As 10 melhores séries lançadas em setembro
O mês de setembro marcou a despedida de “Sex Education” após quatro temporadas, mas também trouxe muitas novidades, como os ótimos spin-offs de “The Boys” e “Justified”. A maioria das estreias, porém, não costuma ganhar a atenção dessas citadas, fazendo com que a avalanche de conteúdo das plataformas deixe muitos lançamentos passarem em branco. É aí que entra o Top 10 mensal, revelado toda virada de mês, para destacar os hits e as descobertas que merecem entrar na fila do streaming. Confira abaixo nossa lista com as melhores séries lançadas no mês recém-encerrado. GEN V | PRIME VIDEO O aguardado spin-off da série “The Boys” mantém o clima violento da série original, com muito sangue, vísceras e palavrões. Mas com personagens mais jovens e um enredo de suspense. Na atração original, “V” é o nome da droga usada pela empresa Vought para dar superpoderes à população. O spin-off apresenta a Universidade Godolkin, uma faculdade exclusivamente de super-heróis, comandada pela Vought. No local, a nova geração V estuda como controlar seus poderes, enquanto disputa os melhores contratos de patrocínio como representantes da companhia, além de uma possível vaga no supergrupo Os Sete. Entretanto, o ano letivo não corre como o previsto. Os estudantes acabam descobrindo uma conspiração no campus e, após um assassinato seguido por suicídio explosivo, começam a se rebelar. Produzida por Seth Rogen, Evan Goldberg e Eric Kripke, responsáveis por “The Boys”, a série recebeu uma classificação “R-Rated” (para maiores de 17 anos) nos EUA. Inicialmente desenvolvida pelo roteirista Craig Rosenberg (“O Mistério das Duas Irmãs”), que abandonou o projeto durante a produção do piloto, alegando diferenças criativas, a atração acabou assinada por Michele Fazekas e Tara Butters, criadoras de “Reaper” e “Emergence”, que assumiram o posto de showrunners e fizeram várias mudanças no projeto – inclusive no elenco inicialmente cogitado. Com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”) como um dos vilões misteriosos, o elenco destaca Jaz Sinclair e Chance Perdomo (ambos de “O Mundo Sombrio de Sabrina”), Lizze Broadway (“Here and Now”), Maddie Phillips (“Caçadoras de Recompensas”), London Thor (“Shameless”), Derek Luh (“Shining Vale”), Shelley Conn (“Bridgerton”), Patrick Schwarzenegger (o filho de Arnold), Sean Patrick Thomas (“A Tragédia de Macbeth”) e o estreante Asa Germann. JUSTIFIED: CIDADE PRIMITIVA | STAR+ O revival da série “Justified”, vencedora de dois Emmys e finalizada há oito anos, coloca o protagonista Rayland Givens num cenário novo. Em vez dos confins do Kentucky, o delegado cowboy interpretado por Timothy Olyphant ressurge em meio às ruas lotadas de Detroit. Além disso, é acompanhado por uma filha crescida, que é assediada pelo assassino que busca prender. A minissérie é uma adaptação do romance “City Primeval: High Noon in Detroit”, do escritor Elmore Leonard (1925–2013). Outra história de Leonard, “Fire in the Hole”, serviu como fonte para “Justified”, que durou seis temporadas, entre 2010 e 2015. Mas vale notar que a presença de Raylan Givens é uma grande licença criativa em relação à trama original de Leonard, que foi publicado em 1980 – cerca de 13 anos antes da criação literária do protagonista de “Justified”. O livro “City Primeval” gira em torno de Raymond Cruz, um detetive de homicídios de Detroit, que tenta prender o assassino de um juiz, apelidado de Oklahoma Wildman. Mas a produção televisiva trocou o protagonista, resgatando o delegado federal do Kentucky. No contexto da franquia televisiva, a atração reflete o desfecho da série original. Tendo deixado o interior de Kentucky oito anos atrás, Raylan agora vive em Miami, um anacronismo ambulante que equilibra sua vida como delegado federal e pai de uma menina de 14 anos. Seu cabelo está mais grisalho e seu chapéu está mais sujo, mas isso não parece tê-lo deixado menos rápido no gatilho. Até que um encontro casual em uma estrada desolada da Flórida acaba levando-o para Detroit, onde cruza o caminho de Clement Mansell, também conhecido como Oklahoma Wildman, um criminoso violento e sociopata que já escorregou pelos dedos da polícia de Detroit antes. O papel do vilão é desempenhado por Boyd Holbrook (“Logan”). A adaptação está a cargo de Michael Dinner e Dave Andron, que trabalharam em “Justified”, com produção de Graham Yost, criador da série original. Dinner também dirige episódios. SEX EDUCATION 4 | NETFLIX Muita coisa aconteceu desde que Otis (Asa Butterfield), então um adolescente virgem, percebeu que todos os anos embaraçosos em que viveu com sua mãe, uma terapeuta sexual, podiam ajudá-lo a se tornar popular e ainda ganhar dinheiro em sua escola do interior do Reino Unido. Coagido por Maeve (Emma Mackey), a bad girl do colégio, e apoiado por seu melhor amigo e gay assumido Eric (Ncuti Gatwa), ele virou uma lenda por sua consultoria sexual para adolescentes inexperientes. Mas a liberalidade sexual dos estudantes logo se provou demais para os professores puritanos, e a diferença de sensibilidades culminou num escândalo comunitário no final da temporada passada. Agora, depois da façanha de fecharem seu próprio colégio, os alunos da escola Moordale começam a 4ª e última temporada se surpreendendo com a faculdade. A faculdade de Cavendish é um choque cultural para todos os alunos que pensavam que eram progressistas. A nova escola está em outro nível. Há aula de ioga diária no jardim comunitário, uma forte vibe de sustentabilidade e um grupo de crianças que são populares por serem… gentis. Viv (Chinenye Ezeudu) está totalmente chocada com a abordagem não competitiva liderada por estudantes da escola, enquanto Jackson (Kedar Williams-Stirling) ainda está lutando para superar Cal (Dua Saleh). Aimee (Aimee Lou Wood) tenta algo novo fazendo um curso de arte avançado e Adam (Connor Swindells) discute se a educação regular é para ele. Para completar, a Dra. Milburn (Gillian Anderson) enfrenta uma nova rotina com o nascimento de seu novo filho, e Otis e Maeve tentam um relacionamento à distância, após ela seguir para uma universidade americana. Enfim, tudo parece diferente, exceto a jaqueta de Otis, que é a mesma desde o começo da série. Mas apenas parece. A verdade é que, ao longo de suas quatro temporadas, “Sex Education” nunca mudou: segue espirituosa, calorosa, inclusiva, generosa em espírito e simpática até nas fraquezas e falhas de seus personagens, mantendo o mesmo equilíbrio de alegria e melancolia que a transformou em uma das melhores séries sobre amadurecimento. JURY DUTY | PRIME VIDEO A comédia estrelada por James Marsden (“Sonic 2”) foi aclamada nos EUA por seu viés documental inovador. A trama acompanha o funcionamento interno de um julgamento através dos olhos de um jurado em particular, Ronald Gladden. Só que, como em “O Show de Truman”, Ronald não sabe que todo o caso é falso. Todos, exceto ele, são atores e tudo o que acontece – dentro e fora do tribunal – é cuidadosamente planejado. Marsden não interpreta um personagem qualquer, mas uma versão de si mesmo, convocado a participar do júri. Ele é o mais famoso do elenco, que também conta com Susan Berger (“Brooklyn Nine-Nine”), Cassandra Blair (“Hacks”), Rashida “Sheedz” Olayiwola (“South Side”), Kirk Fox (“Reservation Dogs”) e Evan Williams (“Sintonizados no Amor”), além de Ronald Gladden como a vítima da longa pegadinha. A série de 8 episódios foi criada por Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg (que trabalharam juntos em “The Office”, além de terem escrito comédias como “Professora sem Classe” e “Bons Meninos”). E fez tanto sucesso que ganhou indicação ao Emmy de Melhor Comédia. Agora, os criadores terão que inventar uma forma de fazer sua 2ª temporada. TOP BOY 3 | NETFLIX Originalmente uma produção do Channel 4, “Top Boy” foi cancelada na 2ª temporada em 2013, mas acabou salva por um fã famoso, ninguém menos que o rapper canadense Drake, que resgatou a atração em 2019 num acordo com a Netflix. Só que muitos podem até ter esquecido que a série continuava a ser produzida, porque a pandemia atrasou a 2ª temporada (ou 4ª na contagem completa do Reino Unido) a ponto de os novos capítulos chegarem três anos após o lançamento em streaming. A trama chega ao fim no terceiro ano (ou quinto, na contagem britânica), tão tensa quanto começou. Com status de cult, a produção retrata de forma realista os conflitos entre gangues de East London. Mas apesar do tema atrativo para fãs de séries criminais, o seriado criado por Ronan Bennett (da minissérie “Gunpowder”) sempre enfrentou dificuldades para emplacar nos EUA, devido à quantidade de gírias e sotaques londrinos. Uma das gírias batiza a produção – “top boy” se refere ao chefão do fluxo, status que o protagonista Dushane (Ashley Walters, de “Bulletproof”) persegue a todo o custo. Vale apontar que “Top Boy” não é a única aposta de Drake no mundo das séries. Ele também é produtor de “Euphoria”. DEPOIS DA CABANA | NETFLIX A minissérie alemã de suspense criminal acompanha uma mãe chamada Lena e seus dois filhos, que vivem em completo isolamento em uma cabana na floresta, onde suas vidas são controladas em detalhes por um homem brutal. Quando decide fugir, Lena sofre um acidente de carro quase fatal que resulta na sua hospitalização, deixando a polícia apenas com o testemunho da filha pequena, Hannah, que lhes conta uma história inacreditável. Mas leva algum tempo até que a verdadeira extensão do pesadelo seja revelada, a partir da suspeita de que a mulher em coma seja na verdade uma jovem desaparecida há 13 anos. A trama é baseada no romance de Romy Hausman – o título original em alemão é “Liebes Kind” – e foi adaptada por Isabel Kleefeld (“Sugarlove”) e Julian Pörksen (“O que Acontece Depois”), roteiristas e diretores dos episódios. Já o elenco destaca Naila Schuberth (“Bird Box: Barcelona”) como Hannah, Kim Riedle (“Sombras da Guerra”) como Lena e Haley Louise Jones (“Paraíso”) como a policial encarregada de encontrar o outro filho de Lena, que teria ficado na floresta. A OUTRA GAROTA NEGRA | STAR+ Híbrido de comédia e suspense, a série explora o racismo sistêmico em ambientes de trabalho predominantemente brancos. A trama gira em torno de Nella (Sinclair Daniel, de “Sobrenatural: A Porta Vermelha”), a única funcionária negra da editora Wagner, até a chegada de Hazel (Ashleigh Murray, de “Riverdale”). A nova contratada faz Nella acreditar que a empresa está finalmente cumprindo sua promessa de diversidade, no entendo o relacionamento entre as duas toma um rumo complexo e sinistro quando Nella começa a receber mensagens ameaçadoras, sugerindo que ela deixe seu emprego – porque só pode haver uma funcionária negra por vez. Desenvolvida pela atriz Rashida Jones (“Silo”), a série é uma adaptação do best-seller homônimo de Zakiya Dalila Harris e usa sátira e horror para examinar questões raciais, como as tensões internas que surgem entre minorias no ambiente profissional, chegando até a incorporar elementos sobrenaturais. O elenco também destaca Eric McCormack (“Will & Grace”) como Richard Wagner, o chefe da editora, além de Brittany Adebumola (“4400”) e Hunter Parrish (“Weeds”). THE MORNING SHOW 3 | APPLE TV+ A série estrelada e produzida por Jennifer Aniston (“Friends”) e Reese Witherspoon (“Big Little Lies”) acompanha os bastidores intensos de um telejornal. A 3ª temporada se passa em meio a um ataque hacker na estação televisiva, que tira o telejornal do ar e expõe informações comprometedoras da empresa. A crise faz com que um novo investidor, vivido por Jon Hamm (“Mad Men”), surja como salvação… por um preço que nem todos estão dispostos a pagar. Alianças inesperadas se formam, verdades privadas são transformadas em armas e todos são forçados a confrontar seus valores centrais, tanto dentro quanto fora da redação. Criada por Jay Carson (roteirista de “O Favorito”) e Kerry Ehrin (criadora de “Bates Motel”), a produção já está renovada para a 4ª temporada. A RODA DO TEMPO 2 | PRIME VIDEO Baseada nos livros de Robert Jordan, a fantasia épica apresenta um mundo onde a magia existe e o tempo é cíclico. A 1ª temporada, com oito episódios, estreou em 2021 com sua história repleta de batalhas, monstros e diversos efeitos visuais, conforme Moiraine Damodred (Rosamund Pike, de...
Bilheteria | “Patrulha Canina” vence “Resistência” e “Jogos Mortais X” nos EUA
A animação “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” foi o vencedor de uma fim de semana cheio de estreias nos cinemas dos EUA e Canadá, arrecadando US$ 23 milhões. O montante foi suficiente para superar outros três lançamentos de peso: o terror “Jogos Mortais X”, a sci-fi “Resistência” e a comédia “Dinheiro Fácil”. Com críticas favoráveis e forte aceitação do público, a sequência de “Patrulha Canina” quase dobrou a estreia de seu antecessor de 2021, que abriu com US$ 13 milhões. “É fantástico”, disse Chris Aronson, presidente de distribuição doméstica da Paramount. “É um testemunho da popularidade duradoura e crescente desta propriedade”. O novo filme também fez sua estreia internacional, arrecadando US$ 23,1 milhões no exterior e elevando seu total global para US$ 46,1 milhões. Adaptação de uma série animada, os filmes da “Patrulha Canina” não aspiram a profundidade das produções da Disney, Pixar, DreamWorks e Illumination, mas custam uma fração dos lançamentos desses estúdios. A produção da Paramount teve um orçamento de apenas US$ 30 milhões e é parte de uma franquia que já rendeu US$ 14 bilhões em vendas globais no varejo desde 2014. “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” estreia na quinta (5/10) no Brasil, com dublagem da família da vice-campeã do “BBB 23”, Aline Wirley. Outros Concorrentes “Jogos Mortais X” ficou em 2º lugar com US$ 18 milhões, um início impressionante para a 10ª entrada de uma franquia de terror. O lançamento mais hypado da semana, “Resistência”, ficou em 3º lugar com US$ 14 milhões, muito abaixo das expectativas para o filme orçado em US$ 80 milhões. Mas desastre mesmo foi o desempenho de “Dinheiro Fácil”, que ficou em 7º lugar, com uma arrecadação decepcionante de US$ 3,5 milhões. A bilheteria ainda destacou “A Freira II” em 4º lugar. O terror da Warner Bros. adicionou mais US$ 4,6 milhões em seu quarto fim de semana de exibição, acumulando até agora US$ 76,7 milhões na bilheteria doméstica e US$ 231 milhões em todo o mundo. O Top 5 se completou com outra estreia: “The Blind”, uma cinebiografia religiosa, que arrecadou US$ 4,1 milhões em 1.715 telas pelo interior dos EUA. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO 2 | JOGOS MORTAIS X 3 | RESISTÊNCIA 4 | A FREIRA 2 5 | THE BLIND
Irmã Morte | Freira enfrenta terror do diretor de “Verônica” e [REC]” em trailer
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Irmã Morte”, prólogo do terror “Verônica – Jogo Sobrenatural” (2017), que novamente tem direção de Paco Plaza. A trama conta a história do personagem mais aterrorizante de “Verônica”. Passada na Espanha pós-guerra, “Irmã Morte” acompanha Narcisa (Aria Bedmar, de “Silêncio”), uma jovem noviça com poderes sobrenaturais que chega a um antigo convento, agora convertido numa escola para meninas. Com o passar dos dias, estranhos acontecimentos e situações cada vez mais perturbadoras a atormentam, até levá-la a desvendar os terríveis segredos que cercam o convento e que espreitam os seus habitantes. Paco Plaza é conhecido pela trilogia de zumbis “[REC]”, feita em parceria com Jaume Balagueró, e seu filme mais recente é o terror “A Avó”, lançado no ano passado. A freira espanhola vai abrir o Festival de Sitges, principal festival europeu de cinema fantástico, na quinta-feira (5/10). O lançamento em streaming está marcado para 27 de outubro.
Os 10 melhores lançamentos de streaming da semana
Nesta semana, a programação de streaming destaca filmes de cineastas renomados e spin-offs de séries de sucesso. Entre os spin-offs, “Gen V” na Prime Video amplia o universo violento de “The Boys”, enquanto “Castlevania: Noturno” dá continuidade à saga de caçadores de vampiros na Netflix. Já na seleção de cinema em casa, os titulares são os diretores Wes Anderson, John Carney, Hirokazu Kore-eda e Ana Lily Amirpour. A lista de recomendações ainda oferece uma variedade de opções que vão de thrillers policiais sul-coreanos à tramas adolescentes brasileiras. Confira abaixo os 10 melhores títulos. GEN V | AMAZON PRIME VIDEO O aguardado spin-off da série “The Boys” mantém o clima violento da série original, com muito sangue, vísceras e palavrões. Mas com personagens mais jovens e um enredo de thriller. Na atração original, “V” é o nome da droga usada pela empresa Vought para dar superpoderes à população. O spin-off apresenta a Universidade Godolkin, uma faculdade exclusivamente de super-heróis, comandada pela Vought. No local, a nova geração V estuda como controlar seus poderes, enquanto disputa os melhores contratos de patrocínio como representantes da companhia, além de uma possível vaga no supergrupo Os Sete. Entretanto, o ano letivo não corre como o previsto. Os estudantes acabam descobrindo uma conspiração no campus e começam a se rebelar. Produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, responsáveis por “The Boys”, a série recebeu uma classificação “R-Rated” (para maiores de 17 anos) nos EUA. Inicialmente desenvolvida pelo roteirista Craig Rosenberg (“O Mistério das Duas Irmãs”), que abandonou o projeto durante a produção do piloto, alegando diferenças criativas, a atração acabou assinada por Michele Fazekas e Tara Butters, criadoras de “Reaper” e “Emergence”, que assumiram o posto de showrunners e fizeram várias mudanças no projeto – inclusive no elenco inicialmente cogitado. Com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”), visto brevemente no trailer, o elenco destaca Jaz Sinclair e Chance Perdomo (ambos de “O Mundo Sombrio de Sabrina”), Lizze Broadway (“Here and Now”), Maddie Phillips (“Caçadoras de Recompensas”), London Thor (“Shameless”), Derek Luh (“Shining Vale”), Shelley Conn (“Bridgerton”), Patrick Schwarzenegger (o filho de Arnold), Sean Patrick Thomas (“A Tragédia de Macbeth”) e o estreante Asa Germann. A INCRÍVEL HISTÓRIA DE HENRY SUGAR | NETFLIX O novo filme de de Wes Anderson é uma adaptação do escritor Roald Dahl (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”) realizada com o estilo visual marcante do cineasta, responsável por “O Grande Hotel Budapeste”, “A Crônica Francesa” e do recente “Asteroid City”. Ou seja, a produção é marcada por grandes simetrias, imagens centralizadas e cores pastéis. Mas acrescenta um detalhe que torna tudo ainda mais artificial que o costume: narração literária. Os personagens comentam falas e pensamentos, como se lessem um livro. Na trama, Henry Sugar estuda meditação e aprende a enxergar sem os olhos, conseguindo até “ver” cartas de baralho de adversários num jogo, o que lhe rende grande fortuna, mas também desgosto pelo dinheiro fácil. Após causar tumulto jogando dinheiro pela janela, ele é aconselhado a fazer filantropia, decidindo criar orfanatos bem equipados. Mas, ao mesmo tempo, torna-se alvo da máfia pela quantidade de dinheiro que ganhou em cassinos, precisando passar a se disfarçar para evitar atentados. Também como é típico dos filmes de Anderson, a adaptação do livro de 1977 é estrelada por um grande elenco, com destaque para Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) no papel-título, além de Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”), Dev Patel (“A Lenda do Cavaleiro Verde”), Ben Kingsley (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Rupert Friend (“Obi-Wan Kenobi”) e Richard Ayoade (“The IT Crowd”). “A Incrível História de Henry Sugar” é a segunda adaptação de uma obra de Dahl dirigida por Anderson, que em 2009 assinou a animação “O Fantástico Sr. Raposo”. FLORA E FILHO – MÚSICA EM FAMÍLIA | APPLE TV+ O drama musical tem direção de John Carney, um dos maiores especialistas no gênero, responsável por “Apenas uma Vez” (2007), “Mesmo se Nada Der Certo” (2013) e “Sing Street” (2016). Desta vez, ele escalou ninguém menos que Eve Hewson (“Robin Hood: A Origem”), a filha do cantor Bono, do U2, como protagonista. Hewson vive a Flora do título, uma mãe solteira batalhadora da Irlanda, que tem problemas para se conectar com o filho rebelde adolescente (o estreante Orén Kinlan) e lidar com o ex-companheiro (Jack Reynor de “Periféricos”). Ao encontrar um velho violão, ela tenta formar uma conexão com o menino através da música, mas é desprezada. Como ele não se interessa pelo instrumento, ela mesma resolve ter aulas de violão por zoom com um músico decadente de Los Angeles, vivido por Joseph Gordon-Levitt (“Power”). E pouco a pouco a música começa a mudar a via de todos os envolvidos. Como é típico de John Carney, o filme é uma ode ao poder transformador da música, com toques de humor e sensibilidade. A combinação encantou o público do Festival de Sundance deste ano, onde o longa fez sua première sob aplausos calorosos e elogios rasgados da crítica, atingindo 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. MONA LISA AND THE BLOOD MOON | AMAZON PRIME VIDEO A nova fantasia estilizada de Ana Lily Amirpour mergulha no universo sobrenatural e marginal de Nova Orleans. A trama segue Mona Lisa, interpretada por Jeon Jong-seo (“La Casa de Papel: Coreia”), uma paciente foragida de hospital psiquiátrico com habilidades telecinéticas. Após escapar da instituição, ela encontra Bonnie (Kate Hudson, de “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), uma dançarina de boate que a acolhe não apenas por caridade, mas também pelo potencial de Mona em resolver conflitos de rua. O elenco ainda conta com Craig Robinson (“A Ressaca”) como um policial determinado a capturar Mona e Evan Whitten (“Ahsoka”) no papel de Charlie, filho negligenciado de Bonnie, que se torna o amigo mais próximo da jovem. O filme é ambientado em uma Nova Orleans saturada de cores, capturando a energia vulgar da cidade através de lentes distorcidas e uma variedade de efeitos de iluminação. A narrativa é pontuada por momentos de humor e referências culturais, incluindo uma cena de perseguição particularmente lenta envolvendo Bonnie e o policial, ambos com dificuldades de locomoção. A estética visual do filme é contrastante com o trabalho anterior de Amirpour, “A Girl Walks Home Alone at Night”, que foi filmado em preto e branco e tinha um ritmo mais contemplativo. Premiada no Festival de Veneza, a fantasia oferece não apenas uma experiência visualmente rica, mas também aborda temas de alienação e busca por pertencimento, especialmente através da relação entre Mona e Charlie. Além disso, tem sido comparado a produções de super-heróis anti-convencionais como “Esquadrão Suicida” e “X-Men”, especialmente em sua abordagem de personagens marginalizados com habilidades especiais. Além de seus poderes telecinéticos, Mona Lisa também tem o poder de controlar as ações das pessoas, o que é explorado de forma tensa e às vezes humorística na trama. BROKER – UMA NOVA CHANCE | VOD* O novo filme do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”) é, curiosamente, falando em sul-coreano e estrelado por astros do país vizinho, como Song Kang-ho (“Parasita”), Gang Dong-won (“Invasão Zumbi 2”) e Doona Bae (“O Mar da Tranquilidade”). Como todos os filmes de Kore-eda, o tema é a família. Quando dois homens encontram um bebê abandonado e decidem procurar um lar para ele, a mãe aparece e desconfia que eles querem vender a criança. Ainda assim, ela acaba se juntando aos dois na missão de encontrar novos pais para a criança, sem saber que são observados por duas detetives de polícia, que investigam um esquema de intermediação de bebês. O filme venceu 10 prêmios internacionais, inclusive o troféu de Melhor Ator no Festival de Cannes passado, conquistado por Song Kang-ho. O PIOR DO MAL | STAR+ A nova série policial sul-coreana é ambientada nos anos 1990 e foca na infiltração de investigadores disfarçados em uma grande organização criminosa, responsável pelo tráfico de drogas entre Coreia, China e Japão. Bastante conhecido por K-dramas românticos e thrillers de ação, Ji Chang-wook (“O Som da Magia”) interpreta Park Joon-mo, um policial dedicado que mergulha no perigoso mundo do crime organizado. Ele é acompanhado por Im Se-mi (“Empire”), que interpreta Yoo Eui-jung, a esposa do protagonista e também policial de narcóticos, e Wi Ha-joon (“Round 6”), que dá vida a Jung Gi-cheol, o enigmático líder da organização criminosa. O roteiro, assinado por Jang Min-suk, também explora vários coadjuvantes em arcos complexos, que mantêm o espectador envolvido do começo ao fim, enquanto alimenta uma atmosfera densa e sombria, que captura a essência do filmes de crime dos anos 1990. CASTLEVANIA: NOTURNO | NETFLIX A série animada derivada de “Castlevania” acompanha o personagem Richter Belmont, protagonista dos jogos “Symphony of Night” e “Blood of Rondo”, que enfrenta uma nova geração de vampiros com planos de dominação mundial. Richter é descendente de Trevor Belmont e Sypha Belnades, protagonistas da série original, e é acompanhado na nova aventura por Maria Renard, originalmente uma caçadora de vampiros que é apresentada nos jogos com apenas 12 anos – e eventualmente desenvolve um domínio poderoso sobre feitiços, espíritos animais e bestas celestiais. Os dois fazem parte do jogo “Castlevania: The Dracula X Chronicles” (remake de “Rondo of Blood”). “Noturno” também avança no tempo, deixando de lado a história medieval de Drácula para apresentar uma trama passada em 1792, durante a Revolução Francesa, o que permite aproveitar o pano de fundo histórico para desenvolver novas intrigas e vilões. Fundamental na História da programação original da Netflix, “Castlevania” foi lançada em julho de 2017 como a primeira série de estilo anime criada especificamente para o serviço de streaming. Bem recebida pela crítica, rapidamente desenvolveu fãs devotados, que estimularam a plataforma a investir em novas atrações no formato. Desta vez, contudo, a produção não conta com roteiros de Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), showrunner original de “Castlevania”. Depois de terminar a 4ª temporada, ele foi afastado da produção em meio a alegações de má conduta sexual. Sem mais envolvimento com a franquia, Ellis não fez parte do desenvolvimento do spin-off. Em seu lugar, a atração é comandada por Clive Bradley, principal escritor da série islandesa “Trapped”. DESTINOS À DERIVA | NETFLIX A atriz espanhola Anna Castillo (“Um Conto de Fadas Perfeito”) estrela esse thriller de sobrevivência como uma grávida perdida no mar. Na trama, ela se esconde em um contêiner para fugir de um país totalitário com o marido. Separada dele à força, ela precisa lutar pela sobrevivência quando uma violenta tempestade a atira ao mar dentro do container. Sozinha, trancada e à deriva no meio do oceano, ela dá a luz e precisa superar todos os limites para salvar sua vida e a filha, enquanto o container começa a encher de água. A direção é do espanhol Albert Pintó, que assinou o terror “O 3º Andar: Terror na Rua Malasaña” (2020), além de episódios de “La Casa de Papel” e “Sky Rojo”. TUDO IGUAL… SQN 2 DISNEY+ A produção nacional para o público adolescente acompanha Carol (Gabriella Saraivah, de “Juacas”), que aos 16 anos atravessa uma crise com várias mudanças em sua vida, incluindo o súbito segundo casamento de sua mãe, o novo irmão postiço, o primeiro namoro e testes em relação às amizades antigas que ela tanto estima. Se na 1ª temporada, ela e outros personagens tiveram que aprender a lidar com o perdão, a culpa e os arrependimentos para descobrirem que não são mais crianças, agora terão que lidar com os primeiros amores e os conflitos da vida adolescente. A Série é baseada no romance infanto-juvenil “Na Porta ao Lado”, de Luiza Trigo (autora de “Meus 15 Anos”), e conta com roteiros da própria escritora e de André Rodrigues (“Juacas”). O elenco ainda inclui Guilhermina Libanio (“Órfãos da Terra”), Duda Matte (“Ela Disse, Ele Disse”), Ana Jeckel (“Super Nova”), a cantora Clara Buarque, Kiko Pissolato (“O Doutrinador”), Miá Mello (“A Vida Secreta dos Casais”) e vários jovens estreantes. CAMALEÕES | NETFLIX O suspense traz Benicio Del Toro (“Sicario”) como detetive...
