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    Acusação de assédio contra George Takei foi “erro”, diz único jornalista que investigou o caso

    28 de maio de 2018 /

    Seis meses após a imprensa publicar e repercutir uma acusação de assédio sexual contra George Takei, o ator veterano que interpretou o Sr. Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), um jornalista finalmente fez o trabalho que os responsáveis pelo texto original tiveram preguiça de realizar. Ele verificou que a denúncia não se sustenta e publicá-la foi um erro que deveria ter sido evitado. Em novembro de 2017, o ator de 81 anos, que também é conhecido como ativista gay, foi acusado de agressão sexual, decorrente de um incidente que supostamente ocorreu nos anos 1980. O relato foi impresso pela primeira vez pela revista The Hollywood Reporter. Em sua acusação, o ex-modelo Scott Brunton disse ter sido drogado e apalpado pelo ator durante um encontro em 1981. A denúncia não rendeu investigação criminal pela falta de elementos que pudessem corroborar a história, mesmo assim ela passou a assombrar a carreira de Takei. Coube a um repórter do semanário nova-iorquino Observer sepultar de vez a mentira. Shane Snow passou meses investigando as alegações. Ele entrevistou o próprio Brunton, especialistas e muitas pessoas que conhecem Takei. O resultado foi um artigo detalhado e extenso publicado no Observer que desafia o denunciante. Sua conclusão é: “Nós – público e imprensa – erramos ao publicar a história de abuso sexual de George Takei”. Para começar, o jornalista apontou as inconsistências da história de Brunton, contadas a diferentes meios de comunicação após a matéria da THR se tornar viral. “Brunton não mencionou ter sido drogado até dois dias depois da publicação da THR, e em resposta à negação pública de Takei”, escreveu Snow. “E então, em uma entrevista à CNN, ele confusamente não contou nem uma coisa nem outra.” Depois da história da THR, foram usuários do Twitter que assumiram que Brunton tinha sido drogado, deduzindo isso de sua descrição do encontro, porque afirmou que, depois de tomar dois drinques no apartamento de Takei, tentou se levantar e se sentiu tonto. Ele disse que Takei o levou a uma poltrona e então ele perdeu a consciência por algum tempo. Brunton disse que despertou após sentir o suposto tatear, e foi capaz de ficar sóbrio, dirigir para casa e ficar sem ressaca no dia seguinte. Após tuiteiros embarcarem e aumentarem sua história, Brunton acrescentou este detalhe na descrição do suposto assédio, dizendo ao jornal The Oregonian: “Eu sei que, inequivocamente, ele batizou minha bebida”. Na entrevista realizada por Snow, ele tentou justificar a mudança de detalhes: “Eu pensei que estava bêbado… Só percebi que tinha sido outra coisa anos depois, quando começaram a falar sobre drogas para estupro – e então Cosby e tudo mais.” O repórter foi tirar a limpo a afirmação com dois toxicologistas, que rechaçaram a tese da bebida batizada. “O álcool sozinho, se bebido rapidamente, poderia explicar a perda de sentidos, particularmente se houvesse um pouco de hipotensão postural”, disse o especialista em estupro Michael Scott-Ham, de uma firma de consultoria em Londres. “O fato de ele se recuperar tão rapidamente não sugere ação de uma droga.” Snow compartilhou as conclusões dos toxicologistas com Brunton, que aparentemente concordou, ao dizer sobre Takei: “Isso o torna um pouco menos sinistro”. Então, Snow mergulhou na alegação do abuso sexual, lembrando que Brunton entrou em contradição em várias entrevistas. “Ele tocou seus genitais?”, perguntou francamente. “Você sabe… provavelmente…”, Brunton respondeu depois de alguma hesitação. “Ele estava claramente a caminho de… chegar em algum lugar.” “Então … você não se lembra dele tocando seus genitais?”, insistiu o jornalista. Brunton então confessou que não se lembrava de nenhum toque. Na recordação de Brunton, ele disse que, de repente, suas calças estavam soltas e que Takei estava puxando sua cueca, mas Brunton disse que não queria fazer sexo. Ele disse que Takei respondeu: “Estou tentando deixar você confortável”. Mas Brunton empurrou-o dizendo: “Não”. E foi embora. O ex-vice-promotor distrital Ambrosio Rodriguez, que processou estupradores e molestadores na Califórnia, disse a Snow: “Não há nada para processar aqui”, depois de ouvir sobre a noite em detalhes. “As pessoas se embebedam em encontros e tiram as calças um do outro o tempo todo.” Rodriguez disse a Snow que são as ações seguintes que são críticas para as ramificações legais. “O detalhe crucial no contexto de um encontro consensual entre dois adultos que estão bebendo é o consentimento. Quando um deles fez um avanço e teve o consentimento negado, ele recuou. Simplesmente tentar usufruir de sexo num encontro entre adultos não é crime”, disse Rodriguez. O crime é forçar isso sem consentimento, o que não aconteceu. Snow então mergulhou em outros detalhes, como a cultura das boates gays de Los Angeles, onde Brunton e Takei se conheceram. Também apontou a diferença entre a acusação solitária dirigida contra Takei e a montanha de denúncias contra predadores célebres ​​como Bill Cosby e Harvey Weinstein. Ele também compartilhou algumas declarações ofensivas de Brunton sobre Takei, a quem chamou de velho e asiático, e a forma como descreveu o encontro não como uma história traumática, mas como “uma grande história de festa”. Brunton afirmou não ter ficado chateado ou traumatizado, e só quis se apresentar depois que Takei criticou Kevin Spacey por anunciar sua homossexualidade para desviar a narrativa de uma acusação de pedofilia. Há muitos outros detalhes, mas o mais importante no texto de Snow é lembrar aos leitores que as denúncias contra Harvey Weinstein no New York Times e na revista New Yorker foram resultado de muitos meses de reportagem, apuração, corroboração e checagem de fatos. “Mas, uma vez que esta represa se rompeu, o interesse do público por notícias do gênero funcionaram como um incentivo para que a imprensa divulgasse qualquer denúncia rapidamente, sem o mesmo cuidado, e para que as mídias sociais polarizadas rapidamente as transformassem em fuzilamento”, escreveu Snow. “É fácil esquecer que toda história tem suas próprias sutilezas e nuances, e as conseqüências de publicar uma denúncia mentirosa podem ser severas.” A conclusão do jornalista: “Devemos às vítimas e ao acusado investigar todos os lados de uma história antes de liberá-la para que as massas a devorem”.

