Robert Conrad (1935 – 2020)
O ator Robert Conrad, que ficou conhecido como o cowboy espião James West na década de 1960, morreu neste sábado (8/2) aos 84 anos. “Ele viveu uma vida maravilhosamente longa e, embora a família fique triste com sua morte, viverá para sempre em seus corações”, disse o porta-voz da família, sem informar mais detalhes sobre o falecimento. Nascido em Chicago, Illinois, em 1º de março de 1935, Conrad se mudou para Los Angeles em 1958 e encontrou sucesso quase instantâneo ao ser contratado para estrelar a série “Hawaiian Eye”, em 1959, como Tom Lopaka, sócio de uma agência de detetives no Havaí. A produção durou quatro temporadas, até 1963, e se tornou tão popular que o personagem do ator ainda apareceu em quatro crossovers na série “77 Sunset Strip”. Mas foi a atração seguinte que marcou sua carreira. Exibida entre 1965 e 1969, “James West” (The Wild Wild West) acompanhava as aventuras do personagem-título e seu parceiro Artemus Gordon (Ross Martin), um mestre dos disfarces, como os primeiros agentes do Serviço Secreto dos EUA, enfrentando supervilões que ameaçavam o governo Ulysses S. Grant (de 1869 até 1877). A série combinava duas tendências disparatadas, mas que faziam sucesso na mesma época: as tramas de espionagem de James Bond e as séries de western, como “Paladino do Oeste” e “Bat Masterson”. Embora também durado quatro temporadas, seus 104 episódios se multiplicaram em reprises infinitas, devido ao fato de “James West” ter sido uma das primeiras séries coloridas da TV – a partir da 2ª temporada. A produção à cores também consagrou os olhos azuis do ator, cuja intensidade se tornou uma marca registrada tão conhecida quanto seus músculos, apertados numa roupa extremamente justa para delírio do público feminino – e LGBTQIA+, claro. As calças de James West eram tão justas que costumavam rasgar nas gravações, o que fez o ator desenvolver predileção por cuecas azuis – da mesma cor das roupas do personagem. Repleta de lutas, cavalgadas, trens em disparada e ação intensa, “James West” também permitiu a Conrad explorar sua capacidade física. Décadas antes de Tom Cruise se provar destemido, ele ficou conhecido nos bastidores de Hollywood por dispensar dublês e fazer as cenas mais perigosas da produção – riscos que eram muito maiores então, devido à precariedade dos equipamentos de prevenção de acidentes do período. Durante a gravação de um episódio, o ator quase morreu ao cair de uma altura de 4 metros direto no chão de cimento. Ele sofreu o que descreveu como “uma fratura linear de quinze centímetros com alta concussão temporal”. O acidente fez os executivos da rede CBS obrigarem o astro da série a usar dublês. Mas assim que Conrad se sentiu curado, voltou a “quebrar algumas coisas”, como sempre fazia. Por conta disso, tornou-se um dos poucos atores reconhecidos no Hall da Fama dos Dublês. De fato, sua carreira foi praticamente consequência de sua capacidade de se arriscar. Logo em seu começo, quando surgiu fazendo figurações em séries, ele conseguiu um papel de índio em “Maverick”, cuja participação no episódio se resumia a levar um tiro e cair do cavalo. Ele caiu para trás, tão bem e de forma tão corajosa, que o diretor e os produtores perceberam que aquele novato era dinheiro no banco – contratavam um ator e ganhavam um dublê grátis. Os olhos azuis, o físico encorpado, a vaga semelhança com James Dean, o fato de sua mãe trabalhar como relações públicas da Warner e namorar um executivo do estúdio também ajudaram, é verdade. Mas isso também alimentou o impulso de se provar merecedor dos