PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Série

    Episódios “bônus” de Lucifer ganham 12 fotos inéditas

    25 de maio de 2018 /

    A Fox divulgou 12 fotos dos dois episódios inéditos de “Lucifer”, anteriormente gravados para a 4ª temporada, que serão exibidos como bônus da série. O produtor Joe Henderson chegou a descrevê-los como dois dos melhores episódios já feitos para a série e temia que o cancelamento os deixasse no limbo. Como a série não terá 4ª temporada, a Fox resolveu aproveitar os episódios prontos para exibi-los como um especial de duas horas. São episódios com histórias completas, que não seriam exibidos no começo da temporada, caso ela tivesse sido confirmada. Portanto, não abordam o cliffhanger do último episódio. De todo modo, ambos trazem participações curiosas e um deles serve até como um encerramento espetacular para a série. O primeiro, chamado de “Boo Normal”, acompanha Lúcifer (Tom Ellis) e sua equipe investigando o assassinado de uma pediatra, e conta com participação de Charlyne Yi, atriz da série “House”, como uma amiga de Ella (Aimee Garcia), que pode ser uma fantasma. Já o segundo, batizado de “Once Upon a Time”, mostrará uma dimensão alternativa criada pela mãe de Lúcifer (Tricia Helfer) onde o anjo caído nunca conheceu Chloe (Lauren German) mas tem livre arbítrio. A grande curiosidade deste episódio é que ele é “narrado” por Deus, que por sua vez é dublado pelo escritor Neil Gaiman – o próprio criador de Lúcifer nas páginas de “Sandman”, publicação de quadrinhos da Vertigo. Este episódio ainda tem a curiosidade de se aproximar de uma história dos quadrinhos originais, algo que raramente a série realizou. Justamente no arco final de sua revista própria, Lucifer criou um mundo alternativo, para provar que seria capaz de realizar algo melhor que Deus. Os episódios adicionais serão exibidos juntos, na próxima segunda (28/5) nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de estreia para esta “coda” no Brasil. O canal pago Universal começou a exibir a 3ª e última temporada de “Lucifer” no país em 16 de maio.

    Leia mais
  • Filme

    Joaquin Phoenix e John C. Reilly são irmãos pistoleiros em trailers de comédia

    25 de maio de 2018 /

    A UGC divulgou o pôster francês, duas fotos e dois trailers de “The Sisters Brothers”, comédia passada no Velho Oeste, em que Joaquin Phoenix (“Ela”) e John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) são irmãos pistoleiros. O filme é dirigido pelo cineasta francês Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”) e um dos trailers também é para o mercado francês. Na trama, os irmãos chamados Sisters (irmãs, em inglês) são contratados para matar um prospector de ouro (papel de Riz Ahmed, de “Rogue One”), que desenvolveu uma fórmula química revolucionária para o garimpo. Por conta disso, ele é protegido por outro pistoleiro (vivido por Jake Gyllenhaal, de “Animais Noturnos”). Com tom de humor negro, “The Sisters Brothers” será o primeiro filme de Audiard desde sua conquista da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015 com o drama de imigrantes “Dheepan – O Refúgio”. Baseado no livro homônimo de Patrick Dewitt (roteirista de “Terri”), o filme ainda não tem previsão de estreia, o que sugere um plano de lançamento nos festivais do final do ano.

    Leia mais
  • Filme

    Remake do clássico Papillon ganha 18 fotos, pôster e primeiro trailer

    24 de maio de 2018 /

    A produtora Bleecker Street divulgou 18 fotos, o pôster e o primeiro trailer do remake do filme clássico “Papillon” (1973), drama de prisão estrelado originalmente pelos grandes Steve McQueen e Dustin Hoffman. Na nova versão, os papéis são desempenhados por atores que fizeram carreira na TV: Charlie Hunnam (protagonista da série “Sons of Anarchy”) e Rami Malek (astro da série “Mr. Robot”). E esta não é a única diferença gritante. Comparado ao original, repleto de lama e sujeira, a prévia transforma o inferno prisional da trama num paraíso tropical. Baseado no mesmo livro escrito por Henri Charrière, o protagonista da historia real, a trama acompanha um criminoso francês condenado e cumprir pena de trabalhos forçados na Guiana Francesa. Lá, ele sofre com a brutalidade dos carcereiros e tenta escapar várias vezes, ao lado de um prisioneiro frágil, mas inteligente e supostamente rico, Louis Dega, que se torna seu amigo e o ajuda em seus planos de fuga. O elenco ainda inclui Eve Hewson (a filha de Bono, que está no vindouro “Robin Hood”), Tommy Flanagan (também da série “Sons of Anarchy”), Roland Møller (“Atômica”), Michael Socha (série “Once Upon a Time”) A nova versão foi escrita por Aaron Guzikowski (“Os Suspeitos”). E aí continuam as comparações. Vale lembrar que o roteiro original foi escrito por ninguém menos que o lendário Dalton Trumbo – um dos poucos roteiristas de Hollywood cuja própria vida rendeu um filme (“Trumbo”). O remake ainda marca a estreia do dinamarquês Michael Noer (“Nordvest”) em Hollywood. Já o original era uma obra de Franklin J. Schaffner, veterano cineasta de clássicos como “Patton” (1970) e “Planeta dos Macacos” (1968). A justificativa por trás desse e de outros remakes inferiores é que as novas gerações não conhecem os filmes originais, porque se recusam a ver clássicos. Com o aumento da influência da Netflix na formação cinematográfica da população, isso tende a se tornar uma realidade irreversível. O fast food feito com receita gourmet estreia em 24 de agosto nos Estados Unidos, após ter passado no Festival de Toronto do ano passado sem render maiores comentários.

