Dennis O’Neil (1939 – 2020)
O escritor e editor Dennis “Denny” O’Neil, um dos melhores roteiristas dos quadrinhos da DC Comics em todos os tempos, morreu na quinta (11/6) em sua casa de causas naturais, aos 81 anos. Ele nasceu no mês e no ano em que Batman estreou nos quadrinhos e foi responsável pelas mudanças mais importantes da trajetória do personagem. Mas, curiosamente, sua carreira começou na editora rival, contratado pelo próprio Stan Lee para escrever para a Marvel nos anos 1960. Seu começo foi com histórias do Doutor Estranho e dos X-Men. Mas, para completar sua renda, ainda desenvolvia tramas para a editora Charlton, sob pseudônimo. Só que esse “segredo” foi por terra quando o editor da Charlton, Dick Giordano, foi contratado para comandar a DC em 1968 e decidiu levar consigo seus roteiristas favoritos. Dennis, que na época assinava Denny O’Neil, foi responsável por uma revolução nos quadrinhos da DC. Em suas histórias, tornou-se pioneiro na abordagem de temas sociais em quadrinhos de super-heróis, especialmente na publicação que juntou Lanterna Verde e Arqueiro Verde numa jornada pelos rincões dos EUA. Em vez de supervilões, os personagens se depararam com racismo, miséria e vício em drogas. A história em que o antigo parceiro mirim do Arqueiro, Ricardito (Speedy), revelou-se viciado é considerada até hoje uma das mais impactantes e relevantes do gênero. Estes quadrinhos foram os primeiros a chamar atenção da grande imprensa para o fato de que super-heróis podiam ser mais que diversão infantil. “Eu saí da obscuridade total para ver meu nome em destaque no The New York Times e ser convidado para fazer talk shows”, lembrou O’Neil numa entrevista de 1986. O’Neil também tirou os super-poderes da Mulher-Maravilha, explorando sua identidade de Diana Prince em histórias de espionagem, mudou pela primeira vez a formação da Liga da Justiça, mas nenhuma dos personagens da editora foi tão afetado por seus textos quanto Batman. Na época, ninguém queria escrever Batman. O personagem estava desacreditado na editora, após ser ridicularizado na série de TV, exibida entre 1966 e 1968. Ele recebeu a missão de salvar o herói. E sua ideia foi mergulhar fundo nas trevas. Batman sofreu um reboot completo, sem que O’Neil anunciasse que era isso que estava fazendo. Para começar, tirou Robin de cena – faculdade, briga, rompimento, Titãs, etc – deixando Batman sozinho pela primeira vez em 30 anos. Um por um, ele também foi reintroduzindo os vilões clássicos. O’Neil foi quem explorou a loucura do Coringa, transformando o palhaço do crime num psicopata assassino. Fez o mesmo com o Duas Caras, etc. E ainda criou um dos maiores inimigos do herói, Ra’s Al Ghul, assim como o maior amor – Tália, a filha do vilão. O escritor também criou a personagem coadjuvante Leslie Thompkins. E suas histórias desenhadas por Neal Adams, Jim Aparo e Dick Giordano figuram entre as mais influentes já feitas sobre Batman. Ele também ajudou a ressuscitar O Sombra, personagem da era do rádio e dos pulps, que sob sua direção se transformou em personagem da DC, e ainda assinou a famosa graphic novel da luta entre Superman e Muhammad Ali. Seu sucesso o levou de volta à Marvel, onde assumiu o carro-chefe da editora, o Homem-Aranha, além de Homem de Ferro e Demolidor durante os anos 1980. Neste período, criou a Madame Teia e os vilões Homem Hídrico, Monge de Ferro (Obadiah Stane) e Lady Letal (Yuriko Oyama). Ainda editou a fase de Frank Miller à frente do Demolidor. E, ao supervisionar o lançamento dos quadrinhos dos Transformers, concebeu e nomeou ninguém menos que Optimus Prime. A DC o trouxe de volta em 1986 com uma promoção, tornando-o editor de Batman, papel que ele cumpriu durante toda a era das graphic novels sombrias do personagem, até os anos 2000. Ele lançou a revista “Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas” dedicada a coleções de minisséries adultas de Batman, também se dedicou ao herói Questão, criou Richard Dragon, o personagem Azrael e ainda adaptou os roteiros dos filmes “Batman Begins” (2005) e “O Cavaleiro das Trevas” (2008) em quadrinhos. Sua carreira não se resumiu aos quadrinhos. Ele escreveu livros sobre a arte sequencial e também roteiros de séries, tanto para a versão animada de Batman quanto para a primeira série live-action do Superboy. Mas também trabalhou fora do gênero, roteirizando episódios de “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), a série derivada do filme “Fuga do Século 23” (1976), e da animação “Comandos em Ação” (G.I. Joe). Para completar, foi professor da Escola de Artes Visuais de Manhattan. Jim Lee, atual editor-chefe da DC, chamou Denny O’Neal de “um dos arquitetos visionários da DC Comics”, citando como ele “ajudou a reviver o Batman nos anos 1970” e como continua a ser o seu “escritor favorito do Lanterna Verde até hoje”. Lee resumiu a impacto de suas obras ao lembrar que, “por meio de sua edição e redação, Denny foi um dos primeiros escritores cujo trabalho e foco em questões sociais impulsionaram os quadrinhos” para fora de seu universo infantil.
Regina King critica Trump por comício em local histórico de chacina racista
A atriz Regina King está furiosa com a decisão de Donald Trump de realizar um comício em Tulsa, local do pior massacre racial já acontecido nos EUA, justamente no dia em que os americanos comemoram o fim da escravidão. Em campanha para sua reeleição, o presidente dos EUA decidiu ir na próxima sexta-feira (19/9) a Tulsa, em Oklahoma, onde em junho de 1921 uma multidão de brancos racistas armados invadiu o bairro negro da cidade, um dos mais ricos de todo o país, apelidado de Black Wall Street, e, com auxílio de artilharia aérea, executou cerca de 300 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, deixando outras 800 feridas, além de incendiar e destruir suas casas e comércios. O crime hediondo foi retratado recentemente na série “Watchmen”, da HBO, estrelada, claro, por Regina King, que comentou os planos de Trump em entrevista a eth Meyers, durante participação no programa “Late Night”, que foi ao ar na noite de quinta-feira (11/6). “Eu tenho calafrios porque, de várias maneiras – e ele faz isso o tempo todo – , ele está realmente mostrando o dedo [do meio]”, disse King. “Ele está mesmo dizendo que não está se f****** e mostrando o dedo. É enfurecedor…”, ela continuou. “E machuca fundo”. Vários outros artistas e celebridades criticaram a falta de sensibilidade de Trump, especialmente diante dos protestos antirraciais que estão acontecendo em todos os EUA, após a morte de George Floyd por policiais brancos. A escritora Bess Kalb, que é judia, comparou a escolha de Trump por Tulsa no dia do fim da escravidão com um comício de direita em Auschwitz, na data em que se relembra as vítimas do Holocausto. Veja abaixo o vídeo com os comentários de Regina King e a cena de “Watchmen” que recria o massacre verídico de Tulsa.
Ivete Sangalo lança clipe com beijaços de celebridades no Dia dos Namorados
A cantora Ivete Sangalo aproveitou o Dia dos Namorados para lançar seu novo clipe, que reúne celebridades brasileiras dando beijaços. Por sinal, o single da música “Localizei” traz na capa a própria Ivete beijando o marido, Daniel Cady. O clipe também mostra como a cantora é querida no meio artístico, tamanha a lista de participações. Os casais beijoqueiros incluem Sandy e Lucas Lima, Antonio Fagundes e Alexandra Moraes, Gilberto e Flora Gil, Ludmilla e Brunna Gonçalves, Luciano Huck e Angélica, Belo e Gracy, Tiago Abravanel e Fernando Poli, Ana Maria Braga e Johnny Lucet, Lulu Santos e Clebson, Fernanda Gentil e Priscila Montadon, Di Ferrero e Isabeli Fontana, Thaís Araújo e Lázaro Ramos, Flávia Alessandra e Otaviano Costa, Sabrina Sato e Duda Nagle e muitos outros. São beijos heteros e LGBTQIA+, que celebram a diversidade amorosa dos casais brasileiros. Por sinal, casais que nunca estiveram tão juntos quanto no atual momento de isolamento social. E que se entendem perfeitamente na mesma língua, como demonstram as cenas de beijação. Veja abaixo.
Babu Santana canta as belezas do Vidigal em clipe do produtor Papatinho
O produtor musical Papatinho lançou nesta sexta (12/6) o clipe de “Morrão”, que conta com participações do rapper L7nnon e do ator, ex-BBB e cada vez mais cantor Babu Santana (o “Tim Maia”). Babu é quem canta o refrão e rouba a atenção no vídeo, que foi gravado no morro do Vidigal, no Rio, em meio aos moradores do local – que dá nome à música. Com direção de Rafael Carmo, o clipe tem belas paranômicas da favela, que se apresenta ensolarada, dançante e romântica. O Morrão surge como uma das belezas mais autênticas do Rio de Janeiro, como alternativa aos postais manjados de praia, carnaval, monumentos e biquínis. Pra quem não conhece, Papatinho produziu Anitta e Ludmilla, com quem gravou “Onda Diferente”, e já trabalhou até com Snoop Dogg.
São Paulo vive renascimento dos cinemas drive-in
Sem cinemas drive-in em funcionamento há vários anos, São Paulo experimenta um renascimento do segmento. Três espaços do gênero estão sendo abertos nestes dias – dois já nesta sexta-feira, o terceiro na próxima semana. Popularizados nos anos 1950 e em decadência desde os 1970, os drive-in ressurgiram com força como alternativa durante a pandemia de coronavírus e atualmente são responsáveis pelas únicas bilheterias de cinema do Brasil. O grande atrativo desses cinemas é a possibilidade das pessoas assistirem filmes de dentro de seus carros, o que deixa de ter um apelo simplesmente nostálgico para ser a grande aposta do entretenimento em 2020, o ano do distanciamento social. Um dos espaços mais badalados – e caros – , o Arena Estaiada Drive-In, idealizado junto à Visualfarm, reúne diferentes frentes de negócio, priorizando ações 360º, e começa suas projeções nesta sexta (12/6), Dia dos Namorados, com a realização do Cine Stella Artois – sessão de cinema patrocinada pela marca de cerveja. Com capacidade de até 100 carros e ingressos ao preço de R$ 100 por carro (de até quatro passageiros), as duas sessões desta sexta já estão esgotadas, mas o cinema vai funcionar até agosto. O Centro de Tradições Nordestinas também vai receber um cinema ao ar livre com a primeira sessão nesta noite. Em parceria com a rede Centerplex, o Cine Drive-in Centerplex CTN tem espaço para 107 veículos e uma tela de 72m², que deve funcionar por dois meses. Por fim, o Belas Artes Autorama Drive-in, idealizado pelo cinema de rua paulistano Petra Belas Artes, será inaugurado na quarta (17/6) no Memorial da América Latina, com um telão de 15 metros de largura. São cem vagas e o ingresso custa R$ 65 para até quatro pessoas no mesmo carro. O público-alvo dos três espaços serão bem diferentes. Enquanto o Cine Stella Artois e o Cine Drive-in Centerplex CTN vão oferecer sucessos comerciais, o Belas Artes Autorama Drive-in prioriza títulos cults. A programação divulgada até o momento não prevê lançamentos inéditos em nenhuma das três telas.
O Grande Ivan: Filme da Disney com Angelina Jolie será lançado direto em streaming
A aventura de fantasia “The One and Only Ivan” é a mais recente baixa da programação dos cinemas. A Disney anunciou nesta sexta-feira (12/6), que o longa, previsto originalmente para 13 de agosto no Brasil, estreará uma semana depois, em 21 de agosto, exclusivamente na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). O filme é uma adaptação do livro infantil “O Grande Ivan”, de Katherine Applegate, e conta com grande elenco. Lançado em 2012, o livro acompanha um gorila chamado Ivan, que vive em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente chamado Stella e um cão vadio chamado Bob. Ivan não recorda a vida antes do shopping, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a pequena Ruby de seu proprietário abusivo. Premiado com a Medalha Newberry (conferida por associações de livrarias americanas ao melhor livro infantil do ano), a obra é toda narrada pelo gorila e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Mas a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. A adaptação da Disney é um híbrido de animação e live-action, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas. Outras vozes famosas do elenco incluem Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) como personagem-título, Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Helen Mirren (“A Rainha”), Danny DeVito (“Dumbo”) e Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”), que dá voz à pequena Ruby. A adaptação do livro foi escrita pelo roteirista Mike White (“Escola de Rock”) e a direção é assinada por Thea Sharrock (“Como Eu Era Antes de Você”). “O mundo mudou em um piscar de olhos. Pessoas de todo o mundo compartilharam experiências importantes e transformadoras de maneiras que não vemos há um século”, afirmou a diretora Thea Sharrock em comunicado sobre a mudança de mídia. “Em resposta a isso, estou muito feliz por poder compartilhar a história deliciosa e original de Katherine Applegate, ‘The One and Only Ivan’ com o mundo em agosto no Disney+ (Disney Plus), trazendo um pouco de alegria com este filme único de verdadeira amizade, inspirado em uma história verdadeira.” O anúncio reforça a tendência de lançamentos de peso em streaming, que ganhou impulso depois da Universal demonstrar o retorno financeiro de “Trolls 2” em VOD. Com o agravamento da pandemia de coronavírus, vários títulos de grande orçamento, incluindo “Artemis Fowl”, da própria Disney, deixaram de ser exibidos nos cinemas para apostar em estreias digitais.
Campanha de artistas, cineastas e entidades tenta salvar a Cinemateca do caos do desgoverno
Cineastas, atores e entidades do cinema brasileiro se juntaram num movimento em defesa da Cinemateca Brasileira, que na quinta-feira (11/6) lançou um manifesto em vídeo para defender sua preservação diante do caos criado pelo desgoverno. O vídeo, que reúne artistas como Fernando Meirelles, Bárbara Paz, Alessandra Negrini, Kleber Mendonça Filho, Fabrício Boliveira, Marina Person, Antonio Pitanga, Petra Costa e Mariana Ximenes, reforça a importância da Cinemateca como “patrimônio da sociedade” brasileira ao abrigar mais de 120 anos de história da cultura audiovisual do país. Os artistas alertam para o desmonte da Cinemateca e o perigo iminente que seu acervo corre com a falta de recursos, represados pelo desgoverno, podendo inclusive sofrer um apagão elétrico de consequências gravíssimas para a preservação de seu material mais antigo. “Um eventual apagão elétrico será desastroso, pois atingirá a climatização das salas onde estão arquivados verdadeiros tesouros de seu acervo histórico. Sem refrigeração e inspeção constante, os filmes em nitrato de celulose ficarão expostos ao tempo e podem entrar em autocombustão como já ocorreu em 2016”, diz a atriz Fabiula Nascimento num trecho do manifesto. A conta de luz já está dois meses atrasada. Além disso, contratos com terceirizados, como manutenção e segurança, estão prestes a acabar, e os funcionários da Cinemateca estão com os salários atrasados desde de abril. Tudo isso é fruto da “política cultural” de destruição de Bolsonaro. “Técnicos valiosos e especializados foram demitidos e as atividades foram reduzidas drasticamente. Entre outras coisas, isso se refletiu na subutilização dos equipamentos de ponta, fruto de vultosos investimentos, que correm o risco de sucateamento”, segue o manifesto. Para evitar o cenário de catástrofe, a campanha também divulga uma “vaquinha