papéis, arriscando-se com força maior. Essa ousadia, porém, acabou tornando “James West” mais realista que sua premissa fantasiosa propunha. E após os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King Jr. em 1968, a violência na TV passou a ser condenada por políticos em busca de um bode expiatório, levando a opinião pública a questionar seus próprios gostos em relação às séries de ação. A polêmica acabou levando ao cancelamento da atração em 1969, quando ainda era uma das mais vistas da TV americana. As reprises mantiveram “James West” popular por pelo menos mais uma década, inspirando os produtores a retomarem o personagem numa série de telefilmes, entre o final dos anos 1970 e o começo de 1980. Até que Will Smith encarnou o personagem no cinema, ridicularizando e enterrando a franquia. Conrad chamou o longa de 1999 de “horrível” e “patético” e foi à cerimônia do Framboesa de Ouro para aceitar o troféu de Pior Filme do ano como representante não oficial da produção. Embora ele tenha protagonizado diversas outras séries, nenhuma outro papel lhe rendeu o mesmo destaque. A exceção entre os cancelamentos em 1ª temporada que se seguiram foi “Black Sheep Squadron”, trama de guerra que durou dois anos, entre 1976 e 1978, e pelo qual Conrad foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Série Dramática, como o Major Greg “Pappy” Boyington, um piloto que realmente existiu. Ele ainda brilhou em “Centennial” (1979), minissérie sobre 200 anos da história do Colorado, que dizia ter sido seu trabalho favorito. Conrad também teve uma pequena carreira cinematográfica, chegando a interpretar o gângster “Pretty Boy” Floyd em “Eu Sou Dillinger” (1965) e o próprio Dillinger em “A Mulher de Vermelhp” (1979), além de atuar na sátira “O Homem com a Lente Mortal” (1982), ao lado do “007” Sean Connery, e na comédia “Um Herói de Brinquedo” (1996), com Arnold Schwarzenegger. Apareceu ainda em inúmeras séries clássicas como ator convidado. O primeiro papel importante foi ninguém menos que o pistoleiro Billy the Kid num episódio de 1959 de “Colt 45”, e o último aconteceu numa participação especial de 2000 na série “Nash Bridges”. Artista versátil, ele até gravou discos, sob o nome de Bob Conrad, e aproveitou sua fama de “durão” em campanhas publicitárias, virando garoto-propaganda das pilhas Eveready. Casado duas vezes, deixa oito filhos e 18 netos.
Kingdom: 2ª temporada da série sul-coreana de zumbis ganha teaser e pôster
A Netflix divulgou o pôster e um teaser da 2ª temporada de “Kingdom”, uma série de zumbis passada na Coreia medieval. A prévia mostra os protagonistas cercados por uma horda de mortos-vivos, enfatizando a tensão da trama. Criada por Kim Eun-hee, roteirista-produtor da série “Signal – uma espécie de “Frequency” sul-coreana – , a produção se passa durante a dinastia Joseon e traz Ju Ji-hoon (de “O Traidor”) como um príncipe herdeiro que vê seu reino dominado por um surto de zumbis. A praga se espalha logo após o rei recém-falecido se levantar. E caba ao príncipe enfrentar essa nova espécie de inimigos canibais para salvar seu reino. O elenco também inclui Bae Doona (“Sense8”), Ryu Seung-ryong (“A Guerra das Flechas”) e Kim Sang-ho (“Fabricated City”). A série é dirigida pelo aclamado cineasta coreano Kim Seong-hun, responsável pela excepcional combinação de crime e humor negro de “Um Dia Difícil” (2014) e pelo drama de sobrevivência “The Tunnel” (2016). E deve ter agradado muito, pois, antes mesmo da estreia, a série foi renovada para sua 2ª temporada. A 2ª temporada de “Kingdom” chega ao streaming em 13 de março.