    Leia mais
  • Filme

    Novo trailer legendado de Arranha-Céu: Coragem Sem Limite conta o filme quase todo

    24 de maio de 2018 /

    A Universal pode ter feito um favor ao público com o novo trailer legendado de “Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”. A prévia resume o filme quase inteiro, deixando em aberto apenas a resolução, embora já mostre como Dwayne Johnson salva sua família desse thriller genérico, que parece um mashup de “Duro de Matar” (1988) com “Inferno na Torre” (1974). Portanto, se um amigo lhe contar o final, não esqueça de agradecer ao estúdio pelo vídeo que revela todas as reviravoltas e ajuda a economizar o preço do ingresso. Também foi divulgado um novo pôster, que pode ser conferido abaixo. No filme, Johnson é um ex-agente do FBI, que, após perder a perna numa explosão, vira consultor de segurança. E durante uma consultoria internacional se vê tendo que salvar sua família de criminosos fortemente armados num arranha-céu em chamas, saltando entre prédios e fazendo diversos malabarismos a dezenas de metros do solo com uma perna prostética. Isto mesmo, feito um super-herói de dar inveja no Homem-Aranha. O elenco inclui Neve Campbell (“Panico”), Pablo Schreiber (“Covil de Ladrões”), Byron Mann (série “Arrow”), Adrian Holmes (também de “Arrow”), Chin Han (“Ghost in the Shell”), Roland Møller (“Atômica”) e a menina Kayden Magnuson (série “The Whispers”). O filme tem roteiro e direção de Rawson Marshall Thurber, que só fez comédias em toda a sua carreira. Por sinal, a mais recente, “Um Espião e Meio” (2016), também foi estrelada por Johnson. A estreia está marcada para 12 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

    Leia mais
  • Série

    Série de comédia Baskets é renovada para a 4ª temporada

    24 de maio de 2018 /

    O canal pago americano FX renovou a série “Baskets”, do comediante Zach Galifianakis (“Se Beber Não Case”), para sua 4ª temporada. Em comunicado, o co-presidente de programação original do canal, Eric Schrier, ainda elogiou a equipe de produção. “‘Baskets’ continua a empolgar graças à equipe criativa dos sonhos liderada por Jonathan Krisel e Zach Galifianakis, e não poderíamos estar mais felizes em encomendar uma 4ª temporada para ser exibida no próximo ano. Cada temporada nos aproxima da família Baskets e sua busca pela vida, amor e glória de palhaçadas. Nossos agradecimentos aos produtores e ao elenco por fazer de Baskets uma alegria tão grande de se ver.” Criada pelos comediantes Zach Galifianakis (trilogia “Se Beber, Não Case!”) e Louis C.K. (série “Louie”) e o diretor-roteirista Jonathan Krisel (série “Portlandia”), “Baskets” marcou a volta de Galifianakis à TV após o cancelamento de “Bored to Death” em 2011, na qual era coadjuvante. A série correu risco de sair do ar devido ao envolvimento de Louis C.K. em sua produção. Após ser acusado de assédio e assumir o comportamento, o produtor perdeu vários contratos. De todas as suas produções, especiais, filmes, pilotos, séries e projetos encaminhados, apenas “Better Things” e agora “Baskets” vão continuar em frente, mas sem seu envolvimento. Galifianakis estrela a série como os gêmeos Chip e Dale Baskets, mas o grande destaque do elenco é o veterano ator Louie Anderson, que vive sua mãe, Christine Baskets, papel que lhe rendeu um prêmio Emmy em 2016. Na trama, a família tenta manter viva a tradição circense dos palhaços, nem que seja em rodeios.