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  • Filme

    Ryan Reynolds vai estrelar próximo filme de Michael Bay… na Netflix

    28 de maio de 2018 /

    Assim como os estúdios de cinema, a Netflix quer criar franquias de filmes em streaming. Por isso, entrou com tudo no leilão pelos direitos de distribuição de “6 Underground”, filme da produtora Skydance escrito por Paul Wernick e Rhett Reese (os roteiristas de “Deadpool”), que juntará o ator Ryan Reynolds (o próprio Deadpool) com o diretor Michael Bay (da franquia “Transformers”). Segundo a Variety, a produção será a mais cara já realizada pela Netflix, orçada em US$ 125 milhões – bem mais que os quase US$ 100 milhões de “Bright”, estrelado por Will Smith, e os US$ 106 milhões de “The Irishman”, longa de Martin Scorsese que estreia em 2019. Ryan Reynolds e Michael Bay já trabalharam juntos em “Horror em Amityville”, de 2005. Mas, na ocasião, o cineasta foi apenas produtor das filmagens. Será a primeira vez que o ator será dirigido pelo rei das explosões de Hollywood. Mas não foi essa a novidade que atraiu Reynolds para o projeto, e sim a participação da Netflix. É que os filmes da Netflix não costumam incluir os mesmos compromissos de divulgação internacional dos blockbusters de Hollywood. Quase toda a divulgação é feita por meio de vídeos. Assim, ele não perderá tempo após as filmagens e poderá voltar imediatamente para trabalhar no desenvolvimento de “Deadpool 3” e “X-Force” para a Fox. O longa deve começar a ser rodado na segunda metade de 2018, com previsão de lançamento para meados de 2019. Mas até agora não há nenhuma informação sobre a trama, que tem o mesmo título de uma música da banda Sneaker Pimps, usada na trilha do filme “O Santo” (1997). Como informação completar, o anúncio de “6 Underground” indica que as recentes negociações de Michael Bay para assumir a adaptação dos quadrinhos de Lobo para a Warner/DC não foram bem-sucedidas.

