Curta mostra James Stewart perseguido por personagens de Stanley Kubrick
Um curta sensacional resolveu mostrar como o ator James Stewart lidaria com o universo dos filmes de Stanley Kubrick. A montagem criativa (mashup) junta cenas de Stewart em alguns clássicos de Alfred Hithcock, como “Janela Indiscreta” (1954), “O Homem que Sabia Demais” (1956) e “Um Corpo que Cai” (1958), permeadas por interferências da filmografia de Kubrick, como personagens de “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (1968), “Laranja Mecânica” (1971), “Barry Lyndon” (1975), “O Iluminado” (1980), “Nascido Para Matar” (1987) e “De Olhos Bem Fechados” (1999). Intitulado “Red Drum Getaway”, o resultado é um passeio surreal que dura pouco mais de 4 minutos. Cortesia do estúdio francês Gump, especializado em publicidade e produção de conteúdo para o cinema.
Z – A Cidade Perdida: Veja fotos do set do épico estrelado por Robert Pattinson
Surgiram as primeiras fotos do set de “The Lost City of Z”, adaptação cinematográfica do livro “Z – a Cidade Perdida”, que tem direção de James Gray (“Era uma Vez em Nova York”). As imagens revelam a reconstituição da batalha de Somme, na 1ª Guerra Mundial, na qual os personagens vividos por Charlie Hunnam (“A Colina Escarlate”) e Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”) firmam sua amizade. Diretor e elenco podem ser conferidos nas imagens. Também há fotos das filmagens na selva, que mostram a equipe técnica em meio a uma tribo indígena da Floresta Amazônia. O roteiro, escrito pelo próprio Gray, é baseado no livro homônimo de David Grann, sobre a história real do Coronel Percy Harrison Fawcett, que deixou a carreira militar para se tornar explorador. Obcecado pela Amazônia, o britânico se embrenhou nas matas brasileiras para encontrar uma cidade que ele chamava de “Z” e acreditava ser El Dorado, a cidade de ouro. Após várias expedições infrutíferas e a perda de seu financiamento, Fawcett decidiu realizar uma última viagem com seu próprio dinheiro, levando consigo seu filho Jack Fawcett, então com 21 anos, e outros homens de confiança. O grupo partiu em 1925 para o Mato Grosso e nunca mais foi visto. O elenco também inclui Sienna Miller (“Sniper Americano”), Tom Holland (o novo Homem-Aranha do cinema) e Angus Macfadyen (série “Turn”). A produção está a cargo da Plan B, empresa de Brad Pitt, e ainda não há previsão para o lançamento.
Jennifer Lawrence vai estrelar próximo filme do diretor de Noé
A atriz Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”) será a protagonista do próximo filme de Darren Aronofsky (“Noé”). A informação foi confirmada durante uma entrevista à revista Vogue, em que ela revelou que fechou sua participação durante uma apresentação do projeto, regada a vinho, no apartamento do diretor em Nova York. Jennifer assinou no ato. Ainda sem título, o filme foi escrito pelo próprio cineasta e deve ser filmado no começo de 2016. Não há informações sobre a trama ou mesmo o gênero da produção. Mas Aronofsky tem a tradição de reservar bons papeis para suas atrizes, como aconteceu com Jennifer Connelly em “Réquiem para um Sonho”(2000), Marisa Tomei em “O Lutador” (2008) e Natalie Portman em “Cisne Negro” (2010). Jennifer Lawrence tem vários filmes agendados para os próximos meses, destacando “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, com lançamento agora em 18 de novembro, “Joy: O Nome do Sucesso”, em 18 de fevereiro, e “X-Men: Apocalipse”, em 19 de maio no Brasil. Ela está atualmente filmando a sci-fi “Passengers”, que estreia em 21 de dezembro de 2016 nos EUA, e graças à sua desistência do romance “The Rosie Project” ficou com a agenda livre para novos projetos.