    Leia mais
  • Série

    Série médica Code Black é cancelada na 3ª temporada

    24 de maio de 2018 /

    A rede americana CBS cancelou a série médica “Code Black”. O anúncio foi feito pelo criador do programa, Michael Seitzman, através de uma publicação no Twitter. Seitzman agradeceu aos fãs e disse que teve grande satisfação em realizar “Code Black”, avisando ainda que os melhores episódios da série ainda não foram exibidos na temporada. “Esperamos que os vejam e gostem deles. Nós os fizemos para vocês”, concluiu. “Code Black” está atualmente na metade de sua 3ª e agora última temporada. Nos anos anteriores, a continuidade da série sempre foi definida na última hora, flertando desde o início com o cancelamento. A 2ª temporada perdeu 1,2 milhões de telespectadores na média geral, mas ainda estava no limite da linha de corte do canal, que é a mais alta dentre todas as redes americanas. Com a perda de mais 700 mil nos primeiros episódios do novo ano, a decisão foi tomada. Criada por Michael Seitzman (criador da série “Intelligence” e roteirista de “Terra Fria”), “Code Black” evocava o clássico “Plantão Médico/E.R.”, ao girar em torno de um pronto socorro lotado, onde os plantonistas, além de tratar dos pacientes, precisam lidar com o caos da saúde pública americana. Baseada no documentário homônimo dirigido por Ryan McGarry, a série se passa no LA County Hospital, que tem o pronto socorro mais movimentado dos EUA. Lá, uma nova turma de estudantes chega com idealismo e encontra um sistema quebrado. O nome “Code Black” é um código hospitalar usado quando o número de pacientes é tão grande que a equipe fica totalmente sobrecarregada, sem condições de tratar a todos, o que compromete o atendimento, podendo levar até à morte dos doentes. Na tentativa de levantar sua audiência, a atração sofreu algumas alterações criativas desde a estreia, chegando a mudar parte de seu elenco, com destaque para a chegada de um médico militar vivido por Rob Lowe (série “The Grinder”). Segundo os produtores, a série foi concebida para introduzir novos personagens a cada temporada, tal qual ocorre na vida real de um hospital, em que residentes se formam, médicos e enfermeiras mudam de emprego e seguem em frente com suas vidas, dando lugar a outros profissionais. O elenco também inclui Marcia Gay Harden (“Cinquenta Tons de Cinza”), Luiz Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”), Boris Kodjoe (série “O Último Cara da Terra/The Last Man on Earth”), Lindsey McKeon (série “Supernatural”), Ben Hollingsworth (série “Cult”), Melanie Chandra (série “The Nine Lives of Chloe King”), Harry Ford (“Mais Forte Que Bombas “), William Allen Young (série “Moesha”), Angela Relucio (série “Six”) e Jillian Murray (“Cabana do Inferno 3”). No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony. Dear #CodeBlack fans, the sad news came today that we were cancelled. It's been a true joy to make this show and watch your response every week. Thank you for all of your passion. Truly, our best episodes have yet to air. We hope you'll watch and enjoy them. We made them for you. — Michael Seitzman (@michaelseitzman) May 24, 2018

    Leia mais
  • Etc

    Netflix ultrapassa a Disney e vira empresa de mídia mais valiosa do mundo

    24 de maio de 2018 /

    A Netflix virou a empresa de mídia mais valiosa do mundo. A conquista da plataforma de streaming aconteceu após uma alta das ações da empresa nesta quinta-feira (24/5), que a levou a ultrapassar o conglomerado Disney pela primeira vez na liderança do mercado. Com cada ação custando US$ 351,09 dólares, a companhia atualmente tem um valor de mercado total de US$ 162 bilhões. Em comparação, a ação da Disney (que teve queda de 1,1% hoje) atualmente custa US$ 101,74 dólares, somando um valor de US$ 152 bilhões. A briga com a Netflix assinala para a Disney a importância de seu projeto de streaming, previsto para ser lançado em 2019. Mas uma parte estratégica deste negócio já pode estar em risco. É que a Comcast, dona dos estúdios Universal e terceira maior empresa de mídia do mundo, quer atravessar a compra da Fox pela Disney, com uma oferta bastante superior ao valor oferecido pela rival.

    Leia mais
  • Etc

    Fotos de Bruna Linzmeyer inspiram “polêmica” por falta de depilação – e do que fazer

    24 de maio de 2018 /

    A redes sociais podem ser catalizadores de movimentos de mudança, como o #MeToo e a Primavera Árabe, mas também estimulação a proliferação arquetípica e anabolizada do tradicional fofoqueiro da vizinhança. As velhas tiazinhas que costumavam ser personagens de novelas antigas agora são jovens de ambos os sexos que gostam de comentar de tudo e de todos para todo mundo. E, como bons fofoqueiros, não lhes falta assunto. Os detalhes mais banais viram discussões acaloradas. O que faz lembrar que os maiores fofoqueiros sempre foram grandes moralistas. Afinal, seus comentários jamais perdoam comportamentos fora do padrão. O caso mais recente de falta do que fazer acabou se fixando no corpo da atriz Bruna Linzmeyer. A belíssima estrela de novelas e filmes – e bissexual assumida – fez um ensaio fotográfico que gerou polêmica. Não porque ela posou nua, mas porque não depilou a zero sua virilha e suas axilas. Em imagens compartilhadas no Instagram da atriz e do fotógrafo responsável pelos cliques, Gleeson Paulino, é possível ver que Bruna faz parte da nova geração de mulheres que assume os pelos de seu corpo – mostrando que se depilar ou não é uma decisão de cada pessoa. Mas muitos acharam que a decisão deveria ser deles, criticando o fato da Bruna não se depilar, a ponto de afirmar que se trata de falta de higiene. “Credo… Imagina o cheirinho das camisas, camisetas e vestidos… O suor grudando nos pelos!!! Uma questão de higiene. Para ser feminista, não precisa ser porca”, comentou uma pessoa, ecoada por vários dispostos a criticar tudo o que se move. Agora, que curioso: nenhum homem jamais foi acusado de falta de higiene pelo mesmo motivo. Ao contrário. Ao optarem pela depilação, homens viram alvo dos mesmos fofoqueiros porque, supostamente, deixam de ser homens. Pelo menos, vários seguidores saíram em defesa da atriz, pedindo respeito e afirmando que ela pode fazer o que quiser com o próprio corpo. O que deveria ser óbvio. Veja abaixo os posts que inspiraram a polêmica e leia os comentários grosseiros e mal-educados daqueles que, apesar de ter acesso à internet, ainda acham que os corpos das mulheres pertencem a eles. @gleesonpaulino ♥️ Uma publicação compartilhada por bruna linzmeyer (@brunalinzmeyer) em 21 de Mai, 2018 às 2:06 PDT Our roots twist and twine… leaves are soft and plush. Trunks pressed flush, spine to spine, Whispering acceptance with each gentle touch. Light against dark, sun-dappled silk and bark; Here, in his cooling shade, I long to stay- Differences insignificant, similarities stark; Love, a simple word, to which we waste away our day. He brightens the shadows With such a caring smile… Even you would lurk in his meadows, And hope to stay a little while. Uma publicação compartilhada por Gleeson Paulino (@gleesonpaulino) em 19 de Mai, 2018 às 2:31 PDT Uma publicação compartilhada por Gleeson Paulino (@gleesonpaulino) em 17 de Mai, 2018 às 4:29 PDT