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  • Série

    Lucifer: Veja uma cena inédita do episódio “bônus” de Lucifer

    27 de maio de 2018 /

    A Fox divulgou uma cena inédita da exibição “bônus” de “Lucifer”, que será exibido nos Estados Unidos na segunda (28/8). De forma curiosa, a prévia faz menção ao primeiro caso da atração, o assassinato de Delilah (vivida por AnnaLynne McCord no piloto), uma estrela de Hollywood que era amiga de Lucifer (Tom Ellis) e foi morta diante da boate Lux. Isto significa que a cena faz parte da trama de reboot/universo alternativo, que tem direção de Kevin Alejandro (intérprete do detetive Dan). Os episódios bônus foram gravados para a 4ª temporada antes da Fox anunciar o cancelamento da série. O produtor Joe Henderson chegou a descrevê-los como dois dos melhores capítulos já produzidos para “Lucifer” e temia que o cancelamento os deixasse no limbo. Como a série não terá 4ª temporada, a Fox resolveu aproveitar os episódios prontos para exibi-los como um especial de duas horas. Ambos trazem histórias completas, que não seriam exibidas no começo da próxima temporada, caso ela tivesse sido confirmada. Portanto, não abordam o cliffhanger do final da 3ª temporada. De todo modo, os “bônus” incluem participações curiosas e um deles serve até como um encerramento espetacular para a série. O primeiro, chamado de “Boo Normal”, acompanha Lúcifer (Tom Ellis) e sua equipe investigando o assassinado de uma pediatra, e conta com participação de Charlyne Yi, atriz da série “House”, como uma amiga de Ella (Aimee Garcia), que pode ser uma fantasma. Já o segundo, batizado de “Once Upon a Time”, mostrará uma dimensão alternativa criada pela mãe de Lúcifer (Tricia Helfer), onde o anjo caído nunca conheceu Chloe (Lauren German) mas tem livre arbítrio. A grande curiosidade deste episódio é que ele é “narrado” por Deus, que por sua vez é dublado pelo escritor Neil Gaiman – o próprio criador de Lúcifer nas páginas de “Sandman”, publicação de quadrinhos da Vertigo. É o episódio dirigido por Alejandro, que ainda tem a curiosidade de se aproximar de uma história dos quadrinhos originais, algo que raramente a série realizou. Justamente no arco final de sua revista própria, Lucifer criou um mundo alternativo, para provar que seria capaz de realizar algo melhor que Deus. Os episódios adicionais serão exibidos no mesmo dia, um após o outro, nesta segunda nos Estados Unidos, e não tem previsão para chegar ao Brasil. O canal pago Universal começou a exibir a 3ª e última temporada de “Lucifer” no país em 16 de maio.

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  • Filme

    Oito Mulheres e um Segredo: Novo trailer apresenta a gangue de Sandra Bullock

    27 de maio de 2018 /

    A Warner divulgou um novo trailer de “Oito Mulheres e um Segredo”, a versão feminina de “Onze Homens e um Segredo” (2001). A prévia apresenta cada uma das oito mulheres do título, enquanto explica o plano de Sandra Bullock (“Gravidade”) para roubar joias no glamouroso baile de gala do Metropolitan Museum, em Nova York. O vídeo também situa o filme na franquia original, ao mencionar claramente, via exposição do comediante James Corden (“Caminhos da Floresta”), que a personagem de Sandra Bullock “é irmã de Danny Ocean”, o papel de George Clooney nos outros filmes. Explicação que inspira em Anne Hathaway (“Colossal”) uma cara de quem não entendeu a referência. Na trama, Debbie Ocean (Bullock) sai da prisão planejando o golpe do século no baile anual do Met Gala, recheado de estrelas de Hollywood e um colar extremamente precioso, que desfila no pescoço de Hathaway. É a deixa para reunir um supertime de ladras com Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Sarah Paulson (série “American Crime Story”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Awkwafina (“Vizinhos 2”) e a cantora Rihanna (“Battleship”). Com produção de Steven Soderbergh, que dirigiu a trilogia de “Onze Homens e um Segredo”, o filme tem roteiro e direção de Gary Ross (“Jogos Vorazes”) e previsão de estreia para 7 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Cold War: Premiado em Cannes, novo filme do diretor de Ida ganha trailer e cena musicais