Série Gilmore Girls terá continuação no Netflix
A série “Gilmore Girls” vai voltar, mas não na televisão. Os dramas de Lorelai e Rory, a jovem mãe e sua filha, ganharão continuação no site Netflix. O site TV Line apurou que o serviço de streaming fechou um acordo com a Warner Bros. para produzir uma minissérie derivada da atração, que reunirá novamente as atrizes Lauren Graham e Alexis Bledel. Exibida de 2000 a 2007, “Gilmore Girls” acompanhava o cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Lorelai “Rory” Leigh Gilmore (Alexis Bledel) na cidadezinha fictícia de Stars Hollow, aproveitando para explorar diversos temas de relacionamentos, como família, amizades, conflitos geracionais e classes sociais. Repleta de personagens bem peculiares, a atração ainda serviu para lançar a carreira de muitos astros, como a comediante Melissa McCarthy (“As Bem Armadas”) e os então adolescentes Jared Padalecki (série “Supernatural”) e Milo Ventimiglia (série “Heroes”). A série foi encerrada em sua 7ª temporada, com a jovem Rory se formando na faculdade. Os novos episódios a mostrarão crescida, nos dias atuais, de forma a poder abordar a morte recente do ator Edward Hermann, que interpretou seu avô na trama. O formato escolhido para a minissérie, por sinal, é inusitado. Serão quatro episódios apenas, mas de 90 minutos de duração. Cada capítulo será como um telefilme diferente, passando-se em períodos distintos. A divisão refletirá estações diferentes de um ano – isto é, Inverno, Primavera, Verão e Outono. A atração terá roteiro da criadora da série, Amy Sherman-Palladino, e será produzida por seu marido Daniel Palladino, que também trabalhou na produção original. Com isso, Amy recuperará o controle das personagens que criou. Vale relembrar que ela se afastou de “Gilmore Girls” durante a 7ª e última temporada, devido a uma disputa de contrato com a Warner Bros. Em junho deste ano, durante uma reunião do elenco no Festival ATX, a produtora disse que a série não terminou como ela gostaria. Na ocasião, ela mencionou que adoraria poder concluir a narrativa à sua maneira, algo que não aconteceu em 2007. A minissérie também marcará o terceiro revival de atrações clássicas da TV produzido pelo Netflix, após o sucesso da 4ª temporada da série de comédia “Arrested Development” e a vindoura continuação/spin-off de “Três É Demais”, intitulada em inglês “Fuller House”, que estreia em 2016.
Clipe de Adele dirigido por Xavier Dolan bate recorde no YouTube
O sucesso do clipe de “Hello”, primeira música da cantora Adele desde que venceu o Oscar de Melhor Canção pelo tema de “007 – Operação Skyfall” (2012), bateu recorde de audiência no YouTube. Nas primeiras 48 horas, o clipe conquistou 50 milhões de views, atingindo a marca de 1,6 milhões de visualizações em uma única hora para se tornar o maior sucesso do ano no portal de vídeos. O número deixa para trás até mesmo o trailer de “Star Wars: O Despertar da Força”, muito aguardado pelos fãs da saga, que atingiu um pico de 1,2 milhão de views por hora. Filmado em sépia e branco, o vídeo tem direção do cineasta prodígio canadense Xavier Dolan, que com apenas 26 anos já rodou cinco filmes – o mais recente, “Mommy”, venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2014. O clipe traz Adele numa casa vazia, revisitando lembranças de um antigo relacionamento (incorporado pelo ator Tristan Wilds, da série “90210”), enquanto a letra fala em corações partidos e pede desculpas, num tom confessional e íntimo de ligação telefônica. Por sua vez, a música segue em ritmo choroso de balada soul bem convencional, que só se destaca mesmo graças à voz poderosa da cantora. “Hello” integra seu novo disco, “25”, que tem lançamento marcado para 20 de novembro.