    Leia mais
  • Etc,  Filme

    China ultrapassa América do Norte como maior mercado de cinema do mundo

    24 de maio de 2018 /

    A China superou a América do Norte e se tornou o maior mercado cinematográfico do mundo no primeiro trimestre de 2018, segundo dados chineses e americanos. As vendas de ingressos na China chegaram a 20,21 bilhões de yuans (cerca de US$ 3,17 bilhões) entre janeiro e março deste ano, de acordo com o órgão especializado China Movie Data Information Network, graças, principalmente, a blockbusters locais. No mesmo período, a arrecadação dos cinemas na América do Norte foi de US$ 2,8 bilhões. Cerca de 75% das bilheterias na China foram geradas por filmes do próprio país. Entre os dez filmes mais bem sucedidos estão sete produções locais. O filme de ação “Operação Mar Vermelho”, sobre uma missão antipirataria do exército chinês no Mar Vermelho, lidera as bilheterias, com 3,6 bilhões de yuans. O investimento na abertura de mais cinemas e o período de férias do Ano Novo chinês contribuíram para o aumento da arrecadação durante o começo do ano. Resta saber se Estados Unidos e Canadá compensarão a diferença durante a temporada de férias da América do Norte, que começa em junho.

    Leia mais
  • Filme

    Han Solo é a maior estreia dos cinemas nesta semana

    24 de maio de 2018 /

    O novo filme da franquia “Star Wars”, centrado na juventude de Han Solo, chega em mais de mil salas de cinema nesta quinta (25/5). A trama conta tudo o que os fãs já sabem sobre a origem do personagem, mas nunca tinham visto, e acrescenta algumas reviravoltas, além de ter um grande diferencial em relação aos demais títulos da franquia: é o primeiro que se passa na época do Império sem a presença de rebeldes em missão para destruir a Estrela da Morte. Com clima de aventura espacial, o filme também é mais leve que a recente trilogia – apesar de seus bastidores, que pesaram com a demissão e substituição dos diretores durante as filmagens. Um passatempo que agrada, mas sem empolgar muito. Com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes, é o terceiro pior “Star Wars” já feito, acima apenas dos dois péssimos primeiros “Episódios” da trilogia dos anos 1990 – a nota cai ainda mais, para 63% apenas com a cotação da imprensa, isto é sem o aval dos blogueiros nerds. Como os cinemas de shopping center ainda estão passando “Deadpool 2” e “Vingadores: Guerra Infinita”, os demais lançamentos disputam espaço no circuito alternativo. Nada menos que 10 filmes – quatro deles brasileiros. Melhor das opções, a comédia “Tully” volta a reunir a equipe de “Jovens Adultos” (2011): a atriz Charlize Theron, a roteirista Diablo Cody e o diretor Jason Reitman. A trama mostra a atriz esgotada pela rotina de ser mãe de duas crianças pequenas e um bebê recém-nascido. Mas ela não é a personagem-título. Tully, na verdade, é uma “Mary Poppins” moderna, uma babá cheia de sorrisos e juventude, vivida por Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”). Ao lidar com as dificuldades da maternidade nos dias atuais com humor e honestidade, o filme conquistou a simpatia da crítica, obtendo 87% de críticas positivas. Detalhe: a nota é a mesma entre nerds e imprensa. Na prática, isto significa que todos concordam que “Tully” é melhor que o “Han Solo”. Vale a pena conferir também o lançamento europeu “Réquiem para Sra. J”, longa de estreia do sérvio Bojan Vuletic, em que a protagonista, mergulhada na depressão após um ano da morte do marido, planeja seu suicídio para não ter mais que lidar com as filhas, mas não sem antes planejar seu enterro. A premissa dramática esconde, na verdade, boa dose de humor negro. Como curiosidade, a programação internacional inclui ainda o terceiro lançamento do sul-coreano Hong Sang-soo no país em sete meses. O cineasta roda um filme atrás do outro, assim aproveitou que estava em Cannes para exibir uma dessas obras e filmou rapidamente “A Câmera de Claire” com a atriz francesa Isabelle Huppert – que ele já tinha dirigido em “A Visitante Francesa”, em 2012. Mas quem chama mais atenção é a bela Kim Min-hee, que estrelou os outros dois filmes mais recentes de Sang-soo e neste reprisa as situações dos anteriores – vagueia na praia como em “Na Praia à Noite Sozinha” e tem problemas no emprego como em “O Dia Depois”. Na seleção brasileira, o melhor é o documentário “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro”, uma viagem nostálgica pela imprensa antes da internet. “Antes que eu Me Esqueça”, supostamente uma comédia, revela-se um senhor melodrama. Já o besteirol “Alguém Como Eu” e o esotérico “Rio Mumbai”, que viajam literal e figurativamente, apelam a elementos fantásticos para fazer graça e drama. E conseguem ser realmente um espanto. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas – inclusive os menos cotados. Han Solo: Uma História Star Wars | EUA | Sci-Fi As aventuras do emblemático mercenário Han Solo (Alden Ehrenreich) e seu fiel escudeiro Chewbacca (Joonas Suotamo) antes dos eventos retratados em “Guerra nas Estrelas”, inclusive encontrando com Lando Calrissian (Donald Glover). Tully | EUA | Comédia Marlo (Charlize Theron), mãe de três filhos, sendo um deles um recém-nascido, vive uma vida muito atarefada, e, certo dia, ganha de presente de seu irmão uma babá para cuidar das crianças durante a noite. Antes um pouco hesitante, Marlo acaba se surpreendendo com Tully (Mackenzie Davis). Uma Escala em Paris | EUA, França | Drama Gina (Lindsay Burdge), uma comissária de bordo americana, que depois de uma temporada sozinha e deprimida pelo suicídio de seu namorado, acaba conhecendo e se apaixonando por Jérôme (Damien Bonnard), um garçom parisiense. E, quando finalmente decide ficar na França para viver este amor, surge Clémence (Esther Garrel), um antigo amor de Jérôme que transformará a vida de Gina em uma rede de desilusões e loucura. Olhos do Deserto | Canadá, França | Drama Gordon (Joe Cole), um operador de hexapod, uma espécie de robô aranha, e Ayusha (Lina El Arabi), uma jovem do Oriente Médio, estão desenvolvendo uma relação aparentemente impossível. Ele, que é um guardião de um oleoduto no deserto através dos olhos do robô, acaba se apaixonando pela moça, a quem observa diariamente. O único problema é que, para o azar dos dois, ele controla o sistema do outro lado do mundo, na América. Colheita Amarga | Canadá | Drama Ucrânia, 1930. Yuri (Max Irons), artista nascido numa família de guerreiros cossacos, se esforça para conseguir uma aprovação dos parentes e tem a vida transformada quando o Exército Vermelho invade seu país e sua família é perseguida pelo regime stalinista. Réquiem para Sra. J | Sérvia, Bulgária, Macedônia, Rússia, França | Drama Sra. J. (Mirjana Karanovic) passa seus dias desolada. Viúva e desempregada, ela se sente cansada e solitária, mesmo morando com suas duas filhas e sua sogra. Entendiada, decide cometer suicídio, mas antes precisa resolver algumas tarefas importantes, como preparar sua lápide ao lado do finado esposo. A Câmera de Claire | França, Coreia do Sul | Drama Numa viagem de trabalho ao Festival de Cannes, Jeon Man-hee (Kim Min-hee) é demitida por sua chefe, que não revela o real motivo da demissão. Ao mesmo tempo, Claire (Isabelle Huppert), uma professora que sonha em trabalhar como poeta, sai pelas ruas tirando fotos em sua câmera Polaroid. Essas duas mulheres se conhecem e tornam-se amigas. Por acaso, as imagens de Claire ajudam Jeon a compreender melhor o momento pelo qual está passando. Alguém Como Eu | Brasil | Comédia Helena (Paolla Oliveira) e Alex (Ricardo Pereira) são um casal que, como todos os outros, vivem diferentes fases em seu relacionamento. Depois de alguns meses de dúvidas sobre o seu namoro, Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão pelo assunto vai transformar seus devaneios em algo que a atrapalha. Antes que eu Me Esqueça | Brasil | Comédia Aos 80 anos de idade, Polidoro (José de Abreu) é um soberbo juiz aposentado que vive sozinho e mal tem contato com o filho Paulo (Danton Mello), pianista fracassado. Quando sua filha mais próxima, Bia (Letícia Isnard), entra com uma ação para interditá-lo, ele decide investir seus fundos numa boate de striptease em Copacabana. Rio Mumbai | Brasil | Drama Nelson (Pedro Sodré) é um jovem jornalista casado com Maria (Clara Choveaux). Um dia, o rapaz passa a presenciar estranhas experiências e é convencido por seu vizinho, um velho cientista (Bruce Gomlevsky), de que tais acontecimentos estão ligados a viagens no tempo. Maria, por sua vez, descobre por meio de um diário de bordo que há uma conexão atemporal entre eles. A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro | Brasil | Documentário A história do Brasil nos anos 1960, 70 e 80 é revisitada através de um panorama da vida de Tarso de Castro, jornalista criador do Pasquim e membro de uma geração de intelectuais que se opunham à ditadura militar.

