Artista de rua se inspira em Três Anúncios para um Crime para atacar o Oscar 2018
O artista de rua que se identifica como Sabo lançou mais uma peça provocativa contra Hollywood. Ele se inspirou no filme “Três Anúncios para um Crime” para criar outdoors criticando os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, por acobertar pedófilos e assediadores sexuais. Seus três anúncios foram erguidos nesta quarta-feira (28/2) com as frases: “E o Oscar de maior pedófilo vai para…”; “Todos nós sabíamos e ainda ninguém foi preso”; “Diga os nomes no palco ou então calem a boca”. O trio de mensagens foi colocado em Hollywood e o artista afirma que este foi seu maior desafio profissional. Segundo o site The Hollywood Reporter, que o contatou de alguma forma – não foi revelado como – , Sabo afirmou que seu objetivo é criticar a hipocrisia das estrelas de cinema, que supostamente conhecem mais casos de assédio e nada falam, além de deixar claro para as celebridades que elas deveriam parar de fazer pregações políticas hipócritas durante os discursos das premiações. Embora a identidade de Sabo não seja conhecida, sua política é notória. Graças às “mensagens” de sua arte, ele foi apelidado de “Banksy de direita” pelo jornal The Guardian. Este é seu segundo ataque recente contra Hollywood após as denúncias de assédio contra Harvey Weinstein. Em dezembro, Sabo espalhou por Los Angeles diversos pôsteres com uma foto da atriz Meryl Streep ao lado do produtor Harvey Weinstein, acompanhada pela inscrição “Ela sabia” sobre seus olhos. A mensagem implícita era a de que Meryl tinha conhecimento sobre os casos de assédio sexual perpetrados pelo produtor, o que ela nega. Na época, ele declarou ao The Guardian: “Ela nos atacou, agora nós a atacamos”, referindo-se ao discurso duro da atriz contra Donald Trump, ao aceitar um prêmio pela carreira no Globo de Ouro do ano passado. É a mesma mensagem repetida agora com três anúncios, que podem ser vistos abaixo. Desta vez, porém, a ideia não é muito criativa, já que três manifestações “de esquerda” usaram a mesma tática anteriormente. Saiba mais aqui.
Trailer da continuação de Detona Ralph mostra como o protagonista vai parar na internet
A Disney divulgou o primeiro trailer dublado em português da continuação de “Detona Ralph”, que mostra como Ralph e Vanellope saem de seu mundo de games antigos e entram na internet, graças ao wi-fi. E essa tecnologia rende uma curiosidade nacional. Aparentemente, o estúdio mudou o título do filme para o Brasil, baseando-se no detalhe do wi-fi. O primeiro material nacional do filme trazia o título “Detona Ralph 2: Ralph Quebra a Internet”, repetindo duas vezes o nome do protagonista, o que tornava o título maior do que o necessário. Entretanto, o trailer revela outro nome: “WiFi Ralph”. Mais curto, inverte a (i)lógica da titulagem nacional, que costuma batizar lançamentos nacionais com títulos duas, três até quatro vezes maiores que os originais – “Little Fockers” (2010) virou “Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família”, por exemplo. O detalhe é que o Brasil não é o único país do mundo a reparar em como o título em inglês da continuação é longo e repetitivo. Ele continua chamado “Ralph Breaks the Internet: Wreck-It Ralph 2” nos Estados Unidos, mas também virou “WiFi Ralph” em espanhol e “Ralph 2.0”, de forma mais simples e efetiva, para o mercado francês. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” tem estreia marcada para novembro nos Estados Unidos e apenas em janeiro de 2019 no Brasil. Veja abaixo a versão dublada em português e a original, com as vozes de John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Sarah Silverman (“A Guerra dos Sexos”), respectivamente como Ralph e Vanellope.