Ilha da Caveira: Veja as primeiras fotos do set do prólogo de King Kong
As filmagens de “Kong: Ilha da Caveira” começaram e as primeiras fotos do set no Havaí já circulam no Twitter. As imagens revelam a preparação da equipe, parte de um cenário, além de integrantes do elenco, com destaque para o astro Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”), que até fez um selfie com um helicóptero da produção. “Kong: Ilha da Caveira” vai se passar nos anos 1970 e acompanhar uma equipe de exploradores, liderada pelo personagem de Tom Hiddleston (“Thor”), que se aventura na ilha primitiva para encontrar seu irmão e também um soro mítico, enfrentando criaturas extraordinárias ao longo do caminho. Além de Hiddleston e Jackson, também estão no elenco Thomas Mann (“Dezesseis Luas”), John Goodman (“Argo”), Corey Hawkins (“Sem Escalas”), Brie Larson (“Anjos da Lei”), Tom Wilkinson (“Batman Begins”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”). O roteiro foi escrito por John Gatins (“O Voo”) e Max Borenstein (“Godzilla””), e revisado por Derek Connolly (“Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros”). A direção está a cargo de Jordan Vogt-Roberts (“The Kings of Summer”), que fará sua transição de cineasta indie para uma grande produção de Hollywood – deu certo para Colin Trevorrow e aquele outro filme com dinossauros. A estreia está marcada para 10 de março de 2017.
Lobster: Veja 21 fotos da sci-fi surreal estrelada por Colin Farrell
O estúdio britânico Film4 divulgou 21 fotos de “The Lobster”, sci-fi do cultuado cineasta Yorgos Lanthimos (“Dente Canino”), que venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano. As imagens registram o elenco da produção em cenas que destacam o tom surrealista da trama. Estreia em inglês do diretor grego, o filme se desenrola num futuro em que todos solteiros precisam passar 45 dias em um hotel para encontrarem o amor de suas vidas. Mas, se não encontrarem, serão transformados em animais e despachados para uma floresta. O elenco inclui Colin Farrell (série “True Detective”), Rachel Weisz (“Oz: Mágico e Poderoso”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”), Ben Whishaw (“007 – Operação Skyfall”), Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), Olivia Colman (série “Broadchurch”), Ariane Labed (“Attenberg”) e Angeliki Papoulia (“Dente Canino”). O roteiro foi escrito pelo próprio Lanthimos com seu parceiro habitual Efthimis Filippou (também de “Dente Canino”). A estreia comercial aconteceu em 16 de outubro no Reino Unido, mas ainda não há previsão para a distribuição no Brasil.
The Neon Demon: Elle Fanning aparece ensanguentada nas primeiras fotos
A Bold Films divulgou as primeiras fotos do filme “The Neon Demon”, do diretor Nicolas Winding Refn (“Drive”), que destacam a atriz Elle Fanning (“Malévola”), protagonista da trama. Ela aparece ensanguentada em duas imagens – numa delas, ao lado do diretor. A trama foi escrita pelo próprio Refn em parceria com a estreante Mary Laws, e, segundo o cineasta, gira em torno de “uma beleza viciante”. Inspirado na história medieval da condessa Isabel Bathory, que segundo a lenda se banhava no sangue de virgens para permanecer jovem e bela, o longa mostrará um grupo de modelos que vai ao extremo para encontrar o caminho do sucesso, passando até pelo canibalismo. O elenco ainda inclui Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”), Jamie Clayton (série “Sense8”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Bella Heathcote (“Sombras da Noite”), Christina Hendricks (série “Mad Men”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). “The Neon Demon” tem estreia prevista para março nos EUA e apenas para agosto no Brasil.
