Palm Springs: Trailer traz Andy Samberg preso em loop temporal
O conceito do “loop temporal”, “que você já deve ter ouvido falar”, virou fenômeno pop com a comédia “Feitiço do Tempo” (1993). E depois de passar pela sci-fi, o terror e até por séries, finalmente volta ao gênero onde tudo começou. A plataforma Hulu revelou os primeiros pôster e trailer de “Palm Springs”, em que Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”) acorda sempre no mesmo dia. Na prévia, ela se envolve com o personagem de Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), preso num reboot infinito, o que transforma a temática fantasiosa em clima romântico. Os dois resolvem viver como se não houvesse amanhã. E literalmente não há. Apesar de bastante rodada, a execução da ideia recebeu 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes – fato que o trailer faz questão de destacar. Com roteiro de Andy Siara (“Lodge 45”) e direção do curtametragista Max Barbakow, o filme ainda inclui em seu elenco J.K. Simmons (“Counterpart”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”), Meredith Hagner (“Search Party”), Camila Mendes (“Riverdale”), Tyler Hoechlin (“Supergirl”), Chris Pang (“Podres de Ricos”), Jacqueline Obradors (“Bosch”), June Squibb (“Nebrasca”), Dale Dickey (“A Qualquer Custo”) e Tongayi Chirisa (“iZombie”). “Palm Springs” teve première mundial no Festival de Sundance, no começo do ano, e estreia em 10 de julho na Hulu, plataforma disponível apenas nos EUA (por enquanto).
Emmy 2020 vai acontecer em setembro com apresentação de Jimmy Kimmel
Um dia após o anúncio do adiamento do Oscar, foi a vez do Emmy revelar novidades da sua premiação. A Academia de Televisão dos EUA divulgou nesta terça-feira (16/5) que Jimmy Kimmel vai apresentar a cerimônia, que acontecerá no dia 20 de setembro, mas não se sabe como. O formato do evento ainda está sendo debatido. “Não sei onde faremos isso, como faremos ou mesmo por que estamos fazendo, mas faremos. E eu estarei apresentando”, “explicou” Kimmel em seu perfil no Twitter. O comediante já apresentou o Emmy duas vezes, em 2012 e 2016, além de também ter comandado o Oscar em 2017 e 2018. Apesar de fixar a data do evento, a Academia da Televisão suspendeu as festas de gala e também anunciou que a entrega dos prêmios técnicos, conhecidos como o Emmy das Creative Arts (Artes Criativas), será 100% virtual, com eventos espalhados ao longo de vários dias. Tradicionalmente, os vencedores do Creative Arts são anunciados em dois dias, no fim de semana que antecede a entrega dos troféus principais da Academia. “Sabemos que Jimmy Kimmel fará uma cerimônia do Emmy divertida e emocionante”, disse Karey Burke, presidente da ABC Entertainment. “Ele é um verdadeiro mestre de cerimônias que reverencia essa indústria e seu povo; e, como Jimmy fez com seu próprio programa nos últimos meses, ele enfrentará esse momento importante com coração e humor e trará alguma alegria e otimismo muito necessários para nossos colegas da televisão e para os telespectadores em casa”, completou. Mais detalhes sobre o evento deverão ser anunciados nos próximos dias.
HBO Max vai exibir musical de David Byrne dirigido por Spike Lee
Spike Lee vai lançar seu próximo projeto na HBO Max. A plataforma de streaming anunciou que apresentará uma versão filmada do aclamado espetáculo da Broadway “David Byrne’s American Utopia”, que Lee registrou durante a exibição no Hudson Theatre. “‘David Byrne’s American Utopia” é uma experiência única transformadora e um exemplo perfeito de como o entretenimento pode nos unir durante esses tempos difíceis”, disse Nina Rosenstein, vice-presidente da programação da HBO. “A direção brilhante de Spike acrescenta um nível de intimidade a esse desempenho poderoso, e estamos muito empolgados em compartilhar esse espetáculo inovador com nosso público”. O musical apresenta o ex-líder dos Talking Heads, David Byrne, interpretando músicas do álbum de 2018 de mesmo título, além de clássicos do Talking Heads e do catálogo solo de Byrne. O show aconteceu de outubro de 2019 a fevereiro de 2020, recebendo ótimas críticas. O site The Hollywood Reporter chamou de “pura felicidade”. “Spike e eu cruzamos o caminho muitas vezes ao longo dos anos, obviamente sou um grande fã e agora finalmente tivermos uma oportunidade para trabalharmos juntos”, disse Byrne. “Estou absolutamente empolgado com o resultado. O espetáculo da Broadway foi um desafio maravilhoso e também uma oportunidade. Estou encantado que esse espetáculo e os assuntos que aborda agora atingirá um público maior “. Lee acrescentou: “É uma honra e privilégio que meu irmão de arte, Sr. David Byrne, tenha me pedido para me juntar a ele em um espetáculo, convidando-me para o seu magnífico mundo da utopia americana. E isso é algo que só acontece ‘uma vez na vida’.” A Warner Music e a River Road Entertainment produzem e financiam o projeto, que deve estrear na TV paga ainda este ano, em uma data ainda não anunciada.
