil pela segunda semana consecutiva. O longa do super-herói da Marvel sustentou o 1º lugar no ranking nacional com quase 1 milhão de ingressos vendidos e arrecadação de R$ 16,7 milhões, de acordo com levantamento do ComScore. A situação é diferente da enfrentada pelo filme na América do Norte, onde perdeu a liderança em sua segunda semana para “Planeta dos Macacos: A Guerra”. A produção sci-fi da Fox só estreia no Brasil em 3 de agosto. A maior concorrência do herói aracnídeo no país, com distribuição em mais de mil salas de cinema na quinta (13/7), seria “Carros 3”, mas a animação desapontou ao não conseguir superar nem mesmo “Meu Malvado Favorito 3”, que sustentou seu 2º lugar, com cerca de 800 mil ingressos e R$ 12 milhões de faturamento. O filme dos carrinhos da Pixar abriu apenas em 3º lugar, com pouco menos de R$ 10 milhões arrecadados e 600 mil espectadores. Em compensação, “DPA – Filme”, a versão de cinema da série infantil brasileira “Detetives do Prédio Azul”, abriu em 4º lugar ao ocupar somente 350 salas. Considerada “pré-estreia”, a distribuição “limitada” faturou quase R$ 2 milhões com 128 mil ingressos vendidos. A “estreia” oficial está marcada para o dia 20, quando o circuito será ampliado para 500 salas. O Top 5 nacional fecha com “Mulher-Maravilha”, que continua faturando mais de R$ 1 milhão por fim de semana, após sete semanas em cartaz.
Martin Landau (1928 – 2017)
O ator Martin Landau, vencedor do Oscar por “Ed Wood”, faleceu no sábado (15/6) em Los Angeles. Ele estava hospitalizado no hospital da UCLA e morreu após complicações médicas, aos 89 anos. Um dos primeiros astros de Hollywood a alternar com sucesso trabalhos na TV e no cinema, Landau começou a carreira artística como cartunista de jornal nos anos 1940, antes de ser admitido no Actor’s Studio (junto com Steve McQueen) e conseguir papéis de teatro e participações em séries na metade dos anos 1950. Na verdade, o jovem nova-iorquino nem precisou fazer muito esforço para se destacar no cinema, pois, logo de cara, chamou atenção no suspense “Intriga Internacional” (1959), de Alfred Hitchcock, interpretando o capanga de James Mason. O destaque deveria ser ainda maior no épico “Cleopatra” (1963), como General Rufio, braço direito de Marco Antonio (Richard Burton). Mas após passar um ano nas filmagens, ele descobriu que grande parte de seu desempenho tinha sido cortado, devido à longa duração do filme. Conformado, dedicou-se às séries televisivas, onde acumulou uma vasta coleção de participações em clássicos diversificados – de “Além da Imaginação” a “O Agente da UNCLE”. Fez também pequenos papéis no épico bíblico “A Maior História de Todos os Tempos” (1965) e no western “Nas Trilhas da Aventura” (1965), antes de voltar a se destacar como um pistoleiro desalmado em “Nevada Smith” (1966), estrelado pelo antigo colega Steve McQueen. A grande virada em sua carreira aconteceu em 1966, quando precisou optar entre dois convites para integrar o elenco fixo de uma série. Ele recusou o papel de Spock (que voltou para Leonard Nimoy, após ter sido rejeitado no piloto original de “Jornada nas Estrelas”), para viver o mestre dos disfarces Rollin Hand em “Missão: Impossível”, personagem que se tornou um dos favoritos do público. O papel lhe rendeu três indicações ao Emmy. Além de servir para mostrar sua versalidade, ao assumir a identidade dos diferentes vilões da semana, “Missão: Impossível” também lhe permitiu contracenar com sua esposa, Barbara Bain. Os dois trabalharam juntos na série desde o piloto de 1966 até o final da 3ª temporada, em 1969. Ele alegou diferenças criativas para sair da atração, mas os produtores afirmaram que o problema era salarial. Landau queria receber mais por ser o principal destaque do elenco. Por ironia, ao sair da série foi substituído por um novo mestre dos disfarces, Paris, vivido justamente por Leonard Nimoy. Após “Missão: Impossível”, ele tentou retomar a carreira cinematográfica, vivendo o vilão em “Noite Sem Fim” (1970), mas a falta de bons papéis no cinema o fez voltar a se juntar com Bain em outra série, a ficção científica “Espaço 1999”, produção britânica do casal Gerry e Sylvia Anderson (criadores das aventuras de fantoches “Thunderbirds”, “Capitão Escarlate” e “Joe 90”). A trama se passava no futuro, após a Lua sair da órbita da Terra, e acompanhava os sobreviventes da base lunar, enquanto travavam contato com civilizações alienígenas. As histórias eram confusas, mesmo assim a produção durou duas temporadas, entre 1975 e 1977, e perdurou em reprises e no lançamento de telefilmes derivados de seus episódios – o último foi ao ar em 1982. A experiência sci-fi continuou no cinema, com participações no filme de catástrofe apocalíptica “Meteoro” (1979) e nas tramas de contato alienígena “Sem Aviso” (1980) e “O Retorno” (1980). Ele também estrelou o slasher “Noite de Pânico” (1982), como um psicopata foragido de um hospício – junto do veterano Jack Palance – , que abriu uma fase de filmes de terror de baixo orçamento em sua filmografia. O período culminou com o divórcio da esposa e parceira Barbara Bain. Quando experimentava o pior momento da carreira, foi resgatado por Francis Ford Coppola para um dos papéis principais do drama de época “Tucker – Um Homem e Seu Sonho” (1988). A participação lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e voltou a colocá-lo em destaque. Em seguida, juntou-se a outro mestre do cinema, filmando “Crimes e Pecados” (1989), de Woody Allen, como um oftalmologista bem-sucedido, que era assombrado por um segredo mórbido. A homenagem a Fiódor Dostoiévski lhe rendeu sua segunda indicação consecutiva ao prêmio da Academia. Apesar do prestígio conquistado, Landau selecionou mal seu filmes do começo dos anos 1990, participando de “A Amante” (1992), com Robert De Niro, “Sem Refúgio” (1992), com Drew Barrymore, “Invasão de Privacidade” (1993), com Sharon Stone, e “Intersection: Uma Escolha, uma Renúncia” (1994), com Richard Gere. Esta entressafra acabou compensada pelo melhor papel de sua vida. Em 1994, Tim Burton o convidou a encarnar o ator Bela Lugosi na cinebiografia “Ed Wood”. O desempenho foi impressionante, fazendo com que roubasse a cena do astro principal, Johnny Depp. Entrou como franco-favorito na disputa do Oscar e venceu a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante com grande aclamação. No resto da década, Landau manteve um fluxo constante de trabalhos de coadjuvante, vivendo Gepetto em “As Aventuras de Pinocchio” (1996) e um dos misteriosos conspiradores de “Arquivo X: O Filme” (1998), além de integrar os elencos de “Cartas na Mesa” (1998), com os jovens Matt Damon e Edward Norton, “EdTV” (1999), com Matthew McConaughey e Woody Harrelson, e “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999), que voltou a juntá-lo com Tim Burton. As opções de cinema foram escasseando no século 21, mas em seus lugares surgiram séries, como “Entourage”, na HBO, na qual viveu um produtor de cinema, e “Desaparecidos/Without a Trace” na TV aberta, como o pai do protagonista (Anthony LaPaglia), que sofria de Alzheimer. Os dois papéis recorrentes lhe valeram indicações a prêmios Emmy, entre 2004 e 2007. Ele chegou a repetir o papel do produtor Bob Ryan no filme de “Entourage”, em 2015. E continuava filmando até hoje, tendo protagonizado “The Last Poker Game”, exibido no Festival de Tribeca deste ano, e finalizado as filmagens de “Without Ward”, com lançamento previsto para agosto. Landau teve duas filhas que seguiram sua carreira. Susan Landau Finch virou produtora de cinema, tendo trabalhado com Francis Ford Coppola em “Dracula de Bram Stoker” (1992), e Juliet Landau ficou conhecida como atriz pela série “Buffy – A Caça-Vampíros”, na qual interpretou a vampira Drusilla.