virtual”, criada para ajudar na situação de emergência financeira, com atrasos de salários dos funcionários. O endereço do crowdfunding no site Benfeitoria já arrecadou R$ 55,5 mil de uma meta primária de R$ 200 mil. “A situação colocada hoje é fruto de uma política do Estado para terceirizar e privatizar os serviços públicos, postura de longa data de autoridades públicas que, cada vez mais, não se responsabilizam pela administração de seus órgãos”, acusam os trabalhadores da Cinemateca, na página da Benfeitoria. “[É] uma prática aberta a administrações nada transparentes, com interferências políticas duvidosas para atender interesses de ocasião.” “A Acerp, uma organização social (OS) vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira, assinando em 2018 um termo aditivo ao Contrato de Gestão (CG) da emissora, que envolveu também o hoje extinto Ministério da Cultura. No final de 2019, o vínculo da ACERP para gerir a TV Escola foi encerrado bruscamente pelo Ministério da Educação. Assim, o termo aditivo da Cinemateca Brasileira também se extinguiu e a ACERP afirma estar tentando, desde então, restabelecer um repasse do Governo Federal para a continuidade da instituição. Esse imbróglio político e jurídico afetou radicalmente os trabalhadores da TV Escola e da Cinemateca Brasileira”, explicam os trabalhadores da Cinemateca. A presidência da Acerp (Fundação Roquette Pinto) já cobrou publicamente o pagamento da dívida que o Ministério da Educação tem com a entidade, e que já passa dos R$ 13 milhões e se deve a serviços prestados pela fundação no ano passado e em 2020. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros inestimáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, filmes do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas.
Feel The Beat: Comédia infantil com Sofia Carson ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado da comédia infantil “Feel The Beat”, estrelada por Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”). A atriz vive uma dançarina que tem seu fracasso em um teste para Broadway transformado em vídeo viral. Desolada, ela volta para a cidade onde nasceu para passar um tempo com o pai e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. Ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, ele decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! A prévia também revela uma dispensável trama romântica paralela, mas é bastante divertida e terna, como os bons filmes infantis costumam ser. O roteiro foi escrito por Michael Armbruster e Shawn Ku (do drama “Tarde Demais”), a direção é assinada por Elissa Down (“Sei Que Vou Te Amar”) e o elenco ainda inclui Enrico Colantoni (“Veronica Mars”), Marissa Jaret Winokur (“Retired at 35”), Wolfgang Novogratz (“Você Nem Imagina”) e várias crianças. A estreia está marcada para a próxima sexta (19/6).
Academia anuncia mudanças de impacto para o Oscar 2022
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, que organiza anualmente o Oscar, anunciou nesta sexta (12/6) algumas mudanças nas regras da premiação. A que chama mais atenção é a obrigação – por sinal, tardia – de indicar 10 títulos à disputa da categoria principal, de Melhor Filme. Mas só a partir de 2022. Até então, a Academia permitia “de 5 a 10 indicados” a Melhor Filme todos os anos, dependendo da quantidade de votos que cada título recebe. O Oscar 2020, por exemplo, teve nove indicados na categoria, enquanto o de 2019 teve oito. As outras mudanças anunciadas buscam abordar o problema da diversidade entre os membros da Academia e os indicados ao Oscar. Pressionada em 2016 com a campanha #OscarSoWhite, que denunciava a falta de negros indicados ao Oscar, a Academia já vinha promovendo várias mudanças, que devem ser aceleradas após os protestos antirracistas tomarem conta dos EUA nas últimas semanas, repercutindo o assassinato de George Floyd e a ascensão do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Neste sentido, a Academia se juntou com o Sindicado dos Produtores de Hollywood (PGA, na sigla em inglês) para criar uma força-tarefa de líderes na indústria cinematográfica, que vão estabelecer padrões de representatividade e inclusão que serão exigidos a produções para que elas possam concorrer ao Oscar. Estas novas determinações serão reveladas em 31 de julho, e entrarão em efeito também para o Oscar 2022. A Academia ainda anunciou que vai promover painéis e discussões sobre raça, e oferecer cursos contra o racismo para todos os membros da organização.