Recém-lançada, série Locke & Key ganha novo vídeo legendado
A Netflix divulgou um novo vídeo legendado de “Locke & Key”, que estreou na sexta (7/2) na plataforma de streaming. A prévia traz muitas cenas da série, acompanhados por depoimentos do elenco e dos produtores, que detalham a trama, baseada nos quadrinhos homônimos de Joe Hill, filho do escritor Stephen King. Excessivamente bem divulgada em comparação a outros conteúdos da plataforma, a série chegou na Netflix em sua terceira configuração, após ter dois pilotos recusados pela Hulu e pela Fox. A estreia aconteceu após a produção sofrer quase uma década de rejeições. Vale lembrar que a Fox encomendou a primeira adaptação em 2011 – para Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores da série “Fringe”) e Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”), mas rejeitou o piloto, dirigido pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”), por lembrar muito a 1ª temporada de “American Horror Story” – aprovada na ocasião. O produtor Carlton Cuse (de “Lost” e “Bates Motel”) se envolveu com o material durante o desenvolvimento de um segundo piloto para a Hulu. Na época, a falta de entusiasmo daquela plataforma chegou a surpreender o mercado, já que o diretor do piloto era ninguém menos que Andy Muschietti, de “It: A Coisa”, e o projeto tinha em seu elenco três jovens atores daquele filme. Com a recusa do piloto de Muschietti, Cuse e Hill decidiram assumir a produção e levá-la para a Netflix. Muschietti continuou creditado como produtor, mas sem dirigir nenhum episódio. E apenas o menino Jackson Robert Scott, intérprete do pequeno Georgie em “It: A Coisa”, foi mantido nessa terceira versão. Além dele, o elenco inclui Connor Jessup (“Falling Sky”), Emilia Jones (“Utopia”) e Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”). “Locke & Key” acompanha uma mãe (Stachfield) e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a assombrá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Como curiosidade, a intérprete de Dodge é uma atriz canadense de pais brasileiros, Laisla de Oliveira, que também apareceu em “The Gifted” e estrelou o terror “Campo do Medo” (2019) na Netflix. A 1ª temporada de “Locke & Key” tem 10 episódios.
Maggie Gyllenhaal será mãe de Elvis Presley na cinebiografia do cantor
A atriz Maggie Gyllenhaal vai viver Gladys Presley, mãe de Elvis Presley, na cinebiografia do cantor que será dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). Interesse romântico de Batman em “Cavaleiro das Trevas”, Maggie também é irmã do ator Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e estrela da série “The Deuce”, da HBO. Durante a carreira, Elvis falou diversas vezes sobre sua devoção à mãe, que caracterizava como “sua garota nº 1”. Quando o filho começou a passar mais tempo longe de casa para fazer turnês, gravar discos e filmes, Gladys enfrentou períodos de depressão. O elenco do filme destaca ainda Austin Butler (o Tex de “Era uma Vez em Hollywood”) como Elvis, Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla e Tom Hanks como o empresário do cantor, Coronel Tom Parker. Além de dirigir, Luhrmann assina o roteiro do longa com Craig Pearce, seu parceiro em “O Grande Gatsby” e “Moulin Rouge”. Outra parceria dos dois filmes, Catherine Martin, servirá como designer de produção e figurinista. Ainda sem título, o filme tem previsão de estreia para outubro de 2021.