    Leia mais
  • Série

    Damon Lindelof anuncia atores de Watchmen e promete série diferente dos quadrinhos

    23 de maio de 2018 /

    O roteirista-produtor Damon Lindelof anunciou nas redes sociais os primeiros atores da série baseada em “Watchmen”, quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons que marcaram a história da DC Comics por ocasião de sua publicação em 1986. O elenco inclui Regina King (série “American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (série “Extant”), Andrew Howard (série “Bates Motel”) e Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”). Seus personagens não foram divulgados, mas chama atenção a idade avançada dos escolhidos. À exceção da australiana Adelaide Clemens, de 29 anos, trata-se de uma relação de atores de meia ou terceira idade – que vai dos 47 de Regina King aos 82 de Louis Gossett Jr. Regina, inclusive, foi apontada como protagonista. Caso a série decidisse ser fiel aos quadrinhos, poderia-se imaginar que a lista inclui intérpretes dos Minutemen, o grupo de heróis veteranos dos anos 1940. Mas o criador da atração também usou as redes sociais para dizer que a série não será fiel. Num longo post, de cinco páginas de papel ofício, ele decidiu explicar o que pretende com a produção, mas a seu modo, sem explicar absolutamente nada. Num texto similar a seus roteiros, escreveu uma porção de generalizações que apontam um fio de ideia, embrulhada em intenções tão misteriosas quanto as tramas de “Lost” e “The Leftovers”, de sua autoria – e que não foram totalmente esclarecidas até hoje. “Não temos a intenção de ‘adaptar’ as doze edições que os senhores Moore e Gibbons criaram 30 anos atrás”, escreveu Lindelof, em suma. “Essas edições são terreno sagrado e não serão retrabalhadas, nem recriadas, nem reproduzidas e nem reiniciadas.” Os personagens serão, inclusive, inéditos. Mas, então, porque a série não se chama Chicomen ou Chicawomen? Ele introduz o tema, justificando o uso de “Watchmen”. Aprofunda, sem sair da superfície, a relação com o material original. “Os doze volumes originais são como o nosso Velho Testamento. Quando o Novo Testamento chegou, não anulou o que veio antes. Criação. O Jardim do Éden. Abraão e Isaac. O Dilúvio. Tudo isso aconteceu – e assim será com ‘Watchmen’. O Comediante morreu. Dan e Laurie se apaixonaram. Ozymandias salvou o mundo e o Dr. Manhattan o deixou após explodir Rorschach em pedaços no frio gélido da Antártica”, escreveu. Ou seja, a série será uma continuação dos quadrinhos e, portanto, também do filme feito por Zack Snyder em 2009. Certo? Só que não. “Também não estamos fazendo uma ‘continuação’. A história será ambientada no mundo que seus criadores construíram com tanto sofrimento… mas na tradição do trabalho que os inspirou, a nova história deve ser original. Tem que vibrar na imprevisibilidade de suas próprias placas tectônicas. Deve fazer novos questionamentos e explorar o mundo com novas perspectivas. Mais importante, deve ser contemporânea”. Ou seja, não é uma continuação, mas é uma história original contemporânea passada após os eventos dos quadrinhos. Em outras palavras, a definição básica do que é uma “continuação” – o que demonstra que seu texto faz tanto sentido quanto o final de “Lost”. A palavra “contemporânea”, entretanto, preocupa. Seria uma trama ambientada no século 21? Os quadrinhos publicados nos anos 1980 abordavam a história alternativa do mundo, após a vitória dos Estados Unidos na guerra do Vietnã. O filme manteve a cronologia. E a série? Será que a ideia é exibir uma nova geração de heróis, após o que houve nos anos 1980? Ou transportar a história dos Minutemen para os anos 1980 e mostrar a trama original dos Watchmen nos dias de hoje? “Alguns dos personagens serão desconhecidos”, escreveu Lindelof, sugerindo a primeira hipótese. “Novas caras. Novas máscaras para cobri-las”. Ao final, ele sugere que a trama pode realmente se passar nos dias atuais, mas conter flashbacks para o passado, provavelmente para os anos 1980, por meio de personagens familiares. “Nós também queremos revisitar o século passado de aventuras mascaradas por meio de um surpreendente, ainda que familiar, par de olhares… e é aqui que vamos assumir nossos maiores riscos.” Pelo texto, Lindelof parece surgir que sua abordagem de “Watchmen” é análoga ao que fez Alan Moore, posicionando a trama no presente e trazendo flashes da história passada. No caso de Moore, o passado era representado pelos Minutemen dos anos 1940. No caso de Lindelof, o passado pode ser os Watchmen dos anos 1980. Caso seja realmente isso, não deixa de ser uma forma criativa de lidar com a franquia, capaz de combinar reverência com evolução. Vale reparar, ainda, que o elenco contém dois atores negros. Nos quadrinhos e nos filmes, todos os personagens centrais são brancos. Uma mudança étnica seria uma forma de entender a frase que inclui a palavra “surpreendente” no contexto da familiaridade de um par de olhares supostamente conhecido, cuja escalação pode representar os riscos aludidos. No fim do texto, Lindelof se dirige diretamente aos fãs: “Eu me importo profundamente com o que você pensa. (…) Então, espero que essa não seja a nossa última conversa, queridos fãs. Afinal de contas, é apenas um piloto e é melhor não nos precipitarmos”. Veja a íntegra abaixo, além do post com os integrantes do elenco. Day 140. Uma publicação compartilhada por Damon (@damonlindelof) em 22 de Mai, 2018 às 11:00 PDT New faces. New masks to cover them. And more to come… Uma publicação compartilhada por Damon (@damonlindelof) em 23 de Mai, 2018 às 1:33 PDT

