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    Planeta dos Macacos: A Guerra estreia com bilheteria recorde na China

    17 de setembro de 2017 /

    “Planeta dos Macacos: A Guerra” atingiu um faturamento muito acima do previsto em seu lançamento na China, juntando-se aos três filmes que bateram recordes cinematográficos neste fim de semana – “It: A Coisa”, que estabeleceu novo recorde de arrecadação de terror na América do Norte, “Mãe!”, responsável pela pior abertura da carreira de Jennifer Lawrence, e “Dunkirk”, promovido a maior bilheteria mundial de um filme de guerra. A ficção científica do diretor Matt Reeves abriu com US$ 62,3 milhões em sua estreia chinesa, faturando mais em seus três dias iniciais no país do que em sua abertura nos Estados Unidos e no Canadá há dois meses. O filme também tinha conquistado o 1º lugar em sua estreia na América do Norte, mas na ocasião fez US$ 56,5 milhões. O resultado é a maior estreia de um filme da Fox na China, num aumento de 42% em relação ao título anterior da franquia, “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014). O desempenho também é 20% melhor que o antigo recordista do estúdio: “Logan”, lançado no começo do ano. Graças ao volume monetário proveniente da China, “Planeta dos Macacos: A Guerra” virou a maior bilheteria internacional do fim de semana, superando “It: A Coisa”, que somou US$ 60,3 milhões nos últimos três dias no exterior. Elogiadíssimo pela crítica (93% de aprovação no site Rotten Tomatoes), o filme ainda estava no vermelho nas contas da Fox, graças ao orçamento elevado de US$ 150 milhões, responsável por bancar os efeitos especiais mais realistas e épicos da franquia. Com a arrancada chinesa, o terceiro “Planeta dos Macacos” finalmente saiu da sombra do remake de Tim Burton, considerado um fracasso em 2001 com US$ 362,2 milhões mundiais. A produção atingiu US$ 433,7 milhões em todo o mundo, dos quais apenas 33,6% (US$ 145,8 milhões) foram conquistados na América do Norte. Embora não vá repetir o feito mundial do segundo filme (US$ 710,6 milhões), agora deve ultrapassar o longa inaugural, “Planeta dos Macacos: A Origem”, que fez US$ 481,8 milhões em 2011. “A Guerra” ainda vai estrear em outubro no Japão. O bom resultado no cobiçado mercado chinês pode até animar a Fox a continuar a franquia, após sinalizar esgotamento do ciclo.

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    Dunkirk quebra recorde mundial com a maior bilheteria de filme de guerra da História

    17 de setembro de 2017 /

    O fim de semana registrou um terceiro recorde nas bilheterias de cinemas. Além das marcas de “It: A Coisa”, que quebrou o recorde de arrecadação de terror na América do Norte, e a negativação de “Mãe!” como pior abertura da carreira de Jennifer Lawrence, “Dunkirk” também fez História. Com seus US$ 508,3 milhões de faturamento mundial ao longo de dois meses, o longa dirigido por Christopher Nolan atingiu a maior bilheteria de um filme de guerra em todos os tempos, superando “O Resgate do Soldado Ryan”, que fez US$ 481 milhões em 1998. Filmes sobre a 2ª Guerra Mundial não costumam virar blockbusters. Mas os lançamentos do diretor Christopher Nolan, responsável pela trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e “Interestelar”, nunca decepcionaram a Warner, que investiu uma fortuna em marketing para a divulgação de “Dunkirk”, praticamente dobrando os gastos de US$ 100 milhões de seu orçamento. A aposta era mais no prestígio, com possibilidade de Oscar, do que em lucro. Mas “Dunkirk” vai render mais que alguns trocados. A popularidade da produção pode ser atestada pelo fato de ter sido lançada em julho e ainda figurar entre os dez filmes mais assistidos da semana na América do Norte. Mas mesmo com o sucesso, o filme não deve superar o recorde doméstico de quase 20 anos de “O Resgate do Soldado Ryan”. Isto porque “Dunkirk” rendeu o dobro no exterior. Nos EUA e Canadá, sua bilheteria atingiu US$ 185,1 milhões, enquanto o filme dos anos 1990 de Steven Spielberg fez US$ 216,5 milhões no mercado doméstico. Na época, inclusive, o preço dos ingressos era bem mais barato.

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    It: A Coisa já é a maior bilheteria do terror em todos os tempos na América do Norte

