Série Valor é oficialmente cancelada na 1ª temporada
A rede americana CW oficializou o cancelamento de “Valor”. A série já era considerada virtualmente cancelada desde novembro do ano passado, quando não recebeu o pedido de “back-9”, a encomenda de 9 episódios a mais, que completaria sua temporada inicial. A ironia é que “Valor” tinha mais público que “Dynasty”, lançada na mesma época e que acabou renovada. O programa registrava em média 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio. Entretanto, sofria com uma pontuação horrível na demo (a faixa demográfica de 18 a 49 anos, público-alvo dos anunciantes), onde marcava apenas 0,24. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend”, renovadas, e a estreante “Life Sentence”, recém-cancelada, tinham menos público. “Valor” também foi destruída pela crítica, com apenas 24% de aprovação no Rotten Tomatoes. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercutia as consequências de uma missão de resgate mal-executada em território inimigo. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, seria necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisavam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destacava Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”).
Life Sentence, com atriz de Pretty Little Liars, é cancelada na 1ª temporada
A rede americana anunciou oficialmente o cancelamento de “Life Sentence”, nova série da atriz Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”), após a baixíssima audiência registrada em seus primeiros episódios. Lançada em 7 de março nos Estados Unidos, teve apenas 670 mil telespectadores ao vivo em sua estreia, o que lhe rendeu a pior audiência de lançamento do ano. Na verdade, a pior estreia da TV aberta desde o começo da temporada de outono, em setembro do ano passado nos Estados Unidos. E, desde então, perdeu quase metade deste público. O capítulo mais recente, exibido em 4 de maio, foi assistido por 370 mil telespectadores. Foi mais uma aposta de comédia da rede CW que fracassou, após “No Tomorrow”, cancelada no começo do ano passado. O público da emissora não parece se interessar pelo gênero, mas a emissora segue insistindo, graças às indicações a prêmios obtidas pelas primeiras temporadas de “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend”. Detalhe: as duas séries tem a pior audiência do canal e, segundo rumores, foram renovadas para suas últimas temporadas. “Life Sentence” era uma criação de Erin Cardillo e Richard Keith (criadores da série “Significant Mother”) e o piloto teve direção do cineasta Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adaline”). A trama gira em torno da personagem de Lucy Hale. Primeira integrante de “Pretty Little Liars” a emplacar projeto após o final das gravações da série de mistério adolescente, ela vive Stella Abbott, uma jovem que, nos últimos oito anos, lutou contra um diagnóstico pessimista de câncer. A trama gira em torno do que acontece após ela receber a notícia de que conseguiu se curar. Para começar, logo fica claro que sua família e marido faziam esforços sobre-humanos para mantê-la disposta em sua luta contra o câncer, inclusive concordando com tudo o que ela queria. Isto muda radicalmente após a cura, com a revelação de que seu marido pode ter gostos diferentes do que ela imaginava, sua mãe pretende se divorciar para ficar com sua amante lésbica, a irmã se tornou amarga por perder oportunidades para que ela fosse prioridade e o pai talvez tenha que vender a casa da família para cobrir as despesas de seu tratamento. Como se não bastasse, ela largou os estudos e não tem condições de conseguir um emprego decente. E sua dificuldade em lidar com situações em que é contrariada também não ajuda. Em suma, a protagonista precisaria fazer grandes ajustes de perspectiva para sobreviver ao resto de sua vida. O elenco também incluía Dylan Walsh (série “Nip/Tuck”) e Gillian Vigman (série “Suburgatory”) como os pais, Brooke Lyons (série “The Affair”) e Jayson Blair (série “The New Normal”) como os irmãos, e Elliot Knight (o Merlin de “Once Upon a Time”) como o marido.