    Leia mais
  • Série

    Richard Gere vai estrelar primeira série dramática de sua carreira

    23 de maio de 2018 /

    O ator Richard Gere (“Chicago”) vai viver seu primeiro papel de protagonista televisivo, como um barão da imprensa na minissérie da BBC “MotherFatherSon”. Desenvolvida por Tom Rob Smith (criador de “London Spy” e cocriador de “American Crime Story”) e com direção do cineasta James Kent (“Juventudes Roubadas”), a atração de oito capítulos é descrita como um psycho-thriller ambientado em sistemas de poder na política, na mídia e na polícia. Na trama, Gere viverá Max, um americano que fez fortuna sozinho e virou um dos nomes mais influentes do país com seu poderoso jornal, agora comandado por seu filho. Entretanto, o rapaz tem um estilo de vida desregrado, enfraquecendo os negócios da família. “Faz quase 30 anos que eu trabalhei na televisão, e estou muito agradecido por esse extraordinário projeto de oito horas com pessoas talentosas e que reflete muito o tempo em que vivemos”, manifestou-se o ator no comunicado da produção. Na verdade, ele participou como narrador de um episódio da série documental “Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo” há apenas quatro anos. E ainda entrou na dramatização de dois episódios da série documental “Freedom: A History of Us” há 15 anos. Antes disso, teve outra pequena participação no telefilme “E a Vida Continua” (1993). Mas a última vez que foi visto num episódio de série dramático já faz bem mais que os 30 anos alegados. Foi em 1976, num capítulo da clássica “Kojak”. Ou seja, há 42 anos. Mesmo assim, nunca integrou elenco fixo de uma série em toda a sua carreira. Ele vai dividir a tela com Helen McCrory (“Peaky Blinders” e franquia “Harry Potter”) e Billy Howle (“Dunkirk”). As gravações de “MotherFatherSon” começarão neste mês em Londres.

    Leia mais
  • Etc,  Filme,  Série

    Clint Walker (1927 – 2018)