The Nest: Drama com Jude Law e Carrie Coon ganha trailer tenso
A IFC Films divulgou o primeiro trailer de “The Nest”. A prévia revela um drama sombrio de atmosfera tensa e carregada, sobre uma família que se muda para uma mansão rural e começa a discordar sobre tudo. A mansão não é mal-assombrada, mas o clima é quase de terror, conforme a ansiedade do personagem de Jude Law (“Capitã Marvel”) se confronta com a frustração de Carrie Coon (“The Leftovers”). Ele é um empresário que convence a esposa e os filhos a se mudarem para o interior inglês, onde suas ambições e projetos de grandeza ganham contornos considerados traiçoeiros por ela, ameaçando destruir seu casamento. O filme tem roteiro e direção de Sean Durkin, que retorna ao cinema nove anos após impressionar com o thriller indie “Martha Marcy May Marlene” (2011) – responsável por lançar a carreira da atriz Elizabeth Olsen (“Os Vingadores: Ultimato”). “The Nest” já impressionou a crítica durante sua première no Festival de Sundance, no começo do ano, atingindo 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. A distribuidora pretende lançá-lo nos cinemas da América do Norte em 18 de setembro, mas ainda não há previsão para o Brasil.
The Umbrella Academy: Fotos da 2ª temporada revelam viagem no tempo
A Netflix divulgou as primeiras fotos da 2ª temporada de “The Umbrella Academy”, destacando os heróis da série e sugerindo viagem no tempo. As imagens trazem os “irmãos” Hargraves com roupas dos anos 1960 e também introduzem o novo trio de vilões (Tom Sinclair, Kris Holden-Reid e Jason Bryden), descritos apenas como “um grupo de assassinos suecos”. Adaptação dos quadrinhos homônimos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá – publicados no Brasil como “A Academia Umbrella” – , a série gira em torno de um grupo de jovens adotados por um milionário excêntrico ainda crianças, após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem no funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. A 2ª temporada mostra o que acontece depois deles falharem. Refletindo o final da temporada inaugural, os Hargraves vão parar no passado graças à capacidade dos poderes de Five, que embora tenha salvo todos do apocalipse, acabou espalhando cada um deles num ponto diferente da década de 1960. Nos próximos capítulos, eles tentarão encontrar uma forma de se reencontrar, enquanto descobrem que há outro apocalipse a caminho. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e seu elenco de heróis inclui Ellen Page (a Kitty Pryde de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Tom Hopper (Dickon Tarly em “Game of Thrones”), Robert Sheehan (o Nathan de “Misfits”), Emmy Raver-Lampman (do sucesso da Broadway “Hamilton”), David Castañeda (“Guerra dos Monstros”), Aidan Gallagher (o Nicky de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) e Justin H. Min (“Dating After College”). A estreia dos novos episódios está marcada para 31 de julho em streaming.
Invasão Zumbi 2 ganha novo trailer insano
A Well Go USA divulgou o novo trailer americano de “Invasão Zumbi 2: Península”, continuação do terror-sensação de 2016. A prévia é insana, com tensão do começo ao fim, ao mostrar a extensão do apocalipse zumbi. A trama se passa quatro anos após o começo da pandemia da ficção e mostra o mundo destruído por hordas vorazes de mortos-vivos, que levaram a humanidade praticamente à extinção. O vídeo também destaca os novos protagonistas, o ex-soldado Jung-Seok (Gang Dong-Won, de “Golden Slumber”), que lidera uma missão na terra infestada por zumbis e acaba encontrando sobreviventes, entre eles a corajosa Min Jung (Lee Jung-hyun, de “Gunhamdo”) e um grupo de sádicos ensandecidos. Novamente dirigido por Yeon Sang-ho, o filme integra uma trilogia sobre o surto zumbi na Coreia do Sul. Entre os dois “Invasão Zumbi”, Sang-ho também assinou o longa animado “Seul Station” (2016), cuja trama acontece em paralelo aos eventos do primeiro filme – além de ser um excelente exemplar de animação adulta. O diretor só fazia animações antes de estourar com “Invasão Zumbi”. A estreia internacional deveria acontecer em agosto, mas deve ser remarcada devido à pandemia do coronavírus.