Ryan Seacrest fará cobertura do Oscar 2018 após denúncia de assédio
Como nos últimos anos, o apresentador Ryan Seacrest vai participar da cobertura do Oscar 2018 pelo canal pago E!, fazendo entrevistas no tapete vermelho. Mas este ano sua presença terá um impacto diferente. Ele foi acusado de assédio sexual. Seacrest, que ficou conhecido pelo programa de TV “American Idol”, foi acusado por sua ex-estilista Suzie Hardy de abuso sexual durante os seis anos que trabalharam juntos. O apresentador nega as acusações. Em artigo escrito para a revista The Hollywood Reporter, ele afirmou que apoia os movimentos de mulheres que buscam combater desigualdades, mas afirmou que foi falsamente acusado. Ele ainda acusou Suzie Hardy de tentar chantageá-lo exigindo “milhões de dólares” em troca de seu silêncio. A estilista negou, e afirmou que foi o apresentador quem lhe perguntou “o quanto eu queria para sumir”. A estilista disse ao jornal The New York Times que foi demitida em 2013, quando reportou ao estúdio onde trabalhava que vinha sendo assediada por Seacrest. “Me disseram ‘Vai procurar outro emprego'”, ela relatou. “Fiquei sem trabalhar por três anos.” Já um porta-voz do canal E!, disse ao jornal americano que Suzie não foi demitida, mas que foi dispensada porque Seacrest havia deixado o trabalho diário no programa que apresentava. O canal afirmou que a decisão de manter Seacrest da cobertura do Oscar foi baseada nos resultados de suas investigações sobre o caso, que não encontrou indícios de mau comportamento. “No decorrer de um processo de dois meses, nosso conselho externo entrevistou dezenas de pessoas em relação às alegações, incluindo várias reuniões separadas com o requerente e todas as testemunhas de primeira mão que ela forneceu. Qualquer reivindicação que questiona a legitimidade desta investigação é completamente sem fundamento”, disse o comunicado da empresa.
Disney anuncia série animada do Rocketeer que não aproveita nada dos quadrinhos
A Disney vai transformar os quadrinhos de “The Rocketeer” numa série animada. O detalhe é que a série não terá nada a ver com os quadrinhos. Serão personagens diferentes, bem mais jovens e de outra época, e sem as inúmeras referências às pin-ups dos anos 1950 que inspiraram sua criação, uma vez que seu público alvo serão crianças em idade pré-escolar. Ironicamente, em seu comunicado o estúdio elogia o material original, que não vai aproveitar. “A vasta narrativa encontrada nos quadrinhos originais oferece a oportunidade perfeita para criar uma nova e emocionante série de aventuras contada a partir de uma perspectiva de super-herói jovem que toda a família pode desfrutar juntos”, diz o texto assinado por Joe D’Ambrosia, vice-presidente de programação do canal pago Disney Junior. A série vai girar em torno de uma adolescente moderna chamada Kit, que recebe um pacote com o famoso uniforme do herói de aniversário, junto com um bilhete afirmando que ela é a herdeira do lendário Rocketeer. Armada com seu jet-pack e identidade secreta, Kit acredita estar pronta para voar e salvar o dia com seu melhor amigo, Tesh, e o tio mecânico Ambrose, que se juntam a ela em “aventuras épicas”. Cada episódio de “The Rocketeer” contará com duas histórias diferentes de 11 minutos e uma música original. A responsável pela produção é Nicole Dubuc (“Transformers: Rescue Bots”) e a animação será criada pelo estúdio Wild Canary. Já o verdadeiro Rocketeer não tem nada a ver a descrição dessa série. O personagem foi criado em 1982 por Dave Stevens como homenagem aos seriados de aventura dos anos 1930 e 40. Na trama, Cliff Secord era um piloto ousado que descobre um misterioso jet-pack em 1938 que lhe permite voar. Além do visual baseado no seriado “O Homem Foguete (1949), os quadrinhos também conquistaram muitos fãs por conta da namorada do protagonista, Betty, baseada na famosa pin-up Betty Page. “Roketeer” também já virou filme. Em 1991, rendeu uma aventura estrelada por Billy Campbell (série “The Killing”) e Jennifer Connelly (que dez anos depois venceu o Oscar por “Uma Mente Brilhante”). A adaptação foi dirigida por Joe Johnston, que revisitaria a estética do período em outra famosa adaptação de quadrinhos, “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011).
Agents of SHIELD ganha pôsteres comemorativos para marcar os 100 episódios da série
A Marvel divulgou cinco pôsteres comemorativos de “Agents of SHIELD”, que revisitam os temas de cada temporada, em antecipação à exibição do 100º episódio da série. A atração vai atingir a marca história no segundo episódio da midseason, intitulado “The Real Deal” e previsto para ser exibido no dia 9 de março nos Estados Unidos. Neste capítulo, Coulson (Clark Gregg) finalmente vai revelar o acordo que fez com o Motoqueiro Fantasma (Gabriel Luna). Segundo os produtores, a trama sofrerá uma grande reviravolta por conta disso. Mas “Agents of SHIELD” volta uma semana antes disso, já nesta sexta (2/3), com o capítulo “All the Comforts of Home”, em que os agentes voltam à Terra, após se aventurarem no espaço – e no futuro. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.