The 100 aumenta audiência e é renovada para a 6ª temporada
A rede americana CW anunciou a renovação de “The 100” para a 6ª temporada. Como a atração só voltou na midseason, ficou fora da renovação coletiva de 10 séries do canal, anunciada em abril. Os fãs da série, provavelmente a melhor da rede CW, temiam ter que esperar até o final da temporada para saber o destino da produção e foram surpreendidos pela boa notícia, anunciada junto da exibição do terceiro episódio do arco atual. O motivo da renovação súbita foi o inesperado crescimento da audiência. A média da temporada passada foi de 955 mil telespectadores ao vivo, o que chegou a deixar a produção em risco. Mas os três episódios exibidos em 2018 assinalaram uma média de 1,1 milhão. A estreia foi assistida por 1,4 milhão, contra 1,2 milhão no ano passado. Mais que isso, o público do episódio intitulado “Eden” foi o maior da série em mais de dois anos, desde fevereiro de 2016. E as métricas se mantiveram superiores em relação aos capítulos equivalentes do arco anterior Houve também crescimento na demo, de 0,34 para 0,38 neste ano. Criada por Jason Rothenberg, a série retomou a trama após o salto temporal de seis anos do final da 4ª temporada, que mostrou um segundo apocalipse na Terra e a luta desesperada de diferentes grupos para escapar do desastre num abrigo subterrâneo, no espaço e até na superfície inóspita do planeta. Os episódios da 5ª temporada serão exibidos no Brasil pelo canal pago Warner em 4 de junho, quando ela estiver na metade nos Estados Unidos.
Good Girls é renovada para a 2ª temporada
A rede americana NBC anunciou a renovação da série “Good Girls” para a 2ª temporada, garantindo continuidade para a trama, que encerrou seu arco inaugural em 30 de abril, deixando um grande cliffhanger. A série tem audiência estável, em torno de 4,4 milhões de telespectadores ao vivo, registrando 1 ponto na demo – marca que sobe 50% com reprises e outras plataformas. Havia grande expectativa em relação à produção porque seu tom de humor negro era cinematográfico – ou, ao menos, de comédia de TV paga. Mas a NBC tem se dado bem com comédias que fogem do padrão do humor das grandes famílias, basta ver a aclamação crítica recebida por “The Good Place” – por sinal, “Good” parece ser a palavra favorita dos títulos atuais de séries. Desenvolvida por Jenna Bans (criadora de “The Family” e produtora de “Scandal”), “Good Girls” gira em torno de três mães suburbanas que, com dificuldades para pagar as contas, resolvem roubar o supermercado local e acabam virando alvo de criminosos. Quando o valor do saque se revela muito maior do que o esperado, elas descobrem que o lugar era usado para guardar dinheiro de gângsteres, que agora querem recuperar o que perderam. A direção do episódio piloto foi assinada pelo cineasta Dean Parisot (“As Loucuras de Dick & Jane”) e os coadjuvantes incluem Reno Wilson (série “Mike & Molly”), Manny Montana (série “Rosewood”), Lidya Jewett (“Estrelas Além do Tempo”) e Matthew Lillard (o Salsicha dos filmes do “Scooby-Doo”).
The Resident é renovada para a 2ª temporada
A rede americana Fox anunciou a renovação do drama médico “The Resident” para sua 2ª temporada. A série teve uma estreia robusta em 21 de janeiro, após a semifinal do campeonato de futebol americano, quando atraiu 8,8 milhões de telespectadores ao vivo e marcou 2,7 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Mas perdeu metade do público já no episódio seguinte, chegando ao final da temporada na próxima segunda (14/5) com uma média de 4,5 milhões de telespectadores ao vivo e 1 ponto na demo. Desenvolvida por três “veteranos” de séries médicas, Amy Holden Jones (criadora de “Black Box”), Hayley Schore e Roshan Sethi (roteiristas de “Code Black”), “The Resident” gira em torno do personagem do título, um médico residente vivido por Matt Czuchry (série “The Good Wife”). Na trama, ele é um idealista em rota de choque contra um médico veterano e rosto público do Hospital em que ambos trabalham, cujos erros custam vidas. Paralelamente, ele tenta inspirar estudantes recém-chegados com um estilo de orientação hardcore. O elenco também inclui Bruce Greenwood (“Star Trek”) como o médico veterano, Manish Dayal (“A 100 Passos de um Sonho”) como um estudante novato e Emily VanCamp (série “Revenge”) como a residente com quem o protagonista se envolve. O piloto foi dirigido pelo cineasta Philip Noyce (“Salt”, “O Doador de Memórias”), que imprimiu um estilo nervoso na atração para contrastar com o tom leve de “Grey’s Anatomy”, outra série originalmente sobre residentes. “The Resident” foi a quarta série novata renovada pela Fox para uma 2ª temporada, após “The Gifted”, “The Orville” e “9-1-1”.