Roteirista da série Loki vai reescrever Doutor Estranho 2
A Marvel resolveu recomeçar do zero a produção do próximo filme do Doutor Estranho. De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, o roteirista Michael Waldron, da animação “Rick e Morty”, foi escolhido para reescrever “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” (Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura). Waldron concebeu o piloto da vindoura série “Loki”. E vale lembrar que Kevin Feige, chefão da Marvel Studios, disse em novembro passado que essa série teria ligação com o novo longa do “Doutor Estranho” A contratação reforça teorias sobre o significado do título do filme. Como a existência de Loki resulta de uma anomalia temporal, criada em “Vingadores: Ultimato”, faz sentido que sua presença perturbe a continuidade do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e precise ser enfrentada por um especialista no multiverso. Quem melhor do que aquele que viu 14,000,605 versões do futuro para descobrir como derrotar Thanos? Além de Michael Waldron, o cineasta Sam Raimi, que realizou a primeira trilogia do Homem-Aranha nos cinemas, negocia com a Marvel assumir a direção do filme, em substituição a Scott Derrickson, afastado por “diferenças criativas”. Além de dirigir, Derrickson assinou o roteiro do primeiro “Doutor Estranho” com C. Robert Cargill, seu parceiro na franquia de terror “A Entidade”, e Jon Spaihts (“A Múmia”). Até a saída de Derrickson, a iniciante Jade Halley Bartlett era a encarregada da história da continuação. Ela escreveu um dos rascunhos de “Os Órfãos”, terror recém-lançado que está sendo considerado um piores exemplares do gênero nos últimos anos. A inclusão de um novo diretor e um novo roteirista aponta uma reformulação bastante ampla na produção da Marvel. Entretanto, o prazo para isso é bastante escasso. O cronograma de produção prevê o início das filmagens para maio e o lançamento exatamente um ano depois, em maio de 2021. A data se encaixa num dominó de estreias, que inclui ainda a série “WandaVision”, em dezembro, e “Loki” no começo de 2021. Por sinal, a personagem Wanda, a Feiticeira Escarlate, está confirmada no filme do Doutor Estranho. O primeiro “Doutor Estranho” foi um sucesso comercial e de crítica quando estreou em 2016, arrecadando quase US$ 680 milhões nas bilheterias mundiais.
O Homem Invisível: Trailer transforma monstro clássico do cinema em machista aterrador
A Universal divulgou novos pôster e trailer de “O Homem Invisível”, que apresenta a premissa criativa, mas também revela demais, inclusive alguns “sustos” que deveriam ser guardados para o cinema. No novo filme, a história do monstro imaginado pelo escritor H.G. Wells, que rendeu o clássico de 1933 da própria Universal, é transformada numa metáfora de relacionamento tóxico, em que um macho controlador se torna invisível para aterrorizar a ex-mulher, que todos consideram louca por denunciar a verdade. A adaptação foi feita pelo diretor-roteirista Leigh Whannell, que criou as franquias “Jogos Mortais” e “Supernatural”, e destaca no elenco Oliver Jackson-Cohen (da série “A Maldição da Residência Hill”) como o personagem-título e Elisabeth Moss (de “The Handmaid’s Tale”) como sua vítima – e verdadeira protagonista da trama. O resto do elenco inclui Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”), Storm Reid (“Euphoria”), Harriet Dyer (“The InBetween”) e Benedict Hardie (“Secret City”). A estreia está marcada para 27 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
David Letterman revela já ter sido ameaçado de morte por Quentin Tarantino
David Letterman, um dos entrevistadores de talk show mais famosos da história da TV americana, revelou que já foi ameaçado de morte pelo diretor Quentin Tarantino. A celebridade de 72 anos, que hoje tem um programa na Netflix, contou a história numa entrevista ao “Desus & Mero”, talk show noturno do canal pago americano Showtime. Ao ser questionado se já teve algum problema com famosos ao longo da carreira, ele contou: “Eu tive uma boa briga com o Quentin Tarantino. Essa foi ótima”. Segundo Letterman, tudo começou com uma piada feita em seu talk show a respeito do relacionamento de Tarantino com uma celebridade. Na ocasião, ele brincou que o diretor não era muito bonito ou cool o suficiente para a companhia feminina em questão. “Eu estava fazendo graça com o fato dele ser um nerd de locadora de vídeo”, explicou Letterman. “Eu estava fingindo estar espantado que aquela mulher incrível estava namorando aquele sujeito”, explicou, acrescentando que, em seguida, recebeu uma ligação de Tarantino. “Ele começou a gritar comigo, ‘Eu vou bater em você até a morte, vou te matar, vou até Nova York e vou te destruir. Como você pode dizer isso?'”, disse Letterman, que chamou um produtor para servir de testemunha das ameaças. De acordo com ele, Tarantino estava bastante exaltado e o teria ameaçado de morte, de forma continua e desvairada. Foi quando Letterman pegou a deixa para fazer a piada: “Bastão ou na mão?”. Tarantino teria respondido a provocação, dizendo que bateria em Letterman com um bastão, escolhendo hora e local para isso. Letterman disse esperou, mas o diretor nunca apareceu no duelo. Ele acrescentou que, anos depois, Tarantino pediu desculpas por seu comportamento. A imprensa americana tentou entrar em contato com Quentin Tarantino, que disputa o Oscar com seu filme “Era Uma Vez em Hollywood” no domingo (9/2), mas o diretor não quis se pronunciar oficialmente sobre a entrevista de Letterman. A íntegra da entrevista pode ser vista no vídeo abaixo. A história sobre Tarantino começa a ser contada a partir dos 6 minutos e 30 segundos, em inglês e sem legendas.