Star Wars: Daisy Ridley e John Boyega postam suas reações ao novo trailer
Star Wars: Daisy Ridley e John Boyega postam suas reações ao novo trailer Não foram só os fãs de “Star Wars” que tiveram reações histéricas ao primeiro trailer completo de “O Despertar da Força”. Os atores Daisy Ridley e John Boyega, novatos na franquia, também soltaram gritinhos e se emocionaram diante da prévia. Eles gravaram suas reações e postaram no Instagram, mostrando-se surpreendidos pelo resultado épico e orgulhosos por participar do filme. A prévia, por sinal, desfaz as dúvidas sobre quem protagonizará a trama, destacando justamente os novos personagens Rey (Daisy Ridley, da série “Mr Selfridge”) e Finn (John Boyega, de “Ataque ao Bloco”). O elenco ainda inclui a volta de Harrison Ford e Carrie Fisher aos papeis de Han Solo e Princesa Leia, mas, curiosamente, até agora não se sabe o destino do personagem Luke Skywalker vivido por Mark Hamill, ausente em todo o material de divulgação. Entre as novidades do elenco, destacam-se ainda Adam Driver (série “Girls”), Oscar Issac (“Inside Llewyn Davis”), Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), Gwendoline Christie (série “Game of Thrones”), Andy Serkis (o Gollum da trilogia “O Senhor dos Anéis”), Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) e Max Von Sydow (“Tão Forte e Tão Perto”). “O Despertar da Força” é o sétimo longa da franquia “Star Wars” e um dos lançamentos mais aguardados do ano. Com roteiro de Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e direção de J.J. Abrams (“Star Trek”), o filme estreia em 17 de dezembro de 2015 no Brasil, um dia antes de chegar aos cinemas americanos. Staying in a little b'n'b with my friend… Set an alarm to watch the trailer… My friend filmed my reaction. Totally emotional seeing it for the first time and so so so incredibly awed to be part of this incredible legacy #starwars #theforceawakens Um vídeo publicado por @daisyridley em Out 19, 2015 às 8:06 PDT THE TRAILER IS JUST EEEEPPPPPPPIIIIICCCCCCC! Star Wars is back! gaaaaaad laaaaard! You know what! Let me just relax because this kind God oooo! Lmao! Seriously congrats to everyone ! December 18th! Um vídeo publicado por @john_boyega em Out 20, 2015 às 12:02 PDT
Maureen O’Hara (1920 – 2015)
Morreu a lendária atriz Maureen O’Hara, uma das maiores estrelas da era de ouro de Hollywood, conhecida por papeis de mulheres fortes. Ela faleceu no sábado (24/10), enquanto dormia em sua casa em Boise, no estado americano de Idaho, aos 95 anos de idade. Em seus últimos momentos, os parentes a homenagearam colocando para tocar a trilha de seu filme favorito, “Depois do Vendaval” (1952), no qual protagonizou um dos beijos mais celebrados do cinema. Com uma carreira repleta de sucessos, Maureen chegou a ser chamada de “a rainha do Technicolor”. Seus olhos verdes e cabelo ruivo incandescente marcaram época em clássicos de cores vibrantes. Mas, além de ícone de beleza, ela era reconhecidamente talentosa, tornando-se uma das atrizes favoritas do exigente John Ford, com quem fez cinco filmes. Irlandesa legítima, também tinha um gênio explosivo, que contrastava com o sorriso encantador exibido em seus filmes. Estrelou mais de 60 longas, quase todos campeões de bilheteria. Ela nasceu Maureen FitzSimons em Dublin, na Irlanda, em 17 de agosto de 1920, numa grande família católica. Tinha cinco irmãos, mas nunca passou necessidades. Seu pai era um empresário bem-sucedido do ramo de roupas, que ainda possuía um time de futebol – o Shamrock Rovers. E sua mãe era uma cantora de ópera e também uma costureira renomada. Encantada com a carreira artística da mãe, ela frequentou escolas de representação desde criança, sonhando em virar uma atriz de teatro. Com apoio da família, estudou drama, canto e dança dos 6 aos 17 anos de idade, vencendo diversos prêmios de teatro amador, ao mesmo tempo em que aprendeu contabilidade e datilografia por insistência do pai – para ter uma profissão, caso a vida teatral não desse certo. Curiosamente, estas habilidades se provariam úteis até mesmo no cinema, quando, anos mais tarde, ela precisou transcrever notas de John Ford sobre a adaptação cinematográfica de “Depois do Vendaval”. Aos 18 anos, Maureen viajou para Londres com a mãe, decidida a fazer testes para o cinema. Ela fez sua estreia em 1938, aparecendo em seu primeiro filme, “Kicking the Moon Around”, uma comédia musical em que viveu uma secretária, dizendo apenas uma frase. Este começo modesto seria relançado anos depois, após ela se tornar famosa, com o título “Millionaire Merry-Go-Round” e destacando o nome da mera figurante em exibições na televisão. Após o segundo filme, “My Irish Molly” (1938), outra comédia musical derivativa, Maureen nunca mais usou seu nome real. A obra também foi o fim de sua carreira de figurante. Ela não passou no teste para conseguir novos papeis. Usando maquiagem pesada, um penteado ornamental e um vestido de lamé dourado, com mangas no formato de asas, a atriz se sentiu presa e constrangida diante das câmeras. Chegou a pensar que não servia para aquilo. E o estúdio concordou. O teste infame, porém, não foi destruído. Como de praxe, ele acabou exibido, entre diversos outros, para equipes de produção. Charles Laughton, o primeiro ator inglês a vencer o Oscar por um papel num filme britânico (“Os Amores de Henrique VIII”, de 1933), foi dos curiosos que assistiu ao rolo. Ele tinha capitalizado seu status de celebridade para formar uma sociedade com o igualmente famoso produtor alemão Erich Pommer (de “Metrópolis” e diversos clássicos expressionistas), com quem fundou o estúdio Mayflower Pictures. Em busca de novos talentos para seu estúdio, viu algo sob a maquiagem e a roupa exageradas, convencendo seu sócio de que havia muita expressividade no olhar da atriz, apesar daquele desempenho horrível. Laughton apostou alto, assinando um contrato de sete anos com a jovem, acreditando que ela explodiria assim que aparecesse nas telas. Para distanciá-la ainda mais de seu começo de figurações, convenceu-a ainda a mudar de nome, virando Maureen O’Hara. Era mais sonoro e menor para escrever nas markees (o quadro que costumava ficar na parte superior das fachadas dos cinemas, anunciando a programação). Quando eu cheguei em Hollywood, lamentei não poder ter feito mais papéis dramáticos, porque eu fotografava tão belamente à cores” – Maureen O’Hara O nome Maureen O’Hara já surgiu como estrela das markees, protagonizando o próximo filme estrelado por Laughton, “A Estalagem Maldita” (1939), um suspense de época dirigido por ninguém menos que Alfred Hitchcock. Nos bastidores, ela acabou se envolvendo com um produtor associado, George H. Brown, com quem se casou secretamente. O enlace foi mantido longe da imprensa para criar a ilusão de que ela ainda poderia ser conquistada. Como previsto, sua presença foi um dos destaques da produção e Laughton imediatamente a escalou para coestrelar “O Corcunda de Notre Dame” (1939), vivendo a mais bela cigana Esmeralda do cinema, na adaptação do clássico literário de Victor Hugo. Comprovando que seu casamento tinha sido um impulso, ela se envolveu com o diretor de diálogos do longa, William Houston Price, que virou seu marido em 1941. Seu contrato ainda previa cinco filmes, o que a fez imaginar uma nova vida em Londres. Aos 19 anos, comprou seu primeiro imóvel, uma casa nas imediações do Hyde Park, onde planejava passar os próximos anos. Entretanto, não morou mais do que alguns meses naquela residência. Naquele mesmo ano, explodiu a 2ª Guerra Mundial e, com os bombardeios que se seguiram, filmar em Londres tornou-se cada vez mais difícil. Erich Pommer, o sócio de Laughton, estava negociando a distribuição de seus filmes em Nova York quando a guerra começou. Como era cidadão alemão, viu-se proibido de viajar de volta para a Inglaterra – apesar de ter sido praticamente expulso da Alemanha pelos nazistas. Sem alternativa, fechou um contrato com a RKO Pictures, cedendo sua nova estrela para o estúdio americano, para quem também passou a trabalhar. O próprio Laughton viria logo em seguida, diante da paralização da indústria cinematográfica britânica. E foi assim, por acaso, que Maureen O’Hara desembarcou em Hollywood, fazendo sua estreia americana em “Vítimas do Divórcio” (1940), um melodrama escrito por Dalton Trumbo e dirigido por John Farrow. Como a mudança aconteceu sem muito planejamento, a jovem atriz se sentiu como uma exilada, longe da família, dos amigos e de sua terra natal, compensando a solidão com o acúmulo de trabalho, a ponto de filmar até cinco longas por ano. Muitas dessas produções eram comédias musicais baratas que não mereciam o seu talento – uma delas, “A Vida é uma Dança” (1940), foi um dos dois filmes que Pommer produziu para a RKO. A rotina de mediocriadade foi interrompida pela chegada de John Ford em sua vida. Em 1941, o gênio americano a escalou em um de seus dramas mais bem-sucedidos, “Como Era Verde o Meu Vale”, retrato de uma família de mineiros, que venceu o Oscar de Melhor Filme e rendeu a Ford sua terceira estatueta de Melhor Diretor. O drama teve grande impacto, mas, ao assinar com a 20th Century Fox para participar de sua produção, Maureen acabou sofrendo com a limitação do estúdio. A especialidade da Fox eram filmes de aventura, e a atriz viu sua carreira seguir nessa direção, estrelando diversos longas de capa e espada e westerns nos anos que se seguiram. Ela fez sua estreia em Technicolor com “Defensores da Bandeira” (1941), na qual viveu uma enfermeira militar, e ficou tão bonita a cores que passou a ser requisitadíssima para as produções mais caras do estúdio. Logo, estrelou seu primeiro western, “Dez Cavalheiros de West Point” (1942), de Henry Hathaway, seguido por seu primeiro longa de piratas, “O Cisne Negro” (1942), de Henry King. “Eu sempre fui uma moleca. E me pagaram para continuar sendo por toda a minha vida” – Maureen O’Hara Com os papeis nestas aventuras, ela também estabeleceu sua reputação de não levar desaforo para casa. Quando Tyrone Power lhe roubou um beijo em “O Cisne Negro”, ela o nocauteou. Quando Paul Henreid tentou repetir a ousadia, em “O Pirata dos Sete Mares” (1945), ela conseguiu que ele fosse açoitado. Suas mocinhas não eram donzelas indefesas e nem ela própria se mostrava carente na vida real, mesmo vivendo longe da família e contando apenas consigo mesma para se livrar do assédio de alguns astros, como Errol Flynn, que ela mandou para aquele lugar durante um episódio de atrevimento. Distante da Grã Bretanha, ela encontrou conforto em voltar a contracenar com seu velho amigo Charles Laughton em “Esta Terra é Minha” (1943), sob o comando de outro célebre exilado em Hollywood, o cineasta francês Jean Renoir. Na trama, os dois astros viveram professores determinados a resistir à ocupação nazista de sua cidade. Maureen também estrelou seu primeiro