    17 de setembro de 2017 /

    “It: A Coisa” continua pavoroso para seus concorrentes nas bilheterias da América do Norte. Em sua segunda semana, a adaptação de Stephen King fez simplesmente US$ 60 milhões, valor que a maioria dos lançamentos de Hollywood não consegue atingir em sua estreia. A produção já deixou para trás vários recordes e começa a quebrar novos, ao chegar agora a um total de US$ 218,7 milhões, somados em apenas 10 dias em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá. Com isso, atingiu – de forma incrivelmente rápida – a maior bilheteria doméstica do gênero terror em todos os tempos. O recorde anterior pertencia ao clássico “O Exorcista”, com a marca de US$ 193 milhões em 1974. Claro que, na época, o preço dos ingressos era bem menor. Mas o sucesso de “It: A Coisa” não dá mostras de diminuir e pode chegar a valores que nem cálculos de compensação pela inflação poderão retrucar. A cada semana que passar, o filme vai ampliar seu recorde. Seus US$ 218,7 milhões, por sinal, já derrubaram outro recorde: melhor arrecadação de um filme lançado durante o mês de setembro. E olha que o mês está apenas na metade. No resto do mundo, os valores também são impressionantes. O longa dirigido por Andy Muschietti atingiu US$ 371,3 milhão ao redor do globo e deve ultrapassar os US$ 500 milhões nas próximas duas semanas. Nunca é demais lembrar que a produção custou apenas US$ 35 milhões para ser realizada. Os mais apavorados com a voracidade do filme monstruoso são os estúdios que tiveram lançamentos amplos nesta semana. A Lionsgate pretendia fazer de “O Assassino: O Primeiro Alvo” o começo de uma franquia de ação estrelada por Dylan O’Brien. O personagem do longa, Mitch Rapp, protagonizou 14 best-sellers do escritor Vince Flynn, que faleceu em 2013. Mas, apesar de abrir em 2º lugar, a estreia rendeu apenas US$ 14,8 milhões. O estúdio agora vai considerar suas opções, levando em conta que “O Assassino” custou ainda menos que “It”, US$ 33 milhões, e teve uma abertura similar a “De Volta ao Jogo” (John Wick) em 2014. O longa estrelado por Keanu Reeves virou franquia, mas apenas porque o estúdio foi convencido pelas críticas positivas (85% de aprovação no site Rotten Tomatoes) de que uma continuação se aproveitaria do hype – o que de fato aconteceu. A má notícia é que as críticas de “O Assassino” foram negativas (33%). Mas críticas são realmente tão importantes assim? Afinal, “Mãe!”, o novo filme dirigido por Darren Arnofsky e estrelado por Jennifer Lawrence, ganhou muitos elogios na imprensa (68% de aprovação), e mesmo assim foi considerado um dos piores filmes do ano pelo público, que lhe deu nota “F” no levantamento do CinemaScore. Pouquíssimos longas tem avaliação tão ruim, porque o público costuma gostar de tudo – é fato, basta ver as notas do CinemaScore. Pois o público realmente odiou e o boca-a-boca negativo se provou um desastre para a produção da Paramount, que abriu em 3º lugar com apenas US$ 7,5 milhões. O valor é quase metade do que fez “O Assassino” e 12,5% do arrecadado por “It” nos últimos três dias. Também representa um recorde negativo na carreira de Jennifer Lawrence, como a pior bilheteria de estreia de sua filmografia – superando “A Última Casa da Rua”, que abriu com US$ 12,2 milhões em 2012. A sorte da Paramount é “Mãe!” ser, supostamente, o lançamento amplo mais barato da semana, tendo custado US$ 30 milhões declarados. Mas há controvérsias a respeito deste número. “Mãe!” e “O Assassino” agora vão duelar com “It” no Brasil, onde estreiam na quinta-feira (21/9). A diferença é que pegarão o palhaço Pennywise mais cansado, em sua terceira semana em cartaz, após liderar as bilheterias nacionais por dois fins de semana consecutivos. Confira abaixo como se saíram os demais filmes que completam a lista das dez maiores bilheterias dos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá. Clique nos títulos para ver os trailers de cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. It: A Coisa Fim de semana: US$ 60 milhões Total EUA: US$ 218,7 milhões Total Mundo: US$ 371,3 milhão 2. O Assassino: O Primeiro Alvo Fim de semana: US$ 14,8 milhões Total EUA: US$ 14,8 milhões Total Mundo: US$ 21 milhões 3. Mãe! Fim de semana: US$ 7,5 milhões Total EUA: US$ 7,5 milhões Total Mundo: US$ 13,5 milhões 4. De Volta para Casa Fim de semana: US$ 5,3 milhões Total EUA: US$ 17,1 milhões Total Mundo: US$ 17,1 milhões 5. Dupla Explosiva Fim de semana: US$ 3,5 milhões Total EUA: US$ 70,3 milhões Total Mundo: US$ 70,3 milhões 6. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 99,9 milhões Total Mundo: US$ 291,1 milhões 7. Terra Selvagem Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 29,1 milhões Total Mundo: US$ 29,1 milhões 8. A Bailarina Fim de semana: US$ 2,1 milhões Total EUA: US$ 18,6 milhões Total Mundo: US$ 102,5 milhões 9. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 1,8 milhão Total EUA: US$ 330,2 milhões Total Mundo: US$ 861,2 milhões 10. Dunkirk Fim de semana: US$ 1,3 milhão Total EUA: US$ 185,1 milhões Total Mundo: US$ 508,3 milhões