Globo decide exibir futebol na hora do Oscar e passa transmissão do prêmio para o G1
Quando não é o carnaval, costuma ser o “Big Brother Brasil”. Mas neste ano a Globo encontrou um motivo inédito para escantear a cobertura do Oscar 2020. A emissora resolveu transmitir um jogo de um torneio que não estava exibindo na TV, e que acontece exatamente na hora do Oscar. Com isso, abriu mão da exclusividade do sinal, liberando o evento ao vivo para o portal G1. O motivo da desistência da Globo é a partida entre as seleções de futebol de Brasil e Argentina pelo torneio Pré-Olímpico. Todas as partidas anteriores da competição foram exibidas com exclusividade pela TV paga. Mas no dia do Oscar, o canal resolveu mudar o planejamento da cobertura da competição. O mais interessante é que, para exibir o jogo, a Globo fez tudo o que nunca faz para valorizar a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, mudando o horário de transmissão de outras atrações, como “Fantástico” e o “BBB”. A Globo só começará a transmitir o Oscar após a partida, quando o evento estará em sua reta final. O canal, porém, pretende voltar a exibir a premiação, desta vez em sua íntegra, imediatamente após o final da transmissão ao vivo. O conflito de programação acabou levando o Oscar para o portal G1, inesperadamente valorizado por um conteúdo que já causou disputa acirrada no mercado televisivo – apesar do que a Globo faz com ele, desde que tomou a premiação do SBT. Em post no Twitter, o portal informou que irá transmitir o Oscar ao vivo e na íntegra neste domingo (9/2), a partir das 20h, desde o início da chegada das celebridades ao tapete vermelho. A cobertura também deverá ser estendida à plataforma Globoplay. Entretanto, não há maiores informações sobre o formato dessa transmissão. Especificamente, se trará a mesma apresentação e os comentários previstos para a Globo. Pelo terceiro ano consecutivo, a transmissão oficial da Globo será comandada por Maria Beltrão com comentários do jornalista Artur Xexéo e da atriz Dira Paes. “É o terceiro ano seguido do trio. Eu olho para o Xexéo e já sei o que ele está pensando. A Dira é uma luz, tem muito carisma e um conhecimento enorme de cinema. Outra atração é a Anna Vianna, que faz uma tradução impecável. Essas transmissões geram uma grande responsabilidade. Quando você está acostumada com os companheiros que estarão ao seu lado, já é meio caminho andado para dar certo”, declarou Maria Beltrão em comunicado. Já vai preparando a pipoca e a torcida! O G1 transmite o #Oscar ao vivo e na íntegra neste domingo, a partir das 20h, desde o tapete vermelho. Vamos ver juntos a cerimônia de premiação? ==> https://t.co/wazjVYb8pr #OscarNaGlobo pic.twitter.com/uqY8Ml4nbc — G1 (@g1) February 7, 2020
Crusoé copia frases machistas de Pedro Bial para atacar Petra Costa