The Big Bang Theory: Trailer revela todos os convidados do casamento de Sheldon e Amy
A rede americana CBS divulgou o trailer do episódio final da 11ª temporada de “The Big Bang Theory”, que culmina no casamento de Sheldon Cooper (Jim Parsons) e Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik). A prévia apresenta os convidados especiais do capítulo, entre eles os intérpretes dos pais de Amy, Kathy Bates (recém-saída da série “Disjointed”, do mesmo produtor) e Teller (o mágico que é tão bom que fez sumir até seu sobrenome). Curiosamente, a mãe de Amy já tinha aparecido na série, mas vivida por outra atriz, Annie O’Donnell, em dois episódios distantes, exibidos em 2010 e 2014. Também aparecem na cerimônia dois personagens recorrentes: a mãe de Sheldon, vivida por Laurie Metcalf (indicada ao Oscar 2018 por “Lady Bird”), e o melhor inimigo do protagonista, o ator Will Wheaton (“Star Trek: A Nova Geração”), que interpreta a si mesmo. Sim, ele está presente no episódio, apesar de ausente no vídeo. Introduzido no episódio desta semana, Jerry O’Connell (“Todo Mundo em Pânico 5”) também bisará sua participação como a versão adulta de Georgie, irmão de Sheldon – visto ainda criança na série “Young Sheldon”. Além deles, o vídeo ainda flagra os atores Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”), revelando seu papel na série: ele mesmo. Por fim, ainda há Lauren Lapkus (série “Orange Is the New Black”) e Courtney Henggeler (série “Cobra Kai”), introduzidas no episódio anterior – a segunda é cunhada de Sheldon. Intitulado “The Bow Tie Asymmetry”, o final da temporada de “The Big Bang Theory” vai ao ar na quinta-feira (10/5) nos Estados Unidos.
Continuação de Mamma Mia ganha novo trailer legendado com os avós mais bonitos do cinema
A Universal divulgou dois novos pôsteres e o trailer final legendado de “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”, sequência do sucesso musical de 2008. E a prévia destaca os avós mais bonitos do cinema. A continuação volta a reunir o elenco do primeiro filme no mesmo cenário idílico – uma ilha grega – , mas acrescenta várias novidades, graças a uma trama paralela de flashback – que revela que Meryl Streep costumava ser Lily James nos anos 1970. A premissa dos flashbacks é a gravidez da personagem de Amanda Seyfried, filha de Streep no musical. Enquanto o primeiro filme mostrou a jovem tentando descobrir qual dos ex-namorados da mãe era seu verdadeiro pai, o novo mostra como sua mãe lidou com a gravidez adolescente, revelando seu envolvimento com os três galãs de seu passado – vividos, no presente, por Pierce Bronsan, Stellan Skarsgård e Colin Firth – , todos prestes a virar avôs. Além deles, o elenco destaca outra vovó, a cantora Cher. Ela interpreta a mãe de Meryl Streep e vó de Amanda Seyfeld na trama, e aparece na prévia cantando “Fernando”, hit do Abba. A trama continua visitando o repertório do Abba, agora não mais relacionado ao musical da Broadway que inspirou o filme de dez anos atras, mas com um roteiro inédito e direção de Ol Parker (“O Exótico Hotel Marigold”). A produção ainda inclui as versões jovens dos protagonistas: a citada Lily James (“Cinderela”), Alexa Davies (série “Harlots”), Jeremy Irvine (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”), Josh Dylan (“Aliados”) e Hugh Skinner (também de “Harlots”), além de Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”) como o Fernando cantado por Cher. A estreia está marcada para 19 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Keanu Reeves vai estrelar continuação do besteirol Bill & Ted, comédia cult dos anos 1980
Já tem um década que Keanu Reeves (“John Wick”) vem falando sobre a vontade de retomar um de seus maiores sucessos dos anos 1980, a franquia “Bill & Ted”. E depois da explosão de interesse num revival de “Karatê Kid” em streaming, a MGM finalmente topou fazer o projeto deixar de ser apenas um desejo para virar filme. No longa original, “Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica” (1989), os protagonistas eram dois estudantes extremamente estúpidos de uma high school americana, que repetirão de ano se não fizerem um bom trabalho de História. Para impedir que isso aconteça, um homem de futuro lhes convida para uma viagem no tempo (a máquina do tempo é uma cabine telefônica!), pois, por mais incrível que possa parecer, o destino da humanidade um dia dependerá da inteligência dos dois retardados, que criarão a música capaz de inspirar uma utopia perfeita. O longa virou cult, ganhou sequência, série animada, videogame e até revista em quadrinhos, antes de sumir da lembrança da humanidade – obviamente, por uma artimanha do cientista maligno De Nomolos. Agora, Reeves e o colega Alex Winter (“Ben 10: Corrida Contra o Tempo”) vão se juntar pela terceira vez, 30 anos depois do primeiro filme, no novo besteirol intitulado “Bill & Ted Face the Music”, em inglês. E eles não estarão sozinhos. Will Sadler (série “Power”), que viveu a Morte em “Bill & Ted – Dois Loucos no Tempo” (1991), também está confirmado na continuação. Além deles, os criadores originais dos personagens, Chris Matheson (“Pateta: O Filme”) e Ed Solomon (“Homens de Preto”), voltaram a se juntar para escrever o roteiro. Por fim, a direção ficou a cargo de Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita). “Nós não poderíamos estar mais animados para reunir toda a banda novamente”, disseram Reeves e Winter, no comunicado oficial sobre a produção. “Chris e Ed escreveram um roteiro incrível, e com Dean no comando nós temos um time dos sonhos!” Segundo a sinopse divulgada, “Bill & Ted Face The Music” verá a dupla longe dos seus dias de adolescentes viajantes do tempo, agora sobrecarregados com a meia-idade e as responsabilidades de cuidar de suas famílias. Desde que competiram num show de rock com suas versões robôs em 1991, eles criaram milhares de músicas, mas nenhum boa, muito menos a melhor música já escrita. No entanto, um visitante do futuro volta a aparecer para lembrar aos nossos heróis que somente sua música poderá salvar a humanidade. Sem sorte e sem inspiração, Bill e Ted partem em nova aventura no tempo para buscar a música que irá acertar seu mundo e trazer harmonia no universo como o conhecemos. Desta vez, com a ajuda de suas filhas, uma nova safra de figuras históricas e algumas simpáticas lendas do rock, eles encontrarão muito, muito mais do que apenas uma música. Além do comunicado e da sinopse oficiais, Keanu Reeves e Alex Winter posaram juntos para divulgar o longa. Veja abaixo como estão Bill (Winter) e Ted (Reeves) em 2018.
Terry Gilliam sofre AVC e pode perder première do filme que é uma maldição em sua vida
É até abusar de humor negro num caso tão sério, mas se há um filme amaldiçoado, este é “The Man Who Killed Dom Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote). Após aguardar 20 anos, desde a pré-produção até a véspera da aguardada estreia do longa no Festival de Cannes 2018, o diretor americano Terry Gilliam foi hospitalizado em Londres. De acordo com a imprensa, Gilliam sofreu um AVC durante o fim de semana e os médicos dizem que ele pode não se recuperar completamente até a estreia do filme. Além disso, o longa-metragem pode nem ser exibido. O produtor de “The Man Who Killed Dom Quixote”, Paulo Branco, tenta impedir a projeção do longa devido a uma disputa financeira com o diretor. O veredito do caso será conhecido na quarta (9/5), em Paris. Ex-integrante do grupo humorístico britânico Monty Python, Gilliam, de 77 anos, também dirigiu os clássicos “Brazil – O Filme” (1985) e “Os Doze Macacos” (1995), e já tinha superado dificuldades extremas no passado para concluir um longa, “O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus” (2009), impactado pela morte do astro Heath Ledger na metade das filmagens. Seu projeto mais recente é mais antigo que isso. A pré-produção de “The Man Who Killed Dom Quixote” começou em 1998 e as primeiras filmagens aconteceram em 2000, com Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel principal, e foram tantos problemas, incluindo inundações, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar o longa, chegando a filmar Ewan McGregor (“O Escritor Fantasma”) como protagonista e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas a produção precisou ser novamente interrompida, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), mas a briga com o produtor português Paulo Branco adiou o projeto. Os dois se desentenderam durante a pré-produção, o que levou o diretor a entrar na justiça francesa para anular a cessão de direitos, enquanto realizava o longa com apoio de outra produtora. Neste meio tempo, John Hurt acabou morrendo e precisou ser substituído na quarta filmagem anunciada, desta vez definitiva. Assim, quem acabou nos papéis principais foram Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Jonathan Pryce (série “Game of Thrones”). Mas enquanto Gilliam comemorava a conclusão das filmagens amaldiçoadas no ano passado, um tribunal de Paris se pronunciou em primeira instância em favor do produtor português, embora tenha rejeitado seu pedido de interromper a produção. O cineasta recorreu e uma nova audiência da justiça francesa foi marcada para 15 de junho, data em que se saberá qual será o destino do filme. Apesar dessa briga, o diretor pretendia realizar uma première mundial no Festival de Cannes, mas o produtor entrou com uma ação para impedir a première. A briga agora está nos tribunais franceses, que decidirão se o filme poderá ou não ser finalmente visto.