Vida de Paul Walker vai virar documentário
A vida do ator Paul Walker, da franquia “Velozes e Furiosos”, vai virar documentário do canal pago Paramount. O filme será dirigido por Adrain Buitenhuis, que antes fez “I Am Heath Ledger”, documentário sobre Heath Ledger, que também morreu no auge na fama. O novo filme se chamará… “I Am Paul Walker”, dando sequência a uma série de documentários sobre personalidades falecidas do produtor Derik Murray – como “I Am Bruce Lee” (2012), “I Am Steve McQueen” (2014), “I Am Chris Farley” (2015), “I Am JFK Jr.” (2016) e o vindouro “I Am MLK Jr.”, que estreia em abril no Paramount. O filme de Paul Walker contará com imagens de arquivo e entrevistas com amigos e colegas do ator, mas além de explorar sua carreira nos cinemas, mostrará sua paixão pelo mar, a velocidade e o trabalho humanitário que realizou no Haiti. Paul Walker morreu em 2013, aos 40 anos, em um acidente de carro, enquanto estava de folga das filmagens de “Velozes e Furiosos 7”. A família do ator chegou a processar a Porsche, fabricante do veículo em que ele estava, mas a empresa foi inocentada.
The Walking Dead retorna com piores números de recomeço de temporada da série
A morte de Carl em “The Walking Dead” pode ter sido muito comentada, mas não ajudou a impedir a tendência de queda de audiência da série. Depois do pior midseason finale de sua trajetória, visto por 7,9 milhões de telespectadores em dezembro, a série voltou com o segundo pior recomeço de temporada já registrado, com 8,3 milhões de telespectadores no domingo (25/2) nos Estados Unidos. O número só é melhor que a primeira midseason da série, que aconteceu na metade da 2ª temporada, vista por 8,1 milhões em 2012. Entretanto, em termos do público da demo, o número atual foi bem pior. Em 2012, o início da midseason rendeu 4,2 pontos, enquanto agora marcou 3,6 entre os adultos de 18 a 49 anos, a faixa mais valorizada pelo mercado publicitário nos Estados Unidos. A partir do terceiro ano e até o final da 7ª temporada, todos os episódios tiveram sintonia de mais de 10 milhões nos Estados Unidos. A queda vista na atual 8ª temporada foi precedida por reclamações do público contra o ritmo lento da série, especialmente à tática de dispersar a trama com episódios consecutivos focados em personagens secundários. A alardada morte de Carl, interpretado pelo jovem Chandler Riggs, também foi motivo de protestos, que levaram à criação de uma petição pedindo a demissão do showrunner Scott M. Gimple. A pressão foi tanta que ele foi afastado da função, embora pareça ter “caído para cima”, promovido para um cargo recém-criado: Diretor de Conteúdo da franquia, com a função de supervisionar o universo compartilhado das séries de zumbis e expandir o mundo de “The Walking Dead” em novos derivados e produtos – ninguém sabe quais. O episódio que marcou a volta da série foi vítima do tipo de narrativa privilegiado por Gimple, com cortes constantes entre cenas importantes e situações secundárias, uma tática que vem matando o suspense e a dramaticidade da série. As audiências do começo e recomeço da temporada costumam ser as mais altas de uma série. Assim, as atenções se voltam para os números do próximo episódio, que definirão exatamente o tamanho do buraco cavado pelo showrunner antes de passar a responsabilidade de comandar a série para seu substituto. Para o lugar de Gimple, a AMC promoveu a roteirista Angela Kang, que escreve para a série desde 2011 e exerce funções de produção desde 2013. Mas ela só assumirá na 9ª temporada, que pode não contar mais com Maggie, a personagem de Lauren Cohan, devido a picuinhas financeiras. A 8ª temporada será exibida até o dia 25 de abril – com transmissão simultânea no Brasil pelos canais Fox e Fox Premium.