A revista digital de direita Crusoé, ligada ao site O Antagonista, copiou as frases machistas de Pedro Bial para atacar Petra Costa, a diretora de “Democracia em Vertigem”, que concorre ao Oscar de Melhor Documentário no domingo (9/2). Em entrevista à Rádio Gaúcha na segunda-feira (3/2), Bial afirmou que “Democracia em Vertigem”, que conta uma versão assumidamente parcial dos últimos anos da política brasileira, “vai contando as coisas num pé com bunda danado”, com “narração miada, insuportável, onde ela [Petra Costa, diretora e narradora] fica choramingando o filme inteiro”. Acusado de machismo, inclusive por colegas, como a ex-repórter da Globo Cristina Serra, Bial ainda arrematou: “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica”. “Nem que fosse por respeito às mulheres que fazem parte da sua vida (certamente, as há), Bial não poderia ter sido tão grosseiro na crítica que fez ao filme, usando os termos rasteiros que usou”, escreveu Cristina Serra em seu Facebook. Pois nesta sexta (7/2) a Crusoé fez copy-paste desse ataque. “’Democracia em Vertigem’ não oferece sequer material para debate ou discordância: é só o desabafo narcisista de uma garota inconformada porque o Brasil não é o país que sua mãe queria”, escreveu Jerônimo Teixeira na revista digital de direita, atacando também, entre outras coisas, “a voz chorosa de Petra”. Petra Costa, claro, não é uma “garota inconformada” nem uma “menina”, muito menos filhinha “chorosa” fazendo documentário para agradar a mãe. É uma cineasta que merece respeito por mais de uma década de reconhecimento internacional, que exibe seus filmes em festivais como Sundance, Locarno e Veneza, já venceu o Festival de Brasília, do Rio, de Havana, coleciona prêmios em vários eventos do mundo e vive atualmente o auge da carreira, com uma indicação ao Oscar. Pode-se discordar da narrativa claramente petista de “Democracia em Vertigem”, que de ingênua não tem nada – é uma aula de marketing político – , mas usar argumentos machistas para tentar diminuir a qualidade do trabalho (com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes) e o talento amplamente reconhecido de sua diretora apenas demonstra o baixo nível a que chegou a discussão cultural neste país de presidente “imbroxável” e compartilhador de “golden shower”. “R-E-S-P-E-I-T-O”, já cantava Aretha Franklin (em versão traduzida), pedindo em nome das mulheres há meio século: “descubra o que isso significa”.
Anitta arrisca italiano em clipe de música… espanhola
Depois de cantar em português, inglês e espanhol, Anitta resolveu arriscar o italiano numa feat no clipe de “Contando Lunares”. A cantora brasileira é o destaque do vídeo de Don Patricio, que também tem participação do porto-riquenho Rauw Alejandro e foi gravado no Rio em clima de cartão postal. Branquelo, magrelo e “quatro olhos” (como eu), Dom Patricio não se parece nada com a figura que se imagina quando se pensa em rapper, mas seu álbum mais recente se chama “La Dura Vida del Joven Rapero”. A música do clipe é um remix da faixa original disponibilizada nesse disco. O título é em espanhol mesmo, assim como o jovem “rapero”, natural das Ilhas Canárias. E embora Anitta abra a canção com as expressões mais manjadas do idioma italiano – do tipo: “io parlo italiano”, “vá bene” e “buongiorno” – , a canção segue mesmo o estilo do pop latino, com salada mista de salsa e reggaeton, com letra em espanhol. Qual o sentido da entrada com macarronada? Ué, talvez se parli italiano no Brasil e a gente não saiba. O mais curioso é que os fãs da brasileira gostaram de ouvi-la em italiano e agora estão pedindo gravações em outros idiomas nas redes sociais, como o francês e… o latim! Vade retro?