Vida de Lemmy Kilmister, vocalista do Motörhead, vai virar filme
A vida do vocalista do Motörhead, Lemmy Kilmister (1945-2015), um dos músicos mais influentes de sua geração, vai virar filme. O projeto tem direção de Greg Olliver, que fez o documentário “Lemmy”, de 2010. Ele seguirá a vida de Kilmister desde a adolescência, quando foi roadie de Jimi Hendrix e integrante da banda de rock psicodélico Hawkwind, antes de lançar o Motörhead, banda que abriu caminho para Metallica, Megadeth e Anthrax, além de Foo Fighters, cujo vocalista Dave Grohl prestou uma homenagem a Lemmy em seu funeral. “Tudo o que você ouviu sobre Lemmy provavelmente é verdade … não porque ele estava adotando clichês do rock’n’roll, mas porque ele os criou”, disse Olliver, no comunicado sobre a produção. “Desenvolvemos cuidadosamente essa cinebiografia desde 2013, certificando-nos de permanecer fiéis a Lemmy, aos membros da banda do Motörhead, Phil Campbell e Mikkey Dee, e a todas as outras pessoas que desempenharam papéis importantes na vida de Lemmy. Será um filme do qual se orgulharão”, completou. O roteiro foi escrito pelo estreante Medeni Griffiths e o filme também vai se chamar “Lemmy”, como o documentário. As filmagens devem começar no início de 2021, dependendo da evolução da pandemia de covid-19.
Manifest é renovada para 3ª temporada
A rede NBC encomendou a 3ª temporada de “Manifest”, série sobre um evento misterioso de ficção científica, que mantém um grande público sintonizado nos EUA. A trama sobre um avião que, após cinco anos desaparecido, ressurge como se tivesse viajado por algumas horas apenas, encerrou seu segundo ano diante de 4,5 milhões de telespectadores americanos e novos mistérios sem resposta. A audiência cresce para 7,7 milhões ao longo de uma semana em todas as plataformas. A série também chegou com impacto ao Brasil, via exibição de seu primeiro episódio na rede Globo no ano passado como chamariz para o lançamento na plataforma Globoplay. O piloto atingiu cerca de 28 pontos no Ibope Kantar, tanto no Rio quanto em São Paulo, um dos melhores resultados do ano da faixa “Tela Quente”. Isto representou audiência superior à registrada pela novela “Éramos Seis” e muito acima da performance de todas as atrações dos outros canais em seu horário. Para deixar claro: nem se todos os programas rivais juntassem seus públicos seriam capazes de ter maior audiência que o episódio inaugural da série na Globo. Embora siga a cartilha da Netflix de não revelar o público de sua plataforma de streaming, a empresa compartilhou com a imprensa que o buchicho fez “Manifest” atingir consumo 56% superior a “The Good Doctor” na Globoplay, série que antes era considerada recordista do serviço. Segundo o jornal do grupo, a produção estrangeira passou até a novela “A Dona do Pedaço” em horas de consumo em streaming. Criada por Jeff Rake (que também criou “The Mysteries of Laura”) e produzida pelo cineasta Robert Zemeckis (“O Voo”, “De Volta para o Futuro”), “Manifest” foi inspirada pelo desaparecimento misterioso do voo 370 da Malaysia Airlines, mas a premissa também sugere influência de “Lost” e “The 4400”, já que os passageiros do voo desaparecido da série não são afetados pela passagem do tempo e ainda sofrem um efeito colateral inesperado, passando a ouvir “chamados” para fazer determinadas coisas, provavelmente importantes para o futuro. O elenco é liderado por Josh Dallas (o Príncipe Encantado de “Once Upon a Time”), Melissa Roxburgh (série “Valor”), Parveen Kaur (série “Beyond”), Luna Blaise (série “Fresh Off the Boat”), J.R. Ramirez (série “Jessica Jones”), Athena Karkanis (série “Zoo”), Matt Long (“Helix”), Elizabeth Marvel (“Homeland”) e o menino Jack Messina (“Maravilhosa Sra. Maisel”). Apesar da renovação, não há previsão para o começo das gravações dos novos episódios, devido à pandemia de coronavírus.
For Life é renovada para 2ª temporada
A rede ABC encomendou a 2ª temporada de “For Life”, drama criminal que encontrou grande repercussão na TV americana. Criada por Hank Steinberg (criador de “The Last Ship”) e produzida pelo rapper Curtis “50 Cent” Jackson (“Power”), a série teve sua trama valorizada pelo contexto racial, após a morte de George Floyd, que desencadeou protestos em massa e abriu discussões profundas sobre racismo estrutural e justiça social. O drama jurídico é inspirado na vida real de Issac Wright Jr., que foi injustamente condenado como chefão das drogas, mas teve sua condenação revertida enquanto estava na prisão e se tornou um advogado licenciado. A versão televisiva dessa história traz Nicholas Pinnock (“Counterpart”) como Aaron Wallace, um inocente condenado injustamente que estuda para se tornar advogado na prisão, passa a defender casos de outros presos e se esforça para anular sua própria sentença por um crime que não cometeu. Sua busca pela liberdade é impulsionada por seu desejo desesperado de voltar à família que ama – sua esposa e filha – e recuperar a vida que lhe foi roubada. “For Life” também examina as falhas do sistema penal americano. “É mais do que apenas uma série, é uma luta pela justiça e estamos mantendo a luta”, disse 50 Cent ao comemorar a renovação. “Isaac Wright Jr enfrentou o sistema e conquistou sua liberdade e agora, mais do que nunca, precisamos continuar contando essa história inspirada em sua vida. O criador Hank Steinberg e sua equipe de escritores estão prontos para continuar explorando e expondo as falhas no sistema que são tão importantes agora, mais do que nunca”, completou, em comunicado. O bom elenco da série ainda inclui Indira Varma (“Game of Thrones”), Joy Bryant (“Parenthood”), Dorian Missick (“Luke Cage”), Tyla Harris (“Six”) e Mary Stuart Masterson (ainda hoje lembrada pelos clássicos “Tomates Verdes Fritos” e “Alguém Muito Especial”).
The Baker and the Beauty é cancelada na 1ª temporada
A ABC cancelou “The Baker and the Beauty”, dramédia romântica baseada numa atração israelense. A série tinha a pior audiência do canal e rendeu apenas nove episódios em sua única temporada, que termina em 1º de junho. A atração foi a segunda série do roteirista-produtor Dean Georgaris cancelada nas últimas horas. A outra, “Bluff City Law”, saiu do ar na rede NBC. “The Baker and the Beauty” acompanhava o personagem de Victor Rasuk (“Jack Ryan”), que trabalha na padaria da família e faz tudo o que seus amados pais e irmãos cubanos esperam que ele faça. Mas em uma noite de festas em Miami, ele conhece a personagem de Nathalie Kelley (“Dynasty”), uma superstar internacional e magnata da moda, e passa a virar o centro das atenções da mídia e viver um conflito cultural. A versão original israelense (“Lehiyot Ita”) ainda está no ar e vai para a 3ª temporada em seu país de origem.
Séries Indebted e Bluff City Law são canceladas
A rede NBC anunciou o cancelamento de mais duas séries lançadas na temporada passada. O fim da linha chegou para “Indebted”, que marcava a volta de Fran Drescher (estrela de “Nanny”) às sitcoms, e “Bluff City Law”, retorno de Jimmy Smits às tramas jurídicas, gênero que lançou sua carreira nos anos 1980 (em “L.A. Law”). Lançada em fevereiro nos EUA, “Indebted” durou 12 episódios. Criada por Dan Levy (roteirista de “The Goldbergs”), a série trazia Drescher e Adam Pally como um casal prestes a retomar sua vida após anos de fraldas e noites sem dormir, quando os pais falidos de Pally resolvem morar com eles. “Bluff City Law” teve só 10 capítulos, exibidos entre setembro e novembro do ano passado. Criada pelo roteirista Dean Georgaris (criador também da efêmera “The Brave”) e o produtor Michael Aguilar (“Kidding”), acompanhava Smits como advogado de casos controversos de direitos civis. As duas séries se juntam às comédias “Sunnyside”, “Perfect Harmony” e ao thriller policial “Lincoln Rhyme: Hunt for the Bone Collector” na lista de séries novatas canceladas pelo canal.
Sindicato dos Atores dos EUA proíbe filmagens de comédia por violação de protocolos da covid-19
O Sindicato dos Atores dos EUA, SAG-AFTRA, interrompeu as filmagens de uma comédia chamada “Courting Mom & Dad”, acusando os produtores de terem “falhado em cumprir as orientações de saúde das autoridades de Los Angeles e os protocolos da SAG-AFTRA em relação a covid-19, bem como com os regulamentos da Califórnia relacionados ao trabalho de menores de idade” O filme da produtora Revenge Movies é estrelado por Scott Baio (“See Dad Run”) e Kristy Swanson (“SEAL Team”) como um casal à beira do divórcio, cujos três filhos procuram a ajuda de um advogado para impedir a separação iminente. Em comunicado, o sindicato informou que os membros da SAG-AFTRA “estão instruídos a não realizar quaisquer serviços de atuação para esta produção até novo aviso”, observando que a aceitação de um emprego ou a prestação de serviços em “Courting Mom & Dad” pode ser considerada uma violação das regras sindicais, que podem resultar em ação disciplinar. O SAG-AFTRA não deu detalhes específicos sobre o que motivou a proibição de trabalho neste filme. A empresa de produção ainda não comentou o caso.