    23 de maio de 2018 /

    Morreu Clint Walker, astro da série clássica “Cheyenne” e um dos “12 Condenados”. O ator americano faleceu na segunda-feira (21/5) em sua casa no interior da Califórnia, aos 90 anos, de um problema cardíaco. Norman Eugene Walker nasceu em 30 de maio de 1927, em Hartford, Illinois. Ele deixou a escola aos 16 anos para encontrar emprego – primeiro em uma fábrica local, depois na marinha mercante. Em 1948 ele se casou com a primeira de suas três esposas, com quem teve uma filha. Aspirando uma vida melhor, a família mudou-se para Las Vegas, onde o jovem arranjou trabalho como segurança no Sands Hotel. Foi lá que o ator Van Johnson, impressionado com seu porte físico, sugeriu que ele explorasse a atuação. O jovem seguiu o conselho e começou a fazer testes para compôr figuração. Até que foi-lhe oferecida a oportunidade de conhecer o lendário diretor Cecil B. DeMille, que preparava a produção de seu último épico, “Os Dez Mandamentos” (1956). Mas a caminho do estúdio, ele viu uma mulher mais velha atrapalhada com seu carro, pedindo ajuda para trocar um pneu. Ele não pensou duas vezes, mesmo que o tempo perdido na boa ação pudesse lhe custar o papel. Quando chegou à reunião, DeMille lhe disse severamente: “Você está atrasado, jovem”. Conforme ele conta esta história, em sua biografia, Walker lembrou-se de pensar: “Uh-oh. Minha carreira terminou antes de começar!” Ele tentou se justificar, explicando que havia parado para ajudar alguém na estrada, sendo inesperadamente interrompido por DeMille. “Sim, eu sei tudo sobre isso. Aquela mulher era minha secretária”. Walker conseguiu um papel um pouco mais destacado, como capitão dos guardas. Isto lhe abriu as portas em Hollywood. E, logo depois, um novo encontro com outra lenda de Hollywood mudou sua vida para sempre. A começar por seu nome. Norman virou Clint por decisão de Jack Warner, da Warner Bros., ao contratá-lo para viver seu primeiro grande papel, Cheyenne Bodie, um cowboy destemido e de bom coração, que acabou enfrentando inúmeros bandidos na televisão. O nome do personagem, por sua vez, era herança da tribo que o criou. Os pais do rapaz foram mortos por índios desconhecidos, mas ele foi encontrado vivo por uma tribo Cheyenne, que o criou dos 10 aos 18 anos, quando ele decidiu retornar para a civilização branca. Apesar de seu passado traumático, Bodie mantinha uma atitude positiva e compreensiva em relação aos nativos americanos, algo ainda pouco comum no gênero conhecido como “bangue-bangue” por ter mais tiros que tolerância. Lançada em 1955, “Cheyenne” foi uma das primeiras séries produzidas pela Warner e a primeira de temática western da TV americana. Parecia até cinema em comparação às demais atrações televisivas da época, tamanho o cuidado tomado pelo estúdio para inaugurar o gênero. A série fez tanto sucesso que virou, de fato, cinema. Dois episódios de 1957 foram reunidos numa edição especial e lançados como um filme nos Estados Unidos. O impacto da produção também inspirou o surgimento de outras séries e, de uma hora para outra, a programação televisiva se viu cercada por um tiroteio de cowboys rivais. Clint Walker não tinha quase experiência como ator quando foi selecionado por Jack Warner para a produção. Tampouco sabia andar a cavalo – aprendeu na marra. Mas tinha um físico e uma estatura imponente, que deixava os demais atores na sombra. Tanto que as cenas de briga de “Cheyenne” costumavam ser difíceis de filmar, porque Walker ocupava toda a tela. Não só era muito alto, com 1,80 metro, mas também tinha um peitoral de fisiculturista. E a série aproveitava ao máximo para enfatizar estas qualidades, filmando-o descamisado em diversas ocasiões, mesmo quando o enredo não pedia. Na época, um crítico do jornal The New York Times chegou a defini-lo como “o maior e mais bonito herói ocidental a montar um cavalo, com um par de ombros capaz de rivalizar com o de King Kong”. “Cheyenne” só não aproveitou seus belos olhos azuis porque era produzida em preto e branco. Mas quando ele apareceu nos primeiros filmes em Technicolor, seu fã-clube aumentou. O ator aproveitou a popularidade da série para estrelar alguns westerns durante as pausas da produção. Assim, projetou-se no cinema. Os filmes da época incluem “O Rifle de 15 Tiros” (1958), “A Lei do Mais Valente” (1959) e “Ouro que o Destino Carrega” (1961), todos dirigidos por Gordon Douglas – e o último coestrelado pelo futuro 007 Roger Moore. Além de viver outros cowboys no cinema, ele também viveu o mesmo cowboy em outras séries. “Cheyenne” deu origem a um universo compartilhado de séries de cowboys da Warner, que incluíam “Bronco”, “Sugarfoot”, “Colt. 45”, “Lawman” e a popular “Maverick”. Body até apareceu num episódio de “Maverick” de 1960, mas a principal ligação das séries se deu por conta de uma personagem vivida por Diane Brewster, que após ser introduzida num capítulo de “Cheyenne” fez quatro aparições em “Maverick”. A série ficou no ar por sete temporadas, até 1963. Ou, mais exatamente, até o fim do contrato de Clint Walker. O ator queria ter saído da produção antes, já que tinha muitos convites para filmar e, durante um impasse na longa negociação com a Warner, chegou até a ser substituído provisoriamente por outro cowboy em sua própria série: Bronco, personagem que depois ganhou um spin-off. Ao sair de “Cheyenne”, ele também decidiu dar um tempo nos papéis de cowboys. Foi fazer uma comédia – que virou clássico – , “Não Me Mandem Flores” (1964), como coadjuvante de Rock Hudson e Doris Day. Estrelou o único filme dirigido pelo cantor Frank Sinatra, o drama de guerra “Os Bravos Morrem Lutando” (1965). Foi parar nas selvas da Índia na aventura “Maya” (1966). E, principalmente, se alistou na missão histórica de “Os 12 Condenados”, o clássico de 1967 que estabeleceu a fórmula dos filmes de anti-heróis, os malvados necessários, reunidos para atingir um objetivo capaz de redimi-los ou matá-los. Nada menos que o esquadrão suicida original. Muito copiado, o filme dirigido pelo mestre Robert Aldrich acompanhava um grupo de militares americanos presos por crimes de guerra, recrutados pelo major vivido por Lee Marvin para atingir um alvo importante atrás das linhas nazistas, durante a 2ª Guerra Mundial. As chances de sucesso eram pequenas, de retornar com vida menores ainda, mas se fossem capazes de realizar o feito, eles teriam as sentenças comutadas e ainda seriam considerados heróis. Ao lado de Clint Walker, toparam a proposta personagens vividos por Charles Bronson, Donald Sutherland, Jim Brown, Telly Savalas, o cantor Trini López e até o cineasta John Cassavetes. Foi um estouro de bilheteria, que ganhou continuações, imitações e até uma série nos anos 1980. Também foi o ponto alto da carreira de Walker, que ao tentar retomar os filmes de cowboy, pensando em reviver seus dias de glória, acabou enveredando por um punhado de produções B que esgotaram seus créditos como ator de cinema. No melhor deles, “O Grande Búfalo Branco” (1977), voltou a contracenar com Charles Bronson. A falta de novos sucessos o fez reaparecer na TV, numa profusão de participações especiais, inclusive como interesse amoroso de Lucille Balle no clássico sitcom “The Lucy Show”. Mas foi como seu velho personagem, Cheyenne Brody, que retomou a atenção do público. Cheyenne Brody reapareceu depois de 30 anos sumido, em plenos anos 1990, em duas oportunidades: num telefilme do personagem “The Gambler” (vivido pelo cantor Kenny Rogers), que reunia diversos cowboys clássicos da TV, e num episódio do revival da série “Kung Fu” de 1995. Esta foi também a última aparição de Clint Walker como ator. Depois disso, ele ainda trabalhou como dublador em “Pequenos Guerreiros” (1998), aventura infantil de Joe Dante, sobre um grupo de soldados de brinquedo criados com tecnologia de ponta que decidem levar sua missão a sério demais. Na produção, ele voltou a se juntar com alguns de seus co-protagonistas de “Os 12 Condenados”.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie