The Umbrella Academy: Elenco compartilha foto em clima de Natal
O elenco da série “The Umbrella Academy” se reuniu para celebrar o natal. Em uma imagem divulgada pelo Instagram oficial da produção (veja acima), os irmãos Número Cinco (Aidan Gallagher), Luther (Tom Hopper), Vanya (Ellen Page), Allison (Emmy Raver-Lampman), Ben (Justin H. Min), Klaus (Robert Sheehan) e Diego (David Castañeda) Hargreeves aparecem vestidos em trajes natalinos para desejar boas festas ao público. “De nossa família disfuncional para a sua, boas festas!”, diz a legenda. Atualmente em fase de finalização de sua 2ª temporada, a série é um exemplo dos paradoxos da matriz brasileira da Netflix. Os quadrinhos que inspiram a produção são desenhados por um brasileiro, Gabriel Bá, e são vendidos no Brasil com o título de “A Academia Umbrella”. Mas a série não teve o nome traduzido do inglês para sua veiculação no país. Entretanto, atrações sem referências nacionais e de nomes mais simples ganharam “traduções” completamente alopradas dos “profissionais” da plataforma. Como “Dead to Me”, que virou “Disque Amiga para Matar”, ou “Living with Yourself”, transformado em “Cara x Cara”. Não há critério algum. E essa “criatividade” aleatória apenas atrapalha na identificação das produções originais. Anyway (ou Gerard Way, o autor dos quadrinhos), a Academia Umbrella é um grupo de jovens desajustados, que foram adotados por um milionário excêntrico ainda crianças após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. Pior que isso: os episódios revelam que um deles é o responsável pelo apocalipse. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e além dos heróis citados, o elenco ainda inclui a cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”), Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) e Cameron Britton (“Stitchers”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que vai continuar a história do ponto em que a 1ª temporada parou, com os personagens viajando no tempo para impedir o fim do mundo.
Respect: Jennifer Hudson é Aretha Franklin no primeiro teaser da cinebiografia
A MGM divulgou os primeiros teaser e pôster de “Respect”, cinebiografia da cantora Aretha Franklin (1942 – 2018). A prévia traz apenas o título do filme e a intérprete da Rainha do Soul, Jennifer Hudson, cantando a música que dá título à produção. Hudson já ganhou um Oscar ao viver uma cantora no cinema, no filme “Dreamgirls” (2006). Não há muita informação sobre a produção de “Respect”, mas a trama deverá ser ambientada nos anos 1960 e 1970, quando Aretha se consagra como uma das maiores artistas dos EUA, cantando clássicos imortais como “I Say a Little Prayer”, “Think”, “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman” e a faixa-título, além de viver um conturbado relacionamento com seu então marido Ted White. A equipe criativa é estreante no cinema. O roteiro foi escrito por Tracey Scott Wilson, da série “The Americans” e da recente telebiografia “Fosse/Verdon”, enquanto a direção está a cargo de Liesl Tommy, que anteriormente comandou episódios de “The Walking Dead”, “Jessica Jones” e “Mrs. Fletcher”. Por outro lado, a produção é comandada por Scott Bernstein, que recentemente fez outra cinebiografia musical de sucesso, “Straight Outta Compton” (2015), e pelo produtor musical Harvey Mason Jr., que trabalhou com Franklin e também no filme “Dreamgirls”, que consagrou Hudson. O elenco ainda destaca Forest Whitaker (“Pantera Negra”), Tate Donovan (“Rocketman”), Leroy McClain (“A Maravilhosa Sra. Meisel”), Marlon Wayans (“Seis Vezes Confusão”), Marc Maron (“GLOW”), Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Audra McDonald (“The Good Fight”) e a cantora Mary J. Blige (“Mudbound”). A estreia está marcada para 17 de setembro no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.
Penn Badgley diz que gostaria de participar do revival de Gossip Girl
O ator Penn Badgley se revelou aberto à possibilidade de participar do revival de “Gossip Girl”, atualmente em desenvolvimento para o serviço de streaming HBO Max. Sua participação poderia, inclusive, ajudar na transição planejada pelos produtores para apresentar uma nova geração de estudantes privilegiados de Nova York. Afinal, seu personagem Dan Humphrey acabou se revelando – spoiler! – a verdadeira identidade da Gossip Girl do título. O ator comentou a possibilidade durante uma entrevista ao programa Entertainment Tonight. “Eu ainda não sei [se vou voltar]. Essa é uma mensagem que eu colocaria no topo da minha caixa de entrada, para pensar sobre isso com carinho”, comentou. “Eu ainda não tive conversas sobre isso com os criadores [Josh Schwartz e Stephanie Savage]. Eu acho que está bem claro que eu nunca fui um grande fã de Dan Humphrey”, brincou, referindo-se a críticas bem conhecidas que fez ao comportamento do personagem. “Mas acho que fiz minhas pazes com ele”, continuou, apontando a passagem do tempo como responsável por sua mudança de opinião. “Adoraria contribuir de alguma maneira significativa para esta nova série. Mas isso vai depender de muitas coisas, é claro. Do como, do porquê. Eu ainda não sei de nada”, concluiu. Vale lembrar que a nova versão de “Gossip Girl” contará com o retorno da atriz Kristen Bell (“The Good Place”), que vai repetir seu papel como narradora da série. Na verdade, ela era a voz feminina que as pessoas imaginavam ao ler os posts do blogue, que na verdade eram escritos por Dan Humphrey. Badgley interpretou o personagem entre 2007 e 2012, aparecendo em todos os 121 episódios de “Gossip Girl” – até ser desmascarado no capítulo final como a pessoa que espalhava rumores sobre os colegas via posts na internet (antes da explosão das redes sociais). Atualmente, o ator estrela a série “Você”, da Netflix, que prepara o lançamento de sua 2ª temporada, prevista para 26 de dezembro em streaming.
Anitta lança seu clipe mais quente com funkeiro de novela
Anitta lançou seu clipe mais quente, “Até o Céu”, em clima de pegação com o funkeiro MC Cabelinho – recentemente transformado em ator na novela “Amor de Mãe”. O vídeo vai fundo na intimidade da cantora, acompanhando-a até em momento mix no banheiro. Os closes também abundam, com direito a detalhes de topless e bottomless (a famosa nudez completa) em cena de sexo com o parceiro musical. O envolvimento começa com um flerte vocal. “Anitta, sabe eu te quero, não é de hoje/ Então vem jogando, rebolando, sua malandra/ Que a nossa noite termina na sua cama”, diz Cabelinho no começo da canção. “Chega perto/ Pode colar junto que o lance aqui é certo/ Vou matar tua sede tipo água no deserto/ Chega no talento pra gente ficar”, responde a cantora, antes de tirar a roupa e se jogar. A grande sacada da direção de Og Cruz é que o clipe parece um vídeo caseiro, num registro abertamente voyeur, que sugere uma gravação das férias de verão da cantora – com momento “sex tape”. Apesar da levada reggae combinar com o tema “sol, praia e sexo”, a música não faz esforço para se diferenciar do pop genérico atual. Culpa da pior tendência de produção dos últimos anos. MC Cabelinho é mais um com mania de gravar vocal choroso e distorcido por efeitinho. Cantores de rock, (t)rap e sertanejo agora soam todos iguais, graças ao recurso banal. “Até o Céu” integra o próximo disco de Anitta, “Brasileirinha”, que ainda não tem data de lançamento.
Zilda Cardoso (1936 – 2019)
A atriz Zilda Cardoso, a eterna Catifunda de inúmeros programas humorísticos, morreu aos 83 anos. Ela morava sozinha e foi encontrada morta em sua cama, na manhã desta sexta-feira (20/12), pela diarista que cuidava de sua casa no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Zilda se tornou indissociável da Catifunda, após interpretar a personagem por meio século em vários programas humorísticos como “Praça da Alegria”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “A Praça É Nossa”. Com forte sotaque da zona leste paulistana, Catifunda trazia sempre um charuto na mão e saudava os colegas com a expressão “Saravá!”. Mas a personagem não foi a primeira incursão de Zilda no humor. Ela estreou na TV em 1962, substituindo a atriz Eloísa Mafalda em um programa humorístico. No ano seguinte, conquistou o famoso (na época) Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. E logo ganhou seu próprio programa, “Zilda 23 Polegadas”, exibido entre 1962 e 1964 na TV Paulista. Após essa rápida ascensão, chamou atenção do produtor Manoel da Nóbrega, que a convidou a participar de seu programa “A Praça da Alegria”, na antiga TV Record (antes da Igreja Universal). Foi então que estourou com a Catifunda, a partir de 1964. Paralelamente, Zilda virou atriz de novelas, atuando em “Quatro Homens Juntos” (1965), “Mãos ao Ar” (1966) e “Meu Adorável Mendigo” (1973) na Record. Também estrelou dois filmes de Mazzaropi, “O Lamparina” (1964) e “Meu Japão Brasileiro” (1965), além de duas chanchadas tardias, “Golias Contra o Homem das Bolinhas” (1969), com Ronald Golias e Carlos Alberto da Nóbrega, e “Se Meu Dólar Falasse” (1970), com Dercy Gonçalves e Grande Otelo. Ela passou os anos 1980 no “A Praça É Nossa”, do SBT, indo para a Globo em 1990, como aluna da “Escolinha do Professor Raimundo”. A mudança foi bastante produtiva, pois a levou ainda a aparcer na série “Delegacia de Mulheres” e roubara cena na novela “Meu Bem, Meu Mal” como Elza, enfermeira de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Mas, apesar do sucesso da personagem, não foi convidada para novos papéis, despedindo-se uma década depois com uma pequena aparição num episódio de “Você Decide”. Recentemente, a Globo resgatou a “Escolinha”, substituindo todos os atores clássicos. Na nova versão, quem vive a personagem Catifunda é a humorista Dani Calabresa, que lamentou a morte de Zilda no Instagram. “Eu sinto que tenho uma ligação muito especial com ela”, declarou emocionada em um vídeo. “Eu fico muito honrada, muito feliz, de poder fazer a personagem que eu amava na TV, de ter essa personagem emprestada.”
Festival do Rio premia Fim de Festa e diversidade do cinema brasileiro
O Festival do Rio, premiou “Fim de Festa” com o troféu Redentor de Melhor Filme de sua edição 2019. O encerramento do evento na noite de quinta (19/12) foi marcado por discursos politizados. Ao agradecer o prêmio, o pernambucano Hilton Lacerda exaltou a diversidade da produção nacional. “Em um momento tão crítico do audiovisual brasileiro, é importante celebrar produções vencedoras de outras partes do país”, disse o diretor. “Fim de Festa”, vencedor também do prêmio de Melhor Roteiro, retrata a quarta-feira de cinzas de um grupo de jovens em um apartamento, no Recife, diante da chegada do pai policial de um deles, que desperta diferentes reações. O filme retrata situações do Brasil atual e é parcialmente inspirado pelo caso real da turista alemã Jennifer Kloker, assassinada em 2010, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, a mando da própria sogra. Já o público elegeu “M8 — Quando a Morte Socorre a Vida” como Melhor Filme. A obra aborda a história de um jovem negro que se intriga pelo passado de um cadáver que é objeto de estudo das suas aulas de Anatomia na faculdade de Medicina. Seu diretor, Jeferson De, foi um dos mais aplaudidos da noite, ao politizar a importância do prêmio para um cineasta negro. “Quando vocês veem alguém como eu por perto, pensam: ou vai me servir, ou vai me pedir ou vai me ameaçar. Por isso é tão relevante eu estar aqui em cima vencendo”. Os demais prêmios foram bastante pulverizados, demonstrando um equilíbrio na atual safra da produção nacional. “Breve Miragem de Sol”, de Eryk Rocha, foi o único a conquistar três prêmios, incluindo Melhor Ator para Fabrício Boliveira. Em meio a estas vitórias, Regina Casé, que recebeu o Redentor de Melhor Atriz por “Três Verões”, de Sandra Kogut, aproveitou para ressaltar o belo exemplo de representatividade dado pelo festival para crianças como seu filho Roque, também negro, que puderam ver várias pessoas de sua cor conquistando prêmios. Ganhador do Redentor de Melhor Ator Coadjuvante por “Acqua Movie”, de Lírio Ferreira, o ator Augusto Madeira acabou sendo o mais aplaudido, ao resumir a tragédia enfrentada pela Cultura no Brasil de 2019. “É muito importante estar aqui ganhando prêmio num festival que quase não rolou, num museu que deveria estar fechado e numa cidade que praticamente acabou”, discursou. Vale lembrar que a 21ª edição do Festival do Rio quase foi inviabilizada pelo governo de Jair Bolsonaro. O evento atrasou dois meses, ficou menor e teve de recorrer a financiamento coletivo para arrecadar fundos e ser realizado, após a perda de seus maiores patrocinadores, a Petrobras e o BNDES, proibidos de apoiar eventos culturais. O evento, que já chegou a ter 300 filmes estrangeiros em outras épocas, com a presença de grandes estrelas internacionais em seu tapete vermelho, teve neste ano cerca de 110 produções internacionais e apenas artistas trazidos com a ajuda das próprias produtoras. O governo Bolsonaro também não liberou a verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) de 2019, paralisando o financiamento da indústria audiovisual e vários programas de apoio da Ancine, depois do próprio presidente ameaçar mandar “pro saco” obras com temas LGBTQIA+. “Apesar de todas as histórias de desmerecimento ao nosso trabalho como artistas, é uma coisa que se repete em todo o governo ditatorial, né? [A Cultura] é a primeira coisa que eles atacam, a gente já tá acostumado com isso”, disse Fabrício Boliveira, ao receber seu troféu. Para completar, o Redentor de Melhor Documentário foi para “Ressaca”, de Vincent Rimbaux e Patrizia Landi. O filme traça um panorama, em preto e branco, da crise que atinge o Theatro Municipal do Rio, mas sem deixar de exibir a força e a resistência dos funcionários. E assim segue o Cinema e a Cultura nacionais, resistindo ao desmanche e ataque de governos que vêem a Arte como inimigo a ser derrotado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Prêmio Redentor Melhor Longa Ficção pelo Júri Oficial “Fim de Festa”, de Hilton Lacerda Melhor Longa Ficção pelo Voto Popular “M8 – Quando a morte socorre a vida”, de Jeferson De Melhor Longa Documentário pelo Júri Oficial “Ressaca”, de Vincent Rimbaux e Patrizia Landi Melhor Longa Documentário pelo Voto Popular “Favela é Moda”, de Emílio Domingos Melhor Direção em Longa de Ficção Maya Da-Rin, por “A Febre” Melhor Direção em Longa Documentário Vincent Rimbaux e Patrizia Landi, por “Ressaca” Melhor Atriz Regina Casé, por “Três Verões” Melhor Ator Fabricio Boliveira, por “Breve Miragem de Sol” Melhor Atriz Coadjuvante Gabriela Carneiro da Cunha, por “Anna” Melhor Ator Coadjuvante Augusto Madeira, por “Acqua Movie” Melhor Fotografia Miguel Vassy, por “Breve Miragem de Sol” Melhor Roteiro Hilton Lacerda, por “Fim de Festa” Melhor Montagem Renato Vallone, por “Breve Miragem de Sol” Prêmio Especial do Júri Som de “A Febre” Melhor Curta pelo Júri Oficial “A Mentira”, de Rafael Spínola e Klaus Diehl Melhor Curta pelo Voto Popular “Carne”, de Camila Kater Outros Prêmios Melhor Longa da Mostra Novos Rumos “Sete Anos em Maio”, de Affonso Uchôa Prêmio Especial do Júri da Mostra Novos Rumos “Chão”, de Camila Freitas Melhor Curta da Mostra Novos Rumos “Revoada”, de Victor Costa Lopes Melhor Filme da Mostra Geração “Alice Júnior”, de Gil Baroni Prêmio Felix de Melhor Longa de Ficção “Retrato de uma Jovem em Chamas”, Céline Sciamma Prêmio Felix de Melhor Longa Documentário “Lemebel, Um Artista Contra a Ditadura Chilena”, de Joanna Reposi Garibaldi Prêmio Felix de Melhor Longa Brasileiro “Alice Júnior”, de Gil Baroni Prêmio Especial do Júri do Prêmio Felix “Bicha-Bomba”, Renan de Cillo Prêmio Suzy Capó Bruna Linzmeyer
James Cameron tem “certeza” que Avatar retomará recorde de maior bilheteria do mundo
James Cameron acredita que a perda do recorde de maior bilheteria do mundo, que por uma década pertenceu a seu filme “Avatar” (2009), vai ser revertida. Em entrevista ao jornal USA Today, o diretor disse que a disputa com o novo recordista, “Vingadores: Ultimato”, ainda não acabou, revelando planos para um relançamento do filme nos cinemas, em antecipação à estreia de sua aguardada continuação em 2021. Questionado se o relançamento pode levar “Avatar” novamente ao topo da lista, ele nem titubeou: “Acho que isso é uma certeza”. Em seguida, jogou panos quentes na competição. “Mas vamos deixar este momento para ‘Ultimato’ e celebrar que pessoas ainda vão ao cinema”. “Vingadores: Ultimato” estabeleceu seu recorde ao acumular US$ 2.79 bilhões, superando “Avatar” em cerca de US$ 10 milhões apenas. Um relançamento bem marketado pode, realmente, pender novamente a balança para o lado do filme de Cameron. Na ocasião da quebra do recorde, em julho passado, o cineasta foi bastante elegante, parabenizando a Marvel pela façanha. Em mensagem postada no Twitter oficial da franquia “Avatar”, ele parabenizou “Vingadores: Ultimato” “por se tornar o novo rei da bilheteria”. Após a venda da Fox, os filmes do diretor agora fazem parte da mesma companhia que produziu “Vingadores: Ultimato” – a Disney. O diretor atualmente trabalha em novas sequências de “Avatar”, com participação de quase todo o elenco original do primeiro filme. A programação da Disney prevê lançar um novo “Avatar” a cada dois anos, até 2027.
Humorista do Porta dos Fundos cria nova polêmica após contato com hacker da Lava Jato
Não bastasse ter virado alvo de religiosos e conservadores por viver o Jesus Cristo gay do Especial de Natal do Porta dos Fundos, “A Última Tentação de Cristo”, o humorista Gregório Duvivier entrou em nova polêmica nesta semana, quando as mensagens que trocou com o hacker da Lava Jato vieram à público. Perseguido na rede Record, que é propriedade do bispo Edir Macedo, pela blasfêmia humorística, ele agora virou persona non grata da rede Globo por conteúdo mais sério. Relatório da PF (Política Federal) sobre a chamada Operação Spoofing, encaminhado na quinta (19/12) à Justiça Federal, revelou conversas de Duvivier com o hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, responsável por roubar mensagens privadas dos promotores da Lava Jato, em que o humorista sugeriu nomes de jornalistas importantes da rede Globo para novas interceptações. Na troca de mensagens entre Delgatti e Duvivier, em julho passado, o humorista recebeu a informação de que o teor das mensagens de autoridades hackeadas foi passado ao jornalista Glenn Greenwald por “livre e espontânea vontade” e, na sequência, estimulou o hacker, afirmando que ele iria “mudar o destino do país” ao revelar as conversas impróprias de procuradores da Lava Jato e do então juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro. Durante a conversa, Duvivier pergunta se haveria algo de comprometedor contra a família do presidente Jair Bolsonaro – a “família Bolso”. Diante de uma resposta negativa, questiona: “Tem algo da Globo?” Delgatti Neto responde que “tem bastante” informação envolvendo a emissora de televisão e afirma que “pega 50 por dia e acaba não lendo”. Em seguida, lamenta a falta de conteúdo. Diz que havia “pegado” o aplicativo do apresentador do Jornal Nacional William Bonner, mas não teve acesso a nada importante, porque tudo havia sido apagado. É neste momento que, segundo a PF, Duvivier sugere novos alvos da emissora, como o diretor-geral de Jornalismo Ali Kamel e o diretor-geral da Globo Carlos Henrique Schroder, dizendo que informação sobre a cúpula da emissora “poderia ser bem forte”. O humorista ainda sugere que o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no estado, “poderiam ser alvos”. A PF também confirmou que não foram encontrados indícios de que Kamel, Schroder ou Witzel tenham sido vítimas de ações dos hackers. Marcelo Bretas e William Bonner, no entanto, acabaram sendo alvo de ataques, mas em data anterior às sugestões de Duvivier. Na conclusão do inquérito, não há imputação de crimes a Gregório Duvivier. Mas ele foi questionado pela polícia durante a investigação. No depoimento aos investigadores, ele negou que tenha solicitado ou sugerido a invasão das contas de Telegram da cúpula da Rede Globo ou de autoridades do Rio de Janeiro. Segundo ele, seus questionamentos ao hacker foram motivados por “curiosidade” em saber se o invasor tinha tido acesso às contas de uma série de personalidades do cenário nacional. Duvivier declarou que, durante a conversa com Delgatti, sugeriu diversos nomes de forma aleatória e disse que em nenhum momento recebeu mensagens ou qualquer informação das pessoas citadas por ele. Também afirmou que não tinha nenhum interesse em obter o conteúdo das mensagens de contas invadidas e em nenhum momento o hacker disse ter invadido a conta de Telegram de pessoas como Bonner ou Ali Kamel. O humorista apresentou à PF a cópia de um pendrive com todas as mensagens trocadas entre ele e o hacker Walter Delgatti Neto. Nelas, há a revelação de que ele teria recebido orientações do jornalista Gleen Greenwald para que não encomendasse o nome de nenhuma autoridade para ser hackeada. Duvivier é explícito sobre a orientação que recebeu: “Não tava pedindo pra investigar ninguém, tá?”. Menos de um minuto depois, fez nova ressalva: “Glenn me explicou que não posso nem falar nomes, haha”. Procurado pela revista Veja, o advogado Augusto de Arruda Botelho, que defende Duvivier, afirmou que o humorista disponibilizou espontaneamente para a Polícia Federal toda a troca de mensagens com o hacker e que “explicou detalhadamente em seu depoimento, no intuito de colaborar com as investigações, que aleatoriamente mencionou uma série de nomes, em uma conversa informal, sem qualquer intenção ou interesse de que tais nomes de fato fossem interceptados ou muito menos investigados”. A rede Globo acabou se pronunciando sobre o caso nesta sexta-feira (20/12), por meio de uma nota. “Os diálogos revelados no inquérito são claros. O público saberá julgar a atitude de Gregório Duvivier e suas explicações posteriores. Ali Kamel e Carlos Henrique Schroder, citados, preferem guardar para si suas opiniões a respeito. Apenas afirmam que se a quebra de sua privacidade tivesse sido levada adiante nada revelaria de desabonador. E nenhum contato com participantes da Operação Lava Jato.”
Porta dos Fundos volta a satirizar Jesus em resposta a ataques religiosos
O Porta dos Fundos resolveu partir pra guerra, ao dedicar um vídeo de sua página no YouTube à polêmica que cerca seu novo Especial de Natal na Netflix, “A Primeira Tentação de Cristo”. Alvo de processos, pedidos de indenização e campanhas de boicote por parte de instituições religiosas, bispos, pastores e políticos conservadores por retratarem Jesus Cristo como gay, os humoristas resolveram satirizar ainda mais a situação. No esquete intitulado “Inritado”, o Jesus interpretado por Gregório Duvivier aparece para um padre para se queixar sobre o especial de Natal. “Por que você está chorando, Jesus?”, pergunta o religioso, vivido por Fábio de Luca. “Aconteceu de novo. Eles ficaram me zoando”, diz Jesus. “Os meninos do Porta dos Fundos”. Escrito por Fábio Porchat, o esquete de 3 minutos mostra Jesus se comportando como uma criança mimada. Mesmo quando o padre “joga uma indireta” dizendo que há coisas mais importantes para resolver, como guerras e fome na África, Jesus insiste que proibir piada é sua prioridade. Trata-se de uma resposta às criticas que o Porta dos Fundos têm sofrido de religiosos e grupos conservadores. Além disso, o vídeo aproveita e embute uma crítica à hipocrisia religiosa, evocando comportamentos que lembram os escândalos de pedofilia da Igreja.
Martin Scorsese acredita que O Irlandês pode se tornar seu último filme
O diretor Martin Scorsese levantou a possibilidade de “O Irlandês” se tornar seu último filme, durante entrevista ao jornal The Guardian. “Eu não sei mais quantos filmes eu posso fazer — talvez esse seja o fim. Talvez seja o último. Então, a minha ideia durante a produção foi simplesmente finalizar o filme e saber se ele poderia passar, mesmo que fosse por um único dia, nos cinemas”, comentou. O cineasta de 77 anos não falou em aposentadoria, mas pareceu preocupado com sua idade. Por isso, aceitou fazer “O Irlandês” para a Netflix, mesmo sabendo que a plataforma deixaria o filme nos cinemas por apenas uma semana – o que, confessou, foi um sacrifício. “Eu sabia quais eram as condições quando fiz o filme para eles. Eu sabia que ‘O Irlandês’ seria visto principalmente no streaming, e não nos cinemas. Mas, naquele ponto, nós só precisávamos do financiamento, e da liberdade criativa”, explicou. “Minha única preocupação era que os atores estariam bem com essa condição, e que a Academia aceitaria o filme. Não por mim. Eu sei que estou no fim da minha estrada, que foi bem longa. Eu só queria que ‘O Irlandês’ fosse abraçado, junto com esta nova maneira de assistir filmes”, acrescentou. Durante a conversa, Scorsese voltou às suas críticas aos filmes de super-heróis, que na verdade se manifestam como crítica à distribuição de filmes e à cultura do blockbuster. “Estamos em uma situação em que os grandes cinemas têm 12 telas, e 11 delas estão passando os últimos filmes de heróis. Se você gosta deles, ótimo, mas você precisa de 11 telas?”, disse. Ele ainda rebateu a ideia de que esteja defendendo um cinema mais elitista. “Um filme ser comercial não significa que ele não pode ser arte. O que têm invadido os cinemas hoje em dia são produtos. Produtos são feitos para serem consumidos e jogados fora. Em contraste, olhe para ‘Cantando na Chuva’. É um filme comercial, mas você pode ver muitas vezes sem se cansar”. Só para lembrar: também é assim como “Vingadores: Ultimato”, um dos filmes mais vistos de todos os tempos. Apesar do temor de não conseguir dar sequência à carreira, Scorsese tem um novo documentário musical e um filme dramático encaminhados. Ele e o ator Leonardo DiCaprio chegaram a considerar três projetos diferentes, antes de escolher “Killers of the Flower Moon”, baseado no livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”). A obra, que foi lançada no Brasil com o título “Assassinos da Lua das Flores”, envolve um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo Osage, que ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras nos anos 1920. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Paralelamente, o diretor prepara um documentário sobre a cena musical de Nova York nos anos 1970, que deu origem ao punk rock, à new wave, à disco music, ao rap, ao hip-hop e ao garage house, quase que de forma simultânea. Período e local são os mesmos que inspiraram Scorsese a fazer a série “Vinyl”, da HBO, com Mick Jagger.
Claudine Auger (1941 – 2019)
A atriz francesa Claudine Auger, que estrelou o filme “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965), morreu na quinta-feira (19/12) aos 78 anos. Auger foi a primeira Bond girl francesa, ainda na época de Sean Connery como o agente secreto James Bond. Desde então, diferentes versões do espião viveram romances com Carole Bouquet (“007: Somente Para Seus Olhos”), Eva Green (“007: Cassino Royale”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre” e “007: Sem Tempo para Morrer”). Consta, inclusive, que a atriz foi contra as recomendações do estúdio e dispensou dublês para as cenas de ação de sua personagem, a célebre Dominique “Domino” Derval. Nascida em Paris em 1941, Auger chamou atenção pela primeira vez ao ser vice-campeã do concurso Miss Mundo aos 17 anos. O sucesso a transformou em modelo e acabou levando-a ao cinema. Em seus primeiros papéis, chegou a participar do clássico “O Testamento de Orfeu” (1960), dirigida e estrelada por Jean Cocteau, e da coprodução hollywoodiana “Paris, Cidade das Ilusões” (1963), estrelada por Jean Seberg. Mas eram pequenas aparições. Tudo mudou após “007 Contra a Chantagem Atômica”. No ano seguinte, ela protagonizou nada menos que quatro filmes, entre eles dois novos thrillers de espionagem, “O Homem de Marrakesh” (1966), escrito e dirigido por Jacques Deray, e “Espionagem Internacional” (1966), do mesmo diretor do filme de 007, Terence Young. A projeção lhe abriu as portas do cinema europeu, com convites para filmar em vários países do continente. Ela acabou se especializando em produções italianas, que renderam à sua filmografia comédias de sucesso como “Operação San Genaro” (1966), de Dino Risi, “Os Amores de um Demônio” (1966), de Ettore Scola, e “As Doces Senhoras” (1968), de Luigi Zampa, em que contracenou com outra Bond girl famosa, Ursula Andress, além de giallos notórios, como “O Ventre Negro da Tarântula” (1971), de Paolo Cavara, e “Mansão da Morte” (1971), de Mario Bava. Auger também contracenou com a americana Goldie Hawn em “Viagem com Anita” (1979), de Mario Monicelli, e teve uma duradoura parceria com o cineasta francês Jacques Deray, que rendeu vários filmes e telefilmes entre 1966 e 1983. Um de seus últimos papéis importantes foi no drama romântico “A Pele do Desejo” (1992), do inglês Andrew Birkin, como a mãe da protagonista vivida por Greta Scacchi.
Keira Knightley interrompe concurso de Miss Mundo no trailer de Misbehaviour
O estúdio Pathe divulgou o primeiro pôster, fotos e o trailer de “Misbehaviour”, drama feminista estrelado por Keira Knightley (“Segredos Oficiais”). A prévia revela uma estrutura ambiciosa, com vários personagens e tramas paralelas, mais parecida com uma série que um filme. A trama é baseada em fatos reais e retrata, entre outros temas, um protesto feminista contra o concurso de Miss Mundo de 1970. Na ocasião, mulheres lideradas por Sally Alexander (Knightley) interromperam piadas machistas do comediante Bob Hope (Greg Kinnear, de “House of Cards”), apresentador do concurso, para chamar atenção para a desigualdade de gênero e o sexismo da atração, que se resumia a julgar mulheres por seus corpos. Por outro lado, entre as concorrentes estava a candidata de Granada, Jennifer Hosten (Gugu Mbatha-Raw, de “Uma Dobra no Tempo”), que acreditava poder chamar atenção para as minorias raciais com sua participação. Para ampliar ainda mais a polêmica, o evento também apresentou duas candidatas da África do Sul, uma branca e uma negra, durante o auge do apartheid, e enfrentou um atentado terrorista da Angry Brigade, organização da extrema esquerda britânica. O resultado do concurso acabou sendo histórico. O roteiro foi escrito por Gaby Chiappe (“Sua Melhor História”) e Rebecca Frayn (“Além da Liberdade”), a direção é de Philippa Lowthorpe (da série “The Crown” ) e o elenco ainda inclui Jessie Buckley (“As Loucuras de Rose”), Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Emma Corrin (“Pennyworth”), Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Lesley Manville (“Trama Fantasma”). A estreia está marcada para 13 de março no Reino Unido, mas inda não há previsão para o lançamento no Brasil.
The Boys: Elenco responde críticas negativas da série
A Amazon divulgou um vídeo pouco convencional de “The Boys”, que traz o elenco respondendo as negativas dos assinantes da plataforma contra a violência e a linguagem da série. Entre um monte de dedos do meio e palavrões, as respostas são tão rudes quanto a maioria dos comentários. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), “The Boys” acompanha um grupo de vigilantes truculentos que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. A razão da desconfiança é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. E embora pareçam um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias – , desta vez eles têm razão: os super-heróis da série são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças à empresa de marketing que os financia. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” na série mais escatológica do canal pago AMC, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. A série já terminou de gravar sua 2ª temporada, que ainda não tem previsão de estreia.