Astro mirim de Stranger Things estrela novo clipe do Green Day
O ator adolescente Gaten Matarazzo, mais conhecido como Dustin em “Stranger Things”, é a estrela de “Meet Me On The Roof”, novo novo clipe do Green Day. Passado numa escola, o vídeo traz Gaten tentando impressionar uma garota de forma radical. Ele simplesmente resolve saltar de scooter por cima de uma rampa armada no teto do colégio, ao som da bandinha local, que por acaso se chama Green Day. Vestido numa versão preta do traje heroico e cheio de estrelas do famoso acrobata motoqueiro Evel Knievel, ele impressiona seu público, apenas para passar vexame quando sua lambretinha pifa na beira da rampa. É a deixa para Billie Joe Armstrong aparecer com outro traje clássico, topete e costeletas espessas, como Evel ou Elvis nos anos 1970, para salvar a reputação do lambreteiro, emprestando sua Harley para a manobra arriscada, que, claro, o garoto completa com perfeição. Quem dirige o vídeo é a dupla Brendan Walter & Greg Yagolnitzer, que já tinha trabalhado com Green Day em “Back in the USA” (2017). “Meet Me On The Roof” é o terceiro single do álbum “Father of All Motherfuckers”, que retoma a carreira da banda após grande hiato – desde o lançamento de “Revolution Radio” em 2016.
Lil Nas X vira vampiro em clipe com participação do Nas original
O rapper Lil Nas X, que ficou conhecido pela parceria com o Billy Ray (pai de Miley) Cyrus em “Old Town Road”, lançou o clipe de sua nova música, “Rodeo”. Apesar do título fazer nova referência country, o clima é completamente diferente. Começa com citação a “Jogos Mortais” e logo entra em ritmo de “Buffy”, conforme Lil Nax X é mordido e transformado num vampiro. O vídeo também marca uma nova parceria, desta vez com o Nas original, simplesmente um dos maiores rappers de todos os tempos. O veterano ainda brinca, durante seu pouco tempo em cena, ao se chamar de “Big” Nas, em comparação com o “Lil” Nas X. E essa diferença não é só de tamanho. Claramente, também é de voz. Estilizadíssimo do ponto de vista fashion, o clipe tem direção da dupla Bradley & Pablo, que vem da publicidade e tem se especializado em clipes de figurinos vistosos, como o belo “Aute Cuture”, de Rosalía, e “MotorSport”, dos Migos (com Nicki Minaj e Cardi B).
Elenco de Friends entra em acordo para gravação de episódio especial de reencontro
Após meses de negociações, as estrelas de “Friends”, Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, David Schwimmer, Matt LeBlanc e Matthew Perry, chegaram a um acordo com a produtora WBTV (Warner Bros. Television) para a gravação de um especial de uma hora da série para a plataforma HBO Max. O programa será um reencontro, que complementará as festividades de 25 anos da série, mas não está claro se eles aparecerão como os personagens originais ou como eles mesmos, recordando suas relações. O fato é que, segundo o site Deadline, os atores vão ganhar uma verdadeira fortuna pelo programa. Segundo apurou o site Deadline, cada uma das seis estrelas será paga na faixa de U$ 3 milhões a US$ 4 milhões para gravar o especial. As negociações se estendem há quase um ano e foram congeladas no final de 2019, diante de um impasse financeiro entre o que a WBTV ofereceu e o que os atores pretendiam receber. Neste meio tempo, a notícia do projeto vazou e passou a alimentar o frenesi dos fãs, que começaram a surtar a cada postagem dos atores nas redes sociais, com compartilhamentos de fotos ao lado de alguns – ou todos – os Friends. Uma selfie de Aniston com suas co-estrelas chegou a estabelecer um novo recorde mundial do Guinness como o post mais rápido a atingir 1 milhão de seguidores no Instagram, ressaltando o quanto o programa continua popular. Para completar, um tuíte enigmático de Matthew Perry no início desta semana lotou de comentários e compartilhamentos, ao indicar que o especial poderia ser anunciado a qualquer momento. “Grandes notícias vindo…”, ele postou na terça (4/2). Os co-criadores da série, Marta Kauffman e David Crane, também devem participar do reencontro, que está sendo projetado para ajudar a lançar a HBO Max. A plataforma desembolsou US$ 425 milhões pelos direitos da sitcom imensamente popular, que costumava ser um dos maiores sucessos da Netflix, até a WarnerMedia revelar os planos de seu próprio serviço de streaming.