    27 de maio de 2018 /

    A MK2 Productions divulgou o trailer, uma cena, 26 fotos e dois pôsteres de “Cold War” (Zimna Wojna), que rendeu o prêmio de Melhor Direção para o polonês Pawel Pawlikowski no Festival de Cannes 2018. As prévias não tem diálogos, mas músicas, o que destaca ainda mais sua fotografia em preto e branco, considerada a mais bonita do festival. O filme é um romance entre um casal de diferentes origens e temperamentos, tendo como pano de fundo a Guerra Fria da década de 1950 na Polônia, Berlim, Iugoslávia e Paris. Como curiosidade, a atriz Joanna Kulig, que interpreta a protagonista e aparece cantando no trailer, teve um pequeno papel em “Ida”, drama anterior de Pawlikowski, também filmado em preto e branco e passado na mesma época. Ela viveu justamente uma cantora numa das cenas finais do longa, que venceu o Oscar 2015 de Melhor Filme de Língua Estrangeira. “Cold War” estreia em 8 de junho na Polônia e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil – o que só deve acontecer após sua exibição no Festival do Rio ou na Mostra de São Paulo.

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  • Série

    Supergirl encontra a cidade perdida de Argo no trailer do próximo episódio

    27 de maio de 2018 /

    A rede CW divulgou o trailer e as fotos do próximo episódio de “Supergirl”, que promete uma reviravolta na série. A prévia mostra a descoberta da cidade de Argo, que sobreviveu à explosão do planeta Krypton e vaga como um meteoro perdida no espaço. Não só isso. Ao entrar no local, Kara (Melissa Benoist) descobre que sua mãe, Alura Zor-El (Erica Durance), está entre os sobreviventes. A trama é uma curiosa variação da história clássica da origem de Supergirl. Nos quadrinhos originais, Zor-El, o pai de Kara e tio de Kal-El (o Superman), conseguira proteger a cidade de Argo com um campo gravitacional e assim evitou a sua destruição durante a explosão de Krypton. Entretanto, a cidade ficou vagando no espaço por mais de uma década, até que uma chuva de asteroides rompeu seu domo protetor, expondo a população à radiação ao seu redor. O resultado é apocalíptico, pois o pedaço do planeta que sustenta a cidade virou o maior depósito de kryptonita do universo, letal para todos os habitantes do lugar. Diante do novo desastre, Zor-El e Alura utilizam o único foguete que lhes resta para salvar Kara, enviando-a para a Terra. Como a série vai usar Argo fora da cronologia, será interessante observar se a tragédia vai se repetir ou se a cidade ocupará o lugar de Kandor na mitologia dos heróis kryptonianos. Kandor foi outra cidade que sobreviveu à destruição de Krypton, graças a uma maldade do supervilão Brainiac, que a encolheu junto com todos os seus sobreviventes e a levou consigo para o espaço. Décadas depois, Superman a recuperou e a manteve sob sua proteção na Fortaleza da Solidão, até eventualmente trazer seus habitantes de volta ao tamanho normal e ajudá-los a colonizar outro planeta. As duas cidades acabaram sendo combinadas nos reboots mais recentes. Após “Crise nas Infinitas Terras”, Argo foi encontrada por Brainiac no espaço e incorporada a Kandor em sua coleção de miniaturas, fazendo com que Alura não só sobrevivesse como se tornasse líder dos kryptonianos remanescentes. Supergirl vai encontrar Argo no episódio “Dark Side of the Moon”, que vai ao ar na segunda-feira (28/5) nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.