Trailer legendado de 13 Reasons Why mergulha no bullying e na escuridão
A Netflix divulgou novas fotos e o trailer legendado da 2ª temporada de “13 Reasons Why”. A prévia retoma o tema do teaser e dos pôsteres, anteriormente divulgados, em que fotos revelam segredos íntimos dos personagens e afirmam que Hannah (Katherine Langford) não foi a única vítima de bullying na escola. Paralelamente, há vislumbres de mais bullying e de uma campanha de difamação, culminando em ameaças de retaliação e vingança, com o protagonista Clay (Dylan Minnette) transtornado pela culpa – e assombrado por Hannah – a ponto de decidir fazer justiça com as próprias mãos e um revólver. Segundo a sinopse oficial, a 2ª temporada vai acompanhar “as consequências da morte de Hannah e a difícil jornada de nossos personagens rumo à recuperação. A escola Liberty se prepara para ir a julgamento, mas alguém quer impedir a todo custo que a verdade sobre a morte de Hannah venha à tona. Fotos ameaçadoras levam Clay e seus colegas à descoberta de um segredo terrível – e uma conspiração para encobri-lo”. Embora toda a história do livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, que inspirou a atração, tenha sido contada na 1ª temporada, o próprio escritor encorajou o showrunner Brian Yorkey a continuar a série ao dizer que gostaria de ver uma 2ª temporada. Os novos episódios estreiam em 18 de maio na plataforma de streaming.
Próximo filme de 007 transforma Daniel Craig no ator mais bem-pago do cinema
A revista Variety publicou um relatório sobre os salários atuais dos astros de Hollywood. Além de revelar que Daniel Craig virou o ator mais bem-pago do cinema, graças a seu acordo para estrelar o próximo filme do espião 007, a reportagem concluiu que os salários caíram em relação aos anos 1990, quando estrelas e não franquias eram responsáveis por atrair os grandes públicos de cinema. A lista demonstra que já não é comum ver artistas ganhando mais de US$ 20 milhões por filme, além de participação na bilheteria. Os únicos que faturaram mais de US$ 20 milhões por obra recente foram Daniel Craig, Dwayne Johnson e Vin Diesel. Daniel Craig fechou um acordo de US$ 25 milhões para voltar a viver James Bond, no filme ainda sem título que será lançado no ano que vem, enquanto Dwayne Johnson levou US$ 22 milhões para estrelar o thriller “Red Notice”, previsto para 2020, e Vin Diesel já guardou no banco US$ 20 milhões por “Velozes e Furiosos 8”, um dos maiores sucessos de bilheteria do ano passado – US$ 1,2 bilhão de arrecadação mundial. As primeiras mulheres da lista são Anne Hathaway, que receberá US$ 15 milhões para viver a boneca Barbie em 2020, e Jennifer Lawrence, que recebeu a mesma quantia por “Operação Red Sparrow” – filme que faturou apenas US$ 69 milhões em todo o mundo. Na relação entre tempo de trabalho e salário, porém, ninguém supera Robert Downey Jr. Por sua participação em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que totaliza de 15 minutos de filme, a Marvel lhe pagou US$ 10 milhões. Neste caso, porém, o investimento compensou – o filme rendeu US$ 880 milhões. Também chama atenção que, exceto Robert Downey Jr., nenhum outro ator ou atriz que interpretou super-heróis no cinema entraram na lista dos mais bem pagos. Ao mesmo tempo, confirmando a desvalorização do “star power”, Leonardo Di Caprio viu seu salário desabar após vencer o Oscar. O astro, que tinha recebido US$ 20 milhões para fazer “A Origem”, fechou pela metade para estrelar o próximo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon a Time in Hollywood”. A Variety ainda revelou que a disparidade entre atores e atrizes continua gritante, já que Chris Pratt ganhou US$ 2 milhões a mais do que Bryce Dallas Howard no filme “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Os dois tem o mesmo protagonismo na franquia, cuja continuação estreia em 21 de junho no Brasil. Há que se considerar que o relatório não é completo, uma vez que não inclui Johnny Depp, que deve ter negociado um baú de tesouros para projetos como o último “Piratas do Caribe” e a franquia “Animais Fantásticos”, nem Will Smith, que alegadamente recebeu uma fábula por “Bright”, da Netflix. Por outro lado, no apanhado generalizante que publicou em forma de lista, a Variety incluiu até os US$ 2 milhões recebidos por Ethan Hank em “Uma Noite de Crime” de 2013. O detalhe é que o orçamento total daquele filme foi noticiado na época como sendo de US$ 3 milhões! Veja abaixo 20 valores salariais listados pela Variety. Daniel Craig – “James Bond 25” (2019) – US$ 25 milhões Dwayne Johnson – “Red Notice” (2020) – US$ 22 milhões Vin Diesel – “Velozes e Furiosos 8” (2017) – US$ 20 milhões Anne Hathaway – “Barbie” (2020) – US$ 15 milhões Jennifer Lawrence – “Operação Red Sparrow” (2018) – US$ 15 milhões Seth Rogen – “Flarsky” (2019) – US$ 15 milhões Tom Cruise – “A Múmia” (2017) – US$ 11- US$ 13 milhões Harisson Ford – “Indiana Jones 5” (2020) – US$ 10 – US$ 12 milhões Sandra Bullock – “Minions” (2015) – US$ 10 milhões Leonardo Dicaprio – “Once Upon a Time In Hollywood” (2019) – US$ 10 milhões Robert Downey Jr. – “Spider-Man: De Volta ao Lar” (2017) – US$ 10 milhões Kevin Hart – “Jumanji – Bem-Vindos À Selva” (2017) – US$ 10 milhões Chris Pratt – “Jurassic World 2 – Reino Ameaçado” (2018) – US$ 10 milhões Emily Blunt – “Jungle Cruise” (2019) – US$ 8 – US$ 10 milhões Bryce Dallas Howard – “Jurassic World 2 – Reino Ameaçado” (2018) – US$ 8 milhões Tom Hardy – “Venom” (2018) – US$ 7 milhões Ryan Gosling – “First Man” (2018) – US$ 6.5 milhões Jack Black – “Jumanji: Bem-Vindos À Selva” (2017) – US$ 5 milhões Michael B. Jordan – “Creed 2” (2018) – US$ 3 – US$ 4 milhões Ethan Hawke – “The Purge” (2013) – US$ 2 milhões
Diretores criaram cena falsa do Hulk apenas para o trailer de Vingadores: Guerra Infinita
Quem viu “Vingadores: Guerra Infinita” pode ter estranhado a falta do Hulk na sequência de luta em Wakanda. Afinal, a cena era proeminente nos trailers da produção. Mas ela não foi cortada. Os diretores Joe e Anthony Russo revelaram que ela nunca existiu, e foi concebida com trucagem de efeitos digitais especificamente para o trailer. “Essa cena nunca esteve no filme que você viu. Ela nem foi feita para isso. Ela foi literalmente criada para o trailer”, disse Anthony Russo ao site Collider. O motivo foi despistar o público. “Nós usamos todo o nosso material que estava em nosso alcance para fazer o trailer. Nós olhamos para ele como uma experiência diferente do filme. Eu acredito que o público tem muita habilidade de prever o que vai acontecer”, disse Joe Russo. “As pessoas são muito espertas e basicamente as pessoas assistem ao trailer e já sabem o que vai acontecer no filme. Nós usamos várias sequências que pudemos manipular com efeitos especiais para contar uma história específica para ao trailer, e não refletir o filme”, completou. Mas será que ludibriar o público, ao apresentar um trailer com cenas que não estão no filme, é diferente de fazer propaganda enganosa, conforme disposto no artigo 37º do código de defesa do consumidor? Lançado há duas semanas, “Vingadores: Guerra Infinita”, o mais recente da franquia, tornou-se o filme que mais rapidamente faturou US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais em todos os tempos.
Festival de Cannes começa sob pressão do streaming e do empoderamento feminino
O Festival de Cannes 2018, que inicia nesta terça-feira (8/5), busca um equilíbrio impossível em meio a abalos tectônicos de velhos paradigmas, num período agitado de mudanças para o cinema mundial. Saudado por sua importância na revelação de grandes obras, que pautarão o olhar cinematográfico pelo resto do ano, o evento francês também enfrenta críticas por seu conservadorismo, ignorando demandas femininas e o avanço do streaming. Mas sua aposta para manter-se relevante é a mesma de sempre: a politização do evento. Os carros-chefes do festival desde ano não são obras de diretores hollywoodianos, mas de cineastas considerados prisioneiros políticos, o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov, que estão em prisão domiciliar em seus países. Ambos vão disputar a Palma de Ouro. O caso de Panahi é um fenômeno. Desde que foi preso e proibido de filmar, já rodou quatro longas, contando o atual “Three Faces”. Do mesmo modo, o evento se apresenta como aliado de um cineasta que enfrenta dificuldades legais para exibir seu filme, programando “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote, em tradução literal), de Terry Gilliam, apesar da disputa jurídica que impede sua projeção – um conflito entre o diretor e o produtor, Paulo Branco, que exige o cancelamento da exibição. O mérito da questão está atualmente em análise pelos tribunais franceses. Em comunicado, o presidente do festival Pierre Lescure e o delegado geral Thierry Frémaux afirmaram que Cannes “respeitará a decisão” que será tomada pela Justiça “seja ela qual for”. Mas ressaltaram no texto seu compromisso com o cinema. Após citar que os advogados de Branco prometeram uma “derrota desonrosa” ao festival, afirmaram que a única derrota “seria ceder à ameaça”, reiterando que “os artistas necessitam mais que nunca que sejam defendidos, não atacados”. Para completar esse quadro, digamos, quixotesco, Cannes também decidiu suspender o veto ao cineasta dinamarquês Lars von Trier, que tinha sido considerado “persona non grata” no evento em 2011, após uma entrevista coletiva desastrosa, em que afirmou sentir simpatias por Hitler – num caso de dificuldade de expressão numa língua estrangeira, o inglês. A mensagem do evento é bastante clara. Mas sua defesa da luta de homens contra a opressão e a censura segue ignorando a luta das mulheres. Como já é praxe e nem inúmeros protestos e manifestos parecem modificar, filmes dirigidos por mulheres continuam a ser minoria absoluta no evento francês. Apenas três diretoras estão na disputa pelo principal prêmio: a francesa Eva Husson, a libanesa Nadine Labaki e a italiana Alice Rohrwacher. Diante desse quadro, os organizadores buscaram uma solução curiosa, aumentando a presença feminina no juri do evento – com a inclusão da diretora americana Ava DuVernay (“Uma Dobra no Tempo”), a cantora e compositora Khadja Nin, do Burundi, e as atrizes Kristen Stewart (“Personal Shopper”) e a francesa Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), D sob a presidência da australiana Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). Assim, mulheres poderão votar nos melhores candidatos homens, mais ou menos como acontece na política eleitoral. Obviamente, não se trata de solução alguma. E para adicionar injúria à falta de igualdade, o “perdão” a Lars Von Trier representa um tapa na cara do movimento #MeToo. Seu retorno acontece em meio a escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, que contou detalhes das filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu justamente a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Bjork relatou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e as explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder, enquanto a reportagem da New Yorker descortinou o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Considerando que o próprio festival francês estabeleceu um “disque denúncia sexual” este ano, como reação tardia à denúncias de abusos cometidos durante eventos passados em Cannes, a decisão de “perdoar” Lars Von Trier sofre, no mínimo, de mau timing. Também há um componente de inadequação na disputa do festival com a Netflix. Afinal, não é a definição de “cinema” que está em jogo – filme é filme, independente de onde seja visto, a menos que se considere que a exibição do vencedor de uma Palma de Ouro na TV o transforme magicamente em algo diferente, como um telefilme. Trata-se, no fundo, na velha discussão da regulamentação/intervencionismo estatal. O parque exibidor francês conta com o apoio das leis mais protecionistas do mundo, que estabelecem que um filme só pode ser exibido em vídeo ou streaming na França três anos após passar nas salas de cinema do país – a chamada janela de exibição. Trata-se do modelo mais extremo da reserva de mercado – como comparação, a janela é de três meses nos Estados Unidos – , e ele entrou em choque com o outro extremo representado pela Netflix, que defende a janela zero, na qual um filme não precisa esperar nenhum dia de diferença entre a exibição no cinema e a disponibilização em streaming. No ano passado, Cannes ousou incluir dois filmes produzidos pela Netflix na disputa da Palma de Ouro, “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, de Noah Baumbach. E sofreu enorme pressão dos exibidores, a ponto de ceder aos protestos, de forma oposta à valentia que demonstra para defender cineastas com problemas em outros países. Em entrevista coletiva do evento deste ano, Thierry Fremaux afirmou que a participação dos filmes da Netflix “causou enorme controvérsia ao redor do mundo”. Um grande exagero, já que a polêmica foi toda local. “No ano passado, quando selecionamos dois de seus filmes, achei que poderia convencer a Netflix a lançá-los nos cinemas. Eu fui presunçoso: eles se recusaram”, disse Fremaux. “As pessoas da Netflix adoraram o tapete vermelho e gostariam de nos mostrar mais filmes. Mas eles entenderam que sua intransigência em relação ao modelo (de negócios) colide com a nossa”. A Netflix poderia, no entanto, exibir filmes em sessões especiais do festival, fora da competição oficial, disse Fremaux. Ao que Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, retrucou: “Há um risco se seguirmos por esse caminho, de nossos cineastas serem tratados desrespeitosamente no festival. Eles definiram o tom. Não acho que será bom para nós participarmos”. Em jogo de cena, os organizadores de Cannes lamentaram a decisão da plataforma de streaming. E, ao fazer isso, assumiram considerar que os filmes da Netflix não são apenas filmes, mas filmes que poderiam fazer falta na programação do próprio festival. Ao mesmo tempo, a Netflix pretende adquirir as obras que se destacarem no evento. Já fez isso no passado, quando comprou “Divines”, vencedor da Câmera de Ouro, como melhor filme de diretor estreante no Festival de Cannes de 2016. E estaria atualmente negociando os direitos, simplesmente, do longa programado para abrir o evento deste ano, “Todos lo Saben”, novo drama do iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que é estrelado pelo casal espanhol Penélope Cruz e Javier Bardem, além do argentino Ricardo Darín. O resultado dessa disputa deixa claro que um festival internacional está sujeito a descobrir que o mundo ao seu redor é vastamente maior que interesses nacionais possam fazer supor. Mas não é necessariamente um bom resultado. Afinal, a política de aquisições da Netflix já corrói de forma irreversível o Festival de Sundance, com repercussões no próprio Oscar. Considere que o filme vencedor de Sundance no ano passado simplesmente sumiu na programação da Netflix, sem maiores consequências. E a concorrência com a plataforma fez a HBO tirar do Oscar 2019 o filme mais falado de Sundance neste ano, programando-o para a televisão. Assim, a recusa “pro forma” de Cannes apenas demonstra seu descompasso com o mundo atual. Não é fechando a porta à Netflix que o streaming vai deixar de avançar. O cinema está numa encruzilhada. Enquanto se discute a defesa da arte e o pacto com o diabo, um trem avança contra os que estão parados. Fingir-se de morto não é mais tática aceitável. Olhar para trás é importante, como nos pôsteres do festival, que celebram a nostalgia, assim como olhar para os lados e, principalmente, para a frente. Este barulho ensurdecedor são os freios do trem. É bom que todos abram os olhos, se quiserem sobreviver.