Scorsese mudou final de “Os Infiltrados” para não criar franquia
O diretor Martin Scorsese assumiu a culpa pelo criticado final de “Os Infiltrados”. O filme vencedor do Oscar de 2007 é um remake de “Conflitos Internos” (Infernal Affairs), policial de Hong Kong cultuadíssimo de 2002, dirigido por Andrew Lau. Muitos cinéfilos consideram o filme de Lau superior ao de Scorsese e um dos pontos que são apontados como grande diferencial é justamente o fim, uma vez que a versão chinesa não cede ao moralismo hollywoodiano. Durante uma entrevista à GQ, Scorsese revelou que a Warner Bros. pediu-lhe que ele alterasse o final para que refletisse a produção original. O estúdio queria que um dos dois protagonistas sobrevivesse. O diretor protestou e não cedeu. “O que eles queriam era uma franquia”, disse Scorsese. “Não se tratava de uma questão moral de uma pessoa viver ou morrer.” Ninguém vive Os Infiltrados rendeu a Scorsese seu primeiro troféu de Melhor Diretor, além de conquistar Oscars de Melhor Filme e Roteiro (inferior ao original). Na trama, Matt Damon vive um espião da máfia irlandesa infiltrado na polícia, que se destaca como bom policial, enquanto Leonardo DiCaprio interpreta um policial disfarçado de mafioso, cada vez mais ambientado no crime. Ambos acabam mortos no desfecho. Segundo Scorsese, o público adorou o final nas exibições-teste, mas o estúdio ficou “muito triste, porque simplesmente não queria aquele filme. Eles queriam a franquia. O que significa que não posso mais trabalhar aqui.” Scorsese criticou a obsessão de Hollywood por franquias. “O perigo é o que isso está causando à nossa cultura, porque agora haverá gerações que pensarão que os filmes são apenas isso.” Ele estendeu a crítica aos filmes da Marvel e acrescentou: “Acho que o conteúdo fabricado não é realmente cinema”. Uma frase corajosa para o diretor que fez clássicos originais ignorados pela Academia, apenas para ser premiado com um remake hollywoodiano. Decisão moralista O final de Scorsese reflete um ponto de vista cristão ocidental por ser extremamente moralista, em sua decisão de punir ambos os “pecadores” e não permitir arco de redenção. Já a história original de “Conflitos Internos” termina com um dos protagonistas vivos, marcando o início de um trilogia com prólogo e continuação, ambos lançados antes do remake americano. Toda a franquia original é cultuadíssima. Veja abaixo os trailers do remake e do original.
Henry Cavill e Dua Lipa estrelam comédia de espionagem. Veja o trailer
A Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer da comédia de espionagem “Argylle, o Superespião”, que traz Henry Cavill (“Liga da Justiça”) como um 007 da fantasia de uma escritora de grande imaginação. Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) vive a autora de um best-seller, que, sem saber, descreveu fatos que realmente aconteceram, e agora um vilão quer que ela escreva a continuação. Para escapar, ela vai precisar de ajuda de um fã, vivido por Sam Rowckwell (“Homem de Ferro 2”), que é um espião de verdade e também está interessado em saber o que a inspirou a criar Argylle. Elenco e equipe O filme tem direção de Matthew Vaughn (“Kingsman: Serviço Secreto”) e ainda traz em seu elenco Samuel L. Jackson (“Invasão Secreta”), Bryan Cranston (“Breaking Bad”), John Cena (“Esquadrão Suicida”), Adriana DeBose (“Amor, Sublime Amor”) e até a cantora Dua Lipa (“Barbie”). Além de atuar, Dua Lipa também contribui com músicas originais para a produção original da Apple. O longa vai chegar aos cinemas em 1 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. E só depois disso será lançado globalmente na Apple TV+.
“Alice in Borderland” terá 3ª temporada
A Netflix anunciou que está produzindo a 3ª temporada de “Alice in Borderland”. O anúncio pegou muita gente de surpresa, já que a trama teve uma conclusão perfeita no final da 2ª temporada, que também refletiu o final oficial da história no mangá original de Haru Aso. Mas não acabou? O motivo para a renovação foi o sucesso dos últimos episódios. A estreia da 2ª temporada em dezembro de 2022 fez da série o título mais assistido da Netflix Japão, superando até mesmo o conteúdo de anime, além de ter alcançado o Top 10 em mais de 90 países. Com Kento Yamazaki (da versão japonesa de “Good Doctor”) e Tao Tsuchiya (dos filmes de “Samurai X”) reprisando seus papéis como Arisu e Usagi na 3ª temporada, a Netflix adiantou que os fãs poderão testemunhar a evolução de seus personagens na paisagem sempre perigosa de Borderland. O diretor Shinsuke Sato também continuará dirigindo a série, garantindo que ela mantenha a intensidade e estética dos primeiros episódios. Sato é um verdadeiro especialista em adaptações live-action de mangás de ação. Ele dirigiu os filmes de “A Sociedade da Espada” (2001), os dois “GantZ” (2011 e 2012), o excelente terror de zumbis “I Am Hero” (2015), a continuação “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016) e o filme de “Bleach” (2018). O que é “Alice in Borderland” Ao estilo de “Round 6”, mas com elementos de sci-fi, a série adapta um mangá popular do Japão, que acompanha um grupo de jovens enviado a um universo paralelo, exatamente igual a Tóquio, só que semideserto. A princípio, eles acreditam ser as únicas pessoas desse mundo, mas logo descobrem outros habitantes e as regras do lugar: para permanecerem vivos, terão que participar de uma sucessão de jogos de sobrevivência. A 2ª temporada encontrou os principais sobreviventes enfrentando novas etapas e competidores no jogo mortal, enquanto tentam saber mais sobre aquele lugar e se existe alguma saída. Os últimos episódios pareciam ter completado a história, encerrada com um final que lembrou o de “Lost”, só que muito melhor concebido e amarrado. Fãs, porém, iniciaram campanha por uma 3ª temporada, que agora terá que ser escrita sem inspiração nos quadrinhos, já que a história original acabou mesmo na 2ª temporada. Ainda não há previsão de estreia para os novos capítulos. Alice in Borderland. ♠️ Terceira temporada. ♦️ Em breve. 🃏 pic.twitter.com/JBl3XhTAAO — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 27, 2023
Sci-fi “Resistência” e terror “Jogos Mortais X” chegam ao cinema