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  • Filme

    Han Solo “decepciona” com estreia em 1º lugar na América Norte

    27 de maio de 2018 /

    A expectativa do mercado em relação à franquia “Star Wars” é tão elevada, que “somente” estrear em 1º lugar com uma das bilheterias mais altas do ano foi considerado decepcionante para “Han Solo: Uma História Star Wars”. Isto porque o filme não ultrapassou os US$ 100m (milhões) nos primeiros três dias, como os recentes blockbusters “Vingadores: Guerra Infinita” e “Deadpool 2”. E foi o primeiro “Star Wars”, desde que a Disney adquiriu a franquia, a ficar abaixo desse patamar. Em comparação ao primeiro spin-off da saga espacial, “Rogue One”, lançado há dois anos, o desempenho caiu praticamente pela metade. “Han Solo” fez US$ 84,7m, enquanto “Rogue One” faturou US$ 155m em seu fim de semana inaugural nos Estados Unidos e Canadá. Os outros dois filmes da saga principal abriram acima dos US$ 200m. Analistas apontam como principal causa do “fracasso” (muito relativo) o saturamento. Há excesso de blockbusters em cartaz – “Deadpool 2” estreou na semana passada e ainda demonstra grande fôlego, com US$ 43,4m em 2º lugar. E também excesso de filmes de “Star Wars” – “Os Últimos Jedi” foi lançado há apenas cinco meses. Preocupada, a Disney declarou, por meio de seu chefe de distribuição, que irá analisar as razões do desempenho abaixo do esperado. “Tivemos tanto sucesso no passado. Os três filmes anteriores de ‘Star Wars’ renderam US$ 4 bilhões em bilheteria, então não parece que a saturação seja necessariamente um problema, mas ainda estamos respondendo a todas as perguntas”, disse Dave Hollis. É possível que a consequência das bilheterias de “Han Solo” seja a decisão de não produzir uma continuação do filme, que foi plantada na trama. O mais provável é que a Disney decida, simplesmente, não lançar mais produtos de “Star Wars” na temporada do verão americano. Até então, todos os “Star Wars” estavam sendo despejados em dezembro. “Han Solo” foi o primeiro a sair do cronograma, direto para o abismo. O que causa preocupação de verdade, porém, não é a relativa decepção norte-americana, mas o problema real do mercado internacional, onde a soma total foi de US$ 65m. O filme fracassou na China, atualmente maior mercado cinematográfico do mundo, ao fazer US$ 10,1m e abrir somente em 3º lugar. E, apesar disso, a China representou seu segundo maior faturamento mundial, seguida por Austrália (US$ 5m), Alemanha (US$ 4,3m), França (US$ 3,9m), Rússia (US$ 3,6m), Espanha (US$ 2,6m) e México (US$ 2,5m). No Brasil, “Han Solo” ficou com US$ 1,3m, o equivalente a R$ 4,7m, o que não lhe assegura uma estreia em 1º lugar. Assim, a soma mundial, com os valores dos Estados Unidos, China, Brasil, etc. atingiu US$ 149,7m, o que é menos do que “Rogue One” fez apenas nos Estados Unidos em seus primeiros três dias. Para piorar, trata-se do filme mais caro já feito na franquia, em consequência da demissão da dupla de diretores originais, formada por Phil Lord e Chris Miller (de “Anjos da Lei”), após cinco meses de filmagens. Segundo