filme noir naquele ano, “Beijo da Traição” (1943), vivendo um raro papel de femme fatale, com o cabelo tingido de preto para completar a estranheza da personagem em sua filmografia. Mas logo voltou à rotina das mocinhas das matinês, coestrelando a cinebiografia do pistoleiro “Buffalo Bill” (1944) e as aventuras marítimas “O Pirata dos Sete Mares” (1945) e “Simbad, o Marujo” (1947). Nesta última, contracenou com Douglas Fairbanks Jr., um dos maiores espadachins do cinema. Ao mudar mais uma vez de gênero e estrelar seu primeiro filme infantil, acabou protagonizando um dos principais blockbusters da década, o clássico natalino “De Ilusão Também Se Vive” (1947), como a dona de uma loja de departamentos que contrata um Papai Noel bom demais para ser verdade. Ele não só se comunica com crianças em vários idiomas, como também parece saber tudo o que elas desejam. O problema é que ele acredita ser realmente Papai Noel, o que leva o psicólogo da loja a interná-lo como louco. E para livrar o simpático velhinho do hospício, a personagem de Maureen e sua filha (a fabulosamente precoce Natalie Wood) precisam abandonar o ceticismo para ajudar a provar num tribunal que ele é realmente quem diz ser: Papai Noel. A história comoveu a América, foi indicada ao Oscar e rendeu ao cineasta George Seaton a estatueta de Melhor Roteiro. Adentrando o imaginário coletivo, tornou-se programa obrigatório da TV americana no período do Natal, sendo reprisada anualmente. Além disso, foi refilmado mais três vezes – duas especificamente para a televisão. O remake mais recente, feito para o cinema, foi lançado no Brasil como “Milagre na Rua 34” (1994), tradução literal do título original. A popularidade da atriz, porém, continuou a ser desperdiçada pelo estúdio em produções de época e comédias inconsequentes. Mas ela ainda tinha a obrigação de fazer um filme por ano para a RKO. E calhou de ser um novo clássico, o noir “O Segredo de uma Mulher” (1949), dirigido por Nicholas Ray. Na trama, a personagem de Maureen assumia a tentativa de assassinato de sua pupila, uma cantora mais jovem, vivida por Gloria Grahame. Mas a ligação com a jovem, que ela tentara transformar em estrela após perder a própria voz, e a insistência em assumir o crime sugeriam uma história mais complexa, assinada por Herman J. Mankiewicz, o roteirista de “Cidadão Kane” (1941). Em 1950, ela assinou contrato com a Universal Pictures e foi estrelar “Bagdad”, aventura romântica do subgênero maldosamente chamado de “areia e seios”, filmes repletos de odaliscas em trajes sumários, que o estúdio explorava desde “As Mil e uma Noites” (1942). A personagem da atriz era uma princesa beduína que voltava a seu reino, após estudar na Grã-Bretanha, para enfrentar um complô de renegados, responsáveis pelo assassinato de seu pai, e o cortejo de um árabe repulsivo, encarnado por Vincent Price. A fórmula voltou a ser evocada em “Paixão de Beduíno” (1951), mais um filme de princesa árabe que a irlandesa protagonizou, com Lon Chaney Jr. na pele do malvado assanhado. Estes filmes alimentaram sua fama de estrela sensual, que ela complementava com papeis de mulheres duronas. Tanto que, para o western “Terra Selvagem” (1950), aprendeu a manejar o chicote, gabando-se de poder apagar um cigarro na boca de quem se arriscasse a duvidar de sua capacidade com o laço de couro. No mesmo ano, ela retornou à pirataria, estrelando “Tripoli” (195O), aventura escrita e dirigida por seu marido Will Price. E, com isso, deu sua missão de esposa por cumprida, divorciando-se logo em seguida. Sobre os bastidores da filmagem, ela registrou em sua biografia...
Séries derivadas de X-Men têm pilotos encomendados
A Fox encomendou o piloto de duas séries derivadas do universo dos quadrinhos dos X-Men, baseadas nos personagens Legião e Clube do Inferno. O anúncio indica que Marvel e Fox conseguiram entrar em acordo, após diversas brigas de bastidores – com a Marvel cancelando a revista do Quarteto Fantástico para não promover o filme do estúdio rival. Para demonstrar o apaziguamento, as séries serão produzidas pelo cineasta Bryan Singer, o roteirista Simon Kimberg e a produtora Lauren Shuler Donner (todos da franquia “X-Men”) em parceria com o executivo da Marvel Jeph Loeb (“Agents of SHIELD” e “Demolidor”). A série “Legion” (título original) vai contar a história de David Haller, diagnosticado como esquizofrênico, que após passar por vários hospitais psiquiátricos começa a acreditar que as vozes e as visões que o perseguem são reais. E são mesmo, pois, na verdade, ele é filho do mutante Charles Xavier, fundador dos “X-Men” e um dos maiores telepatas do mundo. O filho esquizofrênico do Professor X foi criado por Chris Claremont (responsável pelos quadrinhos originais de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) em 1985, na revista dos Novos Mutantes. Mas a série deve ter como base a revista “X-Men Legacy”, que explora melhor o personagem. O episódio piloto de “Legion” será escrito por Noah Hawley (criador da série “Fargo”) para o canal pago FX. A outra série, “Hellfire”, vai se focar no Clube do Inferno, sociedade de supervilões milionários, também criada por Chris Claremont, que encontrou sua inspiração num episódio da série britânica dos anos 1960 “Os Vingadores”. Assim como naquela série e no filme “X-Men: Primeira Classe” (2011), que apresentou o grupo no cinema, o piloto também vai se passar nos anos 1960. A trama acompanhará um jovem agente especial que investiga uma mulher com habilidades extraordinárias que trabalha para uma sociedade clandestina de ricaços. “Hellfire” está sendo desenvolvido pelos roteiristas Patrick McKay e JD Payne (ambos envolvidos no remake de “Flash Gordon”). E, além dos executivos citados de “X-Men” e da Marvel, contará com produção de Evan Katz e Manny Coto (ambos da série “24 Horas”) para o canal Fox. Os dois pilotos precisam ser aprovados para “Legion” e/ou “Hellfire” virarem série.
Playlist: Cinco clipes do novo rap brasileiro
Assim como a música, os registros visuais do novo rap brasileiro vêm mostrando grande evolução. Cinco clipes recentes destacam algumas das qualidades artísticas e o ímpeto criativo da safra. A seleção inclui dois clipes em 360 graus: um deles, em estilo “Google Earth”, codirigido pelo rapper carioca MV Bill, enquanto o outro, influenciado por videogames, é protagonizado pelo mineiro Flávio Renegado. Há também dois vídeos com roteiro dramático: o do grupo brasiliense Voz Sem Medo traz sample da banda Engenheiros do Hawaii; já o “filme” do rapper paulista Emicida é assinado por Kátia Lund, codiretora do clássico “Cidade de Deus” (2002). Fecha a lista uma panorâmica da favela do mineiro MC Vinição, melhor trabalho do diretor Pablo Bernardo (um nome já estabelecido no gênero) e com a base rítmica mais cool de toda essa turma.
O Diabo Mora Aqui: Terror nacional ganha primeiro trailer e pôster
Foi divulgado o pôster e o primeiro trailer do terror brasileiro “O Diabo Mora Aqui”. Filmado por apenas R$ 250 mil, sem apoio de leis de incentivo, em uma fazenda em Amparo, interior de São Paulo, o longa parte da conhecida premissa dos jovens que vão passar um fim de semana em uma casa isolada com fama de mal-assombrada, mas inclui em sua trama folclore e lendas urbanas brasileiras. O elenco inclui Mariana Cortines (novela “Malhação”), Pedro Carvalho (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Sidney Santiago (da vindoura novela “Escrava Mãe”). A direção é da dupla Dante Vescio e Rodrigo Gasparini, que antes fizeram o curta “M Is for Mailbox” (2014). “O Diabo Mora Aqui” teve sua première internacional no Festival de Sitges, em Barcelona, um dos principais festivais de cinema de terror e fantasia, e só deve estrear no Brasil em 2016.