Várias gerações do rock se juntam para cantar clássico do Legião Urbana
A rádio paulista 89FM, que já foi conhecida como a “rádio rock”, produziu um clipe para a canção “Tempo Perdido”, um dos maiores clássicos do Legião Urbana, numa versão que reúne representantes de várias gerações do rock nacional – e um rapper – , cantando em participações remotas. A música é tocada por Dado Villa-Lobos, guitarrista do Legião, e tem a letra de Renato Russo entoada por artistas como Pitty, Branco Mello (Titãs), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Nasi (Ira!), Frejat (Barão Vermelho), Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii), Thedy Correa (Nenhum de Nós), Rogério Flausino (Jota Quest), Bruno Gouveia (Biquíni Cavadão), Supla, Leo Jaime, Bianca Jhordão (Leela), Érika Martins (Penélope), Lucas Vasconcellos (Letuce), Digão (Raimundos), Mingau (Ultraje a Rigor), Badauí (CPM 22), Egypcio (Tihuana), Pedro Calais (Lagum), André Frateschi (Legião 2.0), Miranda Kassin, o baterista Lourenço Monteiro e o rapper Rincon Sapiência. “Tempo Perdido” foi lançada em 1986 e foi a música mais tocada do disco “Dois”, segundo álbum do Legião Urbana. Veja abaixo o clipe coletivo.
Kidding: Série de Jim Carrey estreia no Brasil pela Globoplay
A Globoplay está estreando nesta sexta (12/8) a série “Kidding”. Estrelada por Jim Carrey, a atração tem duas temporadas produzidas, que chegam simultaneamente ao Brasil pela plataforma de streaming. Produção original do canal pago americano Showtime, “Kidding” traz Jim Carrey de volta à TV, mais de duas décadas após estrelar o humorístico “In Living Color” entre 1990 e 1994. Criada por Dave Holstein, roteirista-produtor de “Weeds” e “I’m Dying Up Here”, a série traz Carrey como um comediante chamado Jeff, mais conhecido como Mr. Pickles, um ícone infantil da TV americana, que representa uma marca bilionária de licenciamentos. Mas seu futuro é posto em cheque quando um acidente o faz passar por uma crise. O visual surreal, que combina fantoches e humor negro, é resultado do reencontro de Carrey com o diretor francês Michel Gondry, responsável por um dos filmes mais cultuados do ator, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2005. Gondry assina a produção e a direção da maioria dos episódios, o que confere à série uma aparência de fábula, bem ao estilo de seus filmes, em que os limites da fantasia e da realidade parecem se confundir. Além de Carrey, o ótimo elenco da série também inclui Judy Greer (“Homem-Formiga”), Frank Langella (indicado ao Oscar por “Frost/Nixon”) e Catherine Keener (“Corra!), respectivamente como a mulher do protagonista, o produtor de Mr. Pickles e a criadora dos fantoches do programa. Vale destacar também que a 2ª temporada contou com participação especial da cantora Ariana Grande, que é fã confessa de Carrey. O último episódio foi exibido em março nos EUA e a série ainda não foi renovada para a 3ª temporada.