informações da revista Variety, refilmagens de cenas já finalizadas, mais o salário extra de Ron Howard, chamado para substituir os demitidos, além da extensão do cronograma por conta dessas mudanças, levaram a produção a custar por volta de US$ 250 milhões. A estratégia do lançamento em maio, porém, tem um elemento conveniente. Segunda-feira (28/5) é feriado nos Estados Unidos – Memorial Day – , o que permitirá um faturamento mais elástico. As projeções, inclusive, sugerem que o feriadão ajudará “Han Solo” a atingir US$ 100m em quatro dias. Além disso, apesar da competição acirrada com “Deadpool 2”, o filme terá praticamente um mês inteiro sem maiores concorrentes nas bilheterias, já que o próximo blockbuster só chega em 22 de junho nos cinemas norte-americanos – data de estreia de “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Claro que “Oito Mulheres e um Segredo” pode surpreender, já na próxima semana, e dificultar estes planos. De todo modo, este calendário também ajuda “Deadpool 2” a continuar sua farra. A produção da Fox está justamente comemorando a ultrapassagem dos US$ 200m após 10 dias de exibição na América do Norte. E já se aproxima dos US$ 500m mundiais, valor que deve ser atingido na metade desta semana. Como “Deadpool 2” foi orçado em US$ 110m, a Fox deverá zerar as despesas principais de produção até o próximo domingo – enquanto “Han Solo” precisaria chegar a uns US$ 800m para atingir o break even. Fechando o Top 3, “Vingadores: Guerra Infinita” segue cada vez mais bilionário. A soma de sua bilheteria já atingiu US$ 1,9 bilhão mundial, aproximando-se da marca mítica dos US$ 2b que apenas três filmes conseguiram cruzar – “Star Wars: O Despertar da Força”, “Titanic” e “Avatar”. Todas as demais estreias da semana foram destinadas ao circuito limitado. Por coincidência, duas novidades contaram com a mesma atriz: Elle Fanning. “How to Talk to Girls at Parties” e “Mary Shelley” também foram lançados na mesma quantidade de salas: apenas duas, com faturamento, respectivamente, de US$ 6,5 e 6 mil. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para saber mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Han Solo: Uma História Star Wars Fim de semana: US$ 84,7m Total EUA e Canadá: US$ 84,7m Total Mundo: US$ 149,7m 2. Deadpool 2 Fim de semana: US$ 43,4m Total EUA e Canadá: US$ 209,1m Total Mundo: US$ 488,8m 3. Vingadores: Guerra Infinita Fim de semana: US$ 17,3m Total EUA e Canadá: 623,5m Total Mundo: 1,9b 4. Do Jeito que Elas Querem Fim de semana: US$ 9,4m Total EUA e Canadá: US$ 31,8m Total Mundo: US$ 31,8m 5. Alma da Festa Fim de semana: US$ 5,1m Total EUA e Canadá: US$ 39,1m Total Mundo: US$ 45m 6. Breaking In Fim de semana: US$ 4m Total EUA e Canadá: US$ 35,6m Total Mundo: US$ 37,6m 7. Show Dogs Fim de semana: US$ 3m Total EUA e Canadá: US$ 10,6m Total Mundo: US$ 11,8m 8. Overboard Fim de semana: US$ 3m Total EUA e Canadá: US$ 41,4m Total Mundo: US$ 53,5m 9. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 179,9m Total Mundo: US$ 311,6m 10. RBG Fim de semana: US$ 1,1m Total EUA e Canadá: US$ 5,6m Total Mundo: US$ 5,6m