George A. Romero (1940 – 2017)
O diretor George A. Romero, que criou o conceito dos zumbis modernos com o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, morreu no domingo (16/7). Ele faleceu durante o sono, enquanto lutava contra um câncer de pulmão, aos 77 anos. Foi Romero quem concebeu a ideia de um apocalipse zumbi, no distante ano de 1968, com seu primeiro longa-metragem. Até então, zumbis eram personagens de filmes sobre vudu, relacionados à sacerdotes sobrenaturais do Haiti – como Bela Lugosi em “Zumbi, A Legião dos Mortos” (1932). Romero tirou os elementos mágicos da história, trocando-os por ficção científica. Uma contaminação e não um ritual mágico transformava as pessoas em seu clássico. E a origem dessa contaminação era vaga – um satélite vindo do espaço? O diretor nem sequer usa a palavra zumbi em seu filme, para evitar a comparação com o vudu. Eram mortos-vivos. E os protagonistas aprendiam os fatos básicos sobre as criaturas junto do público, via noticiário televisivo: os mortos-vivos eram lentos e famintos por carne humana, uma mordida ou arranhão podia transformar qualquer pessoa num deles, assim como a morte, e eles só paravam com um tiro na cabeça. Além dos elementos de terror, a trama adentrava o inesperado terreno da crítica social, ao fazer de um negro e uma mulher branca seus principais protagonistas. A combinação era inusitada para a época, quando casais inter-raciais ainda eram vistos com reprovação no mundo real. A ideia tornava-se mais impactante pelo final, em que o personagem do ator Duane Jones era morto por um caipira. Para fazer sua estreia como diretor, Romero juntou todas as suas economias, conseguidas com trabalho em comerciais, rodando o filme com apenas US$ 114 mil. Para economizar, optou pelo preto-e-branco, uma estética de documentário e apenas catchup e carne de açougue como efeito especial. O porão da fazenda, em que parte da trama acontecia, era o porão de seu próprio escritório. Amigos eram convidados a viver mortos-vivos. Tudo o que podia ser barateado, foi. “A Noite dos Mortos-Vivos” virou um fenômeno. Mas o diretor não recuperou o investimento. Afinal, o filme foi registrado sob o título original, “The Night of the Flesh-Eaters” (a noite dos canibais). Quando os produtores optaram por um nome menos sensacionalista, os direitos autorais caíram no limbo, colocando o longa em domínio público. Romero nunca viu nenhum centavo dos lançamentos em vídeo. Arrasado, ele resolveu mostrar que era um diretor sério, filmando uma comédia romântica (“There’s Always Vanilla”, em 1971), que foi um fracasso. Também tentou misturar drama e sobrenatural numa história de dona de casa que se envolve com bruxaria (“Season of the Witch”, em 1972). Nenhum desses filmes despertou o mesmo interesse de sua estreia. Assim, decidiu retomar conceitos de seu clássico. Seu quarto filme voltou a lidar com infecção, claustrofobia, ataque de contaminados enraivecidos e a reação desumana do governo federal. “O Exército do Extermínio” (1973) mostrou um vírus que transformava a população de uma cidadezinha da Pensilvânia em assassinos alucinados. Desta vez, porém, não bastava enfrentar os infectados. O terror também vinha dos militares que cercavam o local, forçando uma quarentena para impedir a fuga dos sobreviventes. O longa virou cult e ganhou um remake em 2010 (“Epidemia”), mas na época não rendeu o suficiente para que Romero continuasse a se aventurar no cinema de forma independente. Ele foi, então, dirigir documentários esportivos para a TV. Fez até um filme sobre um jovem esportista em ascensão, chamado O.J. Simpson. Mas só conseguiu ficar cinco anos tempo longe de sua paixão. Ao voltar, fez outro cult, “Martin” (1978), história de um rapaz obcecado por sangue, um serial killer que acreditava ser um vampiro. Tornou-se o filme favorito do diretor, ainda que não tenha feito sucesso nas bilheterias. A esta altura, a influência de “A Noite dos Mortos-Vivos” já tinha chegado ao cinema europeu. Um grupo de investidores italianos procurou Romero, interessado em produzir um novo filme de zumbis, entre eles o cineasta Dario Argento (“Suspiria”). Romero ganhou seu primeiro grande orçamento e carta branca para escrever e dirigir como quisesse. E o resultado foi sua obra-prima visceral. Para “Despertar dos Mortos” (1978), o diretor quis mostrar como a epidemia zumbi afetava um grande centro urbano. Juntou uma produtora de telejornal, um piloto de helicóptero e dois policiais da tropa de choque em fuga de uma metrópole infestada, com zumbis irrompendo em estúdios televisivos, em cortiços superlotados e… num shopping center. Ao concentrar a ação no shopping gigante dos subúrbios de Pittsburgh, o filme estabeleceu um dos cenários mais famosos do terror, ao mesmo tempo em que superou seu próprio gênero, inserindo comentário social de humor negro na materialização de zumbis consumistas, que continuavam a demonstrar fervor materialista após a morte. Perguntado porque os zumbis estavam reunidos ali, um personagem responde: “Algum tipo de instinto. Memória do que costumavam fazer. Este era um lugar importante nas suas vidas”. Foi durante a produção que Romero descobriu que perdera direito ao título “Mortos-Vivos”. Um produtor lançaria uma nova franquia com este nome, referenciando “A Noite dos Mortos Vivos” e espalhando ainda mais o gênero – a partir de “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985). O próprio “Despertar dos Mortos” originou outra saga, ao ganhar uma continuação de seus produtores italianos, chamada “Zumbi 2 – A Volta dos Mortos” (1979). Alheio à proliferação dos filmes de zumbis, Romero rodou “Cavaleiros de Aço” (1981), sobre gangues de motoqueiros que se portavam como se fossem cavaleiros medievais, estrelado por Tom Savini – que liderou a gangue de motoqueiros de “Despertar dos Mortos”. A ideia bizarra também virou cult. Para sacramentar sua fama como diretor de terror, ele ainda firmou uma parceria com o escritor Stephen King, que escreveu um de seus raros roteiros originais para o diretor: “Creepshow – Show de Horrores” (1982), uma homenagem aos antigos quadrinhos de terror da editora EC Comics (que publicava, entre outros, “Tales of the Crypt”). Ao perceber que os mortos-vivos tinham virado febre, ele retomou as criaturas em “Dia dos Mortos” (1985), passado num bunker militar. Mais claustrofóbico que nunca e igualmente influente, o filme tratou de mostrar que a ameaça humana podia ser tão ou mais perigosa que o ataque das criaturas, num mundo em que os sobreviventes se tornavam psicopatas. De quebra, o longa rendeu o primeiro trabalho da carreira de Greg Nicotero, futuro produtor da série “The Walking Dead”, como assistente de Tom Savini na criação das maquiagens dos zumbis. A reputação conquistada com a trilogia zumbi levou Romero a produzir uma série de TV, “Galeria do Terror” (Tales from the Darkside), que durou quatro temporadas, e também o aproximou dos grandes estúdios. O thriller “Instinto Fatal” (1988) foi uma produção da Orion, distribuída por Fox e Warner no exterior. Mas a história do macaco que aterrorizava seu dono paraplégico teve mais mídia que público. Ele voltou a colaborar com Dario Argento em “Dois Olhos Satânicos” (1990), que levou às telas dois contos distintos de Edgar Allan Poe – um dirigido por Romero, outro por Argento. E com Stephen King, na adaptação de “A Metade Negra” (1993), outra produção grandiosa para os padrões do diretor. Apesar da expectativa, os filmes não agradaram à crítica e nem renderam as bilheterias esperadas. Assim, Romero não encontrou as mesmas facilidades para realizar novos projetos. Só foi retomar a carreira sete anos depois com “A Máscara do Terror” (2000), uma história original sobre um homem deformado, que não teve impacto algum. Mas lá atrás, em 1990, ele se envolveu em algo que lhe daria dividendos. O próprio Romero produziu e roteirizou o primeiro remake de “A Noite dos Mortos-Vivos”, desta vez realizado à cores e com um final bem diferente. A produção foi um sucesso e inaugurou a tendência de refilmagens de sua obra. Em 2004, Zack Snyder fez o remake de “Despertar dos Mortos”, lançado no Brasil com o título de “Madrugada dos Mortos”. E a obra fez tanto sucesso que muita gente passou a perguntar porque Romero não fazia mais filmes de zumbis. A própria Universal Pictures, que distribuiu o filme de Snyder, procurou Romero interessada em saber sua disposição para retomar o gênero. O diretor se viu com o maior orçamento de sua carreira para filmar “Terra dos Mortos” (2005). Ele não esqueceu do amigo Dario Argento e convidou a filha do cineasta, Asia Argento, para estrelar a produção, ao lado de astros como o veterano Dennis Hopper, John Leguizamo e Simon Baker. Para completar, diversos figurantes famosos viveram zumbis na produção, como Simon Pegg e o diretor Edgar Wright, que recém tinham feito a comédia zumbi “Todo Mundo Quase Morto” (2004), sem esquecer de Savini e Nicotero. Desta vez, a trama se passava numa cidade-fortaleza, com milionários encastelados e proletários lutando para manter os privilégios da classe dominante. A mensagem não agradou muito o estúdio, que aproveitou a baixa bilheteria para limar o projeto de continuação, que Romero pretendia rodar com os sobreviventes da história. Seria sua primeira sequência a retomar personagens. A febre dos filmes de “found footage” (imagens encontradas) inspirou Romero a produzir mais um filme de zumbis, desta vez com baixíssimo orçamento, como no começo de sua carreira, na base da câmera na mão e um tiro na cabeça. Com “Diário dos Mortos” (2007), ele ainda revisitou os primeiros dias da epidemia. Mas por mais barato que tenha sido, o filme não se pagou. Não rendeu nem US$ 1 milhão na América do Norte. O cineasta rodou um último filme a partir de algo que sempre lhe questionaram: por que os sobreviventes não vão para uma ilha? “A Ilha dos Mortos” (2009) explicou porquê, com direito a uma cena trash fantástica, de luta entre zumbi e tubarão. Apesar de ter retomado os zumbis em seus últimos filmes, ele via com desgosto a popularização do gênero. Não gostava de zumbis velozes, como os mostrados no remake de “Madrugada dos Mortos”. Recusou até um convite para dirigir um episódio de “The Walking Dead”, porque dizia que a série era “uma novela com zumbis” e achava que sua participação poderia “legitimá-la”. Ele também escreveu para videogames e quadrinhos, e buscava tirar do papel seu sétimo filme de zumbis via crowdfunding. Romero chegou a finalizar o roteiro, intitulado “Road of the Dead” (estrada dos mortos), que previa corridas de carros malucas, em que zumbis competiam para a diversão de humanos ricos. A ideia era lançar o filme em 2018, quando “A Noite dos Mortos-Vivos” completaria 50 anos.
Conheça o visual da Ordem Negra de Thanos, vilões do próximo filme dos Vingadores
Ao contrário das demais produções badaladas da D23, a Disney não liberou na internet a prévia de “Vingadores: Guerra Infinita”, apenas um vídeo da apresentação no elenco no palco do evento. Mas um par de fotos dos bastidores acabou causando quase a mesma sensação de um trailer inédito. As imagens trazem Josh Brolin erguendo a luva com a Manopla do Infinito, à frente de esculturas com os personagens da Ordem Negra de Thanos. Isto não apenas confirma a participação dos vilões na produção, como adianta o visual dos filhos de Thanos: Corvus Glaive, Proxima Meia-Noite, Fauce de Ébano e Anão Negro. Dá para imaginar a reação de Gamora (Zoe Saldana) e Nebula (Karen Gillan) quando virem seus “irmãos” na trama. E não, elas não vão rolar no chão de tanto rir dos nomes deles, porque o roteiro não é de James Gunn (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”). Com roteiro da dupla Christopher Markus e Stephen McFeely e direção dos irmãos Russo (repetindo a parceria de “Capitão América: Guerra Civil”), o terceiro filme dos Vingadores chega aos cinemas brasileiros no dia 26 abril de 2018.