A programação de cinema desta quinta (28/9) está vitaminada com vários destaques. A lista inclui “Resistência”, uma ficção científica que mergulha em questões éticas e filosóficas; “Jogos Mortais X”, que retorna às origens da franquia de terror; “A Filha do Rei do Pântano”, um suspense psicológico que explora segredos familiares; “Pérola”, uma comédia nacional sobre uma mãe que é uma peça; e “Ruim pra Cachorro”, comédia para adultos que subverte as expectativas tradicionais de filmes sobre animais. E ainda há mais sete títulos em circuito limitado. A grande quantidade e variedade de títulos visa atrair grande público para a celebração promocional da Semana de Cinema, em que as principais redes exibidoras terão ingressos a R$ 12 para todos os filmes em cartaz. Confira a seguir os detalhes de cada lançamento. RESISTÊNCIA A nova sci-fi de Gareth Edwards, diretor de “Godzilla” (2014) e “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016) chega precedida por grande hype. A produção é um thriller de ação passado num futuro distópico, marcado pela guerra entre a humanidade e a inteligência artificial (IA). Com efeitos visuais de ponta, o longa se passa após um atentado que fez os EUA banirem todas as IA e acompanha o agente militar Joshua, interpretado por John David Washington (“Tenet”), em uma missão de invasão na Nova Ásia, região onde as IAs são aceitas, para caçar e matar o Criador, o arquiteto elusivo de uma IA avançada que desenvolveu uma arma misteriosa com o poder de encerrar as guerras e a própria humanidade. Mas, durante a missão, ele acaba descobrindo que a arma de destruição mundial que ele recebeu instruções para eliminar é, na verdade, uma IA com forma de criança. E logo muda de lado, enfrentando desafios arriscados para proteger a jovem androide daqueles que querem destruí-la. A obra tem sido elogiada por sua abordagem ambiciosa num gênero frequentemente dominado por sequências e remakes. A narrativa não explora apenas a guerra entre humanos e IA, mas também mergulha em questões éticas e filosóficas, o que tem lhe rendido comparações a obras icônicas de ficção científica. De fato, a trama lembra vários outros filmes, evocando desde produções sobre a Guerra do Vietnã (como “Apocalypse Now”) até sci-fis sobre IAs (“IA”) e androides (“Blade Runner”). O roteiro original foi escrito por Edwards e Chris Weitz (também de “Rogue One”) e o elenco ainda conta com Gemma Chan (“Eternos”), Ken Watanabe (“A Origem”), Sturgill Simpson (“Dog: A Aventura de Uma Vida”), Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”) e a atriz mirim estreante Madeleine Yuna Voyles. JOGOS MORTAIS X O décimo filme da franquia de terror inaugurada em 2004 marca o retorno de John Kramer/Jigsaw, interpretado por Tobin Bell, o infame serial killer dos primeiros lançamentos, que morreu em “Jogos Mortais III”, de 2006. Embora várias continuações sugerissem que ele teria escapado da morte, o vilão continua morto. Seu retorno ao cinema se deve a “Jogos Mortais X” ser uma espécie de prólogo, passado entre o primeiro e o segundo filmes. Na trama, um doente e desesperado John viaja para o México em busca de um procedimento médico experimental e arriscado, na esperança de uma cura milagrosa para seu câncer terminal. No entanto, ele descobre que toda a operação é uma fraude destinada a enganar os mais vulneráveis. Enfurecido, o famoso serial killer retorna ao seu trabalho, virando o jogo contra os golpistas de sua maneira característica, através de armadilhas engenhosas, violentas e perturbadoras, com o objetivo de fazer os criminosos se torturarem para evitar a morte. Além de Tobin Bell, a atriz Shawnee Smith, que interpreta Amanda Young, a sucessora de Jigsaw, também retorna na produção, que completa seu elenco com Synnøve Macody Lund (“Ragnarok”), Steven Brand (“Vikings: Valhalla”), Michael Beach (“Dahmer: Um Canibal Americano”), Renata Vaca (“Pisando Fundo”), Paulette Hernandez (“A Vingança das Juanas”), Octavio Hinojosa (“Por la Máscara”) e Joshua Okamoto (“Control Z”). A direção é de Kevin Greutert, que também volta à franquia após editar os cinco primeiros longas e dirigir “Jogos Mortais 6” (2009) e “Jogos Mortais: O Final” (2010). A FILHA DO REI DO PÂNTANO O suspense estrelado por Daisy Ridley (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) chega ao Brasil uma semana antes de seu lançamento nos EUA. Na trama, ela vive uma mulher que mantém um segredo terrível sobre seu passado. Helena, a protagonista, tem uma vida aparentemente comum, morando numa cabana com a filha pequena e o namorado. Entretanto, sem que ninguém saiba, ela esconde uma origem sombria e perigosa: seu pai é o infame Rei do Pântano, um assassino que sequestrou sua mãe e as manteve cativas por anos no mato, onde Helena nasceu. Quando ele foge da prisão, Helena sabe que será caçada e, para proteger sua família, precisará usar tudo o que aprendeu com o assassino, buscando forças para enfrentar o homem que a ensinou sobre sobrevivência no mato. O filme é uma adaptação do romance psicológico de mesmo nome de Karen Dionne, com roteiro de Mark L. Smith (“O Regresso”) e direção de Neil Burger (“Divergente”), e o elenco ainda destaca Ben Mendelsohn (“Invasão Secreta”) como o pai foragido e Garrett Hedlund (“Na Estrada”) como o namorado de Ridley. PÉROLA Segundo longa dirigido por Murilo Benício (após “O Beijo no Asfalto), a comédia adapta um texto clássico do teatro brasileiro, escrito por Mauro Rasi, que conta a história da matriarca do título pelo ponto de vista do seu filho Mauro, logo após saber da morte da mãe. Ao voltar para sua casa de infância, ele revive momentos da família, principalmente as manias da sua mãe, suas ilusões, senso de humor e desejo de querer controlar todas as coisas, lembrando-a com um carinho particular, que apenas o distanciamento e o tempo permitem. A história segue em torno do relacionamento complexo entre mãe e filho, com conflitos, conversas na cozinha e sonhos traduzidos na construção de uma piscina no quintal. Drica Moraes (“Os Outros”) vive Pérola e Leonardo Fernandes (“Deserto Azul”) é Mauro, o filho que ela não conseguiu controlar nos loucos anos 1970. Exibido no Festival do Rio, o filme foi aplaudido de pé pelo público. RUIM PRA CACHORRO Embora filmes de cachorros falantes sejam uma tradição no cinema infantil, “Ruim para Cachorro” é uma comédia para adultos, permeada por humor escatológico e diálogos repletos de palavrões, distanciando-se do tom usualmente sentimental que se associa à produções caninas. Isto tende a causar uma desconexão entre a expectativa do público e o conteúdo real do filme, o que ajuda a explicar seu fracasso de bilheteria nos EUA. Além disso, os cachorros dublados por comediantes como Will Ferrell (“Barbie”) e Jaime Foxx (“Clonaram Tyrone!”) não impressionaram a crítica, apesar dos elogios a seus treinadores, que conseguiram fazê-los atuar de forma convincente. O filme de Josh Greenbaum (“Duas Tias Loucas de Férias”) segue Reggie, um border terrier de 2 anos (com a voz original de Ferrell) que é abandonado por seu dono Doug (Will Forte, de “Nebraska”) em uma cidade distante de sua casa. Ao ser deixado sozinho, Reggie se junta a Bug, um Boston terrier (dublado por Jamie Foxx), e outros cães de rua, incluindo Hunter, um Grande Dinamarquês ansioso (voz de Randall Park, de “WandaVision”) e Maggie, uma pastora australiana inteligente (dublada por Isla Fisher, de “Truque de Mestre”). Juntos, eles embarcam em uma jornada para se vingar de Doug e ajudar Reggie a morder os genitais de seu ex-dono. O grupo de cães enfrenta diversas situações ao longo de sua jornada, desde festas com pizza e cerveja até um encontro com uma águia predatória. A trama também explora a relação entre Reggie e Bug, que se tornam amigos improváveis e aprendem lições valiosas um com o outro. Apesar de seu humor grosseiro, o longa oferece momentos de observação canina perspicaz que adicionam profundidade à história. DAVID CONTRA OS BANCOS A comédia britânica é baseado na história real de Dave Fishwick (Rory Kinnear, de “Men: Faces do Medo”), um empresário da classe trabalhadora em Burnley, Inglaterra, que decide criar um banco comunitário ético com o objetivo de doar todos os lucros para instituições de caridade locais. O enredo se desenvolve em torno dos desafios legais enfrentados pelo protagonista para estabelecer seu banco, uma vez que grandes instituições financeiras, que dominam o mercado local há 150 anos, estão dispostas a “lutar sujo” para impedir que ele abale o status quo. Com isso, a trama se torna uma história de Davi (ou Dave) contra Golias. Com direção de Chris Foggin (assistente de Madonna em “W.E.: O Romance do Século”), a obra faz parte de uma tradição de filmes “feel-good” britânicos que abordam questões de classe e regionalismo, e visam servir de inspiração para o público. Além de Rory Kinnear, o elenco destaca Joel Fry (“Cruella”) como um advogado cético, que inicialmente vê o caso de Dave como uma batalha impossível, mas que gradualmente se torna um aliado crucial para tirar o banco do papel, e Phoebe Dynevor (“Bridgerton”) numa subtrama romântica com o advogado. TERRA DE DEUS O belíssimo filme do islandês Hlynur Pálmason explora a jornada de um jovem sacerdote luterano dinamarquês (interpretado por Elliott Crosset Hove), que é enviado à Islândia para estabelecer uma igreja. A trama se passa no final do século 19 e aborda temas como fé, colonialismo e a tensão entre a natureza e a civilização. O jovem padre enfrenta desafios tanto físicos quanto espirituais em sua missão, desde a travessia de paisagens inóspitas até o confronto com suas próprias dúvidas e a resistência da população local. Sua relação com seu guia (Ingvar Sigurdsson, de “O Homem do Norte”) serve como um microcosmo das tensões culturais e espirituais que o padre encontra em meio à beleza austera e ameaçadora da Islândia. Fotógrafo amador, o padre também registra as paisagens em imagens, que o filme, por sua vez, exibe aos espectadores numa tela com cortes laterais para evocar o formato de fotografias. Lançado no Festival de Cannes e vencedor de 14 prêmios internacionais, o longa tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes e é o candidato da Islândia à vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2024. A CASA DOS PRAZERES Adaptação do livro erótico de Emma Becker, o filme dirigido por Anissa Bonnefont (“Wonder Boy”) acompanha a vida de Emma (Ana Girardot, de “Les Revenants”), uma escritora que se infiltra em uma casa de prostituição em Berlim para encontrar material para seu próximo livro. A narrativa não busca emitir juízos sobre a prostituição, mas sim oferecer um olhar objetivo e desapegado sobre o tema, focando na jornada pessoal da protagonista e suas interações com outras mulheres no bordel. Entretanto, acaba transformando as cenas de sexo num sumário de fetiches, abrindo mão de explorar a complexidade emocional e psicológica da personagem principal. Ana Girardot recebeu os maiores elogios por sua atuação, descrita como uma das mais corajosas do cinema francês recente, e o elenco ainda destaca Rossy de Palma (“Mães Paralelas”) e Aure Atika (“The Night Manager”). NOSSO LAR O filme “Nosso Lar” estreou originalmente em 2 de abril de 2010, data que marcou os 100 anos de nascimento de Chico Xavier. O relançamento comemora os 80 anos do livro do mesmo nome, escrito em 1943 por Chico Xavier enquanto psicografava o médico André Luiz. O livro acompanha a chegada do médico falecido ao além, onde encontra um “plano espiritual” com vários prédios e moradores. A obra foi considerada polêmica na época, por ser a primeira a abordar a mediunidade de forma aberta. Ele inspirou, por exemplo, a novelista Ivani Ribeiro na criação da novela “A Viagem”. Adaptado pelo diretor Wagner de Assis, que era roteirista de filmes da Xuxa e depois desse sucesso se especializou em produções espíritas, o longa chamou atenção por sua equipe hollywoodiana, incluindo seus efeitos chamativos, da mesma equipe que trabalhou em “Watchmen”, a fotografia de Ueli Steiger (“Godzilla” e “O Dia Depois de Amanhã”) e a trilha comandada pelo compositor Philip Glass. Trata-se, enfim, de uma...
Jodie Foster investiga crime bizarro no Alasca no trailer de “True Detective”
A HBO Max divulgou o trailer da 4ª temporada da série “True Detective”, que ganhou o título de “Terra Noturna” (Night Country). A prévia mostra as atrizes Jodie Foster (“Um Novo Despertar”) e Kali Reis (“Catch the Fair One”), as “verdadeiras detetives” da nova temporada, investigando um crime bizarro, após a descoberta de cinco corpos congelados num bloco gigante de carne, numa das regiões mais frias do mundo. A série vai acompanhar as detetives Liz Danvers (Foster) e Evangeline Navarro (Reis) durante a investigação do desaparecimento de cientistas de uma Estação de Pesquisa Ártica, que sumiram sem deixar vestígios. A investigação é dificultada pela chegada da noite longa na cidade de Ennis, no Alasca, que deixa o lugar sem luz solar por vários dias, e se agrava com falhas elétricas, que literalmente deixam à região às escuras. O ótimo elenco da produção ainda conta com John Hawkes (“Três Anúncios para um Crime”), Christopher Eccleston (“The Leftovers”), Fiona Shaw (“Killing Eve”), Finn Bennett (“Domina”) e Anna Lambe (“Three Pines”). Os atores Matthew McConaughey e Woody Harrelson, que estrelaram a aclamada 1ª temporada, são produtores executivos da atração, ao lado do criador da série, Nic Pizzolatto, que pela primeira vez não escreveu os episódios. “True Detective: Terra Noturna” foi escrito e dirigido pela cineasta Issa López (“Os Tigres Não Têm Medo”) e tem produção do também diretor Barry Jenkins (“Moonlight”). Os novos episódios estreiam em 14 de janeiro.