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  • Música

    Will Smith divulga vídeo de bastidores da gravação do tema da Copa do Mundo 2018

    27 de maio de 2018 /

    O ator e rapper Will Smith divulgou um vídeo de bastidores da gravação de “Live It Up”, tema oficial da Copa do Mundo FIFA 2018. O vídeo mostra o astro de Hollywood se alternando com o astro do reggaeton Nicky Jam na gravação da música, que foi divulgada na íntegra no canal do cantor porto-riquenho. Veja e ouça abaixo. Além da dupla, a música inclui a cantora Era Istrefi, natural de Kosovo. Esta combinação inusitada foi produzida pelo DJ Diplo. Mas o resultado pode ser considerado bastante previsível, já que novamente marcado pelo coro de vozes encomendado para levantar estádio, marca registrada de duas Copas atrás – celebrado em “Wavin’ Flag”, de K’Naan, com produção de David Gueta, que teve muito mais repercussão que o tema oficial da época, “Waka Waka”, de Shakira. O clipe oficial não deve demorar a surgir.

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  • Filme

    Wildlife: Elogiado drama de estreia de Paul Dano como diretor ganha primeiro trailer

    26 de maio de 2018 /

    A IFC Films divulgou o trailer de “Wildlife”, drama indie que marca a estreia na direção do ator Paul Dano. Aos 33 anos, ele coleciona grandes performances em filmes como “Sangue Negro” (2007) e “The Beach Boys: Uma História de Sucesso” (2014). Agora mostra mais facetas de seu talento ao dirigir e escrever a adaptação do romance homônimo de Richard Ford (“Estranhos Encontros”). Dano assina o roteiro com sua parceira Zoe Kazan (que escreveu e estrelou “Ruby Sparks”) e filma os atores Carey Mulligan (“Mudbound”) e Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) nos papéis principais. Eles vivem um casal, no começo dos anos 1960, cujo relacionamento começa a desmoronar diante do filho adolescente (Ed Oxenbould, de “A Visita”). Desempregado e sem propósito, ele decide se voluntariar para combater um grande incêndio nas florestas da região, enquanto a mulher embarca num caso com um homem mais velho (Bill Camp, da série “The Night of”). Exibido nos festivais de Sundance e Cannes, “Wildlife” encantou a crítica internacional e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda sem estreia prevista para o Brasil ou mesmo os Estados Unidos, o filme terá seu lançamento comercial em novembro no Reino Unido.

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  • Série

    Amazon salva The Expanse do cancelamento com anúncio da 4ª temporada

    26 de maio de 2018 /

    A série “The Expanse” sobreviveu ao cancelamento no canal pago Syfy. A Amazon irá produzir sua 4ª temporada, continuando sua trama épica e ambiciosa em streaming. O anúncio foi feito por ninguém menos que Jeff Bezos, o multibilionário que criou a Amazon, durante um evento da National Space Society (Sociedade Espacial dos Estados Unidos) com participação de integrantes do elenco da série. “Eu estava conversando com o elenco há meia hora, antes do intervalo para o jantar. Eu estava dizendo a eles que estávamos trabalhando duro na Amazon para salvar ‘The Expanse’, mas ainda não estava feito. Dez minutos atrás, fui avisado que ‘The Expanse’ estava salvo ”, disse Bezos sob uma explosão efusiva de aplausos. “A série é extraordinária e esses caras são incrivelmente talentosos”, acrescentou, apontando para a mesa em que se encontrava o elenco. O ator canadense Cas Anvar, que interpreta o piloto marciano Alex Kamal, gravou o pronunciamento e o postou em seu Twitter. Veja abaixo a festa realizada diante da notícia, especialmente entre os atores. A série tinha sido cancelada ao atingir seu melhor momento. A 3ª temporada de “The Expanse” está com 100% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. Entretanto, vinha registrando baixa audiência, com 570 mil telespectadores por episódio e média de 0,18 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). O que não correspondia ao investimento, já que era considerada a atração mais cara do SyFy, graças a efeitos visuais cinematográficos. Mas “The Expanse” não é apenas visualmente deslumbrante. Seu universo, com inúmeros personagens e diferentes alianças, foi construído de forma paciente e complexa, como apenas a literatura costuma realizar – por isso, era considerada um “Game of Thrones” espacial. Não por acaso, a atração é baseada numa franquia literária: “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey. E embora os episódios atuais pareçam apontar para a resolução da trama, eles adaptam apenas o segundo volume de um total de seis livros. Tanto que os diretores da produtora Alcon Entertainment foram buscar um novo canal/plataforma para continuar a história. A ironia do contrato com a Amazon é que a série é distribuída internacionalmente pela Netflix. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que pretende conduzir a uma guerra entre mundos. O elenco multinacional é encabeçado por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Frankie Adams (do vindouro “Máquinas Mortais”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada ainda acrescentou a Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”). Os episódios inéditos da série passarão a ser disponibilizados na Amazon em 2019. Enquanto isso, ainda há metade da temporada atual para ser exibida no canal Syfy. I'll just let him say it…#TheExpanse#RocinanteIsSafe#BreakingNews Thank you @JeffBezos pic.twitter.com/wxHN31zgJs — Cas Anvar (@Casanvar) May 26, 2018

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  • Filme

    Deadpool agradece aos fãs pela bilheteria com vídeo inspirado na série Super Gatas