Episódio animado de One Day at a Time ganha primeira prévia
O canal pago americano Pop TV divulgou uma cena do episódio animado de “One Day at a Time”, produzido remotamente durante a pandemia do coronavírus. No trecho, Penelope (Justina Machado) imagina como poderia convencer a família a seguir suas posições políticas e preferência por boy bands. Confira abaixo. O especial, intitulado “The Politics Episode”, mostra um enfrentamento de Penelope contra a visão conservadora de seus tios e primos, com participações especiais de Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), da cantora Gloria Estefan (“Música do Coração”) e do dramaturgo Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Com a proximidade das eleições, eles não conseguem evitar brigas por política. “One Day at a Time” foi salva do cancelamento pela Pop TV, após ser dispensada pela Netflix ao final de sua 3ª temporada. Por conta disso, a 4ª temporada, que estreou em 24 de março nos EUA, não tem expectativa de transmissão no Brasil. Elogiadíssima pela crítica, a série é um reboot latino da atração homônima, um marco da TV americana, exibido ao longo de nove temporadas entre 1975 e 1984, com produção de Norman Lear, um dos principais roteiristas-produtores de sitcoms de famílias americanas dos anos 1970 – também criou “Os Jefferson”, “Maude”, “Tudo em Família” e “Good Times”. A nova versão latinizou os personagens, girando em torno de três gerações de uma família de origem cubana que vive sob um mesmo teto. A mãe e veterana militar Penélope (Justina Machado) alista a “ajuda” de sua mãe cubana Lydia (a lendária Rita Moreno, de “Amor, Sublime Amor”) e do rico proprietário do imóvel Schneider (Todd Grinnell), enquanto cria dois adolescentes: sua filha radical Elena (Isabella Gomez) e o filho introvertido Alex (Marcel Ruiz). Com isso, além de fazer graça com situações do cotidiano familiar, a trama também passou a discutir raça e imigração. Mais que isso, como a filha assumiu uma namorada, também pautou homofobia, sem esquecer de alcoolismo, drogas, ansiedade e estresse pós-traumático, em seu – por incrível que pareça – bom humor.
Netflix começa a produção da série baseada na trilogia Dinheiro Fácil
A Netflix deu início em Estocolmo à produção de uma série baseada na trilogia criminal sueca “Dinheiro Fácil” (Snabba Cash), que projetou internacionalmente o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”) e o diretor Daniel Espinosa (“Protegendo o Inimigo”). O anúncio foi feito por meio de um vídeo da Netflix Nordic. Veja abaixo, com legendas em inglês. Kinnaman estrelou a franquia iniciada em 2010 no papel de JW, um jovem que vira traficante para manter uma vida de luxo e acaba se envolvendo com criminosos perigosos. A série, porém, terá uma protagonista feminina, vivida por Evin Ahmad (da série dinamarquesa “The Rain”), que teve sua primeira foto oficial na atração divulgada (acima). O projeto está a cargo do roteirista Oskar Söderlund (criador de “Greyzone”) e do escritor Jens Lapidus, autor dos livros originais em que a trama se baseia. E será uma continuação da história vista no cinema, passando-se em Estocolmo dez anos depois dos eventos mostrados no terceiro longa, “Dinheiro Fácil: Vida de Luxo” (2013). Segundo a sinopse oficial, a ação vai acontecer em “um ambiente movimentado onde o desejo por status e dinheiro está mais forte do que nunca. O jet set empreendedor e o mundo do crime se tornaram ainda mais brutal, caóticos e implacáveis. Quando esses dois mundos colidirem, a lealdade, as amizades e os parceiros de negócios serão todos testados na incessante busca por dinheiro fácil”. Evin Ahmad terá o papel de Leya, uma jovem mãe solteira que tenta entrar na cena das startups e acaba se envolvendo no mundo do crime. A direção está a cargo de Jesper Ganslandt, que recentemente filmou Daniel Radciffe em “Beast of Burden” (2018). A previsão de estreia é para 2021. New times calls for new players. Evin Ahmad stars in Jens Lapidus and Oskar Söderlund's Snabba Cash. Coming soon to Netflix. pic.twitter.com/irGV46snSL — Netflix Nordic (@NetflixNordic) June 12, 2020