Planeta dos Macacos vence a guerra pelo 1º lugar nas bilheterias da América do Norte
“Planeta dos Macacos: A Guerra” venceu a batalha pelas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá em sua estreia, encarando de frente a competição de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que não conseguiu segurar-se no teto em sua segunda semana em cartaz. O terceiro filme da franquia sci-fi da Fox arrecadou US$ 56,5 milhões em 4.022 salas de cinema (considere que o Brasil inteiro tem pouco mais de 3 mil salas…), praticamente repetindo a bilheteria do filme inaugural da trilogia, “Planeta dos Macacos: A Origem” (US$ 54,8 milhões em sua estreia, em 2011). Apesar disso, também foi vítima do desgaste que tem acompanhado os lançamentos de continuações em 2017, rendendo bem menos que o capítulo anterior, “Planeta dos Macacos: O Confronto” (US$ 72,6 milhões em 2014). Mas “A Guerra” saiu-se melhor que seus concorrentes, como “Transformers: O Último Cavaleiro” e “Piratas do Caribe: A Maldição de Salazar”, que tiveram desempenho desastroso nas bilheterias domésticas. A grande diferença entre o filme estreante e os anteriores foram as críticas positivas. O terceiro “Planeta dos Macacos” tem 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O lançamento no Brasil está previsto para 3 de agosto e o ator Andy Serkis, que interpreta Caesar, anunciou que virá ao país participar da divulgação. “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” ficou em 2º lugar com US$ 45,2 milhões, após uma queda de 61% na arrecadação em relação ao seu fim de semana de abertura – muito maior do que Sony e Marvel projetavam. Por outro lado, em apenas 10 dias a produção já bateu a bilheteria doméstica de “O Espetacular Homem-Aranha 2”. Atualmente com US$ 208,2 milhões na América do Norte, o reboot ultrapassou o total de US$ 202,8 milhões alcançados pelo lançamento de 2014 ao longo de 16 fins-de-semana. Assim como “Planeta dos Macacos: A Guerra”, o filme do super-herói também é um sucesso de crítica, com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além do blockbuster da Fox, a semana só teve outra estreia ampla, o terror “7 Desejos”, que decepcionou com US$ 5,5 milhões e uma abertura em 7º lugar. O pouco interesse do público pode ter sido reflexo das críticas negativas. Com apenas 20% no Rotten Tomatoes, a nova obra do diretor de “Annabelle” foi considerada pouco assustadora e sem originalidade. A trama gira em torno de uma caixinha de música mágica, capaz de realizar desejos, que vai parar na mão de uma menina de 17 anos (Joey King, de “Independence Day: O Ressurgimento”). Não demora para ela descobrir que, a cada desejo concedido, deve pagar um preço terrível. A estreia no Brasil está marcada para 27 de julho. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Planeta dos Macacos: A Guerra Fim de semana: US$ 56,5 milhões Total EUA: US$ 56,5 milhões Total Mundo: US$ 102,5 milhões 2. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 45,2 milhões Total EUA: US$ 208,2 milhões Total Mundo: US$ 469,3 milhões 3. Meu Malvado Favorito 3 Fim de semana: US$ 18,9 milhões Total EUA: US$ 187,9 milhões Total Mundo: US$ 619,3 milhões 4. Em Ritmo de Fuga Fim de semana: US$ 8,7 milhões Total EUA: US$ 73,1 milhões Total Mundo: US$ 96,2 milhões 5. The Big Sick Fim de semana: US$ 7,6 milhões Total EUA: US$ 16 milhões Total Mundo: US$ 16,1 milhões 6. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 380,6 milhões Total Mundo: US$ 764,8 milhões 7. 7 Desejos Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 5,5 milhões Total Mundo: US$ 5,5 milhões 8. Carros 3 Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 140 milhões Total Mundo: US$ 222,9 milhões 9. Transformers: O Último Cavaleiro Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 124,8 milhões Total Mundo: US$ 517,2 milhões 10. The House Fim de semana: US$ 1,7 milhão Total EUA: US$ 23,1 milhões Total Mundo: US$ 28,5 milhões