Teaser traz Emma Stone em série dos diretores de “Joias Brutas”
O canal pago americano Showtime divulgou o primeiro teaser de “The Curse”, série estrelada pela atriz Emma Stone, vencedora do Oscar por “La La Land” (2016). A atração é a primeira série desenvolvida pelos irmãos Safdie, diretores de “Bom Comportamento” (2017) e “Joias Brutas” (2019). Em tom de comédia ácida, a produção vai mostrar como uma suposta maldição perturba o relacionamento de dois jovens recém-casados. Na trama, eles tentam conceber um filho e co-estrelam um problemático programa da HGTV, um canal de decoração da TV americana (que faz parte do conglomerado Discovery). O elenco também inclui Nathan Fielder (“Nathan For You”) como o marido de Stone e Benny Safdie no papel de produtor do programa da HGTV. Além de estrelar, Emma Stone é produtora da atração, por meio de sua empresa Fruit Tree, em parceria com a Elara Pictures, de Josh e Benny Safdie, e o estúdio A24. A empresa de Stone tem um contrato de desenvolvimento com o A24. A estreia está marcada para 10 de novembro nos EUA e o lançamento deve chegar ao Brasil pela plataforma Paramount+.
Ciência do amor é posta à prova no trailer de “Na Ponta dos Dedos”
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de “Na Ponta dos Dedos” (Fingernails), romance de ficção científica que explora um triângulo amoroso em um futuro próximo. A Ciência do Amor Dirigido pelo grego Christos Nikou (“Fruto da Memória”) e produzido pela atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), o longa acompanha Anna (Jessie Buckley, de “Entre Mulheres”) e Ryan (Jeremy Allen White, de “O Urso”), que recorrem a uma máquina para determinar se estão realmente apaixonados. A trama se complica quando Anna, orientada por Amir (Riz Ahmed, de “Rogue One”) no Love Institute, começa a questionar a possibilidade de amar duas pessoas ao mesmo tempo. O Love Institute, dirigido por Duncan (Luke Wilson, de “Stargirl”), é o cenário onde a maior parte da trama se desenrola. Anna quer trabalhar no instituto porque “Ginger Spice estudou lá”, e é lá que ela conhece Amir. A máquina do instituto, que determina a compatibilidade amorosa por meio das unhas dos dedos, já havia confirmado que Anna e Ryan eram um par perfeito. No entanto, a crescente atração entre Anna e Amir coloca essa certeza em xeque. A participação de Cate Blanchett Christos Nikou faz sua estreia em língua inglesa com a produção, após Cate Blanchett procurar o diretor, impressionada com seu primeiro longa, “Fruto da Memória”, visto no Festival de Veneza em 2020. Como não havia um papel para ela na trama, a atriz resolveu produzir o filme. “Na Ponta dos Dedos” terá lançamento limitado nos cinemas de Nova York e Los Angeles em 27 de outubro e estreará globalmente na Apple TV+ em 3 de novembro.
Caso real de “Invocação do Mal” ganha documentário. Veja o trailer
A Apple TV+ divulgou o trailer de “O Poltergeist de Enfield”, série documental que revisita o caso real que inspirou a trama do terror “Invocação do Mal 2” (2016). A produção mergulha nos eventos sobrenaturais que assombraram uma família londrina nos anos 1970, utilizando mais de 250 horas de gravações de áudio do investigador paranormal Maurice Grosse e depoimentos das irmãs Janet e Margaret Hodgson. O caso de Enfield Em agosto de 1977, Peggy Dosgson, mãe solteira de quatro filhos, chamou a polícia para relatar atividades estranhas em sua casa em Enfield, Londres. As filhas Margaret, de 13 anos, e Janet, de 11, ouviam batidas nas paredes. A polícia, ao investigar, encontrou uma cadeira de balanço em movimento, mas não conseguiu identificar a causa. O caso ganhou notoriedade e foi documentado por jornalistas e pesquisadores durante 18 meses. Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair, membros da Sociedade de Pesquisa Psíquica, foram algumas das mais de 30 pessoas que passaram pela casa em busca de pistas. Eles relataram sons estranhos e movimentos de móveis. O caso também atraiu a atenção dos demonologistas Ed e Lorraine Warren, retratados na franquia “Invocação do Mal”, que confirmaram as atividades paranormais. Cobertura da mídia A assombração também foi comprovada pela mídia. A jornalista da BBC Rosalind Morris e o fotógrafo Graham Morris foram fundamentais para a divulgação do caso, registrando fenômenos e ruídos. Anos mais tarde, Janet Hodgson foi flagrada realizando truques, como dobrar colheres e simular ruídos. Personalidades céticas, como a investigadora Anita Gregory e o mágico Milbourne Christopher, apontaram que tudo era um farsa. Em 2012, Janet admitiu parcialmente os truques, mas insistiu que outros fenômenos eram reais. Além de “Invocação do Mal 2”, o caso inspirou vários documentários britânicos, além de uma minissérie de terror, “The Endfield Hauting”, lançada em 2015. A estreia da série “O Poltergeist de Enfield” está marcada para 27 de outubro.
Starz cancela quatro séries, incluindo “Heels”
O canal pago americano Starz cancelou quatro séries originais em meio à resolução iminente da greve dos roteiristas de Hollywood. Entre as séries canceladas estão o drama sobre luta livre “Heels”, a comédia “Run the World” e o dramédia “Blindspotting”, todas após a exibição de suas segundas temporadas. Além disso, o drama inédito “The Venery of Samantha Bird” não retomará a produção, apesar ter gravado vários episódios antes da greve iniciada em maio. Talentos perdidos As séries canceladas contavam com muito talento em seus bastidores. “Heels”era estrelada por Stephen Amell (“Arrow”) e Alexander Ludwig (“Vikings”) e era criação do mentor de “Loki”, Michael Waldron. “Run the World” foi produzida por Yvette Lee Bowser (“Living Single”), e “Blindspotting” tinha Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”) como co-criador. “The Venery of Samantha Bird” seria estrelada por Katherine Langford, conhecida por “13 Reasons Why”. Impacto no mercado O cancelamento de quatro séries originais não é um movimento pequeno para o canal, que vai encerrar em breve seu sucesso de longa data “Outlander”. Isto deixa o canal e sua plataforma de streaming dependendo principalmente dos spin-offs duradouros de “Power” e de alguns outros programas, como a comédia de horror “Shining Vale”. Mantendo o foco em spin-offs, o Starz já deu sinal verde para uma série derivada de “Outlander”, intitulada “Outlander: Blood of My Blood”, produzida pelos produtores executivos da série original. Vale lembrar que a Lionsgate, dona do canal, está tentando vender o Starz, o que também pode ter pesado na onda de cancelamentos. A empresa já anunciou que está deixando o mercado de streaming no Brasil neste ano, onde opera a plataforma Lionsgate+.