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  • Série

    Emmy 2017 reflete avanço do streaming, diversidade e renovação entre as séries

    17 de setembro de 2017 /

    A Academia de Televisão dos Estados Unidos realiza neste domingo (17/9) a 69ª edição de sua premiação, os Emmy Awards. E a ausência de “Game of Thrones”, recordista do troféu, que este ano só foi ao ar após a divulgação dos indicados, além do fim das premiadas “Downton Abbey” e “Mad Men”, abriu espaço para uma grande renovação na disputa. A principal novidade foi o destaque obtido pela sci-fi “The Handmaid’s Tale”, primeira produção do serviço de streaming Hulu a obter indicação ao Emmy de Melhor Série de Drama. Também chamou atenção a evidência conseguida por “This Is Us”, num feito raro nesses dias de TV em toda parte. Produção de rede comercial aberta, o drama geracional provou ter qualidade suficiente para disputar o troféu com as atrações premium dos serviços por assinatura. Mas a Netflix conseguiu se destacar com um feito ainda mais significativo, ao emplacar três produções na prestigiosa disputa de Drama: “The Crown”, “Stranger Things” e “House of Cards”. Ainda mais interessante é que, dentre as sete séries dramáticas indicadas, a maioria (quatro) são produções exibidas por streaming e não por transmissão televisiva. Ou seja, o paradigma mudou. A decepção fica por conta da Amazon, que não conseguiu ampliar muito sua presença além de “Transparent”, sua realização mais premiada. De forma significativa, a categoria das Melhores Séries de Drama abriga cinco produções estreantes: “This Is Us”, “The Handmaid’s Tale”, “Westworld”, “The Crown” e “Stranger Things”, que competem com as veteranas “Better Call Saul” e “House of Cards”. A quantidade de títulos de ficção científica é outro dado ilustrativo dos novos tempos. Em compensação, entre as comédias a única novidade é “Atlanta”, que, por sinal, é favorita na disputa com “Black-ish”, “Master of None”, “Silicon Valley”, “Unbreakable Kimmy Schmidt”, “Veep” e a perene “Modern Family”. Outro detalhe desta lista é que, entre as cinco séries, três têm protagonistas negros e pardos. Esta diversidade também está presente nas categorias de interpretação, com recorde de representatividade afro-americana. Ao todo, 27 artistas não brancos vão disputar troféus neste ano, superando os 21 do ano passado. E o número chega a 30, quando se incluem os apresentadores de reality shows. A abundância pode ser atribuída ao aumento das produções voltadas para nichos específicos, que ganharam impulso com o streaming e a TV paga. Entretanto, foi uma série da TV aberta que rendeu o maior número de atores negros indicados. “This Is Us” trouxe indicações para Sterling K. Brown (Melhor Ator em Série de Drama), Ron Cephas Jones (Coadjuvante) e Brian Tyree Henry (Ator Convidado). A estrela mais famosa na disputa é Viola Davis (“How to Get Away with Murder”), que há dois anos se tornou a primeira negra a vencer como Melhor Atriz de Drama, categoria em que volta a concorrer. No início deste ano, ela também conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Fences” (o filme lançado no Brasil como “Um Limite Entre Nós”). Apesar da grande representatividade de artistas negros, a diversidade não é tão ampla assim, com apenas dois indianos/paquistaneses (Ansari e Riz Ahmed), um latino (Lin-Manuel Miranda, que disputava um Emmy preliminar) e um asiático (BD Wong, igualmente derrotado na disputa preliminar) na relação de minorias não brancas. A premiação também destaca telefilmes, e a lista deste ano causou sobressaltos ao incluir episódios de duas séries: “Black Mirror” e “Sherlock”. Esta anomalia reflete a grande qualidade das séries e a safra fraca dos filmes feitos para TV, da qual só se destaca realmente “The Wizard of Lies”, da HBO. Entre as minisséries e séries limitadas (leia-se de antologia), apenas “Fargo” é veterana, abrindo espaço para mais uma antologia de Ryan Murphy, “Feud”, duas novidades bem distintas da HBO, “The Night Of” e “Big Little Lies”, e a surpresa de “Genius”, do estranho no ninho National Geographic. Em contraste com tantas novidades, a atração que obteve maior quantidade de indicações está no ar há mais de 40 anos: o humorístico “Saturday Night Life”. Contando prêmios técnicos, a produção veterana recebeu 22 indicações – mesmo número de “Westworld”, principal herdeiro de “Game of Thrones” nas categorias técnicas (efeitos). A premiação técnica, por sinal, já aconteceu. Considerado um evento preliminar e batizado de Emmy das Artes Criativas, os troféus de editores, cinematógrafos, figurinistas, maquiadores, compositores e técnicos em geral foi entregue no fim de semana passado e rendeu empate entre “Westworld” e “Strange Things”. Ambas as séries saíram com cinco Emmys cada. A cerimônia antecipada também premia atores convidados (que não fazem parte do elenco fixo central), e rendeu os primeiros troféus de interpretação de “Handmaid’s Tale” e “This Is Us”, vencidos, respectivamente, por Alexis Bledel e Gerald McRaney, além de perpetuar o domínio de “Saturday Night Life” nas categorias de convidados de comédia. Confira a lista completa dos Emmys preliminares aqui. Com apresentação de Stephen Colbert, a cerimônia principal do Emmy 2017 será realizada no Microsoft Theater, em Los Angeles, e exibida ao vivo pelo canal pago TNT. Saiba mais sobre a transmissão aqui e veja abaixo a lista completa dos indicados. Indicados ao Emmy 2017 Melhor Série de Drama “Better Call Saul” “The Crown” “The Handmaid’s Tale” “Stranger Things” “This Is Us” “Westworld” “House of Cards” Melhor Série de Comédia “Atlanta” “Black-ish” “Master of None” “Modern Family” “Silicon Valley” “Unbreakable Kimmy Schmidt” “Veep” Melhor Minissérie ou Série Limitada “Big Little Lies” “Fargo” “Feud” “Genius” “The Night Of” Melhor Telefilme “The Wizard of Lies” “Black Mirror: San Junipero” “Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love” “The Immortal Life of Henrietta Lacks” “Sherlock: The Lying Detective” Melhor Atriz em Série de Drama Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) Claire Foy (“The Crown”) Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Keri Russell (“The Americans”) Evan Rachel Wood (“Westworld”) Robin Wright (“House of Cards”) Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Anthony Hopkins (“Westworld”) Matthew Rhys (“The Americans”) Liev Schreiber (“Ray Donovan”) Kevin Spacey (“House of Cards”) Milo Ventimiglia (“This Is Us”) Melhor Atriz em Série de Comédia Pamela Adlon (“Better Things”) Jane Fonda (“Grace and Frankie”) Alison Janney (“Mom”) Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Julia Louis Dreyfuss (“Veep”) Tracee Elliss Ross (“Black-ish”) Lily Tomlin (“Grace and Frankie”) Melhor Ator em Série de Comédia Anthony Anderson (“Black-ish”) Aziz Ansari (“Master Of None”) Zach Galifianakis (“Baskets”) Donald Glover (“Atlanta”) William H. Macy (“Shameless”) Jeffrey Tambor (“Transparent”) Melhor Atriz em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Carrie Coon (“Fargo”) Felicity Huffman (“American Crime”) Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Jessica Lange (“FEUD: Bette and Joan”) Susan Sarandon (“FEUD: Bette and Joan”) Reese Witherspoon (“Big Little Lies”) Melhor Ator em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Riz Ahmed (“The Night Of”) Benedict Cumberbatch (“Sherlock – The Lying Detective”) Robert De Niro (“The Wizard of Lies”) Ewan McGregor (“Fargo”) Geoffrey Rush (“Genius”) John Turturro (“The Night of”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Samira Wiley (“The Handmaid’s Tale”) Uzo Aduba (“Orange Is the New Black”) Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) Chrissy Metz (“This Is Us”) Thandie Newton (“Westworld”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama John Lithgow (“The Crown”) Jonathan Banks (“Better Call Saul”) Mandy Patinkin (“Homeland”) Michael Kelly (“House of Cards”) David Harbour (“Stranger Things”) Ron Cephas Jones (This Is Us) Jeffrey Wright (Westworld) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) Vanessa Beyer (“Saturday Night Live”) Leslie Jones (“Saturday Night Live”) Anna Chlumsky (“Veep”) Judith Light (“Transparent”) Kathryn Hahn (“Transparent”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Alec Baldwin (“Saturday Night Live”) Louie Anderson (“Baskets”) Ty Burrell (“Modern Family”) Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Tony Hale (“Veep”) Matt Walsh (“Veep”) Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Regina King (“American Crime”) Shailene Woodley (“Big Little Lies”) Laura Dern (“Big Little Lies”) Judy Davis (“Feud”) Jackie Hoffman (“Feud”) Michelle Pfeiffer (“The Wizard of Lies”) Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) David Thewlis (“Fargo”) Alfred Molina (“Feud”) Stanley Tucci (“Feud”) Bill Camp (“The Night Of”) Michael K. Williams (“The Night Of”) Melhor Direção em Série de Drama Vince Gilligan (“Better Call Saul”) Lesli Linka Glatter (“Homeland”) The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Stephen Daldry (“The Crown”) Reed Morano (“The Handmaid’s Tale”) Kate Dennis (“The Handmaid’s Tale”) Jonathan Nolan (“Westworld”) Melhor Direção em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Jamie Babbit (“Silicon Valley”) Mike Judge (“Silicon Valley”) Morgan Sackett (“Veep”) David Mandel (“Veep”) Dale Stern (“Veep”) Melhor Direção em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Jean-Marc Vallée (“Big Little Lies”) Noah Hawley (“Fargo”) Ryan Murphy (“FEUD: Bette And Joan”) Ron Howard (“Genius”) James Marsh (“The Night Of”) Steven Zaillian (The Night Of) Melhor Roteiro em Série de Drama Joel Fields, Joe Weisberg (“The Americans”) Gordon Smith (“Better Call Saul”) Peter Morgan (“The Crown”) Bruce Miller (“The Handmaid’s Tale”) The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Lisa Joy, Jonathan Nolan (“Westworld”) Melhor Roteiro em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta: B.A.N”) Stephen Glover (“Atlanta: Streets on Lock”) Aziz Ansari, Lena Waithe (“Master of None”) Alec Berg (“Silicon Valley”) Billy Kimball (“Veep: Georgia”) David Mandel (“Veep: Groundbreaking”) Melhor Roteiro em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme David E. Kelley (“Big Little Lies”) Charlie Brooker (“Black Mirror: San Junipero”) Noah Hawley (“Fargo”) Ryan Murphy (“Feud: And the Winner Is”) Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam (“Feud: Pilot”) Richard Price, Steven Zaillian (“The Night Of”) Melhor Série de Esquetes e Variedades “Billy On The Street” “Documentary Now!” “Drunk History” “Portlandia” “Saturday Night Live” “Tracey Ullman’s Show” Melhor Reality Show “The Amazing Race” “American Ninja Warrior” “Project Runway” “RuPaul” “Top Chef” “The Voice” Melhor Talk Show de Variedades “Full Frontal with Samantha Bee” “Jimmy Kimmel Live” “Last Week Tonight” “Real Time with Bill Maher” “The Late Late Show with James Corden” “The Late Show with Stephen Colbert”

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  • Filme

    Público americano odiou Mãe!, o novo filme estrelado por Jennifer Lawrence

    17 de setembro de 2017 /

    O filme “Mãe”, dirigido por Darren Aronofsky (“Noé”) e estrelado por Jennifer Lawrence (“Passageiros”), foi completamente rejeitado pelo público norte-americano. A projeção ganhou nota “F”, a mais baixa do CinemaScore, que pesquisa a opinião do público sobre as estreias de cinema. A nota “F” é raríssima, uma vez que, diz a lenda e o CinemaScore comprova, o público costuma gostar de tudo. A rejeição assumida escancara uma grande divisão em relação à crítica. Exibido no circuito dos grandes festivais internacionais, antes de chegar aos cinemas norte-americanos na sexta (16/9), “Mãe!” teve avaliação positiva dos críticos. Está com 68% de aprovação no Rotten Tomatoes. O problema para o público é que esta nota elevada levou muitos incautos a comprarem ingressos. E agora o fórum do Rotten Tomatoes está tomado por protestos. “Você não precisa ter que se formar em Jornalismo para entender este filme. Qualquer um pode entender o quanto ele é ruim”, escreveu um usuário, protestando contra as críticas positivas. “Eu entendi, vamos morrer, Deus é a nossa verdadeira salvação, blá, blá, blá. É tão redundante e insistente em sua mensagem que faz você se sentir como um idiota”, arrematou outro. Muitos disseram ter saído antes do fim da projeção. A pesquisa do CinemaScore fornece alguns dados curiosos para discussão. 38% do público do filme era formado por fãs de Jennifer Lawrence, que se acostumaram a vê-la em papéis heroicos, tanto em franquias como “Jogos Vorazes” e “X-Men”, como em dramas como “Joy” e “Trapaça”, e não aprovaram seu retrato de mulher assustada e desprotegida. Todos estes deram “F” para o filme. 43% afirmaram que pagaram para ver “Mãe!” porque acharam que era um filme de terror. E como se decepcionaram ao encontrar uma metáfora disfarçada, deram “F” pela falcatrua. Só os fãs de Aronofsky, que representaram 10% do público total, acharam “Mãe!” razoável. Eles acreditavam que sabiam o que esperar, tendo em vista os outros filmes místicos do diretor, de “A Fonte da Vida” (2006) a “Noé” (2014), mas mesmo assim deram nota “C” pela chatice. Os primeiros resultados da bilheteria indicam um fracasso retumbante e o pior desempenho comercial da carreira de Jennifer Lawrence. O balanço definitivo sai no domingo (17/9). “Mãe!” estreia na próxima quinta-feira (21/9) no Brasil.

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  • Música

    John Carpenter dirige clipe que resgata o tema do terror Christine – O Carro Assassino

    17 de setembro de 2017 /

    O célebre diretor de clássicos do terror John Carpenter voltou a dirigir. Mas não é um novo filme. Ele assina o clipe de “Christine”, música que integra seu novo disco de releituras de suas trilhas mais famosas. O vídeo recria o clima de “Christine – O Carro Assassino”, adaptação de Stephen King que ele realizou em 1983, utilizando a música-tema e o mesmo modelo de carro do filme, um Plymouth Fury vermelho de 1958. O carro dispara pelas ruas, até jogar seus faróis sobre uma jovem com problemas mecânicos e avançar… Quem viu o filme imagina um assassinato brutal. Mas a porta do veículo se abre e revela John Carpenter – de aparência sinistra, mas prestativo – oferecendo uma carona. Sim, John Carpenter dirige literalmente “Christine”. A garota em perigo é vivida por Rita Volk (da série “Faking It”). Pioneiro das trilhas sintetizadas em filmes de terror, o músico e cineasta é uma das maiores influências de diversas tendências do som eletrônico contemporâneo. Seu estilo musical pode ser traçado como principal referência da trilha da série “Stranger Things” e de filmes como “Corrente do Mal” e “Raw”, entre outras produções recentes. “Christine” integra o disco “Anthology: Movie Themes 1974-1998”, que reúne músicas de seus filmes, inclusive sua primeira composição para o cinema, o tema da sci-fi “Dark Star” (1974). Os projetos alternativos compensam a longa ausência do diretor de clássicos como “Halloween” (1978), “Fuga de Nova York” (1981) e “O Enigma de Outro Mundo” (1982) do cinema. Ele não filma desde “Aterrorizada” (2010).

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  • Série

    Trailer e imagens de Fuller House comemoram o aniversário de 30 anos de Três É Demais

    16 de setembro de 2017 /

    A Netflix divulgou o trailer, os pôsteres e 20 fotos da 3ª temporada de “Fuller House”, que celebram o aniversário de 30 anos da série “Três É Demais” (Full House), que originou a atração. A prévia mostra um reencontro dos pais originais para a celebração com suas filhas, atuais protagonistas do spin-off, que se passa no mesmo endereço cenográfico da trama dos anos 1980. Os pôsteres, inclusive, chamam atenção para este detalhe. “Fuller House” é um spin-off de “Três É Demais” e acompanha as meninas da série original, já crescidas e com seus próprios filhos, numa continuação da trama clássica. Há 30 anos, um pai (Bob Saget) tinha que criar as três filhas (vividas por Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e as gêmeas Olsen em um papel compartilhado) com a ajuda de dois solteirões (John Stamos e Dave Coulier). Na continuação, uma das filhas, D.J., passa por uma situação similar. Viúva recente e mãe de três filhos, ela contará com o apoio de sua família para dar conta do recado. A personagem é vivida pela mesma atriz, Candace Cameron Bure, que tinha 10 anos de idade quando a série começou em 1987 e comemorou 18 ao final da atração, em 1995. O trio principal, desta vez, inclui ainda sua irmã roqueira Stephanie Tanner (Jodie Sweetin) e sua melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que agora também tem uma filha adolescente. As três são as novas adultas da atração, que passam a morar juntas no velho cenário da sitcom, com seus respectivos filhos. Além delas, “Fuller House” também traz participações dos adultos de “Três É Demais”, agora vivendo a crise da Terceira Idade, especialmente Bob Saget como o pai de D.J., que continua amigo dos personagens de Dave Coulier e John Stamos. Até Lori Loughlin já apareceu como a Tia Becky, esposa de Jesse (John Stamos) e mãe de dois gêmeos, que ela deu à luz no final da série original. Apenas as gêmeas Olsen optaram por não participar do projeto, afirmando que desistiram de atuar e hoje direcionam suas carreiras para o universo da moda – onde são muito bem-sucedidas. A 3ª temporada vai chegar em 22 de setembro na Netflix. Que é exatamente a data do aniversário de 30 anos de “Três É Demais” (Full House).

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  • Filme

    Quadrinhos de Estranhos no Paraíso vão virar filme

    16 de setembro de 2017 /

    A diretora Angela Robinson, responsável pelo vindouro “Professor Marston and the Wonder Women”, vai continuar no mundo dos quadrinhos e dos relacionamentos à três em seu próximo filme. Após contar a história real por trás da criação da “Mulher-Maravilha”, ela levar ao cinema os quadrinhos de “Estranhos no Paraíso” (Strangers in Paradise), de Terry Moore. “Tenho esperado para adaptar ‘Estranhos no Paraíso’ por uma década, desde a primeira vez que li e não consegui deixar de lado”, afirmou Robinson em comunicado. Por enquanto não há detalhes sobre o começo da produção. A história original começa com um triângulo romântico entre David, um rapaz sensível e completamente apaixonado por Katchoo, uma loira baixinha de péssimo temperamento, que ama a romântica Francine, uma garota insegura que não sabe de quem gosta. Entre os vaivéns afetivos, a narrativa muda seu tom de comédia romântica e chega até a virar suspense criminal ao longo de suas 107 edições. Os primeiros exemplares da longa história, escrita, desenhada e publicada de forma independente por Terry Moore a partir de 1993 nos Estados Unidos, chegaram milagrosamente ao Brasil em 1998, como uma minissérie de três edições em preto e branco da editora Abril, e desde então a história passou por mais três editoras, com alguns hiatos entre as publicações. Robinson pretende trabalhar com Moore no desenvolvimento do filme. O projeto foi revelado no Festival de Toronto, acompanhando a exibição de “Professor Marston and the Wonder Women”, que recebeu 93% de aprovação da crítica, segundo a medição do site Rotten Tomatoes.

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  • Filme

    Roteirista de Os Mercenários vai escrever Mulher-Maravilha 2

    16 de setembro de 2017 /

    O roteirista Dave Callaham, autor do argumento que supostamente deu origem à franquia “Os Mercenários”, será o roteirista de “Mulher-Maravilha 2”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele foi escolhido por sugestão da diretora Patty Jenkins, após os dois colaborarem em “Jackpot”, projeto que foi abandonado quando Jenkins assumiu “Mulher-Maravilha”. Vale lembrar que o estúdio de “Os Mercenários” processou o roteirista por fraude, por ter buscado créditos pela franquia que teria sido totalmente criada por Sylvester Stallone. Callaham garante que foi Stallone quem roubou a ideia de um roteiro antigo que ele tinha. O que ele comprovadamente escreveu foi a pior adaptação de videogame de todos os tempos, “Doom” (2005), o péssimo terror “Os Cavaleiros do Apocalipse” (2009), o esboço inicial de “Godzila” (2014) e andou rabiscando, sem créditos, “Homem-Formiga” (2015) para a Marvel. Callaham irá trabalhar em cima de esboços iniciais que Patty Jenkins elaborou com Geoff Johns, executivo da DC Entertainment e criador da série “The Flash”. A continuação de “Mulher-Maravilha” voltará a trazer Gal Gadot no papel principal e chega aos cinemas em 13 de dezembro de 2019.

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  • Série

    Ted Danson está infernal nos vídeos e fotos da 2ª temporada de The Good Place

    15 de setembro de 2017 /

    Uma das melhores estreias da TV aberta americana em 2016, como a própria rede NBC reconhece em sua publicidade, ganhou pôster, três comerciais, um vídeo de bastidores e 16 fotos de sua 2ª temporada. Literalmente divina, a série se passa no “céu” e gira em torno da chegada de Eleanor Shellstrop, personagem de Kristen Bell (série “House of Lies”), ao “Lugar Bom”, eufemismo para o paraíso. Só que ela não devia estar ali. Por uma confusão burocrática, Eleanor escapou de parar no “Lugar Ruim”. Cercada por gente boazinha, como o supervisor do “Lugar Bom” vivido por Ted Danson (série “CSI”), ela quer enlouquecer, mas não demora a perceber que a outra opção é pior e resolve esconder a verdade, tentando aproveitar o que for possível daquele lugar feliz e tedioso. O detalhe é que essa história tem uma grande reviravolta, com uma revelação surpreendente ao final da temporada inaugural, e os vídeos exploram como isso será abordado nos novos capítulos. Uma dica: ninguém ali é realmente bonzinho, estão no “Lugar Certo” e Ted Danson inferniza a todos. Criada por Michael Schur (que também criou “Parks and Recreation” e “Brooklyn 9-9”), a série teve em sua 1ª temporada uma audiência média de 6,1 milhões de telespectadores e 90% de aprovação da crítica, na estimativa do site Rotten Tomatoes. A 2ª temporada terá mais 13 capítulos, como no primeiro ano (por sinal, disponível na Netflix), e estreia com um episódio duplo em 20 de setembro nos Estados Unidos.

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    Harry Dean Stanton (1926 – 2017)

    15 de setembro de 2017 /

    Morreu o ator Harry Dean Stanton, estrela de “Alien” (1979), “Paris, Texas” (1984), “Twin Peaks” e inúmeros outras produções clássicas e cultuadas. Ele tinha 91 anos e faleceu de casas naturais em um hospital em Los Angeles. Harry Dean Stanton nasceu em 14 de julho de 1926, em West Irvine, uma pequena comunidade do Kentucky. Seu pai era fazendeiro e barbeiro, sua mãe era uma cabeleireira, e o jovem Harry virou cozinheiro, quando serviu na Marinha durante a 2ª Guerra Mundial. Após a Guerra, ele chegou a se matricular na Universidade de Kentucky para estudar jornalismo, mas acabou tomando outro rumo. Mais especificamente, um ônibus Greyhound para Los Angeles, onde desembarcou em 1949 disposto a fazer sucesso. Chegou a se apresentar como cantor e até como pregador batista, antes de tentar o que a maioria dos recém-chegados tentava naquela cidade: virar ator. Sua estreia aconteceu na série “Inner Sanctum”, em 1954, seguida por uma figuração num clássico de Alfred Hitchcock, “O Homem Errado” (1956). Em pouco tempo, estabeleceu-se como vilão do episódio da semana das séries de western, vestindo chapéu preto em produções como “As Aventuras de Rin Tin Tin”, “Bat Masterson”, “O Homem do Rifle”, “Johnny Ringo”, “Paladino do Oeste”, “Gunsmoke” e “Couro Cru”, entre outras. Isto lhe abriu as portas para seu primeiro papel coadjuvante, como filho do vilão fazendeiro do western “O Rebelde Orgulhoso” (1958), de Michael Curtis. Ele também apareceu no clássico “A Conquista do Oeste” (1962), de John Ford, mas sua carreira só foi deslanchar na década de 1970, quando trabalhou com alguns dos maiores diretores da chamada Nova Hollywood. Tudo por conta de dois pequenos papéis, chamando atenção de forma memorável em “Rebeldia Indomável” (1967), de Stuart Rosenberg, e “Corrida Sem Fim” (1971), de Monte Hellman. A explicação de Stanton para roubar as cenas foi seguir um conselho de Jack Nicholson nas filmagens de “A Vingança de um Pistoleiro” (1966): não fazer nada e deixar o figurino trabalhar. Este seria o segredo de seu método de “interpretação natural”. E, de fato, deu tão certo que ele e Nicholson se tornaram melhores amigos – e vizinhos. Ao todo, a dupla rodou seis filmes juntos – os demais foram “Rebeldia Violenta” (1970), “Duelo de Gigantes” (1976), “O Cão de Guarda” (1992), “A Promessa” (2001) e “Tratamento de Choque” (2003). Sua fama de “não fazer nada” tornou-se ainda mais lendária quando Stanton passou a trabalhar com alguns dos maiores mestres do cinema americano. A lista invejável inclui Sam Peckimpah (em “Pat Garrett e Billy the Kid”, 1973), Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão 2”, 1974), Arthur Penn (“Duelo de Gigantes”, 1976), John Huston (“Sangue Selvagem”, 1979), John Carpenter (“Fuga de Nova York”, 1981), Garry Marshall (“Médicos Loucos e Apaixonados”, 1982), Robert Altman (“Louco de Amor”, 1985), Martin Scorsese (“A Última Tentação de Cristo”, 1988), David Lynch (“Coração Selvagem”, 1990), John Frankenheimer (“A Quarta Guerra”, 1990) e Frank Darabont (“À Espera de um Milagre”, 1999). Por menor que fosse o papel, ele sempre dava um jeito de chamar atenção, o que, muitas vezes, fazia com que seus diretores famosos lhe convidassem para um bis, repetindo as parcerias, como Coppola em “O Fundo do Coração” (1981) e Lynch com “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1994) e “Império dos Sonhos” (2006). Houve, inclusive, um período de oito anos, entre 1978 e 1986, em que ele parecia estar em todos os filmes que importavam. Nesta fase, era praticamente impossível ir na videolocadora e não alugar um VHS com Staton no elenco, fosse sci-fi, comédia, drama, terror, suspense, filme de adolescente e até musical. Seu nome estava simplesmente em “Alien” (1978), “A Rosa” (1979), “A Recruta Benjamin” (1980), “Fuga de Nova York” (1981), “Christine, O Carro Assassino” (1983), “Amanhecer Violento” (1984), “Repo Man – A Onda Punk” (1984) e “A Garota de Rosa-Shocking” (1986) – como o pai desempregado de Molly Ringwald – , entre outros sucessos da época. Tornou-se tão ubíquo que até Deborah Harry, a cantora da banda Blondie, lhe dedicou uma música, “I Want That Man” (1989). A letra começava assim: “I want to dance with Harry Dean/ Drive through Texas in a black limousine”… Os dois namoraram. Apesar disso, Stanton raramente viveu um protagonista. Mas na primeira oportunidade, o filme que ele estrelou venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. “Paris, Texas” tornou-se um dos maiores lançamentos dos anos 1980, colocando seu diretor, o alemão Wim Wenders, no patamar dos grandes mestres. Na trama, Staton vivia Travis, um homem e um pai quebrado pelo amor não correspondido, que vagou por quatro anos sem destino pelas estradas empoeiradas do sul americano, e ao ser encontrado no deserto tenta juntar os cacos de sua vida para entender o que aconteceu. Seu rosto triste marcou gerações. Stanton chegou a dizer, na ocasião: “Depois de todos esses anos, finalmente consegui o papel que queria interpretar. Se nunca mais fizesse outro filme depois de ‘Paris, Texas’, ficaria feliz”. Além de estrelar “Paris, Texas”, ele ainda cantou na trilha sonora, composta por Ry Cooder. E esta era outra faceta de seus múltiplos talentos. O ator tinha uma voz angelical, que foi explorada em outros filmes, como “Rebeldia Indomável”, no qual viveu um presidiário que trabalhava duro em rodovias, e em “Cisco Pike” (1972), em que foi uma estrela de rock decadente, melhor amigo do roqueiro traficante vivido por Kris Kristofferson. Por curiosidade, ele também fez dois filmes com Bob Dylan – “Pat Garrett e Billy the Kid” e o mítico “Renaldo and Clara” (1978), dirigido pelo próprio Dylan. E, fora das telas, tinha sua própria banda, Harry Dean Stanton and the Repo Men, que dava shows nas casas noturnas de Los Angeles. Os cineastas mais jovens também o veneravam, como demonstram suas aparições em “Alpha Dog” (2006), de Nick Cassavetes, “Aqui é o Meu Lugar” (2011), do italiano Paolo Sorrentino, “Rango” (2011), de Gore Verbinski, “Os Vingadores” (2012), de Joss Whedon, e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), do inglês Martin McDonagh. Mas, nos últimos anos, o ator vinha se destacando mais na TV, graças ao papel assustador do vilão polígamo e autoproclamado profeta Roman Grant, na série “Big Love” (Amor Imenso, 2006–2011) da HBO. Além disso, sua pequena aparição no filme “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” lhe rendeu uma longa participação recorrente no revival da série “Twin Peaks” deste ano, em que reprisou o papel de Carl Rodd, o dono de um parque de trailers – e também cantou. Seu último lançamento previsto é o drama indie “Lucky”, de John Carroll Lynch, que teve première no Festival SXSW e chega aos cinemas norte-americanos em 29 de setembro. O filme é um despedida magistral, em que Stanton, no papel-título, canta, anda pelo deserto texano, contracena com velhos amigos (David Lynch e Tom Skerritt, seu comandante em “Alien”) e pondera o que existe depois da morte. Com exceção de um breve casamento, Stanton viveu a maior parte da vida sozinho. Assim como Travis, de “Paris, Texas”, isto se devia a um coração partido. No documentário sobre sua carreira, “Harry Dean Stanton: Partly Fiction” (2012), ele confessa ter ficado amargurado após perder seu grande amor, a atriz Rebecca De Mornay (atualmente na série “Jessica Jones”). “Ela me deixou por Tom Cruise”, diz ele no filme.

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    Jamie Lee Curtis volta à franquia Halloween, 40 anos após estrelar o primeiro filme

    15 de setembro de 2017 /

    Michael Myers não é o único imortal da franquia de terror “Halloween”. A “vítima” favorita do psicopata mascarado também é, no mínimo, dura de matar. A produtora Blumhouse divulgou uma foto (acima) e uma notícia (abaixo) no Twitter que comprova: a atriz Jamie Lee Curtis vai voltar a viver Laurie Strode no próximo “Halloween”, que chegará aos cinemas 40 anos após a estreia do longa original, estrelado por ela própria. A atriz comentou a imagem em sua conta da rede social, acrescentando: “A mesma varanda. A mesma roupa. Os mesmos problemas. 40 anos depois. De volta a Haddonfield uma última vez para o Halloween”. A personagem sobreviveu a Michael Myers em três filmes da franquia original, “Halloween: A Noite do Terror” (1978), “Halloween II: O Pesadelo Continua!” (1981) e “Halloween H20: Vinte Anos Depois” (1998), mas teria finalmente morrido nas mãos do psicopata em “Halloween: Ressurreição” (2002). Depois disso, ela rejuvenesceu nos dois remakes de Rob Zombie, lançados em 2007 e 2009, ganhando interpretação da então adolescente Scout Taylor-Compton. A participação de Jamie Lee Curtis significa um resgate da história original, mas não se sabe como será explicada a morte da sua versão cronológica de Laurie Strode. O filme conta com aval do diretor John Carpenter, que escreveu, dirigiu e musicou o clássico que criou Myers e Strode. Mas, para surpresa dos fãs de terror, a direção será feita por David Gordon Green, responsável por comédias péssimas, como “O Babá(ca)” (2011) e o fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série “Eastbound & Down” da HBO. Mas Carpenter garante que a história é muito boa. “David e Danny vieram ao meu escritório recentemente com Jason Blum (dono da Blumhouse) e compartilharam sua visão para o novo filme e … WOW. Eles entendem. Eu acho que vocês vão curtir. Eles me derrubaram”, o mestre do terror escreveu nas redes sociais. “Eu posso até fazer a música. Talvez. Seria legal. E você verá isso nos cinemas em 19 de outubro de 2018.” Jamie Lee Curtis returns to her iconic role as Laurie Strode in HALLOWEEN, released by Universal Pictures October 19, 2018. #HalloweenMovie pic.twitter.com/6tbbz2W1ZV — Blumhouse (@blumhouse) September 15, 2017

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    De Rainha Elizabeth a hacker punk bissexual: Claire Foy será Lisbeth Salander em A Garota na Teia de Aranha

    15 de setembro de 2017 /

    Difícil imaginar Claire Foy, que interpreta a Rainha Elizabeth na série “The Crown” (e antes foi Anna Bolena em “Wolf Hall” e a aristocrata Lady Persephone Towyn em “Upstairs Downstairs”), como uma hacker punk bissexual de 23 anos. Mas é exatamente isso que a Sony Pictures espera que o público veja em “A Garota na Teia de Aranha”. O estúdio oficializou a contratação da atriz para o papel de Lisbeth Salander, que já foi interpretado por Noomi Rapace e Rooney Mara em outros filmes da franquia literária “Millennium” (veja as duas à caráter logo abaixo). A direção está a cargo do cineasta uruguaio Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas”), que também deve mexer no roteiro escrito por Steven Knight (“Aliados”) e Jay Basu (“Monstros 2: Continente Sombrio”). “Eu não poderia estar mais empolgado sobre Claire tomar as rédeas da icônica Lisbeth Salander. Claire é incrível, um talento raro que vai injetar uma nova e empolgante vida em Lisbeth. Mal posso esperar para levar essa história para um público mundial, com Claire Foy no centro”, afirmou o diretor em comunicado, citando o nome da atriz três vezes em três frases. A adaptação seguirá uma trajetória confusa, já que, anteriormente, a Sony filmou o primeiro dos três livros escritos pelo sueco Stieg Larsson, “Millennium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, dirigido por David Fincher em 2011. Fincher queria fazer uma continuação e estruturou o filme de modo que tivesse uma sequência. Mas o estúdio protelou, protelou e agora decidiu filmar… o quarto dos três livros. Ou melhor, o livro publicado após a morte de Larsson e o fecho da trilogia, escrito por David Lagercrantz com os mesmos personagens. A trilogia original chegou a ser inteiramente filmada na Suécia, lançando ao estrelato mundial seus intérpretes, os suecos Michael Nyqvist e Noomi Rapace. A Sony correu para lançar sua versão, mas, apesar de elogiada pela crítica e indicada a cinco Oscars, o remake americano teve fraco desempenho internacional, porque obviamente todos já conheciam a história. “A Garota na Teia de Aranha” é o único dos livros da franquia que não foi filmado. A opção da Sony resulta num produto bizarro, já que, ao mudar todo o elenco, a produção perdeu as características de uma continuação tradicional. Mas também não será um típico reboot, pois deverá levar em conta as relações dos protagonistas, introduzidas no filme de Fincher, que não teve resolução. Fincher chegou a sugerir condensar os dois livros seguintes num único filme, mas a Sony decidiu ir direto para o quarto volume, com outro diretor e elenco. Não se sabe como o estúdio irá lidar com a transição das histórias, mas a opção por contar uma trama que ainda permanece inédita nos cinemas parece mesmo resultado de uma reflexão sobre o crescente desinteresse internacional nos remakes americanos. A adaptação de “A Garota na Teia de Aranha” será produzida por Amy Pascal (ex-CEO da Sony) e a equipe original de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, encabeçada por Scott Rudin. A estreia foi marcada para outubro de 2018.

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