Minissérie de terror Mr. Mercedes ganha trailer ao som de clássico da banda King Crimson
O canal pago americano Audience divulgou um banner e o primeiro trailer de “Mr. Mercedes”, nova minissérie baseado num romance de terror de Stephen King. A prévia explora o confronto psicológico dos protagonistas, mas o que chama atenção é a trilha, já que é a primeira vez que um clássico progressivo da banda King Crimson (“21st Century Schizoid Man”, de 1969) aparece num comercial do gênero – ainda que num cover moderno da banda Fuzz. A trama gira em torno de Brady Hartsfield, um motorista de caminhão de sorvete que, secretamente, é o criminoso conhecido como Assassino do Mercedes, culpado pela morte de oito pessoas, que ele atropelou com seu carro ao avançar sobre uma multidão. O caso ficou sem solução, até ele resolver atormentar o detetive responsável pela investigação, Bill Hodges, que decide abandonar a aposentadoria ao receber uma carta anônima do culpado. A adaptação do livro de 2014 traz Brendan Gleeson (“O Guarda”) como o detetive Bill Hodges e Harry Treadaway (série “Penny Dreadful”) como Brady Hartsfield, papel que chegou a ser negociado com o falecido Anton Yelchin (“Star Trek: Sem Fronteiras”). O elenco coadjuvante inclui Mary-Louise Parker (série “Weeds”), Kelly Lynch (série “Magic City”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), Scott Lawrence (série “Legion”), Breeda Wool (série “UnReal”), Ann Cusack (“O Abutre”), Justine Lupe (série “Cristela”) e Holland Taylor (série “Two and a Half Men”). Os roteiros estão a cargo de David E. Kelley (da minissérie “Big Little Lies”) e os dez episódios serão dirigidos por Jack Bender (séries “Lost” e “Game of Thrones”). Kelley e Bender também dividem a produção da minissérie, que estreia em 9 de agosto nos Estados Unidos.
Conheça a abertura da série baseada no filme animado Operação Big Hero
O canal pago Disney XD divulgou a abertura da série animada baseada no longa “Operação Big Hero” (2014), que foi exibida durante a D23. A prévia volta a reunir os personagens do filme, vencedor do Oscar de Melhor Animação. A história se passa imediatamente após os eventos vistos no cinema e continua as aventuras de Hiro, o gênio tecnológico de 14 anos, ao lado de seu companheiro inflável Baymax e demais personagens, que formam o primeiro grupo de super-heróis da Marvel desenvolvidos para uma animação da Disney. Os dubladores americanos serão praticamente os mesmos do filme: Jamie Chung como Go Go Tamago, Genesis Rodriguez como Honey Lemon, Scott Adsit como robô Baymax, Maya Rudolph como a tia Cass, Alan Tudyk como guru da tecnologia Alistair Krei, Ryan Potter como o protagonista Hiro e até Stan Lee como o pai de Fred. As mudanças ficam por conta das vozes de Brooks Wheelan (do humorístico “Saturday Night Live”) como Fred (dublado por T.J. Miller no filme) e Khary Payton (o Ezekiel de “The Walking Dead”) como Wasabi (Damon Wayans Jr. no cinema). Com produção de Mark McCorkle e Bob Schooley, os criadores de “Kim Possible”, a série vai estrear no canal pago Disney XD em data ainda não divulgada.