Paul Schrader lamenta que Spike Lee tenha recuado após defender Woody Allen
O sempre polêmico Paul Schrader não gostou do recuo de Spike Lee, que defendeu Woody Allen num programa de rádio e depois se desculpou ao ser atacado nas redes sociais. “É desapontador. Se alguém poderia enfrentar a multidão do linchamento neste momento seria o Spike [Lee]. Mas aparentemente não. Eu segui a história de Woody, li a sua autobiografia e, francamente, acho mais credível que o discurso de Farrow“, escreveu no Facebook o roteirista de clássicos como “Táxi Driver” (1976), “Touro Indomável” (1980) e diretor de “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “Temporada de Caça” (1997) e “Fé Corrompida” (2017), entre outros. Spike Lee chegou a reclamar, durante uma entrevista no sábado (13/6) no programa “In the Morning”, da rádio WOR de Nova York, da campanha de cancelamento contra Woody Allen fomentada nas redes sociais. “Gostaria de dizer que Woody Allen é um grande, grande cineasta e esse tipo de cancelamento não é apenas com Woody. Eu acho que, quando olharmos para trás, veremos que, a menos que se mate alguém, não há como você apagar pessoas como se nunca tivessem existido”, ele disse. E ainda acrescentou: “Woody é um amigo meu, um colega fã dos Knicks, então eu sei o que ele está passando agora.” Não demorou muito para Lee começar a “passar” por isso também, com ataques nas redes sociais por ter “ousado” defender Woody Allen. Sua reação foi mudar de tom e se desculpar. “Peço desculpas profundamente. Minhas palavras estavam erradas. Eu não tolerarei e não tolerarei assédio, agressão ou violência sexual. Esse tratamento causa danos reais que não podem ser minimizados. Verdadeiramente, Spike Lee”, tuitou o cineasta na tarde do próprio sábado. Woody Allen sofre tentativa de “cancelamento” devido a alegações que o perseguem desde os anos 1990 e que foram revigoradas na era do movimento #MeToo, por conta das acusações da ex-mulher, Mia Farrow, de que teria abusado sexualmente da sua filha, Dylan, quanto ela tinha sete anos de idade. Como consequência dessa campanha, ele precisou processar a Amazon, que rompeu unilateralmente o contrato de produção e distribuição de seus filmes – deixando “Um Dia de Chuva em Nova York” inédito nos EUA. E enfrentou sabotagem do próprio filho, Ronan Farrow, contra a publicação da sua autobiografia. Ronan conseguiu, com cúmplices das redes sociais, que a editora original cancelasse o lançamento. Felizmente, outra editora assumiu o projeto e o livro se tornou um dos mais elogiados do ano. Intitulado “A Propósito de Nada”, a obra chega ao Brasil no segundo semestre. Nos últimos dois anos, Woody Allen também viu uma série de atores se declararem arrependidos dos filmes que fizeram com ele. Mas a verdade é que o caso responsável por essa revolta tardia chegou a ser investigado duas vezes em 1992, uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil e outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven, e ambas concluíram que Dylan não havia sido abusado. Uma das investigações concluiu, inclusive, que a menina tinha sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, motivada por ódio de Woody Allen, porque o cineasta acabou se envolvendo e, posteriormente, casando-se com a filha adotiva dela, Soon-Yi Previn. Isso foi um escândalo e colocou a opinião pública contra ele. É o que, aparentemente, até hoje faz as pessoas duvidarem das investigações exaustivas da época e acreditarem em Dylan, que tinha sete anos quando o abuso supostamente aconteceu. Allen e Sun-Yi seguem casados até hoje. Os dois são pais de duas filhas já adultas, que, assim como todas as atrizes que trabalharam com o diretor durante mais de meio século, jamais reclamaram ou denunciaram o comportamento de Allen por “assédio, agressão ou violência sexual”. This is dispiriting. If anyone could stand up to the PC lynch mob at this moment it would be Spike. But apparently not…. Publicado por Paul Schrader em Domingo, 14 de junho de 2020