    25 de maio de 2018 /

    A Fox divulgou um vídeo especial de “Deadpool 2” em agradecimento pelo sucesso da produção, que já arrecadou US$ 364 milhões em todo o mundo. Numa homenagem à calorosa recepção do filme por parte dos fãs, o vídeo reúne imagens fofas da produção acompanhado pelo tema da série “Super Gatas” (The Golden Girls), que sublinha a mensagem de agradecimento. O resultado também sugere a abertura de um sitcom antigo, em que todos são amigos. Para quem não sabe, Deadpool é um grande fã das “Super Gatas” e chegou a usar uma camiseta com foto de Bea Arthur no primeiro filme. Ele também desejou feliz aniversário à Betty White, quando ela completou 96 anos em janeiro. Esta paixão, por sinal, não é uma invenção de Ryan Reynolds. Vem dos quadrinhos. “Deadpool 2” está atualmente em cartaz nos cinemas.

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  • Série

    Natalie Dormer vai estrelar minissérie sobre a vida da atriz Vivien Leigh

    25 de maio de 2018 /

    Natalie Dormer (a Margaery Tyrell da série “Game of Thrones”) vai interpretar uma das atrizes mais icônicas de Hollywood, Vivien Leigh, numa nova minissérie. Dormer vai estrelar e produzir a atração, que contará a história da lendária atriz de “…E o Vento Levou” (1939). Ainda sem título ou previsão de estreia, o projeto vai se basear no livro “Vivien Leigh: An Intimate Portrait”, de Kendra Bean, mas pretende oferecer uma narrativa diferenciada das tradicionais histórias biográficas, ao focar em um filme importante de Leigh por episódio. Além de “…E o Vento Levou”, a atriz estrelou muitos outros clássicos, como “A Ponte de Waterloo” (1940), “Lady Hamilton, a Divina Dama” (1941), “Anna Karenina” (1948), “Uma Rua Chamada Pecado” (1951), “O Profundo Mar Azul” (1955), “Em Roma na Primavera” (1961) e “A Nau dos Insensatos” (1965). Mas apesar de famosíssima e estrela de filmes magníficos, ela teve uma filmografia consideravelmente curta. Isto porque enfrentou problemas psicológicos, o machismo da indústria e romances conturbados – sem esquecer o casamento com Laurence Olivier – para se firmar como uma das maiores atrizes de sua geração e vencer dois Oscars. A produtora FremantleMedia será responsável pelo desenvolvimento da atração, que será escrita pelo roteirista Stewart Harcourt, responsável por várias adaptações de Agatha Christie para a TV britânica.

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  • Filme

    Christopher Robin: Ewan McGregor encontra o Ursinho Pooh no trailer da nova fábula da Disney

    25 de maio de 2018 /

    A Disney divulgou um novo pôster e o primeiro trailer completo de “Christopher Robin”, nova fábula com atores baseada em seu catálogo de animações clássicas. Mas apesar de trazer os personagens de “O Ursinho Pooh”, o filme não é um mero remake de uma aventura dos livros de A.A. Milne. A premissa é inédita, ainda que remeta a um filme de Steven Spielberg: “Hook” (1991), sobre o Peter Pan adulto. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano de Milne, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo por ter que demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. A prévia mostra que Robin aceita a aventura e é bem-sucedido, mudando sua visão de mundo. Mas ainda assim os bichinhos acham que precisam ajudar o velho amigo e decidem ir todos juntos procurar a família de Christopher Robin. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Os dois já tinham participado de outras filmagens de fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). O elenco ainda inclui os dubladores originais dos bichinhos: Jim Cummings (Pooh), Peter Capaldi (Abel), Chris O’Dowd (Tigrão), Nick Mohammed (Leitão) e Toby Jones (Corujão). Curiosamente, este é o segundo filme recente sobre Christopher Robin. “Adeus Christopher Robin” mostrava a infância real do menino e trazia Domhnall Gleeson e Margot Robbie no papel de seus pais. Foi lançado direto em streaming no Brasil. Já a produção da Disney tem direção de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e estreia marcada para 2 de agosto no país, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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