Barbra Streisand fez clones de sua cachorrinha favorita, morta no ano passado
A atriz e cantora Barbra Streisand fez uma revelação curiosa. Ela tem dois cachorros clonados. Em entrevista à revista Variety, Streisand contou que as cachorrinhas Miss Violet e Miss Scarlett foram originadas de Coton du Tulear Samantha, morta aos 14 anos em 2017. Violet e Scarlett nasceram no fim do ano passado, a partir de células retiradas da boca e do estômago de seu bichinho de estimação falecido. Para diferenciá-las, a cantora as vestiu com duas cores: como seus nomes, violeta e vermelho escarlate. “Elas têm personalidades diferentes. Estou esperando elas ficarem mais velhas para ver se têm os mesmos olhos castanhos e a mesma seriedade de Samantha”, afirmou Barbra. Além dos dois clones, Barbra Streisand tem uma terceira cachorrinha, Miss Fanny, que, por sinal, é uma prima distante de Samantha, a cadela que morreu. Para quem não lembra, Fanny é o nome da personagem da comédia clássica “Funny Girl – A Garota Genial” (1968), que rendeu um Oscar de Melhor Atriz para Streisand.
Lewis Gilbert (1920 – 2018)
Morreu o diretor Lewis Gilbert, lendário cineasta britânico, responsável por mais de 40 filmes, entre eles três longas de James Bond e três dos melhores dramas já feitos no cinema mundial. Ele tinha 97 anos. Nascido em Londres em 1920, Gilbert começou a carreira como ator infantil em “Dick Turpin” (1934) e chegou a ter um papel não creditado ao lado de Laurence Olivier em “O Divórcio de Lady X” (1938). Mas, ao final da adolescência, decidiu mudar seu foco para a direção, conseguindo trabalho na equipe do clássico “A Estalagem Maldita” (1939), de Alfred Hitchcock. Ele desenvolveu sua aptidão pelo registro cinematográfico em plena 2ª Guerra Mundial, durante a qual trabalhou para a unidade de filmes da Royal Air Force, realizando documentários. Esta experiência lhe abriu as portas da indústria do cinema britânico, lançando sua carreira de diretor com uma série de filmes noir nos anos 1950. Mas após dirigir clássicos do gênero, como “Os Bons Morrem Cedo” (1954) e “A Sombra do Pecado” (1955), demonstrou vocação para cenas de ação vertiginosas, ao levar para as telas a guerra que presenciou de verdade. O diretor virou um expert em filmes de combate. Ele dominou o gênero por meio de clássicos como “O Céu ao Seu Alcance” (1956), “Amanhã Sorrirei Outra Vez” (1958) e o incomparável “Afundem o Bismarck” (1960). Este filme se tornou um dos maiores sucessos do cinema britânico da época e o levou a outro blockbuster marítimo, “Revolta em Alto Mar” (1962). Ao atingir seu auge no cinema de ação, resolveu diversificar com o romance “Fruto de Verão” (1961). Mas a grande virada veio com um dos maiores clássicos do cinema britânico, “Alfie” (1966), que ganhou no Brasil o título de “Como Conquistar as Mulheres”. Revolucionário para a época, o filme em preto e branco trazia o jovem Michael Caine como um gigolô cínico que, no processo de explorar mulheres ricas, acabava se compadecendo de uma jovem pobre que decide abortar. Esta história forte era narrada com sensibilidade e humor, além de trazer elementos marcantes, como o visual e a vibração da era mod da Swinging London, ao mesmo tempo que se filiava ao “kitchen sink realism”, um movimento do cinema britânico que focava os dramas da classe baixa do país. Entretanto, também se diferenciava de tudo o que existia no cinema da época por incluir um artifício até então inusitado, em que o protagonista abandonava a trama por alguns minutos para se dirigir ao público com comentários mordazes sobre seu comportamento ou o que acontecia na história. No jargão teatral, isso se chama “quebrar a quarta parede”, com o detalhe de que, o que hoje parece normal num filme de Deadpool, era uma grande novidade em 1966. “Alfie” venceu o Prêmio Especial do Júri em Cannes e recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. A repercussão do longa fez Gilbert ser procurado pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para dirigir o quinto filme de James Bond, “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), em que Sean Connery enfrentou o grande vilão da franquia, Ernst Stavro Blofeld (vivido por Donald Pleasence). Ele filmaria mais dois títulos do agente secreto, retornando em “007 – O Espião Que Me Amava” (1977), o melhor dos longas estrelados por Roger Moore, e sua continuação imediata, “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), passado no espaço. No intervalo desses filmes, ainda filmou o sucesso de guerra “Alvorada Sangrenta” (1975). Sua carreira entrou em nova fase nos anos 1980, quando se concentrou em produções “menores”, pelo menos em termos de orçamento. O impacto, porém, foi dos maiores. Ao voltar a se reunir com Michael Caine em “O Despertar de Rita” (1983), criou um dos marcos do chamado “novo cinema britânico”, mesmo sendo um diretor da “velha guarda”. “O Despertar de Rita” girava em torno da dona de casa do título, vivida por Julie Walters, que decidia completar sua educação antes de ter filhos. Mas conforme aprendia e tinha contato com cultura, mais se distanciava do marido, até se separar. Caine viveu seu professor e os dois atores foram indicados ao Oscar – venceram o Globo de Ouro. O filme, por sua vez, conquistou o BAFTA, o prêmio da Academia britânica. O cineasta voltou a abordar uma mulher em crise de meia idade em outro filme marcante, “Shirley Valentine” (1989). Vendo a vida estagnada, a protagonista interpretada por Pauline Collins tinha uma mudança de perspectiva ao viajar com amigos para a Grécia e, no processo, resolve acordar para o que deseja de verdade. O longa rendeu indicação ao Oscar para Collins – que venceu o BAFTA – e nova história de lição de vida eternizada pelo cinema. Gilbert ainda fez três filmes antes de encerrar a carreira: o musical “O Despertar do Sucesso” (1991), estrelado por Liza Minnelli, o terror “Ilusões Perigosas” (1995), com Aidan Quinn e Kate Beckinsale, e a comédia dramática “Antes de Você nos Deixar” (2002). A evocação de sua carreira ajuda a lembrar que, embora Hollywood sugira o contrário, são na verdade raras as vezes em que o cinema produz filmes relevantes de fato, que exprimem as mudanças de suas épocas com precisão, servindo de guia e exemplo. Lewis Gilbert fez esta raridade acontecer três vezes em sua vida, abordando personagens contemporâneos da classe baixa e não os aristocratas de antigamente, que predominam até hoje no cinema britânico. Ao educar Rita, Alfie e Shirley Valentine, ele presenteou o público com personagens engraçados, dramáticos e reais, que poucas vezes se materializaram de forma tão envolvente nas telas. E isto não aconteceu por mero acaso. Lewis Gilbert foi um dos grandes mestres do cinema.
Filme do X-Force terá participação de Deadpool
Além de revelar projetos secretos da Marvel e as verdadeiras razões do adiamento da estreia de “Os Novos Mutantes”, a reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre os filmes de super-heróis da Fox confirmou que Deadpool aparecerá no longa do grupo X-Force. Já havia rumores sobre este desdobramento, desde que Cable (Josh Brolin) e Dominó (Zazie Beets), integrantes da equipe de anti-heróis mutantes criada por Rob Liefeld (o mesmo criador de Deadpool), entraram na trama de “Deadpool 2”. Mas o fator que levava a essa conclusão inevitável era a definição de Drew Goddard como diretor e roteirista de “X-Force”. Afinal, Goddard ajudou a escrever o roteiro de “Deadpool 2”. Em sua carreira bem-sucedida, o prolífico roteirista criou, simplesmente, a série do “Demolidor” e a franquia sci-fi “Cloverfield”. Ele também escreveu episódios para as séries “Buffy”, “Angel”, “Alias” e “Lost”, e foi indicado ao Oscar por seu roteiro de “Perdido em Marte” (2015). Mas “X-Force” não será sua estreia como diretor. Ela aconteceu no cultuadíssimo terror “O Segredo da Cabana” (2012). Por conta da participação de Deadpool, o ator Ryan Reynolds será um dos produtores de “X-Force”. A novidade é que já há data para o começo das filmagens. O filme do grupo de heróis mutantes liderado por Cable inicia sua produção em outubro.
Adiamento de Os Novos Mutantes foi devido a refilmagens extensas
A mesma reportagem da revista The Hollywood Reporter que revelou os projetos secretos da Marvel em desenvolvimento na Fox, trouxe à tona outro segredo. O significativo adiamento da estreia de “Os Novos Mutantes” não foi uma mera questão de ajuste de cronograma. O filme dirigido por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”), que já estava sendo divulgado à todo vapor, com trailer, fotos e vídeos, foi adiado em quase um ano. Esperado agora para 13 abril, o lançamento acabou remarcado para fevereiro de 2019. E a razão desvendada pelo THR são refilmagens extensivas previstas para os próximos meses. Já havia rumores sobre isso, atreladas a um suposto aumento do clima de terror sugerido pelas prévias. Segundo relatos dos sites The Wrap e Tracking Boad, o filme foi até bem avaliado nas primeiras sessões-teste, mas não impressionou, e por isso a Fox teria decidido aumentar a quantidade de sustos da trama, visando evocar sucessos recentes como “It – A Coisa” e “Corra!”. Mas o THR apurou mais um detalhe que ninguém tinha mencionado antes. A Fox pretende incluir um novo personagem da história, que não foi originalmente filmado. O objetivo, especula-se, seria integrar mais “Os Novos Mutantes” ao universo dos X-Men. As filmagens adicionais serão realizadas durante o verão norte-americano – entre junho e agosto – , após Maisie Williams terminar de gravar “Game of Thrones”. Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) interpreta Lupina e os demais integrantes do elenco são Charlie Heaton (série “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia (a irmã do X-Men Colossus) e o brasileiro Henry Zaga (de “13 Reasons Why”) como o Mancha Solar. A produção ainda conta com outro talento nacional: a atriz Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes.
Fox prepara em segredo filmes do Doutor Destino e do Surfista Prateado
Uma reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre a compra da Fox pela Disney revelou que o estúdio dos X-Men tem diversos projetos secretos de super-heróis da Marvel em andamento. Entre eles, está um filme solo do Surfista Prateado, atualmente sendo escrito por Brian K. Vaughn, roteirista de quadrinhos que criou os Fugitivos (da série “Runaways”) e a série “Under the Dome”. Outro projeto derivado do Quarteto Fantástico, confirmado pela reportagem, é o filme solo do vilão Doutor Destino, que está sendo escrito por Noah Hawley, criador das séries “Fargo” e “Legion”. “Nós estamos a mil por hora”, disse um executivo envolvido, cujo nome não foi citado. “Atualmente, nós temos mais projetos da Marvel em desenvolvimento do que em qualquer outro momento da história do estúdio. Não houve desaceleração nenhuma diante da compra da Disney”, completou. Questionado sobre se o controle da Disney pode mudar esses planos, Brian Michael Bendis, que está escrevendo o filme solo de Kitty Pryde, afirmou que “isso não deve afetar os projetos que estamos fazendo, pelo que me foi dito”. Como acontece com projetos “secretos”, ainda não há previsão de estreia para nenhum desses filmes.
Ator de Todo Odeia o Chris entra em nova série de comédia
O ator Tyler James Williams (o Chris de “Todo Mundo Odeia o Chris”) entrou no elenco do piloto de “Whiskey Cavalier”, nova série de comédia de ação em desenvolvimento na rede ABC. Na atração, ele vai contracenar com uma ex-colega de uma série anterior: Lauren Cohan, com quem trabalhou em “The Walking Dead”. A série também inclui Scott Foley (da série “Scandal”, que se encerra na atual temporada) e Ana Ortiz (das séries “Ugly Betty” e “Devious Maids”). Cohan interpretará Francesca “Frankie” Trowbridge, uma agente da CIA que é designada para formar uma equipe multi-agências com o agente do FBI Will Chase (Foley), visando lidar com ameaças contra o mundo e também com as dificuldades de socialização em suas vidas pessoais. Ortiz vive a Dra. Susan Sampson, especialista em ciência de comportamento e melhor amiga de Will no FBI. Já Williams é Edgar Standish, um analista rebelde da NSA que hackeou o mainframe do Departamento de Estado e agora tem informações supersecretas que podem render dinheiro, prisão ou assassinato – se Will e Frankie não chegarem a ele primeiro. A produção é descrita como uma combinação de drama, comédia e ação, e foi criada por Dave Hemingson – que não emplaca uma série desde “Kitchen Confidential” em 2005, cancelada na 1ª temporada. Para virar série, “Whiskey Cavalier” precisa ter o piloto aprovado pela ABC.












